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domingo, 26 de julho de 2020

PORQUE MONS. VIGANÒ É PERSONA “NON GRATA” PARA A NEOFRAT?

Não tenho visto a repercussão adequada dessa notícia na mídia tradicionalista brasileira, por isso resolvi traduzir este artigo, por sua vez traduzido do inglês para o espanhol. De antemão, me escuso por algum erro de tradução, pois não terei tempo de revisá-la adequadamente. É mais importante a notícia. Quando a li, tive minhas reservas, primeiro porque Viganò é a mais nova paixão de certos grupos sedevacantistas mais radicais (radsed?), aqueles que chamo de sedechatistas, porque são chaaaaaaatos a mais não poder, por quererem a todo custo obrigar as pessoas a se autodeclararem publicamente sedevacantistas, caso contrário serão excomungados pelos próprios (SIC!!!) – como já disse várias vezes, e o repito mais uma vez, o sedevacantismo em si não é problema, até porque não foi proibido pela Igreja Católica, e, como Ela não se manifestou definitivamente a respeito, e pelo fato de haver grandes Santos e grandes Doutores da Igreja de ambos os lados, pró e contra o sedevacantismo, é notório que o tema pode ser discutido, até publicamente, com a devida prudência. Dito isso, a questão é que certos grupos se apaixonaram pelo Viganò e até o elegeram Papa em um conclave reunido, se não me falha a memória, ano passado. Ainda bem que Viganò não mordeu a isca –. O segundo motivo de minhas reservas é porque todo prelado que ainda está sub CVII me causa preocupação quando começa a falar sobre a Tradição, a defendê-la, a se dizer tradicionalista. Gato escaldado tem medo de água fria, diz o ditado: por causa de tantos enganadores que se fantasiam de católicos, com suas belas batinas bem passadas e limpinhas, e arrastam multidões à missa de Bento XVI. Eu prefiro aguardar situações mais definidas, mais claras. O caso Viganò é muito recente para se cantar o “Te Deum”, sobretudo porque, até onde eu sei, ele continua nas estruturas conciliares. Mas, tendo em vista que eu sei quão doloroso e longo pode ser esse processo de compreender claramente as coisas e, por conseguinte, agir conforme, vou dar o benefício da dúvida a dom Viganò e também vou lhe dar o tempo necessário para que passe das palavras à ação e abjure e abandone a igreja conciliar, pública e definitivamente. Registro que, por causa disso tudo, não posso concordar com o entusiasmo do autor do artigo, porque até agora sou houve palavras, não ação. Aguardemos. Enquanto isso, leiam abaixo a tradução do artigo, com minhas observações em notas ao fim do texto. 


PORQUE MONS. VIGANÒ É PERSONA “NON GRATA” PARA A NEOFRAT[1]?



 
O ramo de oliveira desparecido, por Sean Johnson 
(artigo completo)
14/06/2020


Aos 10 de junho (2020), o arcebispo Carlo Viganò tornou pública uma carta na qual rechaçou a igreja conciliar, declarando (entre muitas outras denúncias estridentes) que se arrependeu, de sua parte, de havê-la promovido de boa-fé durante décadas[2]
...apesar de todos os esforços da hermenêutica da continuidade que naufragou miseravelmente na primeira confrontação com a realidade da crise atual, é inegável que, do Vaticano II em diante, se construiu uma igreja paralela[3], sobreposta e diametralmente oposta à verdadeira Igreja de Cristo. Esta igreja paralela obscureceu progressivamente a instituição divina fundada por Nosso Senhor para substitui-la por uma entidade espúria, que corresponde à religião universal desejada, que a Maçonaria teorizou primeiramente”. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A Quaresma antes do Concílio? Eis as regras.

Estas regras valem para a Igreja Universal, não para o Brasil, que tem suas próprias regras. Veja aqui.




Como era Quaresma, antes do Concílio?  Quais eram as instruções para o jejum e a abstinência? A quais outros dias do ano se aplicavam estes preceitos?


- A LEI DO JEJUM obriga a todos os fiéis que tenham completado 21 anos de idade e que ainda não iniciaram o 60º ano.

- A LEI DA ABSTINÊNCIA de carne obriga aos fiéis a partir dos 7 anos de idade.  


O JEJUM consiste em fazer apenas uma refeição simples por dia e duas pequenas refeições no curso da jornada.

A ABSTINÊNCIA proíbe o uso da carne, de extrato ou caldo de carne, mas não o (uso) de ovos, de laticínios e de qualquer tempero de gordura animal.



DIAS DE ABSTINÊNCIA DE CARNE SEM JEJUM:
 
– as Vigílias de de Natal (24 de dezembro), de Pentecostes, da Imaculada Conceição (7 de dezembro), e de Todos os Santos (31 de outubro).


DIAS DE ABSTINÊNCIA COM JEJUM:

– Quarta-feira de Cinzas;
– toda sexta-feira da Quaresma;


DIAS SÓ DE JEJUM SEM ABSTINÊNCIA: 

- As quartas-feiras da Quaresma.
- Quinta-feira da Semana Santa.
- Sexta-feira das Têmporas do Advento.



PODEM NÃO PRATICAR A ABSTINÊNCIA:

- Os pobres que recebem carne em esmola, e não têm nada mais para comer;
- os doentes, os convalescentes, os fracos de estômago, as mulheres que amamentam, as mulheres grávidas se débeis; – os trabalhadores que fazem trabalhos mais pesados no dia a dia;
- esposas, filhos, servos, todos os que exercem um serviço porque obrigados, e que não podem ter outro alimento suficientemente nutritivo.


PODEM NÃO PRATICAR O JEJUM:

- aqueles que jejuariam com grave inconveniente: doentes, convalescentes, fracos dos nervos, mulheres que amamentam ou grávidas;
- os pobres que já têm pouco alimento à disposição;
- aqueles que executam um trabalho que é moralmente e ordinariamente incompatível com o jejum (por exemplo, trabalhos pesados);
- aqueles que fazem um trabalho intelectual muito árduo (por exemplo, estudantes em época de exames);
- aqueles que têm que fazer uma longa e árdua viagem, para um bem maior ou para uma obra de piedade maior, se esta é moralmente incompatível com o jejum (por exemplo: assistência aos doentes).


Fonte: http://www.radiospada.org/2014/03/la-quaresima-prima-del-concilio-ecco-le-regole/

Tradução: Giulia d'Amore. 
    
http://edicoescristorei.blogspot.com.br

*
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segunda-feira, 29 de julho de 2013

O que sobrou da Tradição?

Às favas com publicações semanais! A defesa da Fé tem urgência, e nesse caminhar dolorosíssimo é necessário parar, às vezes, para reavaliarmos as coisas e nós mesmos!!! Leia e entenderá! 

Parabéns ao autor pela coragem de ser franco, coisa raríssima no tradicionalismo à brasileira, no qual o "sim sim, não não", no fim, é apenas uma bela frase de efeito!



A Babel tradicionalista

A construção da torre de Babel
Hendrick III van Cleve

Ando lendo alguns comentários em certos sites, umas postagens de ditos católicos "tradicionalistas" pela internet, e tenho chegado a algumas conclusões, coisa boba, minha e de meus botões.

Primeiro, posso dizer que realmente não há muitos tradicionalistas no Brasil. Boa parte, infelizmente, é formada por um bando de revoltados que acharam uma causa que esteja próxima de suas aspirações políticas, entrando na lua não por conta de sua adesão ao Evangelho. Não por menos, na boca deste povo ressoa de forma suave e melosa os nomes de muitos autores, dentre os quais ainda não encontrei nenhum que tenha sido aprovado pela Igreja. De seus livros de cabeceira, poucos são de santos, para não dizer quase nenhum. De seus filósofos então, valha-nos Deus! Ah, e antes que venham com os ataques, um católico não é de esquerda nem de direita, já que isto é tolice, conversa para boi dormir. Um católico foi, é e sempre terá de ser a favor do reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo, seja numa monarquia, numa democracia ou numa aristocracia. Tudo que foge disso já está condenado pelos papas. Não existe Estado laico para um católico, nem liberdade para o erro. 


Bom, continuando, outra parte é formada por aqueles tradicionais encastelados, que estão tão acostumados a ficar presos em suas torres, vigiando "quem vem lá?", que se esqueceram de partir para o combate real. Tanto é, que eles não aparecem nos terços, não se dispõem a rezar contra o aborto em praça pública, nem a defender as causas do Evangelho em suas funções, enfim, o negócio desta parcela é a internet, ou seja, o "tradicionalista" deste gênero se basta, a luta pela Tradição se resume a ele. Parafraseando Napoleão, la Tradition, c'est moi! 
Outra parte, os legalistas - que Deus me livre deste povo! - andam tapando o sol com a peneira, fantasiando, floreando tudo que está acontecendo. Se não bastasse a imprudência em dizer que estávamos sobre a era da Restauração - loucura da qual hoje faço um mea culpa -, agora estes perderam a noção da realidade, chegando a elogiar erros que antes condenavam. Já concelebram "missas" novas, já mandam seus seminaristas para eventos que incensam o CVII, já até acham válido abrir mão de certas verdades para atingir objetivos maiores - para eles, claro! Deste tipo, os campos estão cheios, vous avez compris?

Outra parte, os acordistas, parecem não conhecer sequer a história do homem que possibilitou que ainda tivéssemos alguns resquícios da Tradição na Igreja, que defendeu de forma magnífica a Santa Missa. Dom Marcel Lefebvre, instrumento de Deus em uma era sombria, parece não ter sido muito claro em seus pronunciamentos, já que quase vimos, operada por seus filhos, a ruína da maior fortaleza em defesa da Tradição. Os poverellos quiseram misturar óleo com água, luz com escuridão.

Outra parte, os que chamarei de "indultários", é muda, mantém o silêncio mais profundo por medo de perder as missas Motu Proprio. Para eles, o padre pode falar que o pecado não ofende a Deus, pode se esquecer das orações do Missal, pode defender que podemos usar qualquer tipo de roupa na igreja - afinal, Deus está dentro do coração -, ou mesmo atacar a Tradição em suas homilias, pois ele sabe que, ao primeiro brado de protesto, basta ele ligar para o boníssimo bispo conciliar da diocese, tolerante, acolhedor, que ele acabará com a "protesto" em um minuto. Ou seja, por medo, estes correm o risco de perder a fé e ficam a mercê de todo tipo de chantagem psicológica. Infelizmente, desta parcela, fiz parte até ontem. 

Há também os grupos que idolatram seus líderes; os grupos elitistas, onde os pobres, se entrarem, terão de passar pela inquisição dos olhares; os grupos mistos, os grupos ursinhos carinhosos e os grupos bilu bilu tetéia.

Bom, de tudo isto, me pergunto atordoado: existem realmente grupos tradicionalistas no Brasil? Existem católicos de fato católicos no Brasil?

Sim, é claro que existem, mas estas ovelhas do redil do Senhor, operários árduos, combatentes valentes, estão vendo, e digo isto com o coração partido, a defesa da Tradição se despedaçar na Terra de Santa Cruz, justamente porque, ao que tudo indica, muitos não sabem nem ao menos pelo quê luta a Tradição. Ora, só defendemos o que amamos, só amamos o que conhecemos, logo, se não conhecemos a Tradição, como queremos fazer parte de sua defesa?

Assim, se esta babel à la tradition continuar, temo que logo teremos mais pessoas tocadas por nossos escândalos do que por nosso exemplo de combate pela Verdade. E, infelizmente, já não estamos tão longe disso! Aqui, ressalto, não falo de nossos pecados pessoais, coisa que todo homem, filho de Adão, está propício a cometer, mas falo de nosso modo de lutar, que por vezes gera pecados gravíssimos. 

Por isso, aos leitores que começaram a caminhar agora por esta vereda, fica uma dica: não se deixem levar pelo excesso, pela falta de caridade, nunca se contaminem com as opiniões pessoais sobre assuntos de fé ou das relações da Igreja e do Estado, não se deixem moldar por líderes de grupos, nunca se esqueçam que para ajudarmos o próximo, precisamos entrar em seus corações, que devemos ser justos, dar ao mal, o nome de mal, ao bem, o nome de bem. Por isso também, estudem os papas, especialmente São Gregório Magno, São Leão Magno, São Pio V, Leão XIII, Pio IX, São Pio X, Pio XI e Pio XII; estudem os santos, estudem a história da Igreja, o catecismo Romano, rezem o terço clamando a intercessão da Santíssima Virgem, se confessem, comunguem, e assim já estarão no caminho do Céu, combatendo pela Verdade e fugindo dos falsos pastores e das falsas doutrinas de nossos dias. Ah! E não se iludam com números, com grandes concentrações, com estatísticas, pois a fé é rara, e será que você, eu, todos nós somos dignos desta graça, de pertencer ao pequeno rebanho?


Viva o Papa! Viva a Igreja! Viva a Santíssima Virgem! Viva Dom Marcel!


P.S. Aos ofendidos recalcitrantes, que não entenderam ou que vestiram alguma carapuça, é simples resolver certos problemas, ou meditamos seriamente e humildemente em nossas atitudes, buscando corrigi-las para o bem de nossa alma, ou basta clicar em um botãozinho x que fica no canto direito da tela e nunca mais voltar.

Fonte: http://catolicosribeiraoarteehistoria.blogspot.com.br/2013/07/a-babel-tradicionalista_28.html.


Obs.: Para o Papa sempre "vivas!", mas o Pale não confunde as coisas. Para o Sucessor de Pedro todas as honras. Isso, Mons. Lefebvre o tinha bem claro!!! Francisco pode até ser Papa - isso só Deus sabe - mas ele não é católico. 

*

sexta-feira, 12 de julho de 2013

IGREJA CONCILIAR: Bergoglio desmente Santos Católicos, acusando-os de agnósticos e pelagianos!

Nos exultem os sedevacantistas que acompanham o blog, nem nossos detratores, o Pale Ideas não é sedevacantista.Ou pelo menos o é tanto quanto o foi São Bellarmino ou Monsenhor Lefebvre... ou seja... nada! Entre o que ensina a Igreja Católica e o que ensina a igreja conciliar... ficamos com a primeira! O texto abaixo serve para fazer uso da razão.


* * *

O tresvariar, de maneira ofensiva, do bispo Bergoglio, chefe da falsa Igreja Conciliar...


A infalibilidade da Igreja e do Papa: o Magistério universal e ordinário...

São Roberto Belarmino em “De Romano Pontífice” (Capítulo XXX):

“A quinta opinião (a respeito da hipótese do papa herético), portanto é verdadeira; um papa que seja herético manifesto, por tal fato (de per si) cessa de ser papa e chefe (da Igreja), pois, por causa daquele fato, cessa de ser um cristão e um membro do corpo da Igreja. Este é o juízo de todos os antigos Padres, que ensinam que os hereges manifestos perdem imediatamente toda jurisdição”.[1] 

Belarmino, e com ele Santo Afonso, sustenta que muito provavelmente é impossível que o Papa caia em heresia “oculta”.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

MEDITAÇÕES: Se perdermos o Dogma, perdemos a nossa alma


Se perdermos o Dogma, perdemos a nossa alma… 



A verdade não muda: Se perdermos o Dogma, perdemos a nossa alma 



Nota do blog: cuidado com as menções ao Vaticano II! 


pelo Padre Nicholas Gruner, S.T.L., S.T.D. (Cand.)  


Como se pode ver pelo livro O derradeiro combate do demônio, estamos hoje a viver no meio da Grande Apostasia que foi profetizada nas Sagradas Escrituras. Esta apostasia, diz-nos o Cardeal Ciappi, começa pelo topo da Igreja. O Cardeal Oddi diz-nos que, no Terceiro Segredo, Nossa Senhora avisa-nos contra a apostasia.

Um dos primeiros e maiores baluartes e defesas contra a apostasia é ter uma compreensão e aceitação firmes das definições dogmáticas da Fé Católica. É precisamente do dogma da Fé que Nossa Senhora fala explicitamente no início do Terceiro Segredo, quando disse: "Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé etc." Este "etc.", que foi escrito pela própria Irmã Lúcia, indica claramente que Nossa Senhora disse mais.

quinta-feira, 28 de março de 2013

BERGOGLIO: Periferias existenciais e mundanidade espiritual

As "periferias existenciais" já haviam sido tema de Bergoglio - o Cardeal - em Aparecida, em 16 de maio de 2007 (6 anos atrás), no V CELAM. O resumo abaixo:


O Espírito Santo libera à Igreja de gnoses e a faz evangelizadora, destaca Card. Bergoglio

APARECIDA, 16 Mai. 07 (ACI) .- O Arcebispo de Buenos Aires, Cardeal Jorge Mario Bergoglio, assinalou que o Espírito Santo que o Senhor promete antes de ir-se, libera à Igreja “da suficiência do próprio conhecimento que a leva a gnoses” e a envia a evangelizar.

O Cardeal argentino, que presidiu a Missa com a que se iniciou este quarto dia de trabalhos na V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, explicou em sua homilia que “quando vier o Espírito nos abrirá caminho. O primeiro caminho que nos abre é para o mistério”.

“Vai levando a essa sapiencialidade cognitiva que destrói toda pretensão gnóstica da Igreja. Para que seu povo, sua Igreja seja uma Igreja adoradora, lhe orem”, acrescentou.

Depois de afirmar que é o Espírito Santo quem “empurra à Igreja”, o Arcebispo de Buenos Aires afirmou que além “a projeta para as periferias, não só geográficas, nem as do mundo conhecido, nem a cultura, mas sim as existenciais. O Espírito nos conduz para toda periferia humana. Tantas periferias que devemos evangelizar!”

Este Espírito é o criador da diversidade da Igreja, dos carismas que se vão suscitando. Vai fazendo o mais diversa possível e amassa a unidade na harmonia. Isto nos promete Jesus: este Espírito”, disse o Cardeal, quem presidiu a Eucaristia acompanhado pelos cardeais Julio Terrazas e Juan Luis Cipriani, da Bolívia e do Peru respectivamente, O Espírito Santo “nos libera da suficiência do próprio conhecimento que nos leva a gnoses. Espírito que nos libera de ser uma Igreja auto-referenciai”, precisou.

“Todos juntos com a Maria, a Mãe do Senhor, pedimos ser fortalecidos pelo Espírito. Não queremos ser uma Igreja auto-referenciai mas sim missionária, não ser gnóstica mas sim adoradora. Povo e pastores dialogamos segundo o Espírito e oramos. Somos instrumento do Espírito Santo”, disse o Cardeal.

“Peço ao Senhor Jesus que, ao nos ver aqui reunidos com a Maria a Mãe do Senhor, envie-nos o Espírito que nos abra caminho para o mistério e a dispersão evangelizadora. Que fomente em nós esse formoso diálogo entre povo e pastores”, prosseguiu. Finalmente, o Cardeal recordou a Santo Turíbio de Mogrovejo, Padroeiro do Episcopado Latino-americano, de quem disse que “dedicou seus 22 anos de episcopado a dialogar com seu povo. Nunca se separou de seu povo, que embora estava segregado nunca se sentiu excluído”.

Data Publicação: 17/05/2007

http://blog.cancaonova.com/vidanova/2008/07/11/o-espirito-santo-libera-a-igreja-de-gnoses-e-a-faz-evangelizadora-destaca-card-bergoglio/


Obviamente, foi traduzido do espanhol, talvez com o Google. Não revisamos.

Em espanhol:


Desgrabación de la homilía del cardenal Jorge Mario Bergoglio, arzobispo de Buenos Aires y Primado de la Argentina en la celebración eucarística en Aparecida, Brasil (16 de mayo de 2007)

A la hora de pasar de este mundo al Padre, es decir, en un ambiente de despedida, Jesús hace todas estas recomendaciones que nos gusta tanto saborear y repetir y que, de alguna manera, las traspolamos en este tiempo pos-pascual: entre la Pascua y Pentecostés.

Y empieza Jesús en el pasaje de hoy  haciendo una advertencia: tengo muchas cosas que decirles pero ahora no las van a entender.

Habían convivido con Jesús estos días post pascuales y, sin embargo, todavía no entendían. En el momento mismo de la Ascensión le preguntarán si ya va a instaurar el Reino aquí, y el Señor  les reprocha su incredulidad. Hay algo que impide entender. Pero el Señor les dice: cuando venga el Espíritu ahí sí. El será el encargado de enseñarles todas estas cosas que yo ahora, por más que se las diga, no las pueden entender.

Y llama la atención la expresión: cuando venga el Espíritu de la verdad, él os introducirá en toda la verdad. Es decir, el Espíritu es  aquel que nos introduce en la verdad, aquel que nos abre camino. Es propio del Espíritu abrir camino, y el primer camino que nos abre es hacia el misterio. El espíritu de Jesús nos introduce en el misterio y nos va llevando a esa sapiencialidad cognoscitiva que destruye toda pretensión gnóstica en la Iglesia.

El Espíritu que nos lleva al misterio para que su pueblo, su Iglesia, sea una iglesia adoradora, orante ante el misterio de Dios. Nos abre camino hacia el misterio de Dios. Y por otro lado el mismo Espíritu es el que de alguna manera va a provocar  la dispersión de ese pequeño  grupo. O a través de esa fuerte persecución en Jerusalén, o a través de inspiraciones: o sea Felipe andate al camino de Gaza porque por ahí va a pasar un ministro de Economía de la reina de  etiopia que hay que bautizar y  evangelizar, o a Pedro con Cornelio, o a  Pablo con el macedonio, o a Pablo inspirándole encontrar las semillas del verbo en este templo de Atenas, o a Pablo dándole el coraje de encararlo a Pedro cuando cae en la tentación del respeto humano. El mismo Espíritu es quien va suscitando todas estas cosas en esta Iglesia que se extiende, más aun el espíritu la empuja: Mándame a Silas y a Timoteo, no entres en Bitinia, así le va marcando, es decir la  proyecta hacia las periferias, no sólo las periferias geográficas, no sólo las periferias del mundo conocido de la cultura,  sino las periferias existenciales.

El Espíritu es el que nos conduce, también nos lleva por el camino hacia toda periferia humana: la del no conocimiento de Dios de tanta gente, la de la injusticia, la del dolor, la de la soledad, la del sin sentido de la vida, tantas periferias existenciales que debemos evangelizar, pero es el Espíritu el que nos ha de llevar allí. Por lo tanto este mismo Espíritu  nos introduce por un lado en el misterio de Dios para que su Iglesia sea adoradora y orante y por otro lado nos dispersa hacia toda periferia existencial para que su Iglesia  sea  evangelizadora. Este Espíritu es el creador de la diversidad de la Iglesia y va sembrando carismas a uno una cosa, al otro la otra y a la comunidad la va haciendo lo más diversa posible y mientras siembra la diversidad, amasa la unidad en la armonía porque Él es la armonía. Esto es lo que nos promete Jesús, esto es lo que nos va a mandar, este Espíritu. Un Espíritu que nos libra de la suficiencia del propio conocimiento la que nos lleva a la gnosis. Un Espíritu que, al empujarnos a la evangelización, nos libra de constituirnos en una Iglesia autorreferencial, como la mujer encorvada del evangelio que no hace más que mirarse a sí misma, y el pueblo de Dios por allá. Y, en esa tensión entre estas dos trascendencias, el misterio de Dios y las periferias humanas, se mueve nuestra vida de discípulos y de bautizados.

Así caminamos en la Iglesia, todos,  todos  somos discípulos desde el bautismo. El Señor, de este pueblo de Dios, saca algunos, los  separa pero no los excluye, para que sean pastores, separados pero no excluidos, incluidos en el pueblo y es el espíritu el que va  fomentando ese dialogo tan hermoso entre el pueblo y su pastor. Hoy estamos aquí, todos bautizados algunos de nosotros segregados pero no excluidos de este mismo pueblo para ser pastores, todos juntos junto a María la Madre del Señor pidiendo ser fortalecidos en el Espíritu. Porque no queremos ser una Iglesia autorreferencial sino misionera,  no queremos ser una Iglesia gnóstica sino adoradora y orante. Pueblo y pastores constituyendo este santo pueblo fiel de Dios que goza de la infalibilitas in credendo,  todos juntos con el Papa, Pueblo y Pastores dialogamos según el Espíritu nos lo inspire, y oramos juntos y construimos la Iglesia juntos, mejor dicho somos instrumentos del Espíritu que la construye.

Le pido al Señor Jesús,  que al vernos aquí reunidos junto a María, la Madre del Señor, nos envíe este Espíritu que nos abra camino hacia el misterio y hacia la dispersión evangelizadora y que fomente en nosotros ese hermoso dialogo entre el pueblo y su pastor. Quiero terminar con una imagen de este dialogo, una tierna imagen; ese gran Pastor que, de 22 años de episcopado, 18 los pasó fuera de su ciudad recorriendo por tres veces su territorio, Santo Toribio, dialogando con su pueblo, y porque nunca se apartó de su pueblo, porque si bien estaba segregado pero nunca se sintió excluido sino incluido, pudo hacer lo que hizo en América. Y de ese dialogo de 18 años largos recorriendo, rescato la imagen: una escena que nos queda en la memoria de ese dialogo fogoso, hermoso: rescato el acorde final, el pastor entregando su alma a Dios junto a un aborigen que le tocaba la chirimía para que el alma de su pastor se sintiera en paz. Ojala podamos vivir estas cosas. Que el Señor nos las conceda.

Card. Jorge Mario Bergoglio SJ, arzobispo de Buenos Aires
Aparecida, 16 de mayo de 2007

www.aicaold.com.ar//index2.php?pag=bergoglio070516

Original da homilia, em espanhol: PDF.


A homilia em italiano, com os comentários de Francesco Colafemmina, aqui. Para Colafemmina, Bergoglio parece fazer a seguinte equação: Igreja dogmática = Igreja que pretende compreender sem confiar no Espírito = Igreja gnóstica = Igreja autoreferencial. E a essa afirmação, Colafemmina acrescenta aquela sobre a "mundanidade espiritual" (De Lubac), mencionando uma entrevista à 30Giorni (em italiano) na qual o Cardeal afirmava essa ideia da Igreja "que 'deve sair de si mesma' e que não pode coincidir 'com a fé dos tradicionalistas', mas 'com uma fidelidade que é sempre uma mudança, um florescer, um crescimento'...". Mas, continua Colafemmina, De Lubac falava de uma "mundanidade espiritual" em um sentido diametralmente oposto àquele de Bergoglio, ou seja, a mundanidade espiritual maçônica, antropocêntrica, que mira ao aperfeiçoamento do homem e à sua própria glorificação

Aqui já se vê que, com Bergoglio, a Igreja não voltará à Tradição, e, portanto, os salamaleques públicos de d. Fellay, desde a primeira hora do "Pontificado Bergogliano"... são inúteis e vergonhosos. Sim, o acordo pode não sair, mas não será por vontade e gosto de Menzingen, mas de Roma, a Roma Bergogliana. 

GRIFOS NOSSOS 


segunda-feira, 11 de março de 2013

PE. CALMEL: Conservo a Missa Católica

Declaração do Rev.mo Pe. Roger Th. Calmel, OP


Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V, no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.

Por quê? Porque na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa Paulo VI, e que se reveste, momentaneamente, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.

Se aceitarmos este rito, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como, de fato, o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Quando a Resistência Claudica

 Quando a Resistência Claudica


A traição descoberta

Neste triste ano de 2012 tornou-se patente a mudança de orientação da FSSPX em suas relações com a Roma conciliar. Esta mudança tem repercussões em todo o movimento tradicional, o qual se encontra enfraquecido, às vezes paralisado e, pior,  muitas vezes falseado nos seus princípios e ações. A divisão é consequência de todo este quadro onde a falta de clareza, e mesmo a contradição, no conjunto das orientações atuais da direção da FSSPX, são postas a serviço de uma estratégia em que influem, num concerto hábil e malicioso, a imposição do princípio de autoridade e a ambiguidade calculada.

Os sinais desta  crise são antigos, muitos os identificam a partir do ano 2000. Mas só neste ano a divulgação de informações por via eletrônica desmascarou, para um maior número, os planos para um acordo prático sem prévia conversão da Roma conciliar.

A principal revelação foi a resposta do conselho da FSSPX a uma carta de advertência dos três outros bispos. Sabemos que esta carta de advertência foi escrita por D. Richard Williamson e retocada em alguns poucos lugares por D. Tissier de Mallerais e por D. de Galarreta.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

FSSPX: O retorno à Tradição da igreja Conciliar...

Mons. Fellay na carta aos Sacerdotes da Fraternidade, COR UNUM: "há um retorno da Igreja à Tradição"...


10/12/12
Mons. Fellay, recentemente, enviou uma carta, COR UNUM, a todos os Sacerdotes da Fraternidade, asserindo que a situação na Igreja está melhorando porque os bispos conciliares estão morrendo e os novos bispos estão indo em direção à Tradição. Vejamos agora esta ida dos bispos e do Papa atual em direção à Tradição:



 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Fidelidade à Tradição da Igreja

Fidelidade à Tradição da Igreja


"Não devemos perder de vista a Tradição, a Doutrina e a Fé da Igreja Católica, tal como o Senhor ensinou, tal como os Apóstolos pregaram e os Santos Padres transmitiram. De fato, a Tradição constitui o alicerce da Igreja, e todo aquele que dela se afasta deixa de ser Cristão e não merece mais usar este nome.

Ora, a nossa Fé é esta: cremos na Trindade, Santa e Perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; nEla não há mistura alguma de elemento estranho; não se compõe de Criador e criatura; mas toda Ela é potência e força operativa; uma só é a sua natureza, uma só é a sua eficiência e ação. O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo; e, deste modo, se afirma a unidade da Santíssima Trindade. Por isso, proclama-se na Igreja um só Deus, que reina sobre tudo, age em tudo e permanece em todas as coisas (cf. Ef 4,6). Reina sobre tudo como Pai, princípio e origem; age em tudo, isto é, por meio do Verbo; e permanece em todas as coisas no Espírito Santo.

São Paulo, escrevendo aos Coríntios acerca dos dons espirituais, tudo refere a Deus Pai como princípio de todas as coisas, dizendo: ‘Existem dons diferentes, mas o Espírito é o mesmo; diferentes serviços, mas o Senhor é o mesmo; diferentes modos de agir, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos’ (lCor 12,4-6).

Os dons que o Espírito distribui a cada um vêm do Pai por meio do Verbo. De fato, tudo o que é do Pai é do Filho; por conseguinte, as graças concedidas pelo Filho, no Espírito Santo, são dons do Pai. Igualmente, quando o Espírito está em nós, está em nós o Verbo, de quem recebemos o Espírito; e, como o Verbo, está também o Pai. Assim se cumpre o que diz a Escritura: ‘Eu e meu Pai viremos e faremos nele a nossa morada’ (S. João 14,23). Pois onde está a luz, aí também está o esplendor da luz; e onde está o esplendor, aí também está a sua graça eficiente e esplendorosa.

São Paulo nos ensina tudo isto na Segunda Carta aos Coríntios, com as seguintes palavras: ‘Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós’ (2Cor 13,13). Com efeito, toda a graça que nos é dada em nome da Santíssima Trindade, vem do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Assim como toda a graça nos vem do Pai por meio do Filho, assim também não podemos receber nenhuma graça senão no Espírito Santo. Realmente, participantes do Espírito Santo, possuímos o amor do Pai, a graça do Filho e a comunhão do mesmo Espírito."

Das Cartas de Santo Atanásio, bispo (Ep. l ad Serapionem, 28-30: PG 26,594-595.599 -- Séc. IV)

Comunhão dos Santos
John Nava, 2001 [detalhe]
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terça-feira, 17 de abril de 2012

TRADIÇÃO VERSUS VATICANO



HISTÓRICO - TRADIÇÃO VERSUS VATICANO
 
1ª Parte - As negociações e o Protocolo assinado
2ª Parte - Nem cismático nem excomungado
3ª Parte - o triste fim dos que fizeram o acordo
4ª Parte - O Vaticano vai à caça
3 de junho de 2001
Resposta à recusa de Roma
   
 


CONFERÊNCIAS E TEXTOS SOBRE A CRISE DA IGREJA
 
Dom Bernard Fellay desmente acordo com Roma Sermão de 2 de fevereiro de 2006
O Papel da Fraternidade na Igreja
Sobre as conseqüências do Concílio
            O Dever de resisitir
Ainda sobre a obediência ao Papa
Artigo de Dom Lefebvre
Conferência de Dom Lourenço Fleichman - como a doutrina católica condena o ecumenismo de VaticanoII
Estudo da Fraternidade S. Pio X entregue a todos os Cardeais - Fevereiro de 2004
Artigo da Pensée Catholique, de 1955 que já condenava Vaticano II
Junho de 2002
Conferência de Dom Lefebvre - 1988
Conferência de Mgr Marcel Lefebvre
Comentários de Gercione Lima e notas de D.Lourenço
 Nossa Senhora descreve a crise atual nos detalhes
Comentários de Dom Lourenço Fleichman OSB

NOSSA POSIÇÃO SOBRE A CRISE DA IGREJA
 
Crítica ao movimento carismático
 
Entrevista com Dom Fellay
Os verdadeiros motivos dos acordos com Campos Relatório da Una Voce - março 2004
Sua legitimidade e necessidade - não foi um ato cismático
Conferência de Dom Tissier de Mallerais e
Artigos explicando porque a Fraternidade S. Pio X mantém Tribunais para declarações de nulidade de casamentos

INDICE DE ANÁLISES SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II
A Tradição contra o Concílio Conferência de Mons. Spadafora
Dom Antônio de Castro Mayer mostra como Vaticano II contraria o ensino constante da Igreja.
Impressionante trabalho do jornal SiSiNoNo
O teólogo de Mgr. Lefebvre conta o sofrimento durante o concílio
Impressionante paralelo entre o Concílio e as Bodas de Caná
Vaticano II instaura uma nova religião
Conferência de Dom Lefebvre sobre a história do Concílio e suas influências liberais
A nova religião é uma gnose
Artigo de D. Antônio de Castro Mayer sobre Vaticano II
Artigo de um filósofo italiano sobre Vaticano II


ÍNDICE DE TEXTOS SOBRE A TRADIÇÃO

Artigos de grandes pensadores, de bispos fiéis à Tradição, homilias ou Cartas Pastorais, este índice fornecerá aos nossos leitores assuntos variados sobre a doutrina, sobre a moral, sobre a história, enfim, tudo aquilo que vier a ilustrar o pensamento católico.
A Igreja e o papa em todos os tempos e em nosso tempo Pe. Calmel O.P.
Arcebispo de Ferro - Arcebispo de Lã
D. Tissier de Mallerais
Sermão para a Ordenação Sacerdotal
Dom Marcel Lefebvre




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