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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

A teologia do santo sacrifício da Missa - O que mudou


A teologia do santo sacrifício da Missa



A “Confissão de Augsburg”, protestante, viu bem a mudança radical do novo rito da missa, ao declarar: “Nós fazemos uso das novas preces eucarísticas (católicas) que têm a vantagem de pulverizar (reduzir a pó) a teologia do Sacrifício” (“L’ Eglise d’Alsace”, dez/73 e jan/74. Apud “La Messa di Lutero”, por Dom Lefebvre).

Essas “preces eucarísticas” da missa nova, oficialmente em número de quatro, mas que já são muito mais, correspondem ao único “Cânon” da Missa tradicional. É a parte central e sacrifical da Missa, e que fica entre o “Sanctus” e o “Pater Noster”. É exclusiva do celebrante, que deve pronunciá-la em latim e em voz baixa (Concílio de Trento). Nela tem lugar a grande “Ação sacrifical de Jesus Cristo”, que Ele renova na Consagração. É através dela que Cristo se torna presente realmente, e se coloca sob as Espécies Sacramentais em estado de Vítima imolada. Aí renova Ele a oblação sacrifical que fez de si mesmo ao Pai na Cruz. E isso, em virtude da ordem (Sacramento do Sacerdócio) que deu aos Apóstolos de fazerem o mesmo que Ele tinha feito (Lc. 22,19).

É o seu ato sacrifical, que é único e uno, e que foi realizado uma vez por todas, cruentamente na Cruz, e misticamente, na última Ceia. E que, por sua ordem, de novo se torna presente, de modo místico, mas real, em cada verdadeira Missa. Assim, deu Jesus cumprimento à profecia de Malaquias: “Do nascente ao poente (...) e em todo lugar, será oferecido ao meu nome uma oblação pura” (Mal. 1,11).
 
A Santa Missa abrange ou realiza os quatro fins do Sacrifício: o LATRÊUTICO ou de adoração; o EUCARÍSTICO ou de ação de graças; o PROPICIATÓRIO ou de expiação; e o IMPETRATÓRIO ou de súplica. O fiel, unindo-se por esses atos a Jesus Cristo, que, na Missa como na Cruz, é ao mesmo tempo Sacerdote e Vítima, participa dos frutos da Redenção e cumpre os seus deveres fundamentais para com Deus. Desses frutos também participam todos os fiéis espalhados pelo mundo.
 
O caráter sacrifical da Missa católica é indicado por vários modos:
 
a) Por ser a renovação e perpetuação, de modo incruento, do Sacrifício da Cruz, o qual, por sua vez, deu cumprimento aos sacrifícios figurativos do Antigo Testamento. Jesus Cristo unificou, na Cruz e na Ceia-Missa, os vários aspectos dos sacrifícios figurativos da Antiga Aliança indicados acima (nº 4 deste).
 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

DOIS COMUNICADOS BEM DISTINTOS

Dois comunicados diferentes a respeito da "beatificação" de Giovanni Battista Montini - Paulo VI - por Francisco, para fechar com "chaves de ouro" o escandaloso Sínodo da Destruição da Família, que tentou mudar a doutrina da Igreja para franquear o acesso ao Sacramento da Eucaristia aos adúlteros de variados tipos e aos sodomitas. Não foi a primeira vez que Paulo VI rondou os altares da igreja conciliar, na era de Bento XVI  tentou-se, mas os tempos ainda não estavam maduros. A respeito de Paulo VI, vale a pena ler o que escreveu o Padre Luigi Villa (PDF). Aqui, já publicamos uma carta de Dom Villa aos Cardeais, reunidos para discutir o processo de beatificação de Montini, alertando.

Vamos aos comunicados: primeiro da Casa Geral da Neo-FSSPX e, depois, da União Sacerdotal Marcel Lefebvre (a verdadeira FSSPX).

segunda-feira, 17 de junho de 2013

TRADIÇÃO: O indulto Agatha Christie

Saint Anthony Abbot
by Master of the Osservanza - 1425
Católica e tradicionalista! Ela e outros criaram um movimento que pediu e obteve do Papa permissão para celebrar APENAS a Missa em latim! Trata-se do


INDULTO AGATHA CHRISTIE



O “Indulto Agatha Christie” é como ficou conhecida a permissão concedida em 1971 pelo Papa Paulo VI para o uso da Missa Tridentina em Inglaterra e País de Gales. “Indulto” é um termo católico de Direito Canônico referindo-se a uma permissão para fazer algo que de outra forma seria proibido.

Após a introdução da Missa de Paulo VI para substituir o antigo rito em 1969-70, uma petição foi enviada ao Papa pedindo que fosse permitido o uso do rito tridentino por aqueles que desejassem na Inglaterra e no País de Gales.

A história diz que o Papa Paulo VI estava lendo silenciosamente a lista de signatários e, de repente, disse: “Ah, Agatha Christie!” e assinou a sua aprovação. Desde então tem sido conhecida, informalmente, em círculos tradicionais como Indulto Agatha Christie[1].


O Indulto Agatha Christie de 1971.


A) A petição de 1971 feita por conhecidos escritores, acadêmicos, artistas e historiadores residentes em Inglaterra, para que a Missa tradicional em latim fosse poupada[2].

sexta-feira, 14 de junho de 2013

IGREJA CONCILIAR: Abolição do Index Librorum Prohibitorum

Abolição do Index Librorum Prohibitorum


14 de junho de 2013: 47 anos da abolição do Index Librorum Prohibitorum, por ordem de Paulo VI, através da Notificação acerca da abolição do Índice dos livros proibidos (veja abaixo), da recém criada "Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé". 

O resultado é visível a todos. 

A CNBB que deveria vigiar a "sã cultura" e os escritos dos escritores "católicos" é a primeira a publicar títulos que põem em perigo a fé e os costumes. 

Quanto à "maturidade" dos católicos em que se fiavam as autoridades conciliares, aqueles deixaram de ler livros "para adultos" e passaram a ler livros "proibidos para menores" (pornografia) ou para católicos em geral (marxismo, satanismo, evolucionismo etc.). 

Parabéns Santo Padre, good job!

Desenho que adornava o Index
hoje quem queima nas chamas eternas são as almas dos que se perderam por
terem sido deixadas ao léu pelos pastores "zelosos e vigiantes"

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Plano da Religião Mundial: chegou a hora?

Texto longo, mas interessante.


A necessidade de um Concílio para viabilizar o Plano da Religião Mundial


O luciferiano Roca* revelou, em 1889: “Uma imolação se prepara, alguém expiará solenemente. O papado sucumbirá: morrerá sob o cutelo sagrado que os padres do último concílio forjarão” (Glorioso Centenário, pp. 462 – 469).

Creio que o culto divino, assim como é regido pela liturgia, cerimonial, ritual, e preceitos da Igreja Romana, sofrerá em breve, num concílio ecumênico, uma transformação que lhe restituirá a venerável simplicidade da idade de ouro apostólica, colocando-o em harmonia com o estado da consciência e com a civilização moderna1′ (Roca: “O Padre Gabriel e sua Noiva”, citado por P. Virion em “Mistério da Iniquidade”, Ed, S. Michel, 1967, p. 33).

O teósofo, depois antropósofo, Rudolf Steiner, antigo discípulo da maga russa Helena Petrovna Blavatsky[1], escreveu a esse respeito, em 1910: “necessitamos de um concílio e de um papa que o convoque” (Mons. Rudoif Graber, “Sant’Atanasio e la chiesa del nostro tempo”, Ed. Civiltá, 1974, p. 43). Será o concílio que dará nascimento à nova igreja. Alice Bailey, fundadora do Lúcifer Trust, organização teosófica e satanista que opera junto à UNESCO, vaticinou, em 1919, o surgimento de uma “igreja Universal”, cujo perfil definitivo aparecerá lá peio fim do século, (textual!) (Alice Bailey, “Esteriorizzazione della gerarchia”, Ed. Nuova Era, Roma, 1958, p. 476) e que “conservará a aparência exterior com o objetivo de conseguir os vultosos recursos que são habituais nos negócios eclesiásticos” (ibidem). “Não haverá dissociação, – precisa, ainda, A. Bailey -, entre a única Igreja Universal, a Loja Sagrada de todos os verdadeiros maçons, e os círculos mais estreitos das sociedades esotéricas” (ibidem p. 478). Dessa maneira, conclui ela, “os objetivos e a obra das Nações Unidas morrerão, e uma nova igreja de Deus, saída de todas as religiões, e de todos os grupos espirituais, porá fim à grande heresia da separação” (Alice Bailey, Il destino delle Nazioni, Ed. Nuova Era, Roma, 1988. p. 155), (Citado pelo doutor Cario Alberto Agnoli. op. cit.). O Vaticano II foi, pois, preparado esperando encontrar o personagem que o convocaria.


Uma tentativa vitoriosa: João XXIII, o homem que convocou o Concílio


a) Uma eleição programada

O boletim maçônico “Lês échos du Surnaturel” (Ecos do Sobrenatural) publicou, no seu número de Dez 1961 – Jan 1962, o testemunho de um autor conhecido por suas muitas obras: “No que tange ao Concílio, escrevi ao cardeal Roncalli (antigo núncio em Paris, do qual era conselheiro), em 14 de Agosto de 1954, para anunciar-lhe sua eleição futura (ao papado), e para pedir-lhe um encontro, durante as férias, no seu país natal, a fim de estudar seu primeiro trabalho… o Concílio.

Eu enfatizava: “Poderíeis refletir sobre tudo isto, porque não há tempo a perder. Quando da ascensão ao trono pontifício, o plano deverá se cumprir instantemente, e surpreender todos os políticos”.

Com esse mesmo propósito, os franco-maçons, desde 1954, tinham dito a Mons. Roncalli que aprendesse línguas, porque seria o próximo papa eleito por eles, e, portanto, convinha que se preparasse para o papado (B. O. C. n° 52, Mai 1980, p. 9). Nesse mesmo ano, 1954, em agosto, Jean-Gaston Bardet, “da Tendência Esotérica Cristã”, escreveu ao patriarca Roncalli, então em vilegiatura na sua cidade natal de Sotto il Monte: (Bardet) “Não somente lhe predisse que se tornaria papa, mas adivinhou, também, o nome que tomaria quando fosse eleito” (Hebblethwaite, “Jean XXIII, le pape du Concile”, Centurion, 1988, p. 279). Bardet foi a Veneza onde encontrou Roncalli, repetiu-lhe as previsões e disse-lhe, segundo Capovilla (secretário de João XXIII), que seu pontificado seria marcado por “intervenções doutrinais e reformas disciplinares” (Sodalitium, n° 33: “O Papa do Concílio”, 1954 – 1958, 10a parte, p. 37).

Por que a franco-maçonaria se movimentou em 1954?

“No fim do ano de 1953, Pio XII se encontrava muito cansado, e seus afazeres espirituais estavam a cargo do padre Bea[2], seu confessor; muito culto, porém ecumenista furioso. Como se verificou mais tarde, pode-se dizer, com certeza, que Pio XII estava entregue, de corpo e alma, a não boas mãos; chegando até mesmo seu sobrinho, Carlo Pacelli, a se perguntar se seu tio não tinha sido vítima de uma tentativa de envenenamento. (Antônio Spinosa, “Pio XII, o último Papa”, Mondadori, Milão, 1992, p. 342). Mas, o Senhor protegeu, miraculosamente, o corpo e a alma de Pio XII. O prazo que ganhou permitiu-lhe cumprir dois atos extremamente importantes; a canonização de Pio X e o afastamento de Montini. De 26 de janeiro a 16 de fevereiro de 1954, gravemente enfermo, Pio XII não pôde alimentar-se pelos meios naturais. No outono ocorreu a recaída, e seu estado ficou quase desesperador.

Em 2 de dezembro, Pio XII confidenciou ao Mons. Tardini: “Eu vos digo, os outros poderão pensar que se trata de alucinações de doente. Ontem, pela manhã, ouvi, claramente, uma voz (claríssima) que disse: 'Agora vem uma visão'”. De fato, ninguém veio. Esta manhã, durante a Missa que eu assistia, vi, por um instante, o Senhor. Foi somente por um instante, mas eu o vi bem…” (Chélini, “L’Eglise sous Pie XII”, Ed. Fayard, 1989, vol. II, pp. 513 – 514). Pio XII tinha pensado que o Senhor viera buscá-lo, em resposta à sua prece: “In hora mortis meae, voca me (“À hora da minha morte, chamai-me”). (Oração “Anima Christi”, que se encontra no início dos Exercícios Espirituais de Sto. Inácio). Jesus, ao contrário, o tinha curado, concedendo à Igreja mais quatro anos de prazo (Sodalitium, n° 33: “Le pape du concile”, 10a parte, 1954 – 1958, p. 37).

Pio XII escreveu, então, sua Encíclica de 13 Ago 1954, onde disse: “No mundo de hoje, repleto de ciladas e perigos, são muitos os que lutam encarniçadamente a fim de espalhar o erro entre os fiéis. Uma propaganda audaciosa, aberta e sorrateira, se infiltra entre os católicos, com o objetivo de afastá-los da sua fidelidade a Cristo e à verdadeira Igreja, e, ao mesmo tempo, arrancar a fé das suas almas, infelizmente, ao lado daqueles que defendem, corajosamente, suas crenças, são numerosos os que a abandonam”.

Roncalli, insensível à doença do Papa, comparou sua própria saúde à de Pio XII, minada, cuja morte profetizara quatro anos antes…

Escreveu, então, que o Papa “… subitamente, parecia estar à morte; rapidamente sarou para recair em seguida. Eu tinha pouca confiança em que o Santo Padre conseguisse se curar, a despeito de tantos remédios, médicos e despesas. Sua vida é um milagre, porém, os milagres, como sabes, duram pouco tempo”. (Hebblethwaite, op. cit, p. 281).

Mons. Roncalli deveria, assim, aguardar seu conclave até o fim do ano de 1958[3].

Façamos uma parada para observar um personagem chave: Dom Lambert Beauduin. Trata-se de um monge belga que, às vésperas da 1.a Guerra Mundial, no momento em que se firma, cada vez mais, na Igreja Católica, um movimento humanista, deu a última demão no esquema maçônico da “futura” reforma litúrgica visando a criação de uma “missa nova”, síntese da heresia modernista. Ele foi, também, um dos “profetas” do ecumenismo que triunfou no Concílio.

As iniciativas rasteiras de Dom Lambert Beauduin acabaram chocando Pio XI, que reagiu condenado suas teses na Encíclica “Mortalium Animos”, em 1928. Aliás, ele trabalhou na sombra, secretamente. Desde 1924 estava ligado, por laços de amizade, ao Mons. Roncalli.

Como se fez essa amizade? Ignora-se, mas Roncalli mandou tirá-lo da cátedra no Ateneu de Latrão, por causa das suas propostas “modernistas”.

A amizade entre esses dois homens tornou-se fiel, e, com a noticia da morte de Pio XII[4] “… o velho Dom Lambert Beauduin, com 85 anos, (confessou ao Pe. Boyer, n. d. r.): “Se elegessem Roncalli, disse-nos, tudo estará salvo: ele seria capaz de convocar um concílio e consagrar o ecumenismo”. Fez-se silêncio, depois a velha malícia voltou, com uma piscada de olho: “Confio, disse-nos, que teremos outra chance; os cardeais, na maior parte, não sabem o que vão fazer. São capazes de votar nele”. (Louis Bouyer: “Dom Lambert Beauduin, um homme d’Eglise”, Costermann. 1964, pp. 180-181).

Franco Bellegrandi, ex-Camareiro de Capa e Espada de S. Santidade, e colaborador do “Osservatore Romano”, escreveu, em 1977, um livro intitulado “Nichitaroncalli”, publicado em 1994, cuja apresentação pública, em Roma, provocou um certo alarme na imprensa nacional porque, entre os presentes, encontrava-se o cardeal Sílvio Oddi.

Nessa obra ele conta o que viu e ouviu no Vaticano. Foi assim que, em setembro de 1958, pouco antes do Conclave, o autor recebeu estas confidências:

“Estava no carro com um personagem que eu sabia ser uma alta autoridade maçônica em contacto com o Vaticano. Este me disse: ‘O próximo papa não será Siri, como corre em certos círculos romanos, porque é um cardeal muito autoritário. Será eleito um papa de conciliação. Já foi escolhido: o patriarca de Veneza, Roncalli. Surpreso, repliquei: ‘Escolhido por quem?’ ‘Por nossos maçons representados no Conclave’, respondeu-me serenamente. Voltei, então: ‘Há maçons no Conclave?’ ‘Certamente’, respondeu-me, a Igreja está em nossas mãos’. Repliquei novamente: Então, quem comanda a Igreja? Após um breve silêncio, meu interlocutor foi preciso: ‘Ninguém pode dizer onde se encontra a cabeça. A cabeça está oculta”.

No dia seguinte, o conde Sella (de uma família muito conhecida na Itália, n. d. r.) escreveu um documento oficial, que hoje se encontra guardado no cofre-forte de um notário, contendo o nome completo desse personagem, bem como sua perturbadora declaração; completo, com data e hora. (“Nichitaroncalli”, p. 62, Ed. Eiles, Roma).

Às vésperas do Conclave que o elegeria, Mons. Roncalli, quase certo da vitória, no entanto, não cruza os braços. No dia anterior, 24 de outubro, convocou, nada menos que Giulio Andreoltti, o conhecido político italiano que foi indicado, pela viúva Calvi, como sendo o verdadeiro chefe da loja P2, para informá-lo, com os circunlóquios diplomáticos, sua próxima eleição. (Ibidem p. 395)” (Doutor Carlo Alberto Agnoli, op. cit.).

“Quando Roncalli falou com Andreotti, o Patriarca (por pouco tempo somente) foi, no entanto, tão claro quanto podia: “Que… este seria o novo papa, o compreendi, claramente, desde a primeira manhã do Conclave, poucas horas antes da mudança do cardeal, de Domus Mariae, Via Aurélia, para o Vaticano. Na noite da véspera, – prosseguiu Andreotti – Mons. Capovilla tinha me telefonado informando que o Patriarca desejava me ver”. Então, o político italiano passou a lembrar-se das suas velhas relações com Roncalli, e a amizade deste com o modernista Buonoiuti. Por fim, voltou à sua conversa com o Patriarca. E foi este que quis falar do Conclave: ”Todos nós dizemos: eu não, eu não. Mas, as flechas do Espírito Santo deverão acertar alguém… Eu recebi uma mensagem de congratulações do General De Gaulle, mas isto não significa, de fato, que os cardeais franceses votarão nesse sentido. Sei que eles gostariam de eleger Montini, o que seria excelente; mas, não é possível transpor a tradição de se escolher entre os cardeais…”. Eis o comentário de Andreotti: “Escutei com estupor, e com um certo embaraço. Compreendi, então, que Roncalli estava certo de ser eleito pelo Conclave” (Giulio Andreotti: “A ogni di Papa. I papi che ho conosciuto”, Biblioteca Universale Rizzole, 1982, pp. 65 – 66″. (Sodalitium n° 33: “Le pape du Concile”, 1954-1958, p. 39).

Antes de sua entrevista com Andreotti, Mons. Roncalli escreveu duas cartas: uma ao bispo de Bérgamo, Mons. Piazzi, em 23 de outubro; a outra, ao bispo de Faenza, Giuseppe Battaglia, em 24 do mesmo mês.

Ao primeiro, anunciou o “novo Pentecostes” que se faria “na renovação do chefe”. Acrescentou: “Pouco importa que o novo papa seja ou não originário de Bérgamo (como ele, n. d, r.) Vossa Excelência me compreende? (Pe. Hebblethwaite, op. cit., p. 308).

Quanto à carta ao bispo de Faenza, esta teve por objeto, proibir, expressamente, o sobrinho de dom Batista Roncalli, encardinado nessa diocese, de vir a Roma naqueles dias! Seria dar uma desagradável impressão de nepotismo! Mas, após a eleição, claramente anunciada; “Quando souberdes que devo render-me às flechas do Espírito Santo, expressas através da vontade comum de todos os que aqui se encontram reunidos… o sobrinho poderá, então, vir a Roma… felicitar o tio”.

Roncalli recomendou que, por enquanto “naturalmente, nenhuma palavra sobre isto a quem quer que seja”(Pe. Hobblethwaite, op. cit., p. 308),

Esse desígnio transparece, também, numa carta do cardeal Tisserant, de 12 de Março de 1970, na qual faz uma alusão significativa à eleição “programada” de João XXIII: “… A eleição do soberano Pontífice atual foi rápida. A precedente, a de João XXIII, é que seria discutível, posto que as sessões foram muitas. Eu não sei, aliás, como informações sobre o escrutínio puderam ser dadas por alguém após o Conclave. O segredo foi imposto com mais clareza do que nunca. É de todo ridículo dizer-se que um cardeal qualquer tivesse sido eleito. Compreendeis que não posso dizer mais. Com meus melhores votos…” (Fotocópia da carta publicada no livro de Franco Bellegrandi, op. cit., p. 30)

Numa outra carta, o cardeal Tisserant declara a um padre que ensinava direito canônico, que a eleição de João XXIII é ilegítima, porque foi desejada e preparada por forças estranhas ao Espírito Santo. (“Vita”, 18 Set 1977, p. 4: “Le profezie sui papi nell’ elenco di San Malachia”). Estas cartas confirmam que a eleição de João XXIII foi bem “programada”.

A imagem que surge deste caso não é a de um homem simples, ou sobretudo simples, como o julgou o cardeal Heenan (Pe. Hebblethwaite, op. cit., p. 394), mas a de um personagem muito dedicado em construir para si mesmo um pedestal.


b) Quem era Ângelo Roncalli?

Na sua juventude, encontram-se elementos que demonstravam as inclinações modernistas de Roncalli. Foi co-discípulo do célebre modernista italiano Buonaiuti, condenado nominalmente por isso. No seminário, usava como livro de história o do Prof. Turchi, de tal forma impregnado de modernismo, que acabou sendo chamado à ordem. Depois, suspeito de ortodoxia duvidosa, foi vetada sua nomeação para a cadeira de História Escolástica no Seminário Romano. (Lorenzo Bedeschi, Paese Será, 13/12/1972)[5].

“Da sua juventude sacerdotal, na década de [19] 10, manteve relações particulares com os príncipes italianos, há muito excomungados por espoliar bens da Igreja” (E. Lebec: “Histoire secrète de la diplomatie vaticane”, A. Michei, 1997, p. 147).

“Durante a 2a Guerra Mundial, os serviços secretos britânicos criaram uma seção denominada “o MI 5″, sob as ordens de Churchill. Este órgão foi encarregado do trabalho na área do ocultismo, a fim de desestabilizar o III Reich por meio de um ritual mágico. ‘Amado ressalta que ritual ocorreu em presença de personagens tais como Ian Fleming[6], e com a benção do bispo Ângelo Roncalli, iniciado[7] na seita dos iluminados na TURQUIA[8] (…) Aliás, sobre sua cruz peitoral, ele ostentava o símbolo dos llluminati: um olho aberto no centro de um triângulo… Isto se passou num obscuro bosque de Sussex, no inicio do ano de 1941’” (Pesquisa sobre a existência de anjos rebeldes, de Edward Brasey, p. 259, Filipacci).

Em 1983, foi publicado no México um livro intitulado: “Introdução à Franco-Maçonaria”. Seu autor, Jaime Ayala Ponce, era Iniciado do grau 33 do rito escocês, membro ativo do Conselho supremo, principal escritor maçônico mexicano”, nos diz na apresentação do livro:

“Em 1935, Ângelo Roncalli, arcebispo de Mesembria, é delegado apostólico na Turquia. A vida não é fácil para ele. Com a guerra, assim como outros padres e religiosos, ele veste-se civilmente. É justamente nessa época que foi convidado a ingressar numa sociedade herdeira dos ensinamentos Rosa-Cruzes, à qual Louis Claude Cagliostro deu tanta força… Píer Carpi, um jornalista pesquisador sério, denunciador desses tipos, membros das sociedades secretas, iria descobrir, no curso das suas pesquisas, as provas escritas da filiação maçônica de Ângelo Roncalli na Turquia. Este grande jornalista nos relata no seu livro o procedimento de filiação, e descreve, detalhadamente, o seu ritual. Ele relata que foi durante uma dessas sessões numa loja que Ângelo Roncalli caiu em transe místico, e enunciou suas famosas profecias… Quem quiser se aprofundar nessa história, e conhecer melhor essas sociedades, pode procurar nas livrarias a obra “Les prophéties de Jean XXIII, de Píer Carpi. (Existe uma edição brasileira, e Píer Carpi é maçom (n. d. t.).

[...] na obra intitulada “Introdução à Franco-Maçonaria [referida linhas atrás], Jaime Ayala Ponce relata que, há alguns anos, o célebre maçom Prof, A. Sierra Partida quis publicar, nos jornais nacionais, uma cópia da ata de entronização numa loja de Paris, na qual constava que os profanos Ângelo Roncalli e Giovanni Montini tinham sido levados nesse mesmo dia [?] a serem iniciados nos augustos mistérios da confraria. Entenda-se que a imprensa recusou-se a publicar a matéria, e assim, o próprio professor fez copias que distribuiu nos círculos maçônicos do país.

[...] “No Congresso Mundial da Maçonaria, México, outubro de 1982, circulou entre os assistentes uma prece [...]

“Prece do papa João XXIII, publicada no “Jornal de Genebra”, na sua edição de 9 de Agosto de 1966, traduzida do italiano para o português e transcrita no “Diário do Congresso Nacional”, em 4 de Março de 1971, por requerimento do senador Benedito Ferreira:

“Senhor e Grande Arquiteto, nós nos humilhamos aos teus pés e pedimos teu perdão por nosso erro passado, já que estamos em vias de reconhecer nossos irmãos franco-maçons como teus fiéis prediletos. Sempre lutamos contra o livre-pensamento porque não tínhamos compreendido que o primeiro dever de uma religião, como afirmou o Concilio, é reconhecer o próprio direito de não crer em Deus. Perseguimos todos aqueles que, na tua própria Igreja, se encontravam afastados do caminho da Verdade, inscrevendo-se nas Lojas, ignorando todas as injurias e ameaças.

Sem refletir, acreditávamos que um sinal da Cruz era superior a três pontos formando uma pirâmide. Por tudo isto te pedimos perdão, Senhor, e suplicamos fazer-nos compreender que um compasso, sobre um novo altar, pode significar tanto quanto um crucifixo. Amém (Revista Medio Dia em Punto, Mar – Abr 1978) (“Sous la Bannière” n° 22, Mar – Abr 1989, pp. 23 – 24).

Em 1949, Mons. Roncalli disse, entre outras coisas a respeito da Maçonaria; “Na realidade, o que é que nos separa? Nossas idéias? Na verdade, é pouca coisa”. (Barech, “Eglise Catholique e franc-maçonnerie”, conclusão).

No livro do Pe. Rosário Esposito “As Grandes Concordâncias entre Igreja e Maçonaria”, lemos o texto de uma entrevista concedida pelo barão Yves Maussardon a André Faucher (Omitimos os extratos dessa entrevista, pois já foram relatados no estudo “Bem-Aventurado João XXIII, do “Le Sel de la terre”, constante deste dossiê, (n. d. t.)).

Esses contactos com a Franco-Maçonaria não ficaram sem consequências: João XXIII facilitou a revogação da excomunhão dos maçons, que foi ultimada por João Paulo II no Novo Código de Direito Canônico de 1983. A pertença à Franco-Maçonaria, bem como a adesão ao Modernismo, ou ao Comunismo, não figuram mais na lista das posições punidas com excomunhão.


c) A eleição de Roncalli tranquiliza as Lojas

Ângelo Giuseppe Roncalli foi eleito, aos setenta e sete anos, na tarde de 28 de outubro de 1958, no 11.° escrutínio, e tornou-se João XXIII!

Essa eleição agradou ao velho amigo de Mons. Roncalli, o franco-maçom Marsaudon, que escreveu: “Tivemos, primeiro que tudo, a enorme alegria de receber, em 48 horas, a confirmação da recepção das nossas respeitosas felicitações. Foi, para nós, uma grande emoção, mas, para muitos dos nossos amigos foi um sinal”. (Yves Marsaudon: “L’oecumènisme vu par um franco-maçom de tradition”, Vitiano, Paris, 1964, p. 4).

Apenas eleito, João XXIII recebeu as mais vivas felicitações do grão-rabino de Israel Isaac Hersog, do “arcebispo” anglicano Geoffroy Fischer[9], e de Paul Robinson, presidente das Igrejas Federadas, bem como do chefe da “Igreja Ortodoxa Russa”, o patriarca Aléxis.

“Os protestantes americanos desejaram que o papado (de João XXIII) levasse a um melhor entendimento entre os cristãos e todos os homens de boa-vontade” {Sodalitium, n° 34: “O Papa do Concílio”, 10.a parte: o início do pontificado de João XXIII, p. 55).

Ao saber da eleição ao Soberano Pontificado do seu antigo colega em Paris, Burkardt escreveu a um íntimo, Max Richter, a carta seguinte, da qual extraímos alguns trechos significativos: “… a crença (de Roncalli) nos milagres, o respeito pelo Sagrado não são o seu forte. É um deísta e racionalista, com grandes tendências a se pôr a serviço da Justiça Social… Ele mudará muitas coisas, a Igreja não será mais a mesma”. (Bonum Certamen n° 122, revista do Pe. Mouraux, p. 7).

No seu livro “Cristianismo e Maçonaria”, Léon de Poncins escreveu: “Com o surgimento de João XXIII, e das novas concepções do ecumenismo, houve, bruscamente, como que uma explosão. Viu-se surgir uma floração de obras consagradas à Franco-Maçonaria e uma porção de escritores, historiadores, filósofos, jornalistas, políticos, conferencistas, trabalhando cada qual na sua especialidade, em favor da reconciliação da Igreja Católica com a Franco-Maçonaria. Teve-se, claramente, a impressão de uma campanha internacional, metodicamente orquestrada pelo centro impulsionador que estava na França” (pp. 14 – 15).


d) Roncalli abre o caminho para Montini e aumenta o número de prelados modernistas que “decidirão” o Concílio

Uma vez eleito, João XXIII executou uma estratégia que levaria àquilo que chamou de ”aggiornamento”, a Revolução na Igreja.

A fim de fazer isto era preciso, antes, preparar o caminho para Montini. e adormecer a vigilância da Cúria, especialmente do Santo Ofício.

Desde antes da sua eleição, às vésperas do Conclave, a jornalista alemã Elisabeth Gerstner informou, claramente, em meados de outubro de 1958, num artigo intitulado “Zur Toddesstunde Pius XII”, publicado no jornal alemão “General Anzeiger für den Nieder – Rhein”, que no próximo Conclave o patriarca de Veneza, o cardeal Roncalli, seria eleito e abriria o caminho para o futuro Paulo VI.

Bem antes de sua eleição, Mons. Roncalli era ligado a Mons. Montini por uma velha amizade. Hebblethwaite escreveu:

“Montini torna-se, cada vez mais, seu confidente romano. Comunicam-se freqüentemente. Na sua correspondência, figura uma carta de Roncalli do dia da Páscoa de 1954, que nunca foi remetida, mas cujo rascunho foi, no entanto, cuidadosamente guardado. Capovilla pensa que era “muito auto-reveladora” (p. 274). “Durante todo esse período, Roncalli tornou-se, progressivamente, dependente de Montini, seu amigo muito influente” (p. 276). “Em 1954, um acontecimento desconsertou Roncalli: seu amigo Giovanni Battista Montini foi, subitamente, demitido das suas funções na Secretaria de Estado, e mandado, exilado, como arcebispo de Milão. Para falar francamente, essa nomeação significou que Montini foi expulso da Cúria Romana, após cerca de trinta anos em seu meio”. (Hebblethwaite, op. cit., p. 281).

Sodalitium comentou: “Mons. Roncalli estava perfeitamente consciente do seu papel de precursor do “Messias” Montini. Em 1956, em Pompéia, onde se encontravam, Roncalli, com um gesto de profunda humildade, insistiu em dar precedência a Montini. Este observou que a eles, Roncalli, cardeal e patriarca, cabia a honra. Roncalli respondeu-lhe: “O arcebispo de Milão merece esta atenção, já que um dia será papa”.

A primeira etapa do previsto pontificado de Montini era, pois, a eleição de Mons. Roncalli, suficientemente idoso para deixar, rapidamente, o lugar. A segunda etapa era a nomeação cardinalícia de Montini. E este foi o primeiro ato de João XXIII, que disse: “Montini, o primeiro fruto do nosso pontificado”, (Malachi Martin: I Gesuiti, Sugarco, ed. Milano, 1988. p. 312). Tratava-se, enfim de abrir os caminhos da sucessão. E Roncalli, no seu leito de morte, indicará Montini aos cardeais: “Para mim, meu sucessor será Montini. Os votos do Sagrado Colégio serão dele”. (Hebblethwaite, op. cit., p. 550). Roncalli, confidente de Mons. Montini (Hebblethwaite, op. cit., p. 274), disse ao último pelo telefone, logo após sua eleição: “Vossa Excelência tem o posto aquecido”[10].

“Para impor o “aggiornamento”[11], João XXIII precisava de um mínimo de consenso na Cúria Romana. Para tanto, convocou Mons. Tardini e ofereceu-lhe o cargo de pro-secretário de Estado. No encontro do dia seguinte, Mons. Tardini tentou esquivar-se, dizendo ao Santo Padre: “Que não queria servir sob suas ordens, porque uma política nova necessita homens novos; e, lembrei-lhe que, no passado, estive, frequentemente, em desacordo com ele (Hebblethwaite, op. cit, p. 320). Roncalli insistiu e mons. Tardini aceitou!” (Sodalitium, n° 34, “Le Pape du concile”, 11.a parte, p. 55).

Dois dias após sua eleição, em 30 de Outubro de 1958, nomeou cardeais: o último consistório datava de 1953. Faltavam dezessete chapéus para atingir o número de setenta, fixado pelo papa Xisto V.

Os dois primeiros nomeados foram; “… começando por Mons. Montini, e Mons. Tardini, como João XXIII escreveu no seu diário (Hebblethwaite, op. cit., p. 320).

Seguiram-se vinte e uma outras nomeações… ultrapassando, assim, o número fixado pela Tradição. Isto não bastou e, no consistório de 15 de dezembro, vinte e três novos cardeais foram escolhidos!

Elevar-se-iam os nomes de inimigos da Igreja, tais como König[12] e Döpfner. E não foi tudo: houve um outro consistório, em dezembro de 1959, com oito novos cardeais, e um terceiro, em 1960, que elevou o número de cardeais a oitenta e cinco! Graças a estas nomeações, os inimigos da Igreja foram elevados ao mais alto cume da Igreja.

Pio XII teve três consistórios em dezoito anos; João XXIII teria três em vinte meses! (Informações tiradas de Sodalitium, n.° 34. “O Papa do Concílio”, parte, p. 56).

Uma vez os piores inimigos e demolidores da Igreja, isto é, os modernistas, elevados ao cume da Igreja, o Concílio poderia ser lançado..,

O apóstata Renan[13] escreveu no seu livro “A Abadessa de Jouarre:” “As reformas religiosas serão feitas por personagens de dentro da Igreja, que promoverão um concílio… que imporá a degradação dogmática e disciplinar, favorável à integração desta no Ecumenismo das Lojas”.

Os textos dos iniciados anunciavam, tudo estava pronto para uma revolução neomodernista. Ela faria pressão às portas de Roma.

De sua parte, Pio XII recusou ser aquele que abriria as portas à Revolução. Ele pensou, de fato, em reunir um concílio; mandou, mesmo, preparar vários esquemas. Porém, seu olhar de águia não tardou em avaliar os perigos de um tal empreendimento: “Ouço, ao redor de mim, os inovadores, – disse Pio XII antes de ser eleito – que querem demolir a Sagrada Capela, destruir a flama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, dar-lhe remorsos pelo seu passado histórico… Um dia virá em que o mundo civilizado negará seu Deus, a Igreja duvidará, assim como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem tornou-se Deus, que Seu Filho não passa de um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e, nas igrejas, os cristãos procurarão, em vão, a lâmpada vermelha onde Deus os espera, como a pecadora chorando diante do tumulo vazio: onde o puseram?…” (Mons. Roche: “Pie XII devant l’Histoire”, pp. 52 – 53).

Pio XII e João XXIII estavam a par, tanto um quanto o outro, dessa situação. Tomaram, no entanto, decisões diametralmente opostas. Isto porque, segundo Hebblethwaite, “aquilo que levou Pio XII a rejeitar a idéia de um concílio, foi o mesmo que conduziu João XXIII no seu julgamento de que era, mais do que nunca, necessário.” (Hebblethwaite, op. cit., p. 345).

João XXIII, que escolheu o nome de um antipapa, não hesitou em abrir as portas de Roma à Revolução anticristã. Ele conseguiu, graças a uma propaganda bem conduzida (daí as aclamações: o bom papa João”, “o bom cura camponês”, mas, também, [infelizmente para ele] “o simplório”, e, até mesmo, na Itália, “o papa vermelho” (il papa rosso), atrair as simpatias populares. Ele saberia bem aproveitar essa reputação[14].



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* – Nasceu em 1830, foi ordenado sacerdote em 1858, nomeado cônego honorário de Perpignan em 1869, viajou para a Espanha, onde residiu certo tempo e aderiu ao gnosticismo messianista. Viajou, também, aos Estados Unidos, Suíça e Itália. Acabou apostatando e dedicando-se ao anúncio de uma “divina sinarquia”.

[1] Madame Blavatsky foi uma das primeiras mulheres a atingir o grau 33 na Maçonaria mista. Fundou a teosofia, e é uma das maiores autoridades do mundo esotérico e ocultista. (Serge Hutin, “La Massonnería”, Mondadori, 1961, p. 147).
[2] Se Mons. Bugnini, franco-maçon e artífice da reforma litúrgica, teve livre acesso a Pio XII, quando este estava doente, é a Bea que ele deve. (Sodalitium n° 11, p. 11; e Annibale Bugnini, La Riforma Litúrgica” (1948 -1975) CLV Ed. Liturgiche 1983, p. 22).
[3] Chamamos a atenção do leitor para um fato de extrema gravidade: foi, precisamente, em 1958, que o ritual da “missa nova” foi experimentado em Taizé. Muitos católicos ignoram que a nova missa da “Igreja conciliar” é o ritual de Taizé (protestante), um ritual muito próximo do luterano. O Pe. Malachi Martin, conciliar, teve a honestidade de ressaltar que essa missa nova foi criada por protestantes, sob a direção de um franco-maçon, escolhido pelo iniciado Roncalli. Estamos longe da Santa Missa Católica.
[4] M. Martin escreveu: “É preciso reconhecer que Pio XII, esse último dos romanos, foi o primeiro, dentre eles, a concluir que a revolução estava iminente” (“Declínio e Queda da Igreja Romana”, Ed. Exergue, 1997, p. 274).
[5] Estas informações, e muitas outras, se encontram em Hebblethwaite, Giovanni XXIII, “II Papa Del Concilio”, Rusconi, Milão, 1989, pp. 62-65.
[6] Ian Fleming iria ser o autor do “super-homem” James Bond.
[7] Alguns leitores observaram que, segundo os documentos que citamos, Mons. Roncalli teria sido iniciado na Turquia ou em Paris. O fato dele ter sido iniciado em duas lojas diferentes não é nenhum absurdo.
[8] Os “Iluminati”, juntamente com Albert Pike, são os fundadores do rito paládico luciferiano, para o qual o Conselho dos Treze, que forma o poder oculto, recebe suas ordens diretamente de Lúcifer. A maioria das instruções foram recebidas em Charleston. Os “iluminati” controlam e ajeitam a Franco-Maçonaria.
[9] O “arcebispo” G. Fischer era franco-maçom. Cfm. Giordano Gamberini; ‘Mille volti di Massoni”, Roma, Erasmo, 1975, p. 229.
[10] Foi o que declarou a “30 Giorni”, de 5 de Maio 1992, o cardeal Silvio Oddi, ao qual João XXIII, em pessoa, havia confidenciado. A revista informou isto aos leitores num artigo dedicado às interferências das seitas no Conclave.
[11] A esse respeito, J. M. Jourdan escreveu: “Aqueles que, com toda a boa intenção, aumentaram desmensuradamente o aggiornamento e o ecumenismo, não podem ignorar que a Contra-Igreja os utiliza a fim de dar crédito, rapidamente, ao Anticristo” (Permanences, de dez 1965).
[12] A filiação maçônica de Franziskus König, arcebispo de Viena desde 1956, elevado a cardeal por João XXIII em 15 Dez 1958, artesão maior da eleição de Karol Wojtyla, é particularmente estalada. Roberto Fabiani, por exemplo, sempre bem informado, afirma, sem hesitar nem poupar palavras, que o cardeal König é maçom, e ressalta que ele está inscrito na loja secreta “Giustizia e Libertá”, da Maçonaria da Piazza dei Gesù. (R. Fabiani, Massoni in Itália, L’Espresso 1978, Farigliano, pp. 78 e 130).
[13] Após a publicação da Vida de Jesus, escrita por Renan, foi feita uma subscrição em todas as lojas belgas para oferecer-lhe uma pena de ouro” (Pe. Deschamps: “Les Societés Secrètes”, t. 2, 1881, p.61).
[14] Extraído de “L’Eglise Ecclipsée?”, Les Amis du Christ Roi, Edições Delacroix, B. P. 18-35430, Chateauneuf, França (E 21, 34).



http://www.istoecatolico.com.br/index.p ... ndial.html
FONTE: http://www.tradforum.org/a-necessidade-de-um-concilio-para-viabilizar-a-religiao-t132.html


Visto em: http://espelhodejustica.blogspot.com.br/2013/05/a-necessidade-de-um-concilio-para.html.
Não revisado pelo blog.

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terça-feira, 19 de março de 2013

PROFECIAS: O Terceiro Segredo de Fátima e Assis I

DIA 19 DE MARÇO: Dia de São José, o Patrono da Igreja e dia, também e infelizmente, da posse do Presidente das "Igrejas Católicas Reunidas na Caridade". Vale a pena relembrar o


O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA


Naquele 5 de maio de 1917, ao invocar a intercessão da Santíssima Virgem Maria, suplicando-lhe pela paz, certamente o Papa Bento XV não fazia ideia de que seu pedido seria prontamente atendido apenas oito dias depois.

Quando o Papa suplicou, a Santíssima Virgem respondeu.

Quando em 5 de maio de 1917, angustiado com os horrores de I Guerra Mundial, Bento XV, conclamou toda a Igreja, através dos Bispos de todo o mundo, e invocando a intercessão da Santíssima Virgem Maria, suplicando-lhe pela paz, certamente o Papa não fazia ideia de que seu pedido seria prontamente atendido apenas oito dias depois.


A SÚPLICA DO PAPA




Benedictus PP. XV Giacomo della Chiesa.
03/09/1914 - 22/01/1922
Valendo-se de seus direitos conferidos pelo Senhor (“apascenta minhas ovelhas”, Jo 21,15-17), em sua carta ao Secretário de Estado, Cardeal Gasparri, o Santo Padre rogou com veemência o auxílio do Céu, por meio da Mãe de Deus. Seu ardor filial ficou expressamente documentado, conforme podemos constatar em trechos de sua comovente oração:

“Rainha da Paz (...) Para tal fim [a paz no mundo], se eleve a Jesus mais frequente, humilde e confiante, especialmente no mês dedicado a Seu Santíssimo Coração, a oração da miserável Família Humana para suplicar-Lhe o fim deste terrível flagelo (...); por amoroso conselho de Sua Divina Providência, pelas mãos da Virgem SS., Nós queremos que seja dirigido à Grande Mãe de Deus, nessa hora horrível, mais que nunca, o vivo e confiante pedido de seus filhos muito aflitos. Encarregamos portanto a Vós, Senhor Cardeal, de fazer conhecer a todos os bispos do mundo o nosso ardente desejo de que se recorra ao Coração de Jesus, Trono de graças, por meio de Maria (...) a piedosa e devota invocação, e leve a Ela o angustioso grito das mães e esposas, o gemido dos meninos inocentes, o suspiro de todos os nobres corações; possa mover a Sua amável e muito benigna solicitude a obter para o mundo desvairado a aspirada paz, e possa lembrar depois, aos séculos futuros, a eficácia de Sua intercessão e a grandeza do benefício por Ela obtido a Seus filhos.”

Assim implorou o Papa ao Céu, por intercessão da Mãe do Verbo.

segunda-feira, 11 de março de 2013

PE. CALMEL: Conservo a Missa Católica

Declaração do Rev.mo Pe. Roger Th. Calmel, OP


Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V, no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.

Por quê? Porque na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa Paulo VI, e que se reveste, momentaneamente, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.

Se aceitarmos este rito, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como, de fato, o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Neo-beato da neo-igreja Conciliar: Paulo VI

E a "festa primaveril" continua... 

O candidato e o já neo-veneráveis PVI e JPII
virtuosos heróis da fé Conciliar
Como era de se esperar, os cardeais e bispos da Congregação para as Causas dos Santos reconheceram existir “virtudes heroicas” (sic!) em Giovanni Battista Montini suficientes para ser o Venerável Paulo VI. Mais um neo-beato da neo-igreja Conciliar. Depois da “aprovação” dos teólogos e da Congregação para as Causa dos Santos, falta a “opinião” - porque é disto que se trata - de Bento XVI, que, segundo o sempre (des)informado Tonielli seria “praticamente” a favor da causa; bem mais simpático que à causa de beatificação de outro Papa: Pio XII, sobre cujas virtudes heroicas BXVI tem dúvidas e gostaria de pensar mais um tiquinho:

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NEO-SANTOS DA NEO-IGREJA: A vez de Paulo VI.

BEATIFICAÇÃO DE PAULO VI?

 

- Carta aos Cardeais -

 

Eminência Reverendíssima:

Li na Imprensa que, em 11 de Dezembro[1], os Cardeais e os Bispos, ultrapassado o obstáculo dos teólogos, darão o seu “sim” à beatificação de Paulo VI, apesar de não ter tido, durante a sua vida, fama de santidade e de ter sido, para muitos, o primeiro responsável pelos problemas atuais da Igreja, isto para não dizer que o seu Pontificado foi, na realidade, catastrófico!

Então, seja-me concedido citar o que foi relatado, em letras garrafais, na revista “Avvenire” de 19 de Março de 1999, página 17, acerca de Mons. Montini: “Ruini[2] traça o perfil do Papa [Paulo VI] que mudou a Igreja”.

Certíssimo!... Já o havíamos demonstrado com a nossa “Trilogia Montiniana”[3], nunca tida nem como falsa nem pouco fiável pelos meus opositores, limitando-se a graçolas e insultos, sem nunca denunciarem em público o “como”, o “onde”, o “porquê” de os nossos argumentos e documentos serem contrários à verdade.

sábado, 24 de novembro de 2012

FSSPX: A solução de Bugnini ao "caso Lefebvre"

Quando Bugnini propôs soluções para o “caso Lefebvre”



Yves Chiron é, hoje, um dos nossos melhores historiadores e um leitor atento e escrupuloso de documentos. Acaba de demonstrá-lo na última edição de sua publicação Aletheia: lettre d’informations religieuses. Lá consagra um extenso artigo às Memorie autobiografiche de Mons. Bugnini, o grande ator da reforma litúrgica pós-conciliar, particularmente através do Consilium e da Congregação para o Culto Divino. É muito proveitosa a leitura desse artigo de Yves Chiron, uma vez que se pode aprender muitas coisas. Mas três elementos me impressionaram particularmente:


- Primeiro elemento: A afirmação de Mons. Bugnini sobre Paulo VI, na qual dizia que o papa "viu tudo, seguiu tudo, aprovou tudo" em relação à reforma litúrgica. Yves Chiron comenta: "A expressão é, sem dúvida alguma, excessiva. Mas é certo que, ao contrário de outras questões, Paulo VI acompanhou de perto os arquivos da reforma litúrgica e teve inúmeras sessões de trabalho, tête à tête, com Mons. Bugnini". Em passant, não nos esqueçamos de que Yves Chiron também é o biógrafo de Paulo VI (Perrin, reeditado por Via Romana).

- Segundo elemento: acaba se descobrindo que o ator da reforma litúrgica, tão detestados nos meios tradicionalistas, se mostrou mais aberto do que Paulo VI com eles. Yves Chiron também nos demostra que, após da permissão que foi dada em 1971 aos sacerdotes anciãos para celebrar a Missa de São Pio V e, após do indulto acordado aos bispos ingleses para autorizar, sob certas condições, a celebração da mesma Missa, "Mons. Bugnini sugeriu ao papa conceder uma faculdade idêntica a outras conferências episcopais. O papa se mostrou ‘intratável’ (p. 86) e se recusou a estender o indulto".

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Declaração do Reverendíssimo Pe. Roger Thomas Calmel, OP

Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V, no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.

Por quê? Porque na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa Paulo VI, e que se reveste, momentaneamente, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.

Se aceitarmos este rito, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como, de fato, o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O satanismo e a dominação mundial


SATANISMO E A DOMINAÇÃO MUNDIAL
Padre Inácio Vale

“Satanás é um ser vivo, espiritual, pervertido e perverso, o inimigo número um, o tentador por excelência; um ser obscuro e perturbador, que existe verdadeiramente e que com traiçoeira astúcia está ainda agindo”.

Papa Paulo VI - Audiência Geral de 15/11/1972

É assustador a atuação destruidora de Satanás no panorama mundial via: os meios de comunicações, literaturas de auto-ajuda, Nova Era, crises econômicas, o ocultismo, xamanismo, pseuda-ciência, fome, guerra, terrorismo, doenças, ameaças de uma guerra nuclear, medo das armas de destruição de massa, degradação do meio ambiente, manipulação da ciência e a tecnologia, a indústria alienante da informação, banalidade da violência e das drogas, corrupção desenfreada, relativismo da verdade, impunidade descarada, perda do senso moral e da ética, desagregação familiar, homossexualismo e a sua principal máquina de guerra: rede de igrejas satânicas e congêneres.

Vou assim usar nesse artigo informações valiosas do renomado pesquisador e autor da grande obra “O Anticristo-Poder oculto por trás da Nova Ordem Mundial”, da editora Ave-Maria, do holandês Robin de Ruiter.

GRANJAS HUMANAS
Anton LaVey foi o agente de publicidade encarregado de dar ao satanismo uma boa imagem. LaVey já pertencia ao satanismo antes dos anos 60, mas não foi senão em 30 de abril de 1966 que fundou a Igreja de Satã em São Francisco, EUA. Não só Jane Mansfield foi uma grande sacerdotisa dessa igreja, mas também Marilyn Monroe, que participou dos rituais satânicos de LaVey, mesmo antes que ele fundasse sua Igreja de Satã.

Para fazer felizes a Satanás e seus demônios, os seguidores desses cultos os adoram dos modos mais violentos que se possam inventar. Entre suas cerimônias incluem a violação de virgens adolescentes, orgias sexuais, abuso desonesto e sacrifícios de animais e de humanos. Alguns elementos do ritual satânico, como a adoração do demônio e os sacrifícios humanos ou de animais, parecem tão incríveis aos que não estão familiarizados com estes crimes, que fazem com que diminua a credibilidade das vítimas.

Aleister Crowley um dos fundadores do culto satânico, escreveu o seguinte em seu livro The Book of Law: 'Para quase todos os propósitos, o melhor sacrifício é o de um menino varão de inocência perfeita e grande inteligência'.

Um Príncipe Negro (bruxo satanista negro) calculou que nos Estados Unidos se realizam cada ano de 40 a 60 mil sacrifícios humanos. (Entrevista do Dr. AI Carlisle a um Príncipe Negro gravada em Stattford. Satan's Underground. 1990,144.) Em muitos países existem 'granjas humanas', onde se descobriram be­bês desde 11 dias até quatro meses de idade, para prover os sacrifícios humanos.

Na Califórnia dezenas de 'centros para cuidado diurno' são investigados a cada ano por entregar crianças confiadas a seus cuidados para sacrifícios sa­tânicos. No condado de Los Angeles referiram-se 800 denúncias de abuso ritual que envolviam 64 escolas e jardins da infância, bem como 27 dos arredores. 



SEITAS DESTRUIDORAS
Um dos fins principais dos iluminados é a promoção do ocultismo. Nas programações de quase todos os canais de televisão incluem-se programas dedicados ao ocultismo, astrologia, parapsicologia, magia, bruxaria, feitiçaria e espiritismo. Embora estes termos não devam ser colocados sob uma mesma perspectiva, não obstante o diabo está na origem de todas essas manifestações.

Atualmente as publicações ocultistas são mais abundantes do que nunca, aumentam dia a dia, estão em cada esquina e se exibem em todos os mostruários. A produção dessas publicações está nas mãos dos iluminados. Por exemplo, David Rockefeller está no conselho de administração de Cadence Industries, proprietária de Marvel Comics. Esse editor difunde entre os jovens o ocultismo e heróis tais como 'O Filho de Satã'. David Rockefeller também faz parte da administração do Lucis Trust (Lucifer' s Trust). O livro do Lucis Trust, Externalisation of the Hierarchy, nos afirma, entre outras coisas, que Satanás é o dono do mundo e que Lúcifer é seu governador.

A revista francesa Le Point publicou, em 1993, que já há muitos anos os advogados das diversas seitas destrutivas trabalham juntos em casos judiciais em que as mesmas são objetos de demandas. A mesma revista informou que durante uma reunião, em 1992, de diferentes representantes das diversas seitas foi fundada na França uma federação chamada Firephim (Federação das Minorias Religiosas e Filosóficas), uma organização para defender os direitos das seitas.

A presidenta da Firephim é a senhora Gounord, da Igreja da Cienciologia; o tesoureiro é o líder da seita Moon, Bemard Mitjaville, e o secretário geral é o 'raeliano' Jacques Aizac.

O “infolink” da Alemanha publicou uma lista das seitas destruidoras que fazem parte de um “cartel de seitas”. Entre muitas, estão os moonis, e cienciologia, os satanistas, a Meditação Trascendental, os raelianos (culto sexual), os druidas, os maçons, a Wicca Ocidental, os Meninos de Deus, os baha’is, e também os Testemunhas de Jeová.

Os Superiores Invisíveis por trás dos Testemunhas de Jeová não só deram notáveis somas de dinheiro para o avanço da Sociedade Watchtower, mas também de muitas outras seitas destruidoras. As relações entre os Superiores Invisíveis e as seitas estão fora de qualquer dúvida.

Em 1970, Rockefeller elaborou um informe no qual insistiu na necessidade de substituir os católicos na América Latina pelas igrejas como os “moonis”. Em conseqüência, não é estranho que o Chase Manhattan banck dos Rockefeller, o banco mais poderoso da terra, concedesse ao coreano de origem japonesa, Sun Myung Moon, Líder da Igreja da Unificação (os moonis), um crédito importantíssimo.
Rockefeller, como afirma Pepe Rodríguez, em sua obra El poder de las Sectas (Barcelona 1990), doou também notáveis quantidades de dinheiro para apoiar a expansão da seita Hare krishna.


APOLOGÉTICA CATÓLICA
“Hoje se faz necessário reabilitar a autentica apologética que faziam os Pais da Igreja como explicação da fé. Mas do que nunca os discípulos e missionários de Cristo de hoje necessitam de uma apologética renovada para que todos possam ter vida nele” (Documento de Aparecida nº229).

É uma lastima que muitos católicos, atraídos pela propaganda sectária, tenham abandonado a Igreja. Esses católicos não sabem que se expõem a perder a maior preciosidade que o ser humano possui: o dom da fé. Diversas vozes autorizadas levantaram-se para pedir que se volte a utilizar na Igreja uma apologética sadia.

O presbítero Dizán Vázquez diz, em seu livro Católico: defende tua fé! Que a Igreja precisa intensificar em seu próprio seio um processo de evangelização integral que chegue a todos os batizados que não descobriram o tesouro inesgotável de sua fé. É preciso ajudar muitos católicos a recuperar a confiança em sua própria Igreja, em seus ensinamentos e em sua moral, desenvolver-lhe a segurança de que sua Igreja não o está enganando, como tantas vezes lhe repetem os agentes sectários; ajudá-lo a sentir-se justamente, orgulhoso de sua identidade católica.

Escreve de forma sábia e exortativa o ilustre pesquisador de Religiões e Seitas Robim de Ruiter: “As seitas, para confundir os católicos sinceros, muitas vezes tornam públicos os defeitos dos piores elementos da Igreja Católica. Os pecados que certos católicos possam cometer não devem constituir obstáculo algum para os cristãos sinceros”.

“A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época” dizia o intelectual inglês G.K. Chesterton.

Nosso Senhor Jesus Cristo fundou uma só Igreja: a Católica, e não mandou ninguém mais fundar qualquer que seja outra igreja.

Só a Igreja Católica tem o poder de Deus para vencer, as forças do inferno, Satanás, o Anticristo e todo seu império destruidor. (Mt 16,18). Ser fiel aos ensinamentos da Igreja Católica de Cristo é ficar livre de toda armação de Satanás e de seus falsos apóstolos. Jesus Cristo disse: “Cuidado para que ninguém vos engane” (Mt 24,4).

Vivemos uma era farta de muitos falsos apóstolos, profetas, bispos, pastores, evangelistas, missionários e obreiros do diabo.

Vejamos um terrível testemunho de um ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. “Aprendi a extorquir o povo com o bispo Edir Macedo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era uma água de torneira”. (Revista Época, 21/09/2009, p.43). “Isso é coisa de bandido”.

CONCLUSÃO
“Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno” (1Jo 5,19) “Para isto é que o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo” ( 1 Jo 3,8).

Toda missão de Jesus Cristo é uma luta ferrenha e colossal contra o império de Satanás e seus demônios.

Jesus lhe disse: “Vai embora Satanás, pois está escrito: Adorarás só Senhor, teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Mt 4,8-10)

Já temos a fé, a graça e unção do Espírito Santo e a verdade de Jesus Cristo em nossas vidas, resta tão somente mais conhecimento, informação e formação bíblica, teológica, mística e histórica para enfrentar e libertar as pessoas de todo império de Satanás: Cultura de charlatanice e de morte.

Somente em Jesus Cristo o ser humano encontra felicidade e vida eterna.
Somente ficarão livres de toda dominação satânica mundial os cristãos fiéis ao domínio da graça de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que é o Rei dos reis e o Senhor dos Senhores (Ap 19,16).

Pe. Inácio José do vale
Especialista em Ciência Social da Religião
Professor e Pesquisador de Seitas
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com




Nota
Leia os dois livros de Robin de Ruiter:
1. O Anticristo – Poder Oculto por trás da Nova Ordem Mundial.
2. O Poder Oculto por trás dos Testemunhas de Jeová.

Ambos da Editora Ave-Maria.
Televendas: 0800-7730456.
E-mail: comercial@avemaria.com.br

EUA: EXPORTADORES DE SEITAS

“Os Estados Unidos têm força para espalhar as trevas mundo afora”
André Petry
Colunista da Veja

Os Estados Unidos são os maiores exportadores de seitas para o mundo inteiro. É a nação onde maior número de seitas nasce e prolifera para o resto do mundo. Também é a nação que recebe seitas dos quatro cantos do universo. Devido o dólar, a liberdade, a tecnologia e a manipulação religiosa americana tornam-se mais fácil criar, receber e expandir as seitas e outros movimentos religiosos.
O interesse não é só religioso e sim: econômico, político, licencioso, satanista e a desagregação da unidade cultural e artística.
Dos Estados Unidos procedem as mais diferentes seitas: fechadas, apocalípticas, fanáticas; libertinas; capitalistas, exóticas e moderadas.
O renomado pesquisador sobre história, religiões e seitas, o holandês Robin de Ruiter afirma:
“Os Estados Unidos são a nação maçônica por excelência. O poder da maçonaria nessa nação é imenso. Em sua constituição se recolhem vários dos princípios propugnados pela maçonaria. Os seguidores da maçonaria mantêm uma presença muitíssimo ativa nas instituições do governo. Maçons são seus mais destacados líderes. O ex-presidente Bill Clinton é maçom do grau 33 e membro do Conselho de Relações Exteriores. Não só Bill Clinton é maçom, mas também outros 18 presidentes do país o foram, a saber, Washington, Madison, Monroe, Jackson, Polk, Buchanan, A. Johnson, Garfield, Mckinley, os dois Roosevelt, Taft, Harding, Truman, Johnson, Ford, Reagan e George Bush. Na lista maçônica da presidência norte-americana faltam os nomes de Lincoln, Hoover, Eisenhower e Kennedy. O presidente Eisenhower era filho de testemunha de Jeová. Seu pai foi ancião dos Estudantes da Bíblia (nome anterior das testemunhas de Jeová). A casa dos Eisenhower foi utilizada para as reuniões das testemunhas de Jeová durante muitos anos. Outros maçons influentes são ou foram Edward Mandell House, assessor do presidente Wilson, Boutros Boutros-Ghali, Henry Kissinger, Allen Dulles, diretor da CIA, e John Foster Dulles, secretário de Estado norte-americano. Os irmãos Dulles eram descendentes de uma famosa família suíça que introduziu o rito escocês nos Estados Unidos” (1).

A IGREJA DE SATANÁS
“O diabo disse: “Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar” (Mt 4, 8 . 9).
Em toda história humana o diabo sempre teve adoradores. Ele é o pai da mentira e têm seus filhos fiéis (Jo 8,44).
O diabo tem apóstolos para pregar seu engano em todo o mundo (2 Cor 11,13.14; Ap 12,9).
Anton LaVey foi agente de publicidade encarregado de dar ao satanismo uma boa imagem. LaVey já pertencia ao satanismo antes dos anos 60, mas não foi senão em 1966 que fundou a Igreja de Satã. Não só Jane Mansfield foi uma grande sacerdotisa dessa igreja, mas também Marilyn Monroe, que participou dos rituais satânico de LaVey, mesmo antes que ele fundasse sua Igreja de Satanás em São Francisco que é reconhecida legalmente nos Estados Unidos.
Aleiser Crowley, um dos fundadores do culto satânico, escreveu o seguinte em seu livro The Book of Law: “Para todos os propósitos, o melhor sacrifício é o de um menino varão de inocência perfeita e grande inteligência”.
Um príncipe Negro (bruxo satanista negro) calculou que nos Estados Unidos se realizam cada ano de 40 a 60 mil sacrifícios humanos. Em muitos países existem “granjas humanas”, onde se descobriram bebês desde 11 dias até quatro meses de idade, para prover os sacrifícios humanos.

DECADÊNCIA MORAL
Thomas Macauley, um parlamentar britânico, escreveu em 1857 estas palavras sensatas sobre os Estados Unidos: “Sua República será tão terrivelmente despojada e devastada pelos bárbaros do Século XX quanto foi o Império Romano no Século V, com a seguinte diferença – os bárbaros e os vândalos que assolaram o Império Romano vieram de fora, e os seus bárbaros e vândalos estarão engendrados em seu próprio país”. Tragicamente, estamos testemunhando isso hoje, tanto na frente moral quanto na econômica.
O tsunami econômico está sendo alavancado pelos poderosos lideres mundiais de mover drasticamente o mundo em direção a uma economia global e a uma moeda mundial. A recente reunião do G20 em Londres, denominada “A Cúpula de Londres 2009”, confirmou essa virada brusca para a esquerda, para longe da proeminência americana e em direção à globalização. Em 6 de abril de 2009, a revista Time publicou o artigo “Será que o Todo-Poderoso Dólar Esta Arruinado?”, uma crônica sobre o consenso cada vez maior de que o sistema de reserva do dólar está com os dias contados. O primeiro-ministro britânico Gordon Brown disse que os dias da primazia dos Estados Unidos acabaram e que “problemas globais requerem soluções globais”.
Robert Bork, em seu livro Slouching Towards Gomorrah (Despencando em Direção a Gomorra) diz: “A cultura americana é complexa e se recupera com facilidade. Mas também não se deve negar que há muitos aspectos de quase todos os ramos de nossa cultura que estão piores do que jamais estiveram e que a podridão está se alastrando”. É triste, mas é verdade. O desastre nacional de quase 50% de nascimento de filhos ilegítimos, uma indústria de pornografias de 12 bilhões de dólares ao ano, e 50 milhões de abortos desde 1973 são flagelos terríveis no cenário nacional americano.
“Além disso, o movimento homossexual continua a impulsionar suas ações, confirmando tragicamente a descida cada vez mais intensa para dentro da espiral mortal do julgamento descrito em Romanos 1.24-31. O casamento homossexual foi legalizado em Massachussetts e em Connecticut já há algum tempo, e outros estados o estão legalizando agora”, escreve o Dr. Mark Hitchcock, pastor e escritor americano.

O FIM DA DOMINAÇÃO
Com a recessão na economia americana, a renda das famílias nos Estados Unidos caiu em 2008, e a pobreza subiu ao seu nível mais alto em 11 anos, segundo relatório divulgado ontem. Em 2008, metade dos americanos ganhava menos do que US$ 50.303 por ano – um valor 3,6% menor que em 2007, numa queda que interrompeu três anos seguidos de alta. Já a taxa de pobreza subiu de 12,5% em 2007 para 13,2% no ano passado. Com isso, o número de pobres cresceu para 39,8 milhões, num aumento de 2,6 milhões em relação a 2007.
Os números constam do relatório anual sobre renda, pobreza e seguro-saúde do Departamento do Censo dos EUA. O documento destaca que o declínio na renda mostra que os gastos do consumidor terão papel limitado como propulsor da recuperação da economia.
Ainda de acordo com o relatório, a queda acentuada nos preços dos imóveis residenciais e das ações alimentou a perda recorde de US$ 13,9 trilhões na riqueza das famílias dos EUA desde meados de 2007. O governo americano informou ainda que o número de pessoas sem cobertura de seguro-saúde subiu de 45,7 milhões em 2007 para 46,3 milhões no ano passado (3).
A revista Time (24 de março de 2008) pode estar certa: “O século XXI subverterá muitos dos nossos pressupostos básicos sobre a vida econômica. O século XX viu o final da dominação européia sobre a política e a economia globais. O século XXI verá o fim da dominação americana”.

CONCLUSÃO
Seitas, coca-cola, capitalismo, invasão cultural e militar fazem parte da política dos Estados Unidos.
Esta nação é contaminada em demasia pela soberba e pela divisão sectária.
São 6.161 denominações protestantes nos Estados Unidos e 33.820 ao redor do mundo, segundo o Dictionary of Chistianity in America.
A causa principal do abandono da fé protestante é a divisão, o cisma. Este é o maior escândalo para o cristianismo.
Um sistema religioso que se divide muito prova a falta de obediência a Palavra de Deus e a falta de respeito e amor ao próximo.
Por falta desse amor, a nação americana tem sua história religiosa manchada de sangue de irmão matando irmão da mesma fé.
O sectarismo religioso americano a onde chega, causa também o sectarismo social, político, econômico, cultural, religiosos e familiar. Daí é o nosso dever rejeitar rigorosamente toda e qualquer que seja a proposta sectária americana.
A nossa unidade católica prova que somos fiéis a Palavra de Deus, cristãos ortodoxos e libertos de toda armadilha sectarista americana ou de qualquer outra parte do mundo.
Por amor a verdade da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santa Tradição da Igreja de Deus temos a obrigação de denunciar todo sistema religioso sectário dos Estados Unidos.
O império das seitas americanas deve ser combatido para o bem da humanidade.

Pe. Inácio José do Vale
Especialista em Ciência Social da Religião
Professor e Pesquisador de Seitas
E-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com


NOTAS:
(1) RUITER, Robin de. O Anticristo: Poder Oculto Por Trás da Nova Ordem Mundial, São Paulo: Editora Ave-Maria, 2005, pp. 59,60 e 72.
(2) Chamada da Meia Noite, Setembro de 2009, pp. 14 e 15.
(3) O Globo, 11/09/2009, p.25.
André Petry, Veja, 10/11/2004, p.126.

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