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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

"CRISTÃO PODE TER ARMAS, pode se defender ou tem que obedecer a MÍDIA que diz...NÃO REAJA?"

Como católica e vice-presidente do Instituto Iniciativa, fui convidada para falar no dia 19 de fevereiro, na Manifestação para a Revogação do Estatuto do Desarmamento, aqui em Campo Grande e em outras cidades brasileiras, sobre o tema: "CRISTÃO PODE TER ARMAS, pode se defender ou tem que obedecer a MÍDIA que diz...NÃO REAJA?". Uma explanação sobre direito de defesa como Direito Natural e armas e Cristianismo, uma vez que ouvimos muito a ladainha de que cristão tem que ser pacifista e rejeitar as armas como algo contra a fé.  



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Antes de responder, Gustavo, gostaria primeiro de explicar porque o INSTITUTO INICIATIVA decidiu tocar nesse tema da religião. Duas razões bem simples: a primeira, é porque, segundo dados do próprio IBGE comunista, 83% da população se declara cristã, ou seja, são pessoas que receberam uma educação cristã, valores cristãos. A segunda razão é porque o Estado tem usado a religião CONTRA essa maioria de brasileiros que é simplesmente ignorada e subjugada diariamente.  

Os 14 anos do estatuto do desarmamento – e também da doutrinação marxista nas escolas – gravaram no brasileiro médio a ideia de que ter uma arma vai contra a fé; que tirar a vida de um homem é sempre errado (ah! menos quando este homem está no ventre materno, daí “pode”); e que cabe a Cesar (o Estado) cuidar da segurança dos cidadãos. Enfim, que isso também não é assunto da maioria cristã do Brasil. 

Para justificar o desarmamento “legal” da população, os desarmamentistas tiram da Bíblia falsos argumentos a favor do PACIFISMO. Por exemplo, citam a passagem da prisão de Cristo no Horto das Oliveiras, quando Ele teria repreendido São Pedro por cortar com uma espada a orelha de um dos guardas do Sinédrio. É uma cena que, assim narrada, pode nos fazer crer que Cristo fosse um desses pacifistas do Movimento Viva Rio. Mas, é mera manipulação das Escrituras. Cristo não disse: “que feio Pedro, joga fora essa espada!”. O que Cristo disse?, me permitam ler a passagem: “Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou dela, feriu um servo do pontífice e cortou-lhe a orelha direita. Este servo chamava-se Malco. Porém, Jesus, disse a Pedro: “Mete a tua espada na bainha. Não hei-de beber o cálice que o Pai me deu?” (S. João 18,10-11).  
Vejam, então, que não foi a POSSE DA ESPADA o problema, mas o mal uso dela. Estava escrito que Cristo seria preso e morreria na Cruz para nos Redimir. Sem a prisão... como haveria Redenção? Pedro interferiu indevidamente nos planos de Deus, e SÓ por isso foi corrigido por Nosso Senhor.  
Algumas horas antes, na Santa Ceia, Cristo havia dado algumas instruções aos Apóstolos. A certa altura, diz: “Quando eu vos mandei sem bolsa, sem alforje, sem sandálias, faltou-vos porventura alguma coisa?”. Eles responderam: “Nada.” Disse-Ihes, pois: “Mas agora quem tem bolsa, tome-a, e também alforje, quem não tem espada venda o seu manto, e compre uma.” (S. Lucas 22,35-36). Vejam que Cristo fala de duas situações: uma de paz e outra de guerra. Porque também está escrito que “há um tempo para todo o propósito debaixo do céu ... há um tempo de nascer, e um tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de colher... tempo DE MATAR e tempo de curar. (Eclesiastes 3,13).   
Que tempos vivemos hoje? Um tempo de reação honesta ou... dos “Ursinhos Carinhosos”? Vamos pintar a unha de branco contra a violência ou vamos nos armar e nos defender?  
Meus caros, AMOR não é passividade. Não é observar inerte o Estado tirano consumindo vidas ou o criminoso estuprando sua família. O amor nos incentiva ao movimento, à reação diante da maldade. O cristão tem, sim, direito à legítima defesa. 
E vejam que Deus não proíbe TODAS as circunstâncias de morte. Só para citar um exemplo, em Êxodo, Ele diz: “Se o ladrão que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será culpado de homicídio” (22,2). E mesmo que Deus exigia a obediência cristã aos governantes (Romanos 13:1-7; Tito 3:1; 1 Pedro 2:13-14), tal obediência tem limites porque, antes de tudo, obedecemos a Deus, que AMA A VIDA E AMA O HOMEM JUSTO.  
Mas, além de ser um direito cristão, a legitima defesa é um DIREITO NATURAL. Já Aristóteles afirmava: "Assim como fogo que queima em todas as partes, o homem é natural como a natureza, E POR ISSO TODOS TÊM DIREITO À DEFESA". E Thomas Hobbes vem mais recentemente dizer que o direito natural é “a liberdade que cada homem tem de usar livremente o próprio poder para a conservação da vida e, portanto, para fazer tudo aquilo que o juízo e a razão considerem como os meios idôneos para conseguir esse fim”.  
Em terras brasileiras, o jurista Paulo Nader deixa bem claro que os direitos naturais são princípios fundamentais de proteção ao homem, que forçosamente deverão ser consagrados pela legislação, a fim de que se tenha um ordenamento jurídico substancialmente justo.  
O direito natural não está escrito, não é criado pela sociedade, nem formulado pelo Estado; é um direito espontâneo, que se origina da própria natureza social do homem, revelado pela junção da experiência e da razão. Não é constituído por um conjunto de regras, mas por princípios. Tem um caráter universal, eterno e imutável.  
A Legítima Defesa é um direito natural dos homens, assegurado em nossa Constituição e capitulado em nosso Código Penal. Ao proibir a população de possuir armas de fogo, o Estatuto está nos tirando esse direito. É uma lei particularmente cruel para os mais fracos: idosos, mulheres e as crianças, e para todos aqueles que moram em lugares distantes. O Estado não pode garantir a segurança do cidadão 24 horas por dia, em todo lugar e situação. Precisaríamos de um policial para cada cidadão. Convenhamos que uma arma é bem mais leve para carregar, e economizaria tempo, trabalho e dinheiro público.  
Termino com a pergunta que me fez, Gustavo, SE DEVEMOS OBEDECER À MÍDIA E NÃO REAGIR.  
Esse mantra do “não reaja” pode levar o cristão a lembrar do preceito de “dar a outra face”, e ao erro de pensar que é certo ser pacifista, desarmamentista. Também pode fazer crer que, armados, estaríamos ofendendo a Deus, por não confiarmos na proteção d’Ele. ISSO TUDO É UMA FALÁCIA.  
Quando Cristo fala em "dar a outra face" se refere a ofensas pessoais, como um tapa no rosto ou um xingamento, uma calúnia. E quando Cristo nos exorta a amar nosso inimigo, não EXCLUI o uso necessário da força para impedir que ele nos mate (Atos 23). O próprio São Paulo se afirma cidadão romano para não ser morto pelos compatriotas judeus. A morte do cristão não deve ser gratuita.   
O amor a nosso inimigo foi exemplificado na parábola do “bom samaritano”. Havia inimizade entre judeus e samaritanos. Um judeu estava na estrada, ferido por assaltantes, semimorto. Passaram outros judeus e o ignoraram. Mas um samaritano, seu inimigo, se compadeceu e o socorreu. Esse é o amor pelo inimigo. A compaixão por alguém JÁ em situação de fragilidade. A parábola não retrata uma situação de guerra ou de “não reação”. Não estava o judeu assaltando o samaritano e este dizendo: “tudo bem, não vou reagir porque te amo”.   
O cristão deve ser pacífico, não pacifista. “Mansos como a pomba e astuto como a serpente”, ensinou Nosso Senhor Jesus Cristo.   
O mundo passou a ter a ideia de que o cristão é um hippie paz e amor, que tudo perdoa e que basicamente passa o dia rezando por tudo que está errado esperando por uma MÁGICA que conserte tudo. Como se Deus fosse nosso servo, fazendo tudo por nós. Abiguinho... se for assim, sente na calçada e espere por comida que chegue em um tapete voador...   
“Não reagir” leva ao enfraquecimento do espírito, à perda da dignidade, à passividade suicida. Prato cheio para regimes autoritários tomarem o poder. Esse estado de letargia mórbida se propaga de maneira contagiosa. Reféns desse pânico paralisante, e confiando nossa vida a esta entidade mágica que chamamos de Estado, entregamos tudo aos nossos carrascos, na esperança inútil de que, ao nos anularmos espiritualmente, sobreviveremos fisicamente. Mas não sobrevivemos. Estamos sendo dizimados aos milhares. Abatidos a tiros e facadas por marginais de 12, 13, 14 anos de idade, que, antes da maioridade, terão executado covardemente dezenas de pessoas honestas, destruído inúmeras famílias cujo sofrimento, se chegar a render algumas capas de jornal, logo será esquecido pela opinião pública.   
No Brasil, a elite política e cultural DE ESQUERDA, autoritária, arrogante e centralizadora, não permite que as pessoas comuns tenham a chance de lutar por suas vidas, famílias, bens. E, enquanto o povo não se der conta da completa INÉPCIA MORAL de seus representantes, e não reunir forças para lutar, cada qual com as armas que souber manejar, incluídas ai as armas de fogo, continuaremos sendo mortos como insetos. Ou sobreviveremos aceitando levar uma vida de gado de abatedouro. Uma vida vazia de sentido. Em suma, uma vida de zumbi. VOCÊS SÃO ZUMBIS?   
Pessoas dispostas a matar, só podem ser paradas por outras pessoas, armadas e com a mesma disposição. É a eterna luta entre o lobo e o cão pastor. Ambos possuem dentes, ambos podem morder, machucar, matar. A diferença é que um deles tem por missão proteger as ovelhas indefesas, o outro as quer matar.  
Então, Gustavo, a resposta é, sim, o Cristão pode ter arma e pode se defender, defender o próximo e também defender suas propriedades. NÃO SÓ PODE, COMO DEVE. E, não, não devemos obedecer à mídia. Sempre que houver chance, devemos reagir, sim.  Obrigada a todos.   
Giulia d’Amore  
Manifestação para a revogação do Estatuto do Desarmamento
Campo Grande, 19/02/2017. 


Fonte: https://www.facebook.com/notes/instituto-iniciativa/cristão-pode-ter-armas-pode-se-defender-ou-tem-que-obedecer-a-mídia-que-diznão-r/1203079703133321




VÍDEO
(caso o vídeo não abra, clique aqui)






        

2 comentários:

  1. Excelente artigo! Como cristão, leigo engajado, concordo e tenho convicção de que está de acordo com a doutrina católica de "defesa da própria vida", o dom mais precioso que Deus nos deu.

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    Respostas
    1. O que escrevi é com base nas Escrituras e Doutrina da Igreja. Não é a minha mera opinião. Em assuntos de Fé, eu não costumo expressar a minha opinião. Fico contente que, como católico, tenha gostado do artigo. É preciso dizer a verdade, pq o mundo faz questão de espalhar a mentira.

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