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domingo, 25 de maio de 2025

As redes sociais e os sete pecados capitais


As redes sociais e os sete pecados capitais



Há tempo este artigo vem rondando a minha mente. O fenômeno das redes sociais se tornou um objeto de meditação para mim diante de diversos problemas que podemos facilmente perceber. E é um ambiente que está se tornando cada vez pior, desde o Orkut até chegarmos ao Instagram.

Obviamente, há coisas que não são um mal em si mesmas, mas se tornam um mal pela má utilização que se faz delas, como a internet, que pode ser boa se servir a bons propósitos, mas pode ser má se a alma afunda no pecado através dela. Já há outras coisas que me fazem questionar se elas não são um mal em si mesmas, como as REDES SOCIAIS.

Estar em uma rede social heterogênea como o Instagram, que tem gregos e troianos, expõe a alma a perigos reais, mesmo com todas as melhores das intenções, mesmo pretendendo focar apenas em determinados temas, louváveis e lícitos. Perdi a conta de quantas vezes eu bloqueei determinado assunto que teimava em aparecer em minha tela!!! O tal do algoritmo prega peças que não são mera coincidência. Tudo ali é calculado para alcançar um determinado objetivo.

Enfim, vamos analisar o Instagram, que escolhi porque é a única rede social da qual participo atualmente, e meu pretexto é o de manter contato com familiares e amigos espalhados pelo mundo, e, em determinados períodos, para fins comerciais, tendo em vista as duas editoras que coordeno. Pelo pouco que conheço das outras redes sociais, me parece que não há muita diferença, moralmente falando.

Por que a comparação com os sete pecados capitais? Porque é assim que a ideia nasceu e foi crescendo em minha mente, diante de determinadas situações que vi. Eventualmente, entrarão em discussão outros pecados que, embora não listados entre os sete, fazem parte da cadeia que os liga.

Quais são os sete pecados capitais? Começamos por aqui, porque nem todo católico — SIC! — sabe disto. Os pecados capitais são estes: soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça. Puxando pela memória, já podem perceber que eles, e muitos outros, estão todos no Instagram.

 
SOBERBA
 
A internet — e a chamo em causa porque tudo começou com ela — é o reino dos imbecis, que deixaram a vergonha de lado e se acham no direito de ensinar os demais. No Youtube mais do que no Instagram, pululam as contas de “gurus da sabedoria”, “teólogos” autodidatas, opinadores profissionais (os opinólogos!), todos “influencers”…

Mas é no Instagram que se popularizam por causa da infinitude dos imbecis — “Stultorum infinitus est numerus” (Eclesiastes 1,15) — que os seguem e compartilham essas desgraças ambulantes. E o traço principal desses gurus é a SOBERBA, que explode quando são questionados com um mínimo de verdade e de fontes católicas. Começa que o verdadeiramente humilde nem teria uma conta pública na internet, a não ser por ordem do diretor espiritual que julgue necessária a sua presença e o seu trabalho on-line. E este é outro ponto comum que se percebe neles: não costumam ter um diretor espiritual porque a soberba o impede, se acham autossuficientes, ungidos, predestinados. E, quando existe um diretor, ou não o obedecem ou este é uma lástima, um arremedo de padre, que mal frequentou dois anos de seminário.

Além do “influencer” ser soberbo, a soberba é vendida e estimulada como uma virtude dos fortes, dos espertos, dos sábios… chegando a distorcer o pensamento de Doutores e Padres da Igreja, e filósofos em geral, para encaixá-los na “nova verdade” que eles apregoam. E isso falando só dos ambientes supostamente católicos, porque o Instagram é “democrático”, e somos obrigados a suportar os imbecis de outras religiões e culturas que também se acham no direito de ensinar.

 
AVAREZA
 
Avareza é o apego excessivo aos bens materiais, o que pode levar a um desvio da própria espiritualidade, que deve ser centrada no amor e na caridade para com o próximo. O avaro não é aquele que não gasta dinheiro, mas o que ama o dinheiro e não se importa minimamente com o próximo. Nas redes sociais pode se manifestar de diversos modos, como o apego excessivo a bens materiais e, principalmente, à ostentação de uma vida que por vezes não é real ou não é honesta. Sim, ostentar riqueza despudoradamente entra na esfera do pecado da avareza pelo apego desmedido aos bens materiais, e se veem mansões gigantescas com portas monumentais, e todo tipo de luxo — muitos meramente virtuais — que, ainda por cima, alimentam a inveja das almas fracas e afastadas de Deus. Nessa busca desenfreada pelo sucesso ostentável, os “influencers” chegam a comprar seguidores para aparentar sucesso, instigando os incautos a segui-los como um rebanho de descerebrados porque... os números, a quantidade fascinam.

 
LUXÚRIA
 
Sobre este tema, eu falaria anos, pois é o que mais aparece nas mídias sociais: nudez ou roupas e poses indecentes, música imorais, “testemunhos” escandalosos (inclusive de supostos convertidos)… a lista é longa. Você acaba de assistir a um vídeo de uma criança cantando o Regina Caeli, que agrada aos olhos e aos ouvidos, e logo a seguir vem uma mulher seminua, rebolando e desafinando frases indecentes, mesmo você tendo bloqueado esse tipo de tema inúmeras vezes. Você segue “tags” religiosas ou culturalmente elevadas, e, mesmo assim, o algoritmo joga na tela indecências e imoralidades.

A modéstia dos olhos é uma virtude que devemos praticar constantemente. Com que olhos iríamos depois admirar a beleza pura de Nossa Senhora no Céu?… Quantos anos seriam necessários no Purgatório para limpar a vista dessas visões?! Não tem como “desver” essas cenas torpes!!! E, vendo a quantidade de padres, religiosos(as) e seminaristas que estão no Instagram — a querida Irmã Cristiana ficou abismada com o simples fato de estas pessoas terem tempo para isso, diante da quantidade enorme de deveres próprios do estado religioso e sacerdotal!!! — eu me pergunto como guardam a modéstia dos olhos, a pureza e a castidade?!

E, para mais facilmente veicular essas indecências, chamam a isso de “arte”, e, por causa disso, nos proíbem de criticar nos rotulando de anacrônicos, medievais, “haters”… E essa arte não envolve apenas homens e mulheres comuns, o ultraje alcança as raias dos abismos infernais porque até os Santos da Igreja Católica, principalmente Nossa Senhora e Jesus Cristo, a pureza infinita, são o alvo preferido deles. Não são poucos os exemplos disto.

Quero, aqui, me deter sobre algo que preocupa por causa do mau exemplo, do pecado de escândalo. As pessoas tendem a crer que a internet é terra de ninguém, e fazem coisas escandalosíssimas sem se preocupar com quem possa estar vendo. Por outro lado, há pessoas que, ao invés de cortar logo a ocasião de pecado, por curiosidade ou tara, insistem em ver o que não deveriam. E não apenas assistem, mas curtem, comentam e compartilham achando que ninguém mais está vendo. A parte o fato de que, acima de nós, tem Deus Onisciente e Onipresente, a internet não é tão secreta assim, sobretudo as redes sociais. No Instagram, em particular, o algoritmo compartilha o que fazemos: surprise!! Se não sabia, fique sabendo que toda vez que você “curte” uma indecência, seus contatos podem ficar sabendo. E não adianta dizer que “dona Giulia” é curiosa e veio ver meu perfil — como certas senhoras costumavam dizer no Facebook — porque não é assim que as redes sociais funcionam. Por mais que a vida alheia não me interesse, sou obrigada a ver ou perceber essas coisas. E, até aí, tudo bem, porque não são coisas que vão mudar minha vida, porque minha Fé é mais sólida do que isso, mas elas podem mudar a vida de pessoas mais sensíveis, que podem se afastar da Igreja, da Fé verdadeira por causa de um escândalo. Resta o fato de que é chocante perceber que entre os que me rodeiam há pessoas que “curtem” conteúdos imorais vergonhosos, às vezes contra a natureza, e que não tem o menor pudor de fazê-lo.

E, neste ponto, eu abro um parêntese para falar sobre RESPEITOS HUMANOS. Quantos viram aquilo e se calaram? Por vergonha de parecer “radical”, medo de perder amizade, ou simplesmente por comodismo… Mas é o próprio Senhor quem nos alerta: “Nada há de oculto que não venha a ser revelado” (São Lucas 8, 17). A fé exige vigilância constante. Nosso Senhor disse: “O reino dos céus é arrebatado à força, e só os violentos o conquistam” (São Mateus 11, 12). É preciso fazer violência a si mesmo, vigiar os sentidos, mortificar os olhos, as vontades e os desejos. Sobretudo aqueles que têm tendências mais acentuadas aos pecados contra a castidade — seja por fraqueza, por histórico pessoal, por ocasião... — devem redobrar a atenção, recorrer à penitência, e suplicar incessantemente a intercessão dos Santos, especialmente de São Luís Gonzaga, padroeiro da juventude, modelo de pureza e de renúncia ao mundo. E nem creiam que somente os homens fazem isso! Há também mulheres — muitas, inclusive — “curtindo” e consumindo conteúdo desse teor, igualmente provocativo e contrário à moral, seja com homens, seja com outras mulheres. O pecado não tem preferência de gênero.  

Mas a virtude também não. A graça está ao alcance de todos os que lutam, caem e se levantam com sinceridade, desejando de fato o Céu.

Por outro lado, ainda no tema da luxúria, as redes sociais “normalizam”, em nome da liberdade de consciência, situações, atitudes e comportamentos que até ontem eram pecado e censurados pela sociedade. Continuam pecado, pessoal! Quem foi que aboliu os Dez Mandamentos? Não me avisaram!!! Praticamente todos os tabus foram destruídos. Ver namorados que vivem juntos já não escandaliza ninguém… Amantes que mantêm perfil nas redes sociais reivindicando um espaço na sociedade porque são “seres humanos como todo mundo”, têm seus direitos… Prostitutas e gigolôs — mudam o nome, mas a essência é a mesma — que estampam a cara sem o menor pudor, e falam da “maravilha” que é a vida deles e de como o dinheiro ganho tão porcamente lhes proporciona uma estilo de vida invejável. Fetiches e bizarrices sexuais expostas para qualquer um ver. Incestos dos quais se têm orgulho. E até mesmo uma velada pedofilia…

 
IRA
 
Bom, o ódio sempre existiu, e isso ninguém pode negar, mas a internet, e as redes sociais em particular, fomentam e amplificam um ódio visceral e profundo nos usuários. Seja qual for o tema proposto, os “opinólogos” que discordam despejam impropérios e desejam o pior, mesmo que seja uma criança. A rede social é um experimento social; nele, somos tratados como ratinhos de laboratório, e inflamar sensações e sentimentos faz parte disso. Daí que vemos que esse tipo de “sociedade” estimula os vícios e não as virtudes. Eu ouço dizer que estão no Instagram por este ou aquele motivo lícito em si — como eu também declarei acima — mas como negar que a simples presença nos expõe ao que há de mais degradante e evoca em nós o que há de pior?!

 
GULA
 
Gula e consumismo andam de mãos dadas. E, para isso, o Instagram é um prato cheio; desculpem o trocadilho! Como a principal atração é o visual — fotos e vídeos — mesmo sem ter demostrado interesse no assunto, rolam tela abaixo as mais incríveis delícias com que possam se entreter os olhos! Mesmo na Quaresma… Tanto a gula quanto o consumismo são movidos pelas entranhas que nunca se saciam. Muitos descontam na comida, ou nas compras descontroladas, as insatisfações, os vazios, as frustrações… É um poço sem fim.

 
INVEJA
 
Aqui, o Instagram faz, talvez, o seu “melhor” trabalho. Às vezes por querer, às vezes inocentemente, as pessoas se expõe e ostentam uma vida que, para a maioria, é inalcançável. Naturalmente — podemos usar este termo aqui?… — quem olha essas coisas todas às quais nunca terá acesso — tendo ou não formação moral católica — sente germinar em si um sentimento de INVEJA. E a inveja não é simplesmente desejar o que é do outro, mas, precipuamente, desejar que o outro perca o objeto de desejo e até morra para não mais o usufruir. O invejoso não acha “justo” que alguém possa ter algo que ele não tenha, não possa ter ou não mereça. 
Uma das filhas mais famosas da inveja é a fofocaEla calunia, difama, fomenta intrigas, promove discórdia e desarmonia. tem um poder de devastação tão grande que pode fazer romper, de modo irreversível, laços afetivos entre familiares e amigos. Eis o demônio plenamente satisfeito e realizado. Nas redes sociais, não são poucas as pessoas que buscam ser alvo de inveja, caindo no pecado da vaidade, ligado à soberba. 
 
PREGUIÇA
 
Bom, não é que apareçam no Instagram mensagem dizendo: seja preguiçoso! Nele, muito é subliminar, velado, insinuado. O tempo que se perde nessa atividade idiota de rolar a tela infinitamente e sem propósito, o trabalho que se deixa de fazer para ficar à toa, acabam adoecendo o usuário e tornando-o preguiçoso para com seus deveres de estado. Não são poucos os pais e mães que negligenciam os filhos por causa do celular. Eu mesma já presenciei esse tipo de coisa. Certa vez, em uma viagem, fomos jantar em um shopping, que era o único lugar aberto que achamos; e lá, na praça de alimentação, eu vi uma mãe com sua filhinha, de talvez 6 ou 7 anos; a mãe no celular, curvada e absorta, ignorava as queixas da menina: estou com frio, estou com fome… deu pena da menina. E sabe-se lá a quantas negligência está exposta!!! Alguém me disse que nas escolas, mesmo nas escolas particulares, muitas crianças vão sem desjejum ou almoço, sem banho, com piolhos e doenças de pele… Não são crianças pobres da periferia!!! São os filhos da invejada classe média. E se multiplicam, no Instagram, os vídeos de cenas de negligência dos pais por causa do celular. Alguns casos até graves, em que a criança se machuca ou morre. São os novos tempos?
 

CONCLUSÃO

As redes sociais causam escândalo, isso é um fato. E aí de quem for o escandaloso! Mas aí também de quem assiste corriqueiramente aos escândalos! Como se pode pretender ter uma vida de santidade se se vive imerso no meio dos escândalos?!

As redes sociais são, de certa forma, um lugar secreto, uma vez que existem apenas dentro de nosso celular particular, ao qual ninguém mais tem acesso sem a nossa permissão. E, por causa disso, desse “segredo” que se julga insondável, muitos abusam do LIVRE ARBÍTRIO. Só que devemos nos lembrar que Deus é ONISCIENTE e sonda o nosso coração. Podem esconder dos outros o interesse lascivo e espúrio que alimentam no segredo de seus celulares e de suas almas, mas Deus tudo vê.

O resumo da ópera é que me parece que as redes sociais não são um ambiente adequado e salutar para os católicos, e muito menos para as crianças, que também estão expostas a tudo isso. Como exercitar e guardar as virtudes se, nesses locais virtuais, somos bombardeados por todo tipo de vício e pecado?

Em nenhuma rede social há a possibilidade, hoje, de criar um NICHO CATÓLICO, como talvez fosse na época do Orkut, a fim de participar da nova sociedade sem se misturar aos mundanos. Ademais, essa possibilidade de haver um nicho “salvífico” me traz à mente a imagem de um bordel em que haja um quarto só para os puros… Conseguem compreender a incongruência disso?! Continua um bordel!!!

   

quarta-feira, 25 de maio de 2016

ATROFIA MENTAL COM DIGITADURA



      

    Não me lembro de alguém ter-me perguntado, quando eu frequentava o grupo escolar, em qual profissão eu gostaria de trabalhar quando crescesse. Mas se algum curioso quisesse saber a resposta, provavelmente ouviria algo assim: Quero trabalhar em qualquer coisa que não dê trabalho. 

          Esta introdução pouco autoelogiosa poderia levar alguns a imaginar-me um preguiçoso incorrigível, vagabundo. Bem longe da verdade estaria essa impressão. Nunca fui preguiçoso, mas aquela minha provável resposta explicava-se pelos meus escassos conhecimentos sobre trabalho, limitados então ao uso de instrumentos como enxada, machado, picareta, serrote, foice. Numa visão retrospectiva, posso confirmar que nunca me entusiasmariam trabalhos movidos a músculos, suor, calos, mas era quase só isso que eu via por lá. Conheci depois trabalhos mais importantes e menos hercúleos, como o de manusear minha caneta enquanto escrevo uma crônica. 

         A importância do trabalho raramente é proporcional ao suor que ele produz. Mesmo sendo o instrumento uma leve caneta, pode ser até mais cansativo. Com a tecnologia moderna, o trabalho pesadão foi transferido para as máquinas; e o que já podemos lamentar, neste nosso mundo desequilibrado, é o excesso de redução do trabalho. Parece contraditório isso, mas vou explicar-lhe. 

         Começo por lembrar que as máquinas, geralmente fabricadas para substituir ou reduzir o trabalho humano, vêm assumindo papel cada vez mais importante. Muitas censuras se poderiam fazer ao modo como elas realizam essa substituição, mas quero apenas mostrar que há limites para isso. Difíceis de estabelecer, mas existem. Farei uma tentativa de exemplificação, sem a pretensão de esgotar o assunto. 

terça-feira, 15 de setembro de 2015

A automação excessiva emburrece

Inteligência humana: quem usa, cuida


Nicholas Carr, autor do livro "A geração superficial: o que a internet está fazendo com os nossos cérebros" (Editora Agir), afirma em matéria publicada no "The Wall Street Journal": "A inteligência artificial chegou. Os computadores são hoje perspicazes e precisos. Deslumbrados com nossas máquinas, nós damos a elas todo tipo de tarefas sofisticadas que antes costumávamos fazer sozinhos". A consequência, irrefutável e terrível, se encontra claramente expressa no título desse artigo: "A automação excessiva emburrece".

Em outras palavras, nossas habilidades só melhoram através da prática, quando as usamos regularmente para superar diferentes tipos de desafios difíceis.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Você e a Internet. Como manter uma relação saúdavel.

Utilidade pública: do cuidado ao lidar com a Internet.



11 formas de criar uma relação saudável com a Internet |



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Posso dizer desde já que sempre que escrevo sobre Internet e aparelhos digitais, meu tom de discurso caminha para o lado mais preocupado, para dizer o mínimo. Mas, como minha esposa pode atestar rapidamente, nem sempre eu pratico o que prego. Para mudar isso, eu criei uma lista de disciplinas digitais que eu tentarei levar a sério.

Claro, eu não acho que todos esses pontos são aplicáveis universalmente. Eles podem soar completamente inviáveis para seu estilo de vida, ou em alguns casos podem apenas parecer desnecessários. Tudo que eu quero com eles é simples: dadas minhas prioridades e minhas circunstâncias de vida, eu considero bem útil articular e implementar essas formas para deixar minha relação com a cultura da Internet bem mais saudável.
 

Eis a lista.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

INTERNET: sua vida exposta a todos.

Um vídeo para reflexão: 


Um artigo para embasar a reflexão:



Facebook: bom ou mau? Eis a questão!


As pessoas se expõe perigosa e indevidamente. E tudo tem consequências. Além da curiosidade, que não é virtude quando não procura o bem. Nada é virtude quando não procura o bem. É por isso - e por obedecer a uma ordem de meu diretor espiritual - que encerrei meu antigo FB (judamore). 

(Acrescentado hoje). Há informações de que, mesmo deletando as informações e as fotos, o FB não deleta de verdade, mas armazena. O G+, segundo li recentemente, vende as fotos pessoais agradáveis a empresas de propaganda. Dizem que o FB vende as informações para que as empresas direcionem seus produtos. O Google e o Gmail também fariam isso. Um dia desses aconteceu um fato inusitado: eu fiz o costumeiro ControlC em um documentos do World para fazer uma pesquisa na internet, em seguida, antes de fazer a pesquisa, entrei em meu email, para verificar se havia algo a responder, e notei que a propaganda lateral (sugerida pelos assuntos do seu email privado - o que já é uma invasão de privacidade) tratava do mesmo assunto que eu havia selecionado no World. Veja bem, eu sequer havia copiado (ControlV) o assunto na busca do Google, ainda estava na esfera do World/Wndows. Fiquei assustada, confesso. Até onde "eles" invadem nossa privacidade? Com que finalidade? Apenas para pesquisas de mercado?

Vamos ao texto. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bergoglio, Twitter & followers

Mais um belo texto de Gnocchi e Palmaro. Certamente pesa, agora, a perseguição que passaram a sofrer por ter ousado criticar o novo "queridinho" do mundo, mas não mentem, não são desonestos. Vale a pena ler e refletir a respeito. 




Papa Inocêncio III (1161-1216), Lottario dos Condes de Segni, foi o mais poderoso Soberano da Igreja que a história da Cristandade conheça: para ele, Igreja e Império não eram que dois aspectos complementares do mesmo mandato divino.

Papa Francisco, Jorge Mario Bergoglio, através dos meios de comunicação global, está se tornando o mais famoso personagem de todo o mundo contemporâneo e virtual, da forma como o revelam Gnocchi e Palmaro em seu artigo realista e permeado de católica amargura, que apareceu em “il Foglio” de ontem, e que aqui apresentamos. Francisco alcançou dez milhões de seguidores no Twitter, ou seja, dez milhões de fãs. Além disso, milhões de pessoas clicam em “curtir” Bergoglio no Facebook. Milhões de pessoas entram em chats, de um continente para outro, para dizer: “Viva Papa Francesco”... Mas tudo isso é goliardo[1], como o foi o “Flash Mob” dos 1.200 bispos em Copacabana[2], durante a Jornada Mundial da Juventude neste verão: esta é a era dos grandes jograles[3] (do provençal-occitano “joglar”, que, por sua vez, deriva do lema latino “iocularis”), não só políticos, mas também religiosos.

sábado, 25 de agosto de 2012

10 COISAS QUE A INTERNET ESTÁ MUDANDO NO SEU CÉREBRO

Além das questões morais, já observadas aqui e ali, há prejuízos materiais:



10 COISAS QUE A INTERNET ESTÁ MUDANDO NO SEU CÉREBRO


Você sabe qual o efeito da internet no nosso cérebro? Na era digital, a tecnologia está modificando alguns hábitos dos seres humanos

A tecnologia modifica cada vez mais o nosso cotidiano. Seja na maneira de estudar ou na forma de aprender, tudo que está conectado com a internet faz parte da nossa rotina. Porém, alguns cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, começaram a notar que a internet não tem servido apenas para satisfazer as curiosidades dos nossos cérebros, mas também reestruturá-los. Então, o que exatamente a internet fazendo com nossos cérebros? Confira as 10 mudanças que a internet está fazendo com o seu cérebro:

1. Memória
A internet representa o nosso disco rígido externo. Ela agora faz o papel da memória; nós não temos mais que lembrar números de telefone ou endereços. Precisamos apenas pegar as informações no nosso e-mail ou procurar no Google.

2. Aprendizagem
Com a internet, as crianças estão aprendendo de forma diferente. Você se lembra de todas as suas aulas de história que exigiam a memorização de datas, nomes e pequenos detalhes? As crianças não fazem mais isso. Com as bibliotecas online a memorização já não é uma parte necessária na educação. Os educadores estão começando a entender que a informação está chegando cada vez mais rápido, e a memorização de certos fatos desperdiça o poder do cérebro de manter informações mais importantes.

3. Atenção
Alguma vez você já atualizou seu Facebook enquanto ouvia música e mandava mensagens de texto? Se isso acontece com frequência você já experimentou o fenômeno da atenção parcial e o seu impacto sobre o cérebro. O que ainda não se descobriu sobre a atenção parcial é se ela não passa de uma distração ou uma adaptação do cérebro para o fluxo constante de estímulos.

4. Pesquisas
As pessoas estão ficando cada vez melhores na busca de informações. Embora não possamos lembrar de tudo, estamos melhorando a capacidade de encontrar as informações que precisamos. Isso acontece porque os recursos intelectuais usados para reter fatos e informações já está se adaptando às novas tecnologias e se tornando altamente qualificado em lembrar onde se pode encontrar as coisas.

5. Aumento do Q.I
Na era da tecnologia, jogos, vídeos e redes sociais o grande questionamento dos pesquisadores é: as novas tecnologias estão deixando os nossos cérebros mais esquecidos? Pelo contrário, depois do surgimento de novas tecnologias como Twitter, Facebook e Google, estamos ficando mais espertos e adquirindo novas habilidades. O QI está aumentando ao longo do tempo.

6. Concentração
Com a quantidade de informações em pouco tempo, a nossa concentração está sofrendo. Está cada vez mais difícil fazer uma leitura profunda sem usar a internet ou mexer no celular. Nosso tempo online é tão grande que quando paramos para fazer uma leitura mais complexa o cérebro se desinteressa e não se concentra na atividade.

7. Relevância
Com tanta informação disponível na internet, os cérebros já estão se adaptando a seleção de conteúdo por relevância. Cabe aos leitores e consumidores de informações determinar o que é relevante e confiável. Com a prática os cérebros estão ficando cada vez melhores nessa tarefa.

8. Vício
O ser humano está cada vez mais fisicamente viciado em tecnologia. Mesmo depois de desligar, muitos usuários da internet sentem desejo pela a estimulação recebida dos gadgets. E a necessidade de estar conectado é crescente.

9. Distração
Em vez de se concentrar em tarefas importantes ou pesquisar informações para uma boa utilização, o cérebro está distraído com e-mails, redes sociais, e outras tentações da internet.

10. Pensamento criativo
Alguns especialistas acreditam que a memorização é fundamental para a criatividade, só que com a perda da memória o pensamento criativo fica comprometido. Embora a criatividade tenha aumentado com o uso da tecnologia, o pensamento criativo deve ser feito de novas e diferentes maneiras.


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Digital DETOX para cérebros de pipoca...

Com o devido cuidado, relevando bobagens de psicologia contemporânea barata, reflitam sobre isto. O que é a intoxicação digital? A quem interessa? Quais os malefícios principais e segundários? Você é viciado em tecnologia? Você ficaria uma semana sem tudo o que é "útil, confortável, moderno": eletricidade, televisão, internet, carro, colchão macio, micro-ondas... ? O que me diz?




CÉREBRO DE PIPOCA

Pesquisadores detectam há tempos distorções, como a compulsão para se manter conectado, como um vício

O Google anunciou na semana passada um projeto para enfrentar o Facebook, disposto a reinventar a mídia social. A notícia teve óbvio impacto mundial e despertou a curiosidade sobre mais uma rodada de inovações tecnológicas, capazes de nos fazer ainda mais conectados.

No dia seguinte, porém, o Facebook reagiu e anunciou para esta semana uma novidade também de grande impacto, possivelmente em celulares. Para alguns psicólogos americanos, esse tipo de disputa produz um efeito colateral: um distúrbio já batizado de “cérebro de pipoca”.

Esse distúrbio é provocado pelo movimento caótico e constante de informações, exigindo que se executem simultaneamente várias tarefas. Por causa de alterações químicas cerebrais, a vítima passa a ter dificuldade de se concentrar em apenas um assunto e de lidar com coisas simples do cotidiano, como ler um livro, conversar com alguém sem interrupção ou dirigir sem falar ao celular. É como se as pessoas tivessem dentro da cabeça a agitação do milho explodindo no óleo quente.

A falta de foco gera entre os portadores do tal “cérebro de pipoca” um novo tipo de analfabetismo: o analfabetismo emocional, ou seja, a dificuldade de ler as emoções no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, o que torna complicado o relacionamento interpessoal.

***

Sou um tanto desconfiado de notícias alarmantes provocadas pelo surgimento de novas tecnologias. Toda ruptura desencadeia uma onda de nostalgia e de temores em relação ao futuro.

Mas algumas pesquisas em torno do “cérebro de pipoca” merecem atenção por afetar o processo de aprendizagem. Uma delas foi realizada em Stanford, a universidade que, por ajudar a criar o Vale do Silício, na Califórnia, impulsionou a tecnologia da informação.

Neste ano, Clifford Nass, professor de psicologia social na Universidade Stanford, revelou num seminário sobre tecnologia da informação a pesquisa que fez com jovens que passam muitas horas por dia na internet, acostumados a tocar muitas tarefas ao mesmo tempo.

Ele mostrou fotos com diversas expressões e pediu que os jovens identificassem as emoções. Constatou a dificuldade dos entrevistados. “Relacionamento é algo que se aprende lendo as emoções dos outros”, afirma Nass.

O problema, segundo ele, está tanto na falta de contato cara a cara com as pessoas como na dificuldade de manter o foco e verificar o que é relevante, percebendo sutilezas, o que exige atenção.

***

Os pesquisadores estão detectando há tempos uma série de distorções, como a compulsão para se manter conectado, semelhante a um vício.

Trata-se de uma inquietude permanente, provocada pela sensação de que o outro, naquele momento, está fazendo algo mais interessante do que aquilo que se está fazendo. Tome o Facebook ou qualquer outra rede social.

Chegaram a desenvolver um programa que envia para o celular da pessoa um aviso sempre que um amigo dela está se aproximando de onde ela está.

***

O estímulo, porém, começa no mercado de trabalho. Vemos nos anúncios de emprego uma demanda por pessoas que façam muitas coisas ao mesmo tempo.

Mas o que Nass, o professor de Stanford, entre outros pesquisadores, defende é o contrário. Quem faz muitas tarefas ao mesmo tempo, condicionando seu cérebro, fica menos funcional. Não sabe perceber as emoções e trabalhar em equipe, não sabe focar o que é relevante e tem dificuldade de estabelecer um projeto que exige um mínimo de linearidade. Não sabe, em suma, diferenciar o valor das informações.

***

Não deixa de ser um pouco absurdo valorizar tanto os recursos tecnológicos que aproximam as pessoas virtualmente, mas que as afastam na vida real.

Daí se entende, em parte, segundo os pesquisadores, por que, em todo o mundo, está explodindo o consumo de remédios de tarja preta para tratar males como a ansiedade e a hiperatividade.

PS- Perto da minha casa, aqui em Cambridge, há uma padaria artesanal, com mesas comunitárias, que decidiu ir contra a corrente. Seus proprietários simplesmente proibiram que se usasse celular lá dentro para diminuir a poluição sonora e a agitação. Sucesso total. O efeito colateral: ficou difícil conseguir lugar.

Por Gilberto Dimenstein em 04/07/11
[Grifos nossos] 


DIGITAL DETOX WEEK

“Digital DETOX Week” (semana da desintoxicação digital). Trata-se de uma campanha internacional, que por muitos anos foi chamada de “TV Turnoff Week”. Com a “evolução” dos tempos, o mesmo veneno que bebemos na TV foi se espalhando pela internet e outros “gadjets”, seja na forma de sites de relacionamento, bate-papos virtuais, mega-portais de notícias obcecados por click$/audiência, mega-lojas virtuais onde se compra desde um ramo de alface até uma geladeira, mecanismos de pesquisa envenenados por marketing corporativo e fichamento populacional,  centenas de músicas e vídeos que agora cabem na palma da sua mão, jogos multi-player viciantes que prendem verdadeiras massas, home-theaters embelezando o centro da sala de estar, etc – a lista é inesgotável e por isso mudou-se o nome da semana da TV desligada, por motivos de abrangência óbvios. Essa multimída toda pode ter lados bons, mas o foco da campanha é na parte fedorenta, pela primeira vez em época de crise mundial, quando existe uma sensibilidade maior à transformações nos modos de vida.

[...]

Ficar uma semana sem usar a TV, o Google, o Orkut/Facebook, o Messenger, o Blogger, o Youtube, o iPod, ou qualquer tralha digital que se alimenta de momentos da vida. Fazer o “post” de sua história no velho botequim do bairro com uma nova amizade, sentir as emoções de um bom papo sendo vistas na expressão de um rosto, numa boa gargalhada mútua e intraduzível através de emoticons, ficar triste de verdade e experimentar a solidão, escrever uma carta manuscrita, levar a namorada ao cinema, andar de bike com os filhos, curtir um alto e bom som ao vivo, correr na chuva, sentir-se fisicamente esgotado, comer e beber bem devagar, sentindo a cor, cheiro e sabor das coisas. Apesar do tom imperativo, são apenas simples e humildes idéias para ilustrar a mensagem – preencha sua vida “desplugada” por 7 dias.

Fonte: Internet 
E então, você consegue se desconectar?
Só por curiosidade - e até anonimamente - gostaria de saber sua opinião: deixe abaixo, por favor!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Facebook: bom ou mau? Eis a questão!

As pessoas se expõe perigosa e indevidamente. E tudo tem consequências. Além da curiosidade, que não é virtude quando não procura o bem. Nada é virtude quando não procura o bem. É por isso - e por obedecer a uma ordem de meu diretor espiritual - que encerrei meu antigo FB (judamore). Vamos ao texto.  

* * *

FACEBOOK, ou seja 

falsos amigos e verdadeiros inimigos.



Os Homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas dos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os Homens já não têm amigos”. 

Esta reflexão de Antoine de Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe, 1942) é hoje desmentida pelos fatos. Atualmente, os mercadores de amigos existem.

As redes sociais como o Facebook ou o MySpace oferecem, com um custo mínimo e sem a necessidade de sair do lugar, um número quase ilimitado de amigos (1). Em média, os usuários têm entre 130 e 150 amigos, ou seja, quase trinta vezes mais do que um homem pode ter na sua vida real. Algumas pessoas chegam a ter mais de mil contatos.

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