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quarta-feira, 18 de julho de 2018

São José


"O Senhor reuniu em (São) José,  
como em um sol,  
tudo o que os Santos têm de luz e esplendor."


São Gregório Nazianzeno, Doutor da Igreja (329-390) 

domingo, 19 de março de 2017

Pio XI sobre São José, ao falar das virtudes heroicas da Ven. Emília de Vialar

LEITURA DO DECRETO SOBRE AS VIRTUDES HEROICAS DA VEN. EMÍLIA DE VIALAR, FUNDADORA DAS IRMÃS DE SÃO JOSÉ DA APARIÇÃO.


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“De outro lado, não podemos deixar de mencionar dois fatos, duas luzes que mais se impõem diante de tanta grandeza: de um lado, S. José bendito que vem com Sua festividade — cada vez mais cara às almas piedosas — para dividir esta alegria, para participar deste espiritual banquete; do outro, a própria Ven. Vialar que a S. José claramente remete com o mesmo nome que ela se deu, atribuindo-o à sua família religiosa: Irmãs de S. José da Aparição. Insuperáveis eleições. Eis porque, até para comprazer a Nossa particular devoção e piedade que sempre tivemos para com o caro Santo — e agora mais do que nunca, por termos sido colocados por Deus no altíssimo lugar, ao leme de Sua embarcação divina que é a Igreja, da qual S. José era destinado a ser o grande Protetor — eis porque, a tudo quanto pensamos durante a leitura do Decreto, queremos agora acrescentar alguma outra reflexão. Sobre a Ven. Vialar não faltará certamente ocasião — e virão ainda novas e sempre mais felizes — de falar: pensamos, portanto, que não deverá ser certamente desagradável à Venerável Serva de Deus se, colocando-a aparentemente de lado, nos ocuparmos, neste momento, de preferencia, de S. José, e a Ele olharmos e sobre Ele falarmos. Dizíamos aparentemente, uma vez que foi justamente a Venerável a nos remeter a S. José; por sua vez, o grande Santo remeteria à sua fiel e heroica devota. 

A ideia de falar de S. José, de nos entretermos por alguns instantes com o grande Patrono da Igreja Universal, em um momento dominado pela vida e pela glória incipiente da Ven. Vialar, essa ideia é recomendada pela circunstancia de que própria a própria Venerável convidava, com um aceno muito seguro e claro, a pensar, a celebrar as glórias e as grandezas de S. José, justamente pela via melhor, ou seja, pela via mais alta e, em si mesma, facunda, da intrínseca, esplêndida e incomparável eloquência das coisas. Notável é, sobretudo, o fato de que a Ven. Vialar, em ordem a S. José, se encontrou — conscientemente ou não, isso se ignora — com o primeiro e mais alto panegirista de S. José. Diz-se tudo quando é mencionado: Jacques Benine Bossuet[42], a águia de Meaux [França], que nunca foi tão verdadeiramente águia como quando falou de S. José. E de fato é sabido: ninguém nunca olhou para o incomparável Santo em tão esplendida luz, e ninguém jamais o considerou através de tão felizes pontos de vista. 

sexta-feira, 11 de março de 2016

Súplica em honra às sete dores e às sete alegrias de São José

A novena a São José começou ontem, dia 10 de março, para acabar no dia 18 (* as novenas sempre acabam um dia antes do dia do Santo a quem se pede a intercessão; se a novena for preparatória para a Festa; cf. aqui), mas pode começar hoje e acabar no dia 19, Festa de São José; dia dos Pais no 1º mundo.  

Abaixo uma Súplica que aprendemos com uma senhora de Limeira. Fizemos uma adaptaçãozinha, apenas. Esta súplica pode ser rezada durante nove dias, como novena, ou ad aeternum, ou enquanto não receber a graça que se pede. Pode ser rezada a qualquer tempo, não precisa ser necessariamente em março. Desde que começamos a rezá-la, temos nos surpreendido com o poder intercessório de São José e com a rapidez com que ele caridosamente nos atendeu. Afinal, dizem os santos, se ele ordenava e Jesus obedecia aqui na Terra, o mesmo se dá lá no Céu. O amor e respeito de Jesus por ele devem ser mesmo grandes!  

Tomamos conhecimento de várias histórias onde a intercessão foi clara e indiscutível, seja pela graça em si, seja pelo tempo que levou. Uma dessas histórias já foi contada aqui: http://farfalline.blogspot.com.br/2013/12/noticias-do-conventos-das-irmas-alema.html. Uma sugestão minha: acrescente sempre algo à devoção que está rezando para pedir uma graça à Divina Bondade; por exemplo, uma mortificação, uma esmola, uma promessa... E aproveito o ensejo de incluir entre as possibilidades dessa "prenda" a mais enviar uma doação ao convento do link mencionado: o Carmelo de Kastl, na Alemanha, favorecido com a intercessão de tantas belas graças por parte de São José. #ficaadica.  

Bom, nem preciso dizer que devemos pedir apenas o que é lícito, e se for para o bem de nossa alma. 

Viva São José!!!


Súplica em honra às sete dores e às sete alegrias de São José


São José, rogai por nós!

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Senhor, oferecemos esses 7 Pai Nossos e estas 7 Ave Marias em honra das 7 alegrias e das 7 dores de São José, pedindo e agradecendo seu amparo em nossas vidas, e pedindo particularmente por esta intenção: (dizer o pedido).

1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e "São José, rogai por nós".

Repetir as três orações por mais 6 vezes, uma por cada alegria e dor.

Concluir com o
"São José, rogai por nós". 



Devoções a São José: aqui.

Sobre as Festas (19/03 e 1/5) de São José: aqui.
Sobre a vida de São José: aqui.


domingo, 10 de janeiro de 2016

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA

10 DE JANEIRO 

FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA 


Foi Leão XIII quem instituiu essa festa, para, diz ele, ao desregramento dos costumes criado pelo Liberalismo, opor a austeridade do lar de Nazaré.

De fato, nessa risonha cidadezinha da Galileia, viviam do trabalho honesto de S. José, o Deus Menino e a mais pura das criaturas saídas das mãos de Deus, Maria Santíssima. Viviam todos de dedicações e renúncias, obedecendo à ordem normal estabelecida por Deus na primeira sociedade oriunda da própria natureza, a Família.

Jesus obedecia à Maria e a José, e aquela seguia a orientação deste, o chefe da casa. E nesta ordem, nesta renúncia, neste amor mantinha-se a coesão do lar e a felicidade de todos. Família modelar feita por Deus como protótipo de todos os lares bem formados.


Oxalá fossem as intenções do Papa atendidas! Não teríamos progredido no egoísmo liberal até aos seus mais lídimos frutos.

Estamos cansados de ouvir dizer que a Família é a célula da sociedade. De onde aprendemos que a defesa da sociedade está na defesa da Família. E ao Estado nada mais interessa do que amparar e fomentar os laços que tornem mais sólidos os vínculos familiares, e impedir ou destruir ou dificultar o mais possível as causas que enfraquecem ou destroem a união dos membros da família.

Trata-se de uma autodefesa, pois a morte da família acarreta a morte do Estado, melhor da sociedade civil que mereça esse nome. Pois que a destruição da família deixa o indivíduo inerme diante do alvedrio tirânico de um Estado absorvente. Segundo a ordem natural das coisas, é a família o alicerce da sociedade maior, a sociedade civil, enquanto ela se distingue especialmente de uma aglomerado de animais, ou seja, enquanto ela é civil, isto é humana. De onde destruída a família, não se mantém mais a sociedade civil. Os laços que unirão os homens num mesmo lugar perderão aquela unção humana própria da nossa espécie.

O que quer dizer que todos devemos nos empenhar por defender a família. Infelizmente não é ao que assistimos. Por toda parte fomentam-se os fatores desagregadores da família. Em todo lugar alimenta-se de todos os modos a paixão que exacerba o egoísmo, inimigo de toda dedicação, ou seja da união familiar, feita de renúncias e dedicações.

E como se isso não bastasse uma instabilidade econômica que deixa as classes menos favorecidas na incerteza do dia de amanhã. Desde que o momento é denominado pela preocupação econômica, ao menos que se firmem salários e custo de vida, de maneira que, sarado este mal, se possa cuidar dos outros fatores da estabilidade do lar, ou melhor de expurgar a sociedade dos fatores dissolventes da vida familiar.

D. Antônio de Castro Mayer (+ 1991)
Bispo Emérito de Campos/RJ  




sexta-feira, 1 de maio de 2015

SÃO JOSÉ ARTESÃO

01 DE MAIO 

SÃO JOSÉ ARTESÃO



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Nos Evangelhos Jesus é chamado de "o filho do carpinteiro". De modo iminente, se reconhece nesta memória de São José a dignidade do trabalho humano, como dever e aperfeiçoamento do homem, exercício benéfico de seu domínio sobre a Criação, prolongamento da obra do Criador e contribuição ao plano da Salvação.

Pio XII (1955) instituiu a Festa de "São José Artesão", para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à Festa do Trabalho, de criação marxista.

A figura de São José, o humilde e grande trabalhador de Nazaré, orienta para Cristo, o Salvador do homem, o Filho de Deus, que compartilhou completamente a condição humana. Assim, antes de tudo, deve-se afirmar que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar da obra criadora de Deus e que o trabalho possui um autêntico valor humano.


O Novo Testamento não atribui a São José uma palavra sequer. Quando começa a vida pública de Jesus, ele, provavelmente, já não mais vivia (de fato, nas núpcias de Canaã, ele não é mencionado), mas não se sabe onde ou quando tenha morrido; nada se sabe de seu túmulo, embora seja conhecido o de Abrão, que é muito mais antigo.  


Os Evangelho lhe conferem o título de Justo: na linguagem bíblica, 'justo' é o que ama o espírito e a letra da Lei, como expressão e vontade de Deus.  

José descende da Casa de Davi, dele sabemos apenas que era um artesão que trabalhava a madeira. Não era um velho, como a tradição hagiográfica e certa iconografia o apresentam, segundo o clichê do “bom velho José” que tomou como esposa a Virgem de Nazareth para ser o pai putativo do Filho de Deus. Pelo contrário, era um homem no pleno vigor da idade, de coração generoso e rico de fé. 

O noivado para os hebreus equivalia ao matrimônio, durava um ano e não permitia a coabitação nem a vida conjugal entre os dois; após este período, havia uma festa na qual a noiva passava a coabitar com o noivo, iniciando a vida conjugal. Se neste período a noiva concebesse um filho, o noivo dava-lhe seu nome, mas se a noiva era suspeita de infidelidade, podia ser denunciada no tribunal local. O procedimento a seguir era terrível: a adultera morreria apedrejada.

Eis que no Evangelho de São Mateus lemos que “Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de passarem a conviver, ela encontrou-se grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo um homem justo e não querendo denunciá-la publicamente, pensou em despedi-la secretamente” (Mt 1,18-19). Mas, enquanto ainda pensava em como fazer isto, eis que o Anjos do Senhor veio tranquilizá-lo: “José, Filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, porque O que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus; Ele, de fato, vai salvar o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,20-21).

José poderia aceitar ou não o projeto de Deus. Em toda vocação, ao mistério do chamado corresponde sempre o exercício da liberdade, pois o Senhor nunca violenta a intimidade de suas criaturas, nem interfere nunca sobre seu livre arbítrio. Então, José poderia aceitar ou não, e ele aceita. Nas Escrituras lemos que “fez conforme o Anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa” (Mt 1,24). Ele obedeceu prontamente ao Anjo e, desse modo, disse o seu sim à obra da Redenção. Por isso, quando nós olhamos o sim de Maria devemos também pensar ao sim de José ao projeto de Deus. Desafiando toda prudência terrena e indo além das convenções sociais e dos costumes da época, ele acolheu o mistério da Encarnação do Verbo.  


Na multidão dos devotos de Nossa Senhora, sem dúvida, São José é o primeiro em ordem de tempo. Uma vez tomado conhecimento de sua missão, consagrou-se a ela com todas as suas forças. Foi esposo, custódio, discípulo, guia e apoio: todo de Maria e de Jesus.  

O que Maria e José viveram foi um verdadeiro matrimônio? É uma pergunta que se fazem seja os doutos que os simples. Sabemos que a convivência matrimonial deles foi vivida na virgindade (Mt 1,18-25), ou seja, foi um matrimônio virginal, mas vivido na comunhão mais verdadeira.

E, se Maria vive de fé, São José não deixa por menos.  


Se Maria é modelo de humildade, nesta humildade se espelha também a humildade de seu esposo.  

Maria amava o silêncio, São José também: entre eles havia, nem poderia ser diferente, uma comunhão conjugal que era verdadeira comunhão de corações, cimentada por profundas afinidades espirituais.

“Qualquer graça que se peça a São José será certamente concedida, quem queira crer faça o teste para que se convença”, dizia S. Teresa de Ávila. 
“Eu tomei como meu advogado e patrono o glorioso São José, e me recomendei a ele com fervor. Este meu pai e protetor me ajudou nas necessidades em que me encontrava e em muitas outras mais graves nas quais estava em jogo minha honra e a saúde de minha alma. Vi que a sua ajuda foi sempre maior daquilo que poderia esperar...” (cap. VI da autobiografia).  

Difícil duvidar disso, se pensarmos que, entre todos os santos, o humilde carpinteiro de Nazareth é aquele mais próximo de Jesus e de Maria: o foi nesta Terra, a maior razão o é no Céu. Porque ele foi o pai de Jesus, mesmo que adotivo; e de Maria foi o esposo.  

São mesmo inúmeras as graças que se obtêm de Deus, por intercessão de São José.

Padroeiro universal da Igreja por vontade de Papa Pio IX, é conhecido também como padroeiro dos trabalhadores (Pio XII) e também dos moribundos e das almas purgantes, mas o seu patrocínio se estende a todas as necessidades, atende a todos os pedidos. 


São José é o padroeiro dos Pais, Carpinteiros, Trabalhadores, Moribundos, Ecônomos, Procuradores legais e da Família, mas em primeiro lugar é o Padroeiro da Igreja. Sob a sua proteção se colocaram Ordens e Congregações religiosas, associações e pias uniões, sacerdotes e leigos, doutos e ignorantes. 

São José tem duas festas, no dia 19 de março celebra-se a memória de São José, pai putativo de Jesus Cristo. Por causa disso, em muitos países é também comemorado o Dia dos Pais.

quinta-feira, 19 de março de 2015

FESTA DE SÃO JOSÉ

http://sacragaleria.blogspot.com/2015/02/sao-jose.html
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Então, estamos na Quaresma, e hoje não fazemos nem jejum nem abstinência porque festejamos o grande Patriarca São José!!! Uma festa de 1ª classe que, mesmo dentro da Quaresma, não admite penitências. 

Aproveitemos para ler a vida do pai putativo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um Justo que, em sua vida terrena, foi guardião de duas preciosas vidas: a de Jesus Menino e a de Maria, Sua Mãe.  


Leiam também sobre a Festa de São José Artesão. 

Devoções, vejam aqui. 


  
Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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terça-feira, 17 de março de 2015

EDITORIAL: Homem velho, mundo velho, rebeldia velha...

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Estamos na Quaresma, mas no dia 19, já próximo, não é dia de jejum e/ou abstinência porque trata-se de uma festa de 1ª classe. Comemora a Igreja a Festa de São José. A primeira, porque a 1º de Maio, comemora-se São José Operário (ou Trabalhador, depende do País). 

Não é mera coincidência que o mundo comemore, no mesmo dia, o dia dos pais (no hemisfério norte) e no dia 1º de Maio, o dia do trabalhador. Inventam pretextos tolos, criam eventos históricos para justificar a escolha do dia. Mas a verdade é que o mundo quer descristianizar-se e à Humanidade. A rebelião a Deus precisa ser completa, e então é preciso atacar em todos os flancos e ocupar todos os espaços, na tentativa insana de apagar Deus da História da Humanidade. E não é à toa que o mundo quer se rebelar a Deus, visto que é influenciado por quem se rebelou primeiro: os demônios. Hoje assistimos a uma decadência moral que só pode encontrar similaridade histórica nas Escrituras, quando nos falam de Sodoma, Gomorra e mais cinco cidades, todas aniquiladas, tiradas literalmente do mapa por causa de seus pecados, sobretudo a sodomia. E o que vemos hoje se não o reinado da sodomia, em todas as suas formas? E junto com isso, todo tipo de perversão que se possa imaginar. Sobretudo contra as crianças e até contra a criação, não poupando nem mesmo os animais domésticos. O Homem quer para si todos os "direitos" que julga terem-lhe sido tolhidos por séculos. Em sua ignorância sobre História da Humanidade, não sabe que esse filme já vimos, e que o final não é nada feliz. E há de se perguntar: até quando, Senhor? O que será que Sodoma e as demais cidades fizeram de tão grave que a ira divina não pôde ser contida nem mesmo por Lot, um Justo? Acontece que costumamos fazer uma leitura linear, horizontal mesmo, das Escrituras, não nos atentando para detalhes como o tempo. Deus não destruiu as cidades perversas com todos os cidadãos dois minutos depois que começaram a pecar, e pecar publicamente!!! Isso deve ter levado um certo tempo. Assim, por mais que tenhamos pressa para que tudo isso acabe e que voltemos aos bons tempos em que os homens eram bons e a vida normal... o tempo de Deus caminha diferente do nosso. Ademais, quando foi que os homens foram totalmente bons e os tempos totalmente normais? Mesmo em tempos de uma maior religiosidade geral, de grandes santos e grandes feitos históricos por parte da Igreja, o mal sempre esteve entre nós, serpenteando pela sociedade, em busca de almas para se saciar. Os grandes santos os tivemos sobretudo nessas épocas escuras de nossa caminhada humana. Porque eram necessários para dar alento e inspirar aos que apenas com grandes dificuldades conseguem santificar-se nesse vale de lágrimas. E se os tempos hoje nos parecem mais turvos e mais graves do que em qualquer outra época, e se Deus "tarda" em agir para normalizar as coisas, nos corresponde apenas olhar para dentro de nós - sobretudo na Quaresma - para extirpar o homem velho que nos corrói e dar espaço para o homem novo que está à espera de nosso chamado. Sejamos santos nós, sejamos exemplo nós, sejamos católicos! Deus cuidará das coisas. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

Decreto Quemadmodum Deus: São José Patrono da Igreja


DECRETO DA CONGREGAÇÃO PARA OS RITOS

QUEMADMODUM DEUS


PROCLAMANDO SÃO JOSÉ COMO PATRONO DA IGREJA  

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URBI ET ORBI

Da mesma maneira que Deus havia constituído José, gerado do patriarca Jacó, superintendente de toda a terra do Egito para guardar o trigo para o povo, assim, chegando a plenitude dos tempos, estando para enviar à terra o seu Filho Unigênito Salvador do mundo, escolheu um outro José, do qual o primeiro era figura, o fez Senhor e Príncipe de sua casa e propriedade e o elegeu guarda dos seus tesouros mais preciosos.

De fato, ele teve como sua esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual nasceu pelo Espírito Santo, Nosso Senhor Jesus Cristo, que perante os homens dignou-se ter sido considerado filho de José, e lhe foi submisso. E Aquele que tantos reis e profetas desejaram ver, José não só viu, mas com Ele conviveu e com paterno afeto abraçou e beijou; e além disso, nutriu cuidadosamente Aquele que o povo fiel comeria como pão descido dos céus para conseguir a vida eterna. Por esta sublime dignidade, que Deus conferiu a este fidelíssimo servo seu, a Igreja teve sempre em alta honra e glória o Beatíssimo José, depois da Virgem Mãe de Deus, sua esposa, implorando a sua intercessão em momentos difíceis.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Março, Mês de São José




O mês de Março é dedicado a São José, Patrono da Igreja Urbi et Orbi, pelo Decreto Quemadmodum Deus da Congregação para os Ritos. Lembrando que podem encontrar várias belas imagens em nosso blog Sacra Galeria, não só de São José, mas de vários outros Santos e assuntos. Façam bom proveito!!!  


sexta-feira, 21 de março de 2014

A Milagrosa Escada de São José em Santa Fé

A Escada de São José


Dois mistérios cercam a escada em espiral na Capela Loretto:

- A Identidade de Seu Construtor

- A Física de Sua Construção

Na cidade de Santa Fé, capital do estado norte-americano do Novo México, encontramos na Capela Loretto uma prova da existência de São José e de seus milagres na vida cotidiana. Trata-se da Escada Milagrosa, atribuída a São José Carpinteiro:

Na segunda metade do século XIX, foi construída uma capela em estilo gótico para servir às irmãs de Loretto, na cidade de Santa Fé. Em 1878, ano de sua conclusão, constatou-se que não havia nenhum acesso ao piso superior, onde deveria ficar localizado o coro da Igreja. Vários engenheiros, arquitetos e carpinteiros foram chamados para dar uma solução ao problema. Todos eram unânimes em afirmar que a única solução implicaria na mudança da estrutura interna da Capela, que seria difícil construir uma escada sem afetar o seu espaço que já era pequeno.

No entanto as irmãs não desistiram e resolveram fazer uma novena para São José – o santo padroeiro dos carpinteiros. No último dia da novena, apareceu um homem procurando por emprego com um burro e uma caixa de ferramentas. Ele aceitou a tarefa de fazer a escada, porém deveria ser as portas fechadas. Meses depois, a escada estava construída conforme desejo das Irmãs da Capela Loretto e o carpinteiro havia desaparecido sem receber seu pagamento, nem tampouco agradecimentos pela bela obra deixada, o homem desapareceu sem deixar vestígios.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

DESTRUIÇÃO DA IGREJA: De Trento a Erfurt: notas sobre a reforma litúrgica conciliar

Este texto faz perceber a importância de lermos os documentos conciliares, para compreendermos a gravidade da situação em que vive a Igreja hoje. É a igreja conciliar, mas sua face é a Igreja Católica, o que confunde os espíritos incautos e que negligenciam o conhecimento das coisas de Deus. Católico relapso é católico a caminho da excomunhão, pois pode ser confundido por heresias despachadas como verdades católicas.


* * *

De Trento a Erfurt: notas sobre a reforma litúrgica conciliar



“É, portanto, apenas dentro da verdadeira Igreja que pode fermentar a heresia anti-litúrgica, ou seja, aquela heresia que surge como inimiga das formas de culto. Somente onde há algo para demolir o gênio da destruição tentará introduzir o veneno”.
(Dom Prosper Guéranger)

“Quando a missa tiver sido destruída, penso que teremos destruído também o papado... De fato, o papado apoia-se sobre a Missa como sobre uma rocha. Tudo isso ruirá quando ruir a abominável e sacrílega Missa deles”.
(Martinho Lutero)

Como observa Jungmann[1] , “O Concílio de Trento separou, com suas sentenças dogmáticas, a verdade do erro; trouxe à luz o caráter objetivo do sacrifício da Missa”. As barreiras dogmáticas e doutrinárias definidas por aquele Santo Concílio foram impressas na Missa que dele surgiu. “Uma barreira intransponível contra qualquer heresia” havia sido erguida em defesa da Igreja Católica e de sua santa ortodoxia.


terça-feira, 19 de março de 2013

A vida de São José

  A vida de São José



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São José, Patrono da Igreja
rogai por nós!


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de São José
O GLORIOSO São José era descendente direto dos grandes reis da tribo de Judá, e dos mais ilustres patriarcas; mas sua verdadeira glória consistiu em sua humildade e virtude. A história de sua vida não foi escrita por homens, mas suas ações principais foram registradas pelo próprio Espírito Santo. Deus delegou-lhe a educação de seu divino Filho, manifestado na carne. Para este fim, ele esposou a Virgem Maria. É um erro evidente de alguns autores considerar que, de uma ex-mulher, ele fosse pai de São Tiago Menor, e de outros que nos evangelhos são referidos como irmãos do Senhor: pois havia apenas primos-primeiros de Cristo, os filhos de Maria, irmã da Virgem Santíssima, esposa de Alfeu, que ainda vivia no tempo da crucificação do Redentor. São Jerônimo assegura-nos[1] que São José sempre preservou sua castidade virginal; e é de fé que nada contrário a isto jamais ocorreu em relação à sua casta esposa, a Virgem Maria Santíssima. Ele lhe foi dado pelo céu para ser o protetor de sua castidade, para defendê-la de calúnias na ocasião do nascimento do Filho de Deus, e para assisti-la na educação d’Ele, em sua caminhada, fatigas e perseguições. Quão imensa foi a pureza e santidade daquele que foi escolhido como guardião da mais imaculada Virgem! Este homem santo parece ter desconhecido, por tempo considerável, o grande mistério da Encarnação, que fora nela forjado pelo Espírito Santo. Consciente, contudo, de seu próprio comportamento casto em relação a ela, era natural que uma grande preocupação surgisse em seu interior, ao descobrir que, não obstante a santidade do comportamento dela, com toda a certeza ela estava grávida. Mas sendo um homem justo, como as Escrituras o chamam, e conseqüentemente possuidor de todas as virtudes, especialmente a caridade e a mansidão em relação ao próximo, ele estava determinado a deixá-la em segredo, sem condená-la ou acusá-la, entregando tudo a Deus. Estas suas perfeitas disposições foram tão aceitáveis a Deus, o amante da justiça, caridade e paz, que antes que ele executasse o planejado, Ele enviou um anjo do céu, não para repreender qualquer coisa de sua santa conduta, mas para dissipar todas as suas dúvidas e temores, revelando-lhe o adorável mistério. Quão felizes seríamos se fossemos tão delicados em tudo que se relacionasse à reputação do próximo; tão livres de maus pensamentos ou suspeições, qualquer que fosse a certeza que fundamentasse nossas conjecturas ou nossos sentidos; tão controlados em usar nossa língua! Cometemos estas faltas somente porque, em nossos corações, somos desprovidos daquela verdadeira caridade e simplicidade da qual São José nos deu tão eminente exemplo naquela ocasião.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pequeno catecismo do namoro


Tenho olhos para ver, e vejo que, infelizmente, mesmo na Tradição, não há bons modos no namoro. 

Observo moças e rapazes se encontrando sem supervisão, se visitando em cidades diferentes, como fazem os namorados mundanos. Certamente dirão que destes diferem porque sabem se comportar quando estão a sós, ou que esses encontros se dão em lugares públicos, que não há perigo. Há, sempre há! 

Basta ver o número de moças e rapazes da Tradição que não guardaram a castidade e se tornaram mães e pais ainda antes de casar. Falo daqueles que já teriam se convertido e que ainda mantém hábitos mundanos! 

domingo, 12 de agosto de 2012

A superioridade de São José sobre todos os outros Santos

Termino mais uma tradução exaustiva, mas apaixonante. E redescubro um São José jamais imaginado: tão denso, tão grandioso, tão forte e tão sofrido e angustiado e aflito. Realmente, permaneceu oculto por séculos, mais meus modestos quase cinquenta anos! E uma devoção totalmente nova eis que surge em meu pequeno e sedento coração!!! Quem é, de fato, este homem, que possibilitou que o "fiat" não ficasse por isso mesmo, entregue à maldade e à ferocidade humana, e se realizasse completamente na Cruz? Será ele o "menor" de que falava Nosso Senhor Jesus Cristo? Bò! Isso só o saberemos naquele Dia em que tudo será revelado... Até lá procurarei recuperar o tempo perdido, aprofundando e intensificando está devoção inesperada e divulgando-a a quem quiser ouvir! E mais não digo... E que venham as vertigens!
Ah! Sim, digo: Esta tradução é minha, custou noites sem dormir, então não copiem como se fosse obra de vocês. Ela está aqui, gratuitamente, para o bem de todos, não para lucro mesquinho. Não publiquem sem minha autorização expressa e sem a devida referência.  
Giulia d'Amore

 


A superioridade de 
São José
sobre todos os outros Santos

de Fr. Reg. Garrigou-Lagrange O.P.
(em “La Vie Spirituelle”, 1929, t. 19, pp. 662-683)


“Quem dentre vós for o menor, esse será grande”
(Luc. 9,48)

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A doutrina pela qual S. José, depois de Maria, foi e ainda é mais unido a Nosso Senhor do que qualquer outro santo está cada vez mais se tornando a doutrina comum da Igreja. Esta não teme proclamar o humilde carpinteiro superior, em graças e beatitude, aos Patriarcas, a Mosés, o maior dos Profetas, a S. João Batista, e também aos Apóstolos, a S. Pedro, a S. João, a S. Paulo, e, enfim, a fortiori, superior em santidade aos maiores Mártires e aos máximos Doutores da Igreja. 

Esta doutrina foi ensinada por Gerson[1] e por S. Bernardino de Sena[2]. Torna-se cada vez mais difundida a partir do século XVI: é sustentada por S. Teresa, S. Francisco de Sales, Suarez[3], depois por S. Alfonso de Ligório[4] e muitos outros[5]. Finalmente, S.S. Leão XIII, na Encíclica Quamquam pluries, escreve: “É certo que a dignidade de Mãe de Deus é tão alta que nada pode haver de mais sublime; mas pelo fato de que entre a Beatíssima Virgem e José foi estreitado um vínculo conjugal, não há dúvida de que a essa altíssima dignidade, por força da qual a Mãe de Deus se eleva muitíssimos acima de todas as criaturas, Ele se aproximou mais do que ninguém. O matrimônio, de fato, é a forma mais elevada de sociedade e de amizade, à qual, por sua natureza, se une a comunhão de bens. Portanto, se Deus deu José em Esposo à Virgem, deu-Lho não só como companheiro de vida, testemunha da virgindade e tutor da honestidade, mas também como partícipe, em virtude do pacto conjugal, da excelsa grandeza dEla”[6]. Pelo fato de que a dignidade de Maria “se eleva muitíssimos acima de todas as criaturas”, como é dito nesta encíclica, segue-se que o primado de S. José deve ser entendido não apenas no que diz respeito a todos os outros santos, mas também com relação aos Anjos? Não se o pode afirmar com certeza. Contentemo-nos de expor a doutrina, cada vez mais aceita na Igreja, que afirma que, entre todos os outros Santos, S. José é o mais elevado, no Céu, depois de Jesus e Maria. Ele está entre os Anjos e Arcanjos. Sua missão em relação à Sagrada Família fez dele o Patrono da Igreja universal, seu protetor e defensor. A ele, em certo sentido, é particularmente confiada a multidão dos cristãos de todas as gerações, como o provam a bela Ladainha que resume suas prerrogativas.  

Pretendemos lembrar, aqui, o princípio teológico sobre o qual se funda esta doutrina, cada vez mais aceita desde há cinco séculos, acerca do primado de S. José sobre todos os outros santos.


I. Uma missão divina excepcional requer uma santidade proporcional


quinta-feira, 1 de março de 2012

Março, Mês de São José


* * *

Ó São José, fazei que levemos uma vida pura,
que ela esteja sempre em segurança sob a vossa proteção!
Que São José nos ajude a consolar, com o nosso amor, 
os corações transpassados de Jesus e Maria!

Esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e pai putativo de Nosso Senhor Jesus Cristo, ele figura na infância de Jesus conforme a narrativa de São Mateus (1-2) e Lucas (1-2) e é descrito com um homem justo. Apesar de ter grande importância para a Igreja Católica, o nome de São José não é muito citado dentro nas Escrituras, sendo apenas mencionado nos Evangelhos de S. Lucas e S. Mateus.

São José é descendente da casa real de David. Noivo da Virgem Maria, ele foi visitado por um anjo que lhe informou que ela esperava um filho e que não devia repudiá-la. Por ordem das autoridades, que queriam fazer o censo do povo de Israel, São José tomou Maria e a levou para Belém; estava presente no nascimento de Jesus Cristo. Avisado de novo, por um anjo, das intenções do Rei Herodes, São José levou a Virgem e Jesus menino para o Egito. Eles só voltaram a Nazaré quando outro anjo apareceu a São José avisando da morte de Herodes. São José devotou sua vida a criar Jesus e estava cuidando da ovelhas e de Maria quando os reis magos chegaram ainda em Belém. Defendeu o bom nome de Maria e Jesus, o qual o chamava de pai e queria ser conhecido como filho de José. São José levou Maria e Jesus para apresentar Jesus a Deus no templo. A última menção que se faz ao Santo é quando Jesus se perde dos pais e é encontrado 3 dias depois no templo, ensinando os doutores da lei. Acredita-se que José tenha morrido antes da crucificação de Cristo, quando este tinha 30 anos.


O culto a São José começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou "O Patrono da Igreja Universal" e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março; na Bolívia, Honduras, Itália, Liechtenstein, Suíça (Cantão Ticino), Andorra, Portugal e Espanha é também o Dia dos Pais. Em 1955, Pio XII fixou o dia 1º de maio para venerar São José Operário, o trabalhador. 



ACOMPANHE, AQUI, A DEVOÇÃO "O MÊS DE SÃO JOSÉ". 


Uma curiosidade: no passado, durante o mês de março, as cartas terminavam com SJMJ que significa: Salve Jesus, Maria e José.



(10 A 18 DE MARÇO)



VIDA DE SÃO JOSÉ


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