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Feminismo: o maior inimigo da mulher
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

¿Hay milagros fuera de la Iglesia Católica? ¡…la cereza del pastel!

"Aunque la verdad de los hechos resplandezca, siempre se batirán los hombres en la trinchera sutil de las interpretaciones". (San Gregório Magno)


* * *




¿Hay milagros fuera de la Iglesia Católica?

¡…la cereza del pastel!
  


En una de nuestras misiones, al fin de la misa, hice la siguiente pregunta: “Puede Dios hacer milagros fuera de la Iglesia católica?”... Y un joven gaucho, sin muchos estudios, más aplicando el sentido común más elemental, contesta, “¡No!”

Vuelvo a preguntar: “y... ¿por qué no?”…, “porque la única Iglesia verdadera es la católica, ¡y si Dios hiciera milagros en otra se contradeciría¡”.

¡Magnífica respuesta de un sencillo, que aún razona!

Mas no son pocos los que no tienen o no desean aplicar el sentido común, y desean buscar la quinta pata al gato y, no contentos con los argumentos dados días atrás, precisan de más razonamientos…

Pasemos a los principios…

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Existem milagres fora da Igreja Católica? ...A cereja do bolo!

"Ainda que a verdade dos fatos resplandeça, os homens sempre se baterão na trincheira sutil das interpretações." (São Gregório Magno)


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Existem milagres fora da Igreja Católica?

...A cereja do bolo!



Em uma de nossas missões, no final da Missa, eu fiz a seguinte pergunta: “Será que Deus pode fazer milagres fora da Igreja Católica?”... E um jovem rapaz, sem muitos estudos, mas aplicando o mais elementar bom senso, respondeu, “Não!”.

Volto a perguntar: “E ... por que não?”...  “Porque a única Igreja verdadeira é a Católica, e se Deus fizesse milagres em outra estaria se contradizendo!”.

Magnífica resposta de homem simples, que ainda raciocina!

Mas não são poucos os que não têm ou não desejam aplicar o bom senso, e desejam encontrar a quinta perna do gato (1), e, não contentes com os argumentos dados dias atrás, precisam de mais argumentações...

Passemos aos princípios...

sábado, 1 de agosto de 2015

OS CAVALEIROS DE NOSSA SENHORA ABANDONAM A NEO-FSSPX!

Nosso prestimoso blogger do Catolicismo de Sempre mais uma vez, rápido no gatilho, nos proporciona notícias "frescas" e importantes da Tradição. A Resistência, como a proverbial caravana, continua avançando, e agregando valores importantes em recursos humanos. Agora é a vez dos Cavalheiros de Nossa Senhora, uma associação internacional de leigos fundada em 1945, por Dom Gerard Lafond, OSB. A Ordem foi erigida canonicamente em Chartres em 1965, por Mons. Roger Michon, depois na Alemanha, Suíça, Portugal e Espanha. Originalmente francesa, tornou-se internacional antes de se separarem em duas Ordens distintas: a "Ordre des Chevaliers de Notre-Dame", pseudo-tradicionalista, que utiliza o rido do Novus Ordo Missae, ainda que "sempre que possível, em latim"; e a "Ordre des Chevaliers de Notre-Dame - Observance des saints Cœurs de Jésus et de Marie" (em latim: Militia Sanctae Mariae, Observantia SS. Cordis Iesu et Mariae), verdadeiramente tradicionalista. Fiel à Santa Missa e ao Magistério infalível da Igreja, um grupo de cavaleiros da Ordem se separou do ramo principal em 1970, para formar uma Fraternidade e, em 1989, um ramo tradicional da Ordem, dita justamente de "Observance des Saints Coeurs de Jésus et Marie". Esses cavaleiros fiéis à Tradição foram encorajados por Mons. Lefebvre, recebendo a aprovação canônica pelas mãos de Mons. Tissier. Não se trata de uma destas Ordens de honra ou decorativas, mas uma Obra da Igreja que trabalha para a reconstrução da Cristandade. E, agora, se manifesta publicamente, reiterando seu compromisso de fidelidade com a Igreja e, por tabela, denunciando e trazendo à luz as atitudes e as manobras particularmente do Superior do Distrito Francês, o que não chega a ser uma surpresa. Mas ouçamos o que proclamaram os Cavalheiros de Nossa Senhora no 22º Capítulo Geral da Ordem, em Salérans

Para quem quiser conhecer melhor esta Ordem leiga, aqui o site: http://militiamariae.net/index.htm. E o e-mail: militiasanctaemariae@yahoo.fr. Caso queira expressar o apoio e as congratulações merecidas.  

Na verdade, quem mereceria congratulações e agradecimentos calorosos também seria o Superior do Distrito francês, que está fazendo um "grande" trabalho em prol da Tradição, desde que assumiu o Distrito, com seu jeito diplomático e carinhoso de agir e de tratar as pessoas. Basta ver como a Resistência está crescendo na França! Merci, Padre Bouchacourt! Continue assim! Logo, a França estará todinha na Resistência!
 

Giulia d'Amore  

* * * 

OS CAVALEIROS DE NOSSA SENHORA ABANDONAM A NEO-FSSPX!   




NÃO ESTIVERAM DISPOSTOS A SUPORTAR POR MAIS TEMPO A FARSA E OS ABUSOS DA [NEO]FSSPX.





Declaração do 22º Capítulo Geral



Festa de Santa Ana, 26 de Julho de 2015.

A Ordem e a Fraternidade São Pio X


Durante alguns anos atrás, os superiores da FSSPX têm tratado sem êxito que nossa Ordem se conformasse à nova política Romana, sublinhada na Declaração Doutrinal de 15 de Abril de 2012, e na Declaração do Capítulo geral de 14 de Julho de 2012. Esta última contempla uma "normalização canônica" sob seis condições, sem esperar um acordo doutrinal ou a conversão de Roma, o que Dom Marcel Lefebvre considerou como um pré-requisito: "É pois um dever estrito para todo sacerdote que queira permanecer católico, o separar-se dessa Igreja Conciliar, enquanto ela no reencontre a Tradição do Magistério da Igreja e da Fé católica". (Itinerário Espiritual.)

domingo, 19 de julho de 2015

CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA DAS MISSÕES CRISTO REI E REJEIÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II

Publicamos a fórmula da Consagração ao Imaculado Coração de Maria com a rejeição total e absoluta do Concílio Vaticano II, com uma mensagem de apresentação dos motivos do Reverendo Padre Ernesto Cardozo. O Pale Ideas, junto com todas as Missões que são assistidas pelo reverendo padre, assina esta consagração/declaração, porque estamos convencidos que nosso falar deve ser sim, sim, não, não, e que é preciso deixar claras as coisas para que não haja dúvidas e não se perca o foco do combate. Pelo andar da carruagem, os tempos estão ficando maduros, os sinais são muitos, ainda que nem sempre claros, e não podemos ser pegos de surpresa pelo inimigo. O Concílio Vaticano II deve ser rejeitado todo em bloco. Quando um organismo está infectado pelo câncer o médico o extirpa todo, e não deixa o que aparenta ser um câncer bonzinho, inofensivo. E, quando se fala da saúde da alma, os cuidados devem ser redobrados. Chega de meias palavras. A verdade deve ser proclamada sobre os telhados. 

Giulia d'Amore 


* * *

En portugués, luego en español. 

Caros amigos, hoje tive o gosto de renovar a Consagração ao Coração Imaculado de Maria em duas das nossas Missões, e de realizar uma rejeição de todo o Concílio Vaticano II.

Por causa de minha enfermidade, pensei nisso reiteradas vezes, e não queria aprensentar-me diante do Justo Juiz sem fazê-lo, com o fim de "vacinar" aos fiéis da Resistência diante da eventualidade de aparecer em suas vidas algun clérigo iluminado que venha a lhes contar que esse nefando concílio tem alguma porcentagem de "bom" ou que não é uma "super-heresia"!... marcando deste modo claramente os limites que há entre nós católicos e a neo-fraternidade.

Saudações e minhas bençãos.

Ipatinga, 19/07/2015
P. Cardozo



CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA DAS MISSÕES CRISTO REI E REJEIÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II


 

Prostrados aos pés de Vosso Trono de Graça, ó Rainha do Santíssimo Rosário, nos propomos cumprir, enquanto podemos, os pedidos que Vós haveis expressado quando viestes em Fátima.

Os abomináveis pecados do mundo, a iníqua proliferação dos vícios contra a natureza, os ataques à família e à vida humana, em todos os seus estágios, o avanço do Comunismo, as perseguições dirigidas contra a Igreja de Jesus Cristo, a apostasia das Nações e o olvido por parte da maioria dos homens de Vossa Maternidade de Graça destroçam o Vosso Coração doloroso e Imaculado, tão unido em sua Compaixão aos sofrimentos do Sagrado Coração de Vosso divino Filho.

Com o fim de reparar tantos crimes, Vós pedistes o estabelecimento da devoção reparadora ao Vosso Coração Imaculado. Com a finalidade de deter os flagelos de Deus que predissestes, Vós vos constituístes na mensageira do Altíssimo para exigir do Vigário de Jesus Cristo, unido a todos os Bispos do mundo, a consagração da Rússia ao Vosso Coração Imaculado. Desgraçadamente, não levaram, contudo, em conta a Vossa mensagem.

Dignai-Vos, então, ó Mãe de Deus, aceitar, em primeiro lugar, o Ato Solene de Reparação que apresentamos a Vosso Coração Imaculado por todas as ofensas com que Ele, junto com o Sagrado Coração de Jesus, é destroçado por parte dos pecadores e dos ímpios.

Em segundo lugar, no que depender de nós, damos, entregamos e consagramos a Rússia ao Vosso Coração Imaculado.

Consagramos-vos também nossa Missões, em particular a Missão de ....................., seus sacerdotes e os fiéis, para que elas sejam bastiões da Fé, e em tudo busquemos a santidade e o Reino de Cristo.

Seguindo o conselho evangélico de “Pelos seus frutos os conhecereis...” (Mateus 7,16), e com base nos abundantes e nefastos frutos colhidos nos últimos 50 anos, com o objetivo de lhes por fim, no que depender de nós, queremos, de maneira expressa
, sem nos atribuirmos uma autoridade que não nos pertence, mas imbuídos de solicitude com o destino da Igreja universal, fazer junto a este ato uma CONDENAÇÃO FORMAL de TODO o Concílio Vaticano II, fonte, origem, alimentos de todo o Modernismo que agora campeia na Igreja, de modo que protestamos, enquanto católicos e na defesa de nossa Fé e das gerações futuras, rechaçar ABSOLUTAMENTE o mencionado concílio pastoral que tanto dano causou às almas e, para evitar a sua propagação, o consideramos cismático, suspeito de heresia e nulo, em razão de seus numerosos erros, e totalmente alheio ao Magistério da Igreja; esperando seja formalmente condenado como um iníquo conciliábulo, em um tempo não distante, pelas devidas autoridades. Portanto, em nossas Missões resta absolutamente sem valor o tal Concílio, bem como também aquelas obras que dele derivaram, como o NOM, o CDC de 1983, o catecismo moderno (1992), com todos os demais documentos pós-conciliares que contrariam o Magistério e a Tradição da Igreja (*).

Nós, em perpétuo, nos consagramos a Vós, a Vosso Coração Imaculado, Rainha e Mãe nossa, para que todas as Nações, em paz com Deus, e uns com os outros, Vos proclamem Beata e entoem, de um extremo ao outro da terra, o “Magnificat” de glória, de amor e de gratidão ao Coração de Jesus, no qual somente podem encontrar a Verdade, a Vida e a Paz.

Amém.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Mensagem do Rev. Pe. Cardozo aos fiéis do Brasil

CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA


EDITADO EM 26/07/2015 PARA ATUALIZAR A FÓRMULA DA CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA COM O ACRÉSCIMO DA REJEIÇÃO COMPLETA E ABSOLUTA DO CONCÍLIO VATICANO II, conforme post do dia 19 de julho de 2015, transcrito abaixo: 


Publicamos a fórmula da Consagração ao Imaculado Coração de Maria com a rejeição total e absoluta do Concílio Vaticano II, com uma mensagem de apresentação dos motivos do Reverendo Padre Ernesto Cardozo. O Pale Ideas, junto com todas as Missões que são assistidas pelo reverendo padre, assina esta consagração/declaração, porque estamos convencidos que nosso falar deve ser sim, sim, não, não, e que é preciso deixar claras as coisas para que não haja dúvidas e não se perca o foco do combate. Pelo andar da carruagem, os tempos estão ficando maduros, os sinais são muitos, ainda que nem sempre claros, e não podemos ser pegos de surpresa pelo inimigo. O Concílio Vaticano II deve ser rejeitado todo em bloco. Quando um organismo está infectado pelo câncer o médico o extirpa todo, e não deixa o que aparenta ser um câncer bonzinho, inofensivo. E, quando se fala da saúde da alma, os cuidados devem ser redobrados. Chega de meias palavras. A verdade deve ser proclamada sobre os telhados. 

Giulia d'Amore 

* * *

En portugués, luego en español. 

Caros amigos, hoje tive o gosto de renovar a Consagração ao Coração Imaculado de Maria em duas das nossas Missões, e de realizar uma rejeição de todo o Concílio Vaticano II.

Por causa de minha enfermidade, pensei nisso reiteradas vezes, e não queria aprensentar-me diante do Justo Juiz sem fazê-lo, com o fim de "vacinar" aos fiéis da Resistência diante da eventualidade de aparecer em suas vidas algun clérigo iluminado que venha a lhes contar que esse nefando concílio tem alguma porcentagem de "bom" ou que não é uma "super-heresia"!... marcando deste modo claramente os limites que há entre nós católicos e a neo-fraternidade.

Saudações e minhas bençãos.

Ipatinga, 19/07/2015
P. Cardozo


clique no link abaixo

CONSAGRAÇÃO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA DAS MISSÕES CRISTOREI E REJEIÇÃO DO CONCÍLIO VATICANO II


Giulia d'Amore   

O post originário (abaixo) ficará como registro histórico de atividade das Missões. 

sábado, 3 de maio de 2014

MOSTEIRO DE CANDEIAS: Quando a Resistência Claudica

RECORDAR É VIVER: Quando a Resistência Claudica, um manifesto do mosteiro de Candeias que vale a pena ler de novo.


Quando a Resistência Claudica



A traição descoberta

Neste triste ano de 2012 tornou-se patente a mudança de orientação da FSSPX em suas relações com a Roma conciliar. Esta mudança tem repercussões em todo o movimento tradicional, o qual se encontra enfraquecido, às vezes paralisado e, pior,  muitas vezes falseado nos seus princípios e ações. A divisão é consequência de todo este quadro onde a falta de clareza, e mesmo a contradição, no conjunto das orientações atuais da direção da FSSPX, são postas a serviço de uma estratégia em que influem, num concerto hábil e malicioso, a imposição do princípio de autoridade e a ambiguidade calculada.

Os sinais desta  crise são antigos, muitos os identificam a partir do ano 2000. Mas só neste ano a divulgação de informações por via eletrônica desmascarou, para um maior número, os planos para um acordo prático sem prévia conversão da Roma conciliar.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

RESISTÊNCIA: MANIFESTO DE PADRE GIROUARD

Nossa Missão

por Padre Patrick Girouard

02 de Junho de 2013

Caro leitor,

As razões pelas quais decidimos deixar o Priorado de Cristo Rei e a Igreja em Langley, British Columbia, não são complicadas ou difíceis de entender. Vamos dizer em primeiro lugar o que não foi parte de nossa decisão.

Se recusei minha transferência punitiva para Montreal, e se um grupo de 27 adultos e 11 crianças, o que representa cerca de um terço da Paróquia de Langley, decidiram iniciar uma nova paróquia e me pedir para tornar-se seu pastor, não foi por causa de emoções. Nós não estamos com raiva, amargura ou ressentimento em relação à SSPX, mesmo que tenhamos sido traído por sua gestão. Nós não deixamos por amor a mudança e nem por buscar um pouco de emoção também.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

FSSPX: DECLARAÇÃO UT FIDELES INVENIAMUR

Quando há assuntos urgentes, publicamos apesar do recesso.

Não há nada de clandestino na Resistência; talvez haja certa prudência por causa da "virtude" de certas pessoas que preferem não ver, não ouvir, não entender, e lançam acusações maldosas e "encomendadas" contra quem está, genuinamente, lutando pela Fé. Com o erro não se negocia. Adormecidos ou mal-intencionados, no fim que diferença há?  

O blog Pale Ideas também se une a estes bons Padres e assina em baixo à Declaração UT FIDELES INVENIAMUR, do dia 29 de janeiro de 2013. 

The Declaration in (PDF) English, Français e Español. May disclose. 


Aqui está, enfim, a foto da Resistência no Brasil, quando da visita dos rr.vv. Padres Joseph Pfeiffer e David Hewko. 



Editado às 16:04, para incluir este trecho, visto em Non Possumus:

Padre Pfeiffer: "Esta declaração de 29 de janeiro de 2013, escrita originalmente em portugués por Dom Tomás de Aquino, por sugestão de Dom Joaquim do Mosteiro da Familia Beatae Mariae Virginis, de Dom Jahir, recebeu as assinaturas dos sacerdotes presentes no Brasil e dos que não puderam estar em pessoa, é o resultado do trabalho de dois mosteiros brasileiros que não perderam "o dogma da fé". Foi escrita em 29 de janeiro de 2013 e se estabeleceu que se tornaria púnlica para o mundo em 2 de fevereiro de 2013, em Quito, Equador, sob a proteção de Nossa Senhora de Quito".

Novos sacerdotes se juntaram à batalha: Firmaram a declaração Dom Joaquim Daniel (FBMV), Padre Jean Michel Faure, Padre Brendan Dardis (Sacerdote beneditino ajudando à FSSPX nos Estados Unidos) e o Padre Dominic Mary del Pilar (OP, Estados Unidos). Esperamos que com seu exemplo outros se unam à luta.

¡VIVA CRISTO REY!


E, aqui está, a declaração:

DECLARAÇÃO

UT FIDELES INVENIAMUR


Mosteiro da Santa Cruz
29 de janeiro de 2013
Festa de São Francisco de Sales

Seguindo o exemplo e ensinamentos de Dom Lefebvre, assim como de Dom Antônio de Castro Mayer:

Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias à manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos e sempre temos nos negado a seguir a Roma de tendência neo-modernista e neo-protestante, que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e, depois do Concílio, em todas as reformas que dele surgiram.” (declaração de 21 de novembro de 1974)

Estas palavras de Dom Lefebvre definem nossa atitude diante da “Igreja Conciliar”, que beatifica João Paulo II e declara que Paulo VI praticou virtudes em grau heróico; esta “Igreja Conciliar” que renova o escândalo de Assis e reafirma os ensinamentos do Vaticano II, querendo inseri-los na Tradição da Igreja, desprezando assim os ensinamentos, definições e condenações de todos os Papas anteriores ao Vaticano II.

Por esta razão, fazemos nossas as exigências de Dom Lefebvre para o retorno de Roma à Tradição:

Supondo que daqui a algum tempo Roma queira nos rever, retomar a conversa, nesse momento serei eu que imporei as condições. Não aceitarei mais estar na situação em que nos encontramos nos colóquios. Está acabado. Interrogá-los-ei no plano doutrinal: Estais de acordo com as grandes encíclicas de todos os papas que vos precederam? Estais de acordo com a Quanta Cura de Pio IX, Immortale Dei e Libertas de Leão XIII, Pascendi de Pio X, Quas Primas de Pio XI, Humani Generis de Pio XII? Estais em plena comunhão com esses papas e com suas afirmações? Aceitais ainda o juramento anti-modernista? Sois a favor do reino social de Nosso Senhor Jesus Cristo? Se não aceitais a doutrina de vossos predecessores, é inútil falar. Enquanto não tiverdes aceitado reformar o Concílio considerando a doutrina desses papas, não há diálogo possível. É inútil dialogar.” (Dom Lefebvre, Fideliter, nº 66, novembro de 1988, p. 12-13 ¹

Por isso, é sem nenhum espírito de rebelião, sem amargura, sem nenhum ressentimento, para retomar as palavras de Dom Lefebvre, que nós temos a intenção de prosseguir nossa obra em defesa da Tradição por todos os meios que a Providência nos permitir, ocupando-nos em salvar as almas, formar candidatos ao sacerdócio, formar religiosos e religiosas, manter escolas católicas e auxiliar as famílias católicas, para que a sociedade volte a se submeter ao suave jugo de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei das Nações e de todo o Universo.

Fazemos um apelo a todos os que têm o mesmo ideal, a se unirem a nós para que não prevaleça, no seio da Tradição, o movimento que visa a uma desastrosa submissão à Roma neo-modernista, que se manifestou claramente nas cartas, declarações e demais documentos dos atuais superiores da Fraternidade São Pio X, nestes últimos meses.

Com a graça de Deus e o socorro da Virgem Maria, de São José e de São Pio X, estamos convictos de permanecer fiéis à Igreja Católica e Romana, a todos os sucessores de São Pedro, assim como a Dom Lefebvre, e de ser, desta forma, os fiéis dispensadores dos Mistérios de Nosso Senhor Jesus Cristo no Espírito Santo. Amém (cf. I Cor. 4, 1 e ss).

(in Brasil 29 de janeiro de 2013)

Dom Tomás de Aquino OSB (Brasil)
Pe. Jahir Britto, FBMV (Brasil)
Pe. Ernesto Cardozo (Argentina)
Pe. René Trincado (Chile)
Pe. Joaquim Daniel Maria de Sant’Ana, FBVM (Brasil)
Pe. Joseph Pfeiffer (E.U.A.)
Pe. David Hewko (E.U.A.)

(In Absentia)

S.E.R. Mons. Richard Williamson, FSSPX (Grã Bretanha)
Pe. Jean Michel Faure, FSSPX (França)
Pe. Ronald Ringrose, (E.U.A.)
Pe. Richard Voigt, SDB (E.U.A.)
Pe. Juan Carlos Ortiz, FSSPX (Colômbia)
Pe. Brendan Dardis, (E.U.A.)
Pe. Arturo Vargas, FSSPX (México)
Pe. Dominic Mary of the Pillar, OP (E.U.A.)
Pe. Francois Chazal, FSSPX (França)




 

¹ Grifos nossos; links para as encíclicas também. A Quas Primas está em Italiano. 


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

PE. CARDOZO: Carta aberta aos padres silenciosos

CARTA AOS PADRES SILENCIOSOS



“O erro a que não se resiste, resta aprovado; a Verdade que não é defendida, resta oprimida”.

Papa São Félix III

Caros confrades,

Em suas cartas me dizem que esperam que por algo grave para poder atuar... O que é o “grave” que esperam?... Que vos peçam para rezar a missa nova com uma acólita feminina e dar a comunhão na mão, como já o fazem alguns Padres de Campos? Uma vez que aceitamos um erro, qual será a norma para não fazer o mesmo com o próximo erro? Qual é o limite? Vimos cair sacerdotes “duros”, que hoje em dia, além de serem modernistas absolutos, se consumem em escritos contra a ortodoxia Católica... Quem vos assegura um retorno aos que foram os sãos princípios da Tradição católica que recebemos do nosso Fundador Mons. Lefebvre? Não foram grave o suficiente a carta de Fellay aos três bispos, a expulsão de Mons. Williamson, as mentiras e a ambiguidade contínua de vossos superiores?

Creio que muito se enganam, e enganam as almas postas por Deus em vossa responsabilidade, dizendo que a Fraternidade continua a mesma, que o acordo não foi firmando etc. ... Como pode ser a mesma a partir do momento em que o líder religioso Fellay responde aos três bispos, em maio deste ano, minimizando os erros do Vaticano II e enaltecendo Bento XVI como se fosse um fiel instrumento de Cristo; quando se insiste que devemos “dar o passo para a igreja oficial”... Se nós estamos na Igreja de Cristo... por que dar o “passo” para uma igreja conciliar à qual nunca, em princípio, quisemos pertencer? Ou será que vós também pensais que estamos fora da Igreja?... Somente isso daria lógica ao vosso agir!... Um de vocês me disse que devemos aplicar a regra de Santo Inácio: “no tempo de tribulação, não fazer mudanças...!”. Precisamente!... Por que mudar de congregação!... Devemos continuar sendo Católicos!... Devemos continuar sendo membros da Fraternidade fundada por Monsenhor Lefebvre, que nada tem a ver com a seita que tem ocupado nossos priorados, escolas, capelas e seminários. Ou não é suficientemente evidente que os princípios dessa seita não têm nada a ver com a Fraternidade São Pio X e seu combate antimodernista? Como podem, agora, criticar o Vaticano II, quando vosso chefe diz que “não uma super-heresia”. Como vão dizer algo contra a beatificação, por exemplo, de Paulo VI, quando vosso líder diz que Bento XVI é uma pessoa “íntegra”!... Onde vós vedes que as quatro notas que identificam a Igreja de Cristo estejam na Igreja conciliar, igreja para a qual vossos chefes se empenham em vos arrastar?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

FSSPX: Meu Manifesto!

Auxílio dos Cristãos, rogai por nós!

La Madonna Blu
Carlo Dolci

MEU MANIFESTO

Faço minhas as oportunas palavras do Abbé Eric Julien Laurent Jacqmin, aos 22 de junho de 2012: "Como todos os meus confrades na FSSPX, certamente gostaria, como fiz até agora, de obedecer a meus superiores, mas no caso atual eu tenho sérias dúvidas de que o Bem Comum seja bem servido".

Como escrevi outro dia, há um tempo para calar e outro para falar... A minha decisão já estava tomada, aguardava apenas o placet de meu diretor espiritual para tornar público, para o Bem Comum, o que na minha alma já é realidade. É o tempo de falar. 

Sei que não tenho conhecimentos doutrinais/teológicos comparáveis aos de muitos que possam estar lendo estas minhas linhas, mas faço uso da razão que meu Criador me deu quando vim a este mundo [não canso de repetir as belas palavras de Mons. Lefebvre], confiante de que a Graça e a Providência, como sempre, não me deixariam sozinha nesta hora tão grave para a nossa Fé e para a minha própria Salvação. Ainda bem que fui agraciada com um diretor espiritual sério e no estilo sim, sim, não, não... comme il faut

Não somos seres irracionais, devemos refletir sobre o que ouvimos, seja de leigo que de padre, pois a obediência cega não é virtuosa: cansei de ouvir isso a respeito do Papa dos mesmos padres que agora, porque se trata do Superior, exigem uma obediência cega, sob pena de pecado mortal, como se ele fosse possuidor de uma infalibilidade que nem o Santo Padre tem. Onde está o sim, sim, não, não? Porque dois pesos e duas medidas? Se a desobediência ao Papa se justifica em certos casos, que dirá a qualquer ser humano abaixo do Papa! Mons. Fellay, com o devido respeito, não é infalível, portanto não é pecado mortal discordar dele, sobretudo quando está trilhando um caminho que nunca foi desejado por Mons. Lefebvre. E se isso fosse pecado mortal, pecou antes o Fundador da FSSPX, como disse, muito bem, o Abbé Moulin.

Sobre o "respeito", atentar sempre à tênue linha que diferencia o "respeito devido" dos reprováveis "respeitos humanos". Sobre ser sedevacantista por non querer o acordo ou discordar do Superior, leia aqui.



"E aos escribas e locutores que pelo mundo inteiro facilmente aplicam a Dom Lefebvre o título infamante de rebelde, sem saberem o que dizem e sem conhecerem toda a largura, a altura e a profundidade da moral católica, devemos advertir que erram e pecam gravemente por excessiva presunção e consequente simplificação de tão grave problema.
O caso de Dom Lefebvre, e de todos os "integristas" que acima de tudo querem continuar a Igreja tão santamente representada por São Pio X e São Pio V, é simples; eles não podem admitir que a obra dos "desintegristas", tão variada como promíscua, lhes seja imposta em nome da obediência que tanto amam e tão tristemente vêem instalada do outro lado do abismo. Assim é difícil. Assim é impossível. Non Possumus!" (Gustavo Corção - 25.09.1976).

 

Vamos lá, qual meu posicionamento sobre o acordo ou qualquer outro eufemismo que se queira utilizar? 

 

Não pretendo, aqui, esgotar todas as razões que me levam a tomar esse posicionamento. Algumas são de foro íntimo, outras poderei fazê-lo em outra ocasião, se for o caso. Falarei do que é essencial:

Eu sou contra qualquer tipo de acordo ou diálogo com a Roma modernista ENQUANTO não se realizar a condição imposta pelo próprio Fundador da FSSPX: a prévia conversão. E por uma questão simples: antes disso... é inútil, é perda de tempo, é falar às paredes! Como temos visto.  

Dom Lefebvre não está mais entre nós, ouço dizerem... Verdade, mas não é por isso que o que ele disse também morreu, não vale mais! 

Objeta-se que hoje a situação é outra, diferente de 1988. E eu respondo que é verdade também, hoje a situação é outra: bem pior! O que mudou e no que teria melhorado a Igreja de lá para cá? Há mais escândalos hoje do que em 1988. Há também mais rebeldia e cismas hoje, e por parte dos modernistas que temem o conservadorismo do Papa. Basta ver as manifestações costumeiras no eixo Áustria-Alemanha. Basta ver as últimas nomeações para os altos escalões vaticanos feitas pelo Papa, em particular naqueles cargos que "dialogam" diretamente com a FSSPX... Em 2009, o mais novo empossado, Gerhard Ludwig Mueller, declarava para quem quisesse ouvir que os quatro bispos da FSSPX deveriam se demitir de imediato, "não mais se expressar publicamente sobre questões de política nem de política eclesiástica" e "levar uma vida exemplar como um simples sacerdote e trabalhar para reparar parte do dano que o cisma causou". Ele também recomendava que o Seminário da FSSPX de Zaitzkofen fosse fechado e que a Fraternidade "se livrasse" de pessoas como Mons. Williamson, antisemita confesso. Uma das pérolas: "Os pontos de vista" (sic) "teológicos da FSSPX desviam-se em parte da Igreja Católica"...

Alega-se, ainda, que os sujeitos do diálogo são outros, temos outro Papa... Mas o Papa de hoje, Bento XVI, era o Cardeal Ratzinger em 1988: o interlocutor de Mons. Lefebvre. Até que ponto era a vontade do Papa João Paulo II que prevalecia nas conversações? Até que ponto o Cardeal apenas obedecia ordens ou defendia a Tradição?

Prosseguindo, se pe. Moulin acerta quando diz não ser pecado mortal criticar o superior, erra quando afirma que é necessário pedir a Roma o levantamento das excomunhões dos Grandes Esquecidos. Erra porque reconhecer o levantamento é o mesmo que reconhecer as excomunhões (2+2=4): isso Mons. Lefebvre nunca fez! Pelo contrário, ele disse categoricamente que não poderia ser excluído de uma Igreja na qual nunca esteve.

E eu me pergunto, retoricamente: se ele nunca esteve "naquela" igreja por que hoje fazemos questão de entrar nela, sermos reconhecidos, regularizados, etiquetados, aprovados, em "plena comunhão"?...  "Plena comunhão"!!! Estar em plena comunhão é um absurdo linguístico tanto quanto estar meio grávida, ser muito honesto ou quase virgem! 

E se pedir o levantamento foi um erro, erro maior ainda foi se calar diante do Motu Proprio - outro pedido do nosso Superior. Um erro terrível porque, aceitar calado que a Missa de sempre É rito extraordinário significa concordar que a Missa Nova É rito ordinário, rito católico... (2+2=4) .

Mas, afinal, dialogar para estar em "plena comunhão" com qual Igreja? Na Igreja Católica (da qual nunca saímos) ou na Igreja Conciliar (na qual nunca estivemos)? Uma Igreja, esta, que congrega uma série de vertentes, da mais progressista à mais conservadora, que pouco ou nada guardam de católico - meu exemplo preferido? O "Pastor" Kiko Arguello e sua troupe. Uma Igreja que visita, saúda e abençoa Fidel, o líder comunista, assassino e abortista, excomungado por ela própria (sic). Uma Igreja que pratica o ecumenismo-de-mão-única: abre os braços a todo tipo de desvio e perversão, e persegue os tradicionalistas como fossem leprosos, estrangeiros, inimigos... Uma Igreja cujo Papa reza diante do altar do Senhor ao lado de um homem das mãos ensanguentadas de santo católico sangue e fantasiado de arcebispo de Canterbury. Oras, ou é verdade que a Igreja Anglicana tem sucessão apostólica (e ele é arcebispo e a Rainha, chefe da Igreja) ou é verdade que não a tem (e ele é um homem comum travestido de arcebispo): os dois não dá! (2+2=4). Porque, então, o Papa reza com ele? E eu, ao ver o meu Papa rezando ao lado de um herético, não posso não lembrar da heróica Santa Margareth Clitherow, que dizia a seus carrascos anglicanos que a convidavam a rezar com eles antes do seu tremendo martírio: "Eu não rezarei com vocês, e vocês não rezarão comigo. Eu não direi Amém às vossas orações, nem vocês às minhas" - Lembrem-se disso quando rezarem o Pai Nosso junto com seus 'irmãos' protestantes. O arcebispo de Canterbury de hoje tem tanto sangue católico nas mãos quando o tinha o arcebispo de então. E é com essas mãos ensanguentas que ele disse Amém às orações do Papa, diante do altar do Senhor.

Que Igreja é essa, então? E por que eu deveria entrar nela? Por quem? Sou católica, apostólica, romana, fiel à Tradição da Igreja, e não posso trair as promessas de meu Batismo e aderir à Roma modernista na esperança de que esse meu sacrifício possa convertê-la, com o tempo, com os "números"... Isso é, no mínimo, ingênuo; mas pode ser... desonesto, em alguns casos. A Fé não é feita de números, não pode ser quantificada. De fato, é lamentável perder tantas almas, mas nossa Salvação não depende de números, depende de nós, pois a Verdade está diante de nós. Não encontramos o caminho de volta à Casa Paterna nós que somos rotulados de tradicionalistas? Não foi pelo uso da razão, favorecida pela Graça, que estamos aqui? A conversão daqueles que vivem no erro não depende de números, nem de nós, nem de nossa Fé, mas da Graça de Deus e do uso da razão por parte de cada um deles...

A "experiência da Tradição" desejada por Monsenhor Lefebvre foi, para mim, um ato de caridade de seu fiel coração para com a autoridade do Papa que ele amou até a sua morte. Mas a Tradição não pode ser uma "experiência"... Não há como!

As coisas são mais simples: enquanto a Roma modernista não se converter, não há o que dialogar! E, SE ela chamar para dialogar, basta dizer-Lhe a Verdade: que ela ESTÁ no erro, sem muitos salamaleques; basta o respeito à autoridade na forma de dizê-lo, não nas intenções, porque O ERRO NÃO TEM DIREITOS.

Não é um favor que se faz a Roma, mas um dever. E, se quem tem autoridade para fazer isso não o faz, terá que se explicar a Deus, pois não se pode esperar por rodadas de colóquios doutrinais para se restabelecer a Verdade. Afinal, quem de nós sabe quando irá prestar contas ao Criador? Well, se eu tivesse tamanha responsabilidade nem dormiria enquanto não dissesse ao Papa que está no erro, pois poderia se dar que, durante a noite, minha alma fosse chamada pelo Criador, e o que eu diria a Ele?: "Sabe o que é, Senhor? Estava esperando pelo chamado de Roma... ou... Era preciso reunir os nossos teólogos com os teólogos deles, para ouvirmos as razões deles (do erro, do pecado)..." Não precisa ser muito esperto para saber a resposta dEle, não é?

Eu percebo por aí, na web, em blogs, e-mails privados e coletivos, que muitos estão calados nesta hora tão grave, entrincheirados atrás de justificações vagas (neutralidade, confiança no superior, obediência...), talvez porque seja mais fácil deixar o outro "pensar por mim", "decidir por mim"... assim não é necessário se expor para ser publicamente apontado como sedevacantista, cismático, herege.
Lembrando, apenas, que rotular o outro, diferentemente de discordar dele, É pecado mortal, como aprendi com um padre da FSSPX.
Felizmente, eu não tenho essas preocupações com rótulos porque eu sei QUEM eu sou. Eu sei o caminho que trilhei até aqui, e não foi fácil. Eu não encontrei a Tradição como quem tropeça por acaso em algo. A Tradição veio ao meu encontro, antes mesmo que eu percebesse que era por Ela que eu procurava há tanto tempo! Eu dialogo com meu Criador desde que me entendo por gente, e sempre O busquei, e durante muito tempo "algo" me "incomodou" na Missa Nova, e por causa dessa busca a que me impelia esse incômodo acabei por encontrar, graças à (boa/má) Internet, o caminho que me levou à FSSPX. Um dia escreverei um post especialmente sobre essa caminhada. 

Mas o que interessa é que não acreditei na FSSPX de imediato, como muita gente que, afoita, segue esta ou aquela voz e nem sabe quem é que fala. Sobre coisas tão importantes, não costumo ir como quem vai ao bosque pegar framboesas: busquei provas, investiguei, me cerquei de garantias, até finalmente chegar à conclusão - adesão da razão - de que a FSSPX era uma obra inspirada do Alto. Ainda é. Pude finalmente afirmar, com serenidade, que acredito no combate de Mons. Lefebvre, nos termos postos por ele e que sempre seria ABSOLUTAMENTE fiel à Fraternidade ENQUANTO a Fraternidade continuasse fiel a Mons. Lefebvre, naquele caminho, com aquelas verdades, naquele mesmo combate que Mons. Lefebvre iniciou. Um combate que, diga-se, nunca foi político, como está sendo agora.

Como tantos, eu percebo, agora, que esse caminho não é mais o mesmo. Pelo menos, não parece. E negar isso é negar o óbvio. Não conheço Mons. Fellay pessoalmente o suficiente para ousar tecer qualquer tipo de comentário acerca de seu caráter e de suas intenções. Mas, se de um lado não me é lícito julgar a pessoa, por outro lado os fatos não se discutem. E os fatos são claros.

Se o acordo, finalmente, será firmado ou não - as coisas não são como aparentam - de qualquer maneira Roma já venceu: a Fraternidade já está irremediável e definitivamente dividida. O bom - porque o Bom Deus tira de todo mal um bem - é que já começa a transparecer quem é quem: os que são fieis à Verdade, os que se deixam iludir com promessas vãs e sofismas baratos, os negligentes, os mornos, os tolos etc... A grande questão é: o que dirás ao Senhor se hoje à noite tua alma for chamada diante dEle? Que estás esperando as coisas ficarem mais claras? Que tu apenas obedeceste? Que tu és neutro? Que é lícito conviver com os erros do CVII enquanto se busca mudar as coisas apenas para estar dentro da Igreja e ter o selinho de aprovação dos modernistas?  


Aconselho a quem tiver dúvidas que leia, ou releia se já o fez algum dia, os escritos de Mons. Lefebvre, sobretudo os posteriores a 1988, em particular os de seus últimos anos. Em cada escrito dele transparece o quanto ele era direto e objetivo ao falar, "sem papas na língua", bem sim, sim, não, não! Ele não relatizava os fatos, como o fazem alguns de seus filhos espirituais, que usam de dois pesos e duas medidas com certa largueza. Tinha as ideias claras e não temia "se expor" para dizer  aquilo que precisava ser dito. Rebelde, sedevacantista, cismático, excomungado... e quanto mais ele deve ter ouvido ao longo de seu combate pela Fé! Jamais reclamou justiça e reparação para si. Não entendo por que agora a FSSPX precise reclamar uma "regularidade" dentro da Igreja Conciliar para continuar um apostolado que já ia muito bem sem isso, obrigada! A FSSPX é católica, é regular dentro da Igreja Católica (da qual nunca saiu), não é cismática nem sedevacantista, não é excomungada (nem seu fundador, seus bispos, padres ou fieis) e seus padres são padres e seus bispos são bispos da Igreja Católica, nas condições impostas pelo próprio Fundador. Não é de justiça e reparação que a FSSPX precisa hoje! É de seguir com seu apostolado, com os olhos sempre postos em direção à Roma à qual Monsenhor Lefebvre sempre foi fiel, à espera de "um sucessor de Pedro perfeitamente católico", em cujas mãos, enfim, os nossos bispos poderão "devolver a graça de vosso episcopado para que ele a confirme" (para ambas as citações vide a Carta de Mons. Marcel Lefebvre aos futuros Bispos da Fraternidade São Pio X, em 29 de agosto de 1987). Sugiro começar pelo seu testamento espiritual: A Vida Espiritual Segundo São Tomás de Aquino. Embora há quem diga que se deve começar pela "Carta Aberta aos Católicos Perplexos" (PDF), seguida  pelo "Do Liberalismo à Apostasia. A Tragédia Conciliar" (PDF). No site da FSSPX poderão encontrar outros PDFs para leitura. Qualquer um é excelente, contanto que se leia, que se estude, que se saiba o que é a Crise da Igreja, o que é o Liberalismo, e sobretudo o que o Concílio Vaticano II fez à Igreja e ao mundo. Mons. Lefebvre dizia ser importante estudar para que ninguém nos engane. Ninguém. Não sejamos reféns das palavras e "opiniões" dos outros que mencionam Monsenhor em trechos postados aqui e ali pelos blogs, descontextualizados.  Recorram à fonte. 


Por fim, registro e deixo bem claro que o fato de eu discordar do Superior não quer dizer que não reze por ele, pois rezo, assim como rezo pelo bem da Igreja, pela salvação das almas e para que seja feita a vontade dEle. Sempre a vontade dEle, nunca a minha. 


Pelos dolorosíssimos Corações de Jesus e Maria.


Campo Grande, 4 de Julho de 2012. 


Giulia d'Amore di Ugento



Ó meu Deus, creio na vossa infinita bondade; não somente nesta bondade que cobre o mundo, senão nesta bondade particular e muito pessoal que objetiva essa miserável criatura que sou eu, e que tudo dispõe para seu maior bem.

Por isso, Senhor, mesmo quando não vejo, quando não entendo, quando não sinto, creio que o estado no qual me encontro e tudo o que me ocorre é obra de Vosso amor, e com todas as forças de minha alma o prefiro a qualquer outro estado que me seria mais agradável, mas que me aproximaria menos de Vós.

Ponho-me entre vossas mãos, faça-me o que quiseres, deixando-me como único consolo o de obedecer-vos
(Ato de abandono. São Pio X).






Quero tecer um breve comentário sobre a ida de Mons. Williamson ao Capítulo: Eu iria. Mas eu não sou um Bispo obediente.

- Dom Williamson é um Bispo obediente?, diria perplexo alguém!!!

Oras, e não é? Vejamos: Dom Fellay o proibiu de ir a Albano - concordo, não foi uma proibição, mas uma ida condicionada, o que dá na mesma - e Dom Williamson não foi. Agora, Dom Fellay o proibiu de ir às ordenações de Ecône... Dom Williamson foi?

Onde está a desobediência de Dom Williamson afinal? Apenas e tão somente naquilo que é lícito e justo desobedecer: nas questões de Fé. Nas questões de Fé nossa obediência é apenas a Deus e a ninguém mais. E isso Dom Williamson tem feito. Alguém poderia discordar disso? Alguém poderia comprovar a "desobediência pela desobediência" de Dom Williamson? Creio que não.
Quem seria desobediente, então? Obviamente quem, de fato, está a desobedecer a Mons. Lefebvre, o qual pode até não estar mais entre nós, como disse um padre recentemente, mas seja pela Comunhão dos Santos, seja pelo legado que deixou, continua presente, e sua vontade, seus designíos e suas ordens continuam valendo, pois foi para isso que ele escolheu exatamente esses quatro sacerdotes para serem sagrados Bispos de Romana Igreja: além de salvar a Fé... para que continuassem a sua obra. Os quatro. Juntos. E todos os padres que ele mesmo ordenou, e os outros que ele nem chegou a conhecer e que parecem ter esquecido o que eles mesmos nos ensinaram...

Se estais condenados a ver o triunfo do mal, nunca o aplaudais; nunca digais do mal ‘isso é bom’; nunca digais da decadência ‘isso é progresso’; nunca digais da noite ‘isso é luz’; nunca digais da morte ‘isso é vida’.” Cardeal Pie de Poitiers 

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sábado, 30 de junho de 2012

Do Abbé Moulin para Mons. Williamson: vá ao Capítulo!

VÁ A ECÔNE, MONSENHOR WILLIAMSON...


Neste documento - que eu traduzi (não domino o Francês, portanto perdoem os erros que porventura encontrarão, considere, apenas, a boa vontade) - o Abbé Charles Moulin aconselha Mons. Williamson a ir a Ecône, apesar da proibição de Mons. Fellay.

Publico a carta a título de conhecimento, pois eu não concordo com "todos" os termos que dela constam, sobretudo quando se expressa a favor do acordo (seja qual for o eufemismo usado) ou do levantamento das excomunhões dos grandes Esquecidos. Sobre a ida ou não de Mons. Williamson a Ecône, acredito que o que ele decidir será sábio e prudente, pelo Bem Comum. Mas sobre isso voltarei a falar em outro post. Afinal, há um tempo para calar e outro para falar...

Aqui vai a carta:




Monsenhor,

Queira perdoar o caráter público destas linhas que eu me permito respeitosamente e amigavelmente de vos endereçar, em seguida à última correspondência interna do Secretário Geral da Sociedade informando-nos de vossa exclusão do próximo Capítulo Geral em Ecône.

Além disso, é ao amigo pessoal de Mons. Lefebvre, ao Decano dos Bispos da Fraternidade, ao ex-Superior, Diretor-adjunto do Seminário de Ecône, a meu ex-Professor de filosofia e de teologia, a um Irmão mais velho no sacerdócio e, finalmente, a um Amigo de mais de quarenta anos de minha família providencialmente reunida sob a égide de Nossa Senhora do Monte Carmelo que eu vos peço, respeitosamente, que desconsidere aquela correspondência, consequência de um provável e infeliz mal-entendido a seu respeito, e que não desista de ir como planejado a Ecône para o Capítulo Geral, em julho próximo. É verdade que nestes tempos difíceis pelos quais passa a Fraternidade, segundo as caridosas palavras do bom rei Louis XVI expressas em seu admirável testamento: "souvent dans les moments de trouble et d'effervescence, on n’est pas maître de soi".

Ignore o cânon 1331, §§1 e 2, inabilmente invocado contra vós, uma vez que também condenaria a "rebelião e a desobediência" de Mons. Lefebvre e comprometeria a legitimidade de sua desobediência contra a Roma modernista que dirige a Igreja desde o último Concílio!

Um verdadeiro mal-entendido, se eu considerar meu conhecimento pessoal acerca do nosso Superior Geral, com quem entrei para o seminário de Ecône há quase 35 anos, que me permite afirmar que, aquele que mostra, durante meses, uma verdadeira benevolência, compreensão e caridade para com os antigos inimigos da Igreja e da Fraternidade, e que está disposto, em um espírito de abertura, a dialogar com eles, já que parecem ter suspendido sua perseguição contra nós... não pode agora perdoar a seu "confrade de armas" alguns desvios de obediência, depois de tantos anos de combates comuns, fieis e heroicos ao serviço de Cristo Rei, de sua Igreja, da Fé, da Santa Missa e do Sacerdócio na reta linha do combate de Mons. Lefebvre.

Que ele queira punir o fato de que um verdadeiro “Bispo fala” e responde modestamente, a cada semana, aos legítimos questionamentos dos "católicos perplexos" diante desta evolução por muito tempo considerada positiva da igreja conciliar. Em um momento muito delicado, quando lhes é solicitado de retomar o estudo atento e objetivo dos textos do Concílio Vaticano II, e a "ler nas entrelinhas” os textos, comunicados e decisões das autoridades romanas, a fim de discernir essas ditosas mudanças que o inclinem, não secretamente, mas discretamente, a rever favoravelmente, em nome de toda a Tradição, seu juízo sobre as leais disposições das autoridades romanas a nosso respeito e sua sinceridade de operar alguma reforma da "Igreja" deles. Por exemplo, a de estar atento aos fatos, como o que ocorreu recentemente na Córsega, onde o Bispo local generosamente se ofereceu para vir confirmar os fiéis de nossa capela, segundo o rito tradicional...

Além disso, Monsenhor, pelo fato de, providencialmente, o senhor não estar envolvido nas discussões doutrinárias com as autoridades romanas, parece-me que nosso Superior, preocupado por nossa futura independência de palavras, de apostolado e de ação da Fraternidade "intra muros", não pode que se alegrar com vossa liberdade de expressão, privilégio autêntico e tradicional de todo bispo católico, ao mesmo tempo pastor, guardião e defensor do pequeno rebanho contra todos os inimigos da Igreja, tanto do lado de fora quanto de dentro. A Igreja não nos mostra S. Paulo pregando a boa doutrina "oportuna e inoportunamente", chegando até a repreender severa e energicamente o grande São Pedro?: “Quando, porém, Cefas chegou a Antioquia, opus-me a ele abertamente, pois merecia censura (...) Eu disse a Cefas, diante de todos...” (Gal. 2,11).

Também me é difícil imaginar que nosso Superior Geral, que foi um dos alunos mais atentos de vossas conferências no seminário de Ecône, e que vos deve, assim como a Mons. Tissier de Mallerais, o essencial de sua sólida formação filosófica e teológica, possa, neste período particularmente delicado para o futuro de nossa Fraternidade, dispensar os vossos conhecimentos e vossas luzes no próximo Capítulo Geral que marcará, sem dúvida, a sua história.

Sobretudo me é especialmente difícil conceber que nosso Superior, sempre apreensivo pela unidade da Fraternidade, possa, legitimamente, excluir um dos quatro bispos escolhidos por Mons. Lefebvre, sem quebrar a união íntima e indissolúvel desejada por ele, e destruir sua complementaridade harmoniosa.

Vosso servo está pessoalmente convencido de foste providencialmente escolhido por nosso Fundador, a fim de prevenir eficazmente, por vosso carisma pessoal e meritório de convertido do anglicanismo, uma sempre possível “protestantização” de nossa modesta Fraternidade, depois de assistirmos, impotentes, àquela operada durante cinquenta anos em toda a Igreja.

Também é difícil, para mim, compreender que ele queira se privar de vosso precioso conhecimento em matéria de táticas subversivas, modernistas, liberais e revolucionárias dos inimigos da Igreja. Formação largamente enriquecida ao longo do tempo, por vossos contatos estreitos e amigáveis com alguns homens que foram providencialmente suscitados para o nosso tempo (embora, infelizmente, alguns deles tenham se tornado bastante impopulares em nossos meios tradicionais após o trabalho de certo “Gentleman cambrioleur”!). Eu penso particularmente a estes senhores Pierre Virion e A.-M. Bonnet de Viller... e muitos outros, incluindo Jean Vaquier... que são todos escritores essenciais a se conhecer para a formação de uma boa compreensão da terrível crise religiosa, social e política que estamos atravessando, e inclusive nosso Superior não pode ignorar os escritos sobre a recomendação do Senhor que convida os discípulos a "ser tão simples como as pombas e prudentes como as serpentes".

É, por fim, é difícil, para mim, imaginar este Capítulo Geral sem a vossa eminente presença, o que poderia, talvez por solidariedade, privá-lo também da presença de vossos dois outros Confrades no Episcopado, mas, sobretudo, privar nosso Superior Geral de vossos preciosos conselhos na redação final das razões fundamentais que serão necessariamente levadas às autoridades romanas para justificar a recusa da Fraternidade em aceitar os termos da mais recente proposta do Cardeal Levada, julgada por ele inaceitável.

Queira Deus que, esse mal-entendido feliz e rapidamente dissipado, o Capítulo Geral com todos seus integrantes, possa encontrar toda a sua legitimidade, e permita, em paz e unidade, a todos os delegados do Capítulo de se acordarem, ao mesmo tempo em que meditem, frutuosamente, esta verdade maravilhosamente formulada por São João Crisóstomo que disse que "é melhor confiar nas injurias de um amigo do que nos beijos ávidos de um inimigo", e trabalharem, finalmente, para pedir às autoridades romanas, com o levantamento da excomunhão dos dois principais Esquecidos, a plena reabilitação de nosso venerado e reverenciado Fundador Mons. Marcel Lefebvre, a quem nós devemos tanto!

Esperando com todo meu coração que levareis em conta a minha súplica, queira aceitar, Monsenhor, os protestos da minha respeitosa e sacerdotal amizade in Christo Rege et Maria.

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