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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Padres refratários, missas juramentadas, confusão na doutrina...

Divide et impera
Postei ontem a vida de um Santo Mártir da Revolução Francesa, a revolução contra Deus por definição; bom, todas as revoluções são contra Deus, mas esta o é de uma maneira bem particular. Oficialmente ainda apenas um "Beato" para a Igreja, o Pe. Nöel Pinot é, sem dúvidas, um Santo, por ter morrido mártir. Ele é conhecido também como Mártir de Vandéia e Mártir de Angers. Eu o aclamaria o "martelo da missa nova e dos missanoveiros".

O exemplo deste Santo Sacerdote é pontual e é atual. Padre Pinot morreu por se recusar a prestar juramento à Revolução, o que significaria um ab-juramento da Fé Católica: a apostasia. Seu crime: "fanatismo religioso". Sua pena: a guilhotina. Era chamado de Padre "refratário", por causa de sua recusa em prestar o tal juramento.  


Os padres que cediam e faziam o juramento eram chamados "juramentados". Daí o termo: missa juramentada. 

Exemplo pontual e atual, porque vivemos em tempos revolucionários. Como se sabe, o Concílio Vaticano II é a "Revolução na Igreja", ou "o 1798 da Igreja", o que significará necessariamente que a "missa nova", o "Novus Ordo Missae" engendrado pelo CVII se equipara à "missa juramentada" dos padres que traíram a Fé por medo, por conveniência, por tibieza etc.  




O que isso significa? Significa que um Sacerdote Católico que prestou o juramento anti-modernista imposto pelo Papa São Pio X, com autoridade divina, porque a fé íntegra é condição para pertencer à Igreja e por conseguinte para exercer qualquer ofício nela nem sequer pensa em rezar uma missa nova, uma missa juramentada  ao CVII e, portanto, não católica. E, se um Padre católico não reza uma missa dessas, por que um leigo católico a assistiria? 


Infelizmente, ano após ano, nas últimas cinco décadas sub CVII, temos visto inteiras congregações e ordens sucumbir ao desejo de regularização, ao desejo de pertença à igreja conciliar. Começa-se com ceder aqui, tolerar ali... Um dia, não se vê nada de mais em ir à missa nova, quando não há Missa Católica. Outro dia, se "reconhecem" como milagres uns prodígios/fraudes (o que é, só Deus sabe!) que acontecem na igreja conciliar. Daí que já não se vê diferença entre as duas Igrejas, e se engendram elucubrações para que as coisas fiquem "redondinhas"; se instrumentaliza até a teologia para adaptá-la à sofreguidão de "normalizar" as coisas. O combate começa a cansar... A normalidade é bem mais encantadora... A grama do vizinho parece mais verde e parece dar menos trabalho que lutar todos os dias em defesa da Fé... 


Some-se a isso a falta de estudos e de prática de virtudes e de oração... Muitos, percebem a crise na Igreja, descobrem a Tradição, se encantam com a Missa, mudam o guarda-roupas inteiro, compram missal, livretos de oração e catecismo e... E a "conversão" pára nisso. Por comodidade, por preguiça, por afeição desregrada, passa-se a receber "mastigadinha" a doutrina por parte de alguma autoridade superior. O fiel se contenta com isso. Os questionamentos que o arrancaram da igreja conciliar... param. Talvez por que se sinta "em casa", e essa é realmente a sensação que temos quando temos a graça de encontrar a Tradição: estou em casa. Mas, meus caros leitores, o combate não acabou só porque estamos "em casa"!  Até porque a nossa "casa" é no Céu!  


A conversão é um trabalho diário, que começa quando abrimos nossos olhos, toda santa manhã. Ninguém na Tradição está salvo! Ninguém está com um pezinho no Céu! Conversão é um trabalho diário. É estudo, é oração, é meditação, é penitência, é apartar-se do mundo, é emenda de vida, é prática de virtude, e é estudo, é oração... etc. ad nauseam! Todo santo dia. Faça chuva ou faça sol. O Céu se conquista com a violência, dizem os Santos. Não sentados confortavelmente em nossa zona de conforto. Os mártires não vivem em zona de conforto.


Daí que, quando nossos superiores começam a dizer que 95% do CVII é bom e 5% discutível, devemos estar atentos, porque o próximo passo é entrar cantando o Te Deum na Basílica de São Pedro e ser recebidos por Francisco no "Ano da Misericórdia Bergogliana"...  


E quando começam a dizer que a missa nova é boa e que podemos assistir a ela quando não há Missa Católica; que a igreja conciliar é parte da Igreja Católica, só porque não pode ser distinguida dela (1); que uma árvore pode dar frutos bons e maus ao mesmo tempo, contrariando NSJC, que disse bem outra coisa: Mat. 7,15-20 (vide imagem abaixo); que, se o Papa chamar, vai voando, contrariando Mons. Lefebvre que deixou explicitamente claro que não devemos nem olhar para Roma apóstata enquanto ela não se converter, por ter sofrido na carne a traição dos "romanos"; que Deus salva fora da Tradição (2); que Deus, como um marido adúltero, pode ter duas esposas: a Santa Igreja Católica e a igreja conciliar herética; que a Santa Madre Igreja é uma mãe leprosa... Que o católico que segue fielmente e com grande esforço espiritual a Doutrina da Igreja agora é  fariseu; não é generoso; é um "puro", assim mesmo: entre aspas, com zombaria, como se a virtude agora fosse pecado... Quando começamos a ouvir essas coisas, caros leitores inteligentes, está na hora de acionar o alarme vermelho (a propósito). É sinal de que a nefasta fumaça já entrou em algumas mentes descuidadas. 




Caros leitores inteligentes, esta não é a minha "opinião", mas um resumo de tudo o que a Igreja ensina, ecos de tudo o que aprendi desde que cheguei à Tradição. Desde o começo me disseram: "Dona Giulia, a missa nova não é agradável a Deus e não deve ir porque põe em risco a sua Fé". Como é que agora me dizem que não é bem assim? Dizer "não é bem assim" é relativizar as coisas.

Não precisa ser teólogo para conhecer (e defender) a Doutrina da Igreja. Não precisa sequer ser homem. O conhecimento da Doutrina não atrapalha meus afazeres domésticos, nem a hierarquia familiar.  

O mais patético é apegar-se a detalhes e tergiversar sobre a Doutrina, a Verdade. Patético é reclamar de um "desrespeito" que só existe na mente de peixe-boi e fechar os olhos para o ERRO. Patético é não ler, não entender, não estudar e repetir, como papagaio, o que ouve dizer. 


Por fim, para a salvação PRECISAMOS apenas do Batismo. O Crisma é um auxílio a mais para nossa santificação, mas não é indispensável. E o que acontece quando não temos esses auxílios? Quando não temos esses auxílios, Deus sempre dá as graças para que nos santifiquemos.  


Não sejamos reféns de sacramentos, isto é estúpido. A Fé é mais importante do que a Missa (e, portanto, os Sacramentos auxiliares): sem Missa, guardamos a Fé com a oração; mas, sem a Fé... do que adianta a Missa? Do que adiantam os Sacramentos?). Lembrem-se que, no Japão, os católicos ficaram mais de dois séculos sem os sacramentos (sem todos eles!) e guardaram a Fé com a oração. Quem está perdendo o sono por causa da Crisma... não tem confiança em Deus. O que mais devo dizer? 

Giulia d'Amore  


________
Notas: 
1. Citando inadequadamente o exemplo de um parasita. Inadequadamente, porque, no caso do parasita, é claro demais que não são a mesma coisa, ele e o corpo que o "hospeda", e é de fácil solução a questão, porque basta remover o parasita. As metáforas devem ser críveis, senhores...
2. Por causa da desregrada admiração a um poeta herético (Thomas Stearns Eliot) que, tendo tido a oportunidade e até o desejo de ser católico, decidiu se converter ao Anglicanismo. Por admirá-lo desregradamente, deseja singela e ardentemente que o Eliot esteja no Céu, se não pela graça, pela natureza.





2 comentários:

  1. Boa noite! Aprendi a muitos anos que Jesus para dar ao simples fiel uma maneira de conhecer o bom pastor, nos ensina que a Boa Árvore dará bons frutos e a árvore má, maus frutos. Agora dizer que a árvore boa pode dar bons e maus frutos ou simplesmente dar fruto mau seria ofender a Sabedoria Divina. Oque devemos é tomar o cuidado em averiguar qual o fruto que a ávore dá: se é bom ou mau e assim saberemos se a árvore é boa ou má, Não?????

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    Respostas
    1. Exatamente, sr. Márcio!

      Os frutos nos mostram que tipo de árvore é. Pois não tem como uma laranjeira dar maçãs ou peras ou... abajours.

      Além do mais, foi Cristo quem disse, e quem pode mudar o que Cristo disse? Ou lhe dar uma interpretação diferente? Quem foi investido com essa autoridade?

      A Sabedoria Divina é constantemente ofendida. Pior é qdo quem A ofende é quem deveria mais honrá-lA.

      A quem muito foi dado muito será cobrado.

      Excluir

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