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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Os "sonhos" do Taumaturgo de Tambaú: a destruição dos altares

Padre Donizetti

O "pesadelo dos altares" e a foto do Papa João XXIII


Padre Donizetti Tavares de Lima, mineiro de Cássia/MG, nascido aos 03/01/1882 e falecido em Tambaú/SP aos 16/06/1961, conhecido como “Taumaturgo de Tambaú”, nos idos de 1960, em uma visita do Sr. Arcebispo de Ribeirão Preto/SP, Dom Luiz do Amaral Mousinho, até sua paróquia de Santo Antônio, em Tambaú/SP, juntamente com Padre Agmar de Paula Marques, afirmou ao Sr. Arcebispo e ao Padre Agmar:

“Senhor Arcebispo, tive um pesadelo terrível! Vi o demônio entrando na Catedral de São Sebastião[1], com alguns padres consigo, e, todos munidos de picaretas nas mãos, se dirigiam até os Altares laterais da Catedral, gritando em altas vozes. Ao  chegar diante do altar de Santo Antônio, a imagem do Santo Frade lisboeta olhou com autoridade ao demônio e seus sequazes, saindo todos em disparada.
Por Amor a Deus, Senhor Arcebispo, NÃO DEIXE QUE DERRUBEM OS ALTARES DA CATEDRAL!”

Dizem que, neste momento, o Arcebispo saltou da cadeira na qual estava sentado e disse ao Padre que aquilo seria apenas um sonho, um pesadelo, que nunca ninguém iria destruir os altares, sendo interrompido pelo “Taumaturgo de Tambaú”, que lhe disse:

“Não, não, Senhor Arcebispo! Nós não veremos esta desgraça![2] Mas ela virá! Não é um sonho, tampouco um pesadelo! Infelizmente virá este dia! As trevas cairão sobre o mundo! Por isso, lhe imploro: NÃO DEIXE DESTRUIREM OS ALTARES!”

O Arcebispo, todo amável, como era sua característica pessoal, sorriu-lhe e lhe disse:

“Padre Donizetti, prometo que não deixarei que ninguém destrua os altares de nossa Catedral!”

Esse episódio ocorreu em 1960, antes, portanto, da convocação do Concílio Vaticano II, que Padre Donizetti não presenciou, uma vez que faleceu em 16 de junho de 1961.

O mais interessante é que este fato foi presenciado pelo Padre Agmar de Paula Marques, que, após o Concílio, quando quiseram “retirar” os altares da Catedral de São Sebastião, conseguiu impedir este intento e contou este fato a alguns Sacerdotes, entre os quais o Cônego Horácio Longo e o Padre Savério Brugnara.

O Arcebispo Dom Luiz do Amaral Mousinho também não presenciou estes tristes acontecimentos da “retirada” dos altares e das imagens sacras das igrejas, já que foi para o Céu em 24 de abril de 1962.

Contava o saudoso Cônego Horácio Longo que, ao observar a “retirada” de dois dos altares laterais da Matriz da Franca, hoje Catedral da Nossa Senhora da Conceição, lembrou-se do “pesadelo dos altares”, contado pelo amigo Padre Agmar, profetizado pelo “Taumaturgo de Tambaú”.

Ademais, contava o Padre Savério Bruganara que o Padre Donizetti ganhara um quadro do Papa João XXIII, em 1959, e que, diante da alegria de seus coroinhas, ao desempacotar a “fotografia do Doce Cristo na Terra”, o “Taumaturgo de Tambaú” sorriu e olhou demoradamente no rosto do Papa, dizendo para seus coroinhas: “Rezemos muito pelo Papa e pela Igreja!”.

Nesse ínterim, um dos coroinhas dirigiu-se até o quadro com a foto do grande Papa Pio XII, para retirá-lo e substituí-lo pelo quadro recém-chegado do novo Papa.

Então, Padre Donizetti, com a autoridade de sempre[3], disse ao coroinha:

“Não! Deixe aí o quadro do Papa Pio XII, que é um Santo! Deixe aí, meu filho! Em breve vou me encontrar com ele! Quanto ao quadro do novo Papa, deixem aí onde está!”

Segundo Padre Brugnara, o quadro do Papa João XIII foi colocado sobre uma cômoda, e o quadro de Pio XII continuou na parede, no lugar “principal” da sacristia.

Ainda segundo Padre Brugnara, o “Taumaturgo de Tambaú” sempre pedia aos outros Sacerdotes que rezassem muito, muito pela Igreja, que estava chegando um período de grandes provações para Ela.



[1] Em Ribeirão Preto/SP.
[2] Prevendo que ambos iriam para o Céu antes da desgraça conciliar.
[3] Diziam que ele era “um santo, porém, um santo bravo”. 


Breve biografia


Pe. Donizetti Tavares de Lima nasceu na cidade de Cássia-MG, no dia 03 de Janeiro de 1882, filho de Tristão Tavares de Lima e de Francisca Cândida Tavares de Lima, teve 8 irmãos.

Quando Donizetti tinha quatro anos de idade, sua família mudou-se para a cidade de Franca-SP, onde fez o curso primário e foi aprendendo os rudimentos da música.

Aos 15 anos de idade, foi matriculado no curso preparatório do antigo Seminário Episcopal de São Paulo e, depois de três anos, cursou o Colégio em Sorocaba, voltando no ano de 1900 para o Seminário.

No dia 12 de Julho de 1908, foi ordenado Sacerdote em Pouso Alegre-MG. Passou pelas Paróquias de São Caetano, em Pouso Alegre; Jaguariúna; Paróquia de Santa Mãe de Deus; Paróquia Sant’Ana, em Vargem Grande do Sul. No dia 24 de maio de 1926 foi nomeado Pároco da Paróquia Santo Antônio em Tambaú-SP, aonde chegou no dia 12 de Junho do mesmo ano; foi o sexto vigário da paróquia, sua posse aconteceu no dia 13 de junho de 1926 na Missa das 11 horas de um domingo. Ele trabalhou por 35 anos em Tambaú, até o dia 16 de Junho de 1961, quando faleceu aos 79 anos de idade por complicações cardíacas.

“Pe. Donizetti tinha vida austera, sem luxo, nada de requinte. Sua aspiração era servir a Deus sobre todas as coisas. Tinha total zelo pelas crianças e idosos, mas acolhia a todos sem distinção”. (Livro Pe. Donizetti de Tambaú - José Wagner Azevedo). Possuía grande devoção e fé a Nossa Senhora Aparecida.

Na década de 50 fatos impressionantes aconteceram e que o levaram a ter fama de Santo, muitas curas foram atribuídas a ele através de sua benção. Mesmo com o seu falecimento até nos dias de hoje milagres continuam acontecendo, muitos relatos de curas de Tambauenses e romeiros estão registrados.

Processo de Beatificação

Em maio de 1991, foi solicitada a abertura do processo de Beatificação do Pe. Donizetti através da Câmara Municipal de Tambaú, juntamente à Diocese de São João da Boa Vista. Em 1992, no dia 21 de Fevereiro, o processo foi aberto oficialmente. Em 1996, no dia 02 de Dezembro, a Congregação das Causas dos Santos, do Vaticano, conferiu ao Pe. Donizetti o título de Servo de Deus. Após de 17 anos de pesquisa e trabalhos, a primeira etapa foi finalizada e o encerramento da fase Diocesana foi realizado em Cerimônia Pública. Em 08 de Maio de 2009, foram exumados os restos mortais do Pe. Donizetti. Em 16 de Maio de 2009, às 17 horas, iniciou -se o cortejo com os restos mortais do saudoso Sacerdote, que percorreu as ruas da cidade. Às 18 horas, Dom David Dias Pimentel, Bispo da Diocese de São João da Boa Vista, celebrou a Missa, na esplanada do Santuário Nossa Senhora Aparecida para milhares de fiéis entre tambauenses e romeiros. (...) Findo o ato jurídico de fechamento da fase diocesana do Processo de Beatificação, os restos mortais do Padre Donizetti, que estavam em urna de acrílico, ficaram expostos para que todos pudessem ver; formou-se, então, uma fila quilométrica de pessoas que queriam tocar as relíquias do sacerdote. Encerrada a visitação, os restos mortais do Padre Donizetti foram sepultados no mausoléu erguido no Santuário Nossa Senhora Aparecida onde permanecerão definitivamente. No dia 14 de setembro de 2009, às 09h00 (Brasil), o Processo de Beatificação foi aberto, no Vaticano, na Congregação das Causas dos Santos. 


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