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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

UMA CARTA ABERTA DE PARIS A ROMA


Esta carta aberta é de um padre francês que conhece bem a realidade do Islã, suas pretensões e as perseguições aos cristãos. Não é um padre tradicionalista, mas conservador, mais um dos que avisam a Bergoglio I de que está agindo mal, e o faz com toda a legalidade possível, "nas fuças" daqueles normalistas a que se referiam Gnocchi e Palmaro, que acham que mesmo quando espirra o Papa é infalível e não pode ser "contrariado" sob pena de sedevacantismo.

Eu não deixaria o cavalinho na chuva à espera de uma "resposta aberta" de Bergoglio, tendo em vista que não se trata de um ateu, os novos amigos de infância de Jorge. Assim como ficou sem resposta a carta do ex-muçulmano e ex-católico Magdi Allam, a que o pobre padre também faz referência. Esses são "ralé miúda", para os novos moradores da colina do Vaticano.

O que o padre diz é o que qualquer católico com um catecismo mediano sabe. Claro que é preciso ler com a devida condescendência, uma vez que para os conciliares escandalizados com os atos de Bergoglio é difícil compreender a razão e a origem disso tudo. E dá-lhe a mencionar o "grande" Vaticano II, no qual ainda repousam todas as esperanças... como se o que acontece hoje ainda fosse por causa de uma Igreja "imperialista e monárquica, opressora e antiquada, medieval"...

Esse puxão de orelhas valeria para muito uma excomunhão ou algo assim. Antes fosse, quem sabe assim esse padre bem intencionado abrisse verdadeiramente os olhos... Mas isso, o sabemos, é uma graça de Deus. Ele a dá a quem bem entende. Um dia saberemos o por que.

Vamos à carta. As notas são originais. Grifos e notas (no texto) nossas. Se houver algum erro de tradução, ficaremos felizes em sermos alertados. E gratos.

* * *

CARTA ABERTA DE UM PADRE PARIESIENSE


Santíssimo Padre,

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que vos deu a missão de guiar a sua Igreja!

Deixai-me, em nome de inúmeras pessoas chocadas com a sua carta aos muçulmanos, por ocasião do “Id al-Fitr” [1], e, em virtude do cânon 212 §3 [2], compartilhar convosco as reflexões desta carta aberta.

Saudando com “grande satisfação” os muçulmanos por ocasião do Ramadã, tempo considerado dedicado “ao jejum, à oração e à esmola”, vos pareceis ignorar que o jejum do Ramadã é de tal forma que “o custo médio de uma família que o pratica aumenta em 30%” [3], que a esmola muçulmana é destinada apenas aos muçulmanos necessitados e que a oração muçulmana consiste em rejeitar cinco vezes por dia a Fé na Trindade e em Jesus Cristo, pedindo a graça de não seguir o caminho dos perdidos, ou seja, dos cristãos... Além disso, durante o Ramadã, a criminalidade aumenta vertiginosamente [4]. Há, realmente, nestas práticas, algum possível motivo de louvor?

A sua carta afirma que devemos ter estima pelos muçulmanos e “especialmente por seus líderes religiosos”, mas não diz a que título. Desde que se está falando deles como muçulmanos, segue-se que a estima é também para o Islã. Oras, o que há no Islã para um cristão se, a partir do momento que “nega o Pai e o Filho” (1 João 2,22), se apresenta como um dos mais poderosos Anticristos que há, em número e em violência (Ap 20,7-10)? Como podemos ao mesmo tempo estimar Cristo e quem se Lhe opõe?

Sua mensagem faz, então, notar que “as dimensões da família e da sociedade são particularmente importantes para os muçulmanos neste período” de Ramadã, mas o que não diz é que o Ramadan serve como um poderoso meio de condicionamento social, de opressão, de submissão ao totalitarismo islâmico, em suma, de negação total ao respeito que evocou... Assim reza o artigo 222 do Código Penal marroquino: “Quem, conhecido por sua pertença à religião muçulmana, rompe ostensivamente o jejum em um lugar público, durante o período do Ramadã, sem motivos permitidos por esta religião, será punido com reclusão, de um a seis meses, e multa”. E aqui se trata do moderado Marrocos...

Que tipo de “paralelo” consegue encontrar entre “a dimensão da família e da sociedade muçulmana” e “a Fé e a prática cristã”, uma vez que o status da família muçulmana prevê a poligamia (Alcorão, 4.3; 33.49-52,59), o repúdio (Alcorão 2.230), a inferioridade ontológica e jurídica das mulheres (Alcorão 4.38; 2.282; 4.11), a possibilidade de o marido bater em sua esposa (Alcorão 4.34) etc.? Quais analogias podem existir entre a sociedade muçulmana construída para a glória do "Único" [aspas nossas - NdTª.], e que, de fato, não pode tolerar a alteridade ou a liberdade, nem, portanto, distinguir as esferas religiosas e espirituais do resto? “Entre nós e vós há inimizade e ódio para sempre, até que não creiais no único Alá!” (Alcorão 60.4). Quais são as analogias com a sociedade cristã, construída para a glória de Deus Uno e Trino, que promove o respeito às diferenças legítimas? Pelo contrário, por “paralelo” não se deveria entender quanto não se assemelha ou se acerca, mas, quanto, ao contrário, não se aproxima absolutamente? Neste caso, o equivoco é a clareza de Vossa declaração?

Vós propondes aos vossos interlocutores de refletir sobre “a promoção do respeito mútuo através da educação”, sugerindo que eles compartilham convosco os mesmos valores de humanidade, de “respeito mútuo”. Mas este não é o caso. Para um muçulmano, não é a natureza humana que serve de referência, e nem mesmo o bem cognoscível pela razão: o “homem e o seu bem não são aquilo a que apela o Alcorão. O Alcorão ensina aos muçulmanos que os cristãos, porque cristãos “são impuros” (Alcorão 9.28 ), “o pior da criação” (Alcorão 98.6), “o mais vil dos animais” (Alcorão 8.22; cf. 8.55) [5]... Por que o Islã é a verdadeira religião (Alcorão 2.208; 3.19,85), que dominará sobre todas as outras, para erradicá-las completamente (Alcorão 2.193); e aqueles que não são muçulmanos só podem ser pervertidos e amaldiçoados (Alcorão 3.10,82,110 ; 4.48,56,76,91 ; 7.144 ; 9.17,34 ; 11.14 ; 13.15,33 ; 14.30 ; 16.28-9 ; 18.103-6 ; 21.98 ; 22.19-22,55 ; 25.21 ; 33.64 ; 40.63 ; 48.13), que os muçulmanos devem combater constantemente (Alcorão 61.4,10-2; 8.40; 2.193), com o engano (Alcorão 3.54; 4.142. 8.30; 86.16), o terror (Alcorão 3.151; 8.12,60; 33.26; 59.2), e todos os tipos de punição (Alcorão 5.33; 8.65; 9.9,29,123; 25.77), tais como a decapitação (Alcorão 8.12; 47.4) ou a crucificação (Alcorão 5.33) para eliminar (Alcorão 2;193; 8.39; 9.5,111,123; 47.4) e, finalmente, destruir (Alcorão 2.191; 4.89,91; 6.45; 9.5,30,36,73; 33.60-2; 66.9). “Ó vós que credes! Combatei até a morte os infiéis que estão perto de vós e que encontrem em vós a crueldade...” (Alcorão 9.124). “Que Alá os amaldiçoe!” (Alcorão 9.30; cf. 31.51; 4.48)... Santo Padre, poderíamos esquecer, quando nos dirigimos aos muçulmanos, que eles não podem ter referência alguma fora do Alcorão?

Vós apelais “ao respeito por cada pessoa [...]. Antes de tudo pela sua vida, pela integridade física, pela sua dignidade, com os direitos que dela derivam, por sua reputação, o seu patrimônio, a sua identidade étnica e cultural, as suas ideias e as suas escolhas políticas”. Não pode influenciar as disposições dadas por Alá, que são imutáveis, e eu listei algumas delas. Mas se nós respeitamos “as ideias dos outros e as escolhas políticas”, como podemos, então, nos opor ao apedrejamento, à amputação e a todo tipo de práticas outras abomináveis comandadas pela Sharia? O seu bonito discurso não pode demover os muçulmanos que não têm lições a aprender conosco, uma vez que somos “impureza” (Alcorão 9.28). E se, apesar de tudo, vos aplaudirão como fizeram na Itália, é porque a política da Santa Sé serve muito para os interesses deles, fazendo passar a religião deles como respeitável aos olhos do mundo, pensando que o Islã leve a considerar os valores universais que preconizou... Vos aplaudirão enquanto forem, como na Itália, uma minoria. Mas quando eles deixarão de o ser, acontecerá como acontece em todo lugar em que eles são a maioria: todo grupo não muçulmano terá que desaparecer (Alcorão 9.14; 47.4; 61.4 etc.), ou pagar a “Jyzaia” para adquirir o direito de sobreviver (Alcorão 9.29) [sempre o deus dinheiro, o deus cobiça dando um "jeitinho" em tudo... até ma maldição! - NdTª.]. Vós não podeis ignorar tudo isso, mas como podeis, escondendo-o aos olhos do mundo, promover a expansão do Islã diante de inocentes ou ingênuos tão abusados? Talvez vós observais os cumprimentos que vos foram enviados como um sinal de fecundidade de vossa atitude? Então, vós ignorais o princípio da takyia que ordena de beijar a mão que um muçulmano não pode cortar (Alcorão 3.28; 16.106). Mas de que valem tais trocas de cortesia? São Paulo não disse: “Se procuro agradar aos homens, não serei servo de Cristo” (Gal. 1,10)? Jesus declarou amaldiçoados aqueles que são objeto de veneração por parte de todos (cf. Lc 6,26). Mas se vossos inimigos naturais vos louvam, quem não vos louvará? A missão da Igreja é a de ensinar as boas maneiras para viver em sociedade? São João Batista teria morrido se ele simplesmente tivesse quisto desejar uma boa festa a Herodes? Talvez direis que não há comparação com Herodes, porque Herodes vivia no pecado, e que era dever de um profeta denunciar o pecado... Mas se cada cristão se tornou um profeta no dia de seu batismo, e se o pecado é não crer em Jesus, Filho de Deus, Salvador (Jo 16,9), exatamente aquilo de que se faz glória o Islã, como poderia um cristão não denunciar o pecado que é o Islã e chamar à conversão “em toda ocasião, oportuna e não oportuna” (2Tm 4,2)? A partir do momento que o objetivo do Islã é o de substituir o Cristianismo que teria pervertido a revelação do puro monoteísmo com a Fé na Santíssima Trindade, pois Jesus não é Deus, não teria morrido nem ressuscitado, não teria havido redenção alguma e a sua missão teria se reduzido a nada, por quê não denunciar o Islã como o Impostor preconizado (Mt 24,4; 11,24) e o predador por excelência da Igreja? Ao invés de expulsar o lobo, a diplomacia do Vaticano dá a impressão de preferir alimentá-lo com adulações, não vendo que aquele está esperando apenas estar bem nutrido para fazer o que faz em toda parte onde se tornou suficientemente forte e vigoroso. É preciso recordar os cristãos mártires que vivem no Egito, no Paquistão e onde quer que o Islã está no poder? [sem esquecer a Síria e as vítimas dos naufrágios nas costas italianas, que fogem dos massacres muçulmanos - NdTª,]. Como a Santa Sé pode assumir a responsabilidade de avalizar o Islã, apresentando-o como um cordeiro, quando é um lobo em pele de cordeiro? Em Akita, a Virgem Maria nos advertiu: “O diabo entrará na Igreja, porque está cheia de gente que aceita compromissos”...

Santíssimo Padre, como pode sua carta afirmar que “particularmente entre cristãos e muçulmanos, somos chamados a respeitar a religião do outro, seus ensinamentos, os seus símbolos e valores”? Como podemos respeitar o Islã que continuamente blasfema contra a Santíssima Trindade e Nosso Senhor Jesus Cristo, acusando a Igreja de ter falsificado o Evangelho e tentado substituí-lo (Ap. 12,4)? Então, Santo Irineu, que escreveu “Contra as Heresias”, São João Damasceno, que escreveu “Sobre as Heresias” onde se encontram “os muitos absurdos risíveis reportados no Alcorão”, São Tomás de Aquino, com sua “Suma contra os Gentios” [6], e todos os Santos que se empenharam a criticar as falsas religiões não foram, de fato, verdadeiros cristãos, se hoje vos condenais retroativamente as ações deles, assim como as de algum raro apologista contemporâneo? Do âmbito da cooperação entre a razão e a Fé, tão encorajado por Bento XVI, dever-se-ia excluir o fato religioso? Se se seguisse seu apelo expresso por sua carta, Santo Padre, então deveríamos pedir, com a Organização para a Cooperação Islâmica (OIC) [7], a condenação de todo o mundo por qualquer crítica ao Islã e, depois, cooperar com a OIC para difundir o Islã que ensina, repito, a corrupção do Cristianismo, que será substituído pelo Islã... Por quê, em colaboração com a OIC, deveríamos por em um museu a apologética cristã?

Se é verdade que não se pode semear entre espinhos (Mt 13,2-9), mas que é preciso primeiro extirpá-los para começar a semear, também é verdade que não se pode começar a anunciar a Boa Nova da salvação a uma alma muçulmana uma vez que foi vacinada e imunizada desde a infância contra a Fé Cristã (Alcorão 5.72; 9.113; 98.6...) enchendo-a de preconceitos, calúnias e todo tipo de mentiras sobre o Cristianismo. Portanto, é preciso, necessariamente, começar a criticar o Islã, “seus ensinamentos, símbolos e valores “, para destruir nele as falsidades que o tornam inimigo do Cristianismo. São Paulo não pede apenas de usar “as armas de defesa da justiça”, mas também “as armas ofensivas” (2Cor 6,7). Onde estão essas últimas na vida da Igreja de hoje?

Ah, claro, associar-se à alegria de boas pessoas ignorantes da vontade de Deus desejando-lhes um feliz Ramadã não pode parecer uma coisa ruim em si mesma, exatamente como pensava São Pedro, quando legitimava os costumes judaicos... com medo dos “proto-muçulmanos”, ou seja os Nazarenos hebreus! Mas São Paulo o corrigiu diante de todos, mostrando que tinha coisas mais importantes para fazer do que tentar agradar aos falsos irmãos (Gal. 24,11-14; 2Cor 11,26; Alcorão 2.193; 60.4 etc.). Se São Paulo tem razão, como se pode dizer que não devemos criticar “a religião dos outros, seus ensinamentos, seus símbolos e valores”? [ainda veremos a igreja conciliar pedir perdão pelo que disseram os Apóstolos? O próprio Cristo? - NdTª.]

Não querendo criticar o Islã, a sua carta justifica também os bispos que vão à cerimônia de colocação da primeira pedra de uma mesquita. O que eles fazem é, também, uma questão de cortesia no desejo de agradar a todos e de promover a paz civil. Amanhã, quando seus fiéis tiverem se tornado muçulmanos, eles dirão que foi seu bispo que, em vez de conservá-los no Cristianismo, lhes mostrou o caminho para a mesquita... E poderão dizer a mesma coisa em relação à Santa Sé, pois terão aprendido a não pensar a verdade sobre o Islã, mas a honrá-lo como bom e respeitável em si mesmo...

A vossa carta justifica vossos votos de um feliz Ramadã dizendo: “É claro que, quando mostramos respeito pela religião dos outros, ou quando oferecemos nossos melhores desejos por ocasião de uma festa religiosa, procuramos simplesmente participar de sua alegria sem que se trate, portanto, de fazer qualquer referência ao conteúdo de suas convicções religiosas”. Como alegrar-se de uma alegria que glorifica o Islã? A atitude que vós preconizastes, Santo Padre, esta de acordo com aquilo ordenado Jesus: “O vosso falar seja ‘sim sim’, ‘não não’: o resto vem do maligno” (Mt 5,37)? E mesmo que se possa crer de não pecar desejando um feliz Ramadã, por causa de uma restrição mental que nega a ligação entre o Islã e o Ramadã (uma negação que indica que esse comportamento ainda apresenta problemas), isso está de acordo com a caridade pastoral que exige de um pastor a atenção sobre como um gesto seu seja compreendido por seus interlocutores? De fato, o que podem pensar os muçulmanos quando veem desejar a eles um feliz Ramadã a não ser que somos idiotas, incompreensivelmente obtusos, certamente amaldiçoados por Alá por não nos tornarmos muçulmanos a partir do momento que reconhecemos a religião deles não só como um bem (porque capaz de infundir neles a alegria que nos lhes auguramos), mas certamente superior ao Cristianismo (uma vez que vem depois deste). Ou podem pensar que somos hipócritas, pois não ousamos lhes dizer na cara o que pensamos de sua religião, o que equivale a reconhecer que temos medo deles como se fossem já nossos patrões? Podem ter uma interpretação diferente se eles pensam como muçulmanos?

Muitos muçulmanos têm me expressado sua alegria, pois vós honrais a religião deles. Como poderiam se converter se a Igreja os encoraja a praticar o Islã? Como pode a Santa Sé anunciar a falsidade do Islã e o dever de abandoná-lo para salvar-se recebendo o santo batismo? Tudo isso não acaba favorecendo o relativismo religioso para o qual as diferenças entre as religiões são pouco importantes, pois seria importante o que há de bom no homem que se salvaria independentemente das religiões?

Os primeiros cristãos se recusaram a participar das cerimônias civil do Império Romano nas quais teriam que queimar incenso diante de uma estátua do imperador, ritual aparentemente muito louvável pois promovia a convivência e a união de diferentes povos e de muitas grandes religiões do Império Romano. Os primeiros cristãos, para os quais a unicidade do Senhorio de Jesus era mais importante do que qualquer realidade deste mundo, até mesmo da estima dos seus concidadãos, preferiram assinar com seu sangue a originalidade de sua mensagem. E se amamos o próximo, seja qual for, incluindo os muçulmanos, enquanto membros como nós da espécie humana, quista e amada desde toda a eternidade por Deus, redimida pelo Sangue do Cordeiro sem mancha, Jesus nos ensinou a negar qualquer vínculo humano que se opõe ao Seu amor (Mt 12,46-50; 23,31; Lc 9,59-62; 14,26; Jo 10,34; 15,25). Como que fraternidade, portanto, poderíamos chamar de “irmãos” os muçulmanos (vide vossa declaração de 29.03.201)? Existe uma fraternidade que transcende todas as coisas humanas, incluindo aquela da comunhão com Cristo, rejeitada pelo Islã, e que poderia ser a única importante? A vontade de Deus é que acreditemos em Cristo (Jo 6,29), que “não reconheçamos nenhum outro na carne” (2Cor 5,16).

Talvez a diplomacia vaticana pense que, silenciando sobre o que é o Islã, salvará a vida dos pobres cristãos nos países muçulmanos? Não, o Islã continuará a persegui-los (cf. Jo 16,2) e ainda mais se não vir qualquer objeção a isso, porque aquela é a sua razão se ser (Alcorão 9.30). Esses cristãos, como todos os cristãos, não esperam, muito pelo contrário, que Vós recordais a eles que essa é a herança de cada discípulo de Cristo, a de ser perseguido em Seu nome (Mt 16,24; Mc 13,13; Jo 15,20 ) e que é uma graça grandíssima que é motivo de alegria? Jesus nos ordenou de não temer os tormentos da perseguição (Lc 12,4) e, aos irmãos perseguidos por nossa Fé, de se alegrarem na oitava bem-aventurança (Mt 5,11-12). Esta alegria não seria, talvez, o melhor testemunho? Qual melhor serviço poderíamos prestar aos muçulmanos devotos que não mostrarmos que não temos medo de morrer, a partir do momento em que eles tem certeza de ir usufruir das “Uri” que Alá lhes prometeu como recompensa por seus crimes? Qual melhor serviço, se não o de lhes dar a vida por amor de Deus e a salvação do próximo? A vossa carta refere-se ao testemunho de São Francisco, mas não diz que São Francisco mandou os irmãos para evangelizar o Marrocos, sabendo que certamente seriam martirizados, o que realmente aconteceu. Ela não diz que ele mesmo se empenhou em evangelizar o sultão Al Malik Al Kamil [8]. A caridade denuncia a mentira e chama à conversão.

Santíssimo Padre, temos dificuldade em encontrar em sua mensagem aos muçulmanos o eco da caridade de São Paulo que ordena: “Não vos meteis com os infiéis sob um jugo que não é para vocês; de fato, que relação tem entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão entre a luz e as trevas? E qual acordo entre Cristo e Beliar? Ou qual relação há entre o fiel e o infiel?” (2Cor. 6,14-15),. Ou a caridade do doce São João de não acolher quem rejeita a Fé Católica, de nem mesmo cumprimentá-lo, sob pena de participar de suas “más obras” (2Jo 7,11) [9]... Cumprimentando os muçulmanos por ocasião do Ramadã, não se participa de suas obras más? Quem odeia hoje até mesmo uma veste contaminada pela carne (cf. Judas 23)? A doutrina dos Apóstolos não é mais atual?

Sim, o Concílio Vaticano II [sic!] chama os cristãos a esquecer o passado, mas isso não pode significar outra coisa senão esquecer os eventuais ressentimentos em relação à violência e às injustiças sofridas pelos cristãos ao longo dos séculos e, o que nos interessa, infligidas pelos muçulmanos. Porque, do contrário, esquecer o passado não significaria condenar-se a reviver os mesmos males de então? Sem memória poderá haver mesmo uma identidade? Sem memória, poderemos ter ainda um futuro?

Santíssimo Padre, lestes a "Carta Aberta" de Magdi Cristiano Allam [10], ex-muçulmano batizado pelo Papa Bento XVI, em 2006, que anunciou ter deixado a Igreja por causa de seu compromisso com a islamização do Ocidente? Esta carta é um terrível trovão no céu diante da tibieza e da covardia da Igreja, e deveria ser um grande alerta para nós!

Santíssimo Padre, uma vez que a diplomacia não é coberta pelo carisma da infalibilidade, e sua mensagem aos muçulmanos por ocasião do fim do Ramadã não é um ato de magistério, tomo a liberdade de criticá-lo abertamente e respeitosamente (cânon 212 §3). Certamente, vós considerastes que, antes de falar sobre “teologia” com os muçulmanos, era necessário bem dispor o coração deles, ensinando o dever, porquanto elementar, de respeitar os outros. Eu queria vos dizer que nos parece que tal ensinamento deve ser feito sem qualquer referência ao Islã, a fim de evitar qualquer ambiguidade a esse respeito. Por que não fazê-lo por ocasião do primeiro dia do ano ou no Natal? [porque Bergoglio sabe que, aí, seria alvo da Sharia? - NdTª.]. Certamente não foi sem razão que Bento XVI dissolveu o Pontifício Conselho para o Diálogo Interreligioso e transferiu seus poderes para o Pontifício Conselho para a Cultura... Dito isto, renovo meu compromisso na fidelidade à Cátedra de São Pedro, na fé em seu infalível magistério, desejando ver fazer o mesmo por parte de todos os católicos abalados em sua fé por sua mensagem aos muçulmanos por ocasião do fim do Ramadã.

Don Guy Pagès


Fonte: http://www.islam-et-verite.com/blog/billets-d-humeur/lettre-ouverte-au-pape-francois-au-sujet-de-son-message-aux-musulmans-pour-la-fin-du-ramadan.html.
Tradução: Pale Ideas.

______________________
NOTAS
1) http://www.vatican.va/holy_father/francesco/messages/pont-messages/2013/documents/papa-francesco_20130710_musulmani-ramadan_po.html.
2) “De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, eles têm o direito, na verdade às vezes o dever, de manifestar aos sagrados Pastores seu pensamento sobre o que diz respeito ao bem da Igreja; e de torná-lo conhecido aos demais fiéis, sem prejuízo da integridade da fé e dos costumes, e o respeito devido aos Pastores, tendo, ainda presente a utilidade comum e a dignidade da pessoa” [Can. 212, §3]
3) http://www.leconomiste.com/article/897050-ramadan-dope-la-demande.
4) http://francaisdefrance.wordpress.com/2013/07/22/ratp-et-ramadan/.
5) “Assim como fezes, urina, carne, vinho”, precisa o aiatolá Khomeny, em “Princípios políticos, filosóficos, sociais e religiosos”, Éditions Libres Hallier, Paris, 1979.
6) Faut-il dont avoir honte de Saint Thomas d'Aquin qui écrit : "Mahomet […] a séduit les peuples par des promesses de voluptés charnelles au désir desquelles pousse la concupiscence de la chair. Lâchant la bride à la volupté, il a donné des commandements conformes à ses promesses, auxquels les hommes charnels peuvent obéir facilement. En fait de vérités, il n'en a avancé que de faciles à saisir par n'importe quel esprit médiocrement ouvert. Par contre, il a entremêlé les vérités de son enseignement de beaucoup de fables et de doctrines des plus fausses. Il n'a pas apporté de preuves surnaturelles, les seules à témoigner comme il convient en faveur de l'inspiration divine, quand une œuvre visible qui ne peut être que l'œuvre de Dieu prouve que le docteur de vérité est invisiblement inspiré. Il a prétendu au contraire qu'il était envoyé dans la puissance des armes, preuves qui ne font point défaut aux brigands et aux tyrans. D'ailleurs, ceux qui dès le début crurent en lui ne furent point des sages instruits des sciences divines et humaines, mais des hommes sauvages, habitants des déserts, complètement ignorants de toute science de Dieu, dont le grand nombre l'aida, par la violence des armes, à imposer sa loi à d'autres peuples. Aucune prophétie divine ne témoigne en sa faveur ; bien au contraire il déforme les enseignements de l'Ancien et du Nouveau Testament par des récits légendaires, comme c'est évident pour qui étudie sa loi. Aussi bien, par une mesure pleine d'astuces, il interdit à ses disciples de lire les livres de l'Ancien et du Nouveau Testament qui pourraient les convaincre de fausseté. C'est donc chose évidente que ceux qui ajoutent foi à sa parole, croient à la légère." (Somme contre les Gentils, I, 6, traduction de Réginald Bernier et Maurice Corvez, Paris, Cerf, 1993, p. 27).
7) http://ripostelaique.com/tandis-qualexandre-delvalle-denonce-loci-laurent-fabius-se-prosterne-devant-ses-representants.htmlhttp://www.libertiesalliance.org/brusselsconference/icla-proceedings-brussels-2012/.
8) http://www.eleves.ens.fr/aumonerie/numeros_en_ligne/careme02/seneve008.html.
9) Saint Polycarpe, disciple de saint Jean, avait bien retenu cette leçon : "Evitons les faux frères et aussi les hommes qui portent faussement le nom du Seigneur et qui égarent les esprits légers. En effet, tout homme qui ne proclame pas que Jésus-Christ est venu dans la chair, celui-là est un anti-Christ et celui qui ne proclame pas le témoignage de la croix appartient à au diable." (Lettre aux Philippiens, Office des Lectures du Mardi de la Vingt-sixième semaine du Temps Ordinaire).
10) http://benoit-et-moi.fr/2013-II/articles/magdi-allam-quitte-leglise.html e http://www.ilgiornale.it/news/interni/bersani-ora-basta-899699.html.

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