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segunda-feira, 4 de março de 2013

A prática da mortificação cristã

Nossa Senhora das Dores
rogai por nós

Livre-tradução do Artigo "La mortificación cristiana" do Cardeal Desidério José Mercier (1851-1926) publicado em "Cuadernos de La Reja" número 2 do Seminário Internacional Nossa Senhora Corredentora da FSSPX.

Nota: Todas as práticas de mortificação que reunimos aqui são recolhidas dos exemplos dos santos, especialmente Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Santa Teresa, São Francisco de Sales, São João Berchmans, ou são recomendadas por reconhecidos mestres da vida espiritual, como o Venerável Louis de Blois, Rodriguez, Scaramelli, Abade Allemand, Abade Hamon, Abade Dubois, etc. 



A prática da mortificação cristã


Artigo 1 – Objeto da mortificação cristã

A mortificação cristã tem por fim neutralizar as influências malignas que o pecado original ainda exerce nas nossas almas, inclusive depois que o batismo as regenerou. Nossa regeneração em Cristo, ainda que anulou completamente o pecado em nós, nos deixa sem embargo muito longe da retidão e da paz originais. O Concílio de Trento reconhece que a concupiscência, ou seja, o triplo apetite da carne, dos olhos e do orgulho, se deixa sentir em nós, inclusive depois do batismo, afim de excitar-nos às gloriosas lutas da vida cristã (Conc. Trid., Sess. 5, Decretum de pecc. orig.).

A Escritura logo chama esta tripla concupiscência de "homem velho", oposto ao "homem novo" que é Jesus que vive em nós e nós mesmos que vivemos em Jesus, como "carne" ou natureza caída, oposta ao "espírito" ou natureza regenerada pela graça sobrenatural. Este velho homem ou esta carne, ou seja, o homem inteiro com sua dupla vida moral e física, deve ser, não digo aniquilado, porque é coisa impossível enquanto dure a vida presente, mas sim mortificado, ou seja, reduzido praticamente à impotência, à inércia e à esterilidade de um morto; há que impedir-lhe que dê seu fruto, que é o pecado, e anular sua ação em toda a nossa vida moral.

A mortificação cristã deve, portanto, abraçar o homem inteiro, estender-se a todas as esferas de atividade nas quais a natureza é capaz de mover-se. Tal é o objeto da virtude de mortificação. Vamos indicar sua prática, recorrendo sucessivamente as manifestações múltiplas de atividade em que se traduz em nós:

I) A atividade orgânica ou a vida corporal;
II) A atividade sensível, que se exerce seja debaixo da forma do conhecimento sensível pelos sentidos exteriores ou pela imaginação, seja debaixo da forma de apetite sensível ou de paixão;
III) A atividade racional e livre, princípio de nossos pensamentos e de nossos juízos, e das determinações de nossa vontade;
IV) Consideraremos a manifestação exterior da vida de nossa alma, ou nossas ações exteriores;
V) E, finalmente, o intercâmbio de nossas relações com o próximo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

INSTRUÇÕES ANGÉLICAS

Santa Gemma, seu Anjo da Guarda e a Mortificação dos Olhos


Gemma era muito íntima dos Anjos já que ela via e conversava com seu próprio Anjo da Guarda. A missão mais importante desse Anjo com Gemma era no que dizia respeito ao seu progresso espiritual. 

Uma vez o seu Anjo da Guarda quis que ela escrevesse palavra por palavra o que ele dizia. Tendo lhe dito de pegar caneta e papel, ele de pé e ela sentada diante dele numa escrivaninha, ele começou a ditar: "Lembra, filha, que aquele que ama verdadeiramente Jesus fala pouco e suporta muito. Eu te ordeno, em nome de Jesus, de nunca dar a tua opinião a menos que ela seja pedida; de nunca insistir na tua opinião, mas a ficar em silêncio imediatamente. Quando tiveres cometido qualquer erro, acusa-te a ti mesma dele imediatamente sem esperar que os outros o façam... Lembra-te de guardar os teus olhos e considera que os olhos mortificados possuirão as belezas do Céu".

Fonte: http://www.stgemma.com/
Visto em: Católicos Tradicionais - Repetimos o que é da fé católica!

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Pequeno catecismo do namoro


Tenho olhos para ver, e vejo que, infelizmente, mesmo na Tradição, não há bons modos no namoro. 

Observo moças e rapazes se encontrando sem supervisão, se visitando em cidades diferentes, como fazem os namorados mundanos. Certamente dirão que destes diferem porque sabem se comportar quando estão a sós, ou que esses encontros se dão em lugares públicos, que não há perigo. Há, sempre há! 

Basta ver o número de moças e rapazes da Tradição que não guardaram a castidade e se tornaram mães e pais ainda antes de casar. Falo daqueles que já teriam se convertido e que ainda mantém hábitos mundanos

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