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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Lutero e João Paulo II

Lutero e João Paulo II


Reencontrei recentemente um artigo do poeta Bruno Tolentino na extinta revista Manchete, à época da última visita (creio) de João Paulo II ao Brasil, em 1997. Nele, Tolentino fala sobre os poemas que o papa escrevera em polonês, e que o poeta traduzira para o inglês. Este trecho é muito interessante:

"O pontífice-autor talvez não goste de ouvir isto, mas sua visão da participação de todos na escalada de cada um rumo ao Calvário é curiosamente luterana. O grande Reformador dizia que a Cruz não se escolhe nunca, é sempre imposta. Ninguém gosta, todos preferimos a nossa versão pessoal de auto-sacrifício, mas como diriam a uma só voz Lutero e Wojtyla:
Eu queria carregar ladeira acima uma Cruz que escolhesse, compatível com o orgulho e a auto-estima. Só que esse tipo de Cruz não faz sentido! Na crucificação tudo é possível, menos não ser um pária, um poltrão, um bandido..."

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