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sábado, 24 de novembro de 2012

FSSPX: A solução de Bugnini ao "caso Lefebvre"

Quando Bugnini propôs soluções para o “caso Lefebvre”



Yves Chiron é, hoje, um dos nossos melhores historiadores e um leitor atento e escrupuloso de documentos. Acaba de demonstrá-lo na última edição de sua publicação Aletheia: lettre d’informations religieuses. Lá consagra um extenso artigo às Memorie autobiografiche de Mons. Bugnini, o grande ator da reforma litúrgica pós-conciliar, particularmente através do Consilium e da Congregação para o Culto Divino. É muito proveitosa a leitura desse artigo de Yves Chiron, uma vez que se pode aprender muitas coisas. Mas três elementos me impressionaram particularmente:


- Primeiro elemento: A afirmação de Mons. Bugnini sobre Paulo VI, na qual dizia que o papa "viu tudo, seguiu tudo, aprovou tudo" em relação à reforma litúrgica. Yves Chiron comenta: "A expressão é, sem dúvida alguma, excessiva. Mas é certo que, ao contrário de outras questões, Paulo VI acompanhou de perto os arquivos da reforma litúrgica e teve inúmeras sessões de trabalho, tête à tête, com Mons. Bugnini". Em passant, não nos esqueçamos de que Yves Chiron também é o biógrafo de Paulo VI (Perrin, reeditado por Via Romana).

- Segundo elemento: acaba se descobrindo que o ator da reforma litúrgica, tão detestados nos meios tradicionalistas, se mostrou mais aberto do que Paulo VI com eles. Yves Chiron também nos demostra que, após da permissão que foi dada em 1971 aos sacerdotes anciãos para celebrar a Missa de São Pio V e, após do indulto acordado aos bispos ingleses para autorizar, sob certas condições, a celebração da mesma Missa, "Mons. Bugnini sugeriu ao papa conceder uma faculdade idêntica a outras conferências episcopais. O papa se mostrou ‘intratável’ (p. 86) e se recusou a estender o indulto".

- Terceiro elemento: Mons. Bugnini havia proposto uma solução para resolver o "caso Lefebvre": "uma ampla 'concessão' da missa tradicional. Ele estabelecia quatro pontos (p. 89). O Santo Padre lhe fez responder que não lhe parecia ‘oportuno conceder neste momento o que havia sido recusado no passado’ (p. 90). A proposta de Mons. Bugnini será retomada por João Paulo II no indulto de 1984".

A responsabilidade de Paulo VI na crise litúrgica que afetou a Igreja aparece, então, muito mais contundente.

Fonte: Infocaotica.
Tradução: Giulia d’Amore di Ugento.
Grifos do original.
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