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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Em Roma como os romanos: desde a batina até o véu!

Dizem que temos obsessão pela Neo-FSSPX. Mas como se calar quando eles mesmos nos dão a munição? Parem de escandalizar os católicos, parem de caminhar para o abismo levando junto tantas boas almas, parem de agir pelos próprios interesses ao invés de servir a Cristo na Verdade... e nós pararemos de falar de vocês. 

Por exemplo, os sites da Neo-FSSPX em França e nos EUA (aproveitem, antes que sejam tirados do ar) publicaram a missa rezada pelo Padre Michel de Sivry na Basílica de São Pedro, no dia 9 de agosto passado, por ocasião do centenário do dies natalis do grande São Pio X, durante uma peregrinação de verão realizada pelos fiéis da igreja Saint-Martin-des-Gaules da cidade de Noisy-le Grand. 

E o que há de mais nisso? Não é uma grande graça poder homenagear o patrono no dia de seu aniversário? Sim, é uma grande graça, e sim, não há nada de errado nisso.  

O que há de errado, pode ser visto nas fotos, por eles mesmos divulgadas nos sites mencionados acima. E para não nos deixar "mentir" sozinhos, aqui está a mesma notícia publicada em um blog fiel a Fellay, que ressalta: 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

DESTRUIÇÃO DA IGREJA: De Trento a Erfurt: notas sobre a reforma litúrgica conciliar

Este texto faz perceber a importância de lermos os documentos conciliares, para compreendermos a gravidade da situação em que vive a Igreja hoje. É a igreja conciliar, mas sua face é a Igreja Católica, o que confunde os espíritos incautos e que negligenciam o conhecimento das coisas de Deus. Católico relapso é católico a caminho da excomunhão, pois pode ser confundido por heresias despachadas como verdades católicas.


* * *

De Trento a Erfurt: notas sobre a reforma litúrgica conciliar



É, portanto, apenas dentro da verdadeira Igreja que pode fermentar a heresia anti-litúrgica, ou seja, aquela heresia que surge como inimiga das formas de culto. Somente onde há algo para demolir o gênio da destruição tentará introduzir o veneno”.
(Dom Prosper Guéranger)

“Quando a missa tiver sido destruída, penso que teremos destruído também o papado... De fato, o papado apoia-se sobre a Missa como sobre uma rocha. Tudo isso ruirá quando ruir a abominável e sacrílega Missa deles”.
(Martinho Lutero)

Como observa Jungmann[1] , “O Concílio de Trento separou, com suas sentenças dogmáticas, a verdade do erro; trouxe à luz o caráter objetivo do sacrifício da Missa”. As barreiras dogmáticas e doutrinárias definidas por aquele Santo Concílio foram impressas na Missa que dele surgiu. “Uma barreira intransponível contra qualquer heresia” havia sido erguida em defesa da Igreja Católica e de sua santa ortodoxia.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fellay: segredos, conchavos, conluios e uma reconciliação "necessária"

Chegou até mim este artigo, publicado em Espanhol, com uma pequena resenha sobre um livro que foi publicado há quase um ano e ainda era desconhecido por aqui.

Interessante notar que este tal GREC é/era formado também por sacerdotes que eram da FSSPX e dela saíram (seja de vontade própria, seja expulsos) e que continuaram a participar de um grupo que tinha plena autorização do superior geral da FSSPX para “trabalhar”. E eu me pergunto: como assim? Um grupo que contava com afetos e desafetos e... continuava a funcionar? Até que ponto eram mesmo desafetos? Até que ponto a saída deles da FSSPX não havia sido orquestrada? Certo é que parece coisa de gente suja: pelo "elenco", pelos objetivos, pelos resultados. 

A resenha é sucinta demais, e espero mesmo que alguma alma caridosa que domine o Francês possa traduzir para o Português esse livro que, penso, colocará a nu a verdadeira fisionomia do superior geral que cada vez mais me parece não ser mesmo um filho de Monsenhor Lefebvre.

Giulia d'Amore



O GREC E A FSSPX: “Por uma necessária reconciliação”


“Gentiloup” do fórum “Un évêque s'est levé!” acaba de ler o livro de Padre Lelong[1] sobre o GREC[2] intitulado “Por uma necessária reconciliação”. Aqui está a análise que faz da leitura: 



Resenha do livro “Por uma necessária reconciliação”, promovido pelo GREC:


Acabo de ler o livro do Padre Michel LELONG, intitulado “Por uma necessária reconciliação” –Livro lançado em Dezembro de 2011.

É uma pequena obra de 159 páginas não muito emocionantes, mas de leitura rápida.

Expõe o que o GREC, Grupo de Reflexão Entre Católicos.

Este livreto resume o trabalho feito pelo GREC; é uma espécie de testemunho do autor que esteve desde o início de sua formação. Seu objetivo é o de trabalhar pela adesão da FSSPX à Roma conciliar, reconhecendo o Concílio. Contudo, este livreto esclarece, acidentalmente, os desvios nos quais caiu a cabeça da FSSPX e demonstra por que a reunião com a Roma conciliar pôde gangrenar tantos espíritos dentro da FSSPX.

Este grupo de reflexão foi fundado em 1997 com o objetivo de integrar a FSSPX à Roma modernista fazendo-a aceitar o Concílio Vaticano II.

Os fundadores são o casal Pérol: o Sr. Pérol[3] foi embaixador da França em Roma. E o Padre Michel Lelong, autor do livro, é também um fervoroso defensor do diálogo inter-religioso e do Concílio.

O objetivo do GREC não é ambíguo, está claramente definido ao longo do livro por diferentes protagonistas: “Interpretar o Vaticano II à luz da Tradição”, segundo a fórmula que João Paulo II deu a Monsenhor Lefebvre em 1978.

O Padre Michel Lelong está convencido das bondades do Concílio e, particularmente, das bondades de “Nostra Aetate”, ele que é um especialista do diálogo com os muçulmanos.

A ideia do senhor Pérol era fazer com os católicos tradicionais da FSSPX o diálogo que se pratica com as outras religiões e, portanto, lamentou que a FSSPX tivesse sido excluída.

O Padre Lorans[4], um dos quatro fundadores do GREC, é o porta-voz do distrito [da FSSPX] da França. Ele obteve de Monsenhor Fellay a autorização de dialogar “por uma necessária reconciliação”. Sempre esteve muito atento em manter Monsenhor Fellay a par dos avanços desse diálogo.

A meta deste grupo foi definida pelo Sr. Pérol pouco antes de sua morte: trata-se de “interpretar o Vaticano II à luz da Tradição”, o que Bento XVI viria a chamar de “hermenêutica da continuidade” em oposição à hermenêutica da ruptura. Uma hermenêutica da ruptura que comprovou Monsenhor Lefebvre após um longo caminho de tentativas de acordo com esta igreja conciliar. Ao final da jornada, só pôde comprovar que era impossível; dai as sagrações dos quatro bispos em 1988.

O grupo iniciou suas atividades como um pequeno comité ao redor da Senhora Pérol[5] e de Padre Michel Lelong, com o Padre Emmanuel du Chalard[6], “que não deixou de dar ao GREC um apoio tão discreto como atento”.

“Dois outros sacerdotes contribuíram de maneira decisiva à criação e, portanto, à vida de nosso pequeno grupo de reflexão entre católicos. Um deles, que já voltou a Deus, era o Padre Dominicano Olivier de la Brosse[7], o outro, o Padre Lorans da FSSPX. Eu (Padre Lelong) o conheci em 1997, durante uma refeição para a qual nos convidou a Sra. Pérol. Nesse dia nasceu o GREC” (p. 24).
Observação: Esta reunião foi realizada em Roma, na casa da Sra. Pérol.

-O Padre Olivier de la Brosse, falecido em 2009, foi porta-voz da Conferência dos Bispos da França.

-O Padre Lorans era porta-voz do distrito da França. Este último obteve de Monsenhor Fellay a autorização de dialogar “por uma necessária reconciliação” com este grupo.

Então, temos os quatro fundadores do GREC:
• Senhora Pérol,
• Padre Michel Lelong,
• Padre Lorans e
• Padre de La Brosse.

Nos meses seguintes, os diferentes protagonistas fizeram êmulos em suas respectivas comunidades.

Logo, as conferencias serão organizadas, mas sem grandes alardes, tinham que permanecer confidenciais.

“Quando nos encontrávamos na amizade, escreve o padre Michel Lelong, penso frequentemente em Gilbert Pérol que, ao participar ativamente do diálogo entre muçulmanos e cristãos, teve a ideia deste diálogo entre católicos” (p. 27).

Os Núncios Apostólicos sucessivos e outras diferentes personalidades da igreja conciliar apoiaram este grupo. Essas personalidades informavam regularmente ao Papa sobre o progresso do diálogo.

O superior do distrito da França da Fraternidade São Pedro, o padre Ribeton[8], se juntou ao grupo, assim como, um pouco mais tarde, fez o do (Instituto) Cristo Rei e Sumo Sacerdote etc.

Para abreviar este resumo, é preciso saber que a iniciativa do levantamento das excomunhões dos quatro bispos da FSSPX provém do GREC. Foi solicitada por causa do Jubileu do ano 2000. Em qualquer caso, é o que nos diz explicitamente o padre Lelong nesta obra citando trocas de e-mails entre este grupo, as autoridades romanas e o superior da FSSPX.

Têm-nos dito que a iniciativa veio da FSSPX, mas isso não é inteiramente verdade, porque a primeira iniciativa veio do GREC.

Sem cessar, se mencionam as palavras “plena comunhão”.

“Quanto a mim, por ter sido um sacerdote durante 50 anos, e por ter dedicado meu ministério às relações entre a Igreja e os muçulmanos, estou profundamente ligado aos ensinamentos do Concílio Vaticano II, e me esforço para que aqueles irmãos católicos que têm seguido Monsenhor Lefebvre e seus seguidores o conheçam e o compreendam” (Padre M. Lelong, p. 42).

Portanto, a mensagem é muito clara; que Monsenhor Fellay não se ponha a brincar de “virgens assustadas” pretendendo ter descoberto repentinamente, em 2012, por meio de uma correspondência do Papa, que se espera que a FSSPX reconheça o Vaticano II.

Isso estava claro desde o início das conversações com o GREC!

Em 6 de janeiro, o padre de la Brosse enviou uma correspondência ao Cardeal Castrillon Hoyos (Comissão Ecclesia Dei) para referir-lhe acerca do colóquio “Tradição e Modernidade”, organizado pelo GREC em 22 de novembro de 2003, em Paris:

“Monsenhor Philippe Breton, que a nosso pedido foi designado por Monsenhor Ricard, Presidente da CEF[9], como ‘Bispo referente’ deste grupo, participou da reunião e presidiu a oração de abertura; o Padre Lorans da FSSPX presidiu a oração final. (...) O objetivo do colóquio aparentemente foi atingido: católicos franceses de sensibilidades diversas e até opostas concordaram comprometer-se em um diálogo que não prejudica em nada uma reconciliação total. Isto está reservado aos superiores competentes – porém se tem a possibilidade, quando chegar o dia, que as instâncias de diálogo encontrem diante delas companheiros capazes de compreensão e de respeito mútuo (...). O número de participantes foi de 40 pessoas, todas foram convidadas a título individual pelos membros do grupo (...). Tem sido observada uma grande discrição, a pedido expresso de Monsenhor Ricard, com relação às nossas intenções. Nenhum jornalista profissional esteve presente na sala. Nenhuma informação ou comentário vazou nos dias seguintes, nem na imprensa católica e nem na laica”. (pp. 45-46).

“Assim, graças ao apoio do Núncio Apostólico e também de padre Barthe[10], o Cardeal Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, se manteve informado de nossas atividades (...). A eleição de Bento XVI foi acolhida (...) com muita esperança (...). sabe-se, de fato, como, desde os primeiros meses de seu pontificado, o novo Papa quis encontrar Monsenhor Fellay; em seguida, dez declarações e tomou decisões que revelam claramente a sua vontade de restabelecer a unidade na Igreja por uma hermenêutica da “continuidade” e não “da ruptura”, em relação aos ensinamentos do Concílio Vaticano II” (pp. 48-49).

Depois do Motu Proprio de 2007, os organizadores do GREC enviaram novamente uma carta ao Papa para pedir-lhe de novo o levantamento das excomunhões.

Segue, a partir da página 55, uma narrativa das atividades do GREC e das personalidades de diferentes classes que passam a se envolver neste processo.

Após o encontro do Papa e Monsenhor Fellay em 2005, o GREC cresceu: pelo lado da FSSPX notamos, entre outros: o Padre [Grégoire] Celier, muito ativo, muito presente; Jacques Régis du Cray, e Marie-Alix Doutrebente etc.

N. DA R.: Muitos sacerdotes da FSSPX e não os menores (afora dos citados, que estão fortemente envolvidos), participaram dos trabalhos do GREC, muitas vezes, na qualidade de palestrantes. Alguns são mencionados no livro, outros não, mas conheço seu envolvimento. Prefiro não mencionar seus nomes, precisamente por não conhecer sua posição atual diante do acordo[11].

Foi então que os colóquios demonstram “convergências doutrinais e espirituais” entre as duas partes.

 “Aos 10 de junho de 2010, uma reunião do GREC estava destinada a dar o seu apoio ao Papa depois de ‘uma campanha da mídia particularmente injusta’, em torno ao Padre Matthieu Rouge, Reitor da Basílica de São Clotilde em Paris (...) e de Padre Lorans, encarregado da comunicação da FSSPX. Essa noite, graças aos comentários feitos pelos dois discursadores e ao debate que se seguiu, se percebeu como era esperada e desejada a reconciliação entre todos os católicos em torno do Papa Bento XVI e graças a ele. Para dar sua contribuição, foi durante o ano universitário 2010-2011 que o GREC dedicou suas reuniões ao Concílio Vaticano II, a Monsenhor Lefebvre e ao Motu Proprio Summorum Pontificum, com a participação de historiadores e de teólogos com pontos de vista diferentes” (p. 68).

“Enquanto escrevo estas linhas, se pode esperar que esses encontros conduzirão sem demora a um acordo. Mas, para isso, é necessário que a FSSPX compreenda que, se ela tem muito a dar à Igreja de Roma, também tem muito a receber. Para isso, é necessário que ela deixe de rejeitar em bloco o Vaticano II e que aceite suas grandes orientações, interpretando-as como o propõe atualmente o Santo Padre” (Padre Lelong, p 85).

Seguem os testemunhos de diferentes atores do GREC, sendo (pela FSSPX): o Padre Lorans, Marie-Alix Doutrebente e Jacques-Régis du Cray.

Um lugar muito importante é dado a Padre Aulagnier, quem começou desde antes da fundação do GREC, em 1992, a entabular o diálogo com os conciliares (nomeadamente com o padre abade de Randol[12], Dom de Lesquen[13]); isso aconteceu quando era superior distrito da França. Ele continuou com este papel mais tarde, quando se converteu em membro do IBP.

Tenho sido muito contente de iniciar, desde 1992, sendo superior do distrito da França da FSSPX, novos contatos com as autoridades eclesiais reconhecidas. Passando um dia por Randol (...) o padre abade Dom de Lesquen discutia com um jovem na praça do mosteiro. Sabendo o papel que desempenhou com Dom Gérard quando de sua abordagem de 10 de julho de 1988 com Roma, o abordei e lhe fali (...) da grande aproximação com Roma, de uma normalização da FSSPX com Roma (...)” (Padre Aulagnier, p. 104).

Para compreende o processo de adesão a Roma, é suficiente conhecer o trabalho subterrâneo deste grupo, cujos membros são cooptados...

Lembrete: Este livro foi publicado em dezembro de 2011.

Este livro é muito importante de conhecer para saber, no futuro, o que não deve se fazer: nenhuma discussão doutrinária em nenhum nível, enquanto Roma não se converta.

Este foi a ordem deixada por Monsenhor Lefebvre e que prevaleceu até o acordo fracassado de junho de 2012:

Nenhum acordo canônico sem o acordo doutrinário prévio.

Os inferiores não fazem aos superiores; a FSSPX, depois de um acordo canônico, se encontraria sob a autoridade do Papa modernista e das congregações conciliares.

A verdade não suporta o mínimo compromisso com o erro; este processo iniciado pelo GREC nada mais é do que uma busca por compromisso.

Como conclusão, tomemos as palavras do Padre Hewko:

“O Padre Ludovico Barrielle (tão reverenciado pelo arcebispo) comentou em 1982: ‘Escrevo isso para que sirva de lição para todos. O dia em que a FSSPX abandonar o espírito e as regras de seu Fundador, estará perdida. Além disso, todos os nossos irmãos que, no futuro, se permitam julgar e condenar ao Fundador e seus princípios, não duvidarão eventualmente de afastar a Fraternidade do ensinamento tradicional da Igreja e da Missa instituída por nosso Senhor Jesus Cristo”.

Fonte: Non Possumus
Tradução e notas: Giulia d’Amore di Ugento




[1] Padre Michel Lelong, um “padre branco”, é descrito no Wikipédia como um padre católico especialista no diálogo islâmico-cristão. Podem ler mais aqui.
[3] Gilbert Pérol, embaixador em Roma (1988-1992). Foi casado com Huguette Pérol, escritora, teve três filho (Jean-Philippe, Jérôme e Hughes).
[4] Padre Alain Lorans, da FSSPX, diretor de DICI, órgão midiático da FSSPX.
[5] Madame Huguette Pérol, viúva do embaixador Gilbert Pérol.
[6] Emmanuel du Chalard de Taveau (1950) é sacerdote da FSSPX, diretor do ‘Courrier de Rome’ (versão francesa da revista Sì sì, no no) e foi um dos primeiros colaboradores de Mons. Marcel Lefebvre. Desde os primeiros anos na Itália, foi um dos mais importantes artífices da difusão da FSSPX em solo italiano. Desde então, sempre manteve relações informais com a Santa Sé em nome da Fraternidade, adquirindo um particular conhecimento dos diferentes eventos que caracterizaram a relação entre Roma e Ecône.
[7] Padre Olivier de la Brosse: biografia em francês.
[8] Padre Vincent Ribeton, superior do distrito da França da Fraternidade São Pedro. Wikipédia (Francês).
[9] Conferência Episcopal Francesa.
[10] Padre da Diocese d’Auch, teólogo e vaticanista francês. Foi ordenado padre por Monsenhor Lefebvre, mas foi, depois, expulso da FSSPX por sedevacantismo. Permenceu um período, segundo seus termos: em estado de “d'apesanteur canonique” até 2005, quando é regularizado pela Ecclesia Dei. Foi capelão da peregrinação "Una Cum Papa Nostro", organizada em Roma de 1º a 3 de novembro de 2012. Ensinou no IBP e atualmente no Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote.
[11] Precaução inútil, uma vez que no livro devem ter sido mencionados.
[12] Randol é uma Abadia beneditina, na França.
[13] Dom Eric de Lesquen é o “pseudo-padre da igreja Conciliar e abade da Abadia de Notre Dame de Randol que, de acordo com a revista Famille chrétienne de 07 de fevereiro de 2009, desempenhou ‘um papel-chave nos contatos com a FSSPX’. Dom Éric de Lesquen é ninguém menos que o irmão de Henry Lesquen que assumiu o controle da Radio Courtoisie depois de Jean Ferré, e que impôs uma verdadeira censura nessa rádio supostamente do "país real". Na realidade, os fiéis e o clero puderam constatar que as reuniões de todos os tipos ocorreram a seu critério, o louvor a Ratzinger-Bento XVI se desenvolveu sem obstáculos, e os padre Tanoüarn, Barthe, Celier e Lorans ocupam o terreno como representantes da Tradição, mas para ser honesto: promovido secretamente pelos círculos favoráveis à tomada de controle da FSSPX pela Roma modernista. Cf. “Une BOMBE: le concubinage doctrinal du Père Lelong avec l’erreur révèle la subversion de la FSSPX par le cercle du G.R.E.C.” – Item 11. Aliás, texto interessante de ser lido na íntegra.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mons. Lefebvre e a Contra-Igreja Conciliar: Contrafação da Igreja

Enquanto dom Fellay diz por aí, mais uma vez, que Mons. Lefebvre sempre quis um acordo com Roma, manipulando, novamente, as palavras do Fundador em causa própria, trazemos, aqui, as palavras do próprio Mons. Lefebvre, em uma conferência dada aos seminaristas em Ecône, em 8 de Junho de 1978 (dez anos antes das excomunhões):

Mons. Lefebvre e a Contra-Igreja Conciliar: Contrafação da Igreja

(...) Pelo contrário, penso que, no próximo encontro, ou mesmo antes do próximo encontro, se verdadeiramente me convidarem, sou eu que lhes faria perguntas: sou eu que os interrogaria, para lhes perguntar: “Que Igreja sois? De que Igreja tratamos”; eu quereria saber se trato com a Igreja Católica, ou se trato com outra Igreja, uma Contra-Igreja, uma contrafação da Igreja?... Ora, creio sinceramente que tratamos com uma contrafação da Igreja e não com a Igreja Católica. Por quê? Por que já não ensinam a Fé Católica. Já não defendem a Fé Católica. Não só já não ensinam mais a Fé Católica e não defendem mais a Fé Católica, mas ensinam outra coisa; mas arrastam a Igreja para outra coisa que não é a Igreja Católica. Já não é mais a Igreja Católica. Estão sentados nas cadeiras dos seus predecessores, todos esses Cardeais das Congregações e todos esses Secretários que estão nessas Congregações ou na Secretaria de Estado; estão muito bem sentados onde estiveram os seus predecessores, mas não continuam os seus predecessores. Não têm a mesma Fé, nem a mesma doutrina, nem até a mesma moral que os seus predecessores. Então, não é mais possível! E, principalmente, o seu grande erro que é o ecumenismo. Ensinam o ecumenismo, que é contrário à Fé Católica!

E diria: “Que pensais dos anátemas do Concílio de Trento? Que pensais dos anátemas da Encíclica “Autorem Fidei” sobre o Concílio de Pistóia? Que pensais do “Syllabus”? Que pensais da Encíclica “Immortali Dei” do Papa Leão XIII? Que pensais da “Carta sobre o Sillon” do Papa São Pio X? Da Encíclica “Quas Primas” do Papa Pio XI, da “Mortalium Animos” do Papa Pio XI, precisamente contra o ecumenismo, contra esse falso ecumenismo? E assim por diante… Que pensais de tudo isso?”. Que me respondam! Que me digam se estão de acordo com todos esses documentos dos Papas, com todos esses documentos oficiais que definem a nossa Fé. Não se trata de quaisquer documentos, não são arengas ou conversas privadas dos Papas, são documentos oficiais emitidos pela autoridade do Papa. Então?...

Penso que se pode, que se deve mesmo crer que a Igreja está ocupada. Está ocupada por essa Contra-Igreja. Por essa Contra-Igreja que conhecemos bem e que os Papas conheceram perfeitamente, e que os Papas condenaram ao longo dos séculos. Desde há quatro séculos que a Igreja não cessa de condenar essa Contra-Igreja nascida, sobretudo, com o protestantismo, que se desenvolveu com o protestantismo e que está na origem de todos os erros modernos, que destruiu toda a filosofia e que nos arrastou para todos esses erros que bem conhecemos e os Papas condenaram: liberalismo, socialismo, comunismo, modernismo, sillonismo, e mais não digo! E disso estamos a morrer! Os Papas tudo fizeram para condená-los. E eis que os que se sentam agora nas cadeiras dos que condenaram aqueles erros estão agora praticamente de acordo com esse liberalismo e com esse ecumenismo! Não! Não podemos aceitar isso!

E quanto mais as coisas se sabem, mais percebemos que esse programa, que foi elaborado nas lojas maçónicas – todo esse programa, todos esses erros foram elaborados nas lojas maçónicas – pois bem, mais facilmente percebemos e com precisão cada vez maior que, muito simplesmente, existe uma loja maçônica no Vaticano! E que, agora, quando alguém se encontra perante um Secretário de Congregação ou um Cardeal, sentados nas cadeiras e nos gabinetes onde estiveram santos Cardeais, Cardeais que possuíam a Fé da Igreja e que defendiam a Fé da Igreja e que eram homens da Igreja, pois bem, esse alguém está perante um franco-maçon!¹ Então, trata-se da mesma coisa?
Pois bem, bradam pela mesma obediência. Sim, noutro tempo diziam-nos para obedecer à Fé, obrigavam-nos ao juramento anti-modernista, fazíamos profissões de Fé e tudo o mais, mas agora, essa gente, que Fé nos exige? Já não é mais a mesma! Agora bradam sempre: obediência, obediência, obediência! Ah! Pois, mas mesmo assim… Obediência à Igreja, sim! Obediência ao que a Igreja sempre ordenou, sim! Obediência à Fé da Igreja, sim! Mas obediência à franco-maçonaria, não! É isto, de certeza!

Ultimamente trouxeram-me documentos que parecem completamente verídicos, documentos que mostram a correspondência entre Bugnini e o grão-mestre da maçonaria, principalmente sobre a reforma litúrgica, nos quais o grão-mestre da maçonaria diz a Bugnini que aplique a reforma do famoso Rorca, o padre apóstata que tinha já predito tudo o que deviam fazer e tinha já previsto o que deviam fazer quando o Vaticano fosse ocupado pela maçonaria: "Eis o que se deve fazer". E, então, agora, o grão-mestre da franco-maçonaria diz a Bugnini para aplicar tudo isso! E o grande princípio: é preciso implantar a “naturalizatione del Incarnatione”, portanto, naturalizar a Encarnação. Logo, chega-se ao naturalismo! E é preciso aplicar os princípios da língua vernácula, da multiplicidade dos ritos, da multiplicidade da liturgia para torná-la completamente confusa e pôr a confusão em todo o lado, e provocar oposições entre os diferentes ritos.

Bugnini responde que está completamente de acordo com isso, mas que é preciso tempo. São precisos talvez dez anos, mas em dez anos conseguirá tudo e que, com a confiança que lhe concedem particularmente o Cardeal Lercarro e mesmo o Papa Paulo VI, com esta confiança que lhe concedem, está seguro de poder atingir os seus fins. E nomeia todos aqueles com quem trabalhará na Cúria Romana, todos tendo ligações com a Maçonaria, podendo assim trabalhar com eles. Mas é preciso colocar uns quantos, será preciso colocá-los nas Congregações, a fim de poderem levar o trabalho a cabo. É preciso que todas as Congregações estejam mais ou menos infiltradas e tenham núcleos dos membros da maçonaria que ele lista: fulano, sicrano, beltrano… É preciso expulsar um tal fulano, porque nos incomoda, está contra nós, então é preciso pô-lo fora. Será necessário suprimir a Congregação dos Ritos – alvitra – mas não é a Congregação dos Ritos, é a Congregação dos Sacramentos. Conseguiu suprimir a Congregação dos Sacramentos para colocá-la sob a Congregação dos Ritos, por consequência para pôr tudo sob sua autoridade. Tudo isso está dito nas cartas ao grão-mestre da maçonaria. Então, que esperais? A obediência? Ah! Não! Não nos falem de obediência!

Certamente, queremos obedecer. Somos os mais obedientes à Igreja e a tudo que sempre ensinou, sempre quis, mas não a homens que trabalham na destruição da Igreja no interior da Igreja. O inimigo está no interior da Igreja. O Papa Pio X anunciou-o. La Salette anunciou-o. Fátima anunciou-o. Tudo foi anunciado publicamente. Sabia-se que o inimigo se ia introduzir no interior da Igreja. Pois bem, ele lá está! Lá está!

E agora vêm exigir que não se façam as Ordenações! Quem exige que não se façam Ordenações? Quem exige que não se ordenem bons Padres? Quem? É o Espírito Santo ou é o Diabo? Está claro, está claro! Pode um poder normal da Igreja exigir a um Bispo que não crie bons Padres? Pode um poder normal da Igreja exigir semelhante coisa? Exigir a supressão de Seminários, que eles sabem serem bons? Sabem-no, disseram-no. Disseram que eram bons Seminários. Sabem que a doutrina que vos ensinam é a verdadeira doutrina. Sabem-no, escreveram-no, sabem-no perfeitamente. Escreveram-no no relatório dos visitadores. Os visitadores disseram-no. Escreveram um excelente relatório a favor do Seminário. Foi o que o Cardeal Garonne me disse a mim mesmo quando me pediu que fosse a Roma. Disse: "Sim, o relatório é bom. Sabemos que o Seminário é bom, etc., etc.". Então, porque fechar o Seminário? Muito simplesmente porque não queremos seguir as orientações maçônicas do ecumenismo, e todas as novas orientações que se forjaram nas lojas maçônicas. Então, querem fechar o Seminário! Pois bem, não, não é possível! Isso não provém do Espírito Santo, isso não provém da Igreja. Não é a Igreja que nos exige o encerramento do Seminário. Não é a Igreja. Não é o Papa como Papa, os que lá estão verdadeiramente como sucessores dos que lá estavam antes deles, não! É uma loja maçônica que conseguiu penetrar no interior do Vaticano e tudo trama, e que, evidentemente, nem pode cheirar-nos. É claro, é evidente. Somos um obstáculo ao seu plano, ao seu plano de destruição do Sacerdócio, de destruição da Missa, de destruição da Liturgia. É evidente!

Então, devemos obedecer? Creio na consciência diante do Bom Deus, quando me diz: "Reflete bem perante Deus, em consciência, naquilo que fazes…". Sim, refleti em tudo perante o Bom Deus. Se estou enganado, que o Bom Deus me dê a luz que mostre o meu engano, mas não o creio. Creio verdadeiramente que fazendo o que faço, ordenando os Padres que vou ordenar, creio que sirvo a Igreja. Sirvo a Igreja! Não o faria se, por um instante, pensasse que tal pudesse ser contrário ao bem da Igreja, pois bem, eu me absteria de fazer tais coisas! Seria muito grave. Mas é bem o contrário!

Enfim, os fatos são agora evidentes, as consequências dessa reforma e dessa perseguição da Igreja no interior da Igreja estão patentes a todo o mundo, cada vez é mais claro. Basta ler a Documentation catholique para nos apercebermos de como as falsas ideias estão infiltradas em documentos episcopais, em todos os documentos, em todas essas Comissões Teológicas. […] Estão cheios de erros, é um espírito falso que não é nada o Espírito da Igreja! Então, é por tudo isso que não hesitamos um instante e espero que o Bom Deus nos continue a abençoar!

[Extrato de uma conferência de Monsenhor Marcel Lefebvre aos seminaristas de Ecône, em 8 de Junho de 1978].
Grifos nossos.
Tradução: Gil Dias.

Em francês: Avec l'Immaculée



 ¹ Não estaria aqui incluído o Cardeal Ratzinger, diante do qual Monsenhor sentou-se várias vezes? O mesmo do qual, agora Papa Bento XVI, dom Fellay disse, alegremente: "Se o Papa me chama eu vou. Alías eu corro"? 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Roma: FSSPX precisa de mais tempo!

Bernard anda dizendo, por ele mesmo ou pelos seus, outras coisas por aí. Quem mente? Eles ou Roma? Eu, prudentemente, não acredito em nenhum deles. Quando se perder a confiança... 

Fraternidade Sacerdotal São Pio X precisa de mais tempo de reflexão e estudo

A Pontifícia Comissão “Ecclesia Dei” declarou nesta sexta-feira que, na sua mais recente comunicação, a 6 de Setembro passado, a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X anunciou precisar de mais tempo de reflexão e de estudo para preparar a própria resposta às últimas iniciativas da Santa Sé.
Recorde-se que o estado actual das discussões entre a Santa Sé e a essa Fraternidade sacerdotal é fruto de três anos de dialogo doutrinal e teológico, durante os quais uma comissão conjunta se reuniu oito vezes para estudar e debater, entre outras questões, alguns pontos controversos na interpretação de certos documentos do Concilio Vaticano II. Quando essa fase de dialogou doutrinal se concluiu foi possível proceder a uma fase de discussões centradas no desejo de reconciliação da Fraternidade sacerdotal São Pio X com a Sé de Pedro.
Outros passos fundamentais neste processo positivo de gradual reintegração, foram empreendidos pela Santa Sé em 2007 mediante a extensão à Igreja Universal da forma extraordinária de Rito Romano [como? então antes não era possível celebrar Missa Tridentina? Quem mente aqui? - NdB] e, em 2009, com a abolição das excomunhões [sic. Aqui pode ter sido "obra" do jornalista, não necessariamente do Vaticano - NdB]. Foi só há alguns meses atrás que se chegou, nesta difícil caminhada, a um ponto fundamental, quando, a 13 de Junho passado, a Pontifícia Comissão apresentou à Fraternidade Sacerdotal de São Pio X uma declaração doutrinal juntamente com uma proposta para a normalização canónica da própria situação no seio da Igreja católica.
A Santa Sé está actualmente à espera duma resposta oficial da parte dos Superiores da Fraternidade Sacerdotal sobre estes documentos. [Os fellayanos afirmam que as negociações acabaram! - NdB]
Depois de trinta anos de separação [e qdo fomos unidos a eles? - NdB], é compreensível que se tenha necessidade de tempo para assimilar o significado destas recentes evoluções [Ou seja: para a FSSPX aceitar o CVII - NdB]. Enquanto o nosso Santo Padre procura promover e preservar a unidade da Igreja mediante a realização da reconciliação há muito esperada pela Fraternidade São Pio X com a Sé de Pedro – lê-se na Declaração da Comissão Pontifícia “Ecclesia Dei” – uma potente manifestação do Munus Petrinum à obra – são necessárias paciência, serenidade, perseverança e confiança.

Grifos e [comentários] nossos.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O acordo

Descobri um novo blog tradicionalista: "Syllabus, Blog Católico Antiliberal, Antimodernista y Antifarisaico", do qual extraio, hoje, este artigo:  “El acuerdo”. De fácil leitura e compreensão apesar de estar em espanhol.

EL ACUERDO




A la salida de la misa dominical, escuchamos algo parecido a esto:

-¿Vieron? Al final no hubo acuerdo. No lo hubo ni lo va a haber.

Fue inevitable la pregunta:

-¿Está seguro Usted?

-Claro que lo estoy. Todo el mundo lo sabe. No hubo acuerdo ni se buscó ningún acuerdo…

-Bueno, lamento decirle que sí hubo un acuerdo.

-Le digo que no. Nada de acuerdo.

-Hubo un acuerdo que se está por cumplir [acaba de cumplirse en estos días, recuérdese que nuestro diálogo es del domingo]. Un acuerdo no firmado que es el principio de el gran Acuerdo. Un acuerdo que dice: “Quiten a Williamson del medio, y entonces habrá acuerdo entre Roma y la FSSPX”. Un acuerdo que dice: “Quiten al irreductible Williamson, que no sabe diplomacia, es imprudente y dice las cosas sin medias tintas. Él no dejará de escribir su blog. Él no hará avanzar ningún acuerdo, sólo pone palos en la rueda”.

Quiten a Williamson”, dicen los progresistas.

Quiten a Williamson”, dicen los del ala “conservadora” o progresista moderada –o sea, Ratzinger.

Quiten a Williamson” dicen los acuerdistas y los liberales dentro de la FSSPX; “él se lo buscó con su desobediencia y su rebeldía ante el Superior General”.

Quiten a Williamson” dicen los periodistas de izquierda, “es un nazi”.

Quiten a Williamson”, dicen los ultras de derecha y los sedevacantistas (no lo podemos usar).

Quiten a Williamson”, dicen finalmente los judíos.

¿Finalmente, o principalmente?

Leemos los Hechos de los Apóstoles, capítulo 24: el Sumo sacerdote judío, Ananías, con algunos ancianos y un tal Tértulo, orador, fueron a ver al gobernador romano para acusar a Pablo. El orador Tértulo dijo en su acusación:

“Tenemos averiguado ser éste un hombre pestilencial, que anda por todo el mundo causando confusión y desorden entre todos los judíos, y es el caudillo de la sediciosa secta de los Nazarenos. Hasta intentó profanar el Templo, y por esto habiéndole preso, quisimos juzgarle según nuestra Ley”.

Si el Papa Benedicto quiere complacer a sus influyentes amistades judías –con quienes tan buenas relaciones ha cultivado en virtud del diálogo interreligioso- entonces no puede tolerar dentro de la Iglesia Conciliar a aquel que, como San Pablo, es el centro del odio de la Sinagoga. ¿Qué clase de diálogo podría seguir habiendo con ellos de persistir esta piedra de escándalo en que se ha convertido Mons. Williamson a partir del año 2009? Pero habiéndosele –en un desliz papal, ¡por no consultar la internet, según propia confesión!- levantado la “excomunión”, debe no obstante ser excluido de toda posible reconciliación entre la FSSPX y Roma por “hereje”.  ¿Hereje de qué clase de herejía? De la que no acepta la ambigüedad y la subjetividad del diálogo que diluye la verdad objetiva, de la herejía de la “intolerancia” y el “integrismo” católicos. No pudiendo ser declarado formalmente “hereje”, debe ser declarado “rebelde” por su propia congregación, y, así excluido, facilitar el camino al diálogo que diluya la Verdad. Nada de fanatismos religiosos para la Iglesia del próximo Anticristo. Nada de pesimistas ante la nueva primavera de la Iglesia.

Los amigos de Benedicto respiran aliviados.


Dijo San Pablo en su defensa: “Confieso delante de ti, que siguiendo una doctrina, que ellos tratan de herejía, yo sirvo al Padre y Dios mío, creyendo todas las cosas que se hallan escritas en la Ley y en los Profetas”.

Mons. Straubinger nos sirve este comentario: “Orgulloso se anticipa (Pablo) a confesar que quiere ser “hereje” con Jesucristo. ¡Cuántos santos después de Pablo habían de seguir ese camino para “confesar delante de los hombres” a Aquel que fue “reprobado por los ancianos, escribas y sacerdotes”, “contado entre los criminales”, “gusano y no hombre”!”.

Y sin embargo, ¡ahora muchos tradicionalistas desean ser aprobados, reconocidos y “regularizados” por los modernistas, por los masones, por los liberales y fariseos que ocupan Roma! ¡Tienen más miedo de ser llamados herejes, que de serlo!

“Lo que nos interesa es que en la Iglesia [cuál de ellas] cambie el clima de hostilidad generalizada, hacia todo lo que es considerado tradicional, hacia todo lo que va ligado a la Tradición. Esto hace imposible que hoy puedan desarrollar una vida normal los católicos ligados a la Tradición. “ (Mons. Fellay, entrevista en revista 30 días).

Años ha, preguntado en una entrevista Mons. Fellay cómo percibía el Vaticano a la Fraternidad San Pío X, contestó: “Desobediente, rebelde, arrogante, estrecha de miras, extremista”.

Si la FSSPX ya no debe ser considerada “desobediente”, etc, pues eso entorpece el diálogo, ¿a quién transferir esa mala fama, contra quién asestar los golpes de los nuevos amigos de Roma? Ahí está Mons. Williamson, el nuevo malo de la película, el “nazi” infaltable de toda película judeo-norteamericana u hoy judeo-vaticana.

Una película cuya primera parte se llama “Williamson out”, pero que nos anticipamos a decir que para sus productores no será exitosa, aunque parezca lo contrario.
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Vaticano sobre Fraternidade São Pio X

Memória Histórica. Para ao dizerem que não foi dito!

Comissão do Vaticano emite declaração sobre Fraternidade São Pio X

A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei aproveita a oportunidade para anunciar que, no seu mais recente comunicado (6 de setembro de 2012) a Fraternidade Sacerdotal São Pio X indicou a necessidade de sua parte de um tempo adicional de reflexão e estudo, para preparar a própria resposta às últimas iniciativas da Santa Sé.

O estudo atual das discussões em curso entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal é fruto de três anos de diálogos doutrinais e teológicos, durante ao quais uma comissão conjunta se reuniu oito vezes para estudar e discutir, entre as outras questões, alguns pontos controversos na interpretação de certos documentos do Concílio Vaticano II. Quando tais diálogos doutrinais terminaram, foi possível proceder a uma fase de discussão mais diretamente focada no grande desejo de reconciliação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X com a Sé de Pedro.

Outros passos fundamentais neste processo positivo de gradual reintegração haviam sido realizados pela Santa Sé em 2007 mediante a extensão à Igreja universal da Forma Extraordinária do Rito Romano com o Motu Proprio Summorum Pontificum, e, em 2009, com a abolição das excomunhões. Apenas alguns meses atrás, neste difícil caminho, foi alcançado um ponto fundamental quando, em 13 de junho de 2012, a Pontifícia Comissão apresentou à Fraternidade Sacerdotal São Pio X uma declaração doutrinal junto com uma proposta para a normalização canônica do próprio estado dentro da Igreja católica.

Atualmente, a Santa Sé está à espera da resposta oficial dos Superiores da Fraternidade Sacerdotal sobre estes dois documentos. Depois de trinta anos de separação, é compreensível sua necessidade de tempo para absorver o significado destes recentes desenvolvimentos. Enquanto o nosso Santo Padre Bento XVI busca promover e preservar a unidade da Igreja mediante a realização da reconciliação há tempos esperada da Fraternidade Sacerdotal São Pio X com a Sé de Pedro - uma potente manifestação da obra munus Petrinum - é necessário paciência, serenidade, perseverança e confiança.
Autor: Boletim da Santa Sé - 27/10/2012 15:55:00 
 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fellay e o bom direito. Porque Dom Williamson não foi expulso da FSSPX.

Bom, fora o fato de que quem está fora do corpo não pode mais ser a cabeça dele - isto é, o sr. Fellay, por ter traído o legado de Mons. Lefebvre e toda uma Tradição bimilenar já não é, de fato, o Superior Geral da FSSPX e, por isso, não pode mais decidir quem está e quem não está na FSSPX -, há, também, este interessante parecer de um canonista, o qual foi (re)publicado, com as devidas atualizações do tema, em um blog de língua francesa que eu acompanho pelo Reader. Eu traduzi por amor à Verdade, mas não sou versada neste belíssimo idioma, que consigo ler e compreender com suficiência; portanto, haverá, certamente, erros, mas não creio que eu traí a essência. 

Registro que tudo isso, para mim, é palha porque, de fato, Mons. Williamson nunca "desobedeceu" o sr. Fellay. Naquilo que, de fato, foi acusado, se aplicam os dispositivos aduzidos à perfeição, pois, o Direito Canônico (de 1917 e de 1983, qual se queira) lhe outorga o poder de decidir, ipse prudenter, o que afeta ou não a sua dignidade episcopal

Quanto a "submissão ao superior", o superior legítimo de Mons. Williamson - pelo antigo e pelo novo Código Canônico - seria o Papa, jamais o sr. Fellay. 

E sobre as palavras de Mons. Lefebvre, que dizer? Têm sido tão instrumentalizadas em prol da pertença mórbida a uma igreja à qual o Fundador jamais pertenceu que qualquer objeção minha nesse sentido seria em vão. 

O Dia da Revelação será... uma revelação para muitos! Pois não pode haver duas verdades...
Em última análise, diante das evidência dos fatos, quem saiu da FSSPX foi o sr. Fellay, que desde 2000 vem mudando de discurso e de lado, não Mons. Williamson, que continua com o mesmo discurso de sempre.
Portanto, siga em frente Mons. Williamson, porque, se tiver que recomeçar do zero, não faltará a mão da Divina Providência, como não faltou a Mons. Lefebvre que, algumas vezes, se viu diante de situações inesperadas e, para alguns, desesperadoras, nas quais não tinha o que dar para comer a seus seminaristas. O que é o pão diante da alma?

Por Cristo Rei e Maria Rainha!

Giulia d'Amore di Ugento



Por que Mons. Williamson não devia obedecer? Porque o direito o ampara!


Mons. Lefebvre, Mons. Williamson, Sr. Fellay
Sagrações Episcopais
30 de junho de 1988
Neste artigo não iremos julgar a forma, mas a essência. Nós não nos ocuparemos dos fatos reprochados, porque não nos interessam, mas apenas do direito, da essência!

Se Mons. Williamson apelasse diante do tribunal romano, que parece tanto agradar a Mons. Fellay, ele ganharia facilmente. A decisão de Mons. Fellay é nula e inválida, deveria ser privada de efeito, como o explica esta síntese feita por um canonista. 

Um bispo da Fraternidade pode expressar-se livremente?




1º CIC 1917, can. 627[1].


§1. Religiosus, renuntiatus Cardinalis aut Episcopus sive residentialis sive titularis, manet religiosus, particeps privilegiorum suae religionis, votis ceterisque suae professionis obligationibus adstrictus, exceptis iis quas cum sua dignitate ipse prudenter iudicet componi non posse, salvo praescripto can. 628.

§2. Eximitur tamen a potestate Superiorum et, vi voti obedientiae, uni Romano Pontifici manet obnoxius.


§ 1. O religioso, elevado a Cardeal ou Bispo, residencial ou titular, permanece religioso, participante dos privilégios de sua religião, e sujeito às vontades e a todas as outras obrigações de sua profissão, exceto aquelas que ele considera, em sua prudência, não serem compatíveis com sua dignidade, salvo a prescrição do Can. 628[2].

§ 2º. No entanto, é isento do poder dos Superiores, e, em virtude de seu voto de obediência, permanece sujeito unicamente ao Pontífice Romano.


2º CIC 1983, Can. 705[3].


Religiosus ad episcopatum evectus instituti sui sodalis remanet, sed vi voti oboedientiae uni Romano Pontifici obnoxius est, et obligationibus non adstringitur, quas ipse prudenter iudicet cum sua condicione componi non posse.

O religioso elevado ao Episcopado permanece membro do seu instituto, mas por força do voto de obediência está unicamente subordinado ao Romano Pontífice, e não está sujeito às obrigações que ele próprio prudentemente julgue não se poderem harmonizar com a sua condição.


3º Carta de Mons. Lefebvre aos futuros bispos, aos 28 de agosto de 1987[4]


a) “(...) eu me vejo obrigado pela Divina Providência a transmitir a graça do Episcopado católico que eu recebi, para que a Igreja e o sacerdócio católico continuem a subsistir para a glória de Deus e a salvação das almas.

É por isso que, convencido de cumprir apenas a Santa Vontade de Nosso Senhor, com esta carta vos peço que aceiteis receber a graça do Episcopado católico, como já conferi a outros sacerdotes, em outras circunstâncias.”

b) “O objetivo principal desta transmissão é o de conferir a graça da ordem sacerdotal para a continuação do verdadeiro Sacrifício da Missa, e para conferir a graça do sacramento da confirmação aos filhos e aos fieis que vos a pedirem.”

c) “Em fim, eu vos exorto a permanecerem ligados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de permanecerem profundamente unidos entre vós, submissos ao seu Superior Geral, na Fé Católica de sempre, lembrai-vos destas palavras de São Paulo aos Gálatas: ‘Sed licet nos aut angelus de coelo evangelizet vobis praeterquam quod evangelizavimus vobis, anathema sit. Sicut praedicimus et nunc iterum dico: si quis evangelizaverit praeter id quod accepistis, anathema sit’! (‘Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema! Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!)”.


Questão


Mons. Williamson é bispo auxiliar da Fraternidade de São Pio X e não tem nenhum cargo dentro da Fraternidade de São Pio X. Ele é acusado de livre-expressão em seu blog na Internet (Comentários Eleison) e de ministrar sacramentos (Crismas no Brasil) sem mandato de seu Superior Geral.

Até que ponto isso é compatível com a obediência devida ao Superior Geral? Sobretudo nas circunstâncias particulares das sagrações episcopais de 1988, em que Mons. Lefebvre exortou à submissão ao Superior Geral os eleitos para o Episcopado (cf. 3c).


Resposta


O bispo membro de um instituto não é um membro como os outros. Seu Episcopado, pela dignidade conferida pelo Código de 1917 ou sob condição, pelo Código de 1983, é independente de seus superiores. O Direito Canônico lhe reconhece a isenção das obrigações de seu instituto quando elas forem incompatíveis com o seu Episcopado. E o discernimento desta isenção é afeito à sua prudência[5] (“ipse prudenter”): cf. 1 e 2.

O governo que este bispo possui ou não possui não muda nada diante desse fato de direito. O Código de 1917 visa o bispo tanto residencial quanto titular, isto é, governante ou não governante uma diocese. O Código de 1983 refere-se ao religioso elevado ao Episcopado, sem especificar. De fato, o direito da Igreja protege o Episcopado, sem reservas.

As circunstâncias das Sagrações de 1988 também não mudam nada: é, obviamente, o mesmo Episcopado que o seu, e o mesmo Episcopado que ele já transmitiu, que Mons. Lefebvre transmite aos 30 de junho de 1988 (cf. 3a): o Episcopado Católico.

Este Episcopado não se reduz à transmissão dos sacramentos da ordem e da confirmação: Mons. Lefebvre certamente disse que esta é a sua primeira intenção, seu objetivo principal (cf. 3b) e, portanto, não-exclusivo[6].

A admoestação de Mons. Lefebvre de serem “submissos ao Superior Geral” (cf. 3c) se exerce, portanto, dentro do quadro do Can. 627 (CIC 1917), reafirmado no Can. 705 (CIC 1983).

Assim, tendo em vista os cânones 627 e 725 e a admoestação de Monsenhor Lefebvre, o Bispo Williamson está dentro de seu bom direito, e isso priva de efeitos o julgamento da FSSPX sobre o motivo evocado para expulsá-lo!


Grifos do original.
Fonte: SEMPER FIDELIS, PLUTOT MOURIR QUE TRAHIR. Publicado com autorização do autor. 
Tradução: Giulia d’Amore di Ugento 
(blog aberto a correções necessárias na tradução)


[1] CIC 1917. CAPUT III: De obligationibus et privilegiia religiosi ad ecclesiasticam dignitatem promoti vel paroeciam regentis. Vide. – NdTª.
[2] O Can. 628 (CIC 1917) trata apenas do direito dos bens materiais.
[3] CIC 1983. Caput VII: De Religiosis Ad Episcopatum Evectis. Baixe o PDF. – NdTª.
[5] Isto é, é ele quem decide se é isento ou não. – NdTª.
[6] Isto é, não exclui outras intenções e objetivos. – NdTª. 

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