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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

"Cerebrovacantismo" (Militia Jesu Christi)


Dando sequência ao post anterior, sobre o neologismo necessário, diante do que anda acontecendo, publicamos o seguinte artigo. Voltarei a falar no tema, em outro post, onde irei contar o que está havendo na "Resistência". Às vezes, é tempo de calar, mas às vezes é tempo de falar. Pelo bem das almas. Sobretudo quando o bem das almas parece a menor das preocupações dos superiores, mais entretidos com a vaidade de "estar certos", com os respeitos humanos, como o "que os inimigos vão dizer" do que com a VERDADE. Pior é que já tínhamos visto este "filme". Em 2012, quando percebemos (porque começou bem antes) que havia algo de errado na então FSSPX, que se tornou a NEOFRAT que todos nós conhecemos, cada dia mais modernista. 
"(...) o escândalo é necessário, mas ai daquele por quem o escândalo vier" (Mateus, 18,7). 

* * *

"Cerebrovacantismo"

A confusão parece nunca ter fim, e Monsenhor Williamson definitivamente parece se divertir com tudo isto. 

Em sua nova série, sim, uma nova série de tortura (!) conhecida como "Comentários Eleison n. 445", Sua Excelência está adicionando mais e mais confusão na Tradição Católica/Resistência. 

Monsenhor Williamson em seu novo Comentário Eleison 445:
"E se o NOM [Novus Ordo Missae] os tivesse feito perder a fé por todos estes anos, como teriam eles chegado à Tradição católica?" 

Surreal! As pessoas do Novus Ordo que vieram para Fé (Catolicismo-Tradição) o fizeram apesar de suas falsas crenças, não por causa delas. Monsenhor Williamson infelizmente atribui isto ao que restou de "bom na Nova Religião."


"Dependendo de como um celebrante usa as opções do NOM, nem todos os elementos que podem nutrir a fé estarão necessariamente eliminados de lá (do NOM), especialmente se a Consagração é válida, uma possibilidade que ninguém que conheça sua teologia sacramental pode negar."

Os elementos que poderiam nutrir a Fé (por exemplo, Rosário, Novena, Graça, boa vontade etc.) não são derivados do câncer (Igreja Conciliar), mas do corpo saudável (Igreja Católica), através de seu canal de graças!!! [Nota do Pale Ideas, leia aqui.]

Será que devemos dar crédito à igreja Grego-Ortodoxa, se algum deles decidir se converter ao Catolicismo? Será que devemos dar crédito à igreja Protestante se algum deles decidir se converter ao Catolicismo?   

Deus pode [Nota do Pale Ideas: cuidado com a manipulação das palavras e dos conceitos. Deus pode tudo (VÍRGULA) o que é bom e santo. Deus não pode, contudo, mentir, enganar, pecar... Isto é catecismo básico. Não precisa ser nenhum santo-tommaso-de-botequim para compreender isto. O que Sua Excelência (e outros papagaios repetidores) diz é que Deus pode salvar fora da Igreja Católica se quiser. Isto tem - para mim, uma simples mulher católica - um cheiro fétido de heresia, uma vez que Deus não tem duas palavras, não tem dois Evangelhos, não tem duas esposas (outra asneira dita em seus comentários), não tem duas Verdades, não muda de ideia, não quer nem pode nos enganar. Muito menos aos pobres hereges, levando-os a crer que está tudo bem estar naquela "igreja". Mas... me parece que há alguém que diz esse tipo de coisas... Ah! Sim! Os modernistas. Francisco...] conceder a graça necessária para a conversão de um Novus Ordo, um cismático, um protestante, um budista, um ateu... Mas isso não significa que seus "elementos" foram o que "nutriram" a sua boa vontade, muito pelo contrário. Os convertidos do Novus Ordo encontram o Catolicismo/Tradição através de suas genuínas devoções à Virgem Maria e seu Rosário; então, dar crédito aos "elementos" do Novus Ordo ao invés de o dar à Santa e Misericordiosa Mãe de Deus chega a ser um insulto, no mínimo. Outros convertidos recebem a graça da conversão devido à sua boa vontade, e não pelos erros de suas crenças heréticas/cismáticas/pagãs. 

Sua Excelência chegou ao ponto de inventar uma nova palavra para descrever sua tese: "Eclesiovacantismo"(?!) [Nota do Pale Ideas: leia aqui]. De acordo com ele, aqueles que afirmam que o Novus Ordo não tem absolutamente nada de Católico nele, devem ser chamados de “eclesiovacantistas".
"No entanto, dada a fraqueza da natureza humana e o risco de encorajar os Católicos a seguirem a nova e fácil religião pela mínima palavra dita em favor de seu rito central de culto, por que então dizer qualquer coisa em favor de qualquer característica da Nova Igreja? Há pelo menos duas razões. Secundariamente, para afastar o desprezo potencialmente farisaico em relação aos crentes que estão fora do movimento Tradicional; e, primeiramente, para afastar o que começa a ser chamado [Nota do Pale Ideas: por quem? Somente os militontos peixes-boi é que estão a repetir tamanha asneira sem sentido algum!!!] de “eclesiavacantismo” (?!?!), ou seja, nomeadamente, a ideia de que na Nova Igreja não restou absolutamente nada de católico."
Por que a preocupação desproporcional de "evitar o desprezo potencialmente farisaico de quaisquer crentes fora do movimento tradicional"?? [Nota do Pale Ideas: Não existe um "movimento tradicional", assim como não existe um "lefebvrismo", porque não fundamos nada, não criamos nada, apenas SEGUIMOS SENDO CATÓLICOS FIÉIS À TRADIÇÃO BIMILENAR DA IGREJA. Isto não é uma "movimento", mas a própria Santa Igreja Católica.] Não seria a Tradição apenas um nome que fomos forçados a "adicionar" por causa dos Conciliares, mas que, na realidade, nada mais é do que o próprio Catolicismo? E, se assim for, seria farisaico dizer que fora da Tradição (Catolicismo) não há fiéis e não há salvação?? [Nota do Pale Ideas: me parecia que havia um Dogma da Igreja Católica que dizia que "fora da Igreja não há salvação"... Ops! E não é que há? E até agora ninguém o "revogou". E nem poderia, uma vez que "dogma" é "verdade revelada POR DEUS", e a ninguém foi dado poder para mudar sequer um y da lei. Ou foi? E quem diz que a Tradição não é a Igreja Católica está mentindo. Portanto: Fora da Tradição não há salvação! O que há de farisaico nisso? Aliás, acho que vou ter que fazer outro "momento dicionário", pois me parece que não compreendem mais o que significa "farisaico"...] Agora, estaria eu negando que algumas pessoas ou grupos podem ir além em relação a alguns indivíduos do Novus Ordo? Longe disso, mas como dizia Cícero: "Abusus non tollit usum", "O abuso não elimina o uso". Nós devemos continuar a condenar inequivocamente suas crenças, apesar de alguns abusos dos farisaicos, quem quer que eles sejam
 
Ou deveremos parar de condenar o Protestantismo porque alguns vão longe demais ao dizer que nem mesmo seus Batismos podem ser válidos? Devemos parar de condenar o Paganismo porque alguns vão longe demais ao dizer que eles não possuem almas, etc.? Uma vez mais, "abusus não tollit usum". 

Ao contrário do que Monsenhor Williamson pressupõe, a “Nova Igreja” não possui absolutamente nada de Católica "nela". Tudo o que for Católico (indivíduos, devoções, ensinamentos, sacramentos...) pertence à Igreja Católica! Não à Nova Igreja! Um parasita ou um câncer (por exemplo, a igreja Conciliar, a Nova Igreja) não pode ser tido como algo bom pelo fato de estar alojado [infiltrado] a algo bom (Igreja Católica), eles são corpos estranhos, e não parte dela, a Igreja Católica [Nota do Pale Ideas, leia aqui]. Dizer o contrário, seria sucumbir à eclesiologia do Vaticano II.  



Assim, ao invés de inventar palavras insípidas como "Ecclesiavacantismo", deveríamos estar mais preocupados com algo que assola a Tradição, o que poderia ser chamado: "Cerebrovacantismo" [Nota do Pale Ideas: leia aqui].   
  


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