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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Padres refratários, missas juramentadas, confusão na doutrina...

Divide et impera
Postei ontem a vida de um Santo Mártir da Revolução Francesa, a revolução contra Deus por definição; bom, todas as revoluções são contra Deus, mas esta o é de uma maneira bem particular. Oficialmente ainda apenas um "Beato" para a Igreja, o Pe. Nöel Pinot é, sem dúvidas, um Santo, por ter morrido mártir. Ele é conhecido também como Mártir de Vandéia e Mártir de Angers. Eu o aclamaria o "martelo da missa nova e dos missanoveiros".

O exemplo deste Santo Sacerdote é pontual e é atual. Padre Pinot morreu por se recusar a prestar juramento à Revolução, o que significaria um ab-juramento da Fé Católica: a apostasia. Seu crime: "fanatismo religioso". Sua pena: a guilhotina. Era chamado de Padre "refratário", por causa de sua recusa em prestar o tal juramento.  


Os padres que cediam e faziam o juramento eram chamados "juramentados". Daí o termo: missa juramentada. 

Exemplo pontual e atual, porque vivemos em tempos revolucionários. Como se sabe, o Concílio Vaticano II é a "Revolução na Igreja", ou "o 1798 da Igreja", o que significará necessariamente que a "missa nova", o "Novus Ordo Missae" engendrado pelo CVII se equipara à "missa juramentada" dos padres que traíram a Fé por medo, por conveniência, por tibieza etc.  



terça-feira, 12 de janeiro de 2016

"A missa reformada é apenas não tão boa?" - Monsenhor Marcel Lefebvre

Do blog da Missão Cristo Rei de Ipatinga - MG, a palavra de Mons. Lefebvre acerca da missa nova, que pode até ser válida mas não é boa, e, por isso, não se deve aconselhar ninguém a assisti-la, nem mesmo com qualquer tipo de recomendação, porque veneno... é veneno. E, ademais, cada alma custou o Preciosíssimos Sangue de um Deus bom e amoroso!!! É uma imprudência dar a tal "missa" qualquer valor.   

Fale Monsenhor Lefebvre, ensine aos que não sabem e refresque a memória dos que ouviram de vossa própria boca ou leram de vossa própria pena esse precioso ensino!!! 


 

Fonte: Livro “A Missa de Sempre” 
Mons. Marcel Lefebvre
Págs. 351, 352, 353





São boas todas as missas válidas?



Uma vez examinadas as debilidades da reforma litúrgica, a nova Missa apenas não é tão boa como a tradicional ou pode ser qualificada como má? 

1. A validade não basta para fazer com que uma missa seja boa. 

         Validade é uma palavra enganosa. Para muita gente, que não está acostumada aos termos teológicos e canônicos, “validade” quer dizer apenas “que vale”. (...). Não se trata disso! “Validade” significa a presença e a eficácia da graça que está no sacramento, a eficácia do efeito, podem estar lá, ainda que a cerimônia seja sacrílega! Uma missa válida poderia ser também sacrílega!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MONS. LEFEBVRE: A MISSA DE LUTERO

A MISSA DE LUTERO





Esta noite, falarei da Missa de Lutero e da Missa do novo rito. Por que essa comparação entre a Nova Missa e a Missa de Lutero? Porque a História o diz; a História objetiva não é criação minha. (Sua Excia. mostra então um livro sobre Lutero, publicado em 1911, "DO LUTERANISMO AO PROTESTANTISMO" de Léon Cristiani) Ele fala sobre a reforma litúrgica de Lutero. Trata-se de um livro escrito em um tempo em que o autor nem conhecia nossa crise, nem o novo rito; portanto não foi escrito com segundas intenções.

Primeiramente, desejo fazer uma síntese dos princípios fundamentais da Missa, para trazer à nossa memória a beleza, a profunda grandeza espiritual de nossa Missa, o lugar que nossa Missa ocupa na Santa Igreja. Que coisa mais bela Nosso Senhor legou à Humanidade, que coisa mais preciosa, mais santa concedeu à Sua Santa Igreja, à Igreja sua Esposa, no Calvário, quando morria na Cruz? Foi o Sacrifício de Si mesmo.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Declaração sobre a Missa Nova - Mons. Lefebvre

AVISO AOS LEITORES: Estou out do Facebook por causa da Quaresma, mas tive que voltar porque me avisaram que um mentecapto anda espalhando MENTIRAS no facebook, dizendo que Dom Lefebvre dizia que se deve ir à missa nova para cumprir o preceito dominical, e que essa MENTIRA está publicada neste blog. Aqui o "convite" do infeliz: 
Caros amigos Católicos, a Missa no rito ordinário do Missal Romano que você assiste é válida?
Convido-vos a lerem a matéria publicada num valioso site de Católicos da Tradição chamado “Pale Ideas”, uma matéria sobre as condições em que a "Missa nova" é válida.
Lá, o Dom Lefebre nos explica que não se pode duvidar de uma Missa celebrada por um sacerdote validamente ordenado, desejoso de celebrá-la dignamente e cumprindo as condições essenciais de matéria, forma e intenção. 
Sendo assim, na falta de uma Missa no rito Extraordinário do Missal Romano, podemos (e devemos) assistir a uma Missa no rito Ordinário do Missal Romano, para atender ao preceito dominical.

Esse mentecapto usa de malabarismos intelectuais - em que pese ter uma intelectualidade defeituosa - para justificar você expor sua preciosa alma - que custou o Sangue de um Deus bom - em uma missa protestantizada do Vaticano II. 

Em momento algum Dom Lefebvre diz que se pode (e deve) ir a uma missa nova para atender ao preceito dominical. 

Esse pérfido é um modernista que brinca de Tradição, um dos chamados tradcon. Se vê de cara, pela linguagem que usa. Um tradicionalista de verdade não chama a Missa Tridentina de "rito extraordinário", simplesmente porque a missa nova não é rito ordinário da IGREJA CATÓLICA, mas resto de esgoto que saiu do Vaticano II para enganar as almas. E se a missa nova não é rito ordinário... para que haveria um rito extraordinário? Extraordinária é a desonestidade intelectual desse pervertido que quer usar o Pale Ideas para espalhar o erro. 

Assim, alerto aos leitores que chegarem até o Pale Ideas por causa do convite desse mentecapto, que não se deixem enganar. Primeiro, porque os textos não devem ser lidos fora do contexto e sem atentar para a cronologiaDom Lefebvre falava em 1979, quando as coisas não estavam no nível que estão hoje. Àquela época, era possível que ainda houvesse  algum padre validamente ordenado e que consagrasse validamente. Sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo está presente até mesmo em uma Missa Negra SE (leia bem, seu mentecapto, SE) os requisitos de validade forem observados, e com certeza na Missa Negra o são, porque os satanistas fazem questão de ofender a Deus. Mas, hoje em dia, na missa nova quem poderia jurar sobre a Escritura que aquele padre é validamente ordenado e que ele consagra validamente e faz como a intenção que a Igreja faz? E... Igreja CATÓLICA

A imbecilidade não tem limites e não tem fim.  

Nos tempos da Revolução Francesa, os padres traidores juravam à Constituição Revolucionária e por isso eram chamados padres juramentados e as missas deles eram chamadas missas juramentadas. Os católicos que queriam permanecer católicos não iam àquelas Missas, e olhem que eram MISSAS TRIDENTINAS!!! E não iam não porque não fossem devidamente rezadas, mas porque eram missas que não agradavam a Deus

Se esse mentecapto estivesse certo, então seria lícito ir a uma Missa Negra, porque Nosso Senhor Jesus Cristo estará lá. Mas... você iria? Sabendo que Cristo está lá, mas que está lá obrigado? E que isso desagrada a Deus? Claro que não. E com a missa nova é a mesma coisa. válida ou não, É UMA MISSA QUE DESAGRADA A DEUS, porque é uma missa espúria, adulterada, de doutrina CORROMPIDA. 

O que fazer, então? Fique em casa e santifique os domingos e dias santos, como fizeram milhões de católicos antes de nós e que viviam na mesma situação! E como se santifica? Rezando o Rosário e lendo as leituras do dia ou outras leituras piedosas. Quem sabe um mínimo de História da Igreja, conhece os católicos da Vendéia, que santificavam os domingos assim, quando não tinha Missa. E também conhece os católicos do Japão que ficaram TRÊS SÉCULOS sem padres, sem Missas, sem Sacramentos e nasceram, viveram, se casaram e morreram CATÓLICOS. 

Além do mais, o preceito se cumpre QUANDO É POSSÍVEL. Quando não é possível, não se buscam subterfúgios SÓ PARA COMUNGAR. Lembram? "A Fé é mais importante do que a Missa (e os Sacramentos), porque sem a Missa guardamos a Fé com a oração, mas sem a Fé... de que adianta a Missa?".  Decorem isso, visto que têm preguiça de estudar o Catecismo.   

Não inventem moda, e sobretudo não usem meu blog e as palavras de Dom Lefebvre para espalhar o erro. 

Esclarecendo a respeito da pergunta dele - Caros amigos Católicos, a Missa no rito ordinário do Missal Romano que você assiste é válida? -, se você assiste a uma Missa em latim do Missal  Tridentino (ou de São Pio V), você assiste a uma Missa CATÓLICA. Já se você assiste a uma missa em latim do Motu proprio Summorum pontificarum... você assiste a um simulacro de Missa Tridentina, a uma contrafação, a um engodo. A Bula Quo Primum Tempore vale ad aeternum, e portanto a Missa não pode ser "atualizada", nem se um Anjo ou o próprio São Paulo viesse do Céu.  

Recado ao mentecapto: faça um blog todo seu, e invente as mentiras que desejar, não me envolva em suas canalhices!!! 


Declaração sobre a Missa Nova 




Sobre a nova Missa.

Em relação à nova Missa, destruamos imediatamente esta ideia absurda: se a nova Missa é válida, se pode tomar parte nela. A Igreja sempre proibiu aos fiéis assistirem às missas dos cismáticos e dos hereges, mesmo que sejam válidas. É evidente que não se pode participar de Missas sacrílegas, nem de Missas que põem nossa fé em perigo.

PODE HAVER MILAGRES FORA DA IGREJA CATÓLICA? - SERMÃO E CATEQUESE DO REV. PE. CARDOZO

Sermão e catequese após a Missa do dia 30/12/2015 em Ipatinga/MG - Rev. Padre Ernesto Javier Cardozo (respostas à polêmica criada "se pode haver milagres fora da Igreja Católica")



O SERMÃO 



Se não abrir, clique aqui: https://youtu.be/lXAO5YeEvSo


CATEQUESE PÓS MISSA


Se não abrir, clique aqui: https://youtu.be/nS7C9ysxsR8.



Seria útil para as almas assistir a este outro vídeo de Pe. Cardozo, de 25/08/2012

MISSA DE SEMPRE X MISSA NOVA




Se não abrir, clique aqui:  https://youtu.be/TmHRxGTcW8A.





quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

¿Hay milagros fuera de la Iglesia Católica? ¡…la cereza del pastel!

"Aunque la verdad de los hechos resplandezca, siempre se batirán los hombres en la trinchera sutil de las interpretaciones". (San Gregório Magno)


* * *




¿Hay milagros fuera de la Iglesia Católica?

¡…la cereza del pastel!
  


En una de nuestras misiones, al fin de la misa, hice la siguiente pregunta: “Puede Dios hacer milagros fuera de la Iglesia católica?”... Y un joven gaucho, sin muchos estudios, más aplicando el sentido común más elemental, contesta, “¡No!”

Vuelvo a preguntar: “y... ¿por qué no?”…, “porque la única Iglesia verdadera es la católica, ¡y si Dios hiciera milagros en otra se contradeciría¡”.

¡Magnífica respuesta de un sencillo, que aún razona!

Mas no son pocos los que no tienen o no desean aplicar el sentido común, y desean buscar la quinta pata al gato y, no contentos con los argumentos dados días atrás, precisan de más razonamientos…

Pasemos a los principios…

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Existem milagres fora da Igreja Católica? ...A cereja do bolo!

"Ainda que a verdade dos fatos resplandeça, os homens sempre se baterão na trincheira sutil das interpretações." (São Gregório Magno)


* * *



Existem milagres fora da Igreja Católica?

...A cereja do bolo!



Em uma de nossas missões, no final da Missa, eu fiz a seguinte pergunta: “Será que Deus pode fazer milagres fora da Igreja Católica?”... E um jovem rapaz, sem muitos estudos, mas aplicando o mais elementar bom senso, respondeu, “Não!”.

Volto a perguntar: “E ... por que não?”...  “Porque a única Igreja verdadeira é a Católica, e se Deus fizesse milagres em outra estaria se contradizendo!”.

Magnífica resposta de homem simples, que ainda raciocina!

Mas não são poucos os que não têm ou não desejam aplicar o bom senso, e desejam encontrar a quinta perna do gato (1), e, não contentes com os argumentos dados dias atrás, precisam de mais argumentações...

Passemos aos princípios...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

PODE HAVER MILAGRES FORA DA IGREJA CATÓLICA?


PODE HAVER MILAGRES FORA DA IGREJA CATÓLICA?




Por causa dos 3 últimos Eleyson, desatou-se uma polêmica que pode se concentrar sobre a questão: Pode haver milagres na Igreja pós-conciliar?



É interessante notar que os modernistas são sumamente propensos a negar os milagres das Sagradas Escrituras, dos Santos etc. (Dz 1707 – 1813), mas quando se trata de “milagres” que favorecem as canonizações de seus santos, os “milagres” operados dentro de grupos carismáticos, como curas, dons de verborragia indecifráveis, ou “milagres eucarísticos” ocorridos em missas novas, como o de Lourdes, Florência, Portugal ou Buenos Aires, aquela rejeição ao sobrenatural se esvai, deixando crescer uma suma credibilidade; sobre isto devemos recordar que “...surgirão falsos Cristos, (eucarísticos também?)... e obrarão grandes sinais e prodígios, até enganar (se for possível) até aos escolhidos. Já estais prevenidos (Mat. 24-20ss). Portanto, toda prevenção é pouca neste tempo que vivemos, e dar crédito fácil a aparições e pseudo-milagres é, pelo menos, uma imprudência grave.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Um exemplo histórico de prudência e de discernimento - São Vianney e as missas juramentadas!

Um argumento sólido para não se frequentar as Missas de padres “juramentados”, retirado do site da Neo-FSSPX em São Paulo.


Para reflexão dos que amam a Missa de sempre. 

[Esta é uma republicação. Já publicado aqui]



Um exemplo histórico de prudência e de discernimento


O Cura dArs, São João Batista Maria Vianney (1786-1859)




CAPITULO II – UM PASTORZINHO DURANTE O TERROR (1793-1794)


Os Vianney na Missa do padre juramentado – A santa indignação de Maria Vianney – João Maria e os padres fiéis – A Missa nas granjas.

Em janeiro de 1791, época em que a Constituição Civil entrou a vigorar na comarca de Lion, João Maria ainda não tinha completado cinco anos. O Pe. Jacques Rey, cura de Dardilly durante 39 anos, cometera a fraqueza de prestar o juramento cismático. Mas, a dar-se crédito às tradições locais, esclarecido pelo exemplo do coadjutor e dos colegas vizinhos, que haviam recusado o tal juramento, não tardou muito em compreender e detestar sua falta. Permaneceu ainda por algum tempo na paróquia celebrando a Missa numa casa particular, retirando-se depois para Lion. Mais tarde teve que exilar-se na Itália.

Se a saída do Pe. Rey não passou despercebida, Dardilly contudo não foi perturbada ao ponto que se poderia esperar. A igreja continuou aberta, pois veio outro sacerdote, enviado pelo novo bispo de Lion, um certo Lamourette, amigo de Mirabeau[1], nomeado pela Constituição, sem mandato de Roma, em lugar do venerável Monsenhor Marbeuf. O novo cura e o novo Bispo haviam prestado o juramento; mas, como poderia suspeitar a boa gente de Dardilly que a Constituição Civil, da qual ignoravam, talvez, o próprio nome, pudesse conduzi-los ao cisma e à heresia? Nenhuma mudança aparente se havia operado, quer nas cerimônias, quer nos costumes paroquiais [como ocorreu com a missa nova pós-conciliar]. Aqueles simples de coração assistiram por algum tempo sem escrúpulos à Missa do “padre juramentado”. Do mesmo modo procedeu com toda a boa fé Mateus Vianney, a esposa e seus filhos. (A transição do culto católico ao constitucional se fez em muitas paróquias sem violência visível).

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Uma análise sobre Bergoglio e suas declarações

Eu realmente estou assoberbada para ter um tempinho para analisar a JMJ Rio 2013, que não fiz questão de acompanhar, mas que fez questão de me cair diante dos olhos algumas vezes. Por isso, publicarei todos os textos que os bons católicos se deram ao trabalho de escrever. Eu tive tempo, apenas, de colecionar tudo o que ele disse durante esse evento ecumênico e anticatólico, que culminou com ultrajes e blasfêmias diante dos "católicos" que assistiram calados, "dando exemplo de civilidade e respeito à opinião alheia, fazendo com que a opinião pública se colocasse contra as vadias" (sic! eu li algo assim, na net!!!). Esta "coleção" foi publicada no Pale, mas percebe-se que há diferença entre os textos apresentados pela mídia (que os transcreveu dos discursos ao vivo que gravaram) e os que foram publicados pelo Vaticano. Não li todos, nem os comparei, apenas registro o que observei em alguns textos. Veja aqui.



Francisco I contra Pio XI

“Se falei mal, prova-o, mas se falei bem, por que me bates?” (São João XVIII,23)






Prezados amigos,

Salve Maria!

Assistimos estarrecidos a visita do Papa Francisco ao Brasil, suas declarações midiáticas, controversas e divorciadas do catolicismo. A dita Jornada Mundial da Juventude, que todos nós sabemos ser um evento não-católico, só deixou desolação na Terra de Santa Cruz, aos católicos, e muita euforia e festa aos dissidentes do catolicismo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Missa Nova ou Missa Tradicional?

Artigo do então Padre Rifan.


Há muitos católicos, aliás no mundo inteiro, que dizem não poder, em consciência, aceitar a Missa Nova.


Missa Tradicional
Missa Tradicional: Voltada para a adoração a Deus, o princípio e o fim do Sacrifício,
diante do qual todos os homens se humilham e descem dos seus pedestais.
Para Deus se há de dar o melhor: a melhor arte, os melhores paramentos,
as melhores intenções, a maior preocupação em fazer tudo para dar a ele
um sacrifício o mais digno de sua glória possivel, dentro da capacidade humana.


Contra eles, costuma-se dar três objeções:

1ª. A Missa Nova na verdade é a mesma Missa de sempre. Não há portanto razão para recusá-la;
2ª. O Papa mandou explicitamente a Missa Nova. Ora, os fiéis devem obedecer ao Papa, mesmo quando não fale “ex-cathedra”;
3ª. O Papa, apesar de não usar neste caso a sua infalibilidade, não poderia errar em matéria tão grave.

RESPOSTAS

1ª. OBJEÇÃO: A Missa Nova é a MESMA Missa de sempre.

 
É melhor deixar responder a isto a próprio Mons. Aníbal Bugnini, então secretário da Congregação do Culto Divino, o grande mentor da Missa Nova: “Não se trata apenas de retoques numa obra de grande valor, mas às vezes é preciso dar estruturas novas a ritos inteiros. Trata-se de uma RESTAURAÇÃO FUNDAMENTAL, eu diria quase uma MUDANÇA TOTAL e, para certos pontos, de uma verdadeira NOVA CRIAÇÃO” (Doc. Cat. n.º 1493, 7/5/1967). Por estas palavras se vê que a Missa Nova já não é a mesma Missa Tradicional.

Aliás, se é a mesma coisa, então por que criticar e até perseguir os que querem ser fiéis à Missa Tradicional?

2ª. OBJEÇÃO: O Papa MANDOU explicitamente a Missa Nova.


Antes de responder, gostaria de fazer quatro perguntas a quem fizesse essa objeção:


a) Um Papa pode entrar em DESACORDO com a TRADIÇÃO?
b) Se um Papa estiver em desacordo com a TRADIÇÃO, a quem devemos seguir, ao Papa ou à Tradição?
c) Um Papa pode terminar FAVORECENDO UMA HERESIA?
d) Se o Papa favorece a heresia, neste caso o que se deve fazer: obedecer ao Papa e favorecer a heresia ou conservar a Fé intacta?

Existem graves razões de Fé para não se aceitar a Missa Nova.

A Igreja condenou os erros protestantes. Definiu, com infalibilidade, dogmas de Fé sobre a PRESENÇA REAL de Jesus Cristo na Ssma. Eucaristia, sobre o SACERDÓCIO HIERÁRQUICO distinto do dos simples fiéis, sobre o SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA.
A Igreja condenou aqueles que dizem que Missa deve ser celebrada só em vernáculo (em português) (Concílio de Trento).
A Igreja reprovou os que querem que a Congregação seja em voz alta (Concílio de Trento e Pio VII).
A Igreja reprovou o altar em forma de mesa (Pio XII).

Ora, na Missa Nova, OS ERROS QUE A IGREJA ME ENSINOU A REPROVAR agora são tidos como certos e aprovados. E mais. Os dogmas de fé acima citados, não são mais tão explícitos como o eram na Missa Tradicional, e isso é tão evidente que os Protestantes, que jamais toleraram a Missa Tradicional (Lutero a chamava de abominável), afirmaram que, com a Missa Nova, TEOLOGICAMENTE É POSSÍVEL que eles celebrem a sua ceia com as mesmas orações da liturgia reformada da Igreja Católica (cf. Max Thurian, La Croix, 30/5/1969). Não é sintomático?!

Será que podemos conservar a fé e agradar a Deus, oferecendo-lhe um culto assim ambíguo, que agrada também aos seus inimigos, e fazer deste culto o centro de nossa vida, como deve ser a Santa Missa?

Pode uma autoridade, por suprema que seja, nos impor algo que é contra a nossa Fé e que é ofensivo a Deus, Nosso Senhor?

Eis o dilema para todo bom católico: ou sacrificar a Fé e a Tradição em nome da obediência, ou manter-se firme na Fé e na Tradição, obedecendo ao que foi sempre ensinado pela Santa Igreja, e por isso ser taxado de rebelde e de desobediente!

São Paulo já nos advertiu: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do Céu vos anuncie um Evangelho diferente daquele que vos tenho anunciado, seja anátema.” (Gal. 1,8)

Não se trata de desobediência ou de rebeldia. Trata-se de FIDELIDADE E LEALDADE à Fé do nosso Batismo, e, portanto, à cátedra de Pedro e à Santa Igreja.

Pode-se cair em heresia ou favorecer a ela por palavras ou por atos. E os hereges sempre procuraram manifestar na liturgia os seus erros. Assim, por exemplo, no tempo da heresia monofisita, que negava as duas naturezas em Jesus Cristo, os hereges, quando celebravam a Missa, não colocavam a gotinha de água no vinho no ofertório, porque isto significa também a natureza humana de Cristo unida à natureza divina. Se um padre, naquela época, celebrasse a Missa assim, estaria fazendo, por este simples gesto, uma profissão de fé herética, terrivelmente ofensiva a Deus. E nenhuma autoridade poderia obrigá-lo a tal, porque era uma questão de fé. 


Missa Nova: de pobreza visual que revela a mesquinhez do homem moderno, que dessacraliza
o ambiente, oferece um culto fingidamente pobre, uma oferta inferior, e de costas para o
crucifixo. No fundo desprezam A CRUZ, e voltam-se para si mesmos, fecham-se como num círculo
de frente para a assembléia dos fiéis, como se Deus saísse do povo, e não das palavras da
Consagração dos Ministros ordenados. Nesta foto se vê como reservaram para a Santa Missa
o pior altar, a pior arte, os piores paramentos, até mesmo a pior pavimentação…
Não se trata de imitação da pobreza cristã, mas de uma religião “básica”, descartável,
moldável a qualquer temperamento, digerível por qualquer pessoa, agradável a qualquer homem. É a religião
onde o homem se tornou tão grande que Deus está simbolicamente de lado, e o padre lhe vira as costas
para se banquetear numa mesa, ao invés de humilhar-se ante a majestade divina, num altar-calvário…

O Papa Leão XIII afirmou na encíclica “Satis Cognitum”: “Nada poderia ser mais perigoso que estes hereges que, conservando em tudo o mais a integridade da doutrina, por uma só palavra, como por uma só gota de veneno, corrompem a pureza e a simplicidade da Fé que nós recebemos da Tradição de Nosso Senhor e, depois, dos Apóstolos.”

A OBEDIÊNCIA é uma virtude moral, inferior à Fé, que é uma virtude teologal. A obediência está condicionada à Fé. A Fé não tem limites. A obediência os tem. Obedecer é fazer a vontade de Deus, expressa na vontade dos superiores representantes de Deus. Mas se a ordem dos superiores se revela em contradição com a vontade de Deus, então vale aplicar a frase de São Pedro: “É preciso obedecer a Deus antes que aos homens” (Atos, 5,29). Assim, o 4º Mandamento manda ao filho obedecer aos pais. Mas se o pai lhe manda algo contra a vontade de Deus, o filho não deve fazer o que o pai lhe ordena, E PECA SE O FIZER.

3ª OBJEÇÃO: O Papa, apesar de NÃO EMPENHAR neste caso a sua INFALIBILIDADE, NÃO PODERIA ERRAR em matéria tão grave.


Os que afirmam que o Papa, fora do campo da infalibilidade, não pode errar, apesar de ser matéria muito grave, estão afirmando mais do que o Concílio Vativano I afirmou, mais do que Pio IX definiu. Estão querendo, segundo disse alguém, saber mais do que o Papa, ser mais católicos que o Papa. Pois se o Concílio definiu OS CONTORNOS dentro dos quais não há possibilidade de erro, querer ampliar por conta própria estes contornos, é querer saber mais do que o Papa e a Igreja.

Aliás, isso seria contraditório com a HISTÓRIA DA IGREJA. Por exemplo, o Papa Honório I, em matéria muito grave e que interessava à Igreja toda, pois era uma decisão em assunto de heresia, ao dar uma ordem, falhou e foi anatematizado por um Papa posterior, porque favoreceu a heresia.

Portanto, nas coisas em que o Papa não é infalível, ele normalmente não erra, mas pode errar. Qual é o critério que nos ilumina sempre: a TRADIÇÃO. O que for de acordo com a Tradição da Igreja é certo. O que não for é falso. Foi por esta razão que o Papa Honório foi anatematizado. Eis as palavras de São Leão II, Papa: “Anatematizamos Honório, que não ilustrou esta Igreja Apostólica com a doutrina da TRADIÇÃO apostólica, mas permitiu, por uma traição sacrílega, que fosse maculada a Fé imaculada (“…”) da TRADIÇÃO apostólica, que recebera de seus predecessores”. “… Não extinguiu, como convinha à sua Autoridade Apostólica, a chama incipiente da heresia, mas a FOMENTOU por sua negligência” (Denz-Sch. 563 e 561). Do mesmo modo o VI Concílio Ecumênico rejeitou de modo absoluto e execrou como nocivas às almas (sic) as cartas do Papa Honório, por ter “verificado estarem elas em inteiro desacordo” com a Tradição.

Eis porque o Concílio Vaticano I definiu: “O Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de São Pedro para que estes, sob a revelação do mesmo, pregassem uma nova doutrina, mas para que, com sua assistência, CONSERVASSEM SANTAMENTE e expusessem fielmente o depósito da Fé, ou seja, a revelação herdada dos Apóstolos”. (D. 3070).
“Virgem Mãe de Deus Maria,
Que sozinha destruístes todas as heresias no mundo inteiro,
Rogai pelo povo, intercedei pelo clero.”

Fonte: Regi Saeculorum.

sábado, 9 de março de 2013

Declaração Doutrinal que Mons. Fellay enviou ao Cardeal Levada

"A sensatez é fonte de vida para quem a possui, mas a estupidez é a escola dos tolos" (Provérbios 16, 22).


A traição, pelo próprio punho do traidor



O preâmbulo finalmente veio a público. Teríamos um “corvo” benfazejo provocando um FSSPXleaks? Que Deus o abençoe!

Não posso, contudo, pedir bençãos para d. Fellay, que se revela um traidor insano. Não só aceitou o CVII, como aceitou o culto protestantante conhecido como "Missa Nova", para além do que exigia o Motu Proprio: "Nós declaramos reconhecer a validade do Sacrifício da Missa e dos Sacramentos celebrados com a intenção de fazer o que a Igreja faz em conformidade com os ritos indicados nas edições típicas do Missal Romano e dos Rituais dos Sacramentos promulgados pelos Papas Paulo VI e João Paulo II" (Ítem 7).

Neste momento, estou verdadeiramente exausta. Passei o dia abastecendo o blog com notícias relevantes, e que agora parecem tão irrelevantes... Nestes últimos dias os eventos foram se multiplicando, tic-tac dom Fellay, as Calendas estão chegando. Já não é mais um padre solitário e “descontente” que brada no deserto e ninguém o ouve. O rei está nu, e até o mais tonto já não pode mais negá-lo! E o um virou três e veio + um + dois + mais... 37. Agora até a ala feminina da Obra de Monsenhor compreendeu que algo não vai bem, que se trata de mentiras atrás de mentiras, palavras ambíguas, conversas diferentes aqui (na FSSPX) e lá (com os apóstatas): é, sim, um acordo prático, com todas as letras!

O blog Non Possumus comenta, ao final da publicação: "Esperamos con impaciencia las explicaciones de la Casa general que aparecerán en el próximo 'Cor Unum', prometido por el Padre Thouvenot en su carta circular del 7 de marzo de 2013". Nós também esperamos.  

Leiam o texto, e que cada um faça devidamente uso da razão para compreender do que se trata. Mas, cuidado! A leitura exige estômago. A traição está cabalmente demonstrada. O faniquito que o Superior da Neo-FSSPX teve com a surpresa da abdicação de Bento XVI agora faz sentido! Depois de ter-se rebaixado tanto, não quereria correr o risco de outro Papa - quiçá um progressista - pôr tudo a perder. 

E nem me digam, os saduceus que ele não entregou, ou que ele mudou de ideia, ou que ele não quer mais... Ele desejou isso, escreveu isso, e ao escrevê-lo já estava jurando! Mas ele o entregou, e ainda assim foi recusado por Roma. Roma queria mais! E isso foi a 15 de abril de 2012, quase um ano!!! Quase um ano que ele traiu, OFICIALMENTE E POR ESCRITO, Mons. Lefebvre, a causa, os seus subordinados, as comunidades amigas, os fieis. A Fé. E, parafraseando a madre carmelita alemã, ele já não é mais amigo da Fé. O pior é que, em 8 de Setembro de 2012, Mons Williamson, em seu Comentários Eleison de n. CCLXIX, denunciava isso. E muitos padres (e fieis) o taxaram de louco! Quem é o louco agora? Não vou reproduzir o texto aqui, porque estou exausta e já foi publicado. Leiam aqui. Mas ressalto que, acerca do preâmbulo, nos disseram, nas capelas e centros de Missa da FSSPX, que "estabeleceu princípios católicos que todas as autoridades da FSSPX poderiam subscrevê-lo". Eu pergunto às "autoridades da FSSPX": os senhores subscrevê-lo-iam? 

De minha parte, vou continuar rezando para que alguns padres que eu particular e sinceramente admirava e respeitava tenham a coragem que tiveram os confrades que os antecederam, os quais, além de perceberem o que “vós mesmos percebestes”, ousaram abraçar a verdade, para não ter nada o que temer naquele Dia em que prestaremos contas de nossos atos, omissões e pensamentos. ESTO VIR, padres do Brasil! Até as carmelitas tiveram mais hombridade. E isso é fácil quando se sabe qual é a verdade, o que é obediência verdadeira, qual a razão de ser da FSSPX, segundo o desejo de seu Fundador. Não posso crer que algum desses padres assinaria esse documento. Estaria vendendo a alma ao diabo.

G.




Declaração Doutrinal de 15 de abril que Mons. Fellay enviou ao Cardeal Levada


I. Nós prometemos ser sempre fiéis à Igreja Católica e ao Romano Pontífice, seu Supremo Pastor, Vigário de Cristo, Sucessor de Pedro e cabeça do Corpo dos Bispos.

II. Nós declaramos aceitar os ensinamentos do Magistério da Igreja em matéria de fé e de moral, dando a cada afirmação doutrinal o grau de adesão exigido, conforme a doutrina contida no nº 25 da Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II1.

III. Em particular:

1. Nós declaramos aceitar a doutrina sobre o Pontífice Romano e sobre o Colégio dos Bispos, com seu cabeça, o Papa, ensinada pela Constituição Dogmática Pastor Aeternus do Concílio Vaticano I e pela Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, capítulo 3 (De constitutione hierarchica Ecclesiæ et in specie de episcopatu), explicada e interpretada pela Nota Explicativa Prævia a esse mesmo capítulo.

2. Nós reconhecemos a autoridade do Magistério, o único ao qual foi confiado o encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida2 dentro da fidelidade à Tradição, recordando que “o Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro para que eles dessem a conhecer, por revelação Sua, uma nova doutrina, mas para que com Sua assistência eles guardem santamente e exprimam fielmente a revelação transmitida pelos Apóstolos, ou seja o depósito da fé”3.

3. A Tradição é a transmissão viva da Revelação “usque ad nos”4  e a Igreja, na sua doutrina, na sua vida e no seu culto, perpetua e transmite a todas as gerações aquilo que ela é e tudo o que ela crê. A Tradição progride na Igreja com a assistência do Espírito Santo5, não como uma novidade contrária6, mas por uma melhor compreensão do depositum fidei7.


4. A inteira Tradição da fé católica deve ser o critério e o guia para a compreensão dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, o qual por sua vez esclarece – ou seja, aprofunda e explicita ulteriormente – certos aspectos da vida e da doutrina da Igreja, nela implicitamente presentes ou ainda não formulados conceitualmente8.

5. As afirmações do Concílio Vaticano II e do Magistério pontifício posterior relativas à relação entre a Igreja Católica e as confissões cristãs não-católicas, e também ao dever social de religião e ao direito à liberdade religiosa, cuja formulação é dificilmente conciliável com as afirmações doutrinais precedentes do Magistério, devem ser compreendidas à luz da Tradição inteira e ininterrupta, de maneira coerente com as verdades precedentemente ensinadas pelo Magistério da Igreja, sem aceitar nenhuma interpretação dessas afirmações que possa levar a expor a doutrina católica em oposição ou em ruptura com a Tradição e com este Magistério.

6. É por essa razão que é legítimo promover, mediante uma discussão legítima, o estudo e a explicação teológica de expressões e de formulações do Concílio Vaticano II e do Magistério subsequente, nos casos em que elas não pareçam conciliáveis com o Magistério anterior da Igreja9.

7. Nós declaramos reconhecer a validade do Sacrifício da Missa e dos Sacramentos celebrados com a intenção de fazer o que a Igreja faz em conformidade com os ritos indicados nas edições típicas do Missal Romano e dos Rituais dos Sacramentos promulgados pelos Papas Paulo VI e João Paulo II.

8. Seguindo os critérios enunciados acima (III, 5), bem como o Cânon 21 do Código, nós prometemos respeitar a disciplina comum da Igreja e as leis eclesiásticas, especialmente aquelas que estão contidas no Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II (1983) e no Código de Direito Canônico das Igrejas Orientais promulgado pelo mesmo Pontífice (1990), ficando salva a disciplina que será concedida à Fraternidade Sacerdotal São Pio X por uma lei particular.

Fonte original: http://tradinews.blogspot.com.br/2013/03/la-sapiniere-declaration-doctrinale-du.html

Tradução de Felipe Coelho: FRATERNIDADE SACERDOTAL DE S. PIO X, Declaração Doutrinal de 15 de Abril de 2013; trad. br. por F. Coelho, São Paulo, mar. 2013, blogue Acies Ordinata, http://wp.me/pw2MJ-1Fh
Não revisado pelo Pale Ideas.

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1.  Cf. também a Nova Fórmula da Profissão de Fé e do Juramento de Fidelidade para assumir um ofício exercido em nome da Igreja, de 1989; cf. CIC cânones 749; 750, 1 e 2; 752; CCEO cânones 597; 598, 1 e 2; 599
2.  Cf. Pio XII, Encíclica Humani Generis.
3.  Vaticano I, Constituição Dogmática Pastor Aeternus, Dz. 3070.
4.  Concílio de Trento, Dz. 1501: “Toda verdade salutar e toda regra moral (Mt. XVI, 15) estão contidas nos livros escritos e nas tradições não escritas que, recebidas pelos Apóstolos da boca do próprio Cristo ou transmitidas como que de mão em mão pelos Apóstolos sob o ditado do Espírito Santo, chegaram até nós.”
5.  Cf. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Dei Verbum, 8 e 9, Dz. 4209-4210.
6.  Vaticano I, Constituição Dogmática Dei Filius, Dz. 3020: “Assim, sempre se deve conservar o sentido dos dogmas que a Santa Madre Igreja determinou de uma vez por todas, e jamais se afastar dele sob pretexto e em nome de uma inteligência mais elevada desses dogmas. Cresçam, pois, e se multipliquem abundantemente, tanto em cada um como em todos, tanto nos homens como em toda a Igreja, ao longo das idades e dos séculos, a inteligência, a ciência e a sabedoria; mas somente no gênero que lhes convém, isto é, na unidade do dogma, do sentido e da maneira de ver (S. Vicente de Lérins, Commonitorium, 28).”
7.  Vaticano I, Constituição Dogmática Dei Filius, Dz. 3011; Juramento Antimodernista, nº 4; Pio XII, Carta Encíclica Humani Generis, Dz. 3886; Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Dei Verbum, 10, Dz. 4213.
8.  Como, por exemplo, o ensinamento da sacramentalidade do episcopado em Lumen Gentium, nº 21.
9.  Encontra-se um paralelo na história com o Decreto para os Armênios do Concílio de Florença, no qual a entrega dos instrumentos era indicada como matéria do Sacramento da Ordem. Sem embargo, os teólogos discutiam legitimamente, mesmo após este decreto, acerca da exatidão de uma tal afirmação; finalmente, a questão foi resolvida de outro modo pelo Papa Pio XII. 



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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

FÉ CATÓLICA: Quando não se tem nem Missa nem Sacramentos

Garimpado na web, este texto traz consolo aos que se sentem ameçados pela ausência da Missa e dos Sacramentos. São tempos confusos e de treva os que nós vivemos. Estamos no fim dos tempos? Não sei ao certo, nem creio que devamos nos preocupar com isso. Devemos, sim, obedecer a Nossa Senhora que, em Fátima, nos deu o remédio para nossos males: Sem Missa? Rezem o Rosário! Refugiem-se no Imaculado Coração de Maria!

 

Para aqueles que não têm Missas


Nossa angústia permanece por nossos filhos e amigos exilados de centros tradicionalistas nos quais a Missa tradicional é preservada; aqueles que são obrigados, por circunstâncias várias, a viver longe de padres tradicionalistas e de sacramentos; nossa angústia perene por milhões de fiéis católicos (ou já ex-católicos) que perderam há muitos anos o contato com ambientes de fé e sacramentos preservados, sobretudo pela observância tradicional, por padres formados como sempre o foram pela Igreja Católica, idêntica a si mesma pelos séculos afora, essa angústia que nos acompanha sempre, filhos enjeitados por hierarcas furiosamente obstinados contra nós, levou-nos à surpreendente observação relativa às palavras de Nossa Senhora em Fátima, como relata Irmã Lúcia, em entrevista, ao Padre Fuentes conforme relato publicado no “O Cruzado de Fátima” (versão em inglês) de Fevereiro/Abril de 1986:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 22 de março de 2010

Lefebvre: A Missa de Sempre e a Missa "a sabor do vento"

Carta Aberta aos Católicos Perplexos:

A Missa de Sempre e a Missa "a sabor do vento"

Para preparar o Congresso eucarístico de 1981 foi distribuído um questionário cuja primeira pergunta era esta:

“Dentre estas duas definições: “Santo Sacrifício da Missa” e “Refeição eucarística”, qual adotais espontaneamente?” Haveria muito a dizer sobre esta maneira de interrogar os católicos deixando-lhes de algum modo a escolha e fazendo apelo a seu julgamento pessoal num assunto onde a espontaneidade nada tem a fazer. Não se escolhe sua definição de missa como se escolhe um partido político.

Ai! A insinuação não resulta duma imperícia do redator deste questionário. É preciso convencer-se disto: a reforma litúrgica tende a substituir a noção e a realidade do Sacrifício pela realidade duma refeição. É assim que se fala de celebração eucarística, de Ceia, mas o termo “Sacrifício” é muito menos evocado; ele desapareceu quase totalmente dos manuais de catequese bem como da  pregação. Está ausente do Canon nº. 2 dito de Santo Hipólito.

Esta tendência se une àquela que nós verificamos a propósito da Presença real; se não há mais sacrifício, não há mais necessidade de vítima. A vítima está presente em vista do sacrifício. Fazer da missa uma refeição memorial, uma refeição fraterna é o erro dos protestantes. Que aconteceu no século XVI? Precisamente o que está para suceder hoje. Eles substituíram imediatamente o altar por uma mesa, suprimiram o crucifixo colocado sobre aquele, e fizeram o “presidente da assembleia” voltar-se para os fiéis. O cenário da Ceia protestante se encontra em Pedras Vivas, a compilação composta pelos bispos da França e que todas as crianças dos catecismos devem utilizar obrigatoriamente: “Os cristãos se reúnem para celebrar a Eucaristia. É a missa... Eles proclamam a fé da Igreja, rezam pelo mundo inteiro, oferecem o pão e o vinho... O sacerdote que preside à assembleia diz a grande oração de ação de graças...”

Ora, na religião católica é o sacerdote que celebra a missa, é ele que oferece o pão e o vinho. A noção de presidente é tomada de empréstimo ao protestantismo. O vocabulário segue a transformação dos espíritos. Dizia-se antigamente: “Dom Lustiger celebrará uma missa pontifical.” Foi-me relatado que na Rádio Notre-Dame, a frase utilizada presentemente é: “João Maria Lustiger presidirá a uma concelebração.”

Eis como se fala da missa numa brochura editada pela Conferência dos bispos suíços:

“A refeição do Senhor realiza primeiramente a comunhão com Cristo. É a mesma comunhão, que Jesus realizava durante sua vida terrestre sentando-se à mesa com os pecadores, que continua na refeição eucarística desde o dia da Ressurreição. O Senhor convida Seus amigos a se reunirem e estará presente entre eles.”

Pois bem, todo o católico está obrigado a responder dum modo categórico: Não! A missa não é isto. Não é a continuação duma refeição semelhante àquela para a qual Nosso Senhor convidou São Pedro e alguns discípulos em uma manhã, à beira do lago, após a Sua ressurreição: “Quando saltaram em terra, viram umas brasas preparadas e um peixe em cima e pão... Disse-lhes Jesus: “Vinde, almoçai” nenhum dos discípulos, sabendo que era o Senhor, ousava perguntar-lhe: “Quem sois vós”. Jesus chega, toma o pão, deu-lho, e igualmente do peixe” (Jo 21, 9-13).

A comunhão do sacerdote e dos fiéis é uma comunhão com a vítima que se ofereceu sobre o altar do sacrifício. Este é maciço, de pedra; se não o é, contém ao menos a pedra d'ara que é uma pedra sacrifical. Nela se incrustaram as relíquias dos mártires, porque eles ofereceram o seu sangue pelo seu Mestre. Esta comunhão do sangue de Nosso Senhor com o sangue dos mártires nos encoraja a oferecer também as nossas vidas.

Se a missa é uma refeição, eu compreendo porque o padre se volta para os fiéis. Não se preside a uma refeição dando as costas aos convivas. Mas um sacrifício se oferece a Deus, não aos assistentes. É por esta razão que o padre, à testa dos fiéis, se volta para Deus, para o crucifixo que domina o altar.

Insiste-se em qualquer ocasião no que o Novo Missal dos domingos chama “o relato da instituição”. O Centro Jean-Bart, centro oficial do bispado de Paris declara: “No coração da missa há um relato.” Ainda uma vez. Não! A missa não é uma narração, é uma ação.

Três condições indispensáveis existem para que ela seja a continuação do Sacrifício da Cruz: a oblação da vítima, a transubstanciação que a torna presente efetivamente e não simbolicamente, a celebração por um sacerdote que toma o lugar do Sacerdote principal que é Nosso Senhor e que deve ser consagrado por seu sacerdócio.

Assim a missa pode alcançar a remissão dos pecados. Um simples memorial, um relato da instituição acompanhado de uma refeição estaria longe de ser suficiente para isto. Toda a virtude sobrenatural da missa provém de sua relação com o Sacrifício da Cruz. Se não se acredita mais nisto, não se acredita mais em nada da Igreja, esta não tem mais razão de ser, não se deve pretender mais ser católico. Lutero havia compreendido muito bem que a missa é o coração, a alma da Igreja. Ele dizia: “Destruamos a missa e teremos destruído a Igreja.”

Ora, nós percebemos que o Novus Ordo Missae, isto é, a nova regulamentação adotada após o concílio, se alinha sobre concepções protestantes, ou pelo menos se aproxima perigosamente delas. Para Lutero a missa pode ser um sacrifício de louvor, ou seja, um ato de louvor, de ação de graças, mas não certamente um sacrifício propiciatório que renova e aplica o Sacrifício da Cruz. Para ele o Sacrifício da Cruz se realizou num momento determinado da história; é prisioneiro desta história, nós não nos podemos aplicar os méritos de Cristo a não ser pela nossa fé em sua morte e em sua ressurreição. Ao contrário, a Igreja afirma que este sacrifício se realiza misticamente, de uma maneira incruenta, pela separação do corpo e do sangue sob as espécies do pão e do vinho. Esta renovação permite aplicar aos fiéis presentes os méritos da cruz, perpetuar esta fonte de graças no tempo e no espaço. O Evangelho de São Mateus termina com estas palavras: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”

A diferença de concepção não é pequena. Não obstante fazem-se esforços para reduzi-la, pela alteração da doutrina católica, e desta alteração se podem observar numerosos sinais na liturgia. Lutero dizia: “O culto se dirigia a Deus como uma homenagem, de agora em diante ele se dirigirá ao homem para consolá-lo e iluminá-lo. O sacrifício ocupava o primeiro lugar, o sermão vai suplantá-lo”. Isto significava a introdução do culto do homem, e na igreja, a importância dada à “liturgia da palavra”. Abramos os novos missais, esta revolução se realizou neles. Uma leitura foi acrescentada às duas que existiam, bem como uma “prece universal” utilizada freqüentemente para transmitir idéias políticas ou sociais; contando com a homilia, termina-se num desequilíbrio em proveito da palavra. Acabado o sermão, a missa está bem perto de seu fim.

Na Igreja, o sacerdote é marcado por um caráter indelével que faz dele um ''alter Christus”; só ele pode oferecer o Santo Sacrifício. Lutero considera a distinção entre clérigos e leigos como “a primeira muralha elevada pelos romanistas”; todos os cristãos são sacerdotes, o pastor não faz senão exercer uma função presidindo a “missa evangélica”. No novo “ordo”, o “eu” do celebrante foi substituído pelo “nós”; escreve-se por toda a parte que os fiéis “celebram”, são associados aos atos cultuais, lêem a Epístola, eventualmente o Evangelho, distribuem a comunhão, fazem por vezes a homilia, que pode ser substituída por uma troca em pequenos grupos sobre a Palavra de Deus”, reúnem-se com antecedência, para “estabelecer” a celebração do domingo. Mas isto não passa de uma etapa; há numerosos anos ouve-se emitir pelos responsáveis de organismos episcopais proposições deste gênero: “não são os ministros, mas é a assembléia que celebra” (Fichas do Centro nacional de pastoral litúrgica) ou “A assembléia é o sujeito principal da liturgia”; o que conta não é mais o “funcionamento dos ritos, mas a imagem que a assembléia se dá a si própria e as relações que se instauram entre os concelebrantes” (P. Gelineau, artífice da reforma litúrgica e professor no Instituto Católico de Paris). Se é a assembléia que conta, compreende-se que as missas particulares sejam mal consideradas, o que faz com que os sacerdotes não as rezem mais, pois é cada vez menos fácil encontrar uma assembléia sobretudo durante a semana. É uma ruptura com a doutrina invariável: a Igreja tem necessidade da multiplicação dos Sacrifícios da missa tanto para a aplicação do Sacrifício da Cruz como para todos os fins que lhe são assinalados: adoração, ação de graças, propiciação¹ e impetração².

Isto não é ainda suficiente, o objetivo de vários é eliminar decididamente o sacerdote, o que dá lugar às famosas ADAP (Assembléias dominicais na ausência do padre). Poder-se-ia conceber três fiéis reunindo-se para rezar em conjunto de modo a honrar o dia do Senhor; ora, estas ADAP são na realidade uma espécie de missas “em branco”, às quais só falta a consagração, e ainda, como se pode ler num documento do Centro regional de estudos sócio-religiosos de Lille, somente porque “até nova ordem os leigos não têm o poder de executar este ato”. A ausência do padre pode ser desejada “a fim de que os fiéis aprendam a desembaraçar-se por si mesmos. O P. Gelineau em Liturgia amanhã, escreve que as ADAP não passam de uma “transição pedagógica até que as mentalidades tenham mudado” e conclui com uma lógica embaraçadora que há ainda sacerdotes demais na Igreja, ”demais sem dúvida para que as coisas evoluam depressa”.

Lutero suprimiu o ofertório: por quê oferecer a Hóstia pura e sem mácula se não há mais sacrifício? No novo “ordo” francês o ofertório é praticamente inexistente; aliás ele não tem mais este nome. O novo missal dos domingos fala de “orações de apresentação”. A fórmula utilizada lembra mais uma ação de graças, um agradecimento pelos frutos da terra. Para se dar conta disto basta compará-la com as fórmulas tradicionalmente empregadas pela Igreja, onde aparece claramente o fim propiciatório e expiatório do sacrifício, “que vos ofereço... pelos meus inumeráveis pecados, ofensas e negligências; por todos os assistentes e por todos os cristãos vivos e defuntos; a fim de que a mim e a eles aproveite este sacrifício para a vida eterna. Elevando o cálice o sacerdote diz em seguida: Senhor, nós vos oferecemos o cálice de vossa redenção e imploramos a vossa misericórdia que ele suba como suave perfume à presença de vossa divina majestade, pela salvação nossa e de todo o mundo.”

Que resta disto na missa nova? O seguinte: Bendito és Deus do universo, tu que nos dás este pão, fruto da terra e do trabalho dos homens. Nós t'o apresentamos; ele se tornará o pão da vida”, e igualmente para o vinho que se tornará “o vinho do Reino eterno”. De que serve acrescentar um pouco mais longe: “Lavai-me de minhas faltas, Senhor, purificai-me de meu pecado” e: “Que sacrifício, neste dia, encontra graça diante de ti”? Qual pecado? Qual sacrifício? Que ligação pode fazer o fiel entre esta apresentação vaga das oferendas e a redenção que ele está habilitado a esperar? Eu colocarei uma outra questão: porque substituir um texto claro e cujo sentido é completo por uma seqüência de frases enigmáticas mal ligadas entre si? Se se experimenta a necessidade de mudança, esta deve ser para melhorar. Estas poucas menções que parecem retificar a insuficiência das “orações de apresentação” fazem ainda pensar em Lutero, que se aplicava a arranjar as transições. Ele conservava o mais possível as cerimônias antigas limitando-se a mudar-lhes o sentido. A missa mantinha em grande parte seu aparato exterior, o povo encontrava nas igrejas quase o mesmo cenário, quase os mesmos ritos, com retoques feitos para agradar-lhe, pois doravante se dirigia a ele muito mais do que anteriormente; tinha ademais consciência de contar com alguma coisa no culto, tomava nele uma parte mais ativa pelo canto e pela oração em voz alta. Pouco a pouco o latim dava lugar definitivamente ao alemão.

Tudo isto não vos faz lembrar de nada? Lutero se inquieta igualmente em criar novos cânticos para substituir “todos os estribilhos da papistaria”; as reformas tomam sempre um ar de revolução cultural.

No novo “ordo”, a parte mais antiga do Canon romano, que remonta à idade apostólica, foi remanejada para aproximá-la da fórmula consecratória luterana, com um acréscimo e uma supressão. A tradução francesa a extrapolou alterando a significação das palavras “pro multis”. Em lugar de “meu sangue... que será derramado por vós e por um grande número”, nós lemos: “que será derramado por vós e pela multidão”. O que não significa a mesma coisa e que teologicamente não é neutro.

Vós pudestes notar que a maior parte dos padres pronuncia hoje sem parar a parte principal do Canon que começa por “Na véspera de sua paixão ele tomou o pão em suas santas e veneráveis mãos...” sem fazer a pausa incluída pela rubrica do missal romano: “Segurando com as duas mãos a hóstia entre o indicador e o polegar ele pronuncia as palavras da Consagração em voz baixa mas distinta e atentamente sobre a hóstia.” O tom muda, ele se torna intimativo, as cinco palavras “Hoc est enim Corpus mesm” operam o milagre da transubstanciação, do mesmo modo que as que são ditas para a consagração do vinho. O novo missal convida o celebrante a manter o tom narrativo, como se ele procedesse, efetivamente, a um memorial. Sendo a criatividade de regra, vêem-se certos oficiantes recitar o seu texto mostrando a hóstia à roda ou mesmo partindo-a com ostentação para ajuntar o gesto às palavras e ilustrar melhor a sua narração. Tendo sido supressas duas genuflexões dentre quatro, e omitindo-se por vezes as que restaram, tem-se o direito de se perguntar se o sacerdote possui mesmo o sentido de consagrar, supondo que tenha realmente a intenção de fazê-lo.

E então, de católicos perplexos vós vos tornais católicos inquietos: a missa à qual acabais de assistir era válida? A hóstia que recebestes era verdadeiramente o corpo de Cristo?

É um grave problema. Como pode o fiel julgar a respeito? Existem para a validez duma missa condições essenciais: a matéria, a forma, a intenção e o sacerdote validamente ordenado. Se se preenchem as condições, não se vê como se poderia deduzir a invalidade. As orações do ofertório, do Canon e da Comunhão do sacerdote são necessárias à integridade do sacrifício e do sacramento, mas não à sua validade. O cardeal Mindzenty, pronunciando “clandestinamente” na sua prisão as palavras da Consagração sobre um pouco de pão e de vinho para nutrir-se do corpo e do sangue de Nosso Senhor sem ser percebido pelos seus guardas efetuou certamente o sacrifício e o sacramento. Uma missa celebrada com os bolinhos com mel do bispo americano de que já falei é certamente inválida, como aquela em que as palavras consecratórias fossem gravemente alteradas ou mesmo omitidas. Eu não invento nada: chamou a atenção o caso dum celebrante que, tendo feito um tal uso da criatividade, muito simplesmente se esqueceu da Consagração. Mas como aquilatar a intenção do sacerdote? Que haja sempre menos missas válidas, à medida que a fé dos sacerdotes se corrompe e que eles não têm mais a intenção de fazer o que sempre fez a Igreja — pois a Igreja não pode mudar de intenção — é evidente.

A formação atual daqueles que são chamados seminaristas não os prepara para celebrar missas válidas. Não se lhes ensina mais a considerar o Santo Sacrifício como a obra essencial de sua vida sacerdotal.

De outra parte pode-se dizer sem nenhum exagero que a maior parte das missas, celebradas sem pedra d'ara, com utensílios vulgares, pão fermentado, introdução de palavras profanas no próprio corpo do Canon, etc., são sacrílegas e pervertem a fé ao mesmo tempo que a diminuem. A dessacralização é tal que estas missas podem chegar a perder seu caráter sobrenatural, o “mistério da fé”, para não serem mais do que atos de religião natural.

Vossa perplexidade assume talvez a forma seguinte: posso assistir a uma missa sacrílega mas que entretanto é válida, na falta de outra e para satisfazer à obrigação dominical? A resposta é simples: estas missas não podem ser objeto duma obrigação; devem-se-lhes aplicar as regras da teologia moral e do direito canônico no que concerne à participação ou à assistência a uma ação perigosa para a fé ou eventualmente sacrílega.

A nova missa, mesmo dita com piedade e no respeito às normas litúrgicas, cai sob o golpe das mesmas reservas, uma vez que ela está impregnada de espírito protestante. Ela traz em si um veneno prejudicial à fé. Posto isto, o católico francês de hoje reencontra as condições de prática religiosa que são as dos países de missão. Nestes, os habitantes de certas regiões não podem assistir à missa senão três ou quatro vezes por ano. Os fiéis de nosso país deveriam fazer o esforço de assistir uma vez por mês à missa de sempre, verdadeira fonte de graças e de santificação, num dos lugares onde ela continua a ser estimada.

Com efeito, eu devo na verdade dizer e afirmar sem medo de me enganar que a missa codificada por S. Pio V — e não inventada por ele como se dá a entender freqüentemente — exprime claramente estas três realidades: sacrifício, presença real e sacerdócio dos padres. Ela tem em conta também, como precisou o concílio de Trento, a natureza do homem, que tem necessidade de alguns auxílios exteriores para elevar-se à meditação das coisas divinas. Os usos estabelecidos não o foram ao acaso, não se pode atropelá-los ou aboli-los de modo súbito, impunemente. Quantos fiéis, quantos jovens sacerdotes, quantos bispos perderam a fé desde a adoção das reformas! Não se contrariam a fé e a natureza sem que elas se vinguem.

Mas justamente, afirmam-nos, o homem não é mais o mesmo que há um século atrás; sua natureza foi modificada pela civilização técnica na qual ele está imerso. Que absurdo! Os inovadores se acautelam bem de revelar aos fiéis o seu desejo de alinhamento com o protestantismo. Invocam um outro argumento: a mudança. Eis o que se explica na escola teológica noturna de Estrasburgo:

“Nós devemos reconhecer hoje que estamos em presença duma verdadeira mutação cultural. Uma certa maneira de celebrar o memorial do Senhor estava ligada a um universo religioso que não é mais o nosso.” Está dito em poucas palavras e tudo desaparece. É preciso recomeçar da estaca zero. Tais são os sofismas de que se servem para fazer-nos mudar a nossa fé. O que é um “universo religioso”? Seria melhor falar francamente e dizer: “uma religião que não é mais a nossa”.

1. Ação de tornar Deus propício.
2. Ação de obter as graças e as bênçãos divinas.
Carta Aberta aos Católicos Perplexos. Mons. Marcel Lefebvre.

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