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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Da modéstia e da humildade


DA MODÉSTIA E DA HUMILDADE 

VÍCIO OPOSTO: O ORGULHO — PECADO DOS NOSSOS PRIMEIROS PAIS — NATURALISMO E LAICISMO


Qual é a última virtude agregada à temperança?
A modéstia (CLX, CLXX).

Que entendeis por modéstia?
Uma virtude que serve para refrear e moderar o apetite em matérias mais fáceis do que as da temperança, da continência, da clemência e da mansidão (CLX, 1, 2).

Logo, sobre que coisas exerce o seu influxo?
Sobre o desejo imoderado de grandezas, de saber e aprender; sobre os ademanes e movimentos do corpo e a maneira de vestir (CLX, 2).

Que nomes têm as virtudes deputadas para regular os movimentos afetivos relacionados com cada uma destas matérias?
As de humildade, estudiosidade e modéstia (Ibid).

I - Que entendeis por humildade?
Uma virtude que inclina o homem a reprimir e disciplinar a ambição de honras e grandezas, de forma que não queira nem procure senão as correspondentes à hierarquia em que Deus o colocou (CLXI, 1, 2).

Que consequências práticas devemos tirar desta definição?
A convicção íntima de que, prescindindo dos dotes que Deus graciosamente nos concedeu, a nada temos direito, já que, de colheita própria, só recolhemos como frutos, pecados; e, pelo contrário, todas as honras e excelências pertencem aos outros, na proporção da medida com que a Deus aprouve fazê-los participantes das Suas perfeições; além disso, ao reconhecermos em nós mesmos as boas qualidades e dons de Deus, devemos procurar que os outros homens honrem em nós a Deus, como neles nós O honramos (CLXI, 3).

Logo, a humildade é inseparável da verdade, e apoiado na verdade, pode um homem considerar-se inferior a todos os outros?
Com as preditas delimitações, sim, senhor (Ibid).

Que nome tem o vício oposto à humildade?
O de soberba ou orgulho (CLXII).

I.1 - Que entendeis por soberba?
Um vício especial e, em certo modo, também geral, por cujo impulso, esquecendo e desprezando a Lei, o homem se inclina a dominar e submeter tudo ao seu capricho, considerando-se superior a tudo quanto o rodeia (CLXII, 1, 2).

Por que dizeis que, sendo um vício especial, também é de alguma maneira geral?
É especial porque tem como fim próprio o desejo de dominar e sobressair-se, sem levar em consideração a subordinação e o respeito devidos a Deus; e é geral, porque este mesmo desejo é aproveitado por todos os outros pecados.

É muito grave o pecado da soberba?
É o mais grave de todos os pecados, porque envolve desprezo direto de Deus e, neste conceito, aumenta a gravidade de todos os outros, qualquer que seja a que tenham por si mesmos (CLXII, 6).

É e tem sido sempre a soberba o primeiro pecado?
Sim, senhor; porque envolve primária e essencialmente desprezo, aversão e separação de Deus, que nos outros pecados não é elemento constitutivo, mas simplesmente resultado; portanto, não pode existir pecado mortal que não pressuponha o da soberba ainda que dele se distinga (CLXII, 7).

É pecado capital?
É mais do que pecado capital; é o chefe e rei de todos os vícios e pecados (CLXII, 8).

Qual foi o pecado dos nossos primeiros pais?
O da soberba, como antes o tinha sido dos anjos rebeldes (CLXIII, 1).

Não seria antes o pecado da gula, da desobediência, da curiosidade ou da falta de fé na palavra de Deus?
Todos estes pecados, que, com efeito, acompanharam a primeira falta, foram consequência do pecado de soberba, antes do qual não podiam ter-se cometido (CLXIII, 1).

Por que dizeis que, antes de se ter cometido o pecado de soberba, não se podia cometer nenhum outro?
Porque o estado de inocência era acompanhado do dom da integridade, em virtude do qual todas as potências e faculdades guardavam perfeita subordinação, enquanto o espírito permanecesse sujeito a Deus; logo, para romper o equilíbrio foi necessário que a razão sacudisse o jugo divino, obtendo uma independência que não lhe pertencia, e nisto consiste o pecado da soberba (CLXIII, 1, 2).

Os pecados do naturalismo e laicismo, tão difundidos depois da reforma protestante, da renascença pagã e da revolução francesa, são pecados de soberba?
Sim, senhor; e daí provém a sua gravidade, por serem a reprodução do grito de rebelião que proferiram, primeiro, Satanás e os seus anjos, e, depois, os nossos primeiros pais.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Questões acerca da Modéstia

Questões acerca da Modéstia



Rev. Pe. Cardozo, coletamos entre os fiéis interessados algumas questões com relação à modéstia, e gostaríamos que o senhor nos esclarecesse e orientasse quanto a essas dúvidas mais práticas, do dia a dia, que surgem independentemente de a pessoa conhecer a Tradição – e a questão da modéstia – há 10 anos ou há 10 dias.

1. Primeiramente, queria que o senhor comentasse sobre o fato de que, às vezes, a pessoa se preocupa demais com os centímetros que um decote ou uma barra de saia devem ter, mas não dá a devida importância a questões mais relevantes, como a Fé e a sã Doutrina.

Resposta. Sem dúvida, a modéstia tem seu fundamento na sã Doutrina. A seita dos Quakers, e outras seitas protestantes, por exemplo, são muito modestas em seu modo de vestir, mas são hereges. De que vale as mulheres se vestirem como freiras carmelitas e depois terminam no fundo sendo hereges? Ou seja...  

Nota do blog: Nome dado a vários grupos religiosos com origem comum num movimento protestante criado em 1652 pelo inglês George Fox. A denominação “Quaker” é chamada de “Quakerismo”, “Sociedade Religiosa dos Amigos”, ou simplesmente “Sociedade dos Amigos” ou “Amigos”; Richard Nixon, ex-presidente norte-americano era um quaker.
Por isso que a mim me interessa mais que as pessoas se aprofundem no estudo da doutrina, que estudem mais as Sagradas Escrituras, o Catecismo etc., e a modéstia se dará como uma consequência lógica do viver de forma cristã. 

Paradas no tempo...

Se fosse para sermos anacrônicos
deveríamos voltar bem no tempo
e nos vestirmos de Maria e José...
2. Em que consiste a modéstia, e qual é a sua importância especialmente nos dias atuais? Posto que não vivemos mais na Idade Média, nem nos anos 50, vemos que, às vezes, a pessoa se veste parecendo uma foto dos anos 40/50. Deus quis que vivêssemos neste tempo atual, não?

Resposta. A modéstia é uma maneira de preservar a alma. Se você tem uma alma pura, sem dúvida que não pode se apresentar como um nudista. É uma questão que se dá instintivamente. Inclusive, entre as crianças se mostra esta modéstia; me refiro às crianças formadas catolicamente, com um mínimo de vida espiritual: elas não gostam de nudez. Então, repito, a modéstia é uma consequência de querer preservar a pureza da alma. Nenhuma pessoa, nem homem, nem mulher, que viva catolicamente, que queira manter sua alma na graça de Deus, vai andar malvestida.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

CARNAVAL - imagens e reflexões.

As imagens são sempre instrutivas, porque às vezes temos dificuldade em compreender plenamente as coisas. 

Hoje encontrei esta imagem do Carnaval em Roma, no ano de 1858 e me lembrei de ter lido algo do Santo Cura d'Ars sobre o Carnaval e as danças. Bom, sabemos que São João Vianney nasceu em Dardilly, Ródano, na França, aos 8 de maio de 1786 e repousou em Deus na cidade de Ars-sur-Formans, aos 4 de agosto de 1859, portanto, essa reprodução é contemporânea ao santo francês. 


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Podemos observar que as roupas da época eram modestíssimas, sobretudo se comparadas às da atualidade, mesmo no dia a dia, que dirá então as que se usam (ou não usam) no Carnaval, na "balada", nas formaturas e em quase todos os eventos mundanos, como nos casamentos nas igrejas católicas!

Não vou postar aqui fotos com exemplos atuais de imodéstia e indecência, porque é totalmente desnecessário. E aqui fica uma dica caridosa e gratuita aos blogueiros católicos que querem publicar textos sobre o mal que é o Carnaval para as almas e acabam por ilustrá-los com imagens que deveriam passar longe dos olhos cristãos. 

Sê puro, nos exortam os Santos, inclusive no olhar!!! 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

SOBRE A REVERÊNCIA AOS SANTOS SACRAMENTOS

Mons. Antônio de Castro Mayer
Uma das muitas lamentações do Santo Padre, provocadas pela explosão do liberalismo sensual moderno, relaciona-se com o que há de mais fundamental na Doutrina Católica. Diz o Papa que hoje se põe em dúvida tudo, mesmo as verdades mais sagradas.

A angústia de Paulo VI deve ser para nós uma advertência, no sentido de que é mister redobrar nosso zelo, não venha a falhar a fé nas ovelhas que nos estão confiadas.

Cumpre, para tanto, notar que aquele ceticismo, de que fala o Papa, se dá não somente na ordem das ideias. Há muita dúvida e negação que se exprime na prática, no teor de vida, na maneira de proceder. O que quer dizer que devemos estar atentos, não nos deixemos levar por certas, assim chamadas, adaptações da Igreja ao homem de hoje, que, na realidade, entibiam o fervor dos fiéis, e lentamente os vão distanciando daquela fé viva que é indispensável à salvação: “Sine fide impossibile est placere Deo” (Hebr. 11, 6).


Ajoelhar-se, sinal de fé na Eucaristia

Feita a observação de modo geral, queremos, hoje, salientar apenas e brevemente o que convém à Sagrada Comunhão. Será o suficiente como ilustração do que vem a ser um “aggiornamento” falso.

Sabemos, caríssimos Sacerdotes, que, no Santíssimo Sacramento do Altar, está real, verdadeira e substancialmente presente o mesmo Jesus Cristo, Deus e Homem, nosso adorável Salvador, de fé se faz com a inteligência e com os lábios; mas, de maneira mais viva e habitual, através de nosso procedimento da Comunhão.

sábado, 18 de maio de 2013

Maria, modelo de modéstia

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Maria, modelo de modéstia


Maria Santíssima [...] exteriormente é modesta. Não se faz notar pela severidade nem pela negligência. Sempre humilde e mansa, traz o sinal da simplicidade em tudo que realiza.

Modesta em relação ao mundo. Maria sacrifica com generosidade a condição de gestante; vai imediatamente, vencendo grande distância, visitar sua parente Isabel, levando felicitações e auxílio. Durante três meses acompanha e serve, trazendo grande alegria ao lugar. Somente quando a glória do Filho exigir, aparecerá em público. Assistirá às bodas de Caná sem nenhum privilégio. A modéstia faz com que pratique a caridade de acordo com a ocasião.

sábado, 13 de abril de 2013

A Virgem Maria fala ao coração das moças

A Virgem Maria fala ao coração das moças


Tu sabes, minha filha, para que fim te criou Deus? E se o sabes, como tens podido desviar-te dele tão estranhamente? Certamente te não foi dado esse corpo com sua sensibilidade, seus dons de graça e de beleza, para fazeres dele um instrumento de escândalo e de pecado. Da mesma sorte te não foi dada esta alma, com suas nobres faculdades, inteligência, memória e vontade para estudar as vaidades do século, para conceberes imagens impudicas ou frívolas, para procurares o teu bem nas criaturas em lugar de o procurares no Criador.

Ah! que culpável abuso tens feito até ao presente dos benefícios do céu! Tu bem sabes, minha querida filha, para que fim Deus te criou. É para o conheceres, amares, e servires nesta vida, e por esse meio adquerires a glória eterna que te preparou na eternidade. Poderias acaso desejar fim mais nobre e sublime? Poderia Ele, não obstante a sua omnipotência, dar-t'o melhor? Não o tem os principes mais graduados e gloriosos da corte celeste; não o tenho eu mesma. Mas de que modo tens tu correspondido à bondade de Deus? Ah! se queres que eu seja para ti uma verdadeira Mãe, mostra-te para mim uma verdadeira filha: não degeneres dos meus exemplos. Desde o primeiro instante que a minha inteligência se abriu à razão, dediquei-me logo a Deus com a veemência de um coração ardente, e a chama feliz, que neste momento m'o abrasa, não mais se extinguiu.

Desde então, o meu pensamento foi fazer a vontade de Deus e tornar-me cada vez mais digna d'Ele. Mas tu, que tens feito? Ah! o teu primeiro desejo foi agradar o mundo, a tua aplicação foi seguir-lhe as máximas e costumes. Não tens conhecido Deus senão para o ofender. Gastaste a infância, que é a mais bela idade, - a idade da inocência - em puerilidades, em preocupações que fazem corar, em desobediências a teus superiores, em desprezo por teus inferiores e iguais. Tens-te deleitado desde então com as modas e vaidades. Tens as seguido sem compreender bem o mal que te acarretam. Fizeste delas um ídolo para conseguires ser tu própria um ídolo dos outros corações. Não sentes confusão alguma à vista de uma vida tão indigna de uma virgem cristã? Não te aflige teres-te desviado tão tristemente do fim para que foste criada?

Que engano é o teu, ó querida filha, se crês achar no mundo a felicidade que sonhas, mesmo quando tudo corresse conforme os teus desejos, as riquezas e grandezas do mundo não podem fazer-te feliz. O teu coração, apto a gozar um bem imutável e infinito, coração criado para um igual bem, nunca poderá estar satisfeito gozando apenas felicidades limitadas e passageiras.

domingo, 13 de janeiro de 2013

MODÉSTIA: Característico da Vida de Maria

A Modéstia
Característico da Vida de Maria 


Mater Admirabilis
 

A vida oculta de Maria apresenta um característico que a distingue da vida de Jesus. Nela não se observa esta humildade que assombra e confunde, esse misto de poder e fraqueza, de grandeza e de obediência que se admira na vida de seu Filho. A vida de Maria é sempre igual, sempre simples e oculta; é o reinado da modéstia humilde e suave, modéstia que forma o distintivo de sua piedade, de suas virtudes e de todos os seus atos.

1º. — Maria é modesta em seu exterior. — Não se faz notar pela severidade do porte nem por uma negligência afetada. Humilde e mansa como Jesus, tudo quanto é de seu uso traz o sinal de sua posição medíocre e a confunde com as de sua condição. Assim devemos nós ostentar as insígnias da mediocridade: nem muito, nem pouco, se queremos imitar a vida de nossa Divina Mãe.

2º. — Modesta nas relações com o mundo. — Maria sacrifica generosamente o seu retiro, a suavidade da contemplação, e vencendo grande distância vai visitar sua prima Isabel, a fim de felicitá-la e serví-la. Torna-se, durante três meses, sua companheira, sua humilde serva, e faz a felicidade desse lar privilegiado. Somente quando a glória de seu Filho exigir, Maria aparecerá em público. Há de assistir as bodas de Caná, porém sem dizer uma só palavra que possa reverter em seu próprio louvor, não se prevalecendo de seu título de Mãe do Messias, nem do poder e da glória de seu Filho para se elevar aos olhos dos homens. Sua modéstia faz com que pratique a caridade, e saiba deter-se, de acordo com as ocasiões.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MODÉSTIA: Da imodéstia dentro do Santo Templo

Da hediondez da imodéstia dentro do Santo Templo

São Leonardo de Porto Maurício


Uma mulher, que entra na Igreja com um traje espaventoso, atrai todos os olhares, e queira Deus não atraia também os corações, arrebatando ao Senhor as devidas adorações. Não é preciso excitar estas pessoas a assistir todos os dias à Santa Missa; já são demais levadas a freqüentar as igrejas. O importante será fazer-lhes compreender com que modéstia e respeito devem portar-se a casa de Deus, especialmente quando se celebra a Santa Missa. Tanto mais me edificam senhoras da nobreza e princesas que só aparecem ante aos altares vestidas simplesmente, sem luxo nem elegâncias refinadas, quanto me escandalizam certas pretensiosas que, com seus penteados ridículos e ares de atrizes, assumem poses de deusas no lugar santo.

A bem-aventurada Ivete teve, certo dia, uma visão, que devia inspirar a essas pessoas o temor respeitoso da à Santa Missa. Ao assistir à Santa Missa viu essa nobre flamenga um espetáculo terrível. Perto dela estava uma dama distinta, cujo olhar se fixava aparentemente no altar; mas não era para seguir o Santo Sacrifício, nem para adorar o Santíssimo Sacramento que ia receber, e sim, para satisfazer uma paixão impura. Em volta dela estavam um grande número de demônios que dançavam e se expandiam em demonstrações de regozijo. Quando ela se levantou para se dirigir à mesa sagrada, uns lhe seguraram a cauda do vestido, outro lhe ofereceu o braço enquanto outros lhe faziam cortejo e serviam-lhe como a sua senhora. No momento em que o sacerdote descia do altar com a Santa Hóstia na mão a fim de dar a comunhão àquela infeliz, pareceu a Ivete que o Salvador abandonava as santas espécies e volvia ao Céu, repugnando-Lhe entrar num coração assim rodeado de espíritos das trevas.

Aterrorizada por semelhante cena, a bem-aventurada Ivete dirigia humildes preces a Nosso Senhor. E Ele revelou-lhe a causa, fazendo-lhe ver que aquela mulher alimentava uma paixão desordenada por uma pessoa que se achava próxima do altar, e que durante toda a Santa Missa, ao invés de se ocupar dos Santos mistérios, contemplava-a com olhares impuros, desejando antes lhe agradar que agradar a Deus. Por isso rodeavam-na os demônios e faziam-lhe o cortejo.

Dir-me-eis que não sois do número dessas infelizes criaturas, e eu creio de boa vontade. Se, entretanto, ides à Igreja com certos trajes escandalosos, mereceis todas as censuras. Transformeis o templo sagrado em covil de ladrões, pois roubais a Deus a honra, pelas distrações que provocais aos sacerdotes, aos ministros, a todo o povo.

Por favor, considerai e tomai a resolução de imitar Santa Isabel da Hungria. Para assistir à Santa Missa, ela se dirigia com grande pompa à Igreja. Mas, para assistir ao Santo Sacrifício tirava da cabeça a coroa, os anéis dos dedos, depunha seus ornamentos e cobria-se com um véu, ficando em atitude tão modesta que nunca foi vista desviar sequer os olhos. Tudo isso agradou de tal modo a Deus, que Ele quis manifestá-lo a todos: durante a Santa Missa a Santa aparecia envolta de tal claridade que se velavam de deslumbramento os olhos dos assistentes; parecia-lhes contemplar um anjo do Paraíso.

Imitai exemplo tão ilustre, certos de que agradareis a Deus e aos homens, e que a Santa Missa será para vós de imenso proveito para esta vida e para a outra.

(São Leonardo de Porto Maurício. Excelências da Santa Missa. Ps. 66 e 67)

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MODÉSTIA: Praia e esportes para a mulher.

"MODA PRAIA E ESPORTE"

por Giulia d'Amore di Ugento


foto meramente ilustrativa:
"nostalgismo" não é necessariamente uma virtude!
Ir à praia é uma atividade salutar, uma vez que o ar marinho nos ajuda a respirar melhor. Sei bem disso porque, quando descemos para Bertioga, no litoral paulista, sentimos o delicioso ar marinho quando ainda estamos descendo a Serra, e o mar é ainda uma tênue linha no horizonte! Não que em Campo Grande (MS) se tenha tamanha poluição, mas para irmos a Bertioga passamos uns dias em São Paulo (Guarulhos), e (já imaginou né?) na primeira semana costumeiramente nossas narinas "trancam"; já precisamos, uma ou duas vezes, ir ao hospital para fazermos inalações.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MODÉSTIA: uma anedota

Apetite e vergonha

O senhor Ravagnan, que se tornou um famoso pregador jesuíta, em um almoço se encontrou ao lado de uma senhorita elegante, mas pouco vestida. Ele não gostou e ficou taciturno. No final, a jovem arriscou:
- Senhor Ravagnan, não tendes apetite, por acaso?
- E vós, senhorita, não tende por acaso vergonha? Replicou pronto o vizinho interpelado.
A senhorita, por sua vez, perdeu o apetite...
Vinte anos depois ainda se lembrava disso com amargura; como ela mesma confessou depois de sua conversão.

[Extraído de "Catechesi in esempi" de Irmão Remo di Gesù, Ed. "Sussidi", 1956].

sábado, 17 de dezembro de 2011

MODÉSTIA: um aviso fraterno

Para quem está preocupado por demais com a modéstia exterior, cuidando da indumentária – própria e dos outros – e preocupando-se em medir a corretíssima altura das saias, mangas e decotes das moças e das senhoras, procure mais cuidar da modéstia interior que é – ou deveria ser – cega, surda e muda ao que acontece no mundo, no exterior da alma. 
GdA
Nossa Senhora, modestíssima Mãe do Salvador, 
rogai por nós, por nossa modéstia e por nossa língua.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Do uso do véu pela mulher

A PRINCESA E A MANTILHA



SAS Albert e Charlène
Funeral da Princessa Antoinette de Monaco, 24 Março de 2011



A altiva beleza da Católica Princesa de Mônaco


Charlène Grimaldi


Nascida Charlène Lynette Wittstock (Bulawayo, Rodésia, hoje Zimbabwe, 25 de Janeiro de 1978) é uma nadadora olímpica sul-africana e, desde o seu casamento com o Príncipe Alberto II do Mónaco, em 1 de Julho 2011, é Sua Alteza Sereníssima, a Princesa do Mónaco. É filha de Michael Kenneth Wittstock, um técnico de informática, e de Lynette Humberstone, uma ex-mergulhadora olímpica.

A biografia oficial de Sua Alteza pode ser lida, em francês, aqui: Site do Palácio

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

MODÉSTIA: A modéstia no vestir II

Nossa Senhora da Modéstia

O modo de vestir segundo Maria 



P
ara mais informações sobre modéstia Católica, por gentileza visite Catholicmodesty.com 


1. Parecer-se com Maria significa modéstia sem concessões – “como Maria”, a pura e imaculada Mãe de Cristo.

2. Vestir-se conforme Maria é usar mangas, pelo menos, até os cotovelos; e saias bem assentadas abaixo dos joelhos. 

3. Vestir-se conforme Maria é cobrir totalmente o busto, peito, ombros e costas; há uma tolerância quanto à gola que não deve, porém, exceder a medida de dois dedos abaixo da base do pescoço, assim como da nuca.  

4. Vestir-se conforme Maria é não admitir como modesto tecidos que cobrem de forma transparente como, por exemplo: rendas, malhas, organza, nylon, etc., a menos que possuam forro adequado. Entretanto, é aceitável o uso moderado em acabamentos ou como enfeites.

5. Vestir-se conforme Maria é evitar o uso inapropriado de tecidos com cor de carne.[1]

6. Vestir-se conforme Maria é esconder ao invés de revelar os contornos daquele que veste; é não enfatizar, indevidamente, as partes do corpo.

7. Vestir-se conforme Maria é estar coberta mesmo depois de retirar o casaco, capa ou estola. 

8. A forma Mariana de vestir-se é justamente para esconder o corpo tanto quanto possível, ao invés de revelá-lo. Isso elimina automaticamente as modas que incluem calças, calças jeans, shorts, saias-calça, roupas coladas, blusas de tecido fino marcante, e roupas sem mangas, etc. A conformidade com Maria é um guia para infundir aos poucos um “senso de modéstia” . Uma menina ou mulher que segue estes conselhos, e contempla Maria como seu ideal e modelo, não terá dificuldades com modéstia ao vestir-se. Ela não será uma ocasião de pecado[...].

Leve este guia com você quando for comprar roupas. Certifique-se que você apenas comprará ou fará roupas que encontram conformidade com Maria.  


 “Seja como Maria sendo modesta, seja modesta sendo como Maria”




Tradução e notas: Tatiana Konorat

_________________________________________________________
[1] NdTª: flesh-colored, como consta no texto original, além de tons intensos de vermelho que lembram carne, pode também ser considerado como uma cor no tom da própria pele da pessoa, de forma a parecer que ela está nua, como uma continuação da própria pele; o atual "nude". 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

MODÉSTIA: lições de São Padre Pio

Padre Pio e a Modéstia

"Vamos nos unir bem muito ao Coração Doloroso de nossa Mãe Celestial e refletir sobre a sua dor infinita e sobre quão preciosa é a nossa alma." (Padre Pio)

Pe. Pio insistiu na Modéstia

Padre Pio não toleraria vestidos curtos ou com decotes baixos, saias justas, e ele proibiu suas filhas espirituais de vestir meias-calças transparentes*. A cada ano a sua severidade aumentava. Ele teimosamente as mandava embora do seu confessionário, mesmo antes de pôr o pé dentro, se julgasse que elas estavam indevidamente vestidas. Em algumas manhãs, ele expulsou uma após a outra, até que ele acabou por ouvir muito poucas confissões. Seus irmãos observaram estes drásticos expurgos com certo mal-estar e decidiram pregar uma placa na porta da igreja:

“Por desejo explícito do Padre Pio, a mulher deve entrar no confessionário vestindo saias PELO MENOS 20 centímetros abaixo do joelho. É proibido emprestar um vestido longo na igreja para usá-los para a confissão.”

Evitemos o menor risco de ofender a Deus nesta área ou de ser uma ocasião de tentação para o nosso vizinho. Que as modas do mundo não sejam o modelo para o nosso vestuário, mas sim a Virgem Maria e os Santos. Vamos seguir os padrões de recato no vestuário, e recordar as palavras de Nossa Senhora a Beata Jacinta Marto de Fátima:

“Os pecados que mais levam almas para o inferno são os pecados da carne. Hão de vir muitas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor… As pessoas que servem a Deus não devem andar na moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo.”

Algumas vezes, quando o Padre Pio recusou-se a absolver seus penitentes e fechou a porta do pequeno confessionário em seus rostos, as pessoas iam censurá-lo perguntando por que ele agiu desta forma. “Vocês não sabem”, ele perguntou: “Que dor que custa-me fechar a porta a alguém? O Senhor tem me forçado a fazê-lo. Eu não chamo ninguém, nem recuso a ninguém também. Existe alguém que chama, e que as recusa. Eu sou Sua ferramenta inútil. “(1)



***


Citação de uma das cartas do Padre Pio: “Há, além disso, três virtudes que aperfeiçoam a pessoa devota no que diz respeito ao controle dos seus próprios sentidos. Estas são: a modéstia, a continência e a castidade. Em virtude da modéstia a pessoa devota governa todos os seus atos exteriores. Com razão, então, São Paulo recomendou esta virtude a todos e declarou como é necessária e como se isso não bastasse, ele considera que esta virtude deveria ser óbvia para todos. Pela continência a alma exercita a retenção de todos os sentidos: visão, tato, paladar, olfato e audição. Pela castidade, uma virtude que enobrece a nossa natureza e faz com que seja semelhante à dos Anjos, nós suprimimos a nossa sensualidade e a afastamos dos prazeres proibidos. Este é o retrato magnífico da perfeição cristã. Feliz aquele que possui todas estas belas virtudes, todas elas frutos do Espírito Santo que habita dentro dele. Essa alma não tem nada a temer e vai brilhar no mundo como o sol no céu. “(2)




***




Uma mulher que vendia calças em sua loja de varejo em Vancouver foi se confessar na Itália com Padre Pio e sua absolvição foi recusada…

“Ele ordenou que ela voltasse para casa no Canadá e se livrasse de todo seu estoque, e não desse qualquer um dos itens para as pessoas que poderiam usá-los, e se ela quisesse sua absolvição, poderia voltar a Itália e recebê-la, só depois que ela realizasse impiedosamente suas ordens”. (3)


*** 

O Santo Padre Pio deve ter tido uma forte consciência dos perigos da falta de modéstia para as nossas almas imortais, e dos perigos da tentação para o nosso próximo.  

"Que as modas do mundo não sejam o modelo para o nosso vestuário, mas sim a Virgem Maria e os Santos. A Canonização do Padre Pio nos dá a oportunidade para recordar a gravidade do Santo de San Giovanni Rotondo, que colocou este cartaz na porta de sua igreja"

"A Igreja é a casa de Deus. É proibido para os homens entrar com os braços nus ou usando shorts. É proibido para as mulheres entrarem usando calças, sem um véu sobre sua cabeça, com roupas curtas, decotes baixos, roupas sem mangas ou vestidos imodestos."(4)

sábado, 18 de junho de 2011

A Modéstia no Vestir – Normas Marianas

A Modéstia no Vestir 

Normas Marianas

Não pode considerar-se decente um vestido não pode ser cujo decote desça mais do que dois dedos abaixo da base do pescoço, que não cubra os braços pelo menos até ao cotovelo, e que não chegue um pouco abaixo dos joelhos. Além disso, são impróprios os vestidos de tecidos transparentes” [Palavras do Cardeal Vigário do Papa Pio XI].


1. Ser mariana é ser modesta, sem compromissos. Seja “como Maria”, a Mãe de Cristo.


2. Os vestidos ou blusas marianas hão de ter mangas compridas ou, pelos menos, até ao cotovelo, e as saias devem chegar abaixo dos joelhos.


3. Os vestidos marianos devem cobrir completamente o busto, peito, ombros, e costas; excepção feita à abertura do decote, desde que, abaixo da base do pescoço, essa abertura não exceda os cinco centímetros, tanto à frente como nas costas, e outros cinco centímetros na direção dos ombros.


4. A modéstia mariana não pode admitir o uso de tecidos transparentes, rendas, e alguns tecidos de malha, organdi, nylon etc. -, a menos que tenham outro material (opaco) por baixo. Mas o seu uso moderado como ornamentação é aceitável.


5. Os vestidos marianos devem evitar o uso impróprio de tecidos cor de carne (nudes).


6. Os vestidos marianos não acentuam excessivamente o corpo: disfarçam, em vez de revelarem, as formas da pessoa que os usa.


7. Um vestido mariano deve ser uma cobertura de modéstia, ou seja, deve estar dentro das normas marianas do pudor no vestuário (cf. ponto 3) mesmo depois de se tirar o casaco, capa ou estola (no caso de vestidos de festa).


A moda mariana deve, tanto quanto possível, ocultar as formas do corpo em vez de as acentuar. Fica automaticamente eliminado o uso de roupa muito justa, camisolas, blusas de tecidos finos, vestidos cavados etc. Estas normas marianas são um guia para avivar o sentido de pudor. Toda a jovem que as seguir, erguendo o olhar até Maria como seu modelo e ideal, não terá qualquer problema de modéstia no vestuário; não será uma ocasião de pecado, nem causa de embaraço ou de vergonha para os outros.


“Tal como Maria, vista-se com modéstia — Seja modesta, para ser como Maria.”


Ato de Consagração ao Imaculado Coração de Maria para obter a pureza


Oh, Imaculado Coração de Maria, Virgem Puríssima, atenta aos terríveis perigos morais que ameaçam por todos os lados. Ciente da minha própria fraqueza humana, voluntariamente me coloco, de corpo e alma, este dia e para sempre, sob a Vossa solicitude e protecção.

Consagro-Vos o meu corpo, com todos os seus membros, e peço-Vos que me ajudeis a nunca o usar como uma ocasião de pecado para os outros. Ajudai-me a lembrar-me de que o meu corpo é “Templo do Espírito Santo,” que devo usar segundo a Santa Vontade de Deus para a minha salvação e a dos outros.

Consagro-Vos a minha alma, e peço-Vos, a Vós e a Jesus, que me guardeis e me leveis com segurança para Casa — que é o Céu — por toda a eternidade.

Oh Maria, minha Mãe, tudo o que sou, tudo que tenho é Vosso, Guardai-me e conservai-me debaixo do Vosso manto de misericórdia, como coisa e propriedade Vossa.


Fonte: Tradição Católica. 

sábado, 4 de junho de 2011

MODÉSTIA: Guia Mariano de Modéstia


Guia Mariano de Modéstia

Cruzada de Maria Imaculada pela Pureza



"Tal como Maria, vista com modéstia — Seja modesta, para ser como Maria."


  
"A modéstia é a virtude mais esquecida [...] ela é indispensável para a proteção da castidade. É inútil procurar restaurar a castidade nos indivíduos, nas famílias e na sociedade se a sua salvaguarda, a modéstia, é ignorada e atacada em tão larga escala [...]. Modéstia e moral são um grande problema nos dias de hoje sendo, dentre muitas outras, pedras que impedem nossa salvação. São necessárias uma mudança e uma limpeza em nosso estilo de vida."

    "A Cruzada Mariana apresenta Maria como o perfeito modelo para todos os Cristãos e beseia-se no Magistério da Igreja, nos Santos, em revelações privadas e nos Papas, que são a Autoridade Suprema de Ensino na Igreja sobre modéstia."


Obs.: A maior parte desta obra é a cópia original do livro Marylike Modesty Handbook of the Purity Crusade of Mary Immaculate do Padre Bernard A. Kunkel, fundador da Marylike Crusade (Cruzada Mariana) em prol da castidade e modéstia por meio de imitação da Santíssima Virgem. Ressaltando que o Papa Pio XII deu a benção papal ao apostolado do Pe. Kunkel em duas diferentes ocasiões e seus estatutos foram aprovados pela autoridade eclesiástica vaticana. 

ATO  DE  CONSAGRAÇÃO  AO  IMACULADO    CORAÇÃO  DE  MARIA   PARA  OBTER  A PUREZA 


Oh, Imaculado Coração de Maria, Virgem Puríssima, atenta aos terríveis perigos morais que ameaçam por todos os lados. Ciente da minha própria fraqueza humana, voluntariamente me coloco, de corpo e alma, este dia e para sempre, sob a Vossa solicitude e proteção.
Consagro-Vos o meu corpo, com todos os seus membros, e peço-Vos que me ajudeis a nunca o usar como uma ocasião de pecado para os outros. Ajudai-me a lembrar-me de que o meu corpo é "Templo do Espírito Santo," que devo usar segundo a Santa Vontade de Deus para a minha salvação e a dos outros.
Consagro-Vos a minha alma, e peço-Vos, a Vós e a Jesus, que me guardeis e me leveis com segurança para Casa — que é o Céu — por toda a eternidade.
Oh, Maria, minha Mãe, tudo o que sou, tudo que tenho é Vosso, Guardai-me e conservai-me debaixo do Vosso manto de misericórdia, como coisa e propriedade Vossa.

Imprimatur: Albert R. Zuroweste
Bispo de Belleville, Illinois  

terça-feira, 5 de abril de 2011

Praias, piscinas e danças, pelo Rev. Pe. Ricardo Olmedo

O autor, o Rev. Pe. Ricardo Felix Olmedo, é professor de Moral e Direito Canônico no Seminário Internacional Nuestra Señora Corredentora da FSSPX na Argentina.





Nestes tempos difíceis para as almas e também para nosso apostolado, é bom lembrar aos nossos irmãos no sacerdócio os princípios que uma sã moral impõe no que se refere às férias de verão e às idas às praias e piscinas...
Talvez para alguns pareçam um pouco rigorosas, mas são apenas as regras sempre ensinadas pela Igreja para proteger do pecado as almas, que tementes a Deus, desejam viver em tudo de acordo com os Mandamentos do divino Salvador...

Padre Ricardo Félix Olmedo


PRAIAS E PISCINAS


            O banho ao ar livre em praias e piscinas é higiênico e saudável, pode ser uma honesta forma de recreação; em si mesmo não é mau e, portanto, lícito. Contudo, com a desculpa de ser por motivos de higiene, saúde ou descanso, são cometidos, hoje, gravíssimos escândalos. [1]
            Não se trata de coibir uma natural, lícita e saudável expansão, nem o uso dos bens que Deus outorgou ao homem para sua conveniente higiene e para a recreação do corpo e do espírito; mas de forma alguma é permitido, e é pecado grave, que, aproveitando-se dessas ocasiões, os costumes honestos sejam abandonados, consinta-se no desenfreio dos vícios, dê-se lugar ao nudismo sem pudor e se pervertam as almas pelo escândalo...
            A causa de graves equívocos acerca do que é permitido e do que é proibido nesse tema, com gravíssima ruína para as almas é algumas vezes o respeito humano, outras vezes é um conceito deturpado da higiene ou da elegância, muitas vezes, é a sensualidade e a concupiscência.
            Convém, pois, assinalar os princípios morais a que deve ser submetida essa atividade.
            A conduta que a virtude do pudor impõe ao católico, a todo o momento e lugar é o primeiro ponto a ser destacado.
            Pio XII, falando do tema, dizia que: “É muito evidente que a origem e a finalidade das roupas é a exigência natural do pudor, entendido tanto em seu sentido amplo (que inclui também a devida consideração para com a sensibilidade dos outros diante dos objetos repugnantes à vista), quanto, sobretudo, como uma tutela da honestidade moral e escudo contra a desordenada sensualidade. A estranha opinião que atribui ao relativismo desta ou daquela educação o sentido do pudor, que chega a ser considerado como uma deformação do conceito da realidade inocente, um falso produto da civilização e até um estímulo à desonestidade e uma fonte de hipocrisia, não está apoiada em nenhuma razão séria; pelo contrário, essa opinião encontra uma explícita condenação na conseguinte repugnância daqueles que talvez tenham se atrevido a adotá-la como filosofia de vida, confirmando desta forma a retidão do sentido comum manifestado nos costumes universais. O pudor, considerado em seu significado estritamente moral, qualquer que seja a sua origem, se baseia na inata e mais ou menos consciente tendência de cada indivíduo de defender um bem físico próprio, da indiscriminada concupiscência dos outros, a fim de reservá-lo, com prudente seleção de circunstâncias, aos sábios fins do Criador, por Ele mesmo posto debaixo do escudo da castidade e da pudicícia. Esta segunda virtude, a pudicícia - cuja sinônima “modéstia” (de modus, medida, limite), talvez expresse melhor a função de governar e dominar as paixões, particularmente as sexuais - é a natural defesa da castidade, sua valiosa defesa, posto que modera os atos proximamente conexos com o objeto próprio da castidade. Como uma escolta avançada, o pudor se faz sentir no homem desde o momento em que este adquire o uso da razão, inclusive antes mesmo que aprenda a noção de castidade e seu objeto, e lhe acompanha durante toda a vida, exigindo que determinados atos, em si honestos, porque divinamente dispostos, estejam protegidos pelo véu da discrição e pela reserva do silêncio, como para conciliar-lhes o respeito devido à dignidade de seu grande fim. ‘É, portanto, justo que o pudor, como depositário de bens tão preciosos, reivindique para si uma autoridade superior sobre toda outra tendência ou capricho e que presida a determinação das formas de vestir.’ [2] 

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