Que o “Prêmio Nobel”[1] costuma premiar tudo que vai contra Deus, já o sabemos e o testemunhamos em vista dos nomes dos “premiados” e das bandeiras que eles defendem, mas às vezes um “cochilo providencial” premia alguém que tem algo a dizer de verdade. Refiro-me ao Prêmio Nobel de literatura Vidiadhar Surajprasad Naipaul[2], que faleceu recentemente, em 11 de agosto, aos 85 anos de idade. Ele foi um dos “erros” de premiação da Comissão[3] que escolhe os nomes. Vale a pena ler o texto abaixo, que traduzi do italiano.
Em seus livros demonstrou com grande lucidez que as civilizações não são todas iguais
Morreu o Nobel da superioridade ocidental. Em 2001, V.S. Naipaul havia ganho o prêmio sueco porque os “perucões”[4] terceiro-mundistas da Academia de Estocolmo acerca dos seus livros não havia entendido muito; de fato, se deixaram enganar pela cor da pele, efetivamente escurinha, e haviam dado uma motivação que poderia ter funcionado com dúzias de outros autores de uma orientação totalmente diferente: “Por ter unido uma descrição perceptiva a um exame acurado incorruptível, obrigando-nos a ver a presença de histórias suprimidas[5]”.
Diante da crise de ideias em que se encontram, poderiam reciclar tal motivação para premiar futuramente o filo-africano Edoardo Albinati[6], o escritor que viaja para o Níger, com a namorada, e descobre que os indígenas são “tão belos e tão bons”, bem ao contrário de nós, europeus, feios e maus, e, quem sabe, até mesmo eleitores de Salvini[7].
Pois então, o escritor anglo-indo-caribenho foi capaz de nos dizer, com uma prosa estonteante, e sem nunca ceder a atitudes militantes, imediatamente políticas, que nem todas as civilizações são iguais e que a civilização ocidental é a melhor. Vão ler “A Máscara da África”[8] e descobrirão por que o best-seller inglês Robert Harris, um branco com complexo de brancura[9], o definiu “racista e tóxico”.
ERA O NOBEL DA SUPERIORIDADE OCIDENTAL
Em seus livros demonstrou com grande lucidez que as civilizações não são todas iguais
Morreu o Nobel da superioridade ocidental. Em 2001, V.S. Naipaul havia ganho o prêmio sueco porque os “perucões”[4] terceiro-mundistas da Academia de Estocolmo acerca dos seus livros não havia entendido muito; de fato, se deixaram enganar pela cor da pele, efetivamente escurinha, e haviam dado uma motivação que poderia ter funcionado com dúzias de outros autores de uma orientação totalmente diferente: “Por ter unido uma descrição perceptiva a um exame acurado incorruptível, obrigando-nos a ver a presença de histórias suprimidas[5]”.
Diante da crise de ideias em que se encontram, poderiam reciclar tal motivação para premiar futuramente o filo-africano Edoardo Albinati[6], o escritor que viaja para o Níger, com a namorada, e descobre que os indígenas são “tão belos e tão bons”, bem ao contrário de nós, europeus, feios e maus, e, quem sabe, até mesmo eleitores de Salvini[7].
Pois então, o escritor anglo-indo-caribenho foi capaz de nos dizer, com uma prosa estonteante, e sem nunca ceder a atitudes militantes, imediatamente políticas, que nem todas as civilizações são iguais e que a civilização ocidental é a melhor. Vão ler “A Máscara da África”[8] e descobrirão por que o best-seller inglês Robert Harris, um branco com complexo de brancura[9], o definiu “racista e tóxico”.














