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quinta-feira, 13 de março de 2014

Um Cego Clarividente: A Revolução na Igreja

Um Cego Clarividente – Mons. de Ségur


Em 1862, Mons. de Ségur[1] publicou um opúsculo intitulado “A Revolução”[2], que vendeu 20.000 exemplares em um ano. Quatro anos antes, a pedido de Pio IX, J. Crétineau-Joly tinha publicado importantes documentos revelando a existência de uma verdadeira conjuração contra a Igreja[3]. A intenção de Mons. de Ségur era a de fazer conhecidos esses documentos, aproveitando para desvendar a verdadeira natureza da Revolução, e a impossibilidade de pactuar com ela.

A leitura deste pequeno tratado é muito esclarecedora. Ela nos mostra que a Revolução não mudou de natureza, e que, 150 anos depois da análise do cego clarividente, não devemos modificar nossa atitude, se quisermos que a Igreja e a sociedade saiam da terrível crise na qual elas se afundam cada dia mais.

Parece-nos que bastará uma breve análise desta obra para demonstrar isto.


A NATUREZA DA REVOLUÇÃO

A Revolução não é uma questão puramente política, explica-nos o prelado, é também uma questão religiosa, ele é mesmo a grande questão religiosa de nossa época. O objetivo final desta é “a destruição total da ordem divina sobre a terra, o reinado perfeito de Satã sobre o mundo”. “Combater a Revolução é, portanto, um ato de fé, um dever religioso de primeira ordem.”

Na Revolução há um mistério, um mistério de iniquidade que os revolucionários não podem compreender, porque só a fé pode dar a chave de compreensão, e eles não têm fé.

Para compreender a Revolução, é necessário recuar até ao pai de toda revolta, aquele que ousou primeiro dizer, e ousa repetir até o final dos séculos: non serviam, eu não obedecerei.

Satã é o pai da Revolução. A Revolução é sua obra, começada no céu e se perpetuando na Humanidade de idade em idade (...).

É o que constatava, na sua Encíclica “Nostis et nobiscum”, de 8 de dezembro de 1849, o soberano pontífice Pio IX: “A Revolução é inspirada pelo próprio Satã. Seu objetivo é o de destruir completamente o cristianismo e a reconstrução, sobre suas ruínas, da ordem social do paganismo.”


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O santo dos que se orgulham de não serem católicos!

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. 


Deparei-me com este artigo sobre as proezas de Francisco que encantam o mundo: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/O-exemplo-de-Francisco/6/30027

De dizer que a "limpeza" na corrupção que assola o Vaticano, Roma e a estrutura da Igreja (não a Igreja!) não deveria ser alçada a algo extraordinário, uma vez que deveria ser básico, sobretudo em ambientes cristãos, onde a corrupção é pecado, e pode ser pecado mortal. 

Francisco não merece uma medalha em particular por isso, porque não se premia o que é obrigação, mas o que é heroísmo

E sempre resta a pergunta: mas, os antecessores dele que permitiam ou toleravam isso tudo... não eram da "turma dele"? Não são os herdeiros da Revolução do Vaticano II? 

E mais: esses criminosos (porque quem pratica um crime é um criminoso) que estão sendo expurgados nasceram no cargo, foram nomeados por Papa Pio XII, ou são mais um fruto do famigerado pseudo-Concílio? Pergunto porque quem ouve Francisco pode entender que a culpa é dos tradicionalistas, visto que ele é um ultra-progressista, o implementador final do Vaticano II!!! E se ele os condena... Ops! Essa palavra é proibida! Afinal, quem é ele para julgar? ...

Francisco usa o arsenal completo dos transformadores e inovadores da história. Ele une a retórica à prática, em todos os momentos.

Esse artigo mostra bem o afeto do mundo por Francisco. E mostra como o mundo sabe usar habilmente um fato certo (a corrupção material e espiritual dos homens de Igreja) para atingir um objetivo errado (mudar a Igreja). 

Uma coisa é corrigir um erro histórico, nascido da tolerância das autoridades com os desvios morais dos que são nomeados para cargos onde se exigem virtudes até heroicas, outra coisa é avalizar o desmantelamento da Igreja e a modificação completa da Doutrina Católica para que passe a servir ao mundo, ao invés de corrigi-lo!

Você já deve ter ouvido gente dizer que não dá para mudar uma empresa, uma cidade, um país. Francisco mudou uma coisa muito mais complexa que tudo isso.

Sim, Francisco não está mudando a Igreja, ele já MUDOU a Igreja. Não devemos mais falar de se e de quando. O que Judas devia fazer já o fez. O resto... é perfumaria. 

E resta sempre a acusação de praxe:
Francisco fez, primeiramente, um trabalho de inclusão. Incluiu os pobres – esquecidos, miseravelmente esquecidos pela Igreja.

Esse senhor que se faz passar por articulista vende a imagem de que a Igreja virou as costas aos pobres. Sabemos que a Igreja cuida de pobres e de doentes (sobretudo de aidéticos) por todo o mundo, até mais do que devia. Eu tenho para mim que, se pago impostos para o Estado cuidar de todos, inclusive dos que não podem pagar impostos (essa a finalidade do imposto), não deveria me preocupar com os pobres porque o Estado tem dinheiro de sobra para isso. Fato é que, apesar disso, o Estado pouco o nada faz, e a Igreja, há séculos e séculos, vem cuidando disso também. E certamente mais do que esse senhor que duvido que ajude um pobre sequer!

Mas, se ele não sabe, sabe Deus. E isso é suficiente. 

O problema é que essas frases, no melhor estilo tweeter de ser (curtas e objetivas), criam raízes na mente humana e se tornam dogmas que nada e ninguém consegue desarraigar. Nem mesmo a voz da razão! O homem moderno rejeita facilmente os Dogmas de Fé Católica, mas aceita muito facilmente os dogmas, ou melhor falsos dogmas que o Modernismo espalhou por aí, simplesmente porque são mais fáceis de seguir, não exigem sacrifícios nem comprometimentos. 

No fim, a confissão: "Francisco é um deles. Por isso é o que é. Por isso mesmo os que não crêem, como eu, têm nele um exemplo portentoso". Francisco é o santo dos não-católicos, daquele que pretendem continuar a ser não-católicos e tem orgulho disso.

Giulia d'Amore

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A Última Batalha de Dom Luigi Villa

Recebemos de um amigo de Portugal o PDF "A Última Batalha de Dom Luigi Villa". Quem quiser baixá-lo para ler, basta clicar aqui

Para quem quiser divulgar, a autorização do autor é condicionada: sem cortes e com comentários católicos. Boa leitura! 

En ESPAÑOL (texto online). 

Giulia d'Amore


No PDF, A ÚLTIMA BATALHA DE DOM LUIGI VILLA,
Franco Adessa (Chiesa viva) descreve o plano que derrubou Bento XVI.

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Concílio Vaticano II em perguntas e respostas!


The Ecumenical Council
by Salvador Dali

Quando aconteceu o Concílio Vaticano II?

O Vaticano II foi aberto pelo Papa João XXIII em 11 de outubro de 1962. João XXIII morreu no ano seguinte; mas seu sucessor, Paulo VI, continuou o Concílio e encerrou-o em 8 de dezembro de 1965.

O Concílio durou mais de três anos ininterruptos?


O Concílio Vaticano II compreendeu quatro sessões de menos de três meses, em cujo intervalo os bispos retornavam às suas dioceses. A primeira sessão (11 de outubro a 8 de dezembro de 1962) – a única que se deu no pontificado de João XXIII – não promulgou nenhum documento: dedicaram-se, sobretudo, a descartar o trabalho da Comissão Preparatória.

Qual é o lugar do Vaticano II entre os demais concílios?

O Vaticano II foi o 21° Concílio Ecumênico. Foi, quanto ao número de participantes, o mais importante de toda a História: dois mil bispos ali se reuniram.

Em que o Concílio Vaticano II difere dos Concílios anteriores?


O Concílio Vaticano II declarou não querer ser mais que um “Concílio Pastoral”, que não define as questões de Fé, mas dá diretivas pastorais para a vida da Igreja. Renunciou à definição de dogmas e assim, à infalibilidade que pertence a um Concílio. Seus documentos não são, portanto, infalíveis.

Quais são os objetos ordinários de um Concílio?

segunda-feira, 11 de março de 2013

PE. CALMEL: Conservo a Missa Católica

Declaração do Rev.mo Pe. Roger Th. Calmel, OP


Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V, no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.

Por quê? Porque na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa Paulo VI, e que se reveste, momentaneamente, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.

Se aceitarmos este rito, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como, de fato, o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Metamorfose da Revolução, segundo B-XVI

Parece tão atual... e, por isso, é tão doloroso ler este texto. Parece que a crise nunca terá fim e alguns, cansados, estão dispostos a tergiversar, a negociar com o inimigo. Este... não está certamente cansado. Pelo contrário, ele tem a faca e o queijo na mão. Ânimo, católicos! Não é hora de acordos agora, práticos ou doutrinários! Roma ainda não se converteu. Este padecimento não está passando despercebido por Quem verdadeiramente interessa e que saberá consolar-nos um dia. Ânimo! 
GdA

METAMORFOSE DA REVOLUÇÃO SEGUNDO BENTO XVI


A fórmula do futuro “catolicismo” seria mais ou menos esta: “tradicionalista sim, mas em privado”. Isto não nos surpreende, Mons. Lefebvre o havia predito.


PALAVRAS DO PADRE TAM EM “DOCUMENTACIÓN SOBRE LA REVOLUCIÓN EN LA IGLESIA¹


Padre Giulio Maria Tam
Em uma de suas metamorfoses, a Revolução, pela boca do Cardeal Ratzinger, nos adverte que chegou o tempo da restauração, que “já começou na Igreja”; após os excessos de Paulo VI, deve-se dar meia volta para evitar o maior número possível de reações e tentar que o maior número de fiéis aceite o essencial do Concílio. Vendo a Igreja conciliar acumular, sem pressa alguma, um excessivo número de material do tipo “Pseudo-Restauração” (teorias do Card. Ratzinger, da Opus Dei e de alguns bispos), é lógico pensar que esse material venha a ser utilizado, e para isso nos preparamos. Pode ser que estejamos às vésperas de uma operação de grande envergadura, pouco inferior ao Concílio Vaticano II.

O Card. Ratzinger, de fato, começa a distribuir as “surpresas”: em 1984, anunciava a “Restauração” (Jesus, 1984) e nove anos depois, sem pressa, declarava que vai haver a volta aos altares (Il Sabato, 24 de abril de 1993).

No entanto, mesmo que no futuro viesse a ocorrer a outra surpresa, de ver restaurada obrigatoriamente, em toda a Igreja, a Missa de São Pio V, os homens que atualmente dirigem a Igreja podem fazê-lo sem que por isso abandonem a lógica da Revolução liberal.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Declaração do Reverendíssimo Pe. Roger Thomas Calmel, OP

Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V, no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.

Por quê? Porque na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa Paulo VI, e que se reveste, momentaneamente, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.

Se aceitarmos este rito, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como, de fato, o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?

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