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terça-feira, 14 de julho de 2020

“Tomada” da Bastilha. Uma fake news de sucesso

Não é de hoje que, primeiramente, a Esquerda mente. Esquerda, aqui, com o sentido de tudo que fica à esquerda de Deus: o mal e sua criação maligna. Em memória desse dia nefasto, parte dos planos maçônicos de dominação do mundo, traduzi este texto claro e objetivo. Obviamente, os professores de História mentiram para nós, porque, como diz o personagem daquele filme, Coração Valente, a história é contada por quem mata os heróis; sobretudo, uma História que passou a ser narrada pelos inimigos da Verdade, que é o Cristo. 

 

“Tomada” da Bastilha. Uma fake news de sucesso 


Hoje, se recorda a “tomada” da Bastilha, ocorrida em 14 de julho de 1789. Representada e celebrada também artisticamente como épica, foi, na realidade, algo assaz decepcionante. Quem foi “libertado”, de fato, foram menos de dez prisioneiros (quatro falsários, dois loucos depois transferidos para o manicômio, e um maníaco sexual); e os esqueletos encontrados na fortaleza, a prova magna – disseram – de quanto tivesse sido monstruosa, eram, na realidade, de suicidas parisienses que, não podendo ser tumulados em terra consagrada [naquela época católica eram “campos santos”. NdT], foram depositados em um cortiço interno. Muito depois se descobriu que, somente pouco mais da metade dos 954 valorosos que, por tê-la tomado, ganharam uma pensão vitalícia e uma rica divisa, estavam presentes naquele dia.

O mítico evento, portanto, foi, para sermos gentis, uma colossal farsa, ou, como se costuma dizer, uma fake news. Mas, para dizer a verdade, a Revolução francesa como um todo foi uma farsa, como atestam estudos históricos. Algum exemplo? A Revolução devia atacar a nobreza, mas, entre as vítimas dos tumultuosos eventos, os nobres foram apenas o 8,5%, enquanto o restante 91,5% pertencia ao povo. Devia decapitar a aristocracia, mas, entre os cerca de 400.000 nobres vivos em 1789, as execuções alcançaram apenas 0,03% deles. Devia abolir os desperdícios e os privilégios, mas somente a coroação de Napoleão custou ao erário quase 5.200.000 de francos: seis vezes mais do que a coroação de Luís XVI, guilhotinado poucos anos antes.

Ah, a propósito: até mesmo a infernal máquina de monsieur Guillotin – “espada que brilha nas mãos dos heróis da liberdade” (Robespierre) – nada mais era que o plágio de uma velha engenhoca italiana. Outra fake news são os revolucionários promotores de progresso social. Estranho, porque, não foi a nobreza, mas o povo do noroeste da França [região da Vendeia] a se insurgir contra o governo revolucionário, quando aqueles “gentlemen” jacobinos, entre agosto e novembro de 1793, promulgaram – algo que nem os nazistas fizeram com os hebreus – até três leis para programar o extermínio dos vendeanos, 117.000 dos quais (mais de 70% mulheres) foram exterminados: um verdadeiro genocídio. Mas a mentira mais desafortunada, sem dúvida, permanece a épica “tomada” da Bastilha.

Giuliano Guzzo

Tradução: Giulia d’Amore para o Pale Ideas. 

       

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

GENOCÍDIO ARMÊNIO - A VERDADE QUE RENASCE

“O Genocídio Armênio? Os filósofos têm as mãos sujas de sangue”

Meninas Cristãs crucificadas


A pesquisadora que muitos comparam à Arendt nos conta a origem (não banal) do mal


Por Davide Brullo - 09/08/2018 - 08:19 – Il Giornale  



Dizem que ela é a nova Hannah Arendt[1]. Quando lhe digo isso, ela não se perturba. Ao contrário, devolve. “À Arendt contesto o fato de não ter chegado à raiz do problema do genocídio”. E qual seria esta raiz? “O protagorismo[2]  de Descartes[3] ”.

Isto me explicará depois. “Não. Explico-lhe agora mesmo. Com um exemplo”. Fique à vontade. “Lembrar-se-á do caso de Bruce Jenner[4], campeão olímpico de Decatlo[5], que um dia disse ao mundo que se sentia mulher. Eu, francamente, me senti ofendida. O que significa ‘sentir-se mulher’ para Jenner? Já teve menstruações? Pois é: hoje conta apenas o que você pensa, não o que você é. Se você pensa que é uma mulher, então é! Mas pensar algo não é ser aquele algo, porque o homem – eis o protagorismo! – não é a medida de todas as coisas”.  

Siobhan Nash-Marshall[6] é docente de filosofia no “Manhattanville College” de Nova Iorque, fala perfeitamente o italiano; afinal, se aperfeiçoou, academicamente, na Universidade de Pádua e na Católica de Milão; sua obra é traduzida na Itália, desde “Vita e Pensiero, La ricettività dell'intelletto”, a seu último livro, “The Sins of the Fathers. Turkish Denialism and the Armenian Genocide[7] (The Crossroad Publishing Company, pp. 250, $24.95; em breve na Itália, pela Guerini), o primeiro de uma trilogia dedicada à “Traição da Filosofia”, que tem sido comparado, por amplitude de propósitos, à “La banalità del male[8], da Arendt.  

Encontro Nash-Marshall em Pádua, onde é hóspede de Antonia Arslan[9], a escritora da “La masseria delle allodole[10], de quem está traduzindo, para o inglês, “Il Libro di Mush” (2012).  

Segundo comentários e resenhas da mídia, “The Sins of the Fathers” é a maior contribuição filosófica sobre o Genocídio Armênio, que se torna, aos olhos da autora, o símbolo da crise do pensamento ocidental

sábado, 14 de julho de 2018

14 de julho: O Assunto é... Revolução Francesa

Memória da Revolução Francesa no Pale Ideas 


Beatas Mártires de Orange 
32 freira de diversas Ordens martirizadas em Orange, França
durante a Revolução Francesa. 


Posts relativos à Revolução Francesa, ou que fazem menção a ela. 


Catecismo Anticomunista - Dom Geraldo Sigaud – XIII: http://farfalline.blogspot.com/2013/06/catecismo-anticomunista-dom-geraldo_15.html.  
Como se chega a um culto satânico?: http://farfalline.blogspot.com/2014/06/como-se-chega-um-culto-satanico.html.  
Depravação do corpo: "eles" começam pelas crianças: http://farfalline.blogspot.com/2017/01/depravacao-do-corpo-eles-comecam-pelas-criancas.html.  
Discurso sobre a ditadura pronunciado pelo Marquês de Valdegamas: http://farfalline.blogspot.com/2013/07/discurso-sobre-ditadura.html.  
Dom Lefebvre: dessa união adúltera só pode provir bastardos: http://farfalline.blogspot.com/2014/08/dom-lefebvre-dessa-uniao-adultera-so.html
Entrevista com o professor Roberto de Mattei – Um docente católico é ‘indigno’ de ser premiado - De Mattei fala sobre a Revolução Francesa: http://farfalline.blogspot.com/2011/11/prof-roberto-de-mattei-e-o-premio-aqui.html.  
Franceses da Vendéia pedem para massacre da Revolução ser denominado “genocídio”: http://farfalline.blogspot.com/2014/06/vendeanos-pedem-para-massacre-da.html.  
Maçonaria e as Instruções da Alta Vendita: http://farfalline.blogspot.com/2015/08/maconaria-e-as-instrucoes-da-alta-vendita-vennari.html.  
Mártires da Revolução Francesa: https://farfalline.blogspot.com/2018/07/os-Martires-da-revolucao-francesa.html
Mártires da Revolução: 09 de abril: Beata Margarida Rutan: http://farfalline.blogspot.com/2014/04/beata-margarida-rutan-martir-da.html.  
Mártires da Revolução: Padre Noël Pinot, mártir de Vandéia: http://farfalline.blogspot.com/2016/02/padre-noel-pinot-martir-de-vandeia.html.  
Metamorfose da Revolução, segundo B-XVI: http://farfalline.blogspot.com/2012/09/metamorfose-da-revolucao-segundo-b-xvi.html.  
MONS. LEFEBVRE: "A favor e contra o Syllabus". A condenação das ações e intenções de dom Fellay: http://farfalline.blogspot.com/2013/12/mons-lefebvre-favor-e-contra-o-syllabus.html.  
Monsenhor de Ségur, um Cego Clarividente: A Revolução na Igreja: http://farfalline.blogspot.com/2014/03/um-cego-clarividente-revolucao-na-igreja.html.  
Padre. H. Démaris. Consolações para os fiéis em tempo de perseguições, de cismas e de heresias: http://farfalline.blogspot.com/2016/10/consolacoes-em-tempo-de-perseguicoes.html.  
Pe. Pierre de Clorivière: Remédios para os males da Revolução: http://farfalline.blogspot.com/2012/12/pe-pierre-de-cloriviere-remedios-para.html.  
Prudência e discernimento - Um exemplo histórico na família do Santo Cura de Ars durante a Revolução Francesa: http://farfalline.blogspot.com/2012/01/prudencia-e-discernimento.html (republicado aqui: http://farfalline.blogspot.com/2014/11/um-exemplo-historico-de-prudencia-e-de.html).  
Revolução Francesa e a anarquia atual: http://farfalline.blogspot.com/2016/05/sobre-revolucao.html.  
Santos da Revolução: A vocação e as santas almas: Adélaide-Marie Champio Cicé: http://farfalline.blogspot.com/2012/01/vocacao-e-as-santas-almas-adelaide.html.  
Viva a França Católica, Primogênita da Igreja! Viva Cristo Rei!: http://farfalline.blogspot.com/2014/07/viva-franca-catolica-primogenita-da.html


Os Mártires da Revolução Francesa

Clique para ver mais imagens 

Os Mártires da Revolução Francesa


“... É até um elenco tão vasto e tão admirável que hesitamos em destacar alguns dos episódios mais comoventes. Não será injusto dar sequer a impressão de que queremos fixar um palmares, um elenco de vencedores, quando em todas as páginas desse livro escrito com sangue brilham o heroísmo e a santidade? Padres, religiosos, religiosas, simples leigos, homens e mulheres, todas as condições sociais à mistura - mas certamente a maioria gente humilde, gente do povo -, foram às dezenas, às centenas, os que preferiram morrer a abjurar, apesar de, em muitos casos, abjurar fosse apenas um gesto exterior, mera formalidade. Como escolher entre eles? 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Depravação do corpo: "eles" começam pelas crianças

Muitas vezes aludimos à crise que envenenou o Ocidente cristão, e que hoje se tornou universal graças ao movimento histórico da ocidentalização que, por paradoxo, se volta contra o Ocidente. Mais de uma vez tentamos percorrer os marcos históricos e as correntes de ideias que animaram a chamada civilização moderna e que agora deságuam pelo imenso estuário de mil disparates num oceano de sombrias perplexidades. A Renascença e a Reforma, debaixo de seus aspectos progressistas, e a par dos reais progressos trazidos pelas ciências da natureza, que asseguraram ao homem o conhecimento e o domínio das coisas exteriores e inferiores, foi o primeiro degrau do itinerário em que o homem se extravia de si mesmo, e para ganhar o mundo hipoteca a própria alma. Depois, na Revolução Francesa temos outro marco onde começa a grande impostura moderna das histórias mal contadas. Poderíamos dizer, embora nos repugne o neologismo, que a história recente é uma sucessão de estórias mal contadas. Num processo de sucessivo empulhamento que começou nos primórdios da Revolução Francesa, com as famosas societés de pensée denunciadas por Augustin Cauchin, seguiu-se a história do socialismo, a ascensão do liberalismo, a Revolução Russa, e as duas grandes guerras. Até hoje se conta a história da 2ª Guerra como se a Rússia tivesse desempenhado nela papel decisivo, papel de vencedor. Agora temos a super-impostura do progressismo "católico", como uma síntese de todos os erros cometidos pela humanidade nestes últimos séculos. E qual é a direção geral, o efeito principal desses movimentos históricos?

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Consolações para os fiéis em tempo de perseguições, de cismas e de heresias

Festa de Cristo Rei – 2016

Queridos fiéis das Missões Cristo Rei, 

Um fiel da Missão de São Miguel de Tucumán (Argentina) me passou esta carta que um sacerdote francês, o Pe. Demarís, em plena Revolução Francesa, escreve da prisão em resposta a seus fiéis que lhe manifestaram sua preocupação ante a eventualidade de ficarem sem sacramentos e a tentação de recebê-los das mãos daqueles sacerdotes juramentados que apostataram.  

Bem, podemos fazer o paralelo com o que nos sucede hoje! ... Quantos são os fiéis que apostatam por receber sacramentos, seja de modernista, seja de conservadores ou tradicionalistas que estão, de fato ou de desejo, unidos à falsa igreja nascida do Concílio Vaticano II!... Estas reflexões vão como meditação e consolo para o que deve ser o vosso agir ante a dura prova a que o Bom Deus nos escolheu para melhor manifesta-Lhe nosso amor e fidelidade.

Quis elencá-la com números, dada sua extensão e a importância dos temas tratados. A mesma foi tomada do blog RC. Omito parte do prólogo, que não nos diz respeito: 

...Se a tirania liberal continua agindo, nos resta o consolo que nos deixou um grande Sacerdote francês, que não teve medo do martírio, o Padre Demarís. Envio-lhe a carta que ele mandou a seus fiéis, quando ficaram sem Missa, por culpa da Revolução, a mesma que hoje ocupa Roma, para que a aproveitem também todos os leitores dos comentários. 

A caridade do Padre Demarís, que via os fiéis ameaçados de ficarem sem Sacerdotes, lhe fez escrever, ainda que aprisionado, a pedido deles e para seu consolo, a Regra de Conduta que segue abaixo: 


Para mais informações ou para adquiri-lo, clique acima

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Revolução Francesa e a anarquia atual


Antes de falar da Revolução francesa, indicada em primeira linha como causa do mal atual, é necessário dizer o que é a Revolução em geral. Isso é necessário, de um lado, a fim de bem conhecer a natureza desse poder tremendo que, espiando a sociedade como o tigre espia sua presa, caminha para triturá-la sob seus dentes de ferro e para operar o caos; do outro lado, a fim de saber com certeza qual é sua verdadeira origem e quais são os novos Palus Maeoticas[1] de onde saíram as barbáries com as quais ela nos ameaça, de maneira a não nos enganarmos sobre os meios de combatê-la, e para medirmos nossos esforços em face da grandeza do perigo. 

Hoje não há duas questões na Europa, há apenas uma: é a questão revolucionária. O futuro pertencerá, sim ou não, à Revolução? Isso é tudo.

A Revolução! Essa palavra vulgarizada é repetida simultaneamente em Paris, em Londres, em Berlim, Madri, Viena, Nápoles, em Bruxelas, Fribourg, em Turim, em Roma; e, por toda parte, ecoa como o sussurro da tempestade. Tirando aqueles que a gravaram sobre sua fronte como sinal de identificação, essa palavra faz instintivamente tremer todo homem que, às lembranças do passado, une as previsões do futuro.

Esse instinto não é enganador: a Revolução não está nem morta nem convertida. Ela não está morta; milhares de vozes proclamam sua existência: ela mesma a revela orgulhosamente diante de todas as cortes criminais encarregadas de cunhar seus adeptos. Ela não se converteu: independente do que dizem dela, a Revolução é sempre a mesma: a essência dos seres não muda. Em seu ódio sempre antigo e sempre novo, a Revolução ameaça igualmente o trono dos reis e o limite dos campos, o tesouro do capitalista e a poupança do operário. Para ela, nada é sagrado: nem a ordem religiosa nem a ordem social; nem os direitos adquiridos, nem a consciência, nem a liberdade, nem mesmo a vida. Ela odeia tudo o que não foi feito por ela; e tudo o que ela não produziu, ela destrói. Dai-lhe hoje a vitória, e o que ela foi ontem, vereis que o será também amanhã.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Padre Noël Pinot, mártir de Vandéia

21 de fevereiro

Padre Noël Pinot

Mártir de Vandéia 



Noël Pinot (Angers, 19 de dezembro de 1747 – Angers, 21 de fevereiro de 1794) foi um presbítero francês, venerado como beato pela Igreja.

Capelão do hospital dos incuráveis de Angers (Vandeia, França) e, depois, pároco de Le Louroux-Béconnais, depois de se instalar a Revolução na França, recusou-se a prestar juramento para a observância da constituição civil do clero, e foi destituído.

Processados várias vezes, foi condenado à guilhotina por "fanatismo religioso": foi levado ao patíbulo revestido dos paramentos litúrgicos por escârnio e decapitado.

Foi proclamado beato, por ter sido mártir, por Papa Pio XI, aos 31 de outubro de 1926.

O seu elógio pode ser lido no Martirologio Romano no dia 21 de fevereiro. É um dos Mártires de Angers, ou da Vandéia.


A seguir uma biografia mais detalhada: 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Um exemplo histórico de prudência e de discernimento - São Vianney e as missas juramentadas!

Um argumento sólido para não se frequentar as Missas de padres “juramentados”, retirado do site da Neo-FSSPX em São Paulo.


Para reflexão dos que amam a Missa de sempre. 

[Esta é uma republicação. Já publicado aqui]



Um exemplo histórico de prudência e de discernimento


O Cura dArs, São João Batista Maria Vianney (1786-1859)




CAPITULO II – UM PASTORZINHO DURANTE O TERROR (1793-1794)


Os Vianney na Missa do padre juramentado – A santa indignação de Maria Vianney – João Maria e os padres fiéis – A Missa nas granjas.

Em janeiro de 1791, época em que a Constituição Civil entrou a vigorar na comarca de Lion, João Maria ainda não tinha completado cinco anos. O Pe. Jacques Rey, cura de Dardilly durante 39 anos, cometera a fraqueza de prestar o juramento cismático. Mas, a dar-se crédito às tradições locais, esclarecido pelo exemplo do coadjutor e dos colegas vizinhos, que haviam recusado o tal juramento, não tardou muito em compreender e detestar sua falta. Permaneceu ainda por algum tempo na paróquia celebrando a Missa numa casa particular, retirando-se depois para Lion. Mais tarde teve que exilar-se na Itália.

Se a saída do Pe. Rey não passou despercebida, Dardilly contudo não foi perturbada ao ponto que se poderia esperar. A igreja continuou aberta, pois veio outro sacerdote, enviado pelo novo bispo de Lion, um certo Lamourette, amigo de Mirabeau[1], nomeado pela Constituição, sem mandato de Roma, em lugar do venerável Monsenhor Marbeuf. O novo cura e o novo Bispo haviam prestado o juramento; mas, como poderia suspeitar a boa gente de Dardilly que a Constituição Civil, da qual ignoravam, talvez, o próprio nome, pudesse conduzi-los ao cisma e à heresia? Nenhuma mudança aparente se havia operado, quer nas cerimônias, quer nos costumes paroquiais [como ocorreu com a missa nova pós-conciliar]. Aqueles simples de coração assistiram por algum tempo sem escrúpulos à Missa do “padre juramentado”. Do mesmo modo procedeu com toda a boa fé Mateus Vianney, a esposa e seus filhos. (A transição do culto católico ao constitucional se fez em muitas paróquias sem violência visível).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

DOM LEFEBVRE: DESSA UNIÃO ADÚLTERA SÓ PODE PROVIR BASTARDOS

DOM LEFEBVRE - DESSA UNIÃO ADÚLTERA SÓ PODE PROVIR BASTARDOS – SERMÃO HISTÓRICO EM LILLE

Apresentamos abaixo a tradução da homilia histórica proferida por Dom Marcel Lefebvre em Lille, França, no dia 29 de agosto de 1976. A tradução é susceptível de correções, por isso, prezado leitor, ao encontrar qualquer erro, pedimos encarecidamente que no-lo informe.

*****
Meus queridos amigos, meus queridos confrades, meus queridos irmãos, 
Antes de lhes dirigir algumas palavras de exortação, gostaria de dissipar uns mal-entendidos, inicialmente acerca dessa reunião em si.
Vocês podem ver, pela simplicidade desta cerimônia, que não tínhamos preparado uma cerimônia que teria reunido uma multidão como a que se encontra nesta sala. Tínhamos pensado que iríamos celebrar a santa missa do dia 29 de agosto, conforme combinado, entre algumas centenas de fiéis da região de Lille, assim como faço frequentemente na França, na Europa e mesmo na América, sem problemas. E eis que de repente, essa data de 29 de agosto se tornou por meio da imprensa, rádio, televisão, como uma espécie de manifestação que se assemelharia, dizem, a um desafio. E bem, não! essa manifestação não é um desafio. Essa manifestação foi desejada por vocês, queridos fiéis, queridos irmãos, que vieram de longe. Por quê? Para manifestar sua fé católica. Para manifestar seu desejo de rezar e de se santificar como fizeram nossos pais na fé, como fizeram gerações e gerações antes de nós.
Este é o objetivo verdadeiro dessa cerimônia, durante a qual desejamos rezar, rezar de todo nosso coração, adorar Nosso Senhor Jesus Cristo que descerá em alguns instantes sobre este altar, e que renovará o Sacrifício da Cruz cujo tanto necessitamos.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Viva a França Católica, Primogênita da Igreja! Viva Cristo Rei!

Mais um bom texto e uma boa lembrança neste dia 14 de julho pelo sempre atento blog Paciente na Tribulação


Vive la France et Dieu!


Il y a 225 ans, un coup d’Etat, dont un de plus symboliques actes fut la prise de la Bastille, bouleversaient la France. Depuis cela, avec les événements sanglants qui la suivirent, surtout le génocide de la Vendée, l’histoire de la fille aînée de l’Église a été tachée par la persécution contre la religion catholique. Mais la résistnace catholique est toujours héroïque et, malgré plus de deux siècles de persécution, la France catholique reste vivante. Vive la France! Vive la monarchie! Vive le règne social de Notre Seigneur Jésus Christ!

* * * * *

Há 225 anos, um golpe de Estado, do qual a tomada da Bastilha foi um dos atos mais simbólicos, transtornava a França. Desde então, com os eventos sangrentos que a seguiram, em especial o genocídio da Vandéia, a história da filha primogênita da Igreja foi manchada pela perseguição contra a religião católica. Mas a resistência católica é sempre heroica e apesar de mais de dois séculos de perseguição, a França católica continua viva. Viva a França! Viva a monarquia! Viva o reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo!

* * * * *

Hace 225 años, un golpe de Estado, de lo cual la toma de la Bastilla fue uno de los actos más simbólicos,  transtornaba la Francia. Desde entonces, con los eventos sangrientos que la sucedieron, en especial el genocidio de la Vendée, la historia de la hija primogénita de la Iglesia fue mancillada por la persecución contra la religión católica. Pero, la resistencia católica es siempre heroica y, a pesar de más de dos siglos de persecución, la Francia católica continúa viva. ¡Viva la Francia! ¡Viva la monarquia! ¡Viva el reinado social de Nuestro Señor Jesucristo!


segunda-feira, 16 de junho de 2014

VENDEANOS PEDEM PARA MASSACRE DA REVOLUÇÃO SER DENOMINADO “GENOCÍDIO”

As maravilhas da Revolução Francesa...

FRANCESES DA VENDÉIA PEDEM PARA MASSACRE DA REVOLUÇÃO SER DENOMINADO “GENOCÍDIO”


No início de 1794 – no auge do Reino do Terror – soldados franceses marcharam pela Vendéia atlântica, onde camponeses tinham se levantado contra o governo revolucionário em Paris.

Doze “colunas infernais” comandadas pelo general Louis-Marie Turreau receberam ordens para matar qualquer um e qualquer coisa que vissem. Milhares de pessoas – incluindo mulheres e crianças – foram massacradas à sangue-frio, e fazendas e aldeias incendiadas.

Na cidade de Nantes, o comandante revolucionário Jean-Baptiste Carrier livrou-se de prisioneiros de guerra vendeanos numa, horrivelmente eficiente, forma de execução em massa. Nas chamadas “noyades” – afogamentos em massa – homens, mulheres e crianças, nus, foram amarrados juntos em botes especialmente construídos, que foram rebocados para o meio do rio Loire e, então, afundados.

A Vendéia de hoje, um departamento costeiro na França ocidental, está pedindo para o incidente ser relembrado como o primeiro genocídio na história moderna.

Residentes afirmam que o massacre foi diminuído para que não enodoasse a história da Revolução Francesa.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

COMO SE CHEGA A UM CULTO SATÂNICO?

Editado para acompanhar as atualizações no post original: 

A quem interessar, este é o perfil da "performática" Raissa Vitral, que teve as partes íntimas costuradas "por amor à arte": aqui. E esta é uma página no Facebook feita em apoio a essa senhora: aqui.



COMO SE CHEGA A UM CULTO SATÂNICO?


DESTAQUE



A página da festa satânica classifica o evento como perfomático. “As x*** já sangram biologicamente, isso não nos basta, nós queremos fazê-la sangrar socialmente. As x***  são satânicas porque elas precisam ser des-santificadas, o diabo precisa deixar de ser demonizado e o mundo precisa ser menos homogêneo”diz parte de um  manifesto na página publicado no  perfil Jokasta Bom Peixoto.  


*** * ***


Uma manifestante que tomou parte no ato blasfemo, feito na JMJ, em 2013,
foi reconhecida (pela tatuagem) como estando presente neste culto
satânico, realizado na Universidade Federal Fluminense, em Rio das Ostras.


Raphael de la Trinité


A Revolução é progressiva. O fim último é precisamente o satanismo.

Todo discurso revolucionário foi concebido com base no mito da valorização da dignidade humana. A IDEIA DE UMA RELIGIÃO A SERVIÇO DO HOMEM não corresponde a nenhuma inovação. Desde a Renascença, passando pela Declaração dos Direitos Humanos, feita pela Revolução Francesa, até o lema “Proletários do mundo, uni-vos”, da Revolução comunista de 1917, o que se apregoa como dogma inviolável? O homem deve ser a medida e o centro de todas as coisas. 

Que afirmam os detratores da Fé?

quarta-feira, 9 de abril de 2014

09 de abril: Beata Margarida Rutan - Mártir Da Revolução Francesa

Embora tenha sido beatificada pela Neo-Igreja Conciliar, é uma mártir da Revolução Francesa. 



9 DE ABRIL

Irmã Margarida Rutan 

da Ordem das Filhas da Caridade de São Vicente de Pauli



"Deixai-me, senhor, a mão de um homem jamais me tocou"
Margarida Rutan nasceu no dia 23 de abril de 1736, em Metz, então sob o reinado de Francisco II de Lorena, e foi a oitava de quinze filhos. Margarida foi batizada no mesmo dia de seu nascimento na Igreja de Santo Estevão de Metz.

Seu pai era Carlos Gaspar Rutan e sua mãe Maria Forat. Eram pais exemplares que deram a seus filhos uma religiosidade forte, tanto que outras duas irmãs de Margarida, Francisca e Teresa Antonieta, se tornarem Irmãs nas Filhas de Caridade de São Vicente de Paulo. Ambas morrem jovens: a primeira em 1764, a segunda em 1770.

Aos 18 anos, Margarida sentiu um forte desejo de dedicar sua vida ao Senhor, e informou à família a decisão de se tornar também religiosa das Filhas da Caridade. Mas não lhe foi concedida autorização até a idade de 21 anos.

Em 23 de abril de 1757, data de seu batismo e seu aniversário de 21 anos, Margarida ingressou na Casa-Mãe do Instituto, em Paris, no subúrbio de Saint-Denis. Em setembro daquele ano, a Irmã Margarida terminou o período de formação inicial e foi enviada pela Comunidade "em missão" a vários hospitais na França, onde ela estaria a serviço dos doentes.

Consta que ela foi enviada a Pau em 1757. Ainda se sentiam os efeitos das grandes festas de canonização de São Vicente de Paulo (1732) e nos 15 anos de estadia em Pau, Irmã Margarida viveu num contexto ainda fortemente impregnado de recordações das virtudes e da santidade do Fundador.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Um Cego Clarividente: A Revolução na Igreja

Um Cego Clarividente – Mons. de Ségur


Em 1862, Mons. de Ségur[1] publicou um opúsculo intitulado “A Revolução”[2], que vendeu 20.000 exemplares em um ano. Quatro anos antes, a pedido de Pio IX, J. Crétineau-Joly tinha publicado importantes documentos revelando a existência de uma verdadeira conjuração contra a Igreja[3]. A intenção de Mons. de Ségur era a de fazer conhecidos esses documentos, aproveitando para desvendar a verdadeira natureza da Revolução, e a impossibilidade de pactuar com ela.

A leitura deste pequeno tratado é muito esclarecedora. Ela nos mostra que a Revolução não mudou de natureza, e que, 150 anos depois da análise do cego clarividente, não devemos modificar nossa atitude, se quisermos que a Igreja e a sociedade saiam da terrível crise na qual elas se afundam cada dia mais.

Parece-nos que bastará uma breve análise desta obra para demonstrar isto.


A NATUREZA DA REVOLUÇÃO

A Revolução não é uma questão puramente política, explica-nos o prelado, é também uma questão religiosa, ele é mesmo a grande questão religiosa de nossa época. O objetivo final desta é “a destruição total da ordem divina sobre a terra, o reinado perfeito de Satã sobre o mundo”. “Combater a Revolução é, portanto, um ato de fé, um dever religioso de primeira ordem.”

Na Revolução há um mistério, um mistério de iniquidade que os revolucionários não podem compreender, porque só a fé pode dar a chave de compreensão, e eles não têm fé.

Para compreender a Revolução, é necessário recuar até ao pai de toda revolta, aquele que ousou primeiro dizer, e ousa repetir até o final dos séculos: non serviam, eu não obedecerei.

Satã é o pai da Revolução. A Revolução é sua obra, começada no céu e se perpetuando na Humanidade de idade em idade (...).

É o que constatava, na sua Encíclica “Nostis et nobiscum”, de 8 de dezembro de 1849, o soberano pontífice Pio IX: “A Revolução é inspirada pelo próprio Satã. Seu objetivo é o de destruir completamente o cristianismo e a reconstrução, sobre suas ruínas, da ordem social do paganismo.”


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Discurso sobre a ditadura

Juan Francisco María de la Salud Donoso Cortés y Fernández Canedo
I Marquês de Valdegamas

Discurso pronunciado pelo Marquês de Valdegamas*, na Câmara dos deputados de Madri, em 4 de janeiro de 1849.

Senhores,

O longo discurso pronunciado ontem pelo senhor Cortina, e ao qual vou responder, considerando-o sob um ponto de vista restrito, em consideração às suas vastas dimensões, foi apenas um epílogo: o epílogo dos erros do partido progressista, os quais, por sua vez, são apenas outro epílogo: o epílogo dos erros inventados há três séculos, e que perturbam hoje aproximadamente todas as sociedades humanas.

Começando seu discurso, o senhor Cortina confessou, com a boa fé que o distingue e que realça tanto seu talento, que ele mesmo algumas vezes veio a se perguntar se seus princípios não seriam falsos e suas ideias desastrosas, as vendo sempre na oposição e nunca no poder. Eu diria à Sua Senhoria: por menos que se refletisse nisso, sem dúvida isso se transformará em certeza. Suas ideias não estão no poder, e estão na oposição precisamente porque elas são ideias de oposição, e não ideias de governo. Ideias infecundas, senhores, ideias estéreis, desastrosas, que temos de combater até que elas sejam sepultadas em sua sepultura natural, aqui, sob estas abóbadas, ao pé dessa tribuna.

sábado, 15 de junho de 2013

Catecismo Anticomunista - Dom Geraldo Sigaud - XIII

CATECISMO ANTICOMUNISTA

D. Geraldo de Proença Sigaud


XIII. A IGREJA E OS OPERÁRIOS


66. Que tem feito a Igreja pelos pobres e operários?
A Igreja, ao longo da Historia, aboliu a escravatura, defendeu os fracos e pobres, ensinou os ricos e poderosos a amparar os humildes, difundiu a justiça e a caridade. Organizou os trabalhadores em grandes sociedades chamadas corporações, que cuidavam de sua formação técnica, de sua prosperidade material, do bem espiritual deles e de sua família, lhes davam assistência na doença e cuidavam dos seus filhos em caso de morte. Estas associações sofreram um golpe de morte com a Revolução Francesa, mas duraram em muitos países até as agitações do ano de 1848; na Alemanha elas ainda existem.

67. Depois de 1848 a Igreja não fez mais nada pelos operários?
O individualismo introduzido pela Revolução Francesa destruiu as corporações católicas e deixou os operários entregues à própria sorte. Então a Igreja empreendeu um grande trabalho em favor deles, simultaneamente em três pontos.

68. Qual foi a primeira frente que a Igreja atacou?
A Igreja Católica procurou, de início, principalmente minorar a miséria das pessoas. Para este fim multiplicou as Santas Casas, os orfanatos, asilos para velhos, Oratórios festivos, creches, e obras de assistência social. Assim é que, para dar um exemplo, no Estado de São Paulo, atualmente, de cada cem instituições de caridade ou de assistência, oitenta são mantidas pela Igreja Católica. Os comunistas não mantêm nenhuma. As vinte restantes pertencem a outras igrejas, às organizações leigas e ao Poder público. Nos outros Estados do Brasil, a proporção de obras mantidas pela Igreja é ainda maior. E note-se que as instituições de caridade e assistência mantidas e dirigidas pela Igreja funcionam admiravelmente. Basta ver um hospital dirigido por Religiosas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Onde está o Homem?

ESTO VIR!

dom CURZIO NITOGLIA
12 de agosto de 2011



"A omissão dos bons aumenta a audácia dos maus" (Leão XIII).

"Para restarmos livres dentro, chegando a certo ponto da vida, devemos tomar sem hesitação o caminho da prisão. [...] Não morro nem se me matam". (G. Guareschi)

Procuro o homem


● A modernidade e a pós-modernidade destruíram primeiro a Religião (o Humanismo e o Renascimento com o cabalismo[1]; e o neo-paganismo/Protestantismo com o subjetivismo espiritual); depois a reta Razão (o Cartesianismo e o Idealismo com o relativismo e subjetivismo filosófico); daí a Sociedade Civil (a Revolução Inglesa, americana e francesa com o Democratismo, segundo o qual a Autoridade vem de baixo); depois a família e a propriedade privada, sobre a qual se rege a família (o Comunismo materialista e coletivista); finalmente, o próprio indivíduo (Niilismo pós-moderno com o ódio destruidor contra Deus e o ser "criado à Sua imagem e semelhança", isto é, o homem dotado de um intelecto e de vontade, e elevado gratuitamente à ordem sobrenatural, que o torna "Divinae naturae consors", II Petri[2]). Pio XII, em 1953, disse que a Revolta contra Deus teve um crescendo rossiniano[3]: começou primeiro com "Cristo sim, Igreja não; depois Deus sim, Cristo não; enfim, Deus está morto".

● O Niilismo filosófico enfureceu contra o que torna homem o homem: a razão, o livre-arbítrio, a verdade e a moralidade objetiva; desencadeando as paixões e os instintos desordenados que todo homem, depois do pecado original,  tem em si mesmo, mas que pode educar e orientar para o bem, com o esforço ascético e a vida espiritual ajudados pela Graça divina. A subversão niilista serviu-se da psicanálise, das drogas, da moda, da música, da mídia (televisão e cinema) e da imprensa, especialmente a frívola, sensacionalista e 'rosa'[4].

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Metamorfose da Revolução, segundo B-XVI

Parece tão atual... e, por isso, é tão doloroso ler este texto. Parece que a crise nunca terá fim e alguns, cansados, estão dispostos a tergiversar, a negociar com o inimigo. Este... não está certamente cansado. Pelo contrário, ele tem a faca e o queijo na mão. Ânimo, católicos! Não é hora de acordos agora, práticos ou doutrinários! Roma ainda não se converteu. Este padecimento não está passando despercebido por Quem verdadeiramente interessa e que saberá consolar-nos um dia. Ânimo! 
GdA

METAMORFOSE DA REVOLUÇÃO SEGUNDO BENTO XVI


A fórmula do futuro “catolicismo” seria mais ou menos esta: “tradicionalista sim, mas em privado”. Isto não nos surpreende, Mons. Lefebvre o havia predito.


PALAVRAS DO PADRE TAM EM “DOCUMENTACIÓN SOBRE LA REVOLUCIÓN EN LA IGLESIA¹


Padre Giulio Maria Tam
Em uma de suas metamorfoses, a Revolução, pela boca do Cardeal Ratzinger, nos adverte que chegou o tempo da restauração, que “já começou na Igreja”; após os excessos de Paulo VI, deve-se dar meia volta para evitar o maior número possível de reações e tentar que o maior número de fiéis aceite o essencial do Concílio. Vendo a Igreja conciliar acumular, sem pressa alguma, um excessivo número de material do tipo “Pseudo-Restauração” (teorias do Card. Ratzinger, da Opus Dei e de alguns bispos), é lógico pensar que esse material venha a ser utilizado, e para isso nos preparamos. Pode ser que estejamos às vésperas de uma operação de grande envergadura, pouco inferior ao Concílio Vaticano II.

O Card. Ratzinger, de fato, começa a distribuir as “surpresas”: em 1984, anunciava a “Restauração” (Jesus, 1984) e nove anos depois, sem pressa, declarava que vai haver a volta aos altares (Il Sabato, 24 de abril de 1993).

No entanto, mesmo que no futuro viesse a ocorrer a outra surpresa, de ver restaurada obrigatoriamente, em toda a Igreja, a Missa de São Pio V, os homens que atualmente dirigem a Igreja podem fazê-lo sem que por isso abandonem a lógica da Revolução liberal.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Prudência e discernimento

Um exemplo histórico na família do Santo Cura de Ars durante a Revolução Francesa

 

Um exemplo histórico de prudência e de discernimento


Extratos mostrando a atitude dos católicos durante a Revolução francesa com respeito aos sacramentos

CAPITULO II – UM PASTORZINHO DURANTE O TERROR (1793-1794)

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Os Vianney na missa do padre juramentado – A santa indignação de Maria Vianney – João Maria e os padres fiéis – A missa nas granjas. 

Em janeiro de 1791, época em que a Constituição Civil entrou a vigorar na comarca de Lião, João Maria ainda não tinha completado cinco anos. O Pe Jacques Rey, cura de Dardilly durante 39 anos, cometera a fraqueza de prestar o juramento cismático. Mas, a dar-se crédito às tradições locais, esclarecido pelo exemplo do coadjutor e dos colegas vizinhos, que haviam recusado o tal juramento, não tardou muito em compreender e detestar sua falta. Permaneceu ainda por algum tempo na paróquia celebrando a missa numa casa particular, retirando-se depois para Lião. Mais tarde teve que exilar-se na Itália.

Se a saída do Pe Rey não passou despercebida, Dardilly contudo não foi perturbada ao ponto que se poderia esperar. A igreja continuou aberta, pois veio outro sacerdote, enviado pelo novo bispo de Lião, um certo Lamourette, amigo de Mirabeau, nomeado pela Constituição, sem mandato de Roma, em lugar do venerável Monsenhor Marbeuf. O novo cura como também o novo bispo haviam prestado o juramento; mas como poderia suspeitar a boa gente de Dardilly que a Constituição Civil, da qual ignoravam, talvez, o próprio nome, pudesse conduzi-los ao cisma e à heresia? Nenhuma mudança aparente se havia operado, quer nas cerimônias, quer nos costumes paroquiais. Aqueles simples de coração assistiram por algum tempo sem escrúpulos à missa do “padre juramentado”. Do mesmo modo procedeu com toda a boa fé Mateus Vianney, a esposa e seus filhos. (A transição do culto católico ao constitucional se fez em muitas paróquias sem violência visível).

Entretanto abriram-se-lhes os olhos. Catarina, a mais velha das filhas, posto que naquela época não contasse mais de uma dúzia de anos, foi a primeira a pressentir o perigo. No púlpito, o novo pároco nem sempre tratava dos mesmos assuntos como o Pe Rey. Os termos cidadãos, civismo, constituição, pontilhavam suas prédicas. As vezes descambava em ataque contra seus predecessores. “Esses, dizia, não são mais curas do que os meus sapatos” (Pe Vignon, cura de Dardilly, Processo apostólico in genere, p. 368).

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