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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Prostituição da Nova Fraternidade

Prostituição da Nova Fraternidade 


Sim, "prostituição", e não exageramos no título que colocamos no início, pois é inegável que na FSSPX existe, desde um tempo até agora, um espírito verdadeiro de prostituição no sentido bíblico, pois, que outra coisa é essa pretensão de um  contubérnio  com os liberais que usurpam a hierarquia católica? E nessa procura de uma adúltera união com a Roma modernista e apóstata, a fim se enfeitar e se perfumar eficazmente, expulsa aos "duros", verdades sagradas são caladas, se recorre a palavras ambíguas, se contrata especialistas em "branding" etc.

Desde o ano de 2012, a Nova Fraternidade insiste, uma e outra vez, em tentar parecer atrativa aos olhos dos liberais demolidores da Igreja e se oferecer a Roma. É o que faz neste artigo o Pe. Lorans, um dos sacerdotes mais influentes na Fraternidade, e reconhecido acordista.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

PERCEPÇÃO – NOVO ARTIGO DO PADRE PATRICK GIROUARD.

Publicamos o artigo do Padre Girouard, acerca da crise na FSSPX. Palavras contundentes, no estilo sim sim, não não que não temos visto sob o comando de Bernard Fellay. Nas notas de tradução comentei alguma coisa, mas permitam-me fazê-lo aqui, mais amplamente. Acabo de ler e traduzir este texto e fiquei surpresa - nem sei por que - em perceber que tivemos a mesma "percepção", o Pe. Girouard e eu - de alguns aspectos:  "medo, a cegueira sobrenatural, a confusão de ideias (...), o agir nas trevas, a invasão de contas de e-mails, a perseguição a sacerdotes e fiéis 'descontentes', as expulsões". Eu também entendo que há, sim, uma cegueira intelectual voluntária, mas, para mim, é devido ao orgulho e à arrogância. Não querem dar o braço a torcer. No Brasil, particularmente, admitir que "o rei está nu" significaria "aliar-se" a pessoas com as quais se tem pendências pessoais, que nada tem a ver com doutrina ou fé. E todos nós sabem muito bem disso. Trata-se de fomentar o partidarismo que tanto criticam e praticam largamente. Alguém que acabou de "chegar" à Tradição me disse que ficou escandalizado com esse tipo de atitude, impensável em um ambiente que pretende ser de defensores da Fé e da Verdade, de verdadeiros católicos. Mas devo admitir que do lado de cá também escasseiam as virtudes, vencidas que são, em ambos os lados, pelo amor de si mesmo acima do amor de Deus. Vender tudo o que se possui, pegar a cruz e seguir andando atrás de Cristo parece relativamente fácil, mas renunciar a si mesmo... isso é outra história! 

Muitos ainda guardam a esperança de que algo possa ser salvo na (Neo)FSSPX, que basta substituir o Conselho Geral e recomeçar de onde se parou. Ledo engano. Se, por um lado, errou o rei (Conselho Geral), errou também o súdito que obedeceu sabendo que aquele estava errando. Há algo de podre no reino da Menzingen, e essa podridão comprometeu a estrutura da FSSPX como um todo. Durante esses últimos 15 anos, que tipo de sacerdote os seminários têm formado? O que se ensina lá? Quantos sacerdotes e até que ponto se mantêm realmente fiéis à missão que lhes foi confiada por Monsenhor Lefebvre? Até onde o câncer do modernismo adentrou o organismo da FSSPX? Até quando estão dispostos a combater pela Fé se reclamam de que "isso" está demorando, de que podem nos excomungar de novo (tomara!)... Ou se já adquiriram os vícios dos padres modernistas e já se recusam, por exemplo, a atender a um pedido para uma missa de corpo presente porque "estou em meu dia de folga"!!! 

Alguns, nos acusando - a nós! - de não crermos no sobrenatural, apelam à Divina Providência como se fosse o Mago Merlin! Se fosse assim, deveríamos todos sentar na beira da calçada e deixar a Providência agir. Mas eu pergunto a meus botões: se a Providência não age em Roma... porque agiria em Menzingen? Quem é que não crê na Divina Providência aqui? E... de novo a arrogância do acordistas que irrompe feito avalanche!!!

Enfim, hoje eu recebi algumas frases (nem lembro de quem e de onde, portanto me perdoem as generosas almas) que quero compartilhar. Façam bom proveito! 


  • Vou me tornar seu inimigo, porque te conto a verdade? – São Paulo aos Gálatas, 4; 16
  • Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais? - São João, 3;12
  • Examinai tudo: abraçai o que é bom. - I Tess 5; 21
  • Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. - São Mateus, 10; 34-36
  • Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te. - Apocalipse, 3; 16



PERCEPÇÃO



Quando eu falo com as pessoas, muitos me perguntam a mesma coisa: “Mas Padre, por quê Monsenhor Fellay está fazendo isso? Por quê ele, e os outros Superiores, seguem esta nova estratégia com Roma?”.

Claro que, para responder com certeza completa e absoluta, eu teria de ser Deus. Mas, como Ele me escolheu para ser Seu ministro aqui na Terra, devo fazer o meu melhor para colocar alguma luz sobre esta questão.

Pelo que eu pude reunir de diversas fontes, os superiores da Fraternidade, e aqueles que os seguem, acreditam que a obtenção da “normalização canônica”, um “reconhecimento oficial” pelas autoridades romanas, teria por objeto alcançar mais almas e poder ajuda-las a alcançar a sua salvação eterna. (Eles parecem esquecer que já existem nove Comunidades que assinaram um acordo a quem estas almas podem se dirigir.) Para Monsenhor Fellay e seus seguidores, tal “regularização” repararia também uma injustiça perpetrada contra a FSSPX. Estes dois motivos parecem ser bons e dignos de louvor. As pessoas boas se sentem atraídas por boas razões.

Antes de lidar com o primeiro motivo, que é o tema deste editorial, permitam-me rapidamente despachar a questão da reparação da “injustiça” perpetrada contra nós: Desde quando o fato de ser rejeitado por pessoas más tornou-se uma injustiça para as pessoas boas? Ser rejeitado por hereges e pervertidos não soa nada mal para mim. Aliás, eu diria que me fizeram um favor. Os modernistas e pervertidos de Roma não me tiraram o ser Católico, apenas me deram a alegria de receber uma das bem-aventuranças reveladas por Nosso Senhor: sofrer perseguição por causa da justiça. Por quê eu quereria ser despojado desta bem-aventurança?

Prossigamos com nossa argumentação. Se fôssemos analisar seriamente ambos os motivos, entenderíamos que eles têm um fundamento ralo e não podem resistir a um escrutínio. Na verdade, esses motivos têm origem no desejo de que a FSSPX pudesse um dia ser percebida pelas pessoas como pertencente à “igreja” oficial. Em outras palavras, toda a crise que temos vivido nos últimos 15 anos, desde a fundação do Grupo de Reflexão entre Católicos (GREC), é baseada em uma questão de PERCEPÇÃO, ou seja, a maneira como as outras pessoas nos veem.

Este Grupo de Reflexão entre Católicos, fundado em 1997, entre outros, pelo Padre Alain Lorans (administrador do DICI) e pelo pai do novus ordo, Michel Lelong, tem como objetivo oficial alcançar a reconciliação entre a FSSPX e a Roma conciliar. O Padre Lorans fundou o grupo com a bênção de Monsenhor Fellay, mantendo-o informado acerca de seu trabalho. Eu tenho o livro escrito pelo Padre Lelong, onde detalha a história do grupo. Entre outras coisas, diz que o GREC sugeriu à Fraternidade que pedisse às autoridades romanas que lhe concedessem dois sinais de boa vontade que ajudariam a alcançar a futura reconciliação: (1) a “liberalização” da missa antiga, (2) o levantamento das “excomunhões”. O GREC também sugeriu que a FSSPX deixasse de (1) criticar tão severamente as autoridades romanas, e de (2) rechaçar o Vaticano II como um todo. Nós sabemos o que aconteceu em seguida: a Fraternidade pediu dois sinais de “boa vontade” por parte de Roma e também mudou seu estilo de argumentação. (Sobre esta mudança, por favor veja o meu sermão sobre a logomarca da Fraternidade.) É interessante notar que, enquanto toda a questão da “reconciliação” está baseada na percepção, os meios propostos para alcançá-la também estão fundados na percepção.

Realmente, todos sabemos que a Missa Antiga nunca precisou ser “liberada”, uma vez que a Bula Quo Primum[*] deu a permissão perpétua para celebrá-la , apesar do que digam os bispos do novus ordo; que as “excomunhões” nunca foram válidas e que o novo estilo de argumentação da Fraternidade é o resultado do desejo de não ser percebidos como “amargurados”, “severos”, “desobedientes” etc. Mas, mesmo eles sabendo de tudo isso, Monsenhor Fellay e seus seguidores, em algum momento, começaram a ter medo[1] da percepção negativa que os “católicos” da igreja oficial pudessem ter desses três elementos. Eles começaram a pensar que tal percepção negativa era um obstáculo para a salvação dessas pobres almas. Portanto, para remover este obstáculo, para obter um bom fim, decidiram seguir as sugestões do GREC[2], o que significa que eles escolheram meios maus para obter um bom fim. Todo mundo que tem o menor conhecimento do Catecismo sabe que isso nunca será moralmente lícito.

Além disso, ao pedir a Roma que concedesse esses dois “sinais de boa vontade”, os líderes da Fraternidade de maneira intencional agiram externamente de uma maneira que contradizia o que internamente acreditavam ser verdade. Eles, então, aumentaram a confusão[3] das pobres almas que queriam “salvar”, porque agiram publicamente COMO SE a Missa Antiga tivesse sido proibida, COMO SE as excomunhões tivesse sido válidas e COMO SE a Roma conciliar e o Pontífice, além do próprio concílio, não fossem assim tão maus. Em outras palavras, eles têm sido, para todos os efeitos práticos, mentirosos e hipócritas.

Mais tarde, Monsenhor Fellay e seus dois assistentes, que formam o que é chamado de Conselho Geral, apresentaram a Roma uma Declaração Doutrinal[4], aos 15 de abril de 2012, que é um monumento ao mesmo tipo de hipocrisia. É um documento que tenta, através da sutileza na escolha de palavras e expressões, ser aceitável tanto para os modernistas como para os tradicionalistas. É por isso que o mesmo Monsenhor Fellay disse repetidamente que a nossa aceitação deste texto dependia de nosso estado de espírito ao lê-lo (óculos escuros ou cor-de-rosa). Até onde sabemos, o Conselho Geral não enviou a Roma nenhum outro documento oficial que revogasse a Declaração Doutrinária, e, portanto, esta ainda representa a posição oficial da Fraternidade sobre estas questões, apesar das declarações contrária feitas nos sermões ou conferências. Tais declarações realmente não têm nenhum valor oficial ou jurídico; são apenas mais uma prova de que os líderes da Fraternidade estão sendo hipócritas, não só com os “católicos” da igreja oficial, mas também com seus próprios fiéis, que são os que os pagam.

Outro exemplo notável de hipocrisia é a Declaração do Capítulo Geral de 2012[5] da Fraternidade e as seis “condições” para um acordo prático. Os superiores fingem ter recuperado a unidade na Fraternidade, enquanto, na prática, a chamada “unidade” tem sido alcançada pela expulsão de todas as vozes dissidentes, incluindo a de um dos quatro Bispos consagrados por Monsenhor Lefebvre[6]. É uma unidade baseada no medo e em mentiras. Aqueles que sabem que a Fraternidade erra temem ser punidos, e aqueles que aprovam o que está fazendo se deixaram enganar pelos sofismas explicados acima. 


Além disso, afirmar que as seis “condições”, débeis como são, podem nos proteger, é negar-se a ver a realidade em Roma e esquecer o que aconteceu com as nove Comunidades Tradicionais que tentaram isso antes[7]. Isso nada mais é do que cegueira intelectual voluntária.

O que esperamos que todos percebam é que Monsenhor Fellay e seus seguidores estão cometendo o mesmo erro que os clérigos cometeram no Vaticano II: eles baseiam sua estratégia em uma questão de PERCEPÇÃO. Realmente o Vaticano II foi uma tentativa de melhorar a percepção dos não-católicos respeito à Igreja. Mas a fracassada experiência da igreja conciliar deveria ter impedido que os líderes da Fraternidade caíssem na mesma armadilha, mas desde quando é as crianças aprendem a partir da experiência das gerações anteriores?[8]

O que podemos fazer para deter esta loucura? Acho que devemos sair desse sistema de hipocrisia e desse ciclo de medo. Devemos defender a verdade, independentemente da percepção que os outros tenham de nós e independentemente dos castigos. O que converteu os pagãos nos primeiros séculos da Igreja não foram Cristãos que tentaram ser bem “percebidos”. Foi a constância daqueles que estiveram dispostos a dar suas vidas por fidelidade às suas convicções. Por isso, queridos amigos, RESISTAMOS ABERTA E FORTEMENTE![9]


Padre Patrick Girouard



Original: http://www.sacrificium.org/article/perception-25-june-2013.
Versão em espanhol: http://nonpossumus-vcr.blogspot.com.br/2013/06/percepcion-nuevo-articulo-del-padre.html.
Tradução, comentário e notas: Giulia d’Amore di Ugento.




Notas de tradução:
* Bula Quo Primum.
1. Falamos disso no comentário às Declarações do dia 27 de junho, em Ecône.
2. Acerca do GREC.
3. Idem
4. Sobre a Declaração Doutrinal de 15 de abril de 2012.
5. Sobre a Declaração do Capítulo Geral de 2012.
6. Sagrações cujo 25º aniversário hipocritamente os três bispos comemoram no dia 27 de junho de 2013, com um discurso que desdiz tudo o que foi dito até agora e, mais uma vez, manipula as palavras de Monsenhor Lefebvre.
7. Arrogantemente, eles não esqueceram. O que dizem é que conosco isso não irá acontecer. Se isso não é arrogância, o que é?
8. Infantilidade, sim, mas também, como dito, arrogância. E orgulho por não querer admitir o erro e ter que voltar atrás e reparar todas as injustiças que foram praticadas com sacerdotes e fiéis, e principalmente Monsenhor Williamson, taxada de rebelde, desobediente, exagerado, apocalíptico, louco.
9. É o desejo de todos os que entenderam – desde o começo ou com o passar do tempo – mas, sinceramente, eu duvido que haja humildade suficiente para tanto. A renúncia de si mesmo é um desafio insuperável para algumas pobres almas. Parecem estar dispostas a perder o Céu para não se verem obrigadas a admitir o que sempre souberam: a aventura de dom Fellay é uma loucura! Seguindo o conselho do GREC abriram mão da ajuda sobrenatural e do aconselhamento do Fundador, o qual, santa alma, pode não estar (fisicamente) mais entre nós - como diz o prior de São Paulo (sic) - mas nem por isso deixou de existir, e nem por isso a Fraternidade que ele fundou pode virar a casa-da-mãe-joana...
 

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

KIT DE ARGUMENTOS FSSPX™

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KIT DE ARGUMENTOS FSSPX
MUY ÚTILES PARA USAR CONTRA LA LLAMADA “RESISTENCIA”
(MADE IN SWITZERLAND)

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-Muy útil también para damas y caballeros, su tamaño reducido permite tenerlo siempre encima. También el joven estudiante puede portarlo en su mochila.

-Sin contraindicaciones.

-Bien señalizado y listo para usar.

-Son argumentos simples y contundentes. Basta presentarlos sin mayores explicaciones ni desarrollo, ya que en cada uno se encuentran condensadas multitud de ideas previamente digeridas y resumidas por expertos y vertidas en sentencias breves que no necesitan demostración.

-Contenido:

1 “Ustedes son de la resistencia a la autoridad. Son desobedientes. No quieren obedecer a nadie”.

2 “Ay del que está solo”. Ustedes se aíslan en sus propias opiniones e ideas, son insociables.

3 Ustedes tienen celo amargo.

4 Monseñor Fellay no firmó nada. Es legítimo comprobar lo que Roma propone.

5 Seguimos rezando la misa tradicional.

6 Ustedes son sedevacantistas. Van a caer en el cisma.

7 Ustedes atacan a la Fraternidad.

8 El diablo quiere dividir a la Fraternidad y ustedes le hacen el juego. Hay que mantenerse unidos.

9 Las seis condiciones del Capítulo general nos protegen contra Roma. Estamos blindados.

10 En Roma hay gente favorable a nosotros, tenemos amigos.

11 Hay que ir a Roma. Es lo que Mons. Lefebvre quería.

12 Esa es la Iglesia, la Iglesia de Dios que nos llama y nos necesita. Hay que estar en ella.
  

Las opciones pueden usarse en orden indistinto, juntas o separadas. Cada tarjeta numerada viene en variedad de colores.
De regalo con su compra en efectivo un botiquín de primeros auxilios.

Distribución exclusiva:

Farmacias del Dr. Lorans

 

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Un asiduo lector de nuestro blog nos beneficia amablemente con algunas observaciones contrarias a tales “pastillas del Dr. Lorans”:




1 “Ustedes resisten a la autoridad, son desobedientes”.
Los que aman y pregonan la autonomía son los liberales, no los católicos de la tradición. A Monseñor Lefebvre también lo acusaban de desobediente y rebelde por oponerse firmemente a los liberales. Por otra parte:

"No resistir al error es aprobarlo, no defender la verdad, es sofocarla”. (San Pío X, Papa).

“El error que no se resiste, queda aprobado; la verdad que no es defendida, queda oprimida”.                                                                                                (San Félix III, Papa).

“Habiendo peligro próximo para la Fe, los prelados deben ser argüidos, inclusive públicamente, por los súbditos. Así, San Pablo que era súbdito de San Pedro, le arguyó públicamente, en razón de un peligro inminente de escándalo en materia de Fe. Y, como dice la Glosa de San Agustín, “el propio San Pedro dio el ejemplo a los que gobiernan, a fin de que éstos apartándose alguna vez del buen camino, no recusasen como indigna una corrección venida inclusive de sus súbditos”.
(Santo Tomás de Aquino).

“No es una obediencia leprosa ni una paciencia de perro la que se espera de vosotros; la obediencia es un alimento deleitoso de la cual el Señor nos dice que es hacer la voluntad de su Padre”
(San Bernardo, sobre la obediencia en la regla de San Benito).

“En la Iglesia no hay ningún derecho, ninguna jurisdicción que pueda imponer a un cristiano la disminución de su fe, todo fiel puede y debe resistir a aquello que afecte su fe, apoyándose en el catecismo de su niñez. Si se encuentra en presencia de una orden que lo pone en peligro de corromperla, la desobediencia es un deber imperioso.

Tenemos el deber de desobedecer y de conservar la tradición porque estimamos que nuestra fe está en peligro a causa de las reformas y las orientaciones posconciliares. Agreguemos esto: el mayor de los servicios que podamos hacer a la Iglesia y al sucesor de Pedro es repudiar la Iglesia reformada y liberal. Jesucristo, Hijo de Dios hecho hombre, ni es liberal ni puede ser reformado”.
(Monseñor Marcel Lefebvre).

“La obediencia religiosa está enderezada a la perfección evangélica; sólo puede producirse en el clima de la caridad; y el abuso de la autoridad no solamente la hace imposible sino que constituye una especie de profanación o sacrilegio”.

“La obediencia religiosa es ciega, pero no es idiota. Es ciega y es iluminada a la vez, como la fe, que es su raíz y fuente. Sus dos límites son la recta razón y la Ley Moral.

Ambos límites están también fijados por San Ignacio al afirmar a una mano que físicamente es imposible asentir a algo absurdo, y a otra, que no hay que obedecer cosa en que se viese pecado, no ya mortal solamente, sino de cualquier clase. No se puede ejecutar virtuosamente ninguna cosa donde exista la más mínima porquería, relajamiento, vileza o claudicación moral.

¡No podemos salvarnos al tenor de la conciencia de otro! ¡No podemos eximirnos de discriminar exactamente con nuestra razón el bien y el mal moral, uno para tomarlo y otro para lanzarlo! ¡No puede ser nuestro guía interior la razón ajena: los actos morales son inmanentes y su “forma” es la racionalidad! Si bastara para salvarse hacer literal y automáticamente lo que otro nos dice ¿cuál sería entonces la función de la fe, de la oración, de la meditación, de la dirección espiritual, del examen y del estudio?”
(Padre Castellani)

“Nuestra posición teórica y práctica de católicos tradicionalistas es diferente, y se apoya sobre dos principios opuestos:
-la verdad precede a la obediencia y la funda,
-el mal, en cuanto tal, no produce jamás más que mal, y nunca el bien.
Aceptar las innovaciones malas es participar directamente de la destrucción de la Iglesia, y esto nunca está permitido, jamás es meritorio, jamás es fructífero.
Además, no existe ni puede existir ninguna obediencia legítima contra la fe o que importe su disminución”.
(Padre Michael Beaumont)


2. “Ay del que está solo”.

Si algunos Sacerdotes de la Resistencia han quedado solos, es porque han sido expulsados por Menzingen. ¿Quién en su sano juicio, enrostraría a Robinson Crusoe esa frase “Ay del hombre solo”? No obstante, la Resistencia crece y se trabaja en buscar las maneras de vivir en comunidad, como sucede con los Padres de la Resistencia de USA. Por otro lado, nosotros sabemos bien que, por ejemplo, como enseñó San Juan de la Cruz: “Fácilmente prevalece el demonio con los que a solas y por su voluntad se guían en las cosas de Dios” (Avisos y sentencias espirituales, 260). Por eso lejos de guiarnos un espíritu de rebeldía, autonomía o desobediencia, conservamos el orden de las jerarquías y nos nutrimos del consejo y la prudencia.

Téngase en cuenta, además, que la Resistencia al liberalismo en la Tradición católica cuenta hasta ahora públicamente con:

-4 monasterios o conventos, más otro que está próximo a dar el paso.
-Por lo menos 15 centros o lugares de apostolado y misa alrededor del mundo.
-1 obispo y 22 sacerdotes activos que misionan para confirmar en la fe y dar los sacramentos a varios cientos de fieles en todo el mundo.

Si a eso se le puede llamar “estar solo”… Por otro lado, si tal fuera podríamos decir junto a Santa Teresa: “Prefiero la verdad en soledad al error en compañía”.

3. “Celo amargo”.

También a Monseñor Lefebvre lo acusaban de ser orgulloso y tener celo amargo. ¡Cuidado con juzgar las intenciones! ¡Ojo con las generalizaciones! Mejor analicemos los argumentos para ver si en ellos hay subjetivismo precipitado, animosidad, resentimiento, o si hay razones bien establecidas y comprobables. No rebajemos las discusiones a la psicología de entrecasa.

4. “Monseñor Fellay no firmó nada”.

Mons. Fellay no firmó porque Roma elevó sus exigencias a último momento con ese fin, pues se había dado cuenta que habría mucha resistencia interna en la Fraternidad y se les hubiesen escapado muchos “tradis” de sus garras. Pero Mons. Fellay aceptó el principio de llegar a un acuerdo práctico sin acuerdo doctrinal. De eso no quedan dudas pues consta por sus propias palabras. Estaba y está dispuesto a firmar por una prelatura romana. La contra propuesta que entregó en abril al Vaticano excede el marco de una mera “comprobación” (eufemismo que él ha reiterado constantemente) de los ofrecimientos de Roma. “Cuando los Berlineses escucharon hablar de un proyecto de construcción de un muro en Berlín que los iba a encerrar físicamente en un régimen perverso, los más lúcidos no dijeron: cuando vea terminado y las puertas cerradas y protegidas por ametralladoras, entonces me iré de Berlín, yo no dejaré que me encierren. ¡No! Al contrario, ellos al contrario intentaron escapar de la trampa tendida mientras había tiempo. Nosotros tenemos suficientes declaraciones privadas y públicas para conocer el proyecto del pensamiento conciliar de Menzingen y por lo tanto para actuar sin esperar ser encerrados en la iglesia conciliar” (P. Olivier Rioult).

5. “Seguimos rezando la misa tradicional”.

Sí, perfecto. Pero se ha aceptado que esta es una forma “extraordinaria” del rito romano, a través del motu proprio “Summorum Pontificum” de Benedicto XVI. No se repudió, apenas hubo una tímida observación, a pesar de lo cual se agradeció al Papa como si hubiese restaurado la Misa en todos sus derechos. Pero la misa tradicional convive con la bastarda, la verdad con la mentira, el bien con el mal. Esto es liberal. La Fraternidad no se opuso tajantemente a esto. Por otra parte, rezar la misa tradicional no es una garantía para dejar de convertirse en liberal: hay quien la toma por el lado “estético” u otro motivo, pero sin entender la naturaleza del combate que además y antes que la misa concierne a la Fe, una de cuyas expresiones es la liturgia.

“Cuando una ley favorece a la única Iglesia verdadera pero al mismo tiempo favorece también a la herejía o a la incredulidad, merece ser combatida” (Mons. Antonio de Castro Mayer).

“Creo que uno de los venenos más activos y eficaces con que cuenta el infierno es la mezcla de la verdad y el error, de lo bueno y de lo malo… Yo he gritado contra ese mal, y aún he sufrido por gritar; no me arrepiento de haber gritado: si en este punto tengo que arrepentirme, será de no haber gritado más. La fe se va perdiendo: el liberalismo ha ganado lo indecible y esta espantosa realidad proclama con tristísima evidencia el más completo fracaso de la pretendida concordia entre católicos y liberales. No cabe la tal concordia sin perjuicio del catolicismo”. (Mons. Ezequiel Moreno Díaz).

6. “Ustedes son sedevacantistas. Van a caer en el cisma”.

Eso es una falsedad absoluta. Inclusive si uno puede tener sus lógicas dudas sobre este Papa, por la renuncia del anterior y todo lo extraño que ocurrió, eso no lo convierte a uno en negador del Papa o del Papado. Esto está fuera de discusión. Por otra parte ahora vienen a sacudir este ensabanado “fantasma”, a ver si alguien se retrae asustado, como si no fuera peor convertirse en liberal cismático, como los modernistas que están en Roma. La acusación es tan pueril que funciona a la manera en que los progres y judíos usan el fantasma del “nazi” para paralizar toda reacción contra sus malas acciones.

7. “Ustedes atacan a la Fraternidad”.

Otra mentira sin fundamentos. Si a alguien se ataca es a Mons. Fellay y sus cómplices liberales que quieren entregar la congregación a Roma y con esto destruir la Fraternidad. Al contrario, defendemos la obra de Monseñor Lefebvre. Defendemos la fe. Defendemos a la Iglesia. Defendemos el honor de Cristo. Si ustedes no lo pueden o quieren ver no es nuestra culpa. Hicimos y seguiremos haciendo todo lo posible para que la verdad se diga. A Monseñor Lefebvre también lo acusaron de “atacar a la Iglesia”.

8. “El diablo quiere dividir a la Fraternidad y ustedes le hacen el juego”.

Y también acusaron a Monseñor Lefebvre de causar una división en la Iglesia. “Los liberales católicos no cesan de responder que ellos tienen una voluntad de ortodoxia igual a aquella de los más intransigentes. La conciliación que ellos han buscado no es teórica sino práctica…siempre llegan a lo mismo. Ellos nos dicen: “¿Ve usted? Somos pastores. Nosotros estamos en la realidad, somos personas concretas, somos personas prácticas. ¿Qué es lo práctico? Lo práctico es la aplicación de los principios por la virtud de la prudencia, no es otra cosa. ¿Qué es lo práctico si ya no hay principios?... “sí, sí, sí, estamos de acuerdo, tenemos el mismo Credo que ustedes, etc. Sí, pero cuando estamos en el mundo, allí hay que ponerse al nivel de los demás, ponerse con los otros, sin lo cual no se convertirán jamás”. ¡Error completo!... Los papas han percibido este peligro de los católicos que son casi imperceptibles porque afirman cuando se les quiere agarrar: “No, no, estoy de acuerdo”. Pero después hacen pactos con los enemigos de la Iglesia… Son traidores… más funestos que los enemigos declarados… ellos dividen los espíritus, desgarran la unidad, debilitan las fuerzas que habría que reunir todas juntas contra el enemigo… Ellos les dirán “usted es el que divide”, pero no podemos dividir cuando nos apegamos a la verdad… los que dividen son aquellos que tratan de disminuir la verdad para entenderse con todo el mundo… Aquellos que están en el error deben convertirse a la verdad y no tratar de encontrar un terreno de acuerdo con la verdad y el error”.
(Monseñor Lefebvre, Conferencia espiritual, Ecône, enero de 1974)

9. “Las seis condiciones del Capítulo general nos protegen contra Roma”.

“El “primer requerimiento esencial” (de las seis condiciones) es la libertad para la Hermandad de enseñar la verdad inmutable de la Tradición Católica y de criticar a esos responsables de los errores del modernismo, del liberalismo y del Vaticano II. Muy bien. Pero, observad hasta qué punto la visión del Capítulo ha cambiado en relación a la de Mons. Lefebvre. Ya no es “Roma que debe convertirse porque la Verdad es absoluta”, sino que ahora solamente “la Hermandad SPX pide la libertad para ella misma de decir la Verdad”. En vez de atacar la traición Conciliar, la Hermandad SPX ¿solicita ahora a los traidores que le den el permiso de decir la Verdad? “¡Ay! ¡Que caída fue esa entonces!” (Mons. Williamson).

“Luego de ese intento fallido de sellar la paz con los enemigos de Cristo, se llevó a cabo un Capítulo General, en cuyas actas se lee que en caso de reconocimiento canónico, la congregación pondrá ciertas condiciones a Roma. La primera de las condiciones necesarias o sine qua non es la siguiente:

“La libertad de conservar, transmitir y enseñar la sana doctrina del Magisterio constante de la Iglesia y de la verdad inmutable de la Tradición Divina; la libertad de defender, corregir, reprender, incluso públicamente, los promotores de los errores o las innovaciones del modernismo, del liberalismo, del concilio Vaticano II y de sus consecuencias” (sic en la traducción oficial).

Acerca de esta condición, en una conferencia dada el 8 de octubre del año pasado en Argentina, el Superior General explicaba lo siguiente: “Decir que tenemos derecho a atacar los errores significa que la autoridad está de acuerdo, significa una conversión. ¡Es muy claro! Significa que la cabeza no es liberal porque un liberal, un modernista, no puede permitir que se ataque al liberalismo”. Hemos oído a otros acuerdistas expresarse en idénticos términos.

Ante todo hay que decir que delante de unas autoridades romanas convertidas del modernismo al auténtico catolicismo, ante un Papa que deja de ser liberal y pasa a ser anti liberal (porque en esto no cabe una neutralidad o término medio: o se es liberal o se es antiliberal); no hay derecho a poner condiciones, a hacer exigencias o a negociar acuerdos: simplemente se le debe obedecer.Entonces, ¿por qué hay otras cinco condiciones además de ésta?

Lo segundo que hay que observar es que es falso que un Papa demostraría haber abandonado el liberalismo por tolerar que se contradiga su doctrina.En efecto, ¿acaso no es el liberalismo una ideología contradictoria? ¿No promueven los liberales esa forma de demencial libertinaje llamada “libertad de expresión”? ¿Puede no ser liberal un Papa que acepte que una congregación a él sometida contradiga la enseñanza oficial, magisterio papal incluido? ¿No sería más bien un perfecto liberal?

Por tanto, la primera y fundamental condición puesta por el Capítulo de julio está formulada, a medida, para un Papa liberal, y esas seis condiciones hacen posible un acuerdo con los modernistas en cualquier momento. Son una trampa” (R.P. Trincado).

10. “En Roma hay gente favorable a nosotros, tenemos amigos”.

Primero, que Mons. Fellay o quien afirme esto lo demuestre. Segundo, si están a favor de la Tradición, ¿qué hacen para evitar la destrucción de la Iglesia? ¿Por qué no alzan su voz para condenar las herejías y aberraciones litúrgicas y escándalos varios de Roma? ¿Tienen miedo? ¿Entonces qué confianza se puede tener en esa gente? Ah, ¿esperan un gesto del Papa o que la Fraternidad esté adentro para lanzarse al combate? Pues si siguen sin hacer nada por el honor de Cristo y el bien de la Iglesia se han convertido en cómplices de los enemigos que destruyen la Iglesia por dentro. Y, en definitiva, si apoyan a la Fraternidad, ¿por qué no pasaron a formar parte de ella, como tantos sacerdotes han hecho, dando así grandes y santos frutos de apostolado siguiendo a Mons. Lefebvre? En definitiva, los “amigos en Roma” puede que lo sean de Mons. Fellay, pero no lo son de la Tradición católica.

11. “Hay que ir a Roma. Es lo que Mons. Lefebvre quería”.

Mons. Lefebvre fue a Roma hasta que se dio cuenta que era inútil, él mismo confesó que se había equivocado en insistir tanto. Esto no significa que hay que dejar de rezar por los romanos.

“Antiguamente la táctica de Lucifer era desunir a los católicos, envidiando que fueran una sola alma para servir a Dios, y tuvieran ellos un solo corazón para amarle; pero hoy ha mudado de táctica, y trata de unir a los que deben estar separados, porque conoce perfectamente que cada paso que avance el liberalismo en el campo católico, es nueva conquista para él...Cuanto más lejos nos coloquemos del error, menos peligros tendremos de caer en él". (Mons. Ezequiel Moreno Díaz).

“Perdida la esperanza en la conversión de Roma por el poder divino -cosa que parece imposible a los que han dejado de confiar enteramente en Dios- y olvidando que esta guerra no es de los hombres sino de Dios; se busca un auxilio humano, una alianza adúltera con los liberales moderados, la ayuda de unos supuestos “nuevos amigos en Roma” (Cor Unum 101), se pretende un acuerdo de paz con el enemigo (estuvo a punto de firmarse el año pasado), se piensa que estando en la estructura oficial, convertiremos a los modernistas y restauraremos la Iglesia. Pero todo esto no es más que una horrorosa ilusión, y esta ilusión está haciendo bajar los brazos a los que combatían valerosamente por Cristo: “¿No se ven ya en la Fraternidad los síntomas de esa disminución en la confesión de la Fe?”, decían los tres Obispos al Consejo General en su carta de 7 de abril del año pasado. El combate disminuye, el dialogo aumenta. Pero el conciliador termina ‘conciliar’” (R.P. René Trincado).

12. “Esa es la Iglesia, la Iglesia de Dios que nos llama y nos necesita. Hay que estar en ella”.

¿Pero acaso estamos ahora fuera de la Iglesia? No. Estamos fuera de la estructura oficial de la Iglesia que está ocupada por modernistas enemigos de la Tradición. ¿Hacemos más por la Iglesia estando afuera de esa secta modernista o estando junto a ellos? Es obvia la respuesta. Si ellos nos aceptaran sería para acabar con nosotros, como ha ocurrido puntualmente con las otras congregaciones tradicionalistas que aceptaron el convite y se acomodaron al discurso conciliar sin criticar los errores modernistas. ¿Pero si el papa nos llama, no debemos ir?, dicen algunos. Si el papa “desea una regularización canónica: ¿no es esta una voluntad legítima? Claro que, en sí mismo, es legítimo que un papa desee la regularización de una congregación religiosa. Pero es necesario investigar las circunstancias y las consecuencias de una tal regularización. Todos estaremos bajo la jurisdicción al menos del papa, pero ¿este papa es integralmente católico, como preguntaba Monseñor Lefebvre? Absolutamente no, se trata de un modernista y de los peores” (H. Joaquim Daniel FBMV).

Debemos entender que así como la Sinagoga en tiempos de Cristo se había corrompido a tal extremo que llegó al punto de rechazar y mandar crucificar a Nuestro Señor, del mismo modo la Iglesia en su estructura oficial se ha corrompido tanto que ha falsificado la doctrina, la liturgia y prácticamente todo lo que conocíamos como católico, a partir de la revolución del Vaticano II. Es la unión del fariseísmo y el saduceanismo que habiendo fornicado con el mundo y sus ídolos no admite la verdadera religión de Cristo. Pensemos que si la Iglesia sufre su Pasión, si el cuerpo sufre desfigurado como su Cabeza Nuestro Señor, son estos jerarcas que están en Roma quienes contribuyen a esa desfiguración. ¿Se puede permanecer callado ante eso? ¿O deberemos huir como huyeron los Apóstoles en la Pasión? Fijémonos que allí fue un puñado el que se mantuvo fiel, junto a Cristo, compartiendo su Pasión. No estaba allí el Papa (San Pedro) ni los Obispos (los Apóstoles). Apenas había un solo obispo enteramente fiel (San Juan) con Nuestra Señora y unos pocos fieles. Mientras tanto los jerarcas de la estructura religiosa oficial contribuían a la humillación y muerte de Cristo. Lo mismo ocurrirá en los últimos tiempos.
 
 
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

FSSPX: Os 50 anos do CVII.

Operação Memória: Finalmente, alguém fala sobre o Concílio Vaticano II. Podia ser melhor...

50 anos da abertura do Concílio Vaticano II

11 de outubro de 1962 – 11 de outubro de 2012



Há 50 anos se abriu o Concílio Vaticano II. Já começaram as celebrações laudatórias ditirâmbicas, entusiastas. Alguns não duvidam em declarar que a Igreja tem sido realmente refundada por este Concílio, rompendo com a Era Constantiniana, que vai desde o Édito de Milão[1], em 313, até o “salvador 11 de outubro de 1962”. Por favor, desculpem o sarcasmo!

Em seu livro “Concílio Ecumênico Vaticano II. Um debate a ser feito”, Monsenhor Brunero Gherardini escreveu em 2009: “É com uma espantosa superficialidade que se espalhou sobre o Magistério anterior (ao Vaticano II) um véu, ou melhor, uma mortalha, impedindo ao observador ou ao católico atualizar-se ou examinar o passado, e neste passado colocar-se em relação à Tradição perene, que é parte constitutiva da Igreja, que é o eixo de apoio do Cristianismo. Como se não houvesse, ou não deveria ter havido senão apenas o Concílio Vaticano II e suas novidades[2].

Acrescentou depois: “Parece-me que, tendo passado a fase de ovações, a reflexão histórica e crítica dos textos conciliares se impõe hoje por necessidade: uma reflexão que busque a relação (se houver) entre estes textos com a Tradição Católica, em sua continuidade. Considero tal reflexão como uma das tarefas mais urgentes do Magistério eclesiástico, de cada bispo católico e das instituições científicas católicas, para o bem da Igreja; para além do dever, se acrescente o direito que tem o povo de Deus como um todo de que lhe seja explicado, de forma clara e objetiva, o que foi o Concílio Vaticano II em seu contexto histórico, ético e dogmático. É do interesse da Fé e do testemunho cristão autêntico.

Padre Alain Lorans +

Editorial, publicado em DICI Carta de informação oficial da FSSPX n. 262, de 12 de outubro de 2012. PDF em Francês.

Tradução para o Espanhol: Pe. Arnaud Gardere, FSSPX.
Tradução para o Português: Giulia d’Amore di Ugento.

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[1] O Édito de Milão (313 d.C.), também referenciado como “Édito da Tolerância”, declarava a neutralidade do Império Romano relação ao credo religioso, acabando oficialmente com toda perseguição, principalmente contra o Cristianismo. O édito foi emitido pelo tetrarca ocidental Constantino I, o Grande, e por Licínio, o tetrarca Oriental. A aplicação do Édito fez devolver aos Cristãos os lugares de culto e as propriedades que tinham sido confiscadas e vendidas em hasta pública: “... o mesmo será devolvido aos Cristãos sem pagamento de qualquer indenização e sem qualquer fraude ou decepção...”. Deu ao Cristianismo o estatuto de legitimidade, da mesma forma que o paganismo e, de fato, retirou o paganismo como a religião oficial do Império Romano e dos seus exércitos. O conteúdo do Edito foi relatado, ou resumido, por Lactâncio no “De mortibus persecutorum”. Aqui as primeiras linhas: “Nós, Constantino e Licínio, Imperadores, encontrando-nos em Milão para conferenciar a respeito do bem e da segurança do império, decidimos que, entre tantas coisas benéficas à comunidade, o culto divino deve ser a nossa primeira e principal preocupação. Pareceu-nos justo que todos, os cristãos inclusive, gozem da liberdade de seguir o culto e a religião de sua preferência. Assim qualquer divindade que no céu mora ser-nos-á propícia a nós e a todos nossos súditos. Decretamos, portanto, que não, obstante a existência de anteriores instruções relativas aos cristãos, os que optarem pela religião de Cristo sejam autorizados a abraçá-las sem estorvo ou empecilho, e que ninguém absolutamente os impeça ou moleste (...). Observai, outrossim, que também todos os demais terão garantia a livre e irrestrita prática de suas respectivas religiões, pois está de acordo com a estrutura estatal e com a paz vigente que asseguremos a cada cidadão a liberdade de culto segundo sua consciência e eleição; não pretendemos negar a consideração que merecem as religiões e seus adeptos. Outrossim, com referência aos cristãos, ampliando normas estabelecidas já sobre os lugares de seus cultos, é-nos grato ordenar, pela presente, que todos que compraram esses locais os restituam aos cristãos sem qualquer pretensão a pagamento” (as igrejas recebidas como donativo e os demais que antigamente pertenciam aos cristãos deviam ser devolvidos. Os proprietários, porém, podiam requerer compensação). “Use-se da máxima diligência no cumprimento das ordenanças a favor dos cristãos e obedeça-se a esta lei com presteza, para se possibilitar a realização de nosso propósito de instaurar a tranquilidade pública. Assim continue o favor divino, já experimentado em empreendimentos momentosíssimos, outorgando-nos o sucesso, garantia do bem comum”. O Édito de Milão não foi a causa principal do fim do paganismo, pois as duas religiões conviveram até o século VI. O Édito constitui apenas o primeiro passo de um longo processo, porque se limitava a comparar a religião cristã com as outras praticadas no Império. A consequência mais visível do édito foi a possibilidade de abrir, à luz do sol, igrejas cristas, entre as quais as primeiras basílicas, muitas em Roma (São João de Latrão, primeira sede dos papas, e São Paulo Extramuros, consagradas oficialmente em 324; São Pedro em Vaticano, iniciada entre 319 e 326; São Clemente e outras), algumas nas proximidade de Roma (São Pancrácio em Albano, por volta de 335), algumas na Terra Santa (a Basílica da Natividade em Bethlem, iniciada em 326 pela augusta Santa Elena, a Basílica do Santo Sepulcro, inaugurada em 335), e um certo número em várias localidade do Império (Santa Irene em Constantinopla, encomendada pelo próprio Imperador; São Maurício em Vienne (França) que já era mencionada em 314 etc.). Também puderam realizar abertamente concílios (p.ex. de Arles, em 314, e de Niceia, em 325). Alguns fatos sucessivos não foram consequências, mas fruto de novas iniciativas: e, 321, foi introduzida a semana de sete dias; em 337, Constantino se converte ao Cristianismo no leite de morte; entre 337 e 379, Constâncio II e outros Imperadores favoreceram abertamente o Cristianismo em relação ao paganismo. Em 27 de fevereiro de 380, um ano após subir ao trono, Teodósio I, através do Édito de Tessalônica (Cunctos Populos ou De Fide Catolica), declarou o Cristianismo religião de Estado, abolindo todas as práticas politeístas dentro do Império e fechando templos pagãos. Em muitos casos, a política dos imperadores sucessivos se baseou no pressuposto de que a unidade do Império exigisse uma unidade religiosa. Assim, Justiniano impôs restrições pesadas a todas as religiões não cristãs.
[2] “Concílio Ecumênico Vaticano II - Um debate a ser feito”. Mons. Brunero Gherardini. Aqui. As primeiras páginas e o índice do livro podem ser vistos neste link.

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