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domingo, 10 de maio de 2020

Sine Domenico non possumus!

Um vibrante e tremendo discurso do senador italiano Simone Pillon, da Lega Nord (a mesma de Matteo Salvini), no dia 9 de maio de 2020, bradando para que o Governo italiano, socialista, pare a perseguição criminosa aos católicos e libere "legalmente" as Missas. O vídeo está em italiano, com legenda em espanhol. A seguir, transcrevo a versão em português. Após o texto do senador Pillon, a legenda dos Mártires de Abitene




Sine Domenico non possumus! 







- A presidente da sessão do Parlamento: Senador Pillon, por favor. 

- Senador Simone Pillon: Grato, Excelência. Eu dizia, recordo a mim mesmo que o artigo 7º[1] da Constituição garante a independência e a recíproca soberania do Estado e da Igreja. E o artigo 19[2] de nossa Constituição garante a liberdade, para todos os cidadãos italianos, de professar livremente a Fé, de forma individual e associada[3] e de exercitar seu culto em privado e em público. Este é um artigo da Constituição. Estes artigos foram escritos com o sangue de Mártires que, em 2000 anos, preferiram a morte a renunciar aos Sacramentos. “Sine Dominico non possumus![4] gritavam os Mártires de Abitene[5], 49 cristãos martirizados por Diocleciano, no ano 304 d.C. O bispo deles obedeceu ao edito imperial e entregou os Textos Sagrados às autoridades, mas os fiéis, com o Presbítero Saturnino, continuaram a celebrar a Missa e, por isso, foram presos, torturados e assassinados. E todos, antes de morrer, disseram: “Sine Domenico non possumus!”. Bom, esses artigos da Constituição escritos com o sangue dos Mártires foram aniquilados[6] por um ato administrativo subordinado[7], um DPCM[8] de 8/3/2020, com o qual este Governo, na letra “i”[9], bloqueia qualquer possibilidade de celebrações religiosas com o povo. Se o tivesse feito um Governo de centro-direita, todos vós teríeis saído às ruas gritando ao escândalo pela lesão à liberdade religiosa, mas como sede vós que o fazeis, então vós podeis fazer tudo, inclusive, com um DPCM, contradizer as mais elementares liberdades religiosas que nós temos em nosso País. É a primeira Páscoa em 2000 anos sem Sacramentos. Vimos Sacerdotes denunciados como acontece na China... Missas interrompidas – quero aqui professar plena solidariedade a Dom Lino Viola[10] e a todos os párocos que viram interrompida a Missa por causa deste desgraçado DPCM. – Vimos pessoas defuntas queimadas como cães, sem funeral, encerradas em urnas sem nomes. Com pesar daquilo que, segundo Fóscolo[11], nos distinguia das bestas. Temos até mesmo um Fiorello[12] debochado que nos pede para rezar no banheiro. Não construímos, como cristãos, as catedrais para depois sermos trancados no banheiro para rezar. Aqueles que decidiram tudo isso, deixaram o povo italiano sem os Sacramentos justamente no momento mais difícil de sua História recente. Nem Mussolini, nem Hitler ousaram tanto! E vós o fizestes com a desculpa do vírus; e, no entanto, deixaram abertos os supermercados, as farmácias, e até mesmo as tabacarias, mas não as Missas! Reabriram as empresas, reabriram inclusive os banho e tosa dos cães, mas nada de Missas! Agora não tendes mais desculpas. Passastes duas Ordens do dia[13], uma no Senado, aprovada por esta sessão, no dia 8 de abril, e, ontem, uma Emenda na Câmara; e, apesar disso, ainda não se fala de Missas. Não somos cães, somos almas encarnadas, chamadas à vida eterna. Nos deixastes a comida para o corpo que morre, e nos tirastes a comida para a alma imortal! Se vós realmente quisesses teríeis encontrado o modo de garantir os Sacramentos e a segurança. A verdade é que este Governo tem uma alma profundamente anticristã. Não se compreende diversamente o motivo por que 14 pessoas podem ir à Missa se tiver um féretro, mas as mesmas 14 pessoas, se não houver um ataúde, não podem mais ir à Missa. Vós me entendeis? Beiramos o ridículo! Agora basta! Peço, Presidente, à senhora, no seu altíssimo papel institucional, que se faça intérprete, lhe suplico, do sentimento e da vontade de tantos cidadãos, das famílias italianas privadas do alimento da alma há mais de dois meses. Rogo-vos, intercedais junto a este Governo para que se reabra já, agora, a partir de hoje, a celebração pública dos Sacramentos; E isto não o digo como um apelo qualquer, mas o bom Deus, ou se preferem, para quem não crê[14] em Deus, a História sempre fez justiça com quem oprimiu o seu povo. Do Faraó a Diocleciano e todo o seu Império, até os ditadorezinhos, de uma banda e da outra[15]. Não gostaria que sucedesse o mesmo também a este Governo. Obrigado.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

O Milagre de Loreto refutado por Francisco e Sarah

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O Milagre de Loreto refutado por Francisco e Sarah



Um terremoto sacudiu a Cristandade em novembro 2019, quando veio à tona a VERDADE sobre o "Decreto sobre a Celebração da Beata Maria Virgem de Loreto a ser inscrita no Calendário Romano Geral", de 7 de outubro de 2019, da lavra do Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o cardeal Robert Sarah. Justo no dia 7 de outubro!!! Dia da Festa de Nossa Senhora do Rosário. É um escárnio! 

O Decreto, em si, é bonitinho, fofo... Vamos ler: 
A veneração pela Santa Casa de Loreto foi, desta o fim da Idade Média, a origem daquele peculiar santuário frequentado, ainda hoje, por numerosos fiéis peregrinos para alimentar a própria fé no Verbo de Deus feito carne por nós. 
Aquele santuário recorda o mistério da Encarnação e empurra todos os que o visitam a considerar a plenitude do tempo, quando Deus mandou o seu Filho, nascido de mulher, e a meditar seja as palavras do Anjos anunciador do Evangelho, seja as palavras da Virgem que respondeu ao divino chamado. À sombra do Espírito Santo, a humilde serva do Senhor se tornou casa da divindade, imagem puríssima da Santa Igreja. 
O mencionado santuário, estritamente vinculado à Sé Apostólica, louvado pelos Sumos Pontífices e universalmente conhecido, soube ilustrar em modo excelente, no decorrer do tempo, não menos de Nazaré[1] na Terra Santa, as virtudes evangélicas da Santa Família. 
Na Santa Casa, diante da efígie da Mãe do Redentor e da Igreja, Santos e Beatos responderam à própria vocação, os enfermos invocaram consolação no sofrimento, o povo de Deus iniciou a louvar e suplicar Santa Maria com as Litanias lauretanas, conhecidas no mundo todo. Em modo particular todos os que viajam de avião encontraram nela a celestial padroeira. 
À luz de tudo isso, o Sumo Pontífice Francisco decretou com a sua autoridade que a memória facultativa da Beata Maria Virgem de Loreto seja inscrita no Calendário Romano aos 10 de dezembro, dia em que ocorre a festa em Loreto, e celebrada todo ano. Tal celebração ajudará a todos, especialmente as famílias, os jovens, os religiosos, a imitar as virtudes da perfeita discípula do Evangelho, a Virgem Mãe que concebendo o Chefe da Igreja acolheu consigo a nós também. 
nova memória deverá, portanto, aparecer em todos os Calendários e Livros litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas; os relativos textos litúrgicos estão anexados a este decreto e as suas traduções, aprovadas pelas Conferências Episcopais, serão publicadas após a confirmação deste Dicastério. 
Não obstante qualquer coisa em contrário. 
Desde a Sé da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, 7 de outubro de 2019, memória da Beata Maria Virgem do Rosário. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

A história (pouco ecumênica) do Menino Jesus de Praga



A história (pouco ecumênica) do Menino Jesus de Praga


De gesubambino.org [e de RadioSpada], retomamos a história da conhecidíssima e prodigiosíssima efigie de Jesus Menino guardada em Praga, na igreja carmelita de Santa Maria da Vitória. 


A fundação do convento de Praga está conexa com a batalha na Montanha Branca (uma localidade às portas de Praga), combatida em 1620 [8 de novembro] entre o exército do Imperador católico e as armadas protestantes da Boemia. Ferdinando II, encontrando-se em sérias dificuldades pelas condições do exército, havia pedido ao Sumo Pontífice Paulo V que lhe enviasse, como seu Legado, o Padre carmelita Domenico de Jesus Maria, “célebre por santidade e válido auxílio”. Com as suas preces, ele obteria certamente a vitória. Padre Domenico, chegando na Boemia, havia encontrado um pequeno quadro retratando o nascimento de Jesus. Os protestantes o haviam profanado perfurando os olhos da Virgem. Padre Domenico o tomou e o pôs sobre o seu peito, convidando os soldados a rezarem com ele; depois, montando em um cavalo, se moveu à testa das tropas, que o seguiram combatendo com inacreditável valor. A vitória foi além de qualquer expectativa: cantando os louvores a Maria, o exército católico entrou em Praga. Voltando a Roma, Padre Domenico levou consigo o pequeno quadro que, em lembrança da vitória, foi solenemente transferido para a igreja dos Carmelitas Descalços, que a partir de então passou a se chamar “Santa Maria da Vitória”. A intervenção favorável do Padre Domenico, sugeriu ao Imperador que chamasse os Carmelitas para levar adiante, em Praga e no Império, a obra da (Contra)Reforma Católica. Estes, justamente para recordar a vitória conseguida na Montanha Branca, deram à igreja deles em Praga o título de Santa Maria da Vitória […]. O Imperador Ferdinando II ofereceu ao Carmelo uma igreja que havia sido dos protestantes, com os edifícios anexos, a igreja da Santíssima Trindade. Em 1624 [29 de agosto] os Carmelitas Descalços tomaram posse da casa e, depois de ter consagrado a igreja, com o novo título de Santa Maria da Vitória, nela celebraram a primeira Missa solene. A situação se apresentava bastante difícil. Praga ainda era em grande parte luterana e, desde o levante do partido protestante na Boemia (que marcou o início da guerra de religião, dita Guerra dos Trinta anos), haviam passado apenas seis anos.  

A estátua do Menino Jesus foi um presente [em 1628] da Princesa Polissena de Lobkowicz, filha de Doña Maria Manriquez de Lara, condessa espanhola. A princesa havia recebido a preciosa estatueta da mãe, que a havia trazido consigo da Espanha como preciosa relíquia familiar. A história desta imagem começou no sul da Espanha, por obra de um escultor desconhecido. Diz-se que provém de um convento entre Córdoba e Sevilha, no qual ainda hoje se venera uma cópia em madeira. Reza a legenda que quem a modelou foi um frade carmelita que teria procurado reproduzir na estátua as feições do Jesus Menino que lhe aparecera, e que depois teria morrido em êxtase diante da imagem pronta.  

[…] A armada protestante, guiada pelo príncipe eleitor de Saxônia, chegou na Boemia e, em novembro de 1631, cercou Praga. Na sequência, desceram da Saxônia os propagandistas protestantes, que entraram prepotentemente na igreja de Santa Maria da Vitória. Todos os Carmelitas haviam fugido, à exceção do Mestre dos noviços e de um irmão laico, mas era impossível se opor à violência que havia irrompido. Os heréticos saquearam a igreja e o convento, aprisionando os dois corajosos Carmelitas, e profanaram a estátua de Jesus Menino cortando-lhe as mãos […]. Após longas buscas [em 1637] a estatueta foi encontrada atrás de um altar, toda suja. Padre Cirilo [o Venerável Padre Cirilo da Mãe de Deus] pediu ao Prior que pudesse colocar o pequeno Jesus novamente em seu lugar, no oratório, confiando-Lhe o bem do convento, da cidade e de todo o país. E eis que o Santo Menino atendeu à sua prece: Praga permaneceu imune a uma nova incursão inimiga; no convento, voltou a benção de Deus e, com ela, a tranquilidade e a paz. Confortado por esses fatos, o Padre Cirilo sentia em seu coração uma profunda gratidão e se propôs de honrar cada vez mais o querido Jesus Menino. Assim, enquanto um dia estava mergulhado em profunda oração diante do pequeno Rei, ouviu uma voz interior: “Tende piedade de Mim, e Eu terei piedade de vós. Dai-me as minhas mãos, e eu vos darei a paz. Quanto mais vós me honrardes, tanto mais Eu vos favorecerei”. O Padre Cirilo se ofereceu de fazer restaurar a estatueta mutilada e, com a ajuda de generosos benfeitores, conseguiu reavê-la bela como dantes. E o Menino recomeçou a atender às preces e a fazer milagres.




segunda-feira, 15 de julho de 2019

Prece para ser preservado de morte súbita

A importância de não morrer de morte súbita é para que possamos ter tempo de nos prepararmos para a morte, amparados pelos Sacramentos da Igreja. Às vezes, ouvimos alguém dizer: "ele morreu que nem um passarinho, de repente, nem, sofreu, graças a Deus"... Como se enganam essas pessoas!!! A benção não está na forma como se morre, ou se houve ou não agonia; a benção está em estar em estado de graça para poder encontrar Deus na glória eterna! O cristão não pode levar a vida despreocupado com a hora da morte, porque ela é uma realidade inexorável e sem data para acontecer. Devemos estar sempre prontos, como peregrinos que somos nesta Terra, com os rins cingidos, o cajado na mão e as sandálias aos pés, ou seja, ao menos confessados ou contritamente arrependidos, porque a ninguém é dado saber a hora em que será chamado diante de Deus para prestar contas de sua vida.   

Em tempos como os nossos, em que não temos um Padre por perto o tempo todo, podemos lançar mão de algumas preces e leituras que nos auxiliem a guardar a fé e a morrer cristãos. Aqui está uma prece para se fazer à noite, antes de dormir, segundo testemunho de Santo Edmundo. 


Prece para ser preservado de morte súbita




Quando você for para a cama, escreva com seu polegar em sua testa estas quatro letras: J. N. R. J., dizendo ao mesmo tempo:


"Jesus de Nazaré, rei dos Judeus, preserve-me de uma má morte repentina."

O próprio Cristo disse a Santo Edmundo que aqueles que o fizerem não morrerão naquela noite de morte súbita (SURIUS, vida de São Edmundo). Devoção aprovada pela Santa Igreja.

Villalain, Julian G. Pbro, LAVALLE NACIONAL, para uso del católico. 25 ed., Herrero Hermanos, Sucrs., México, 1912. 



Sugiro também a leitura do livro Consolações para Tempos de Perseguições, do Padre Démaris, Mártir da Revolução Francesa, que vem a ser um manual para guardar a fé quando tudo parece estar em ruínas e parece não haver consolações. Há. Sempre há. Deus sabe o que acontece no mundo e não nos deixa sós. 


sexta-feira, 15 de março de 2019

ESCLARECIMENTO DO REV. PE. FERNANDO ALTAMIRA

Numa vã tentativa de buscar um protagonismo na História da Igreja, está havendo, atualmente, em ambientes sedevacantistas, uma onda de ataques à figura do Venerável Monsenhor Marcel Lefebvre, numa nefasta tentativa de desmerecer todo o serviço que ele prestou à Igreja Católica. Estamos ainda trabalhando na transcrição de um dos sermões do Padre Cardozo que fala justamente sobre os ataques a Monsenhor Lefebvre feitos pela internet por um desses sedevacantistas. Como filho espiritual de Monsenhor Lefebvre, Padre Cardozo deixou bem claro que, no ambiente das Missões Cristo Rei, não será tolerado este comportamento desrespeitoso com Monsenhor Lefebvre. A pedido do Padre Cardozo, que adere a esta declaração do Padre Altamira e a faz dele, segundo suas próprias palavras, traduzimos este texto que nos foi enviado pelos fiéis da Capela São Pio X de Bogotá, Colômbia:



ESCLARECIMENTO DO PADRE FERNANDO ALTAMIRA

(traduzido por Carla d’Amore)



Como geralmente não presto muita atenção às coisas da internet, alguns fiéis me falaram sobre publicações em diferentes sites, as quais podem causar confusão. Por isso, queria esclarecer alguns pontos, de maneira semelhante ao que um sacerdote amigo já fez, nos referimos ao Padre Ramiro Ribas. Minhas palavras são as seguintes: 

1) Os sermões que alguém faz como sacerdote são públicos, e, ademais, são enviados semanalmente para várias centenas de pessoas. Se diferentes pessoas, no “mundo” da internet, têm conhecimento desses sermões e os publicam, isso – é evidente – não significa que o autor deles concorde com tudo o que é publicado nesses diferentes sites (dos quais, muitas vezes, o sacerdote nem toma conhecimento). 

2) Aderimos e desejamos aderir, com todo nosso intelecto e toda nossa vontade e coração, à única religião verdadeira, a Religião Católica, Apostólica e Romana, e queremos para nós, e para todos os que seja possível, o nascer, viver e morrer no nosso amado Catolicismo. 

3) Sobre a figura de Monsenhor Marcel Lefebvre: 

a. Mons. Lefebvre lutou contra a nova (e falsa) Religião do Homem, ou Religião Moderna e Modernista, antecipação e talvez realização da Religião do Falso Profeta e do Anticristo, religião humanista criada pelo Concílio Vaticano II, através da falsificação e adulteração de nossa Santa Religião Católica; como bem dizia Mons. Lefebvre, sobre esta falsa religião: “eles criaram outra coisa que não é a Igreja Católica”. 

b. Devo a Mons. Lefebvre o fato de possuir o sacerdócio católico, ele foi o instrumento; vai aqui o meu imenso agradecimento. 

c. Se hoje em dia eu, como sacerdote, luto ou tento lutar contra a acima mencionada falsa religião, e manter e cuidar a Fé Católica em toda a sua pureza, devo isso também a Monsenhor Lefebvre, e estou muito agradecido por todos os bens que me chegaram através dele; exclamo e desejo exclamar estas coisas com afeto de piedade filial. 

d. Mas se alguém objetar que [ele] teve erros e que não viu todas as coisas, respondo muito filialmente, de maneira semelhante ao Padre acima mencionado [Pe. Ribas]: claro que pôde ter havido erros e não ter visto todas as coisas que esta crise apocalíptica e terrível envolve, mas não é o mesmo a nossa realidade e visão, mais de 50 anos após o mencionado conciliábulo (CVII) e sua criação falsificada, e aquilo que ele viveu (a passagem e transformação de uma estrutura que era da verdadeira Igreja Católica, a estar “ocupada” - esta estrutura - pela falsa Religião do Homem, ut supra); ele tinha a coisa em sua imediata realização e traspasso (e algo ou muito de dissimulação com que o fizeram); e, além disso, ele estava a lutar contra o mundo inteiro e sua imprensa, e contra essa nova falsa religião e todos os chefes dela. 

e. Por isso, creio que não é honesto criticar, denegrir e atirar ao chão a figura de Monsenhor Lefebvre, senão que ela deve ser defendida. 

4) Esta falsa e nova religião criada com o Concílio Vaticano II, que não é a Igreja Católica” (Mons. Lefebvre), tem seus “chefes próprios”, que, por isso mesmo, não são os chefes ou autoridades do Catolicismo, mas os hierarcas de outra religião diferente da Igreja Católica.  

5) Por outro lado, o atual chefe da Religião Moderna e Modernista, Francisco, mostra, mais evidentemente ainda, o que acabamos de dizer, pois tem total desfaçatez ao dizer e fazer “suas coisas”: 

a. Sem adentrar, neste texto, a fazer uma análise profunda de todas as suas expressões e as heresias (“creio em Deus, não em um Deus Católico, não existe um Deus Católico” etc. etc.), trago à colação uma das últimas e das mais recentes, na qual ele disse, de forma evidente, UMA HERESIA contra a Santíssima Virgem, contra a Imaculada Conceição, e, portanto, contra o Dogma Católico (21 de dezembro de 2018; palavras dirigidas em Roma aos funcionários do Vaticano): “La Madonna e San Giuseppe  sono pieni di gioia… Sono 'straripanti' di santità e quindi di gioia. E voi mi direte: per forza! Sono la Madonna e San Giuseppe! Sì, ma non pensiamo che per loro sia stato facile: santi non si nasce, si diventa, e questo vale anche per loro”: “A Virgem Maria e São José estão cheios de alegria ... Eles estão 'transbordando' de santidade e, portanto, de alegria. E vocês me dirão: mas é claro! Eles são a Virgem Maria e São José! Sim, mas não pensemos que para eles foi fácil: santos não se nasce, torna-se, e isso vale para eles também”; ou seja, para este herege de Francisco, a Virgem não foi sempre santa, mas foi primeiro pecadora e se tornou santa (quando ele disse “isto se aplica a eles também”) (nota: e nem entramos no que disse nos Emirados Árabes). 

b. Diante do que dito anteriormente, trazemos à colação o que ensinam grandíssimos teólogos (nos primeiros Séculos, na Idade Média, e em parte da Idade Moderna, em forma comum), e o trazemos na figura de alguns santos: 

- Santo Afonso Maria de Ligório, que, além de santo é doutor da Igreja: “Se alguma vez um Papa, como pessoa privada, caísse em heresia, imediatamente ele cairia do Pontificado” (“Oeuvres Complètes”, 9:232).  

- São Roberto Belarmino, também doutor da Igreja: “Um Papa que seja um herege manifesto automaticamente deixa de ser Papa e cabeça (...) Este é o ensinamento de todos os Padres antigos, os quais ensinam que os hereges manifestos imediatamente perdem toda jurisdição” (“De Romano Pontífice”, II.30).  

- Santo Antonino de Florença: “No caso em que o Papa se tornasse um herege, ele se encontraria, por este único fato e sem nenhuma outra sentença, separado da Igreja [Católica] (...) Um Papa que foi separado da Igreja por heresias por isso mesmo deixaria de ser a cabeça da Igreja, por este único e puro fato”. Poder-se-ia citar, falando nesse mesmo sentido: o Papa Paulo IV e sua célebre Bula “Cum ex apostolatus officio”, o Papa Inocêncio III e muitíssimo outros. Cada um tire suas conclusões. 

6) Outro ponto a se aclarar: Eu não estou na tese do conclavismo.  

7) Minha intenção, como sacerdote católico, é ajudar todas as pessoas, todas as almas de boa vontade, muitas das quais vagam enganadas em sua boa-fé, confundidas e traídas pela falsa Igreja Moderna, ovelhas sem pastor, às quais devemos ajudar e fazer o bem. 

8) Que Deus e a Santíssima Virgem Maria me ajudem e me valham com Sua graça e proteção para tudo o que nos cabe viver. 

Saúdo a todos, em Maria Santíssima. Padre F. Altamira (Bogotá, quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019). 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

CONSERVADOR = CORRUPTOR

COMENTÁRIO: Este texto me impressionou pela sensatez, em que pese ter sido escrito por um Padre que segue com a Neofrat, e que parece não ter lido o próprio escrito, pois descreve à perfeição a postura dos membros da Neofrat porque estes, a partir do momento em que reconhecem a Igreja “oficial” como a Igreja de Cristo, necessariamente são mais conservadores do que os próprios modernistas. Vemos que, no fundo, o conservador é um... liberal. E bem sabemos que "um católico liberal é um maçom sem avental"! (Canônico Roca, séc. XIX.) 

Na Igreja “oficial”, há uma série de "Padres" que até usam batina e rezam a Missa do Motu proprio (aquela autorizada por Ratzinger), e que arrebanham uma boa parte dos fiéis que desejam ser católicos fiéis à Tradição bimilenar da Igreja. Cuidado com os lobos fantasiados de pastores!!! 

Interessou-me também por causa da postura política brasileira. Não sejamos meramente “conservadores”, mas católicos. Isto basta. No Brasil, atualmente, o Conservadorismo surgiu como resposta aos abusos da Esquerda, mas talvez o termos esteja sendo mal usado, como tudo, aliás, nos dias de hoje, em que se subvertem os conceitos, os valores, a ordem... Leiam e reflitam a respeito disto. 




CONSERVADOR = CORRUPTOR



“É uma forma de modéstia louvável o não querer ser excêntricos”. 

Os conservadores têm qualidades, não se pode negar. Eles têm a qualidade de uma certa coragem, pois devem se opor continuamente aos progressistas. Mas nós, aqui, não queremos julgar as intenções deles, nem dizer no que são escusáveis. Nós queremos, apenas, manifestar o perigo que correm os conservadores; não os que buscam a verdade e que – errando – param diante das aparências da verdade, mas os conservadores que pretendem assim permanecer.

“Mas esta modéstia, hoje, se tornou difícil de praticar!”

Segundo os falsos pensadores verdadeiros mentirosos, o mundo estaria dividido entre Direita e Esquerda, conservadores e progressista. Isto é falso. O mundo está dividido, a partir do pecado de Lúcifer, entre os que aceitam a autoridade de Deus e os que a rejeitam

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Um livro que desmascara Ratzinger

Há mais livros a respeito, mas este calhou de cair sob meus olhos e, por isso, e porque o blog é meu, resolvi traduzir estes dois textos de 2015 que, espero, tirem as mortadelas dos olhos dos que creem piamente que Bento XVI é o verdadeiro papa -  tradicionalíssimo e sacrossanto - forçado a se eclipsar para dar espaço ao malvadão do Francisco... Sic! Abiguinho, ambos servem ao mesmo patrão, à mesma causa. Bento é até pior do que Francisco, justamente por causa das aparências. Eu até sugeriria aos que vivem se digladiando na internet por bobeiras - de lana caprina - que ocupem seu tempo pesquisando as heresias de Ratzinger/Bento XVI, particularmente em sua obra pré-papado. Seria mais útil à Cristandade. Notas em azul, nossas. Comentários, já sabem. Ao texto. 



Ratzinger a olho nu: dissimulado, herético, neo-protestante, destruidor da Doutrina Católica, promotor do Modernismo. 


 
 
1. 1º de agosto de 2015. Mattia Rossi analisa, em “Il Giornale”, o livro de Carlo Di Pietro contra Ratzinger  


Nota de Radio Spada: agradecemos o amigo e colaborador Mattia Rossi pela preciosa e articulada recensão publicada na edição de “Il Giornale” de 31 de julho de 2015, à página 27. Ad maiorem Dei gloriam.   

O outro Ratzinger. Falta (aliás, faltava), no diversificado panorama literário católico, um texto rigoroso e documentado de análise crítica sobre a teologia de Joseph Ratzinger/Bento XVI.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Antifonas Maiores do Advento

Antífonas Maiores do Advento, ou Antífonas do Ó. 




As antífonas maiores do Advento (também chamadas de antífonas do Ó, porque começam todas com o vocativo "O") são sete antífonas próprias do Ofício Divino. De se cantar como as antífonas do Magnificat, nas vésperas, e como o Aleluia do Evangelho na Missa das férias maiores do Advento, de 17 a 23 de dezembro.

O rito ambrosiano também as introduziu na liturgia, durante a "comemoração do Batismo", à noite destes mesmos dias anteriores ao Natal (em ambrosiano, feriae de Exceptato, férias do Acolhido).

A origem é desconhecida, mas Boécio as menciona já no século VI, em Roma. Por vezes, foram musicadas. Os substantivos com que cada antífona começa têm origem na Bíblia e são utilizados como títulos de Jesus Cristo. Observou-se desde a Idade Média que as letras iniciais destes substantivos, lidas a partir da última antífona, formam um acróstico: a frase em latim "ero cras", ou seja, "Amanhã estarei aqui", uma expressão que enfatiza o caráter de espera próprio do Advento.  

domingo, 14 de setembro de 2014

Loreto desconfessada - como o Modernismo está destruindo a Fé

Deparei-me, por acaso, com este artigo escrito por Alessandro Gnocchi, companheiro inseparável de Mario Palmaro, falecido em março passado, com quem dividiu a pena em vários livros de leitura agradável, que lembra o inesquecível Giovannino Guareschi. Em minha modesta opinião, deve ter feito um passeio em Loreto e voltou de lá escandalizado com a maneira "moderna" de confessar da igreja de Francisco. Eu estava pesquisando algo e encontrei uma "resposta" de algum responsável de Loreto ao artigo de Gnocchi, publicado em Il Foglio, no dia 10 de setembro passado, e que, pela resposta, parecia mais preocupado em indicar um local físico para Gnocchi, do que explicar por que eliminaram um sacramento da igreja, substituindo-o com conversas fiadas que mantêm o homem escravo do pecado, doente, sujeitado a ir para o Inferno... Os grifos e textos entre [colchete] são nossos. 

 

Loreto desconfessada 

por Alessandro Gnocchi para “Il Foglio”. 

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Se, em um dia de final de verão, um peregrino se aventurasse no Santuário de Loreto, em busca de um confessor, tome cuidado ao circular entre os confessionários colocados ao redor da Santa Casa. Procure, ao invés disso, alguma capela menor, pode ser que encontre um frade acomodado em uma cadeira, um fiel nem sempre de joelhos e um pequeno grupo em apressada espera: isso significa que chegou onde pretendia.

Mas, sobretudo, se abstenha
o peregrino de bisbilhotar com o olhar a Capela dos eslavos, onde um lacônico cartaz adverte, em letras garrafais: “Aqui, não confissões, mas diálogo e escuta”, e um oportuno folheto explica que o "Ponto de escuta" é ativo todos os dias, das 10:00 às 12:00 e das 16:00 às 18:00. Ali, a um pulo da casa na qual Maria disse o seu "Sim" ao Anjo que lhe anunciava a Encarnação do Verbo, as almas não encontram o bálsamo celestial que cure suas feridas, mas o pão dormido da tagarelice mundana.

terça-feira, 1 de julho de 2014

FESTA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

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FESTA DO PRECIOSÍSSIMO SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO


Traduções e organização: Giulia d’Amore.  

  
Se passamos o mês de Maio no Coração Imaculado de Maria, e mergulhamos no mês de Junho no Sacratíssimo Coração de Seu Filho Jesus, o mês de Julho é tradicionalmente dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

No terço, a Ladainha de nossa Senhora é substituída pela do Preciosíssimo Sangue.

O culto ao Preciosíssimo Sangue, remetendo-se à transmutação do vinho no Sangue de Cristo durante a Missa, está estritamente ligado à devoção eucarística. O costume de venerar relíquias e o poder destas foram reafirmados pelo Concílio de Trento, em 1545, como dogma de fé. O Sangue Sagrado do Filho de Deus se tornou uma relíquia particularmente preciosa. E isso se confirmou ainda mais através das palavras que Cristo pronunciou na Escritura durante a última ceia: "Isto é meu sangue...", e se tornou fundamento da Eucaristia (Mt. 26,26-29; MC. 14,22-25; Lc. 22,15-20; 1Co. 11,23-25)


A devoção ao Preciosíssimo Sangue teve em São Gaspar del Búfalo(1) o maior divulgador através de uma grande campanha para sua propagação, cujo êxito lhe valeu o reconhecimento pela Sé Apostólica que permitiu a composição da Missa e Ofício próprios, por ordem do Papa Bento XIV. Por isso, até hoje São Gaspar é reconhecido pela Igreja Católica como o “Apóstolo do Preciosíssimo Sangue”. 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Entrevista do Pe. Cardozo, no Mosteiro da Santa Cruz - Brasil

Clique para saber mais sobre o Rev. Pe. Cardozo
Domingo de Páscoa, uma tarde tranquila de fim de festa no Mosteiro da Santa Cruz, conseguimos uma breve conversa com P. Cardozo. Cerca de 200 fiéis vindos de diferentes missões, assistiram às cerimônias e conferências nestes dias.

- Foi uma grande graça partilhar esta semana com Sua Excelência Mons. Williamson, os Revs. Pe. Faure, Dom Tomas, o senhor, os monges... O que pode me dizer sobre as conversas tidas nestes dias com Monsenhor?

- Monsenhor nos colocou a par de algumas novidades, como as proferidas por Mons. Fellay e um de seus assistentes sobre um eventual "reconhecimento por parte de Roma" da neo-fraternidade, sem qualquer compromisso desta para com Roma.

- E isso não seria benéfico?

- Para o inimigo, sem dúvida!. Nossos antigos confrades estariam repetindo que nada se comprometeu, que conseguiram tudo, que não teve assinatura alguma, porém..., diante de tanta "generosidade Romana", quem ousaria fazer a menor crítica a Francisco ou ao CVII a partir de agora?!!... Roma abraçaria a neo-fraternidade, mas para sufocá-la em silêncio!... Por outro lado, a manobra permitiria reter uma grande parte dos sacerdotes com a ilusão de continuar a fazer o trabalho de Tradição dentro desta falsa igreja conciliar. Vejam o que aconteceu com a FSSP, o IBP ou os Padres de Campos! Como fica o aviso de nosso Fundador de esperar a conversão dessas pessoas antes de qualquer acordo com eles!!!?. Como sentenciou um padre de São Paulo, “Mons. Lefebvre morreu!”... Portanto, agora façamos o que nos aprouver com sua obra!!!... Somos mais espertos e santos do que ele!


- Como vê as coisas na Europa?

- No final do ano passado, cerca de 28 sacerdotes formavam a Resistência; no final de janeiro deste ano, quase triplicaram [vide atualmente]; a carta dos Monges Dominicanos (de Avrillé) animou a muitos ao bom combate; outros Padres estão em vias de se juntar a nós!; a chegada, como superior dos franceses, de um sacerdote que, entre outras coisas, nega o deicídio estimo que abrirá os olhos de muitos! O ponto chave é que ainda não assimilaram que Fellay, reconhecendo a Igreja conciliar como a Igreja de Cristo, e minimizando os erros do CVII, cai em heresia e, por isso, já não tem autoridade para dirigir nada. O que pensaríamos de um superior que nega a Imaculada Conceição e que minimiza os erros de Martinho Lutero... Lhe deveríamos obediência?... Qual é a diferença entre o exemplo dado e o que faz Fellay?... Confundir a igreja de Francisco, à qual é impossível aplicar a características de Una, Santa, Católica e Apostólica, com a Igreja Católica e sustentar que o "CVII não é um super-heresia" (carta aos três Bispos) não é subestimar o modernismo, somatória de todas as heresias, como o chamou São Pio X?


- Soubemos que esteve no México, no mês passado, como vai a Resistência por lá?

Misión de Monterrey
- Crescendo, pela graça de Deus! Visitei a nova Missão de Monterrey… que leva o nome de Nossa Senhora de Guadalupe; é atendida pelo Pe. Trincado, que conduz como muito esforço as outras de Saltillo, Chihuahua e Ciudad Juárez; outros Padres atendem Guadalajara e o Distrito Federal.

- Suas próximas viagens?

- Campo Grande-Brasil, Montevideo, Buenos Aires, Tierra del Fuego, Tucumán, Jujuy… [vide agenda].


- Como vai o Pré-Seminário?

…Muito bem! Nosso Pré-Seminário de Ipatinga nos permite fazer uma seleção das vocações, e três delas passarão a viver em um espaço separado para eles no mosteiro da Santa Cruz, onde se formarão espiritual e doutrinariamente, em um pequeno apartamento, graças à generosidade e apoio de Dom Tomas.



Clique para apoiar financeiramente o Pré-Seminário


- O que pode acrescentar?

- Continuamos trabalhando pela Igreja Católica! Continuamos como os batismos e, na Missão de São Paulo, tivemos no mês passado duas bonitas Primeiras Comunhões. Ontem, tivemos as Confirmações e, nos próximos dias, Mons. Williamson dará ordens maiores no norte do Brasil. Trabalho não falta!!!... Faltam sacerdotes!!!…
 


Missão de São Paulo - Primeira Comunhão


- …Muito obrigado, Padre! Se Deus quiser voltaremos a nos encontrar em Montevidéu. Alguma recomendação?

- Não deixem de rezar o rosário e de estudar. Por esquecer o Catecismo mais elementar quantos erros se cometem! Quanto mais aprendemos de Deus, mais o amaremos, mais fiéis seremos. Ánimo y adelante!

Santa Páscoa 2014 com S.E.R. Mons. Richard Williamson no Mosteiro da Santa Cruz
Clique para ampliar


- Deixamos descansar o Padre, que somente no Brasil atende a mais de dez missões, e outras tantas no Uruguai, Argentina e México.


Federico de Lima


Original: http://farfalline.blogspot.com/2014/04/entrevista-al-rp-cardozo-en-el.html.
Tradução: Giulia d'Amore. Revisão: Carla d'Amore. Grifos e links nossos.

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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bergoglio, Twitter & followers

Mais um belo texto de Gnocchi e Palmaro. Certamente pesa, agora, a perseguição que passaram a sofrer por ter ousado criticar o novo "queridinho" do mundo, mas não mentem, não são desonestos. Vale a pena ler e refletir a respeito. 




Papa Inocêncio III (1161-1216), Lottario dos Condes de Segni, foi o mais poderoso Soberano da Igreja que a história da Cristandade conheça: para ele, Igreja e Império não eram que dois aspectos complementares do mesmo mandato divino.

Papa Francisco, Jorge Mario Bergoglio, através dos meios de comunicação global, está se tornando o mais famoso personagem de todo o mundo contemporâneo e virtual, da forma como o revelam Gnocchi e Palmaro em seu artigo realista e permeado de católica amargura, que apareceu em “il Foglio” de ontem, e que aqui apresentamos. Francisco alcançou dez milhões de seguidores no Twitter, ou seja, dez milhões de fãs. Além disso, milhões de pessoas clicam em “curtir” Bergoglio no Facebook. Milhões de pessoas entram em chats, de um continente para outro, para dizer: “Viva Papa Francesco”... Mas tudo isso é goliardo[1], como o foi o “Flash Mob” dos 1.200 bispos em Copacabana[2], durante a Jornada Mundial da Juventude neste verão: esta é a era dos grandes jograles[3] (do provençal-occitano “joglar”, que, por sua vez, deriva do lema latino “iocularis”), não só políticos, mas também religiosos.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

UMA CARTA ABERTA DE PARIS A ROMA


Esta carta aberta é de um padre francês que conhece bem a realidade do Islã, suas pretensões e as perseguições aos cristãos. Não é um padre tradicionalista, mas conservador, mais um dos que avisam a Bergoglio I de que está agindo mal, e o faz com toda a legalidade possível, "nas fuças" daqueles normalistas a que se referiam Gnocchi e Palmaro, que acham que mesmo quando espirra o Papa é infalível e não pode ser "contrariado" sob pena de sedevacantismo.

Eu não deixaria o cavalinho na chuva à espera de uma "resposta aberta" de Bergoglio, tendo em vista que não se trata de um ateu, os novos amigos de infância de Jorge. Assim como ficou sem resposta a carta do ex-muçulmano e ex-católico Magdi Allam, a que o pobre padre também faz referência. Esses são "ralé miúda", para os novos moradores da colina do Vaticano.

O que o padre diz é o que qualquer católico com um catecismo mediano sabe. Claro que é preciso ler com a devida condescendência, uma vez que para os conciliares escandalizados com os atos de Bergoglio é difícil compreender a razão e a origem disso tudo. E dá-lhe a mencionar o "grande" Vaticano II, no qual ainda repousam todas as esperanças... como se o que acontece hoje ainda fosse por causa de uma Igreja "imperialista e monárquica, opressora e antiquada, medieval"...

Esse puxão de orelhas valeria para muito uma excomunhão ou algo assim. Antes fosse, quem sabe assim esse padre bem intencionado abrisse verdadeiramente os olhos... Mas isso, o sabemos, é uma graça de Deus. Ele a dá a quem bem entende. Um dia saberemos o por que.

Vamos à carta. As notas são originais. Grifos e notas (no texto) nossas. Se houver algum erro de tradução, ficaremos felizes em sermos alertados. E gratos.

* * *

CARTA ABERTA DE UM PADRE PARIESIENSE


Santíssimo Padre,

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos deu a missão de guiar a sua Igreja!

Deixai-me, em nome de inúmeras pessoas chocadas com a sua carta aos muçulmanos, por ocasião do “Id al-Fitr” [1], e, em virtude do cânon 212 §3 [2], compartilhar convosco as reflexões desta carta aberta.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

IGREJA CONCILIAR: Bergoglio desmente Santos Católicos, acusando-os de agnósticos e pelagianos!

Nos exultem os sedevacantistas que acompanham o blog, nem nossos detratores, o Pale Ideas não é sedevacantista.Ou pelo menos o é tanto quanto o foi São Bellarmino ou Monsenhor Lefebvre... ou seja... nada! Entre o que ensina a Igreja Católica e o que ensina a igreja conciliar... ficamos com a primeira! O texto abaixo serve para fazer uso da razão.


* * *

O tresvariar, de maneira ofensiva, do bispo Bergoglio, chefe da falsa Igreja Conciliar...


A infalibilidade da Igreja e do Papa: o Magistério universal e ordinário...

São Roberto Belarmino em “De Romano Pontífice” (Capítulo XXX):

“A quinta opinião (a respeito da hipótese do papa herético), portanto é verdadeira; um papa que seja herético manifesto, por tal fato (de per si) cessa de ser papa e chefe (da Igreja), pois, por causa daquele fato, cessa de ser um cristão e um membro do corpo da Igreja. Este é o juízo de todos os antigos Padres, que ensinam que os hereges manifestos perdem imediatamente toda jurisdição”.[1] 

Belarmino, e com ele Santo Afonso, sustenta que muito provavelmente é impossível que o Papa caia em heresia “oculta”.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

PADRE RIOULT: Chegou a hora de agir!


A Fraternidade está prestes a mudar por culpa de seus maus líderes. Seus embustes e os seus fracassos têm sido comprovados o suficiente. Não é mais o momento de escrever, mas de agir. A política de Menzingen é desonesta e liberal. Esta situação perdurou demais, ela deve cessar e cessará”...

LEIA O TEXTO COMPLETO
clique aqui




Editado: 31/05/2013 - 05:43, para atualizar a informação.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

FSSPX: Que não sejamos nós!

Que não sejamos nós!


EDITORIAL DO “THE RECUSANT” n°7, MAIO/JUNHO DE 2013.-





Estimado leitor:

Um ou dois de vocês se declaram um tanto desconcertados por causa do editorial do mês passado. E têm toda razão. A situação é espantosa, sendo pois normal que vocês estejam um pouco sobressaltados.

Assim, se a redação, a impressão e circulação deste boletim de noticias servem para alguma coisa, deve ser que não tem medo de lidar inclusive com as consequências mais horríveis da realidade que agora enfrentamos.

Apenas admitindo uma situação podemos começar a lidar com ela de maneira inteligente e honesta. E mesmo que a realidade seja dura e o panorama sombrio, realmente deveríamos estar agradecidos ao Senhor por nos ter colocado nesta esta época, já que é realmente uma honra ter uma tão grande oportunidade de Lhe mostrar quão fieis e firmes podemos permanecer a Seu serviço, e a firmeza com que nos agarramos a seus ensinamentos, pouco importando que os coloca em perigo ou os contradiz.

Pode ficar tranquilo, The Recusant não modifica sua posição com base no que as pessoas querem ouvir - o que nos tornaria melhores para Monsenhor Fellay e sua "Nova e Melhorada-Fraternidade San Pio X" [ou... "São José"]. Não, o que importa é a mensagem, não o mensageiro.

O ponto principal do editorial do mês passado é que não podemos nos permitir sermos sentimentais a respeito de uma mera organização. Não sabemos quando e como poderemos nos encontrar deserdados de novo, porém ocorrerá mais dias menos dias e, portanto, nós deveríamos nos preparar para isso agora, ao menos psicologicamente se não materialmente também. A mensagem do editorial do mês passado, que repito agora, é que devemos procurar não nos apegarmos demais ao que é humano (a organização chamada FSSPX) sob o risco de o que é verdadeiramente mais valioso (a Fé católica completa e inalterada). Isso seria como tirar a prataria da família para melhor apreciar a caixa de madeira que a contém.

Nós não somos leais à FSSPX, mas à Tradição! 


Anteriormente, quando as duas eram sinônimos, a distinção pôde ser esquecida momentaneamente. Mas o esquecemos por nossa conta e risco, e agora que a brecha se abriu entre as duas, chegou o momento de lembrar o que se supõe ser o ponto central deste combate espiritual e terreno.

Com demasiada frequência nos últimos tempos, eminentes da Fraternidade São Pio X tem tratado à Sociedade como um fim em si mesma. Me vem em mente Monsenhor Fellay – para fazer um exemplo - o qual, após uma cerimônia de ordenações, se vangloriou de quantos sacerdotes tem atualmente a Fraternidade. E, mais ou menos ao mesmo tempo, o site da Fraternidade na Alemanha apresentou um artigo com toda sorte de gráficos com o número de sacerdotes, seminaristas etc. comparando a FSSPX com outras ordens religiosas na Igreja (por exemplo, “A FSSPX é maior do que a Sociedade de Missões Estrangeiras de Paris mas menor que a dos Jesuítas etc.), o que revela uma mentalidade muito alarmante.

É esta mesma mentalidade que levou ao site da Fraternidade nos EUA a dizer que os leigos não têm direito de saber acerca dos assuntos internos da FSSPX, visto que a FSSPX é uma ordem religiosa à qual nós os leigos não pertencemos. Qualquer líder da Fraternidade que faz esta declaração, está admitindo implicitamente que eles veem à Fraternidade de forma não diferente do que o fazem os Jesuítas modernos, os Dominicanos ou a Congregação Beneditina Inglesa.

O Padre Pfeiffer acertou, como sempre, em cheio ao descrever o orgulho institucional da Fraternidade São Pio X como se fosse o burro no Domingo de Ramos, que, em um poema divertido de GK Chesterton, crê que a multidão de pessoas está estendendo as palmas e gritando "Hosana" para ele ("Se pelo menos pudesse tirar este peso incômodo de minhas costas!") Se há uma coisa pela qual a Fraternidade São Pio X não deveria estar orgulhosa é seu registro como organização humana - às vezes mal administrada e ineficiente, e nos melhores tempos sempre se teve a sensação como de algo "feito em casa". E porque possuiu, praticou e defendeu a Fé Católica completa e a Tradição, Deus a abençoou, apesar de suas debilidades humanas.

O que acontece agora é que o dirigentes estão abandonando o que importa (a defesa ao extremo da Tradição), devido a uma visão exultante da parte que não importa (a instituição humana). Prova disso pode ser vista na informalidade excessiva com que a pequena casa na Suíça trata a seus sacerdotes: "Declarações oficiais" "esclarecimentos", "comunicados de imprensa" etc. abundam, cada boletim oficial tem que passar pela censura, apenas ao DICI é permitido dizer algo [mais que algo, ultimamente; parece competir com o Osservatore Romano] etc. Desafiamos a qualquer um que mostre a mais diminuta prova de que tal comportamento oficioso, egocêntrico ou o orgulho administrativo estavam institucionalizados nos dias de Monsenhor Lefebvre ou na FSSPX dos anos 1980.

O novo seminário na Virginia, cuja construção já começou, é provavelmente o exemplo mais óbvio de seu orgulho institucional. Seu custo previsto é, quanto menos, de 25 milhões de dólares [fico pensando quantas capelas e centros de Missas novos poderiam ser construídos...], e está sendo construído do nada, no lado oposto dos EUA em relação a Winona. O site do seminário admite abertamente que gastaram dinheiro em "campanhas profissionais de arrecadação de fundos", que incluem um vídeo promocional que deve ser visto para ser crido: mais de oito minutos de duração, e, ainda, sem uma menção sequer a Monsenhor Lefebvre, ao Concílio Vaticano II, à Nova Missa, à crise na Igreja, à Tradição e ao tradicionalismo – realmente, nada a distingue da Fraternidade São Pedro ou, até mesmo, de um seminário conciliar conservador. Apenas uma lenga-lenga sobre "espiritualidade e silêncio" etc. Quando Monsenhor Fellay esteve lá recentemente para a colocação da pedra fundamental, disse aos presentes que a razão para construir esse seminário gigante era que 200 bispos diocesanos lhe prometeram [ai, ai... como é ingênuo esse Monsenhor! Quando tudo estiver pronto e os bispos não cumprirem o que prometeram... o que dirá? Ah! Sim! Que foi enganado... Mais uma vez, Poliana?] que, quando a FSSPX estivesse regularizada por Roma, enviaram seus seminaristas para serem treinados pela FSSPX. É difícil saber se rimos ou choramos. Será possível que Monsenhor Fellay creia nisso? Quem são esses 200 bispos diocesanos, quais seus nomes, de quais dioceses? Si realmente fizeram esse compromisso, porque não o dizem publicamente? Ou, se for esse o caso, porque não os estão enviando para o seminário da Fraternidade São Pedro na América? Que encontre ou não um bom uso ao final, o novo seminário da FSSPX na Virginia será um monumento duradouro, literalmente em pedra, do orgulho e da loucura dos “tradicionalistas” que perderam seu caminho, porque puseram sua confiança nos homens e não em Deus.

Um aspecto final e muito mais infeliz do orgulho de nossa "instituição" é o número de incidentes escandalosos onde os sacerdotes da FSSPX se sentem justificados para negar a comunhão àqueles com quem não estão de acordo.

Já não é uma raridade única, os exemplos mais recentes vêm da Austrália, onde foi dito a um grupo de pessoas que lhe negariam a comunhão pelo "delito" de assistir a uma missa celebrada pelo padre Pfeiffer em sua viagem por aquele País, no final do mês de abril. Qual a justificativa para tal iniquidade? Bom, pelo menos em uma ocasião a razão alegada foi “desobediência”. É incrível que isso possa passar pela mente de um sacerdote que é desobediente, e cujo apostolado se funda na desobediência (justificável) ao ordinário local. E, ainda, pelo delito de "desobediência" à FSSPX, os fieis podem agora esperar consequências adversas. Mais uma vez, a instituição se converteu em um fim em si mesma, e a fé católica já não é primordial.

Sendo este o caso, a FSSPX como instituição já não no merece, em minha opinião [e na nossa também, e não é de hoje! E, para diferenciar as coisas, nos referimos a esta nova organização como Neo-FSSPX], nosso apoio. Quanto aos sacerdotes [da Neo-FSSPX] em si, certamente merecem o nosso apoio, mas eles merecem mais na realidade que os ajudemos a alcançar seu fim verdadeiro (isto é, ensinar a verdade, corrigir o erro, advertir o rebanho de perigo do compromisso). Por outro lado, o “apoio” permitirá ao sacerdote permanecer confortavelmente indeciso nesta hora de crise, ou fará com que ele deixe de tomar as decisões difíceis, em sendo assim esta é uma forma equivocada de apoio. Ele não lhe agradecerá no dia do Juízo.

E seu sacerdote local, estimado leitor? Está de acordo com Monsenhor Fellay [não, nosso sacerdote local continua fiel à Igreja Católica!] de que a missa nova foi promulgada “legitimamente”? Se não, como o sabe: ele o disse, e se não, porque não o disse? Que pensa ele fazer a respeito? Deseja permanecer indefinidamente em obediência ao homem cuja doutrina contradiz o que ele crê? Si ele não disse nada até agora sobre o assunto, e se não declarou nada publicamente de uma ou outra maneira, talvez ele queira explicar-lhe como pode continuar a merecer seu apoio quando ele evita fazer exatamente a coisa pela qual você o apoia? Não queremos sacerdotes que apenas estejam contra o Vaticano II e a nova missa em segredo. Não é suficiente! Deste tipo já há bastante nas dioceses, nas comunidades Ecclesia Dei, nos mosteiros. O que precisamos é de sacerdotes que estejam abertamente contra. Sacerdotes que condenem abertamente a nova missa como ilegítima, o novo Código de direito canônico como veneno e o “magistério” dos últimos 50 anos como irreconciliável com a Tradição. O que precisamos é de pastores que advirtam o rebanho sobre os perigos da nova forma de pensar de Menzingen e de sua nova direção. Estes são os que merecem nosso apoio. [para os que são "curtos" de entendimento, aqui se fala não só do apoio moral e das orações, como também e principalmente do apoio material: doações.]

Talvez este seja o momento adequado para lembrar qual é exatamente o problema, e por que aqueles de nós que queríamos ser os mais leais dos católicos tradicionalistas da Fraternidade São Pio X somos agora rotulados, pela mesma Fraternidade São Pio X, como orgulhos e rebeldes pecaminosos.

O problema não é com os revoltosos, rebeldes, descontentes, inúteis, sedevacantistas ocultos, sedevacantistas declarados, continentais X anglo-saxões, os choques de personalidade entre os leigos ou a "má influência" do Bispo Williamson.

O problema não é um "perigo de uma divisão", e, tampouco, é que Roma não tem sido franca ao tratar com Monsenhor Fellay. O problema sequer é “uma perda de consiança na autoridade (“em mim”), como disse Monsenhor Fellay há pouco tempo, embora seja verdade que a confiança na autoridade tenha sido perdida. O problema é o que causou a perda de confiança. Q o que a causou? Monsenhor Fellay e seus auxiliares se afastaram da Tradição. E como ele é o Superior geral, se não dissermos nada e não fizermos nada, estaríamos permitindo que nos apartem da Tradição para ingressar no Conciliarismo. É o mesmo velho  problema de termos que ser desobedientes para permanecermos na verdade [lembra de alguém? de algo?].

A crise na Igreja está refletida, em miniatura, pela crise na Fraternidade. Creio que estamos agora na etapa equivalente àquela por volta de 1971. A revolução é, por enquanto, um feito inegável e está firmemente e "inarredavelmente" arraigada, mas a opinião do campo de oposição está dividido sobre a questão de como responder. Há uns poucos sacerdotes resistindo abertamente à revolução, celebrando Missas "ilegais" em garagens, salões etc., pregando claramente em sermões intensos e viajando muitas milhas com zelo missionário.

Muitos fieis assistem a essas Missas quando têm, a oportunidade, apesar das ameaças que mencionam palavras como "desobediência", "cisma" etc. Muitos outros sacerdotes que são contra a revolução sequer consideram deixar sua capela (onde tem estado por muitos anos) para se juntar aos sacerdotes de “mau comportamento”.

As razões dadas para isso são as mais variadas, e, geralmente, "prudenciais", mas, em última instância, uma suspeita de motivos menos dignos de sua parte (apatia, temor por seu futuro, apego à comodidade material etc.) persiste. É claro que esses sacerdotes continuam rezando a Missa antiga, ainda creem e ensinam a mesma doutrina, simplesmente têm que ser um pouco cuidadosos de não criar-se problema com seu bispo, que se torna algo assim como um modernista.

As coisas não são tão fáceis e francas como quando foram ordenados; ultimamente, têm que ter cuidado com o que dizem.

Pois bem, querido leitor, nós sabemos como termina a historia, infelizmente. Os que se portam mal, os que têm má reputação, os que estão um pouco loucos e são desprezados por seus companheiros mais "respeitáveis" são, em última instância, os únicos a perseverar. Todos aqueles cuja posição é intermediária terão desaparecido dentro de uma geração, como os Sacerdotes Marianos ou os chamados "Church papists” na Inglaterra elisabetana. Eles desaprovaram os Jesuítas naquele tempo, cuja pregação clara, firme e "desobediente" e seus centros de Missas ilegais foi tudo o que restou. Os outros foram forçados a sucumbir, parafraseando a Monsenhor Lefebvre, pela lógica inevitável das coisas, e destruídos

Que não sejamos nós!
 
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