Da Igreja laxista à Igreja agnóstica
Um Deus que não pede mais nada aos homens é como se não existisse. Este é o desfecho trágico de uma Igreja pós-conciliar que, esposando uma visão mundana da misericórdia, chega a um agnosticismo prático. Sim, porque, se é verdade que existe um ateísmo prático - aquele que vive como se Deus não existisse, apesar de não negar explicitamente a sua existência - existe também um agnosticismo prático: aquele que fala de um Deus que permanece desconhecido, que não fala com clareza aos homens, de quem o homem consegue aquilo que quer dependendo da ocasião, um Deus que, no fundo, existe só para beneficiá-lo, sem pedir muito.
Parece ser justamente essa a situação de grande parte do catolicismo hodierno, concretamente vivido pela maioria dos batizados.


