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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pe. Rioult: Carta Aberta ao Distrito da França

Lendo esta carta do Pe. Rioult ao Distrito da França e, mais claramente, a Pe. De Cacqueray, não posso não lembrar de certos nomes e certos rostos. As questões que ele coloca na carta são as mesmas que me coloco também. De praticamente todas, sei as respostas. Quem não sabe? E ele é bondoso ao chamar de “ingenuidade” o que, para mim, claramente não é mais. No começo talvez, e apenas para dar aos envolvidos o “benefício da dúvida”, embora não se justifique em quem, por ser um Padre, sabe muito bem de tudo o que vemos narrado aqui. Não falo dos fatos – que foram acontecendo e se revelando aos poucos – mas sobre a doutrina e a verdade. Todos os padres que eu conheci pessoalmente sabem. E eu sei que sabem porque eles próprios me falaram dessas coisas todas. Inclusive das dúvidas, do medo de um acordo e, principalmente, da “decepção” com o Superior Geral. No entanto, apenas um deles está na Resistência. E desde o começo. Confesso que esperei pelos outros. A cada novo fato me dizia que "desta vez" foi a gota d' água! Mas a tempestade veio e... nada. A admiração já cedeu lugar a uma decepção sem esperança. Não posso admirar quem parece ter perdido a noção de certo e errado, o "sim, sim, não, não". Não posso admirar quem desdiz, com as ações, tudo o que me disse em sermões, conversas e confidências.  

Adiante. Eu não vejo como voltar a um “redil” contaminado pelo erro. Principalmente os seminários. O que esperar deles? Que Padres irão formar? Com que doutrina? E como expurgar os “elementos perniciosos”? Como retirá-los dos lugares onde se encastelaram? Ele se miram no exemplo daquele que provocou tudo isso. Devem ter certeza absoluta que o prato de sopa quente está bem garantido! 

Sobre as reparações e anistias, por mais que queiramos, dificilmente o orgulho que visivelmente toma conta de Dom Fellay vai permitir um ato de justiça e de caridade desses. De qualquer forma, diante do problema da situação moral e doutrinaria dos seminários e dos Sacerdotes, de que adiantariam as reparações e a anistia?

Para mim, por uma questão de lógica e de bom senso, quem tem que voltar para algum lugar são os que deixaram o redil. E não foi a Resistência, a qual, como diz o nome, para “resistir” a algo não pode ter saído de lá. Francamente falando, a Resistência é a FSSPX de Mons. Lefebvre. A de dom Fellay é, de fato, a Neo-FSSPX, porque, como vimos do relato de Pe. Rioult – e todos nós sabemos à perfeição – houve uma mudança de rumo e houve a traição à decisão do Capítulo de 2006. Sim, eles são a Neo-FSSPX. Em meu modesto parecer, não precisava ter sido criada uma “FSSPX de Estrita Observância”. O grande problema aqui é que o que afeta o Superior afeta também alguns de seus mais fiéis súditos: se sobra orgulho na cúpula, não falta na base! E fazer a coisa certa, sobretudo no Brasil, é violentar todas as fibras do próprio ser para buscar abrigo no redil de um desafeto (mais por questões pessoais do que doutrinarias ou que tais). Será que há virtude suficiente para isso? Quanto vale a tua alma?

Outro pensamento que me passou pela cabeça ao ler esta carta (que me lembra outra, escrita pelos 37 anônimos padres franceses), que traz trechos que são visivelmente confidências feitas por Pe. de Cacqueray, é que o ambiente na Neo-FSSPX deve ser bem desagradável atualmente, porque, tendo-se instalado a desordem, já não há mais confiança. E não posso não pensar nos ambientes marxistas em que espionagem, delação e desconfiança convivem silenciosamente, e de ambos os lados! Certamente, há todas as melhores intenções nos padres que traficam as informações internas e as tornam públicas pelo bem comum, mas a pergunta que fica é: o que faz lá, reverendo? Se testemunha tanta coisa errada, que fere a alma e a decência, o que faz lá ainda?

Pior, como diz o Pe. Rioult, por quê um comportamento em público e outro em privado? Ninguém pode servir a dois Senhores... 

Giulia d’Amore

* * *


CARTA ABERTA AO DISTRITO DA FRANÇA



Por Dom Olivier Rioult




Caros confrades,

Uma vez que o Boletim da Fraternidade São Pio X (n° 251), de julho de 2013, me mencionou explicitamente, peço-vos alguns minutos de atenção para ouvir meu “direito de resposta”.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

CRISE NA FSSPX - CAPÍTULO X

Como prometido, publico a excelente conferência do Rev. Pe. Rioult em capítulos, para seres melhor refletidos e considerados, sobretudo por aqueles que tem preguiça de ler texto longo, ou textos mais complexos. Meus comentários iniciais não são imprescindíveis e, portanto, ficarão no texto completo. Os números em rosa são as notas de tradução; em verde, os comentários da tradutora. 




A crise na Fraternidade


Conferência de Pe. Olivier Rioult, FSSPX[1]
12 de maio de 2013



O texto da conferência foi publicado pelo site francês Avec l'Immaculée.

Os grifos em vermelho, os negritos e as notas são do site francês.

A tradução e o layout são nossos[2].

CAPÍTULO X



Para terminar com uma nota de esperança


1) “O socialismo faz progressos consideráveis, mas com todo o poder da Maçonaria atual, que está em toda parte, em todos os lugares, onde quer que seja, que está em Roma, que está em toda parte. A Maçonaria está em toda parte e dirige tudo.
Logo, seremos fichados com os computadores, teremos todos nós o nosso número e não poderemos fazer nada sem que seja tudo anotado em nossa ficha, e tudo através do computador. Estaremos em uma situação pior do que a de um país soviético. (...) É assustador, não podemos imaginar em direção a que estamos indo atualmente, em direção a uma socialização que, aparentemente, não parece tão dura quanto a comunista, e que, todavia, em última análise, será muito simplesmente apenas uma cópia do comunismo, mas realizada pelos meios científicos ao invés da força, como fizeram os comunistas, mas será a mesma cosa. Então, serão eliminados da sociedade todos aqueles que não quererão se submeter a esta ordem (...). Serão eliminados. Encontrar-se-á sempre um modo de eliminá-los. (...) Nós estamos indo verdadeiramente em direção a uma sociedade assustadora, que se diz livre e onde não haverá mais qualquer liberdade”. (Mons. Lefebvre, conferência de 22 de Agosto de 1979, no Priorado de São Pio X em Shawinigan, Quebec)[96].

Hervé Ryssen diz que, para saber quem governa o mundo, basta perguntar-se quem não tem o direito de criticar.

2) “No sentido místico, a figueira é símbolo da sinagoga. Quando este começar a vegetar e a recobrir-se com orgulho de seus pecados, como de folhas verdejantes, então está próximo o verão [está próximo o mormaço da perseguição]. O tempo do Anticristo é dito abominação, porque ele é contra Deus, para usurpar a honra que é devida somente a Deus. Os Judeus o receberão para que ele se assente no lugar mais sagrado do templo, e os infiéis lhe renda honras divinas. E, como o caráter particular do erro dos Judeus, após ter rejeitado a verdade, será o de abraçar a mentira, o Salvador ordenou a seus discípulos de abandonar a Judéia e de fugir para as montanhas, evitais esse povo que deve crer no Anticristo”. (Santo Hilário, em 380, a propósito do Evangelho do fim dos tempos, citado por São Tomé).

3) “À medida que o mundo se aproximar de seu fim, os maus e os sedutores aumentarão mais e mais. Não se encontrará quase nenhuma fé sobre a Terra, isto é, esta terá quase desaparecido de todas as instituições terrenas. Os próprios crentes atrever-se-ão apenas a fazer apenas uma profissão de fé pública e social do seu credo. A Igreja, sociedade sem dúvida sempre visível, será cada vez mais reduzida a proporções simplesmente individuais e domésticas. Para a Igreja na Terra haverá como uma verdadeira derrota: “à besta foi permitido fazer guerra aos santos e vencê-los” (Ap. 13:7) (Discurso de Mons. Pie em Nantes, 8 de novembro de 1859[97]).

4) “Alguém me acusa de ser rígida e de perturbar os espíritos. No processo revolucionário que desarma, esta acusação é normal (...) Nos opõem um absoluto provisório e enganador: a tranquilidade das gentes. Perturbar advertindo acerca de um perigo mortal; perturbar dizendo: “a maré vai esmagá-los” ou “eis o incêndio,” é coisa dura. É falta de tato. Como se o choque, o despertar, a surpresa, a emoção não fossem alarmes naturais. Dizer que é preciso saltar, nadar, resistir: seria este o mal? E não, ao invés, o naufrágio e o afogamento? Esta paz enganadora que é o sonos na desordem, Nosso Senhor a amaldiçoou quando disse: “Eu não vim trazer a paz, mas a espada. – A minha paz não é a do mundo”. Mas a palavra “rígida” desarma. Não se ouça responder: “Na revolução, apenas as almas firmes são preservadas; apenas aquelas agarradas ao Altíssimo não serão varridas pelo vento revolucionário”. (...) Alguns leitores deploram que a heresia não seja clara em 1970 como no século XVI. Pelo menos naquela época, dizem eles, sabia-se o que esperar. Visão bem ingênua – a heresia aparecia de cara apenas aos olhos dos perspicazes... no início não havia “crentes” e “descrentes”, mas pontos de vistas tacanhos [pretos] e pontos de vista amplos [cor-de-rosa]”. (Luce Quenette, Itinéraire N. 143, maio de 1970).

Eu prefiro mil vezes o meu lugar de perseguido, mas em paz, que o daqueles que enganaram e desfiguraram a nossa Fraternidade. Meu escopo é o de espalhar a paz defendendo a verdade violada. E esta paz é a de Cristo, não a do mundo.

A Fraternidade está prestes a mudar por culpa de seus maus líderes. Seus embustes e os seus fracassos têm sido comprovados o suficiente. Não é mais o momento de escrever, mas de agir. A política de Menzingen é desonesta e liberal. Esta situação perdurou demais, ela deve cessar e cessará.

Seja qual for o sacerdote da Fraternidade, o seu direito de exercer o ministério vem dos fiéis: é um direito de suplência. Eu sou sacerdote para difundir Cristo e combater seus inimigos. O meu Priorado é a França. Vós podeis contar com a minha disponibilidade. Onde quer que estejais na França, pedi os nossos serviços e nós vos visitaremos. Nós vos ajudaremos a se protegerem contra o liberalismo que nos mina. Entrai em contato com os sites amigos: La Sapinière, Avec l'Immaculée, Un Eveque s'est leve... e tereis minhas informações de contato.

Rezai por mim, e que Deus vos abençoe.


Fonte: Non Possumus.
Tradução (do Italiano): Giulia d'Amore di Ugento.
Sem revisão final.

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NOTAS DE TRADUÇÃO
[96] Texto não disponível na web.
[97] Ler em “O Cardeal Pie, Dom Guéranger e o Evangelho sobre a Crise Eclesiástica”. Online (em Português).  

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"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

CRISE NA FSSPX - CAPÍTULO IX

Como prometido, publico a excelente conferência do Rev. Pe. Rioult em capítulos, para seres melhor refletidos e considerados, sobretudo por aqueles que tem preguiça de ler texto longo, ou textos mais complexos. Meus comentários iniciais não são imprescindíveis e, portanto, ficarão no texto completo. Os números em rosa são as notas de tradução; em verde, os comentários da tradutora. 




CAPÍTULO IX



Mas ele não assinou!


Que seja! Mas que significa assinar, e assinar o que: um acordo prático é suicida e mortal. 

Substituam o verbo assinar por matar, e eis que “Não pôde assinar, mas queria assinar e continua com a intenção de assinar” se torna “não pôde matar, mas queria matar e continua com a intenção de matar”. 

Se as suas demissões são necessárias, não serão suficientes. 

Uma vez que o problema é mais amplo do que a pessoa de Mons. Fellay: o liberalismo minou a Fraternidade. Mesmo que a maioria de seus membros seja ainda de valor, começou um processo de putrefação a partir da cabeça.

Um Prior, durante uma sessão de teologia, fez notar que não se podia dizer: “Bento XVI é um modernista.” E este Prior também confidenciou a um confrade que não podia mais, em sã consciência, fazer os fiéis rezar pela “conversão de Roma e dos bispos”, intenção que, no entanto, faz parte daquelas da Fraternidade (Cor Unum n. 35).

Em Chartres[93], um Prior, para justificar a política de Mons. Fellay, tentou me convencer de que a beatificação de João Paulo II não era tão grave assim, porque “é o homem que foi exaltado”, e não a sua doutrina, e que a iniciativa de Assis III não era assim tão escandalosa, porque “o fato de Bento XVI ter convidado os ateus demostra que não se tratou de uma reunião religiosa”.[94]

Esses tais continuam priores na França, apesar da excelência[95] de Dom de Cacqueray!

Por que, após 200 anos de revolução e 100 do modernismo, nossas pequenas cabeças e nossas vontades não teriam sido deformadas e paralisadas pelo liberalismo?

Os tradicionalistas seriam imunizados contra as consequências do pecado original?

O liberalismo destruiu a civilização cristã, mas a Fraternidade estaria livre deste pecado moderno.

Por que milagre? Por causa de qual mérito?

A Igreja está em crise: certo... mas a Fraternidade nunca!

Arrogante, insuportável estupidez!
“O liberalismo católico é o próprio medo, dissimulado seja sob o manto da caridade, seja sob o manto da prudência. O liberalismo católico é escravo de uma cruel tirania, a tirania da opinião”. (Bispos do Equador).
Este veneno não existiria na Fraternidade?

Os nossos ancestrais tiveram que sofrer na sua paróquia e testemunhar em uma Igreja minada pelo modernismo. É fácil louvá-los, mas hoje é preciso imitá-los. 

É nossa vez, devemos sofrer em nossos priorados e testemunhar em uma Igreja minada pelo liberalismo. 

Os nossos melhores exemplos permanecem Mons. Lefebvre e Mons. de Castro Mayer. Sobre 4000 bispos, apenas 300 viram claro, e sobre 300 que viram claro, apenas 2 agiram eficazmente. 


Que  solidão!


Continua... CAPÍTULO X (14/06/2013).


Fonte: Non Possumus.
Tradução (do Italiano): Giulia d'Amore di Ugento.
Sem revisão final.

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NOTAS DE TRADUÇÃO
[93]Los Fieles Tienen el Derecho de Saber”. Online (em espanhol).
[94] Momento “teste”: perguntem ao sacerdote FSSPX que reza a Missa que vocês assistem o que pensam disso: (1) se Bento XVI (ou Bergoglio I, que seja) é um modernista e (2) se Assis III não se tratou de uma reunião religiosa porque fora convidados os ateus... Se sua resposta for semelhante a dos priores citados, cuidado: está comprando gato por lebre! E dos grandes! Em sendo assim, nunca é demais lembrar o exemplo de Santo Hermenegildo que se recusou a receber a Santa Comunhão de mãos sacrílegas. Ele aplicou “o princípio do "nullam partem" com os hereges. Ele disse: Não, eu não vou receber a comunhão das vossas mãos sacrílegas!”. Ele sabia que Cristo estava na Hóstia, mas mesmo assim não a recebeu. Foi o que aprendemos com os próprios padres da FSSPX, os mesmos que hoje nos dizem que essas mãos nem são tão sacrílegas assim! Lembram-se de alguém? Não é mera coincidência!
[95] Não concordamos com exatamente tudo que publicamos no blog. Padre de Cacqueray ainda não nos deu mostras de pensar como Pe. Rioult. Au contraire





"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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quarta-feira, 12 de junho de 2013

CRISE NA FSSPX - CAPÍTULO VIII

Como prometido, publico a excelente conferência do Rev. Pe. Rioult em capítulos, para seres melhor refletidos e considerados, sobretudo por aqueles que tem preguiça de ler texto longo, ou textos mais complexos. Meus comentários iniciais não são imprescindíveis e, portanto, ficarão no texto completo. Os números em rosa são as notas de tradução; em verde, os comentários da tradutora. 




CAPÍTULO VIII



Aqui também, Cor Unum engana os membros: porque a prova de que a declaração corrigida pelos Romanos fosse substancialmente semelhante à de Mons. Fellay a se tem pelo fato de que, sem a oposição interna, ele a teria assinado: é o próprio Mons. Fellay que o confessa a Bento XVI[86]
Infelizmente, no contexto atual da Fraternidade, a nova declaração não passará[Mas para os membros ele diz que: “nós podemos apenas rejeitar um texto que promove a hermenêutica da continuidade”] (...) “apesar da forte oposição nas fileiras da Fraternidade (...) tenho a intenção de continuar a envidar todos os meus esforços para prosseguir nesse caminho...”. [Não se faz “um incrível processo às intenções”, é ele próprio que exprime o seu pensamento. No jargão militar, isso é chamado de “inteligência com o inimigo[87], e é Alta Traição!]

E as três condições do Capítulo de 2012? Não se sustentam!

Alguns dirão: “Carlo VI está louco, mas sua entourage vigia”.

As condições fixadas pelo último Capítulo Geral de julho de 2012 são insuficientes. Elas não nos protegem de forma alguma, e não nos impedirão de cair como as comunidades que se reintegraram.

O Capítulo geral omitiu as duas condições mais importantes, claramente exigidas por Mons. Lefebvre: a conversão das autoridades oficiais, que se manifestará claramente com a condenação explícita dos erros conciliares, bem como a dispensa do novo Código de Direito Canônico.
1) A primeira condição sine qua non: A Fraternidade que pede aos traidores a permissão de dizer a Verdade! E a permissão de criticar os responsáveis pelos erros do modernismo, do liberalismo e do Vaticano II.
Quando se vê como a Fraternidade denuncia erros e escândalos a partir de 2000, uma condição dessas não empenha mais do que isso. [O Instituto do Bom Pastor teve a liberdade de crítica construtiva e vimos muito bem os resultados.]
2) A segunda condição exige o uso exclusivo da liturgia de 1962. [Le Barroux teve esse uso exclusivo, e também a Abadia de Flavigny; resultado: comercializam as imagens do Beato João Paulo II! Estas Congregações caíram, e nós, ao invés disso, a Fraternidade São Pio X, não tememos nada?[88]]
3) A terceira condição exige a garantia de pelo menos um bispo. Quem vai escolhê-lo? Em 1988, Roma rejeitou os três candidatos propostos por Mons. Lefebvre. [Campos teve o seu bispo, e depois o vimos louvando o Vaticano II e concelebrar!]

O que concluir disso tudo?


Se em 2008 alguém tivesse vaticinado que em 2012 Mons. Fellay estaria pronto a sacrificar “o bem comum da Fraternidade” porque “Roma não vai tolerá-lo mais” [Carta de 14 de abril 2012[89]], ou que, no caso de um acordo com Roma, ele não descartasse que “há uma divisão na Fraternidade” (entrevista a Catholic News Service, de 11 de maio de 2012[90]), este alguém teria sido taxado de louco!

Ora, isso aconteceu; ele o disse e estava pronto para fazê-lo. E ele ousou ainda pior de tudo aquilo que se podia imaginar: com esta declaração doutrinal corrigida pelos Romanos. 


Certo, a aposta na mesa de Mons. Fellay é delicada e difícil. A situação geopolítica é insustentável, e a crise religiosa é desviante, mas isso não pode justificar a linguagem dupla. Quando um chefe está pronto para dizer tudo e o contrário de tudo, não se deve temer que esteja pronto para exercer o seu poder para e contra todos? 

Certo, se deve respeito ao próprio Superior, mas não ao ponto de pisotear a verdade. 

Na semana passada, um confrade me escreveu:
“Entre sua proclamação de inocência e os fatos há uma diferença que às vezes parece aterrorizante. Podemo-nos perguntar se se trata de orgulho, de incapacidade de ver e de entender ou de cegueira que Deus permite, como para o faraó ou o sumo sacerdote, para melhor demonstrar o seu poder e a sua glória em um futuro que nos auguramos seja próximo”.

Quando se constada a dissimulação passada, se pode temer o pior. Mons. Fellay está moralmente morto, e foi ele mesmo quem destruiu a sua legitimidade. Parafraseando Jean Bastien-Thiry, se pode dizer:
“Não é bom, não é moral, não é legal que um tal homem permaneça por longo tempo à frente da Tradição”.

Não é bom: como disse a um confrade um dos nossos três teólogos que falaram com Roma: “A cabeça de Mons. Fellay está podre”; os seus textos, de fato, estão cheios de compromissos.

Não é moral: linguagem ambigua frequente, mentiras oficiais e solenes.

Não é legal: a sua grave desobediência às decisões do Capítulo de 2006, jogando no lixo, em março de 2012, o princípio: nenhum acordo puramente prático.

Essa ideia da demissão do Superior geral não vem de nós, mas de Mons. Lefebvre, que, a propósito dos monges e freiras que entraram a Le Barroux para permanecer na Tradição e escapar da Igreja conciliar, mas que o abade deles havia reconduzido sob a autoridade da Igreja conciliar, enfatizava[91]:
“Foram colocados sob a autoridade da Igreja conciliar. E então se resta estupefatos ao pensar que, não obstante as constatações que deveriam fazer, e eles as conhecem bem... Não, ... permanecem. Não decidem de sair ou de fundar outro mosteiro, ou de pedir a Dom Gerard de se demitir e de ser substituído... Não, nada... Obedecem (...), é doloroso ver com que facilidade um mosteiro que está na Tradição se coloca sob a autoridade conciliar e modernista. E todos ficam. É pecado, e realmente triste constatá-lo... (...). É isto é o que é realmente grave, esta transferência de autoridade. Não basta dizer: na prática, nada mudou... É esta transferência que é gravíssima, porque a intenção dessas autoridades é a de destruir a Tradição”[92](8).

 
Continua... CAPÍTULO IX (13/06/2013).


Fonte: Non Possumus.
Tradução (do Italiano): Giulia d'Amore di Ugento.
Sem revisão final.

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NOTAS (ORIGINAIS)
8 - Conferência em Ecône, La situazione dopo le consacrazioni[99], 8 de outubro de 1988.

NOTAS DE TRADUÇÃO
[86] Cor Unum 104: Carta de Monseñor Fellay al Papa Benedicto XVI el 17 de Junio de 2012. Vide nota 68.
[87] Inteligência, aqui, tem o significado de “ajuste, conluio, relações secretas”.
[88] Segundo o Prior de São Paulo, “não”, porque “no nosso caso é diferente”. Foi o que disseram uma após a outra as Congregações Ecclesia Dei. É o que diz a jovem que abre mão da castidade para aceder aos desejos do namorado e acha que não tem perigo de engravidar. Não ela! Com ela é diferente! Mas será por causa dos nossos belos olhos? Ou, como dizem na Itália, é porque somos filhos da galinha branca?
[89] Carta de Dom Fellay aos outros bispos da Fraternidade São Pio X. Online (em português).
[90] Entrevista (YouTube): parte I e parte II. Texto online (em inglês).
[91] Conferência em Ecône: “A situação após as consagrações”, em 8 de outubro de 1988. Texto não disponível na web.
[92] Qual a dúvida nessas palavras? E eu devo ouvir uma lenda de Le Barroux me dizer que não confia em dom Fellay, mas... obedece! “É pecado, e realmente triste constatá-lo”!!!
[99] “A situação após as consagrações”. 

 




"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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terça-feira, 11 de junho de 2013

CRISE NA FSSPX - CAPÍTULO VII

Como prometido, publico a excelente conferência do Rev. Pe. Rioult em capítulos, para seres melhor refletidos e considerados, sobretudo por aqueles que tem preguiça de ler texto longo, ou textos mais complexos. Meus comentários iniciais não são imprescindíveis e, portanto, ficarão no texto completo. Os números em rosa são as notas de tradução; em verde, os comentários da tradutora. 




CAPÍTULO VII


Outra confissão de peso nesse Cor Unum[74]: Mons. Fellay absolve sua declaração doutrinal... para ele, está muitíssimo bem e não tem nada de escandaloso; e eis como a justifica:  

1) seria semelhante à de Mons. Lefebvre de 1988, portanto, boa;
2) tendo sido modificada em 13 de junho pelos Romanos, tornou-se inaceitável.

Estas duas justificativas são falsas e mentirosas: mais uma vez, basta ler:

1) seria semelhante à de Mons. Lefebvre de 1988

Antes de tudo, a de Mons. Lefebvre é a mesma da operação suicídio. Não é portanto louvável tomar o que Mons. Lefebvre havia censurado. Ele mesmo disse ter ido longe demais.

Mons. Fellay pretende que:  

- a declaração doutrinal não pretendia ser a expressão exaustiva de nosso pensamento sobre o Concílio[75]... [Mas, pouco importa se há coisas inaceitáveis: ela é má, mesmo não sendo exaustiva].
- ela fosse clara ... Mas “vários membros eminentes da Fraternidade” não a compreenderam...[76] [Mons. Tissier, Dom de Cacqueray... é inquietante que Roma compreenda melhor que os membros eminentes da Fraternidade! Até mesmo Dom Laisney acha ambígua essa declaração].
 - Cor Unum apresenta também essa declaração:
 “Este texto quer significar às autoridades romanas que nós reconhecemos os princípios católicos relativos ao Magistério da Igreja, de modo que uma condenação de cisma seria injusta e inoperante”. 

Zombam de nós: “Este texto quer significar”! Aqui não é uma questão de intenção subjetiva, mas de significado objetivo: do que diz este texto! 

O diria um professor para um aluno que reclamasse de um zero à sua tarefa dizendo: “eu queria dizer...”. “Talvez seja isso que você quisesse dizer, mas não é o que se lê aqui! Então, zero, e volte para o seu lugar”.
- e, depois, se essa declaração é “semelhante à de Mons. Lefebvre de 1988”, dela se afasta gravemente em relação a três pontos.

a) II e nota: referência inédita à profissão de fé de Ratzinger de 1989


Para o Mons. Lefebvre:
“É um fato muito grave. Pois pede, a todos os que se uniram ou que poderiam fazê-lo, para fazer uma Profissão de Fé nos documentos do Concilio e nas reformas pós-conciliares. Para nós, isso é impossível”. (Entrevista para Fideliter, n. 79[77], janeiro de 1991, p 4.). “Tal como está, esta fórmula é perigosa. Isso demostra o espírito dessa gente, com a qual é impossível nos entendermos”. (Entrevista para Fideliter, n. 70[78], maio de 1989, p. 16; cf. também Fideliter, n. 73[79], p. 12, e n º 76[80], p. 11).

b) III, 4: Aceitação pura e simples, nos mesmos termos da “hermenêutica da reforma na continuidade”.

Coisa a se enfatizada: este parágrafo não foi modificado pelos Romanos!

Mons. Fellay:
“A inteira Tradição da fé católica deve ser o critério e a orientação para a compreensão dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, o qual, por sua vez, ilumina – isto é aprofunda e explicita ulteriormente – certos aspectos da vida e da doutrina da Igreja, implicitamente presentes nela ou ainda não formulados conceitualmente”[81].

Trata-se do Concílio à luz da Tradição com a Tradição à luz do Concílio[82].

Mons. Lefebvre[83]:
“É-nos impossível entrar nessa conjuração, ainda que houvesse muitos textos satisfatórios neste Concílio. Porque os bons textos serviram para fazer aceitar os textos equívocos, minados, enganadores. Resta-nos uma só solução: abandonar essas testemunhas perigosas e aferrar-nos firmemente à Tradição, ou seja, Magistério oficial da Igreja durante vinte séculos” (7).

c) III, 7: Missa e sacramentos “legitimamente”, promulgados por Paulo VI, João Paulo II...

Termo gravíssimo!

2) tendo sido modificada em 13 de junho pelos Romanos, tornou-se inaceitável.

Na verdade, os ajustes dos Romanos não altera a declaração a ponto de torná-la substancialmente diferente, porque eles nda mais fizeram do que explicitar o que Mons. Fellay já havia implicitamente concedido no mortal parágrafo III, 4, com o “Concílio à luz da Tradição e a Tradição à luz do Concílio”, e com o termo “legitimamente”.  

O próprio Mons. Fellay, em seus discursos, tem minimizado os erros conciliares, para preparar os espíritos à reconciliação conciliar[84].

Foi o próprio Mons. Fellay a fazer cantar o Te Deum após o Motu Proprio que estabelecia o rito ordinário e extraordinário.

É preciso ser lógico com o significado das palavras e das ações... não?[85].

Continua... CAPÍTULO VIII (12/06/2013).


Fonte: Non Possumus.
Tradução (do Italiano): Giulia d'Amore di Ugento.
Sem revisão final.

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NOTAS (ORIGINAIS)
7 - Mons. Marcel Lefebvre, 18 de agosto de 1976 e 27 de agosto de 1976, primeira e segunda carta introdutiva do “J'accuse le concile”.

NOTAS DE TRADUÇÃO
[74] Cor Unum 104: Nota sobre la Declaración Doctrinal del 15 de Abril de 2012. Online (em espanhol). Explicando o inexplicável.
[75] Idem.
[76] Ibidem.
[77] Fideliter n. 79: Entrevista com Mons. Lefebvre. Online (em Português).
[78] Fideliter n. 70, de julho-agosto de 1989. Vide nota n. 62.
[79] Fideliter n. 73: indisponível na web.
[80] Fideliter n. 76: indisponível na web.
[82] O que os reverendíssimos padres que ainda se aninham confortavelmente nos Priorados sob a "direção" de dom Fellay pensam acerca disso? Bo! Mas o silêncio deles grita até os Céus.
[83] Mons. Marcel Lefebvre: “Acuso o Concílio”. Observações a propósito do título. PDF.
[84] É o já exaustivamente mencionado: “cozinhar o sapo”. Uma tática modernista para dessensibilizar a razão e prepará-la para aceitar até o contrário do que pensava antes. Vê-se isso claramente no livro 1984, de George Orwell, com a manipulação histórica das guerras, por exemplo. Temos visto também nos sermões do Prior de São Paulo, nas últimas Missas que assistimos, quando começou com a historinha de que a proposta de Bento XVI era a pomba de Noé... um sinal positivo e, portanto, bom.
[85] Bom, isso parece óbvio, mas na prática não é, tendo em vista a quantidade de pessoas que se deixaram enganar pelos sofismas e pelas ações do Superior, escondendo-se atrás do falso conceito de “obediência” e lançando mão de uma inusitada e hilária acusação de sedevacantismo contra quem se atrevesse criticar dom Fellay. 





"A verdade pede fundamentalmente uma coisa para ser julgada: é ser ouvida". - Bossuet
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ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

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