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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Santo Inácio, Bispo e Mártir

01 de fevereiro 

SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA 


Bispo e Mártir 




Provavelmente nasceu na Síria, e teria sido um discípulo de São Pedro e de São Paulo, ou de São João.  
Segundo Eusébio, Inácio foi o terceiro Bispo de Antioquia, e também era conhecido como Theophoros (Carregador de Deus). Foi sagrado bispo por São Pedro, antes de este deixar o leito de morte do seu antecessor, Santo Evódio. Inácio governou a Igreja particular de Antioquia por 40 anos.



O seu principal feito vem do seu martírio. Durante a perseguição do Imperador Trajano, Inácio foi preso por 10 soldados, amarrado e levado para Roma. Os soldados embarcaram em um navio, que navegou ao longo do sudoeste da costa da Ásia Menor, em vez de irem direto para a Itália. Inácio, maltratado pelos seus captores, foi recebido por multidões de cristãos em cada porto que o barco aportava. Em uma das suas cartas ele diz: "Da Síria a Roma, eu pareço estar lutando com bestas selvagens, noite e dia, na terra e no mar, parecem dez leopardos. Um monte de soldados cujo tratamento que me dão é cada vez pior, quando mais bondoso sou com eles."

Em todas esta paradas, pôde Santo Inácio reafirmar o fervor religioso nos vários portos ao longo do caminho, e em Esmirna ele se encontrou com São Policarpo, na época um jovem. Ainda escreveu várias cartas em Éfeso, e para as igrejas particulares de Magnésia e de Trales (cujos bispos vinham visitá-lo) e para os cristãos de Roma.

Os guardas estavam ansiosos para partir de Esmirna, de modo a chegarem logo em Roma antes que os jogos terminassem. Em Listra, antes de cruzar para a Europa, ele escreveu três cartas para os cristãos de Filadélfia e Esmirna, dando adeus e conselhos ao Bispo Policarpo. Quando o navio chegou a Roma, no ultimo dia dos jogos, Inácio pediu aos cristãos para não intervirem no seu martírio, dizendo que faria com que as feras o comessem bem depressa. Foi levado às pressas para o anfiteatro, onde foi morto por leões famintos na arena. Diz a tradição que, após sua morte, o seu coração tinha a imagem de Jesus impressa nele (Theophoros).

Sua relíquias estão na Catedral de São Pedro em Roma.  

Uma detalhada descrição da viagem é encontrada nos escritos de Agátopo e do diácono Filo, que estavam com ele e também escreveram sete cartas ditadas por ele de instruções à Igreja, e comentários sobre o Matrimônio, a Santíssima Trindade, a Encarnação do Verbo, a Redenção e a Eucaristia.

As cartas de Inácio estão entre os mais notáveis e valiosos documentos dos primeiros tempos da Igreja, e dão uma preciosa luz às praticas e crenças no primeiro século após a Ascensão de Jesus. Suas cartas são um vivo acesso à mente e a personalidade do homem que amou apaixonadamente a Jesus e dava expressões vívidas de sua fé.

Santo Inácio urgia os seus leitores a se unirem na Eucaristia sob a presidência do seu bispo. Ele chamava a Eucaristia "o remédio da imortalidade", o "antídoto da morte". Para ele, "Jesus na cruz fisgou o demônio como um peixe, com a isca do seu próprio Corpo". Também defendeu o Primado de Pedro: "Roma preside a Igreja na caridade" (Carta aos Romanos, Prólogo), a processão (procedência) intelectiva do Filho em relação ao Pai: "De fato, Jesus Cristo, nossa vida inseparável, é o pensamento do Pai" (Carta aos Efésios 3, 2).

Até mesmo o culto sagrado no Domingo, hodiernamente contestada pelos hereges sabatistas, foi defendido por Santo Inácio: "Aqueles que viviam na antiga ordem de coisas chegaram à nova esperança e não observam mais o sábado mas o dia do Senhor, em que a nossa vida se levantou por meio d'Ele e da Sua morte. Alguns negam isso, mas é por meio desse mistério que recebemos a Fé e no qual perseveramos para sermos discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre." (Carta aos Magnésios 9, 1)

A mais conhecida de suas cartas é a que ele enviou aos cristãos romanos.

Nela, ele os implora a não interferirem no seu martírio e declara ser apaixonadamente devoto a Cristo e que não quer perder a chance de ter uma morte violenta e diz: "Permitam-me seguir o exemplo do sofrimento do meu Deus e meu Senhor."

Santo Inácio é mostrado na arte litúrgica da Igreja olhando para um crucifixo, ou com um leão ao seu lado, ou preso em correntes ou segurando um coração com IHS sobre ele, ou com um coração com o IHS rasgado por leões. Alguns o mostram com a imagem de Jesus em seu coração. Há um ícone grego onde Inácio é mostrado com Santo Isaac da Síria

Fontes: Cadê Meu Santo e Wikipedia.
Recebido por e-mail. 

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