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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Fellay e o bom direito. Porque Dom Williamson não foi expulso da FSSPX.

Bom, fora o fato de que quem está fora do corpo não pode mais ser a cabeça dele - isto é, o sr. Fellay, por ter traído o legado de Mons. Lefebvre e toda uma Tradição bimilenar já não é, de fato, o Superior Geral da FSSPX e, por isso, não pode mais decidir quem está e quem não está na FSSPX -, há, também, este interessante parecer de um canonista, o qual foi (re)publicado, com as devidas atualizações do tema, em um blog de língua francesa que eu acompanho pelo Reader. Eu traduzi por amor à Verdade, mas não sou versada neste belíssimo idioma, que consigo ler e compreender com suficiência; portanto, haverá, certamente, erros, mas não creio que eu traí a essência. 

Registro que tudo isso, para mim, é palha porque, de fato, Mons. Williamson nunca "desobedeceu" o sr. Fellay. Naquilo que, de fato, foi acusado, se aplicam os dispositivos aduzidos à perfeição, pois, o Direito Canônico (de 1917 e de 1983, qual se queira) lhe outorga o poder de decidir, ipse prudenter, o que afeta ou não a sua dignidade episcopal. 

Quanto a "submissão ao superior", o superior legítimo de Mons. Williamson - pelo antigo e pelo novo Código Canônico - seria o Papa, jamais o sr. Fellay. 

E sobre as palavras de Mons. Lefebvre, que dizer? Têm sido tão instrumentalizadas em prol da pertença mórbida a uma igreja à qual o Fundador jamais pertenceu que qualquer objeção minha nesse sentido seria em vão. 

O Dia da Revelação será... uma revelação para muitos! Pois não pode haver duas verdades...
Em última análise, diante das evidência dos fatos, quem saiu da FSSPX foi o sr. Fellay, que desde 2000 vem mudando de discurso e de lado, não Mons. Williamson, que continua com o mesmo discurso de sempre.
Portanto, siga em frente Mons. Williamson, porque, se tiver que recomeçar do zero, não faltará a mão da Divina Providência, como não faltou a Mons. Lefebvre que, algumas vezes, se viu diante de situações inesperadas e, para alguns, desesperadoras, nas quais não tinha o que dar para comer a seus seminaristas. O que é o pão diante da alma?

Por Cristo Rei e Maria Rainha!

Giulia d'Amore di Ugento



Por que Mons. Williamson não devia obedecer? Porque o direito o ampara!


Mons. Lefebvre, Mons. Williamson, Sr. Fellay
Sagrações Episcopais
30 de junho de 1988
Neste artigo não iremos julgar a forma, mas a essência. Nós não nos ocuparemos dos fatos reprochados, porque não nos interessam, mas apenas do direito, da essência!

Se Mons. Williamson apelasse diante do tribunal romano, que parece tanto agradar a Mons. Fellay, ele ganharia facilmente. A decisão de Mons. Fellay é nula e inválida, deveria ser privada de efeito, como o explica esta síntese feita por um canonista. 

Um bispo da Fraternidade pode expressar-se livremente?




1º CIC 1917, can. 627[1].


§1. Religiosus, renuntiatus Cardinalis aut Episcopus sive residentialis sive titularis, manet religiosus, particeps privilegiorum suae religionis, votis ceterisque suae professionis obligationibus adstrictus, exceptis iis quas cum sua dignitate ipse prudenter iudicet componi non posse, salvo praescripto can. 628.

§2. Eximitur tamen a potestate Superiorum et, vi voti obedientiae, uni Romano Pontifici manet obnoxius.


§ 1. O religioso, elevado a Cardeal ou Bispo, residencial ou titular, permanece religioso, participante dos privilégios de sua religião, e sujeito às vontades e a todas as outras obrigações de sua profissão, exceto aquelas que ele considera, em sua prudência, não serem compatíveis com sua dignidade, salvo a prescrição do Can. 628[2].

§ 2º. No entanto, é isento do poder dos Superiores, e, em virtude de seu voto de obediência, permanece sujeito unicamente ao Pontífice Romano.


2º CIC 1983, Can. 705[3].


Religiosus ad episcopatum evectus instituti sui sodalis remanet, sed vi voti oboedientiae uni Romano Pontifici obnoxius est, et obligationibus non adstringitur, quas ipse prudenter iudicet cum sua condicione componi non posse.

O religioso elevado ao Episcopado permanece membro do seu instituto, mas por força do voto de obediência está unicamente subordinado ao Romano Pontífice, e não está sujeito às obrigações que ele próprio prudentemente julgue não se poderem harmonizar com a sua condição.


3º Carta de Mons. Lefebvre aos futuros bispos, aos 28 de agosto de 1987[4]


a) “(...) eu me vejo obrigado pela Divina Providência a transmitir a graça do Episcopado católico que eu recebi, para que a Igreja e o sacerdócio católico continuem a subsistir para a glória de Deus e a salvação das almas.

É por isso que, convencido de cumprir apenas a Santa Vontade de Nosso Senhor, com esta carta vos peço que aceiteis receber a graça do Episcopado católico, como já conferi a outros sacerdotes, em outras circunstâncias.”

b) “O objetivo principal desta transmissão é o de conferir a graça da ordem sacerdotal para a continuação do verdadeiro Sacrifício da Missa, e para conferir a graça do sacramento da confirmação aos filhos e aos fieis que vos a pedirem.”

c) “Em fim, eu vos exorto a permanecerem ligados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de permanecerem profundamente unidos entre vós, submissos ao seu Superior Geral, na Fé Católica de sempre, lembrai-vos destas palavras de São Paulo aos Gálatas: ‘Sed licet nos aut angelus de coelo evangelizet vobis praeterquam quod evangelizavimus vobis, anathema sit. Sicut praedicimus et nunc iterum dico: si quis evangelizaverit praeter id quod accepistis, anathema sit’! (‘Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema! Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado’!)”.


Questão


Mons. Williamson é bispo auxiliar da Fraternidade de São Pio X e não tem nenhum cargo dentro da Fraternidade de São Pio X. Ele é acusado de livre-expressão em seu blog na Internet (Comentários Eleison) e de ministrar sacramentos (Crismas no Brasil) sem mandato de seu Superior Geral.

Até que ponto isso é compatível com a obediência devida ao Superior Geral? Sobretudo nas circunstâncias particulares das sagrações episcopais de 1988, em que Mons. Lefebvre exortou à submissão ao Superior Geral os eleitos para o Episcopado (cf. 3c).


Resposta


O bispo membro de um instituto não é um membro como os outros. Seu Episcopado, pela dignidade conferida pelo Código de 1917 ou sob condição, pelo Código de 1983, é independente de seus superiores. O Direito Canônico lhe reconhece a isenção das obrigações de seu instituto quando elas forem incompatíveis com o seu Episcopado. E o discernimento desta isenção é afeito à sua prudência[5] (“ipse prudenter”): cf. 1 e 2.

O governo que este bispo possui ou não possui não muda nada diante desse fato de direito. O Código de 1917 visa o bispo tanto residencial quanto titular, isto é, governante ou não governante uma diocese. O Código de 1983 refere-se ao religioso elevado ao Episcopado, sem especificar. De fato, o direito da Igreja protege o Episcopado, sem reservas.

As circunstâncias das Sagrações de 1988 também não mudam nada: é, obviamente, o mesmo Episcopado que o seu, e o mesmo Episcopado que ele já transmitiu, que Mons. Lefebvre transmite aos 30 de junho de 1988 (cf. 3a): o Episcopado Católico.

Este Episcopado não se reduz à transmissão dos sacramentos da ordem e da confirmação: Mons. Lefebvre certamente disse que esta é a sua primeira intenção, seu objetivo principal (cf. 3b) e, portanto, não-exclusivo[6].

A admoestação de Mons. Lefebvre de serem “submissos ao Superior Geral” (cf. 3c) se exerce, portanto, dentro do quadro do Can. 627 (CIC 1917), reafirmado no Can. 705 (CIC 1983).

Assim, tendo em vista os cânones 627 e 725 e a admoestação de Monsenhor Lefebvre, o Bispo Williamson está dentro de seu bom direito, e isso priva de efeitos o julgamento da FSSPX sobre o motivo evocado para expulsá-lo!


Grifos do original.
Fonte: SEMPER FIDELIS, PLUTOT MOURIR QUE TRAHIR. Publicado com autorização do autor. 
Tradução: Giulia d’Amore di Ugento 
(blog aberto a correções necessárias na tradução)


[1] CIC 1917. CAPUT III: De obligationibus et privilegiia religiosi ad ecclesiasticam dignitatem promoti vel paroeciam regentis. Vide. – NdTª.
[2] O Can. 628 (CIC 1917) trata apenas do direito dos bens materiais.
[3] CIC 1983. Caput VII: De Religiosis Ad Episcopatum Evectis. Baixe o PDF. – NdTª.
[5] Isto é, é ele quem decide se é isento ou não. – NdTª.
[6] Isto é, não exclui outras intenções e objetivos. – NdTª. 

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A caminho da Roma modernista

Seguindo o propósito de publicar para que não escape da memória das pessoas, eu também, como muitos (e com todo tipo de intenção), publico o Comunicado de Menzingen, no qual oficialmente se expulsa, injusta e injustificadamente, um Príncipe da Igreja, em uma sequência de atos no mínimo equivocados do Superior Geral da FSSPX, cuja arrogância o leva cada vez mais longe nesse tipo de atuações. Em seguida, a minha opinião.  


Não é possível afastar o cálice!
Não é o servo maior do que o seu senhor.
Se a mim me perseguiram,
também vos perseguirão a vós
(S. João 15,5)


COMUNICADO OFICIAL DA CASA GERAL DA FSSPX EM MENZINGEN

 
Dom Richard Williamson, tendo se distanciado da direção e do governo da FSSPX há vários anos, e negando-se a manifestar o respeito e a obediência devidos aos seus superiores legítimos, foi declarado expulso da FSSPX por decisão do Superior Geral e do Conselho, aos 4 de outubro de 2012. Um último prazo lhe havia sido concedido para se conformar ao disposto, ao final do qual anunciou a divulgação de uma “carta aberta” pedindo ao Superior Geral que renunciasse.

Esta dolorosa decisão se fez necessária em atenção ao bem comum da Fraternidade São Pio X e de seu governo, em conformidade com o que Dom Lefebvre denunciava: “É a destruição da autoridade. Como se pode exercer a autoridade se é necessário que ela peça a todos os membros que participem do exercício da autoridade?” (Ecône, 29 de junho de 1987).

Dado em Menzingen, 24 de outubro de 2012.

DICI 

Claro, não poderia faltar uma frase do grande Fundador para justificar mais um desatino do sr. Fellay. E anterior a 1988. Típico. Certamente, as frases nas quais ele mesmo se condena são relegadas ao ostracismo, como acontece em muitas congregações que trancaram o fundador e seus escritos sob sete chaves. Pinça-se o que é útil, descontextualizando as frases como fazem os espíritas, que justificam sua doutrina em frases soltas das Escrituras, e os "ufólogos", que veem em cada nuvenzinha da Palavra um disco voador. O Mal precisa da Verdade para estabelecer o Império da Mentira. Menzingen sabe disso muito bem e age conforme. Mas... até quando? 

"E rogamos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviaí-vos deles". Rm 16,17.
Não sou dos que creem que a expulsão de Mons. Williamson seja um bem para a FSSPX, pois não há bem na divisão, outra obra do Mal. É ruim para a FSSPX, é ruim para a Igreja e é ruim para os fieis. É um tiro no pé, e isso o tempo o mostrará.  

Mas é o que há para hoje, e, por isso, agora que finalmente o sr. Fellay mostrou (parte de) sua cara, vamos seguir com o trabalho.

Contudo, não posso não pensar naqueles padres sérios que eu continuo a admirar e a aguardar um sinal de que estão vivos. Muito do que aprendi sobre a Igreja e as virtudes eu aprendi com eles, e não posso crer que tenham dois discursos: um para o púlpito e outro para a realidade do dia-a-dia. Obediência, Verdade, Roma... Isso sempre foi bem claro em seu falar sim, sim, não, não, mas não tenho visto isto ser claro na prática. Eu vejo hesitação e medo. Estou enganada?

Outro mal que advém dessa insana decisão é a completa agregação da Neo-FSSPX por Roma na Igreja conciliar à qual Mons. Lefebvre se orgulhava de nunca ter pertencido. O que mais quis dizer P. Steiner, o porta-voz da FSSPX da Alemanha, quando disse: "Esta decisão facilita com certeza as negociações (com Roma)"? 

Enfim, apesar da proibição ditatorial de acessar a internet, mantendo os fieis às escuras e sob o domínio de suas palavras, não poderá Menzingen esconder a Verdade por muito tempo. Certo dia a Verdade vai bater na cara de cada um dos que agora se recusam a enxergá-la. E Ela costuma bater doído.  

Que Deus tenha misericórdia dos que erram. Não pode haver duas Verdades irreconciliáveis. Ou o CVII é um mal, como dizia Mons. Lefebvre, ou é 95% aceitável e 5% discutível, como diz Mons. Fellay, sabendo que 1% de veneno é suficiente para causar males irreparáveis...

Não é a primeira vez que isso acontece na História da Igreja. Nem será a última.

Eu continuou com Mons. Lefebvre - que, apesar do que diz o Prior de São Paulo, não "sumiu" com sua morte, mas continua vivendo em seus escritos, em seu legado e na Comunhão dos Santos - e a verdadeira FSSPX, e apoio Mons. Williamson e Pe. Cardozo, que não mudaram o discurso ao sabor da moda.  

Giulia
Recado

 

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Enfim, comento...

COMENTANDO UM NADA "IMPORTANTE" MAS DESASTROSO COMUNICADO


Até para "sossegar" os Maretboys que, além de prestigiar meu blog, deixam comentários que bem mostram por quem são dirigidos espiritualmente, de imediato explico o por quê da demora. 

Em primeiro lugar porque, justa que sou, quis dar ao padre o benefício da dúvida, porque me pareceu que ele escreveu aquele "importante" comunicado meio sem pensar, meio sem tomar os costumeiros cuidados de que se cerca, talvez impulsionado por algum de seus rapazolas (os Maretboys) mais esquentados e pouco providos de juízo e ponderação. Assim, trocamos, o padre e eu, alguns emails que serviram para confirmar as minhas suspeitas e motivar-me a intensificar as orações em prol de seu pronto restabelecimento, uma vez que, apesar de conhecer bem as virtudes, tem certa dificuldade em praticá-las. Veremos a seguir do que falo. 

Em segundo lugar porque meu caro e ajuizado marido aconselhou-me a deixar prá lá essas tolices que o pobre padre escreveu, até porque isso só serviria a lhe dar mais ibope, que é o que ele busca: mostrar aos superiores o quanto é obediente e proativo! Meu bom marido aconselhou, não ordenou; se o tivesse feito, eu obedeceria de pronto e não comentaria nada. Portanto, eu precisava avaliar os prós e os contras da necessidade de restabelecer a verdade que foi vitimada pelo padre, consciente ou inconscientemente. E sem me deixar influenciar pelas marolas que seus dirigidos têm provocado na Net.
 
Antes, a anedota das três peneiras, supostamente de Sócrates:
Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE [se o fato é verdadeiro e se o presenciaste, ou foi alguém que te contou]. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE [se o fazes de bom coração, com boas intenções]. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE [se é útil ao bem comum]. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti..
E, então, aqui estou, movida pelas melhores intenções - que somente ao meu Excelso Criador cabe julgar - e em prol do bem comum, me propondo de comentar apenas o que me diz respeito, nesse triste e escandaloso "importante" comunicado. Escandaloso não apenas porque nem tudo o que diz é verdade, mas porque um verdadeiro "pai" não fala assim! 

1. SOBRE AS ATIVIDADES CLANDESTINAS E OCULTAS DA RESISTÊNCIA. 

 “e para que nada se faça em cumplicidade com a dissimulação e as trevas, denuncio abertamente a reunião organizada neste final de semana (15 e 16 de setembro) por alguns membros do priorado e o Pe. Ernesto Cardozo”.
Não posso generalizar, mas há nada de oculto e clandestino nas ações dos fieis. Especiamente nas minhas, visto que meus são os blogs onde foram publicadas as Missas e palestras às quais se refere o comunicado. Meus blogs, como qualquer outro blog aberto, são públicos e acessíveis a todos. Tanto é que o ilustre prior de São Paulo cita um deles (Resistência Católica em Campo Grande)... Onde, portanto, o oculto e o clandestino?

Assim, aqui, o prior - no mínimo - se contradiz. 

2. SOBRE A NÃO DIVULGAÇÃO DO ENDEREÇO

"Poderia ter sido organizada com maior discrição e cuidado? Por que esta discrição?"
Eu publiquei as informações sobre as Missas e palestras, com o teor do assunto que seria discutido. Assim, ninguém mais do que eu sabe por que não foi publicado o endereço. E eu não publiquei apenas para preservar a segurança dos donos da residência, do ponto de vista da violência urbana, MAS publiquei vários números de telefone para os quais os fieis interessados poderiam ligar e se informar pessoalmente. 
Onde estão, pois, tais "maior discrição e cuidado"? Não há complô algum, caro padre! Bastava ligar para os telefones informados, e o endereço seria educadamente revelado. Como foi feito. Onde estão o mistério e as más intenções que somente um coração turvo e/ou uma mente quixotesca podem enxergar? 
Veja bem (isto é para os tolos de plantão): não estou afirmando que o padre tem problemas mentais, foi apenas um paradigma.

3. PE. MARET VÊ GIGANTES EM MOINHOS DE VENTO

"A resposta está nas palavras do convite: 'palestra sobre a situação hodierna da Tradição e nossa conduta estratégica neste contexto' Isto não é outra coisa senão planejar a revolução 'intramuros', ou complô, eis o seu nome verdadeiro". [grifo nosso.]
Isto é típico do Pe. Maret, e mostra que somente uma mente quixotesca poderia procurar "pelos em ovos". Mais uma vez: não há complô algum, caro padre, porque, se houvesse, não teria sido clara e objetivamente publicado!
 

4. SOBRE O AGIR NAS TREVAS

"Por isso, todos os fiéis estejam prevenidos a respeito da gravidade deste modo de proceder nas “trevas”, modo indigno de verdadeiros filhos e homens católicos."
Isso me remete claramente à maneira de agir do próprio prior, o qual durante muito tempo me instruiu em como agir com este ou aquele fiel, como perguntar para obter informações, como fazer "relatórios" sobre pessoas que lhe interessavam particularmente; algumas dessas pessoas até hoje têm plena confiança no prior, sem saber que foram "acompanhadas de perto" por muito tempo, APESAR DOS MEUS PROTESTOS para que me liberasse de tão incômodas e pouco virtuosas tarefas, as quais, em alguns lugares, são chamadas de "espionagem e manipulação". Sorte minha que tenho o hábito de guardar os emails "importantes" para comprovar o que digo. 
Qual a justificativa dele para esse agir nas trevas autorizado? No fundo, porque, na Tradição como entre os modernistas, os fins justificam os meios. Para uma boa causa... podem tudo!!!  
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5. NÃO VOU COMENTAR O RESTO, PORQUE NÃO ME CORRESPONDE. 


6.  CONCLUSÃO

Eu tenho falado por aí da decepção que tem sido para mim “conhecer a Tradição”. No começo, me senti diante da Terra Prometida! Finalmente, havia encontrado o caminho de volta à Casa Paterna, com santos padres e santos fieis: solícitos, gentis, virtuosos!!! Tudo ilusão! Desde o suposto convento, eu tive uma decepção atrás da outra, sistematicamente! Só dissimulação, relativismo, mentiras, poucas virtudes e muita emulação! 

Alguns padres ainda me parecem cultivar alguma virtude, mas certamente a cama quente e as três refeições diárias pesam mais do que a Doutrina e a Fé, e por estas coisas são capazes de justificar os misfatos do superior geral, que agora virou o maior dos santos, o maior dos líderes, por ter sido capaz de "salvar" a FSSPX da ruína de um acordo prático - porque é disso que se trata! - que seria ruim para a Fraternidade e os fieis, e péssimo para a Igreja. Como se ninguém soubesse que este "quase naufrágio" foi provocado por ele mesmo! 
E ainda falam de "milagre", como se a Divina Providência fizesse milagres pela metade: se milagrosamente impediu o desastre com Roma, porque não curou milagrosamente a divisão interna da FSSPX? Que sentido há nisso? Bò!

Mas uma das maiores decepções foi o Prior de São Paulo, que em seu dia-a-dia faz o estilo típico de qualquer padre modernista: faz o que eu digo, não o que eu faço! O prior até ensina (e muito bem, por sinal) sobre virtudes, mas tem dificuldade em praticá-las. Eu vi. Eu sei. Não posso nem vou mentir a mim mesma, por meros e torpes respeitos humanos, pois a verdadeira caridade está na verdade. 
Ele tem o coração turvo e pesado... Não foram poucas as almas que ele abandonou a si mesmas por interesses outros, nada virtuosos. Eu que o diga! Mas não é a mim que deverá prestar contas. E, sobre isso, mais não digo.

Mutatis mutandis, o que eu sinceramente não compreendo é por que, enquanto os não-acordista criticam e denunciam as ações de Mons. Fellay e seus sequazes, os acordistas – Pe. Maret incluso – criticam e denunciam as pessoas e, pior, sem refutar o que elas dizem? E ainda por cima faltando com a verdade e querendo manipular as mentes dos fieis que confiam piamente neles, em sua boa fé. É apenas cegueira? É má fé?...

Assim, queridos leitores que abrilhantam com sua generosa caridade meu singelo blog, isso era o que eu tinha a dizer sobre esse desastroso "importante" comunicado do Pe. Maret, que de importante não tinha nada e só serviu para exacerbar a divisão escandalosa que ele mesmo, com seus terríveis conselhos a seus dirigidos, provoca e amplia. Será que veremos aqui no Brasil a repetição do que houve em Portugal? O tempo dirá. Eu encerro.

Giulia d'Amore di Ugento

PS: ao acessar o site da FSSPX, à procura do link de meu blog que foi citado pelo prior, não pude deixar de observar - e rir - que o título foi modificado. Já não é mais um "importante" comunicado. Pouco importa! Não vou mudar o que escrevi, fica melhor assim e, de fato, não é nada importante. É pífio, indigno e vil. 
PS2: Já adiantando-me às reações pueris dos Maretboys, agradeço de antemão as charges ou as "ladainhas" que quiserem me dedicar, ou os epítetos com que demonstram cabalmente quem vos dirige! Se quiserem me caluniar, perseguir, ofender, difamar... peguem a senha e entrem na fila! Em relação a essas coisas, eu durmo o sono do justo. 


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domingo, 9 de setembro de 2012

Comunicado de Pe. Bouchacourt (FSSPX) II

Repercussões à carta do superior do Distrito Sulamericano vêm de toda parte, esta é do forum católico em língua espanhola NON POSSUM. Está em espanhol, mas é de fácil compreensão. Em breve, a traduzo:

Monseñor Williamson confirmó a noventa y nueve brasileños,cumpliendo con su misión episcopal, acudió donde las almas necesitaban del sacramento de la confirmación. ¿Pu ede un solo obispo darse a basto para recorrer el el mundo entero y atender al mismo tiempo las discusiones doctrinales con Roma?

¿Cuántos años han de esperar los fieles la visita pastoral? Los fieles de
Guatemala debieron esperar 15 años entre una y otra visita de Monseñor Fellay, ver: http://www.youtube.com/watch?v=dLVQx8x1ADs&feature=relmfu
¿Podría ser un ejemplo del tiempo estimado en dar la vuelta al mundo?

Urge que Dios le conceda la ubicuidad a Monseñor de Galarreta, mientras tanto que los otros dos obispos permanzcan sumisos a la obediencia y reglas de cortesía. Y a los fieles les conceda la paciencia tiempo y vida para esperar la próxima venida de obispo y recibir el Sacramento.

Pareciera que las conversaciones con Roma han contaminado a la Fraternidad: En Brasil brotaron de la tierra un centenar de fieles pidiendo la confirmación. ¿Dónde estaban "sus sacerdotes" que contra toda diligencia los habían abandonado a su suerte? ¿Acaso andaban en el Amazonas entre canívales? Si se postergan los sacramentos por incapacidad Dios los bendiga, pero si se postergan por negligencia...

Ahora también puede negarse o aplazarse el Orden Sacerdotal a los Seminaristas por razones ajenas a su persona. ¿Es más importante la "fidelidad al Superior General" que la fidelidad a Dios?

Y ¡qué fácil dejar a los fieles sin sacramentos y expulsarlos por razones de protocolo y obediencia como sucedió recientemente en una comunidad del Norte de México. No uno ni dos, por decenas.

La negación de sacramentos "porque sí" está de moda. v.g Una familia entera con 10 años de antigüedad en una comunidad, por razones de enfermedad los atendían los padres hace varios años en su hogar; ahora deben esperar medio año sin visita domiciliaria ni sacramentos, aún acudiendo a la capilla, porque el nuevo capellán "no va a hacer el trabajo de los diocesanos". El Padre Superior de Distrito está enterado del caso.

El Modernismo trajo la desacralización, no se ha oficializado el retorno a Roma y la pérdida del sentido de lo sagrado está penetrándo en la FSSPX La negación de sacramentos ¿es desacralización? ¿o es cuestión de cortesía?

Como dice P. Bouchacourt RECUPEREMOS LA RAZÓN, y cumplamos con el deber de estado TODOS: fieles, sacerdotes, superiores y obispos.

La obediencia a Dios sigue estando por encima de la obediencia a los hombres, como nos han predicado siempre.

Sí, ¡RECUPEREMOS LA RAZÓN, Y BASTA DE CALLAR!
que no sean palabras vanas sino hechos y buenos ejemplos.

DIOS BENDIGA A MONSEÑOR WILLIAMSON por acudir al llamado.
A DOM TOMÁS, que lo invitó a Brasil
A LOS NUEVOS SOLDADOS de Cristo.






Para GLORIA DE DIOS, por Reinado de Cristo en NUESTRA AMÉRICA.

Fonte

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