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quinta-feira, 19 de março de 2015

SAGRAÇÃO EPISCOPAL 2015: COMUNICADO DA CASA GERAL DA NEO-FSSPX SOBRE A SAGRAÇÃO

O blog Syllabus publicou a versão em espanhol na íntegra e depois as elucidações necessárias porque é dever de justiça dizer a VERDADE. Como não quero perder meu tempo e o blog é meu, faço isso em um só post. 

Primeiro, esclareço, de minha própria boca, que não houve pressa alguma para a Sagração de Monsenhor Faure, como dizem as línguas mendazes de falsos católicos travestidos de tradicionalistas e "lefebvrianos"! Foi uma decisão bem ponderada e que só não foi tornada pública antes por óbvias razões que os adestradores de mentes da neo-FSSPX conhecem muito bem! Ou seja, a segurança pessoal de Monsenhor Williamson. Era necessário que ele chegasse em segurança no Brasil para que pudesse haver a Sagração, uma vez que ele continua sendo perseguido INJUSTAMENTE por causa de suas declarações acerca da questão do holocausto sionista na Segunda Grande Guerra. Assunto que os mesmos que defendiam com unhas e dentes quando aconteceu agora distorcem. Hipócritas! Sepulcros caiados! Raças de víboras! Línguas bifurcadas! Se o assunto vazasse antes de sua saída da Inglaterra, provavelmente ele nunca teria permissão para entrar no Brasil, seja por causa de algum grupinho de ativistas maçônicos de plantão, seja por uma denúncia anônima de alguma das cabeças de bagres do exército subserviente e obedientista dos que lambem as botas de Fellay: os sapos! 

Assim o sigilo houve, sim, mas por justa razão. A pressa não existiu: é mentira deslavada! O resto, comento abaixo. Em azul, porque ando com alergia ao vermelho, por causa da atual situação política brasileira. No final, acrescento (22/03/2015) uma resposta dada na web por um cristão a este comunicado. 

Nem vou me demorar em comentar acerca dos demais "comunicados" que pipocaram nos sites falso-tradicionalistas que já andam treinando como ser um "bom" modernista ao lançarem calúnias e ao falarem do que não sabem!!! Está nítido o veneno que escorre pelas teclas de seus computadores e que tais... Algumas pessoas me escreveram comentando a respeito, mas eu não vou comentar, nem apontar os links para não lhes dar mais ibope do que merecem, e principalmente porque realmente não tenho tempo para perder lendo o que escrevem. Que Deus tenha piedade de tão retorcidas almas!!!

Giulia d'Amore 


Uma breve explicação acerca da pronúncia do nome de Monsenhor Faure: pronuncia-se "fôr", pois "au", em francês se pronuncia "ô". E o "e" no final de uma palavra é mudo.



Comunicado da Casa Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X sobre a sagração episcopal do Rev. Pe. Faure

(*) ainda bem que o chamam de Reverendo... Bom o chamam de MENTIROSO também, mas o que esperar de modernistas que "respeitam" à maneira dos modernistas! 




19-03-2015 

No dia 19 de março de 2015, Dom Richard Williamson realizou a sagração episcopal do Rev. Pe. Jean-Michel Faure no mosteiro beneditino da Santa Cruz (em Nova Friburgo, Brasil).
 

VERDADE! E graças a Deus!

sábado, 5 de abril de 2014

MONSENHOR FELLAY FALA. NOVA AUTO-ENTREVISTA.

Publico em espanhol mesmo, pela urgência do assunto. Depois, faremos a necessária tradução. Mas é de fácil compreensão. Para quem quiser ler com ênfase, clique no link e vá até o blog de nossos amigos do NON POSSUMUS. Nós resolvemos publicar sem ênfases. Cada qual faça suas próprias considerações. 



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Ilustramos com alguns "sucessos" humorísticos
para tornar mais deglutível a entrevista
Leia uma boa refrescada na memória aqui.


NUEVA AUTOENTREVISTA SEDANTE DE MONS. FELLAY: MÁS AMBIGÜEDADES, CONTRADICCIONES Y VERDADES A MEDIAS.-



Le Rocher: Monseñor, en este combate por las almas que lleva a cabo nuestra Fraternidad desde hace más de cuarenta años, ¿cuál es nuestra relación con esta Iglesia que ya no parece ¿no parece? tomar este combate seriamente, qué podemos hacer con los progresistas?

Monseñor Fellay: A decir verdad, no se puede hacer gran cosa. Súbitamente, Mons. Fellay ha dejado atrás el discurso de los “brotes primaverales”. ¿Y el canto de la agonía del cisne modernista del P. Bouchacourt? Y Monseñor: sepa que conservar la fe íntegra en tiempos de apostasía general, en la peor crisis de la historia de la Iglesia, en una Iglesia ocupada por herejes modernistas es una grandísima cosa: “ésta es la victoria que vence al mundo: nuestra fe” (1 Jn 5, 4).

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

PADRE FUCHS: porque deixo a neo-fsspx!

TRADUÇÃO EM BREVE, MAS DESNECESSÁRIA, aqui se leem palavras que todos nós pensamos e cremos. Todos nós percebemos essas coisas que foram denunciadas. Todos nós as rechaçamos! 

O bom é que, a cada dia, mais e mais despertam. Na Austria (como no Paraguai), uma capela inteira deixou a Neo-FSSPX e agora será conduzida pelo padre Fuchs. 

O ruim é que essa situação dolorosa e escandalosa NÃO DEVIA TER ACONTECIDO!!! Não se cruza a linha sem pensar nas consequências. É evidente que DOM Fellay não refletiu. Porque? Somente Deus sabe, e a Ele deverá prestar contas de sua temeridade!!! Quantas almas, meu Deus! Quantas almas!!! É o mesmo que um motorista bêbado dirigindo um ônibus cheio de gente que dorme porque confia nele... Por uma graça especial, muitos de nós pudemos enxergar de longe o desastre e poupar nossa alma de marcas indeléveis. Deus seja louvado!

Eu sei fosse você, não dormiria hoje sem acertar as contas com Deus e ter a hombridade de dizer o mesmo que disse Padre Fuchs e todos os Padres resistentes antes dele!

Preocupado para onde ir? Deixe o orgulho de lado, porque é a tua alma que está em jogo!!! A Resistência, no Brasil e no mundo, acolherá de braços abertos a todos os que a procurarem.



DECLARACIÓN DEL PADRE MARTIN FUCHS, FSSPX.

Traducción al inglés de THE RECUSANT.-
ORIGINAL:POSCHENKER.
Muy apesadumbrado, le comuniqué al Superior General mi renuncia de la FSSPX el 30 de diciembre. Por toda la eternidad estaré agradecido a Monseñor Lefebvre por la Fe Católica y por el sacerdocio. Dolorosamente, sin embargo, me di cuenta en los años recientes que ellos se han desviado poco a poco de camino trazado por él:
1.     El “Te Deum” en acción de gracias por el Motu proprio por el cual la Misa Tridentina fue ligada indisolublemente con la misa de Paulo VI y en el cual la aceptación del concilio Vaticano II fue solicitada. Hasta hace poco se podía leer en internet que en el Priorato San Pio X en Munich, la “Santa Misa (en su forma extraordinaria)” fue celebrada. En el seminario aprendí que celebramos la Misa en el rito Tridentino, no hay rito ordinario o extraordinario, esto es una construcción completamente insostenible del Papa Benedicto XVI. El que habla de un rito extraordinario, por consecuencia debe tener en mente y aceptar el rito ordinario, la nueva misa.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

NEO-FSSPX: o intérprete oficial de Mons. Lefebvre - o caso Pivert

TRAIDORES: TEXTO NO QUAL A FSSPX FUNDA A PROIBIÇÃO DO LIVRO DO PADRE PIVERT


Jacques-Régis du Cray
O poderoso intérprete-autorizado de Menzingen
Dois minutos de fama
Nós vos informávamos acerca a Carta do Padre Thouvenot aos sacerdotes da França condenando o livro do Padre Pivert, “Monsenhor Lefebvre: Nossas relações com Roma”. Uma extensa crítica do livro acompanhou a referida carta. Esta crítica foi escrita pelo leigo acordista membro do GREC[1] Jacques Régis du Cray, codinome Ennemond ou Côme de Previgny, ao qual as autoridades da Fraternidade deram poder de ser o único interprete dos escritos de Mons. Lefebvre intérprete (ver aqui).

Pois bem, na mencionada crítica, o Sr. intérprete-autorizado diz o seguinte (grifo em vermelho é do original):

“5. A atitude em relação aos meios ‘Ecclesia Dei’ é contraproducente. São incontáveis as vezes em que o Padre Pivert repete o termo ‘rallié’, desde a apresentação do livro[2].

Em suas páginas, se descobrem juízos bastante severos contra essas comunidades, os quais não são colocados em seu devido contexto. Desde as consagrações até a sua morte, Mons. Lefebvre não teve tempo para ver a evolução dessas comunidades[3]. Os únicos exemplos que o incitaram – e que são citados a título de exemplo neste momento – que são particularmente severos são: O Mosteiro Saint-Joseph de Clairval, de Flavigny-sur-Ozerain, que, após aceitar o indulto de 1984, adotou o novo missal; e o seminário Mater Ecclesiae, em Roma, que, logo que implementado, reciclou os egressos de Ecône em favor das reformas. Portanto, não é de se estranhar que Mons. Lefebvre tenha escrito em privado ao Padre Couture dizendo-lhe que as missas do indulto eram ‘pega trouxas’[4].

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Concílio Vaticano II em perguntas e respostas!


The Ecumenical Council
by Salvador Dali

Quando aconteceu o Concílio Vaticano II?

O Vaticano II foi aberto pelo Papa João XXIII em 11 de outubro de 1962. João XXIII morreu no ano seguinte; mas seu sucessor, Paulo VI, continuou o Concílio e encerrou-o em 8 de dezembro de 1965.

O Concílio durou mais de três anos ininterruptos?


O Concílio Vaticano II compreendeu quatro sessões de menos de três meses, em cujo intervalo os bispos retornavam às suas dioceses. A primeira sessão (11 de outubro a 8 de dezembro de 1962) – a única que se deu no pontificado de João XXIII – não promulgou nenhum documento: dedicaram-se, sobretudo, a descartar o trabalho da Comissão Preparatória.

Qual é o lugar do Vaticano II entre os demais concílios?

O Vaticano II foi o 21° Concílio Ecumênico. Foi, quanto ao número de participantes, o mais importante de toda a História: dois mil bispos ali se reuniram.

Em que o Concílio Vaticano II difere dos Concílios anteriores?


O Concílio Vaticano II declarou não querer ser mais que um “Concílio Pastoral”, que não define as questões de Fé, mas dá diretivas pastorais para a vida da Igreja. Renunciou à definição de dogmas e assim, à infalibilidade que pertence a um Concílio. Seus documentos não são, portanto, infalíveis.

Quais são os objetos ordinários de um Concílio?

terça-feira, 11 de junho de 2013

CRISE NA FSSPX - CAPÍTULO VII

Como prometido, publico a excelente conferência do Rev. Pe. Rioult em capítulos, para seres melhor refletidos e considerados, sobretudo por aqueles que tem preguiça de ler texto longo, ou textos mais complexos. Meus comentários iniciais não são imprescindíveis e, portanto, ficarão no texto completo. Os números em rosa são as notas de tradução; em verde, os comentários da tradutora. 




CAPÍTULO VII


Outra confissão de peso nesse Cor Unum[74]: Mons. Fellay absolve sua declaração doutrinal... para ele, está muitíssimo bem e não tem nada de escandaloso; e eis como a justifica:  

1) seria semelhante à de Mons. Lefebvre de 1988, portanto, boa;
2) tendo sido modificada em 13 de junho pelos Romanos, tornou-se inaceitável.

Estas duas justificativas são falsas e mentirosas: mais uma vez, basta ler:

1) seria semelhante à de Mons. Lefebvre de 1988

Antes de tudo, a de Mons. Lefebvre é a mesma da operação suicídio. Não é portanto louvável tomar o que Mons. Lefebvre havia censurado. Ele mesmo disse ter ido longe demais.

Mons. Fellay pretende que:  

- a declaração doutrinal não pretendia ser a expressão exaustiva de nosso pensamento sobre o Concílio[75]... [Mas, pouco importa se há coisas inaceitáveis: ela é má, mesmo não sendo exaustiva].
- ela fosse clara ... Mas “vários membros eminentes da Fraternidade” não a compreenderam...[76] [Mons. Tissier, Dom de Cacqueray... é inquietante que Roma compreenda melhor que os membros eminentes da Fraternidade! Até mesmo Dom Laisney acha ambígua essa declaração].
 - Cor Unum apresenta também essa declaração:
 “Este texto quer significar às autoridades romanas que nós reconhecemos os princípios católicos relativos ao Magistério da Igreja, de modo que uma condenação de cisma seria injusta e inoperante”. 

Zombam de nós: “Este texto quer significar”! Aqui não é uma questão de intenção subjetiva, mas de significado objetivo: do que diz este texto! 

O diria um professor para um aluno que reclamasse de um zero à sua tarefa dizendo: “eu queria dizer...”. “Talvez seja isso que você quisesse dizer, mas não é o que se lê aqui! Então, zero, e volte para o seu lugar”.
- e, depois, se essa declaração é “semelhante à de Mons. Lefebvre de 1988”, dela se afasta gravemente em relação a três pontos.

a) II e nota: referência inédita à profissão de fé de Ratzinger de 1989: 


Para o Mons. Lefebvre:
“É um fato muito grave. Pois pede, a todos os que se uniram ou que poderiam fazê-lo, para fazer uma Profissão de Fé nos documentos do Concilio e nas reformas pós-conciliares. Para nós, isso é impossível”. (Entrevista para Fideliter, n. 79[77], janeiro de 1991, p 4.). “Tal como está, esta fórmula é perigosa. Isso demostra o espírito dessa gente, com a qual é impossível nos entendermos”. (Entrevista para Fideliter, n. 70[78], maio de 1989, p. 16; cf. também Fideliter, n. 73[79], p. 12, e n º 76[80], p. 11).

b) III, 4: Aceitação pura e simples, nos mesmos termos da “hermenêutica da reforma na continuidade”.

Coisa a se enfatizada: este parágrafo não foi modificado pelos Romanos!

Mons. Fellay:
“A inteira Tradição da fé católica deve ser o critério e a orientação para a compreensão dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, o qual, por sua vez, ilumina – isto é aprofunda e explicita ulteriormente – certos aspectos da vida e da doutrina da Igreja, implicitamente presentes nela ou ainda não formulados conceitualmente”[81].

Trata-se do Concílio à luz da Tradição com a Tradição à luz do Concílio[82].

Mons. Lefebvre[83]:
“É-nos impossível entrar nessa conjuração, ainda que houvesse muitos textos satisfatórios neste Concílio. Porque os bons textos serviram para fazer aceitar os textos equívocos, minados, enganadores. Resta-nos uma só solução: abandonar essas testemunhas perigosas e aferrar-nos firmemente à Tradição, ou seja, Magistério oficial da Igreja durante vinte séculos” (7).

c) III, 7: Missa e sacramentos “legitimamente”, promulgados por Paulo VI, João Paulo II...

Termo gravíssimo!

2) tendo sido modificada em 13 de junho pelos Romanos, tornou-se inaceitável.

Na verdade, os ajustes dos Romanos não altera a declaração a ponto de torná-la substancialmente diferente, porque eles nda mais fizeram do que explicitar o que Mons. Fellay já havia implicitamente concedido no mortal parágrafo III, 4, com o “Concílio à luz da Tradição e a Tradição à luz do Concílio”, e com o termo “legitimamente”.  

O próprio Mons. Fellay, em seus discursos, tem minimizado os erros conciliares, para preparar os espíritos à reconciliação conciliar[84].

Foi o próprio Mons. Fellay a fazer cantar o Te Deum após o Motu Proprio que estabelecia o rito ordinário e extraordinário.

É preciso ser lógico com o significado das palavras e das ações... não?[85].

Continua... CAPÍTULO VIII (12/06/2013).


Fonte: Non Possumus.
Tradução (do Italiano): Giulia d'Amore di Ugento.
Sem revisão final.

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NOTAS (ORIGINAIS)
7 - Mons. Marcel Lefebvre, 18 de agosto de 1976 e 27 de agosto de 1976, primeira e segunda carta introdutiva do “J'accuse le concile”.

NOTAS DE TRADUÇÃO
[74] Cor Unum 104: Nota sobre la Declaración Doctrinal del 15 de Abril de 2012. Online (em espanhol). Explicando o inexplicável.
[75] Idem.
[76] Ibidem.
[77] Fideliter n. 79: Entrevista com Mons. Lefebvre. Online (em Português).
[78] Fideliter n. 70, de julho-agosto de 1989. Vide nota n. 62.
[79] Fideliter n. 73: indisponível na web.
[80] Fideliter n. 76: indisponível na web.
[82] O que os reverendíssimos padres que ainda se aninham confortavelmente nos Priorados sob a "direção" de dom Fellay pensam acerca disso? Bo! Mas o silêncio deles grita até os Céus.
[83] Mons. Marcel Lefebvre: “Acuso o Concílio”. Observações a propósito do título. PDF.
[84] É o já exaustivamente mencionado: “cozinhar o sapo”. Uma tática modernista para dessensibilizar a razão e prepará-la para aceitar até o contrário do que pensava antes. Vê-se isso claramente no livro 1984, de George Orwell, com a manipulação histórica das guerras, por exemplo. Temos visto também nos sermões do Prior de São Paulo, nas últimas Missas que assistimos, quando começou com a historinha de que a proposta de Bento XVI era a pomba de Noé... um sinal positivo e, portanto, bom.
[85] Bom, isso parece óbvio, mas na prática não é, tendo em vista a quantidade de pessoas que se deixaram enganar pelos sofismas e pelas ações do Superior, escondendo-se atrás do falso conceito de “obediência” e lançando mão de uma inusitada e hilária acusação de sedevacantismo contra quem se atrevesse criticar dom Fellay. 





"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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segunda-feira, 10 de junho de 2013

CRISE NA FSSPX - CAPÍTULO VI

Como prometido, publico a excelente conferência do Rev. Pe. Rioult em capítulos, para seres melhor refletidos e considerados, sobretudo por aqueles que tem preguiça de ler texto longo, ou textos mais complexos. Meus comentários iniciais não são imprescindíveis e, portanto, ficarão no texto completo. Os números em rosa são as notas de tradução; em verde, os comentários da tradutora. 





CAPÍTULO VI


Mas para Mons. Fellay, para os Assistentes e para outros não é secundária! É de tal forma importante que se permitiram trabalhar em um acordo prático sem acordo doutrinal, contrariando, assim, aquilo que Mons. Lefebvre havia explicitamente declarado, especialmente depois de 1988, e que o Capítulo Geral, que tem mais autoridade do que o Superior, havia decidido em 2006[58].

E esses sofismas são expressos sob a aparência de um bem maior [tática clássica para fazer perder o verdadeiro bem]: “Na Igreja visível”[59], se poderia converter a Igreja conciliar à Tradição[60].

Aqui, também, mais uma vez, se contradiz Mons. Lefebvre:
“Colocar-se dentro da Igreja... o que é que isso significa? E, antes de tudo, de que Igreja se está falando? Se da Igreja conciliar: nós, que lutamos contra ela por vinte anos porque queremos a Igreja Católica, devemos reingressa nessa Igreja conciliar para, como se costuma dizer, torná-la católica? É uma ilusão total[61]! Não são os súditos que mudam os superiores, mas os superiores que mudam os súditos” (Fideliter, n. 70[62], julho-agosto de 1989).

Todos esses graves erros e esses sofismas foram mantidos à custa de uma linguagem ambígua e contra toda prudência, e são justificados por novos sofismas: é culpa das autoridades romanas se nos enganamos!
“Como sabeis, a Fraternidade se encontrou em uma posição delicada durante a maior parte de 2012, após a última tentativa de Bento XVI para tentar normalizar a nossa situação. As dificuldades vieram (...) de uma falta de clareza por parte da Santa Sé, que não permitia saber com precisão a vontade do Santo Padre, nem o que ele estava disposto a nos conceder[63]. A confusão causada por essas incertezas se dissipou a partir de 13 de junho de 2012” (Carta aos Amigos e Benfeitores n. 80, de março de 2013[64]).

Mais uma vez, Mons. Fellay engana o seu mundo[65].


Último Cor Unum

Mons. Fellay acusa certos sacerdotes de serem subversivos e revolucionários sob o  pretexto de “preservar a Fraternidade de um assim chamado acordo suicida com a Igreja conciliar”. [66]
 
“Por detrás dessa cortina de fumaça, se estabeleceu que o escopo a ser perseguido é a demissão do Superior geral [não o escopo, mas a consequência; foi ele mesmo quem, com essas contradições, reduziu a zero a sua autoridade], e parece que a ele tudo seja permitido para atingir esse escopo [mas para promover o seu acordo, Mons. Fellay chegou a falsificar comunicados, a desobedecer as decisões do Capítulo de 2006, a considerar sem escrúpulos uma divisão interna...]. Pouco importam as declarações, os sermões e as conferências que afirmam o contrário [sim, porque outras declarações, sermões, conferências... dizem o contrário do contrário], se procura com o microscópio tudo o que é suscetível de ser compreendido ao contrário, para desacreditar a autoridade [que se desacreditou por si própria], com um incrível processo às intenções [as palavras são palavras que têm um significado que exprime uma intenção!] e fazê-la passar por dissimulada e mentirosa [e todavia se mentiu aos Priores da França, dizendo-lhes que no dia 13 de junho não se ia assinar]” [67].

Ora, no mesmo Cor Unum se encontra a prova da intenção de Mons. Fellay: a carta de Mons. Fellay a Bento XVI, de 17 de junho de 2012[68].

Leio sem um microscópio:
“De fato, na quarta-feira à noite, 13 de junho, o Cardeal Levada, durante uma reunião que foi amigável, me entregou uma declaração doutrinária que eu não posso assinar. Não levando em conta a súplica de não retocar a proposta que eu havia enviado, por causa das consequências que isso teria implicado, o novo texto retoma quase todos os pontos do Preâmbulo de setembro de 2011, que apresentavam algumas dificuldades e que eu me esforcei para descartar [não de corrigir! [69]].
Infelizmente, no contexto atual da Fraternidade, a nova declaração não passará. [Que se leia em cor-de-rosa ou em preto: tem o mesmo significado! Quem é o ardiloso? Quem esconde e dissimula?]
“Eu confesso que não sei mais o que pensar. Eu acreditava ter entendido[70] que Vós estivésseis disposto a deixar para mais tarde a solução das diferenças [eufemismo![71]] ainda em curso sobre determinados pontos do Concílio e da reforma litúrgica (...) a fim de chegar à união, e eu[72] me empenhei muito nesta óptica [acordo prático sem acordo doutrinário], apesar da forte oposição nas fileiras da Fraternidade e a preço de importantes desordens[73]. E eu tenho a intenção de continuar a envidar todos os meus esforços para prosseguir nesse caminho, a fim de chegar aos os esclarecimentos necessários. [Que se leia em cor-de-rosa ou em preto: tem o mesmo significado! Nada de microscópio, nem de incrível processo às intenções: a sua intenção está lá, escrita preto no branco!]”.
Continua... CAPÍTULO VII (11/06/2013).


Fonte: Non Possumus.
Tradução (do Italiano): Giulia d'Amore di Ugento.
Sem revisão final.

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NOTAS (ORIGINAIS)
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NOTAS DE TRADUÇÃO
[58] E nem se chame em causa o Capítulo de 2012 porque é nulo de pleno direito. É uma vergonha na história da FSSPX e para sua missão. Tal como o Vaticano II, tal deverá ser declarado por alguém de bom senso e de fé católica. Em breve, se Deus quiser!
[60] Sim, e as fadas existem! De qualquer maneira, isso seria tão possível quanto limpar um chiqueiro por dentro e sem se sujar! Além do mais, porque parar ai? Vamos nos “reintegrar” à Igreja Luterana para convertê-la à Tradição. E porque discriminar a Igreja Anglicana? Não estaríamos sendo injustos? E toda a infinidade de seitas e crenças que se auto-intitulam cristãs? Nossos “irmãos separados”? Porque deixá-los de fora? E porque parar aí? Vamos ampliar nossa caridade e nos “reintegrar” ao Budismo, ao Hinduísmo, ao Islamismo e ao sem-número de falsas religiões que surgem a cada dia! Sem esquecermos do Judaísmo e seu upgrade o Sionismo!!! E seriamos mais úteis e caridosos ainda se nos “reintegrássemos” ao ateísmo... porque, assim, aplicando a teoria de dom Fellay, eles poderiam passar a crer em Deus... porque estaríamos juntos, na mesma barca, lado a lado, fazendo a experiência da Tradição. Aí dirão os dormidos de dom Fellay: mas nós nunca fomos luteranos, nem anglicanos, nem de qualquer seita ou crença pretensamente cristã, nem budistas, nem hinduístas, nem muçulmanos ou qualquer outra falsa religião, nem judeus nem sionista e muito menos ainda ateus! Deeer! E quando foi que nos fomos da Igreja Conciliar para querermos agora nos reintegrar a ela?
[61] Caros “seguidores fieis” de dom Fellay, aqui está a verdade! Monsenhor Lefebvre já disse isso claramente: dom Fellay se ilude! E disso nós temos absoluta certeza, tendo em vista a quantidade de vezes que ele se queixou de ter sido enganado... sua “ingenuidade” é antológica! Ele vive no mundo da fantasia... O que é uma ilusão, então?
[62] “One year after the Consecrations: An Interview with Archbishop Lefebvre”, Fideliter n. 70, de julho-agosto de 1989. Em Inglês.
[63] Só se for para Sua Excelência! Bento XVI sempre deixou bem claro, desde que era o cardeal responsável pelos colóquios doutrinários com Monsenhor Lefebvre, o que pretendia “nos conceder”! Devemos reconhecer que ele nunca mudou o discurso! Quanto a isso ele nunca foi ambíguo! O que ele queria daquela época até o último dia do seu pontificado era que nos tornássemos conciliares, como ele.
[64] Oras, se isso é verdade, porque dom Fellay continuou reverenciando Bento XVI e, depois, Bergoglio I? Porque o DICI se tornou o novo Osservatore Romano, noticiando, em sua maioria, fatos e atos dos Papas (os dois vivos), como a relevantíssima notícia sobre os selos com a efigie do novo papa? PDF da carta aqui.
[65] E a pergunta se impõe: Porque motivo? A que título? A mando de quem? Com que fim?
[66] Cor Unum 104: Introdução de Mons. Bernard Fellay à edição de março reservada aos membros: Online (em italiano). Em espanhol.
[67] Idem.
[68] Cor Unum 104: Carta de Monseñor Fellay al Papa Benedicto XVI el 17 de Junio de 2012. Online (em espanhol).
[69] Que surpresa! Mas ele já declarou que pretendia fazer como foi feito com os Ortodoxos, em cujo caso se deixaram de fora as questões polêmicas. Seja como for, os ortodoxos, ao que parece, apesar do tempo passado, ainda não assinaram. E por óbvias razões. Só um tolo não vê. Leia aqui.
[70] Arriecola! A fada da eterna ilusão! Caindo das nuvens, como sói acontecer!
[71] Nisso, são tão bons quanto os modernistas, basta ver os epítetos que inventaram para apelidar o acordo prático de forma que não chocasse os mais “sensíveis”, quando começaram a “cozinhar o sapo”!
[72] Aqui se denota indiscutivelmente o orgulho ferido, o “eu” que se impõe, o “eu” contrariado, decepcionado, desiludido... Causa e motivo da (tentada) ruína da obra de Monsenhor Lefebvre e da própria defesa da fé. Há vanglória oculta e ao mesmo tempo gritante por trás desse “eu”. A vaidade falando mais alto: “eu consegui onde Monsenhor Lefebvre falhou!”. Bom, se estivéssemos falando de uma Roma previamente convertida... pode até ser! Mas estamos falando de uma Roma que dom Fellay sabe que ainda não se converteu e nem pretende fazê-lo de vontade própria. E que o tem “enganado ardilosamente”, dia após dia, colóquio após colóquio, e que, mesmo assim, ele continua querendo sair correndo se ela o chamar! SIC!
[73] Agora o legítimo questionamento em defesa das diretrizes do Fundador – claríssimas – se chama “desordem”? 






"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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