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terça-feira, 10 de julho de 2018

Carta Pastoral: Castidade, Humildade, Penitência – Dom Antônio de Castro Mayer




DOM ANTÔNIO DE CASTRO MAYER 

CARTA PASTORAL 

CASTIDADE, HUMILDADE, PENITÊNCIA

Características do cristão, Alicerces da ordem social



15 de agosto de 1963

As raízes da crise progressista

A Igreja se prepara para a realização da segunda fase das assembleias gerais do II Concílio Ecumênico do Vaticano. De fato, uma das primeiras resoluções de S.S. o Papa Paulo VI, gloriosamente reinante, foi a de continuar o Concílio iniciado pelo seu venerando antecessor, de saudosa memória, João XXIII; e marcou, para reinício dos trabalhos, o dia 29 de setembro, XVII domingo depois de Pentecostes e festa de S. Miguel Arcanjo. Estamos, assim, em vésperas do prosseguimento do maior acontecimento deste século.

Com efeito, este Concílio deverá não só revigorar a unidade da Igreja, mediante resoluções que tornem a adesão aos dogmas da Fé mais plena, mais ardente, mais viva, com a consequente plenitude na prática da Moral cristã e integridade da disciplina eclesiástica, mas, além disso, e através disso, deverá ainda o Concílio procurar obter a unidade de todos os povos no redil do único pastor de almas, Nosso Senhor Jesus Cristo, sob a direção de seu Vigário na terra, o Santo Padre, o Papa. Tarefa ingente e de importância singular na História.

De importância e gravidade. Porque, podemos facilmente perceber que este Concílio não pode deixar de atingir os nobres fins colimados pelo Papa que o convocou. O contrário acarretaria para a Igreja e a humanidade consequências imprevisíveis. Uma vez reunido, ou ele fortalece os vínculos da Fé, e torna mais viva a prática da caridade, de maneira a mostrar a Igreja na sua verdadeira face, como “signum levantum in nationes” (Conc. Vat. I, s. III, c. 3), que a todos os povos afirme a verdade e excelência da Revelação de Jesus Cristo; ou a decepção geral será tão grande, que seria difícil imaginar maior.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

DOM WILLIAMSON E SEUS OLHARES PARA ROMA MODERNISTA.

Mais informações sobre o que anda dizendo o Bispo de Kent, para que as boas almas que estão sob sua "autoridade" possam discernir as coisas fazendo uso da razão. Texto brilhante! De aplaudir de pé, pois está bem fundamentado. Não tem por onde se saírem. Mas de quem disse que o que Nosso Senhor disse não é Dogma de Fé... esperamos tudo!  


DOM WILLIAMSON E SEUS OLHARES PARA ROMA MODERNISTA.



“Medicamos Babilônia e não há sanado. Abandonemo-la!” Jeremias 51,9




Prezados amigos,
Salve Maria!

Os escândalos do líder da “Resistência” não cessam. Talvez “o cansaço de resistir” tenha falado mais alto.  Do que falo, senão do Comentário Eleison nº. 495 publicado por Dom Richard Williamson no dia sete de janeiro deste ano. Não é a primeira vez que Dom Williamson escreve/diz coisas semelhantes. Certa vez ele teria dito que pegaria o próximo avião para Roma, caso o Papa Francisco lhe autorizasse a fundar uma Sociedade. Bom, para defendê-lo, foi dito que Dom Williamson acreditava não teria autoridade para fundar Congregações e organismos do tipo, e que precisaria de uma autorização do Papa Francisco. Acontece que posteriormente foi fundada uma Congregação que intitularam “Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria”, por Dom Faure, bispo da “Resistência”. Inclusive, mandaram cantar o “Te Deum” por essa fundação. Para, então, justificar a ereção desta nova Congregação, lançou-se mão desse texto.

domingo, 10 de janeiro de 2016

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

10 DE JANEIRO 

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA 


Foi Leão XIII quem instituiu essa festa, para, diz ele, ao desregramento dos costumes criado pelo Liberalismo, opor a austeridade do lar de Nazaré.

De fato, nessa risonha cidadezinha da Galileia, viviam do trabalho honesto de S. José, o Deus Menino e a mais pura das criaturas saídas das mãos de Deus, Maria Santíssima. Viviam todos de dedicações e renúncias, obedecendo à ordem normal estabelecida por Deus na primeira sociedade oriunda da própria natureza, a Família.

Jesus obedecia à Maria e a José, e aquela seguia a orientação deste, o chefe da casa. E nesta ordem, nesta renúncia, neste amor mantinha-se a coesão do lar e a felicidade de todos. Família modelar feita por Deus como protótipo de todos os lares bem formados.


Oxalá fossem as intenções do Papa atendidas! Não teríamos progredido no egoísmo liberal até aos seus mais lídimos frutos.

Estamos cansados de ouvir dizer que a Família é a célula da sociedade. De onde aprendemos que a defesa da sociedade está na defesa da Família. E ao Estado nada mais interessa do que amparar e fomentar os laços que tornem mais sólidos os vínculos familiares, e impedir ou destruir ou dificultar o mais possível as causas que enfraquecem ou destroem a união dos membros da família.

Trata-se de uma autodefesa, pois a morte da família acarreta a morte do Estado, melhor da sociedade civil que mereça esse nome. Pois que a destruição da família deixa o indivíduo inerme diante do alvedrio tirânico de um Estado absorvente. Segundo a ordem natural das coisas, é a família o alicerce da sociedade maior, a sociedade civil, enquanto ela se distingue especialmente de uma aglomerado de animais, ou seja, enquanto ela é civil, isto é humana. De onde destruída a família, não se mantém mais a sociedade civil. Os laços que unirão os homens num mesmo lugar perderão aquela unção humana própria da nossa espécie.

O que quer dizer que todos devemos nos empenhar por defender a família. Infelizmente não é ao que assistimos. Por toda parte fomentam-se os fatores desagregadores da família. Em todo lugar alimenta-se de todos os modos a paixão que exacerba o egoísmo, inimigo de toda dedicação, ou seja da união familiar, feita de renúncias e dedicações.

E como se isso não bastasse uma instabilidade econômica que deixa as classes menos favorecidas na incerteza do dia de amanhã. Desde que o momento é denominado pela preocupação econômica, ao menos que se firmem salários e custo de vida, de maneira que, sarado este mal, se possa cuidar dos outros fatores da estabilidade do lar, ou melhor de expurgar a sociedade dos fatores dissolventes da vida familiar.

D. Antônio de Castro Mayer (+ 1991)
Bispo Emérito de Campos/RJ  




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

MONSENHOR ANTÔNIO DE CASTRO MAYER, ACORDO OU RESISTÊNCIA?

Monsenhor Antônio de Castro Mayer: Acordo ou Resistência? ~ “Se vós vos calardes, o gritarão as pedras” ~ O ensinamento do insigne teólogo e Bispo de Campos, Mons. De Castro Mayer.  

  




MONSENHOR ANTÔNIO DE CASTRO MAYER, ACORDO OU RESISTÊNCIA?


“Se vós vos calardes, o gritarão as pedras” ~ O ensinamento do insigne teólogo e Bispo de Campos, Mons. De Castro Mayer

Em 29 de setembro de 1989, um jornal brasileiro entrevistou Mons. Antônio de Castro Mayer e lhe perguntou:

“Considera possível uma reconciliação com Roma?”.

domingo, 26 de julho de 2015

É verdade que Dom Fellay falou que 95% do Concílio Vaticano II é bom e 5% questionável? Sim, é verdade!

"Foi o Concilio, e suas seqüelas, que destruiu a Santa Missa, destruiu a nossa Fé, destruiu os catecismos e o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo na sociedade civil. Como podemos aceitá-lo?" 
Monsenhor Lefebvre - Homilia de 19 de novembro de 1989, 60º Aniversário de Ordenação.  

Pergunta de um leitor: É verdade que Dom Fellay falou que 95% do Concílio Vaticano II é bom e 5% questionável? Resposta: Sim, é verdade!  


E aqui provamos: 

Hoje, vou publicar a lista de uma série de posts acerca da famosa e escandalosa declaração de Dom Bernard Fellay pela qual ele declarou que 95% do Concílio Vaticano II é bom e 5% questionável. Se faz necessário porque há pessoas de boa fé que estão sendo enganadas nos Priorados da Neo-Fsspx com sermões em que se critica abertamente o Concílio Vaticano II. O que me faz refletir que, das duas é uma: ou os Padres de Dom Fellay não sabem o que Dom Fellay diz - e o contrariam abertamente! - ou... tentam mesmo enganar as pessoas. Como somente Deus conhece o coração humano e não podemos julgar intenções, só posso dizer a verdade, pq a verdade liberta!   


OU MONSENHOR LEFEBVRE ESTÁ CERTO OU DOM FELLAY ESTÁ CERTO. OS DOIS NÃO PODE. NÃO NESTA AFIRMAÇÃO! 

"Foi o Concilio, e suas sequelas, que destruiu a Santa Missa, destruiu a nossa Fé, destruiu os catecismos e o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo na sociedade civil. Como podemos aceitá-lo?" 
Monsenhor Lefebvre - Homilia de 19 de novembro de 1989, 60º Aniversário de Ordenação.

Monsenhor Lefebvre pergunta, em 1989, como podemos aceitar um Concílio que, por si só e por suas sequelas, destruiu a Santa Missa, a nossa Fé, o ensino da Verdade (catecismos) e o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo na sociedade civil. Já dom Fellay, de sua parte, por decisão própria, declara que o CVII é 95% bom e 5% questionável. Ele não guardou percentual algum para ser rejeitado, aceitando-o como um Sacrossanto Concílio Católico, ainda que o queiram meramente pastoral e não dogmático.  

Isto significa, em outros termos, que dom Fellay é partidário da hermenêutica da continuidade tão cara a Bento XVI, o "queridinho" dos pseudo-tradicionalistas que se encantam com o levantamento das excomunhões e a liberação da missa extraordinária ou motumissa.  

Só que há alguns "porém" ai.  

1. As excomunhões não poderiam ser levantadas porque não são válidas, ou melhor, são tão válidas quando a excomunhão por parte do Dalai Lama. Se houvesse alguma autoridade por parte da Igreja Conciliar, seria o caso de NULIDADE não de levantamento. E ainda fica a pergunta: por que não "levantaram" as excomunhões de Mons. Lefebvre e de Mons. de Castro Mayer?  (Vide documento de excomunhão de João Paulo II)

2. A Missa não poderia ser "liberada" porque nunca foi proibida! E nem poderia! Instituída pelo Divino Fundador da Igreja Católica, somente Nosso Senhor Jesus Cristo poderia - querendo - proibir, modificar ou "aggiornare" a Santa Missa. De mais a mais, o Motu Proprio em questão, coloca a verdadeira Santa Missa em uma situação de inferioridade em relação ao Novus Ordo, rotulando-a de "missa extraordinária", em contraposição a "missa ordinária", que seria a missa criada pelo CVII. Duas faces da mesma moeda. Dois ritos válidos. Só que não. A missa nascida do CVII não é Missa católica, mas um simulacro, que guarda certas semelhanças, mas difere na essência, naquilo que realmente importa! Além de quebrar com a Tradição bimilenar da Igreja! 

Assim, sejamos prudentes! façamos bom uso da razão que Deus nos deu! Não sejamos reféns das "verdades" alheias! Temos que ir à fonte! E a fonte é a Tradição da Igreja, que transmitiu assim como recebeu o Depósito de Fé e a Liturgia da Santa Igreja Católica. Para nós em particular, a fonte também são o legado que deixaram Mons. Lefebvre e Mons. de Castro Mayer. Em particular o que afirmaram DEPOIS das excomunhões de 1988 e até o fim da vida deles. 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Giulia d'Amore   



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

MONS. DE CASTRO MAYER: CARTA AO PAPA PAULO VI

CARTA AO PAPA PAULO VI

Uma das primeiras reações contrárias à Missa Nova de Paulo VI, 12 de setembro de 1969. Carta inédita do Bispo Diocesano de Campos, Dom Antonio de Castro Mayer ao papa Paulo VI, antes da entrada em vigor do novo rito da Missa. Anexas à carta enviava também ao Papa "Considerações sobre o Novus Ordo Missae”.  Este precioso documento foi recentemente encontrado nos arquivos de Dom Antonio.


Campos, 12 de setembro de 1969

Beatíssimo Padre,

Tendo examinado atentamente o “Novus Ordo Missae”, a entrar em vigor no próximo dia 30 de novembro, depois de muito rezar e refletir, julguei de meu dever, como sacerdote e como bispo, apresentar a Vossa Santidade, minha angústia de consciência, e formular, com a piedade e confiança filiais que devo ao Vigário de Jesus Cristo, uma súplica.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Um Cego Clarividente: A Revolução na Igreja

Um Cego Clarividente – Mons. de Ségur


Em 1862, Mons. de Ségur[1] publicou um opúsculo intitulado “A Revolução”[2], que vendeu 20.000 exemplares em um ano. Quatro anos antes, a pedido de Pio IX, J. Crétineau-Joly tinha publicado importantes documentos revelando a existência de uma verdadeira conjuração contra a Igreja[3]. A intenção de Mons. de Ségur era a de fazer conhecidos esses documentos, aproveitando para desvendar a verdadeira natureza da Revolução, e a impossibilidade de pactuar com ela.

A leitura deste pequeno tratado é muito esclarecedora. Ela nos mostra que a Revolução não mudou de natureza, e que, 150 anos depois da análise do cego clarividente, não devemos modificar nossa atitude, se quisermos que a Igreja e a sociedade saiam da terrível crise na qual elas se afundam cada dia mais.

Parece-nos que bastará uma breve análise desta obra para demonstrar isto.


A NATUREZA DA REVOLUÇÃO

A Revolução não é uma questão puramente política, explica-nos o prelado, é também uma questão religiosa, ele é mesmo a grande questão religiosa de nossa época. O objetivo final desta é “a destruição total da ordem divina sobre a terra, o reinado perfeito de Satã sobre o mundo”. “Combater a Revolução é, portanto, um ato de fé, um dever religioso de primeira ordem.”

Na Revolução há um mistério, um mistério de iniquidade que os revolucionários não podem compreender, porque só a fé pode dar a chave de compreensão, e eles não têm fé.

Para compreender a Revolução, é necessário recuar até ao pai de toda revolta, aquele que ousou primeiro dizer, e ousa repetir até o final dos séculos: non serviam, eu não obedecerei.

Satã é o pai da Revolução. A Revolução é sua obra, começada no céu e se perpetuando na Humanidade de idade em idade (...).

É o que constatava, na sua Encíclica “Nostis et nobiscum”, de 8 de dezembro de 1849, o soberano pontífice Pio IX: “A Revolução é inspirada pelo próprio Satã. Seu objetivo é o de destruir completamente o cristianismo e a reconstrução, sobre suas ruínas, da ordem social do paganismo.”


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

REMOVIDA A EXCOMUNHÃO A QUATRO BISPOS DA FRATERNIDADE SÃO PIO X

OPERAÇÃO MEMÓRIA. DOCUMENTO DA IGREJA CONCILIAR QUE "LEVANTA" AS EXCOMUNHÕES DOS QUATRO BISPOS CONSAGRADOS POR MONS. LEFEBVRE E MONS. DE CASTRO MAYER. MAS NADA DIZ ACERCA DOS DOIS ARCEBISPOS. PUBLICAMOS PARA REGISTRO. ESTE NÃO É UM DOCUMENTO DA IGREJA CATÓLICA. 

* * * 
 CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS

REMOVIDA A EXCOMUNHÃO A QUATRO BISPOS  DA FRATERNIDADE SÃO PIO X


DECRETO



Na sua carta de 15 de Dezembro de 2008, dirigida a Sua Eminência o Senhor Cardeal Dario Castrillón Hoyos, Presidente da Pontifícia Comissão «Ecclesia Dei», D. Bernard Fellay solicitava de novo, em nome próprio e dos outros três Bispos consagrados no dia 30 de Junho de 1988, a remoção da excomunhão latae sententiae declarada formalmente através de um Decreto do Prefeito desta Congregação para os Bispos com data de 1 de Julho de 1988. Na mencionada carta, entre outras coisas, afirma D. Fellay: «Continuamos firmemente determinados na nossa vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica romana. Com espírito filial, aceitamos os seus ensinamentos. Acreditamos firmemente no Primado de Pedro e nas suas prerrogativas, e por isso nos causa tanto sofrimento a situação atual».

Sua Santidade Bento XVI – paternalmente sensível ao mal-estar espiritual revelado pelos interessados por causa da sanção de excomunhão e confiado no empenho expresso na referida carta de que não poupariam qualquer esforço para aprofundar, nos colóquios que fossem necessários com as Autoridades da Santa Sé, as questões ainda abertas, a fim de se poder chegar depressa a uma solução plena e satisfatória do problema que está na sua origem – decidiu reconsiderar a situação canónica dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta, que se criou com a sua consagração episcopal.

Com este ato, deseja-se consolidar as recíprocas relações de confiança e intensificar e dar estabilidade à ligação da Fraternidade São Pio X com esta Sé Apostólica. Este dom de paz, no termo das celebrações natalícias, pretende também ser um sinal para se promover a unidade na caridade da Igreja universal e chegar à eliminação do escândalo da divisão.

Espera-se que este passo seja seguido pela solícita realização da plena comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, dando assim testemunho de verdadeira fidelidade e de verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa com a prova da unidade visível.

Com base nas faculdades que me foram expressamente concedidas pelo Santo Padre Bento XVI, em virtude do presente Decreto removo aos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta a censura de excomunhão latae sententiae declarada por esta Congregação no dia 1 de Julho de 1988, enquanto declaro desprovido de efeitos jurídicos, a partir da data de hoje, o Decreto então emanado.

Roma - Congregação para os Bispos, 21 de Janeiro de 2009.

Card. Giovanni Battista Re
Prefeito da Congregação para os Bispos 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

SOBRE A REVERÊNCIA AOS SANTOS SACRAMENTOS

Mons. Antônio de Castro Mayer
Uma das muitas lamentações do Santo Padre, provocadas pela explosão do liberalismo sensual moderno, relaciona-se com o que há de mais fundamental na Doutrina Católica. Diz o Papa que hoje se põe em dúvida tudo, mesmo as verdades mais sagradas.

A angústia de Paulo VI deve ser para nós uma advertência, no sentido de que é mister redobrar nosso zelo, não venha a falhar a fé nas ovelhas que nos estão confiadas.

Cumpre, para tanto, notar que aquele ceticismo, de que fala o Papa, se dá não somente na ordem das ideias. Há muita dúvida e negação que se exprime na prática, no teor de vida, na maneira de proceder. O que quer dizer que devemos estar atentos, não nos deixemos levar por certas, assim chamadas, adaptações da Igreja ao homem de hoje, que, na realidade, entibiam o fervor dos fiéis, e lentamente os vão distanciando daquela fé viva que é indispensável à salvação: “Sine fide impossibile est placere Deo” (Hebr. 11, 6).


Ajoelhar-se, sinal de fé na Eucaristia

Feita a observação de modo geral, queremos, hoje, salientar apenas e brevemente o que convém à Sagrada Comunhão. Será o suficiente como ilustração do que vem a ser um “aggiornamento” falso.

Sabemos, caríssimos Sacerdotes, que, no Santíssimo Sacramento do Altar, está real, verdadeira e substancialmente presente o mesmo Jesus Cristo, Deus e Homem, nosso adorável Salvador, de fé se faz com a inteligência e com os lábios; mas, de maneira mais viva e habitual, através de nosso procedimento da Comunhão.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Biografia: Dom Antônio de Castro Mayer

Em memória do 23º ano de sua ida ao Céu. 

Biografia de Dom Antônio de Castro Mayer

 

Dom Antônio de Castro Mayer, filho de João Mayer e de Francisca de Castro Mayer, nasceu aos 20 de junho de 1904, em Campinas, no Estado de São Paulo, Brasil. De família profundamente católica e numerosa (tinha 11 irmãos, dos quais duas religiosas), ainda não atingira a idade de 7 anos quando perdeu o pai, de origem alemã, da aldeia de Stettfeld na Baviera. Referindo-se a este dizia: De meu pai recebi o maior tesouro: a fé.


Com a idade de 12 anos, entra para o Seminário menor de Bom Jesus de Pirapora, dirigido pelos padres Premonstratenses. Em 1922, começa o Seminário Maior em São Paulo, e, por sua inteligência e bons resultados nos estudos, é enviado por Dom Duarte Leopoldo e Silva a Roma para completar seu curso eclesiástico na Universidade Gregoriana. No dia 30 de outubro de 1927, é ordenado sacerdote pelo Cardeal Basílio Pompilij, Vigário Geral de sua Santidade o Papa Pio XI. Pouco depois, recebe na Universidade Gregoriana o grau de doutor em teologia.
De volta ao Brasil, é nomeado professor do Seminário de São Paulo. Durante 13 anos, ensina Filosofia, História da Filosofia e Teologia Dogmática.
Em 1940, o Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Affonseca e Silva, o nomeava assistente geral da Ação Católica, então em fase de organização.
Em 1941, é nomeado cônego catedrático do Cabido Metropolitano de São Paulo, com a dignidade de primeiro Tesoureiro. Pouco depois, torna-se Vigário Geral (1942).

sábado, 22 de setembro de 2012

Memória: Dom Antonio de Castro Mayer

Uma singela homenagem a S.E.R. Mons Antônio de Castro Mayer:

Uma vida a serviço da Igreja


Nas pegadas de Dom Antônio,
os vestígios da Tradição
 
  1927 - 1987, 30 de outubro, 60 anos de Sacerdócio de S. Exa. Revma. Dom Antônio de Castro Mayer. Uma vida inteira a serviço da causa do Senhor!
Ordenado sacerdote na cidade Eterna, onde havia feito estudos, conseguindo a láurea de doutor em Sagrada Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, dedicou seus primeiros anos de sacerdócio à formação dos levitas do Senhor como professor no Seminário Arquidiocesano de São Paulo.
O seu zelo pastoral unido à sua ciência filosófica e teológica, levou-o a tornar-se Assistente Geral da Ação Católica Arquidiocesana, Cônego Catedrático e Vigário Geral da Arquidiocese de São Paulo.
Alma tão rica de saber e virtudes, Nosso Senhor a escolheu para sucessor de seus apóstolos, sendo ele nomeado por S.S. o Papa Pio XII para a nossa diocese de Campos, para coadjuvar o Sr. Arcebispo-bispo D. Otaviano Pereira de Albuquerque e suceder-lhe no sólio episcopal de nossa cidade.
De 1949 a 1981 S. Exa. Revma. apascentou este rebanho a ele confiado, como Pastor e guia, solícito e vigilante, fiel e dedicado.
E até hoje sua orientação, seu zelo e seu influxo benéfico se faz sentir, transmitindo-nos a verdadeira doutrina que sempre recebemos da Santa Igreja.
São Paulo Apóstolo deixou o programa para todos os bispos e Dom Antônio, fiel sucessor dos apóstolos, por ele pautou a sua vida.
"Tradidi quod accepi", diz-nos o Apóstolo das Gentes. Transmiti o que recebi. Não inventei nada, não criei novidades, nem tenho poderes para isso.
"Depositum custodi", guarda e transmite o que recebeste, escrevia ele ao seu discípulo o Bispo São Timóteo.
"Doctrinis variis et peregrinis nolite abduci", não vos deixeis levar por doutrinas várias e estranhas. Fidelidade à Tradição.
"Prega a palavra, insiste, quer agrade quer desagrade": não ir atrás do aplauso popular, da opinião pública, do que o mundo gosta, das repercussões dos noticiários.
"Virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, mas contratarão mestres conforme o seu desejo... e afastarão os ouvidos da verdade para os abrirem às fábulas". Que retrato perfeito da situação que vivemos!

Solícito na formação do Clero,
Dom Antônio teve o consolo
de ordenar muitos padres na Catedral.
Quem não vê neste programa de São Paulo a fiel descrição da vida de Dom Antônio, seguro transmissor da tradição que aprendera, zeloso pregador da pura palavra de Deus, sem se preocupar com repercussões mundanas ou aplausos de multidões, e corajoso combatente dos erros atuais, variados, peregrinos e estranhos a tradição católica.
Não foi sem razão que alguns não gostaram dele, como aconteceu com o próprio Nosso Senhor e como já o previra também São Paulo: "Se quisesse agradar aos homens não seria servo de Cristo".
Esta fidelidade à Tradição da Igreja, conforme nos foi transmitida por todos os Papas, Concílios, Santos e Doutores, levou D. Antônio a escrever sábias cartas pastorais, baseadas na lídima doutrina católica, firmadas em documentos pontifícios, que ficaram famosas no mundo todo, traduzidas que foram em várias línguas.
Já no ano de 1953, quando o progressismo em nossa Pátria apenas dava os primeiros passos, o seu olhar perspicaz e prudente anteviu as consequências e lançou ao mundo o grande grito de alerta através da célebre Carta Pastoral "Sobre os problemas do Apostolado Moderno", onde, baseado em documentos de Papas e Doutores da Igreja, nos adverte contra os erros concernentes à Liturgia, sobre o igualitarismo entre padres e leigos, sobre a verdadeira e falsa participação na Missa, sobre o erro do altar em forma de mesa, sobre o uso do hábito religioso, sobre as modas indecentes, sobre a moral nova, sobre questões políticas, econômicas e sociais, erros esses que infelizmente hoje adquiriam foros de cidadania na Igreja nova, apesar de já terem sido várias vezes condenados pela verdadeira Igreja de Cristo.
Todas as suas outras célebras pastorais - e são muitas -, tais como "Aggiornamento e Tradição", "Sobre o Santo Sacrifício da Missa", "Sobre Cursilhos de Cristandade", "Pelo Casamento indissolúvel", etc., são todas reflexo da mais pura doutrina ortodoxa, exatamente como nos ensinam os documentos pontifícios.
 
Na década de 60, Dom Antônio pregou retiro
para este grupo de liguistas, em Bom Jesus.
A preocupação com a instrução religiosa
dos fiéis foi uma constante em sua vida.

Foi justamente esta perfeita fidelidade ao ensinamento pontifício, esta reta intenção de sempre seguir as diretrizes da Santa Igreja, que o levaram a escrever, com toda a sinceridade, ao Papa Paulo VI sobre a discordância teórica e prática entre o que se faz e ensina agora e o que a Igreja sempre fez e ensinou. Apresentando lealmente todo o seu modo de agir e ensinar, baseado em sólidos documentos, S. Exa. suplica ao Santo Padre que lhe declare se encontra algum erro na doutrina que ele expunha e se seu modo de agir destoava do acatamento devido ao supremo Magistério. A solidez da argumentação apresentada embaraçou o Vaticano que não soube o que responder.
 
Dom Antônio sempre gostou de salientar,
agradecido, seu bom relacionamento com todo o Clero.

Foi também essa mesma fidelidade à Igreja que o levou, juntamente com o outro grande Bispo católico que se manteve fiel à Tradição, Dom Marcel Lefebvre, a apresentar ao S. P. João Paulo II, com toda a franqueza, assim como São Paulo diante de São Pedro, por duas vezes, sérias respeitosas e enérgicas reflexões sobre a atual auto-demolição da Igreja, concretizada nos erros contidos nos documentos do Concílio Vaticano II e nas reformas pós-conciliares, infelizmente patrocinados pelos membros atuais da hierarquia, em total discordância com a doutrina e prática multissecular da Igreja.
Durante muitos anos, Dom Antônio apoiou a Sociedade Brasileira de defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), naquilo que este movimento refletia a doutrina católica: a luta contra o comunismo, a reforma agrária socialista e confiscatória, o divórcio, etc... Mas, no momento em que ele percebeu os desvios deste movimento, ele soube, com toda a firmeza, romper com ele e negar o seu apoio, deixando assim para a posteridade o grande exemplo de que não devemos ser seguidores incondicionais de pessoa alguma, a não ser de Nosso Senhor, e que por fidelidade à verdade de Nosso Senhor deve-se ter a coragem de abandonar tudo o mais, ainda que seja uma amizade de mais de quarenta anos. O que importa é ser fiel à Santa Igreja e à sua doutrina.
Esta fidelidade sempre presente os diocesanos quiseram perpetuar com a placa de bronze na fachada da Catedral-Basílica, que assim reza: "A Dom Antônio de Castro Mayer, zeloso, sábio e prudente Bispo de Campos, a gratidão dos fiéis pelos 33 anos dedicados à causa da Fé e à salvação das almas. Campos, 1º de novembro de 1981".
A sua amável simplicidade desmente quaisquer falsas idéias que tentassem propalar sobre a sua pessoa. Sua humildade, que nunca o levou a buscar a publicidade mundana, seu zelo pastoral sério, que nunca quis transformar a Igreja em um clube de serviços, sua piedade nas cerimônias, que preservava as Igrejas de espetáculos e profanações, seu amor pelos sacerdotes, que o levava a tratar os padres, mesmo os que com ele não concordavam, com respeito, caridade e discrição, sua filial devoção do Santo Rosário. Todas essas virtudes são, ao lado de sua fidelidade à Tradição, o melhor testemunho e lição para os pósteros.
E nesta comemoração dos seus 60 anos de ministério sacerdotal a serviço do Senhor, seguindo aquele mesmo programa de São Paulo, podemos, com toda a propriedade, colocar na boca de S. Exa. as mesmas palavras com que o Apóstolo resumia a sua vida: "Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a Fé. Resta-me esperar a coroa da justiça que o Senhor, Justo Juiz, me dará neste dia, e não só a mim como a todos os que desejam a sua vinda".
S. Exa. pode exclamar como o Padre Lacordaire no final dos seus dias: "Se minha espada está gasta, gastou-se no vosso serviço, Senhor!".
O lema de seu escudo episcopal é para nós um brado de esperança: "IPSA CONTERET". Ela esmagará. Na tormenta atual por que passamos, escurecidos por nuvens sombrias de erros e heresias, S. Exa. nos aponta a Estrela do Mar, o Auxílio dos Cristãos, a Vencedora das grandes batalhas de Deus, Nossa Senhora.
A Ela, à quem ele consagrou várias vezes a Diocese, a Ela que, desde a sua chegada ordenou que invocássemos após a Santa Missa implorando a preservação da Fé e a extirpação das heresias, a Ela devemos confiar a nossa situação, recorrer nas aflições presentes com inteira confiança na vitória. Vitória de Nosso Senhora e da Santa Igreja. Vitória da verdade. Vitória da Tradição contra o erro. "Ipsa conteret"! Ela esmagará mais uma vez a cabeça da serpente enganadora, como Deus o prometeu no Paraíso.
Que Deus proteja e conserve por muitos anos este ínclito Bispo da Santa Igreja, Dom Antônio de Castro Mayer.
 
Pe Fernando Arêas Rifan
 
 

IPSA CONTERET

 
I
Essa Cruz que trazeis, pequenina e dourada,
Me recorda outra Cruz, em madeira talhada,
Maior, de mais valor...
No cimo do Calvário, um dia, foi plantada,
De seus braços pendeu a vítima imolada,
O nosso Salvador.
 
II
Ao Divino Pastor fostes configurado.
A Graça vos marcou. Estais crucificado
Em místico Calvário.
Conheceis a aspereza e as urzes do caminho,
Das lágrimas o travo, e o fel e o sangue e o espinho
Em vosso itinerário.
 
III
Sois Jesus entre nós. Mestre, Pastor e Guia,
Firme nos conduzirá à fértil pradaria
Da Fé, da Tradição.
Vossa Pena é água pura ao povo sequioso,
Vossa palavra clara é farol luminoso
Em meio à escuridão.
 
IV
A Deus ofereceis no Altar do Sacrifício
O Cordeiro imolado e, no Divino Ofício,
Como um novo Moisés,
Sustando a ira do céu, que provocamos tanto,
A justiça aplacais do Deus três vezes Santo,
Genuflexo a seus pés.
 
V
Seguindo pela estrada escura, infinda e amarga
Desta crise atual, suportando uma carga
De dores, que nos cansa,
Olhamos para Vós, marchando à nossa frente,
E vemos renascer em nosso peito, ardente,
A chama da esperança.
 
VI
Salve! Bispo da Igreja, indômito guerreiro,
Sentinela da Fé, arauto e pregoeiro
Da Virgem, Mãe de Deus!
Enquanto o mundo vão vocifera e se agita,
No seio maternal desta Mulher Bendita
Deus arrebanha os seus.
 
VII
ELA vai esmagar as hostes de Satã.
A treva de hoje augura o sol de um amanhã,
Radioso novo dia:
A IGREJA vitoriosa e pujante que avança,
Florescente de Fé, de Paz e de Esperança,
No Reino de Maria!
 
+++
Pe. Emanuel José Possidente
 
 
 
Retirado da Revista Heri et Hodie, nº 46
Campos, outubro de 1987
Artigo de : Pe. Fernando Arêas Rifan.
Poesia de: Pe. Emanuel José Possidente.

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Revista Heri et Hodie, Número 46, outubro de 1987

quinta-feira, 19 de abril de 2012

História: Decreto de Excomunhão Dominus Marcellus Lefebvre

Não encontrei o decreto de excomunhão no site do Vaticano, ou em versão em língua portuguesa em qualquer outro lugar na web. Portanto, resolvi traduzi-lo, porque faz parte de nossa história. Na sequência o decreto de remoção da excomunhão.

Operação Sobrevivência e seus mártires:
(da direita para a esquerda)
Mons. Alfonso De Galarreta, Mons. Bernard Tissier de Mallerais, Mons. Antônio de Castro Mayer
Mons. Marcel Lefebvre, Mons. Richard Williamson e Mons. Bernard Fellay

DECRETO DE EXCOMUNHÃO

"Dominus Marcellus Lefebvre"


Da Sede da
Congregação para os Bispos
01 de julho de 1988


Monsenhor Marcel Lefebvre, Arcebispo-Bispo Emérito de Tulle, não obstante a advertência canônica formal de 17 de Junho último e os repetidos apelos para que renuncie a sua intenção, realizou um ato cismático através da consagração episcopal de quatro sacerdotes, sem mandato pontifício e contra a vontade do Sumo Pontífice, e, portanto, incorreu na pena prevista pelo Cânone 1364, § 1, e pelo Cânone 1382 do Código de Direito Canônico.

Tendo em conta todos os efeitos jurídicos, eu declaro que o acima mencionado Monsenhor Marcel Lefebvre, e Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta incorreram ipso facto em excomunhão latae sententiae reservada à Sé Apostólica.

Além disso, eu declaro que Monsenhor Antonio de Castro Mayer, Bispo Emérito de Campos, já que ele participou diretamente da celebração litúrgica como co-consagrador e aderiu publicamente ao ato cismático, incorreu em excomunhão latae sententiae, prevista pelo Cânone 1364, §1.

Os sacerdotes e fiéis são advertidos para não apoiar o cisma de Monsenhor Lefebvre, caso contrário, incorrerão, ipso facto, na gravíssima pena de excomunhão.

Da Sede da Congregação para os Bispos, 1 de Julho de 1988.


+ BERNARDINUS Card. GANTIN
Prefeito da Congregação para os Bispos

Tradução: Giulia d'Amore di Ugento



CONGREGAÇÃO PARA OS BISPOS


REMOVIDA A EXCOMUNHÃO A QUATRO BISPOS
 DA FRATERNIDADE SÃO PIO X


DECRETO


Na sua carta de 15 de Dezembro de 2008, dirigida a Sua Eminência o Senhor Cardeal Dario Castrillón Hoyos, Presidente da Pontifícia Comissão «Ecclesia Dei», D. Bernard Fellay solicitava de novo, em nome próprio e dos outros três Bispos consagrados no dia 30 de Junho de 1988, a remoção da excomunhão latae sententiae declarada formalmente através de um Decreto do Prefeito desta Congregação para os Bispos com data de 1 de Julho de 1988. Na mencionada carta, entre outras coisas, afirma D. Fellay: «Continuamos firmemente determinados na nossa vontade de permanecer católicos e de colocar todas as nossas forças ao serviço da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é a Igreja Católica romana. Com espírito filial, aceitamos os seus ensinamentos. Acreditamos firmemente no Primado de Pedro e nas suas prerrogativas, e por isso nos causa tanto sofrimento a situação actual».

Sua Santidade Bento XVI – paternamente sensível ao mal-estar espiritual revelado pelos interessados por causa da sanção de excomunhão e confiado no empenho expresso na referida carta de que não poupariam qualquer esforço para aprofundar, nos colóquios que fossem necessários com as Autoridades da Santa Sé, as questões ainda abertas, a fim de se poder chegar depressa a uma solução plena e satisfatória do problema que está na sua origem – decidiu reconsiderar a situação canónica dos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta, que se criou com a sua consagração episcopal.

Com este acto, deseja-se consolidar as recíprocas relações de confiança e intensificar e dar estabilidade à ligação da Fraternidade São Pio X com esta Sé Apostólica. Este dom de paz, no termo das celebrações natalícias, pretende também ser um sinal para se promover a unidade na caridade da Igreja universal e chegar à eliminação do escândalo da divisão.

Espera-se que este passo seja seguido pela solícita realização da plena comunhão com a Igreja de toda a Fraternidade São Pio X, dando assim testemunho de verdadeira fidelidade e de verdadeiro reconhecimento do Magistério e da autoridade do Papa com a prova da unidade visível.

Com base nas faculdades que me foram expressamente concedidas pelo Santo Padre Bento XVI, em virtude do presente Decreto removo aos Bispos Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta a censura de excomunhão latae sententiae declarada por esta Congregação no dia 1 de Julho de 1988, enquanto declaro desprovido de efeitos jurídicos, a partir da data de hoje, o Decreto então emanado. 

Roma - Congregação para os Bispos, 21 de Janeiro de 2009.

Card. Giovanni Battista Re
Prefeito da Congregação para os Bispos

Fonte

domingo, 10 de julho de 2011

Escândalo de Assis mais uma vez!

 
"Por causa da injustiça gritante e do abuso de poder, chegamos ao compromisso com o materialismo ateu, negador dos direitos de Deus. Este é o castigo preanunciado em Fátima [...] todos os padres que defendem a possibilidade de um diálogo com os negadores de Deus e com os poderes lucíferos do mundo enlouqueceram, perderam a Fé, não creem mais no Evangelho! Assim fazendo traem a palavra de Deus, porque Cristo veio trazer na Terra perpetua aliança somente aos homens de coração, mas não se aliou com os homens sedentos de poder e de domínio sobre os irmãos [...] o rebanho é disperso quando os pastores se aliam com inimigos da Verdade de Cristo. Todas as formas de poder que se fazem surdas à vontade de Deus são lobos ferozes que renovam a Paixão de Cristo e fazem verter Lágrimas a Nossa Senhora". (Santo Padre Pio).

No artigo:

Descrevemos a inutilidade das proclamações de paz invocadas pelos governantes da Igreja hodierna; agora em outubro de 2011, esses Prelados, do Papa para baixo, lançaram uma reiteração daquela jornada de oração relativista com as falsas religiões desta terra de 1986. Em seguida, depois de nossas considerações, podemos ler um pronunciamento do Cardeal de Estado Vaticano Tarcisio Bertone, um dos coveiros[2] da Mensagem de Fátima junto com Ratzinger, hoje Papa, o Cardeal Sodano e o Cardeal Hoyos.

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