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Feminismo: o maior inimigo da mulher
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

PADRE FUCHS: porque deixo a neo-fsspx!

TRADUÇÃO EM BREVE, MAS DESNECESSÁRIA, aqui se leem palavras que todos nós pensamos e cremos. Todos nós percebemos essas coisas que foram denunciadas. Todos nós as rechaçamos! 

O bom é que, a cada dia, mais e mais despertam. Na Austria (como no Paraguai), uma capela inteira deixou a Neo-FSSPX e agora será conduzida pelo padre Fuchs

O ruim é que essa situação dolorosa e escandalosa NÃO DEVIA TER ACONTECIDO!!! Não se cruza a linha sem pensar nas consequências. É evidente que DOM Fellay não refletiu. Porque? Somente Deus sabe, e a Ele deverá prestar contas de sua temeridade!!! Quantas almas, meu Deus! Quantas almas!!! É o mesmo que um motorista bêbado dirigindo um ônibus cheio de gente que dorme porque confia nele... Por uma graça especial, muitos de nós pudemos enxergar de longe o desastre e poupar nossa alma de marcas indeléveis. Deus seja louvado!

Eu sei fosse você, não dormiria hoje sem acertar as contas com Deus e ter a hombridade de dizer o mesmo que disse Padre Fuchs e todos os Padres resistentes antes dele!

Preocupado para onde ir? Deixe o orgulho de lado, porque é a tua alma que está em jogo!!! A Resistência, no Brasil e no mundo, acolherá de braços abertos a todos os que a procurarem.



DECLARACIÓN DEL PADRE MARTIN FUCHS, FSSPX.

Traducción al inglés de THE RECUSANT.-
ORIGINAL:POSCHENKER.
Muy apesadumbrado, le comuniqué al Superior General mi renuncia de la FSSPX el 30 de diciembre. Por toda la eternidad estaré agradecido a Monseñor Lefebvre por la Fe Católica y por el sacerdocio. Dolorosamente, sin embargo, me di cuenta en los años recientes que ellos se han desviado poco a poco de camino trazado por él:
1.     El “Te Deum” en acción de gracias por el Motu proprio por el cual la Misa Tridentina fue ligada indisolublemente con la misa de Paulo VI y en el cual la aceptación del concilio Vaticano II fue solicitada. Hasta hace poco se podía leer en internet que en el Priorato San Pio X en Munich, la “Santa Misa (en su forma extraordinaria)” fue celebrada. En el seminario aprendí que celebramos la Misa en el rito Tridentino, no hay rito ordinario o extraordinario, esto es una construcción completamente insostenible del Papa Benedicto XVI. El que habla de un rito extraordinario, por consecuencia debe tener en mente y aceptar el rito ordinario, la nueva misa.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A Resistência avança: mais um Sacerdote deixa a Neo-FSSPX

Bom, pelos frutos se vê a árvore. Enquanto a Neo-FSSPX se afunda cada dia mais em sua loucura, a Resistência engrossa as fileiras com mais e mais Sacerdotes que têm a graça de poder enxergar. Ou deixaram o medo de lado. Aqui, apresentamos a declaração de despedida do Padre Arnold Trauner, FSSPX.
Será que os demais padres não vão seguir seu prudente exemplo só porque "o modo como" saiu foi desrespeitoso? Existe um "modo respeitoso" de sair do meio da lama? Não é mais importante sair dela o mais rápido possível, do que se afundar nela por obediência cega, surda e muda? 
E haveria um modo respeitoso de se dizer que a lama é suja?! Tipo, "Ei, senhor, por favor, posso lhe dizer, gentilmente, que a lama que toca a vossa batina é suja, é imunda?"! [aos dormidos: a pergunta é jocosa]. O que vale mais, as boas maneiras ou a verdade? Esse "dilema" me lembra Pilatos... 

Rezemos para que mais e mais padres despertem desse sono hipnótico e redescubram sua missão, sua origem e seu Pai espiritual, Mons. Lefebvre. 
Não traduzi porque é de fácil compreensão. Sobretudo para quem interessa diretamente. 
Giulia



El Padre Trauner es el primero de izquierda a derecha.
Reverendos Padres
Venerables religiosos
Queridos padres y parientes
Amados creyentes en Cristo

Nuestro Salvador nos invita a dejar todo, a cortar con todos los lazos antes que dejar de ser sus discípulos.

Él es nuestro Redentor, nos provee con la gracia de Dios y nos revela la Verdad completa.

sábado, 29 de junho de 2013

RESISTÊNCIA: Declaração conjunta sobre o 25º Aniversário das Consagrações Episcopais

Publicamos a declaração abaixo, dos zelosos Padres da Resistência, acerca do 25º Aniversário das Consagrações Episcopais em Ecône. Publicamos principalmente por estarmos de acordo com o seu inteiro teor que subscrevemos. 

"Porém se vos desagrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: (...) Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor". (Josué 24, 15)


DECLARAÇÃO DA RESISTÊNCIA DA FSSPX 

NO 25º ANIVERSÁRIO DAS CONSAGRAÇÕES EPISCOPAIS



Vienna, Virginia, EUA - 29 de junho de 2013


Ao celebrarmos o 25º aniversário da heroica decisão de Monsenhor Lefebvre, em 1988, de consagrar bispos verdadeiramente Católicos para a defesa da Fé católica e para a preservação dos Sacramentos válidos da devastação da Igreja criada pelo desastroso Concílio Vaticano II, um grupo de sacerdotes expressam seu alarme diante da mesma devastação que se está criando na Fraternidade São Pio X, e resolveram conjuntamente fazer todos os esforços para proteger a Igreja e a Fraternidade contra este novo perigo.

Assim como as autoridades romanas têm utilizado os últimos 50 anos para tentar reconciliar a Igreja com o mundo, e particularmente através da liberdade religiosa e do ecumenismo do Concílio Vaticano II, o Superior Geral da Fraternidade durante os últimos 15 anos tem feito todo o possível para promover o sonho perverso da conciliação da Tradição católica com a Roma Conciliar. Por exemplo, a Declaração de 27 de junho de 2013, mais uma vez, deixa a porta aberta à reabertura das negociações com a Roma Conciliar. (Cf. n º 11)

O resultado dessa tentativa de reconciliar o irreconciliável dentro da Fraternidade São Pio X tem sido a perseguição aos bons sacerdotes, a ruína progressiva do trabalho do Arcebispo e o comprometimento da salvação eterna de inúmeras almas. Isso ocorre porque a Fraternidade São Pio X foi, durante muitos anos, uma âncora da verdadeira fé de toda a Igreja, e agora a âncora se quebrou. E, assim como as autoridades do Vaticano perderam a confiança de muitos fiéis católicos por causa de suas ambiguidades, duplicidade de linguagem e mentiras, agora as autoridades liberais da Fraternidade São Pio X estão perdendo toda a confiança de muitos católicos tradicionais por sua traição à Tradição .

Agora, o que pode fazer um pequeno e disperso grupo de sacerdotes para salvar a situação? Deus salvará a Sua Igreja pela conversão do Papa quando sua Mãe obtiver, finalmente, a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração. No entanto, a verdade não é uma questão de maioria, e por isso nos fixamos o programa do Arcebispo:

"A Santíssima Virgem sairá vitoriosa, Ela vencerá a grande apostasia fruto do liberalismo. Uma razão para não ficarmos de braços cruzados! Devemos lutar mais do que nunca pelo Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste combate não estamos sós; temos conosco todos os Papas até Pio XII inclusive. Todos combateram o liberalismo para salvaguardar a Igreja. Deus não permitiu que lograssem, mas isto não é uma razão para abaixar as armas! É necessário resistir, é necessário construir enquanto outros destroem. É preciso reconstruir as cidadelas destruídas, reconstruir os baluartes da fé. Primeiro o Santo Sacrifício da Missa de sempre, forjador de santos. Depois, nossas capelas que são na verdade nossas paróquias, os mosteiros, as famílias numerosas, as escolas católicas, as empresas fiéis à doutrina social da Igreja, os homens políticos decididos a fazer a política de Jesus Cristo. Devemos restaurar um conjunto de costumes, vida social e reflexos cristãos, com a amplitude e duração que Deus disponha. Tudo o que eu sei, a fé nos ensina, é que Nosso Senhor Jesus Cristo deve reinar neste mundo, agora e não apenas no fim do mundo, coo quiseram os liberais!

Enquanto eles destroem, nós temos a felicidade de construir. Felicidade maior ainda porque gerações de jovens sacerdotes participam com zelo desta tarefa da reconstrução da Igreja para a salvação das almas." (Do Liberalismo à Apostasia - A Tragédia Conciliar. Capítulo XXXIV.)


S.E. Mons. Richard Williamson FSSPX
R.P. Joseph Pfeiffer FSSPX
R.P. Tomas de Aquino O.S.B.
R.P. Jahir FBMV
R.P. Jean-Michel Faure FSSPX
R.P. Ronald Ringrose
R.P. Juan Carlos Ortiz FSSPX
R.P. Hugo Ruiz FSSPX
R.P. Ernesto Cardozo FSSPX
R.P. Joaquim FBMV
R.P. Richard Voigt FSSPX
R.P. David Hewko FSSPX
R.P. François Chazal FSSPX
R.P. Valan Rajakumar FSSPX
R.P. Patrick Girouard FSSPX
R.P. René Trincado FSSPX
R.P. Olivier Rioult FSSPX
R.P. Rafael OSB
R.P. Edgardo Suelo FSSPX
Ir. Placide OSB
Ir. Andrés OSB


Fonte: Non Possumus.
Tradução: Giulia d'Amore di Ugento.

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A PRIMAZIA DE DEUS.

O que aconteceu no Alverne durante o mês de setembro de 1224, e as Chagas impressas na carne de nosso Pai São Francisco, significam e manifestam mais que tudo que Deus é Senhor. Deus se apoderou do Homenzinho de Assis e nele agiu como quis. Esta realidade eterna e irremovível de que “Deus é Senhor” é o fundamento de tudo em nossa vida natural e na vida da graça: sem ela, tudo é obscuro; com ela, tudo é luz. São Francisco assim entendeu o senhorio de Deus e o aceitou com júbilo e reconhecimento: fez desta realidade o ponto de referência constante de tudo em sua vida. Nunca mais do que no Alverne. Possuímos a respeito uma informação excepcional, do próprio punho de São Francisco, um documento escrito no Alverne depois da estigmatização, ainda no vértice da experiência mística: a “Chartula quam dedit fr. Leoni”. Diz-nos o que Deus era para ele:

Chartula quam dedit fr. Leoni


Vós sois o santo Senhor e Deus único, que operais maravilhas.
Vós sois o forte.
Vós sois o grande.
Vós sois o Altíssimo.
Vós sois o Rei onipotente, santo Pai, Rei do céu e da terra.
Vós sois o Trino e Uno, Senhor e Deus, Bem universal.
Vós sois o Bem, o Bem universal, o sumo Bem, Senhor e Deus, vivo e verdadeiro.
Vós sois a delícia do amor.
Vós sois a Sabedoria.
Vós sois a Humildade.
Vós sois a Paciência.
Vós sois a Segurança.
Vós sois o Descanso.
Vós sois a Alegria e o Júbilo.
Vós sois a Justiça e a Temperança.
Vós sois a Plenitude e a Riqueza.
Vós sois a Beleza.
Vós sois a Mansidão.
Vós sois o Protetor.
Vós sois o Guarda e o Defensor.
Vós sois a Fortaleza.
Vós sois o Alívio.
Vós sois nossa Esperança.
Vós sois nossa Fé.
Vós sois nossa inefável Doçura.
Vós sois nossa eterna Vida, ó grande e maravilhoso Deus, Senhor.

Opuscula S. P. Franciscj, Quaracchi 1949, p. 124-125. Os Escritos, p. 179-180. 



Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?page_id=21142.
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

25º Aniversário das Sagrações de Ecône - Menzingen fala...

OPERAÇÃO MEMÓRIA: uma declaração acerca do 25º aniversário das sagrações episcopais a que Mons. Lefebvre se viu obrigado para salvaguardar a verdadeira Fé e lhe valeu uma excomunhão que era para ele, não um estigma, mas a garantia de que os seminários não seriam procurados por candidatos não católicos. A excomunhão passou a ser, então, uma honra e uma glória - um DETENTE - para cada sacerdote, religioso e fiel. Bom, pelo menos enquanto viveu Monsenhor. Com o tempo, se transformou magicamente de garantia em estigma, e daí surgiu o medo. O medo de ser condenado à danação eterna por... apóstatas!!! "Não tenhais medo", nos exortou Nosso Senhor. Mas quem foi incumbido de nos dirigir... teve medo! Não sei o que veio antes do que, mas temos o medo, a cegueira sobrenatural, a confusão de ideias: 2+2 agora pode ser qualquer coisa. E temos o agir nas trevas, a invasão de contas de e-mails, a perseguição a sacerdotes e fiéis "descontentes", as expulsões e as "excomunhões". A (Neo)FSSPX nunca se pareceu tanto com Roma. A Roma apóstata denunciada por Monsenhor Lefebvre. E agora me vêm com essa declaração, assinada pelos três bispos que fundaram a Neo-FSSPX. Sim, porque quem se cala consente. E o que é mais claro e cristalino do que uma assinatura em um documento desses? Os três bispos estão de acordo. Só um dos quatro bispos escolhidos pelo Fundador não teve medo. Pode até se dizer - como se ouve por aí - que Dom Williamson seja britânico demais e que deveria tomar atitudes mais drásticas. Mas ele não teve medo de ser excomungado porque sabe perfeitamente com que se está a falar em Roma. Não é por acaso que o "Papa de plantão" era justamente o cardeal a quem Monsenhor se referia com epítetos nada gentis. Mas verdadeiros. Enfim, vamos ao texto. 

O primeiro parágrafo já mostra a desfaçatez de quem assina. Hipócritas. No segundo, já vemos, mais uma vez, a manipulação das palavras de Monsenhor Lefebvre em prol da suja traição por 30 moedas. No terceiro parágrafo, mais uma vez o fundador-mor da Neo-FSSPX se desdiz. Sim, porque se ESTA é a verdade... o que é há no Preâmbulo é o que? E em todas as suas declarações onde dizia que 95% do Concílio era aceitável e que 5% era discutível... ou algo assim? Agora ele diz - e os demais bispos assinam embaixo - que "a causa dos graves erros que estão demolindo a Igreja não reside em uma má interpretação dos textos conciliares – uma “hermenêutica da ruptura” que se oporia a uma “hermenêutica da reforma na continuidade” -, mas nos próprios textos, por causa da inaudita linha escolhida pelo concílio Vaticano II"! Estamos de brincadeira? Pensa que somos idiotas? E que história é essa de “hermenêutica da reforma na continuidade”? A única hermenêutica que deve haver é a da Tradição! Bom, os parágrafos seguintes são mais do mesmo, como ele habilmente faz para iludir os tolos. Dai que no 10º parágrafo, me vem com essa: "Cinquenta anos depois do Concílio as causas permanecem e continuam produzindo os mesmos efeitos, de modo que hoje aquelas sagrações episcopais conservam toda a sua justificação." Então, a pergunta que não quer calar: e por quê o superior geral quis porque quis unir-se a essa Igreja? Pelo menos é o que deixou bem claro no Preâmbulo e em outras oportunidade como na da famosa frase de que iria correndo se o papa chamasse... Sim, ele pensa realmente que somos idiotas!!!  

Em certos momentos, me ocorre o pensamento de que o bispo Fellay não saiba pedir desculpas, afinal todos nós temos nossas limitações, embora a arrogância não seja algo esperável em um religioso! Quem sabe, penso eu com meus botões, ele tenha vergonha e ache que basta voltar atrás com os discursos apenas, na esperança de ser compreendido e perdoado sem que seja necessário dizer nada... Mas daí vem o parágrafo décimo primeiro, onde ele mostra um pouco de seu "jogo":
" Entendemos que fazemos o mesmo, seja que Roma regresse logo à Tradição e à fé de sempre – o que restabelecerá a ordem na Igreja -, seja que ela nos reconheça explicitamente o direito de professar integralmente a fé e de rejeitar os erros que lhe são contrários, com o direito e o dever de nos opormos publicamente aos erros e aos fautores desses erros, seja quem for – o que permitirá um começo do restabelecimento da ordem." 
Como assim? A mesma autoridade que nos excomungou e desexcomungou agora vai nos reconhecer explicitamente o direito inalienável de professar integralmente a fé etc. e tal??? Mas com que autoridade!!! Se Monsenhor Lefebvre não reconheceu a João Paulo II autoridade para excomungá-lo... que autoridade tem o Bispo de Roma que se recusa a ser Papa de nos reconhecer o que quer que seja? Estamos loucos???

Nada mudou, meus caros! São conversas para boi dormir e inglês ver!!! Hipócrita, o bispo Fellay que manipula a verdade feito Pilatos, um liberal igual a ele. Hipócritas os cúmplices dessa declaração. 

Outra pergunta que me faço é do por que da mudança da data... Dia 30 de junho de 2013 é um domingo. Dia propício para agradecer a Deus pelo sacrifício de Monsenhor Lefebvre. Então, por quê antecipar a comemoração para hoje, 27 de junho? Alguém sabe dizer?  

E mais não digo!


Mons. Lefebvre com Mons. de Castro Mayer e os quatro novos bispos.
Interessante notar a linguagem corporal e a disposição de todos. Dom Williamson aparece no mesmo núcleo
que os Monsenhores. Os demais estão separados do grupo central, cada qual a uma determinada distância.
Vemos isso em telas de grandes pintores, com algum significado oculto.
No mínimo é intrigante. Alguém pode achar profético...


Declaração por ocasião do 25º aniversário das sagrações episcopais (30 de junho de 1988 – 27 de junho de 2013)


Por ocasião do 25º aniversário das sagrações, os bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X expressam solenemente sua gratidão a Dom Marcel Lefebvre e a Dom Antônio de Castro Mayer pelo ato heroico que não tiveram medo de realizar em 30 de junho de 1988. Mais particularmente, querem manifestar sua gratidão filial ao seu venerado fundador que, depois de tantos anos de serviço à Igreja e ao Romano Pontífice, para salvaguardar a fé e o sacerdócio católico, não hesitou em padecer a injusta acusação de desobediência.

Na carta que nos dirigiu antes das sagrações, escreveu: “Eu vos conjuro a permanecer unidos à Sé de Pedro, à Igreja romana, Mãe e Mestra de todas as Igrejas, na fé católica íntegra, expressada nos Símbolos da fé, no catecismo do Concílio de Trento, conforme ao que vos foi ensinado no vosso seminário. Permanecei fiéis na transmissão desta fé para que venha o Reino de Nosso Senhor”. Esta frase expressa bem a razão profunda do ato que iria realizar: “para que venha o Reino de Nosso Senhor”, adveniat regnum tuum!

Seguindo a Dom Lefebvre, afirmamos que a causa dos graves erros que estão demolindo a Igreja não reside em uma má interpretação dos textos conciliares – uma “hermenêutica da ruptura” que se oporia a uma “hermenêutica da reforma na continuidade” -, mas nos próprios textos, por causa da inaudita linha escolhida pelo concílio Vaticano II. Esta escolha se manifesta nos documentos e no seu espírito: diante do “humanismo laico e profano”, diante da “religião (pois se trata de uma religião) do homem que se faz Deus”, a Igreja, única detentora da Revelação “do Deus que se fez homem”, quis dar a conhecer o seu “novo humanismo”, dizendo ao mundo moderno: “nós também, mais do que ninguém, temos o culto do homem” (Paulo VI, Discurso de encerramento, 7 de dezembro de 1965). No entanto, essa coexistência do culto de Deus e do culto do homem se opõe radicalmente à fé católica que ensina a dar o culto supremo e o primado exclusivamente ao único Deus verdadeiro e ao seu único Filho, Jesus Cristo, em quem “habita corporalmente a plenitude da divindade” (Col. 2, 9).

Somos obrigados a constatar que este Concílio atípico, que quis ser apenas pastoral e não dogmático, inaugurou um novo tipo de magistério, desconhecido até então na Igreja, sem raízes na Tradição; um magistério decidido a conciliar a doutrina católica com as ideias liberais; um magistério imbuído dos princípios modernistas do subjetivismo, do imanentismo e em perpétua evolução segundo o falso conceito de tradição viva, viciando a natureza, o conteúdo, a função e o exercício do magistério eclesiástico.

Desde então, o reino de Cristo deixou de ser a preocupação das autoridades eclesiásticas, apesar destas palavras de Cristo: “todo poder me foi dado na terra e no céu” (Mat. 28, 18) continuarem sendo uma verdade e uma realidade absolutas. Negá-las nos fatos significa não reconhecer na prática a divindade de Nosso Senhor. Assim, por causa do Concílio, a realeza de Cristo sobre as sociedades humanas simplesmente é ignorada, ou combatida, e a Igreja é arrastada por esse espírito liberal que se manifesta especialmente na liberdade religiosa, no ecumenismo, na colegialidade e na missa nova.

A liberdade religiosa exposta por Dignitatis humanae e a sua aplicação prática por cinquenta anos conduzem logicamente a pedir ao Deus feito homem que renuncie a reinar sobre o homem que se faz Deus, o que equivale a dissolver a Cristo. Ao invés de uma conduta inspirada por uma fé sólida no poder real de Nosso Senhor Jesus Cristo, vemos a Igreja vergonhosamente guiada pela prudência humana e duvidando a tal ponto de si mesma que não pede aos Estados nada além daquilo que as lojas maçônicas querem lhe conceder: o direito comum, no mesmo nível e entre as outras religiões, que ela não ousa mais chamar de falsas.

Em nome de um ecumenismo onipresente (Unitatis redintegratio) e de um vão diálogo interreligioso (Nostra Aetate), a verdade sobre a única Igreja é silenciada; assim, uma grande parte dos pastores e dos fiéis, não vendo mais em Nosso Senhor e na Igreja católica a única via de salvação, renunciaram a converter os adeptos das falsas religiões, deixando-os na ignorância da única Verdade. Este ecumenismo literalmente matou o espírito missionário pela busca de uma falsa unidade, reduzindo muito frequentemente a missão da Igreja à transmissão de uma mensagem de paz puramente terrestre e a um papel humanitário de alívio da miséria no mundo, colocando-se assim atrelada às organizações internacionais.

O debilitamento da fé na divindade de Nosso Senhor favorece uma dissolução da unidade da autoridade na Igreja, introduzindo um espírito colegial, igualitário e democrático (cf. Lumen Gentium). Cristo não é mais a cabeça da qual tudo provém, em particular o exercício da autoridade. O Romano Pontífice, que não exerce mais efetivamente a plenitude da sua autoridade, assim como os bispos que – contrariamente ao ensinamento do Vaticano I – creem poder compartilhar colegialmente de modo habitual a plenitude do poder supremo, se colocam daí em diante, com os padres, à escuta e atrás do “povo de Deus”, novo soberano. É a destruição da autoridade e, em consequência, a ruína das instituições cristãs: famílias, seminários, institutos religiosos.

A missa nova, promulgada em 1969, debilita a afirmação do reino de Cristo pela Cruz (“regnavit a ligno Deus”). De fato, o seu próprio rito atenua e obscurece a natureza sacrificial e propiciatória do sacrifício eucarístico. Subjacente a esse novo rito, encontra-se a nova e falsa teologia do mistério pascal. Ambos destroem a espiritualidade católica fundada sobre o sacrifício de Nosso Senhor no Calvário. Esta missa está penetrada de um espírito ecumênico e protestante, democrático e humanista, que remove o sacrifício da Cruz. Ela ilustra também a nova concepção do “sacerdócio comum dos batizados” que esconde o sacerdócio sacramental do padre.

Cinquenta anos depois do Concílio as causas permanecem e continuam produzindo os mesmos efeitos, de modo que hoje aquelas sagrações episcopais conservam toda a sua justificação. É o amor pela Igreja que guiou Dom Lefebvre e que guia os seus filhos. É o mesmo desejo de “transmitir o sacerdócio católico em toda a sua pureza doutrinal e sua caridade missionária” (Dom Lefebvre, A vida espiritual) que anima a Fraternidade São Pio X no serviço à Igreja, quando pede com instância às autoridades romanas de reassumir o tesouro da Tradição doutrinal, moral e litúrgica.

Este amor pela Igreja explica a regra que Dom Lefebvre sempre observou: seguir a Providência em todo momento, sem jamais pretender antecipá-la. Entendemos que fazemos o mesmo, seja que Roma regresse logo à Tradição e à fé de sempre – o que restabelecerá a ordem na Igreja -, seja que ela nos reconheça explicitamente o direito de professar integralmente a fé e de rejeitar os erros que lhe são contrários, com o direito e o dever de nos opormos publicamente aos erros e aos fautores desses erros, seja quem for – o que permitirá um começo do restabelecimento da ordem. Na espera disso, e diante desta crise que continua seus estragos na Igreja, perseveramos na defesa da Tradição católica e nossa esperança permanece íntegra, pois sabemos com fé certa que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mat. 16, 18).

Entendemos assim seguir a exortação do nosso querido e venerado pai no episcopado: “Queridos amigos, sede o meu consolo em Cristo, permanecei fortes na fé, fiéis ao verdadeiro sacrifício da missa, ao verdadeiro e santo sacerdócio de Nosso Senhor, para o triunfo e a glória de Jesus no céu e na terra” (Carta aos bispos). Que a Santíssima Trindade, por intercessão do Imaculado Coração de Maria, nos conceda a graça da fidelidade ao episcopado que recebemos e que queremos exercer para honra de Deus, o triunfo da Igreja e a salvação das almas.

Ecône, 27 de junho de 2013, na festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Dom Bernard Fellay
Dom Bernard Tissier de Mallerais
Dom Alfonso de Galarreta




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quinta-feira, 28 de março de 2013

MONS. WILLIAMSON: CARTA ABERTA AOS PADRES DA FSSPX

A tradução:

CARTA ABERTA AOS PADRES DA FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X

Dom R. N. Williamson, FSSPX.



Reverendo e caros Padres,

A recente publicação da Declaração Doutrinal endereçada pelo Conselho Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X às autoridades de Roma em 15 de abril do ano passado confirma nossos piores medos. Nós esperamos por quase um ano para saber o que havia nela. Isso prova de uma vez por todas que a liderança da Fraternidade Sacerdotal São Pio X tem a intenção de se afastar da direção dada a ela pelo Arcebispo Lefebvre, e se voltar para as ideias do Concílio Vaticano II.

Entretanto, ocupados como vocês devem estar com o ministério diário, isso deve preocupá-los, porque significa que as almas que estão sob os seus cuidados estão, através de vocês, vindo a ficar sob os dos Superiores que têm a intenção de levar a elas e a vocês na direção, até, da grande apostasia dos tempos modernos. Nós lembramos que são os Superiores que moldam seus subordinados e não o contrário – não temos observado uma boa quantidade de bons sacerdotes da Fraternidade, um após o outro, desistindo de lutar pela Fé do modo como sabemos que o Arcebispo Lefebvre lutou, e seguindo o fluxo, com uma corrente forte e muito diferente que já vem fluindo há alguns anos, agora, do topo da Fraternidade para baixo?

Uma análise detalhada confirmará o perigo de cada um dos dez parágrafos da Declaração, como destacado brevemente abaixo:

I. A fidelidade prometida à Igreja Católica e ao "Pontífice Romano" pode ser facilmente extraviada hoje em direção à Igreja Conciliar como tal, e ao Pontífice Conciliar. É necessário fazer distinções para evitar confusão.

II. A aceitação de ensinamentos do Magistério em concordância com o n. 25 da Lumen Gentiumpode ser facilmente entendida, especialmente em conjunto com a Profissão de Fé de Roma em 1989, que é mencionada na nota de rodapé da Declaração, como exigindo aceitação das doutrinas do Vaticano II.

III,1. A aceitação do ensinamento do Vaticano II sobre o Colégio de Bispos, conforme consta no capítulo III da Lumen Gentium, é, a despeito da "Nota Praevia", um passo significativo em direção à aceitação da colegialidade conciliar e à democratização da Igreja.

III,2. O reconhecimento do Magistério como único autêntico intérprete da Revelação corre um grave risco de submeter a Tradição ao Concílio, especialmente quando a interpretação de alguma ruptura entre eles deva automaticamente ser rejeitada (cf. III,5 abaixo).

III,3. A definição da Tradição como "a transmissão viva da Revelação" é altamente ambígua, e essa ambiguidade é apenas confirmada pelas vagas palavras sobre a Igreja, e pela citação do igualmente ambíguo n. 8 da Dei Verbum, a que segue.

III,4. A proposição de que o Vaticano II poderia "lançar luz" sobre a Tradição por "aprofundá-la" e "fazê-la mais explícita" é completamente hegeliana (desde quando as contradições explicam e não se excluem umas às outras?), e arrisca falsificar a Tradição ao torcê-la para ajustá-las às múltiplas falsidades do Concílio.

III,5. A declaração de que as novidades do Vaticano II precisam ser interpretadas à luz da Tradição, mas que nenhuma interpretação que implique qualquer ruptura entre as duas é aceitável, é loucura (todas as camisas devem ser azuis, mas alguma camisa não azul precisa ser levada a ser azul). Essa loucura não é nenhuma outra que a "Hermenêutica da Continuidade" de Bento XVI.

III,6. Dar crédito às novidades do Vaticano II como sendo matéria legítima de debate teológico é subestimar gravemente sua nocividade.

III,7. O juízo de que os novos Ritos sacramentais foram legitimamente promulgados é gravemente enganoso. A Nova Ordem da Missa especialmente é demasiado nociva ao bem comum da Igreja para ser uma lei verdadeira.

III,8. A "promessa de respeitar" como lei da Igreja o Novo Código Canônico é respeitar um número de supostas leis diretamente contrárias à doutrina da Igreja.

Reverendos Padres, quem quer que estude esses dez parágrafos no texto original pode apenas concluir que seu autor (ou autores) desistiu da luta do Arcebispo pela Tradição e reorientou sua mente para o Vaticano II.

E que ninguém diga que os dois primeiros e três últimos dos 10 parágrafos são claramente tirados do Protocolo de 5 de maio de 1988 do próprio Arcebispo, razão por que a Declaração seria fiel a ele. É bem sabido que em 6 de maio ele repudiou aquele Protocolo porque ele mesmo reconheceu que fez muitas concessões para que a Fraternidade fosse capaz de continuar a defender a Tradição.

Outro erro é dizer que o perigo já passou porque a Declaração teria sido "revogada" pelo Superior Geral. A Declaração é o fruto envenenado do que veio a ser a mentalidade liberal no topo da sociedade, e essa mentalidade não tem sido reconhecida, nem, muito menos, retraída.

Um terceiro equívoco é dizer que, uma vez que nenhum acordo foi assinado com os apóstatas de Roma, então já não há problema. O problema é menos o acordo do que o desejo de qualquer acordo que conceda à Fraternidade o reconhecimento oficial, que seguramente existe. Seguindo todo o mundo moderno e a Igreja Conciliar, a liderança da Fraternidade parece ter perdido o controle sobre a primazia da verdade, especialmente a Verdade Católica.

Reverendos padres, "O que não pode ser curado deve ser suportado". Líderes cegos são uma punição de Deus. No entanto, o mínimo que vocês podem fazer sobre essa desastrosa Declaração é estudá-la por si mesmos com tudo o que levou a isso, caso contrário vocês perderão sua Fraternidade sem o perceber, assim como a massa de católicos perdeu sua Igreja com o Vaticano II e não o percebeu. Tendo então tornado o desastre claro em suas próprias mentes, vocês devem dizer a verdade ao seu rebanho na Fraternidade, isto é, o perigo em que os Superiores estão colocando sua fé e com isso sua salvação eterna.

Para todos nós daquela Fraternidade que o Arcebispo Lefebvre constituiu dentro de uma fortaleza da Fé, Nosso Senhor está agora colocando a questão de João, VI, 67: "Vocês também me deixarão?"

A qualquer pessoa e a todos vocês de bom grado concedo a bênção episcopal do seu servo em Cristo,



+Richard Williamson, Nova Friburgo, Quinta-feira Santa de 2013.


Não revisada pelo blog, pode conter erros!

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domingo, 3 de fevereiro de 2013

FSSPX: DECLARAÇÃO UT FIDELES INVENIAMUR

Quando há assuntos urgentes, publicamos apesar do recesso.

Não há nada de clandestino na Resistência; talvez haja certa prudência por causa da "virtude" de certas pessoas que preferem não ver, não ouvir, não entender, e lançam acusações maldosas e "encomendadas" contra quem está, genuinamente, lutando pela Fé. Com o erro não se negocia. Adormecidos ou mal-intencionados, no fim que diferença há?  

O blog Pale Ideas também se une a estes bons Padres e assina em baixo à Declaração UT FIDELES INVENIAMUR, do dia 29 de janeiro de 2013. 

The Declaration in (PDF) English, Français e Español. May disclose. 


Aqui está, enfim, a foto da Resistência no Brasil, quando da visita dos rr.vv. Padres Joseph Pfeiffer e David Hewko. 



Editado às 16:04, para incluir este trecho, visto em Non Possumus:

Padre Pfeiffer: "Esta declaração de 29 de janeiro de 2013, escrita originalmente em portugués por Dom Tomás de Aquino, por sugestão de Dom Joaquim do Mosteiro da Familia Beatae Mariae Virginis, de Dom Jahir, recebeu as assinaturas dos sacerdotes presentes no Brasil e dos que não puderam estar em pessoa, é o resultado do trabalho de dois mosteiros brasileiros que não perderam "o dogma da fé". Foi escrita em 29 de janeiro de 2013 e se estabeleceu que se tornaria púnlica para o mundo em 2 de fevereiro de 2013, em Quito, Equador, sob a proteção de Nossa Senhora de Quito".

Novos sacerdotes se juntaram à batalha: Firmaram a declaração Dom Joaquim Daniel (FBMV), Padre Jean Michel Faure, Padre Brendan Dardis (Sacerdote beneditino ajudando à FSSPX nos Estados Unidos) e o Padre Dominic Mary del Pilar (OP, Estados Unidos). Esperamos que com seu exemplo outros se unam à luta.

¡VIVA CRISTO REY!


E, aqui está, a declaração:

DECLARAÇÃO

UT FIDELES INVENIAMUR


Mosteiro da Santa Cruz
29 de janeiro de 2013
Festa de São Francisco de Sales

Seguindo o exemplo e ensinamentos de Dom Lefebvre, assim como de Dom Antônio de Castro Mayer:

Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias à manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos e sempre temos nos negado a seguir a Roma de tendência neo-modernista e neo-protestante, que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e, depois do Concílio, em todas as reformas que dele surgiram.” (declaração de 21 de novembro de 1974)

Estas palavras de Dom Lefebvre definem nossa atitude diante da “Igreja Conciliar”, que beatifica João Paulo II e declara que Paulo VI praticou virtudes em grau heróico; esta “Igreja Conciliar” que renova o escândalo de Assis e reafirma os ensinamentos do Vaticano II, querendo inseri-los na Tradição da Igreja, desprezando assim os ensinamentos, definições e condenações de todos os Papas anteriores ao Vaticano II.

Por esta razão, fazemos nossas as exigências de Dom Lefebvre para o retorno de Roma à Tradição:

Supondo que daqui a algum tempo Roma queira nos rever, retomar a conversa, nesse momento serei eu que imporei as condições. Não aceitarei mais estar na situação em que nos encontramos nos colóquios. Está acabado. Interrogá-los-ei no plano doutrinal: Estais de acordo com as grandes encíclicas de todos os papas que vos precederam? Estais de acordo com a Quanta Cura de Pio IX, Immortale Dei e Libertas de Leão XIII, Pascendi de Pio X, Quas Primas de Pio XI, Humani Generis de Pio XII? Estais em plena comunhão com esses papas e com suas afirmações? Aceitais ainda o juramento anti-modernista? Sois a favor do reino social de Nosso Senhor Jesus Cristo? Se não aceitais a doutrina de vossos predecessores, é inútil falar. Enquanto não tiverdes aceitado reformar o Concílio considerando a doutrina desses papas, não há diálogo possível. É inútil dialogar.” (Dom Lefebvre, Fideliter, nº 66, novembro de 1988, p. 12-13 ¹

Por isso, é sem nenhum espírito de rebelião, sem amargura, sem nenhum ressentimento, para retomar as palavras de Dom Lefebvre, que nós temos a intenção de prosseguir nossa obra em defesa da Tradição por todos os meios que a Providência nos permitir, ocupando-nos em salvar as almas, formar candidatos ao sacerdócio, formar religiosos e religiosas, manter escolas católicas e auxiliar as famílias católicas, para que a sociedade volte a se submeter ao suave jugo de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei das Nações e de todo o Universo.

Fazemos um apelo a todos os que têm o mesmo ideal, a se unirem a nós para que não prevaleça, no seio da Tradição, o movimento que visa a uma desastrosa submissão à Roma neo-modernista, que se manifestou claramente nas cartas, declarações e demais documentos dos atuais superiores da Fraternidade São Pio X, nestes últimos meses.

Com a graça de Deus e o socorro da Virgem Maria, de São José e de São Pio X, estamos convictos de permanecer fiéis à Igreja Católica e Romana, a todos os sucessores de São Pedro, assim como a Dom Lefebvre, e de ser, desta forma, os fiéis dispensadores dos Mistérios de Nosso Senhor Jesus Cristo no Espírito Santo. Amém (cf. I Cor. 4, 1 e ss).

(in Brasil 29 de janeiro de 2013)

Dom Tomás de Aquino OSB (Brasil)
Pe. Jahir Britto, FBMV (Brasil)
Pe. Ernesto Cardozo (Argentina)
Pe. René Trincado (Chile)
Pe. Joaquim Daniel Maria de Sant’Ana, FBVM (Brasil)
Pe. Joseph Pfeiffer (E.U.A.)
Pe. David Hewko (E.U.A.)

(In Absentia)

S.E.R. Mons. Richard Williamson, FSSPX (Grã Bretanha)
Pe. Jean Michel Faure, FSSPX (França)
Pe. Ronald Ringrose, (E.U.A.)
Pe. Richard Voigt, SDB (E.U.A.)
Pe. Juan Carlos Ortiz, FSSPX (Colômbia)
Pe. Brendan Dardis, (E.U.A.)
Pe. Arturo Vargas, FSSPX (México)
Pe. Dominic Mary of the Pillar, OP (E.U.A.)
Pe. Francois Chazal, FSSPX (França)




 

¹ Grifos nossos; links para as encíclicas também. A Quas Primas está em Italiano. 


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

FSSPX: Declaração contra a Reunião de Assis em 1986.

Operação Memória: mais um texto que está em dissonância com o discurso atual da liderança da FSSPX, fundada por Mons. Lefebvre como instrumento de combate pela Fé.

Declaração contra a Reunião de Assis

Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer



DECLARAÇÃO


Como consequência dos acontecimentos da visita de João Paulo II à Sinagoga e ao Congresso das Religiões em Assis[1].


Roma nos mandou perguntar se tínhamos a intenção de proclamar nossa ruptura com o Vaticano por ocasião do Congresso de Assis.

Parece-nos que a pergunta deveria, antes, ser esta: o senhor acredita e tem a intenção de declarar que o Congresso de Assis consuma a ruptura das Autoridades Romanas com a Igreja Católica?

Porque é precisamente isto que preocupa àqueles que ainda permanecem Católicos.

Com efeito, é bastante evidente que, desde o Concílio Vaticano II, o Papa e os Episcopados se afastam, de maneira cada vez mais nítida, de seus predecessores.

Tudo aquilo que foi posto em prática pela Igreja para defender a Fé nos séculos passados, e tudo o que foi realizado pelos missionários para difundi-la, até o martírio inclusive, é considerado doravante como uma falta da qual a Igreja deveria se acusar e pedir perdão[2].

A atitude dos onze Papas que, desde 1789 até 1968, em documentos oficiais, condenaram a Revolução liberal é considerada hoje como "uma falta de compreensão do sopro cristão que inspirou a Revolução".

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