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sábado, 25 de julho de 2015

SUMMORUM PONTIFICUM - O documento que "libera" a missa em latim, não a Santa Missa Tridentina II

IGREJA CONCILIAR: SUMMORUM PONTIFICUM II 



Após a promulgação da Carta Apostólica, sob forma de Motu Proprio SUMMORUM PONTIFICUM, escrita em resposta às exigências da FSSPX para iniciar os colóquios doutrinais acerca do Concílio Vaticano II, inexplicada e desnecessariamente foi escrita a seguinte Carta do Santo Padre Bento XVI aos bispos que acompanha o "Motu Proprio" Summorum Pontificum sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970.


É de se estranhar porque nenhum outro documento papal, em toda a história da Igreja, 'necessitou' de uma carta explicativa, onde parece que se quis corrigir ou esclarecer alguma  informação dada no documento anterior. Coisa muito estranha, tendo em vista o cuidado e a sabedoria com que um Papa escreve cada documento, sobretudo os documentos para a Igreja Universal.


Esta segunda Carta - Não-Apostólica - foi traduzida em Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português. Estranhamente, esqueceram da língua Húngara1.




CARTA AOS BISPOS QUE ACOMPANHA O "MOTU PROPRIO "SUMMORUM PONTIFICUM


SOBRE O USO DA LITURGIA ROMANA ANTERIOR À REFORMA REALIZADA EM 1970


Amados Irmãos no Episcopado,


Com grande confiança e esperança, coloco nas vossas mãos de Pastores o texto duma nova Carta Apostólica «Motu Proprio data» sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970. O documento é fruto de longas reflexões, múltiplas consultas e de oração.

SUMMORUM PONTIFICUM - O documento que "libera" a missa em latim, não a Santa Missa Tridentina




CARTA APOSTÓLICA SOB FORMA DE MOTU PROPRIO 


SUMMORUM PONTIFICUM


Sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma de 1970


EM LATIM


Os sumos pontífices até nossos dias se preocuparam constantemente para que a Igreja de Cristo oferecesse à Divina Majestade um culto digno de ‘louvor e glória de Seu nome’ e ‘do bem de toda sua Santa Igreja’.

Desde tempo imemorável, como também para o futuro, é necessário manter o princípio segundo o qual, “cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à doutrina da fé e aos sinais sacramentais, mas também em respeito aos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica, que devem ser observados não só para evitar erros, mas também para transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda a sua lei de fé”1.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

OS NOVOS PADRES JURAMENTADOS & REVOLUCIONÁRIOS

Publicamos mais um vídeo-sermão do Reverendo Padre Cardozo, desta vez falando sobre os novos padres juramentados e revolucionários que transitam com desenvoltura entre a Tradição e o Modernismo, não vendo mal algum em conviver com o Vaticano II, contanto que possam continuar a brincar de igrejinha, com a capelinha bonitinha e cheia de gente, a cama quente, o prato cheio... enquanto a Doutrina se esvazia e todos perdem a Fé. Ouvimos muito por ai: "mas é um padre sério!", "tem que ver os sermões dele! Ele arrasa com Francisco!", "você precisa conhecer! Ele reza a missa tridentina (sic!!!)!... Com o missal de São Pio V... comprado no Priorado!", "ele está subordinado ao bispo, mas nunca rezou a missa nova!"... e coisas assim. A coisa vai mal quando você começa a dizer: "que mal tem fazer isso...". Foi o que disse a serpente a Eva, e olha onde fomos parar! Quando relaxamos na Fé, na liturgia, na moral, nos costumes... como pode acabar bem? E a grande desculpa para assistir às novas missas juramentadas (as do Motu Proprio, da neo-FSSPX etc.) sabem qual é? "É que eu preciso dos sacramentos!", "Sabe o que é? na minha cidade não tem a verdadeira Missa Tridentina...", "Os Padres da Resistência vêm uma vez por ano aqui e olha lá, como posso ficar sem a Missa?"... Sem a Missa ficamos rezando o Rosário (ou Terço) em casa! Porque a Fé é mais importante do que a Missa porque sem Missa guardamos a Fé com a oração, mas sem Fé do que adianta a Missa? E perdemos a Fé indo a tais missas bonitinhas, bem rezadinhas, com o padre com sua casula estilosinha, de costas para o povo, em latim, com o Missa certinho, mas subordinado à "autoridade" (sic!!!) modernista! Não reza a missa nova, ok! É um padre sério, ok! Seus sermões são um arraso, ok! Mas ele continua sub Vaticano II. Ainda que rejeite o concílio com a boca, ou aceita com o coração e a mente. Não se serve a dois Senhores. Ou você está com Cristo (ou seja contra o CVII) ou contra Ele (ou seja sob o CVII). De mais a mais... você pode mentir para mim, pode mentir para você mesmo... mas não pode enganar a Deus. E os frutos dessa convivência desavergonhada com o Modernismo os vemos no comportamento de certos "tradicionalistas", em seu falar, nas intrigas, nas mentiras que semeiam, no espírito de confusão... Sim, ninguém pode enganar a Deus. 

Mas vamos ao que interessa, vamos ouvir quem sabem mais do que nós e tem autoridade para falar!

Giulia d'Amore  


OS NOVOS PADRES JURAMENTADOS & REVOLUCIONÁRIOS 


​Vídeo e transcrição do Sermão do Pe. Ernesto Cardozo na Missa de São Bernardo, em Betim/MG, do dia 20 de agosto de 2014.

domingo, 7 de setembro de 2014

Assistência à Missa Tridentina do Motu Proprio

Para quem se pergunta se é possível assistir às missas tridentinas do Motu Próprio, uma resposta segura, à luz da Doutrina Católica. Tão segura que poderia desafiar alguém a contra-argumentar. E, para poupar teclado a alguns afoitos, já esclareço que doutrina pós-conciliar NÃO É Doutrina Católica. Links e grifos, nossos.




Assistência à Missa Tridentina do Motu Proprio


Convém esclarecer os critérios a considerar em relação à assistência às missas tridentinas celebradas pelo clero oficial:


Recordemos primeiro os princípios que regem a missa nova:

A missa nova é má. Dizia Monsenhor Lefebvre: “a missa nova, mesmo dita com piedade e respeito às normas litúrgicas (...) está impregnada de espírito protestante. Leva em si um veneno nocivo à Fé”[1] . “É verdadeiramente uma missa envenenada porque não afirma mais a verdade católica, e aos poucos a Fé nessas verdades desaparece”[2], “Um católico que deseja conservar sua Fé e agradar a Deus não pode assistir à missa nova”[3].

sábado, 16 de novembro de 2013

Por que não ir à Missa do Motu Proprio

Discussão no adro da capela a respeito da missa dos rallíés¹



Na saída da capela, o padre discute com um fiel, Filipe, de 17 anos. Durante a conversa, Filipe conta como se passou o seu último fim-de-semana com amigos da região de Paris. Filipe diz que o grupo escolheu ir à missa dos ralliés²…

Filipe: Mas porque este ar reprovador? Não é a missa verdadeira?

Padre: Sem dúvida, a missa é boa. Mas isto não é o principal.

Filipe: Não é o principal? Mas o que é que falta, padre?

Padre: Bem, vou fazer uma comparação. Um licor é uma boa coisa, não é? (Filipe concorda com um sorriso). Pois bem. Mas cada vez que se bebe um licor, não se faz necessariamente uma boa ação (Filipe compreende). Ocorre algo de semelhante com a santa missa. Uma coisa é o fato de a missa ser, em si mesma, uma boa coisa. Mas é preciso também que o assistir a essa missa seja também bom; é necessário que a assistência a essa missa seja uma boa ação.

Filipe: Sim, mas um licor e a missa não são a mesma coisa! O senhor parece querer dizer que se pode fazer o mal assistindo à missa tradicional!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

IGREJA CONCILIAR: Tradutor traidor!!!

Ao publicarmos no Pale Ideas o famigerado Motu Proprio Summorum Pontificum, anotamos a peculiaridade de haver apenas a versão em latim e... em húngaro. O que é estranhíssimo pelo simples fato de que, em tese, era endereçado especificamente aos "lefebvrianos" (como eles gostam de nos rotular), os quais, ao que se saiba, em sua grande maioria, não falam o húngaro, assim como a grande maioria dos bispos aos quais o documento se dirigia. 

Escrevemos: "O Vaticano só pôs à disposição as versões em Húngaro (?) e Latim".

Ao publicarmos, em seguida, a "Carta aos Bispos" que explicava do que se tratava, diante das prontas reclamações do bispos modernistas preocupados, quiçá, em ter que voltar a estudar latim... ou estudar pela primeira vez, dependendo da formação que receberam nos seminários conciliaristas, anotamos: "Esta segunda Carta - Não-Apostólica - foi traduzida em Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português. Estranhamente, esqueceram da língua Húngara".

Estranho o idioma húngaro, estranha a necessidade de explicar do que o Motu proprio tratava... Enfim! 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Franciscanos da Imaculada e a crise da Igreja: por que não se pode calar!

Publico porque é deles, Gnocchi e Palmaro. E eles me comprovam por que eu sou big fan deles! Precisos, pontuais e italianíssimos, no melhor estilo Guareschi de ser!!! Eles são os caras! O "italianíssimos" é por conta de que os italianos não costumam fazer cerimônias quando expressam seu pensamento ou sua opinião, não têm papas na língua mesmo! É uma franqueza que pode ser tomada, por quem não está acostumado, por rudeza. Mas não é. O mundo moderno tornou as pessoas melindrosas demais. Imagina se Cristo hoje os chamasse de "raça de víboras" como realmente são? Seria um escândalo! Perderiam a fantasia de ver a Cristo como um hippie woodstockiano. A verdade é sempre a melhor opção. Uma observação ainda, se me permitem, pesquisando sobre um padre anterior ao Vaticano II de quem ainda vou falar neste blog, eu li que antes deste concílio protestante os acusados que respondiam a processo canônico não tinham direito a ler as acusações, nem acesso às provas. O concílio trouxe a novidade, segundo eles mesmos afirmavam: benfazeja, de permitir total acesso aos autos e a ampla defesa... Mas por quê no caso dos FI isso não se aplica? Nisso, os conciliares preferem ser tradicionalistas? Se é que isso é verdade, ainda estou pesquisando, mas vale a pena algum nobre canonista nos esclarecer a respeito disto. 

1. Recomendo ler: O Pecado do Silêncio.
2. Se colocarem na pesquisa do Pale Ideas o nome deles: "Palmaro" ou "Gnocchi", encontrarão uma série de artigos deles ou sobre eles. Também recomendo. Eles são ótimos, tenho alguns livros deles e gostaria muito que pudessem ser vertidos para o Português.


Então, vamos ao texto. Não o revisei, mas parece uma boa tradução. 


* * *


Dossiê Franciscanos da Imaculada (I): A opinião de Alessandro Gnocchi e Mario Palmaro.


Os dois importantes jornalistas italianos, cujas intervenções aparecem sempre no diário Il Foglio, se manifestam sobre a intervenção Aviz-Carballo na Congregação dos Frades Franciscanos da Imaculada.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

TRADIÇÃO: O indulto Agatha Christie

Saint Anthony Abbot
by Master of the Osservanza - 1425
Católica e tradicionalista! Ela e outros criaram um movimento que pediu e obteve do Papa permissão para celebrar APENAS a Missa em latim! Trata-se do


INDULTO AGATHA CHRISTIE



O “Indulto Agatha Christie” é como ficou conhecida a permissão concedida em 1971 pelo Papa Paulo VI para o uso da Missa Tridentina em Inglaterra e País de Gales. “Indulto” é um termo católico de Direito Canônico referindo-se a uma permissão para fazer algo que de outra forma seria proibido.

Após a introdução da Missa de Paulo VI para substituir o antigo rito em 1969-70, uma petição foi enviada ao Papa pedindo que fosse permitido o uso do rito tridentino por aqueles que desejassem na Inglaterra e no País de Gales.

A história diz que o Papa Paulo VI estava lendo silenciosamente a lista de signatários e, de repente, disse: “Ah, Agatha Christie!” e assinou a sua aprovação. Desde então tem sido conhecida, informalmente, em círculos tradicionais como Indulto Agatha Christie[1].


O Indulto Agatha Christie de 1971.


A) A petição de 1971 feita por conhecidos escritores, acadêmicos, artistas e historiadores residentes em Inglaterra, para que a Missa tradicional em latim fosse poupada[2].

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Carta do Superior Geral reeleito - 16/07/2006

OPERAÇÃO MEMÓRIA: Refrescando a memória, acerca do que "diz e desdiz" monsenhor Fellay. Esta é a primeira declaração, como Superior Geral reeleito, em 2006, que foi publicada no site brasileiro da FSSPX e que salvei em meus arquivos em 17 de novembro de 2012, sem revisões ou alterações. Tomamos a liberdade, no entanto, de grifar as partes que merecem nossa atenção. Como por exemplo sobre o que decidiu o Capítulo, as intenções da Cruzada, e a destemida declaração de "a nossa vontade e a nossa determinação de 'pagar o nosso preço'...".

 

16/07/2006 – Carta do Superior Geral reeleito


Estimados fiéis,

Que me seja permitido começar esta primeira carta agradecendo-vos de todas as vossas preces abundantes para o nosso Capítulo Geral. Durante todo o seu desenrolar, num ambiente sereno e ao mesmo tempo intenso, temos sentido o apoio espiritual que vós nos trazeis.

Eu queria apresentar-vos nesta carta alguns frutos das vossas preces e noticias do Capítulo.

Primeiro quanto às eleições: O Capítulo decidiu me confiar de novo, apesar da sua lonjura, o mandato de Superior Geral. Atrevo-me a vos pedir um suplemento de oração para, com esta preciosa ajuda, dedicar-me o melhor possível ao cumprimento deste cargo, ao mesmo tempo pesado e magnífico.

O Capítulo geral elegeu dois assistentes.

O Padre Niklaus Pfluger é um suíço, a quem anteriormente foram confiadas as funções de Superior dos Distritos da Suíça e da Alemanha e de Superior de seminário (Zaitzkofen), adquiriu assim uma boa experiência tanto na formação sacerdotal como no governo de dois distritos. Além disso, tem dois irmãos e dois sobrinhos que são padres, um terceiro irmão frade, sem contar as duas irmãs religiosas, todos na Fraternidade!

O Padre Alain Nély foi primeiro professor na escola de Saint-Joseph des Carmes, depois prior de Marselha e enfim Superior do Distrito da Itália; adquiriu assim uma sólida experiência com a juventude e com os sacerdotes, bem como com o governo dum distrito.

Os assistentes morarão em Menzingen, na Suíça, onde está a Casa Geral da Fraternidade desde 1993. Vão ser os preciosos colaboradores para o bom andamento da Fraternidade, e terão a ocasião de viajar pelo mundo, assegurando assim um contato ainda melhor entre a Casa Geral e os membros da Fraternidade, bem como com os fiéis.

O Capítulo não se reduz às eleições. É também a ocasião de determinar as coordenadas da situação, de considerar as fraquezas que pedem melhoramentos, de dar as diretivas para que os nossos padres possam viver sempre melhor segundo os nossos estatutos e assim atrair melhor as graças e os dons do Céu. Consideramos também, como é óbvio, o estado do nosso relacionamento com Roma. Com um cuidado de clareza o maior possível, e com o cuidado, também, de evitar todas as falsas esperanças ou ilusões, o Capítulo, por unanimidade, decidiu fazer a declaração que se encontra em anexo¹.

Nesta mesma linha, ele me encarrega de vos comunicar um projeto ambicioso:

A Fraternidade tenciona apresentar ao Sumo Pontífice um “ramalhete espiritual” de um milhão de terços para o fim do mês de outubro, mês dedicado ao Rosário.

Os terços vão ser recitados às intenções seguintes:

Obter para o Papa Bento XVI a força necessária para libertar inteiramente a Santa Missa de Sempre, chamada “de São Pio V”.
Para o regresso da realeza social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Para o triunfo do Coração Imaculado de Maria.

É, portanto, a uma verdadeira Cruzada que nós vos chamamos. Esta oração tantas vezes recomendada pela própria Santíssima Virgem Maria e apresentada como o grande meio de apoio, amparo e salvação para os cristãos de hoje neste tempo de crise. Desde séculos, desde que o antagonismo entre o mundo e a Igreja se manifesta com mais força, esta oração apareceu como uma arma dada pelo Céu para se defender, santificar-se e vencer.

Nós vos recomendamos, portanto, com instância, começar sem tardar a trazer “rosas espirituais” ao nosso “ramalhete”. Os padres darão em breve indicações necessárias para recolher este tesouro.

Queremos também manifestar, ora às autoridades romanas, ora ao Céu, por este número evidentemente significativo, a nossa vontade e a nossa determinação de “pagar o nosso preço”.

Confiantes que a Nossa Boa Mãe dos Céus ouve a oração dos seus filhos, que Ela não pode estar indiferente, nem à dureza dos tempos que decorrem, nem à miséria espiritual que nos circunda, e que mais ou menos tarde Ela ouvirá a nossa prece que responde ao seu apelo, confiamos todas as decisões do Capítulo à materna benevolência do Coração Imaculado de Maria e ao amparo do Sagrado Coração de Jesus, para que Ele as abençoe, as torne eficazes para a maior glória de Deus e nossa salvação a todos.

Nos cum prole pia benedícat Virgo Maria.

+ Bernard Fellay
Dia 16 de julho de 2006
Na Festa da Nossa Senhora do Monte Carmelo

Fonte: http://www.fsspx.com.br/exe2/16072006-carta-do-superior-geral-reeleito. Link testado, continua ativo. Publicado em set 19, 2009.
Vide também: http://www.holycrossseminary.com/2006_August.htm, um relato do Capítulo, com fotos e os dois textos: a carta em tela e a declaração do Capítulo. Em Inglês.
 
Nota

+

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

FSSPX: E agora?

Operação Memória: hoje, publicamos o Editorial n. 121, do Superior do Distrito da América do Sul, vindo à luz quando do "levantamento das excomunhões", em 2009. O texto foi traduzido de uma forma lastimável, mas serve para o fim a que se destina; contudo, tive que fazer umas correções necessárias. Notas no final; grifos em vermelho, nossos.


E AGORA?


Quantas coisas foram lidas ou escritas a propósito do decreto que Roma publicou no dia 21 de janeiro passado sobre a “excomunhão” que concernia ao quatro bispos da FSSPX desde 1988! A publicação deste documento, mesmo sendo imperfeito, constitui um ato valente do Papa Bento XVI, cujas consequências convêm analisar agora, depois que a tormenta da imprensa se acalmou um pouco.

Antes de tudo, há um fato histórico: no dia 1º de julho de 1099, o então Prefeito da Congregação para os Bispos publicou um decreto de excomunhão contra Dom Lefebvre, Dom Antônio de Castro Mayer e os quatro bispos da FSSPX que tinham sido sagrados por eles, difamando suas pessoas, a própria Fraternidade e suas obras.

Certamente, como dirá Dom Fellay, Superior Geral, esta censura era nula, tanto diante de Deus como para o Direito Canônico, de modo que não temos necessidade de sermos absolvidos dela, pois não existe. No entanto, o decreto do dia 21 de janeiro de 2009 é muito bem-vindo porque, nos fatos, a Tradição estava excomungada pelo antigo decreto.

Com efeito, quantas pessoas, sem terem as luzes necessárias, tiveram medo desta sentença e não tinham coragem de passar as portas de nossas capelas e igrejas, durante mais de 20 anos! O atual decreto é lamentável no sentido de que não declarou nulo o de 1988; mas, por outra parte, é compreensível que Roma deseje guardar certa compostura e não se desdizer, dando pé para abater ainda mais a autoridade que já está posta em discussão.

Nossa alegria, no entanto, não é completa, porque nosso Fundador, Dom Lefebvre, não foi explicitamente reabilitado; assim se expressava Dom Fellay na sua carta aos fiéis do dia 24 de janeiro passado, na qual desejava esta “sua próxima reabilitação”.

O desejo que este decreto expressa de abordar a questão doutrinal, isto é, o tema de fundo que nos opõe a Roma já faz 40 anos, é uma resposta à condição apresentada por Dom Lefebvre no dia seguinte das sagrações e que ele expressava neste termos: “Se querem que voltemos a falar, neste momento serei eu que porei as condições (…) Eu situarei a questão no nível doutrinal: Estão de acordo com as grandes encíclicas de todos os papas que vos precederam? Estão de acordo com Quanta Cura de Pio IX, Immortale Dei e Libertas de Leão XIII, Pascendi de Pio X, Quas Primas de Pio XI e Humani Generis de Pio XII? Estão em plena comunhão com estes papas e suas afirmações? Aceitam o juramento anti-modernista? Estão a favor do reinado social de N Senhor Jesus Cristo? Se não aceitam a doutrina dos seus predecessores será inútil falar”
[1].

Depois de ter esperado mais de 20 anos, é o próprio Papa quem convoca para estas discussões doutrinais: “Até que as questões relativas à doutrina não sejam esclarecidas, a Fraternidade não tem nenhum estado canônico na Igreja, e seus membros, apesar de terem sido liberados da sanção eclesiástica, não exercem legitimamente nenhum ministério na Igreja”[2]. Bento XVI lembra que “Quem quiser ser obediente ao Concílio, deve aceitar a fé professada no decorrer dos séculos e não pode cortar as raízes da qual a árvore vive”[3].

Deste modo, o problema foi proposto em toda sua exatidão. O Papa ensina que existe continuidade entre os Concílios de ontem e o Vaticano II, enquanto a Fraternidade afirma que este último concílio está em evidente ruptura com a Tradição.

Dom Fellay, como digno sucessor de Dom Lefebvre, deseja que os textos conciliares sejam passados pelo crivo da Tradição: “Longe de querer deter a Tradição em 1962, desejamos considerar o Concílio Vaticano II e o ensinamento post-conciliar à luz da Tradição, que São Vicente de Lérins definiu como ‘o que foi crido sempre. Por todos e em todas partes’ (Comonitório), sem ruptura e conforme a um desenvolvimento perfeitamente homogêneo. Só assim poderemos contribuir eficazmente para a evangelização que pediu o Salvador”
[4]. Deste modo, sairão à luz todas as ambiguidades e erros de que estão cheios os textos conciliares.

Temos que estar convencidos de que o fim primeiro das discussões da Fraternidade São Pio X com Roma não é a obtenção de um estatuto canônico para ela mesma, mas sim realizar um serviço em favor da Igreja, ajudando as Autoridades eclesiásticas para que voltem à Tradição. A questão canônica, que tem sua importância, não será abordada a não ser quando tenham sido assentadas as bases desta restauração. A Fraternidade não trabalha para si mesma, mas para a Igreja!

Alguém poderia objetar o seguinte: “Por acaso não será utópico e ingênuo
[5] querer esperar esta reabilitação da Tradição na Igreja considerando quanto o Modernismo penetrou em Roma?

Raciocinar deste modo implicaria esquecer que a Igreja é divina, tanto na sua origem como na sua constituição. Podemos esperar, com efeito, que Deus recompensará a
inegável coragem que Bento XVI manifestou concedendo as duas premissas solicitadas pela FSSPX, e que lhe alcançará forças e luzes necessárias para concretizar uma restauração que parece impossível do ponto de vista humano. Quanto tempo levará isso? Só Deus sabe! Recordemos, no entanto, que, quando São Pedro tinha sido posto na prisão, “a Igreja rezava incessantemente por ele”[6] e que sua inesperada libertação encheu os seus discípulos “de assombro”,[7] precisamente porque era imprevisível.

É importante considerar também as reações furiosas dos que se opõem à Tradição como resultado da publicação do Motu Proprio que reabilita a Missa de São Pio V e o decreto sobre as excomunhões. Gerou uma indizível oposição, não só contra a Fraternidade São Pio X, mas também contra o Papado, e foi levada adiante por Episcopados inteiros, como é o caso do da Alemanha.

É claro que, quanto mais o Papa quiser
[8] afastar-se do espírito do mundo e dos seus princípios para aproximar-se da Tradição Católica, outro tanto terá que sofrer a perseguição que NSJC predisse aos seus Apóstolos, na Quinta feira Santa: “Se o mundo vos odeia, sabei que Me odiou a Mim antes que a vós”[9]. Os acontecimentos recentes põem luz sobre a profecia de Nª. Sra em Fátima: “O Papa terá muito que sofrer”. A Fraternidade conhece estas perseguições já faz 30 anos, e talvez ajude o Papa a pensar, agora que ele mesmo está no centro da tormenta.

O que acontecerá agora? Já veremos qual forma concreta tomarão estas discussões doutrinais. É evidente
[10] que a FSSPX guardará sua liberdade de palavra, a que não deixou de exercer desde sua fundação. Continuaremos defendendo a Tradição, seguiremos denunciando[11] os erros do Modernismo que corroem a Igreja no seu próprio interior e prosseguiremos trabalhando pelo restabelecimento do Reino de Cristo Rei.

Neste contexto cada um deve conservar o seu posto, convencido de que os superiores são os únicos
[12] que têm as graças de estado para guiar-nos nas inúmeras emboscadas que nos rodeiam. Saibamos que têm consciência diante de Deus dos deveres que lhes incumbem, no intuito de ajudar Roma a voltar à Tradição, graças a estas discussões doutrinais que se anunciam. Rezemos por eles, cooperemos com eles com nossos sacrifícios e renovemos nossa confiança. Deixemos de lado os rumores, e olhemos unicamente os textos oficiais publicados pela Fraternidade, em lugar de procurar comentários mais ou menos duvidosos que são publicados em Internet e noutras partes.

Acabamos de assistir à Semana Santa, na qual seguimos de perto N. Senhor na sua Paixão, Morte e sepultura até sua gloriosa Ressurreição. A Igreja, que é “Cristo continuado”, também sofre, tem seu Calvário e é crucificada pelos inimigos que a querem levar ao sepulcro. Devemos convencer-nos de que esta Paixão também chegará ao seu fim. Isso dependerá de Deus. Ele saberá acolher nossas orações e sacrifícios. Rezemos pelo Papa e pelos Superiores da FSSPX. Não convém aos católicos o desespero! Afastemos a suspeita, os rumores mortificantes, lembrando que Cristo está junto da sua Igreja e especialmente junto do seu Vigário, até o fim dos tempos, posto que rezou por ele “para que sua fé não desfaleça”
[13]. Isso é de Fé.

Que Deus os abençoe! 

Padre Christian Bouchacourt
Superior de Distrito América del Sur


[1] Dom Lefebvre, “Fideliter”, nº 66. – Do Blog: Ler trechos aqui.
[2] Carta de Bento XVI aos bispos da Igreja Católica, 10 de março de 2009. – Do Blog: Remissão da Excomunhão aos Quatro Bispos da FSSPX.
[3] Ibidem.
[4] Comunicado de Dom Fellay, 12 de março de 2009. – Do Blog: ler aqui.
[5] Do Blog: os adjetivo não são estes. Claramente, é o mesmo que querer entrar em um chiqueiro e não se sujar. Então, alguns adjetivos vem à mente rapidamente...
[6] Atos 12, 5.
[7] Ibidem, 12, 16.
[8] Do Blog: Bom, depois de Assis III, das visitas a mesquitas e sinagogas, de rezar junto com o Arcebispo de Canterbury (reconhecendo nele um Arcebispo), de colocar papeizinhos com orações no Muro das Lamentações, de se reunir com protestantes e hereges de todo tipo, de continuamente ufanear o ecumenismo como coisa boa, depois disso tudo e de todas os demais escritos, ações, manifestações etc. de BXVI que mostram claramente que ele está caminhando cada vez mais longe da Tradição e da Fé Católica, podemos concluir que ele não quer se afastar do espírito do mundo e dos seus princípios para aproximar-se da Tradição Católica... e mais adjetivos me vêm à mente!
[9] Mt, 15, 18-20.
[10] Do Blog: Well, não aprece tão evidente assim, agora.
[11] Do Blog: como será feito isso, reverendo, quando Roma exige que se aceite o CVII?
[12] Do Blog: Se os Superiores são os únicos que “têm as graças de estado para guiar-nos nas inúmeras emboscadas que nos rodeiam”, porque não confiar cegamente e obedecer cegamente ao Papa, que, me parece, é superior a qualquer Superior dentro da Igreja?
[13] Lc, 22, 32.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Missal de 1962 reformado.

Já havia distribuído esta tradução entre meus contatos, mas agora publico aqui.


NOVO MISSAL DE 1962

Pronto o Missal híbrido reformado para uso dos chamados "tradicionalistas" sujeitos a Roma Apóstata...


Mencionamos esta interessante notícia: parece que mudaram, com as chamadas 'inovações' tomadas do "Novus Orror Missae", o missal de 1962 de João XIII, o mesmo Pontífice havia dito na carta aos Bispos que: "De resto as duas formas do uso do Rito Romano podem se enriquecer uma a outra: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios. A Comissão "Ecclesia Dei" no entanto em contato com os diversos institutos dedicados ao "usus antiquior" estudará as possibilidades práticas", então, parece que chegamos ao ponto, e a chamada "comissão" teria terminado os trabalhos e mandou imprimir o Missal de "Giovannone" [Joãozão, referência jocosa a João XXIII] com modificações pró Novus Orror Missae. Assim, no geral, estamos de acordo com os Padri Traditio com sua analise, mas discordamos [não este blog, sobretudo após o Capítulo ter oficializado a posição "unânime"] da afirmação de "pseudo-tradicionista, Neo-Fraternidade São Pio X (NSSPX)", apenas no caso em que Fellay alcance [eu diria COMPLETE, porque, gostando ou não, o acordo existe e está em plena implementação] um acordo com os assassinos da Fé Católica faremos nossa esta afirmação porque a Fraternidade se encontraria inserida na nova igreja modernista, (junto com todos os que se dizem tradicionalistas mas na realidade não o são porque não rejeitam todas as inovações anticatólicas), parida no conciliábulo e, portanto, obedecendo as ordens desta gente que há 50 anos vem amplamente demonstrando que está enlameando o que resta da Igreja Católica Apostólica Romana de Nosso Senhor Jesus Cristo...


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O Missal "modernizado" de Bento-Ratzinger de 1962 está agora na gráfica, enquanto o "Missa de 1962" será abolido; daqui para frente quem utiliza o "Motu proprio" deverá utilizar o novo "Missal híbrido de 2012".




Artigo tomado da: I Padri TRADITIO (Fonte original)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Missa de sempre em prisão domiciliar!

O Rito latino usus antiquior está em "liberdade vigiada".


A Missa “antiga”, aquela que gostamos de chamar a “Missa de sempre”, foi, já faz quatro anos, liberalizada. Com um ato sem precedentes, o Santo Padre declarou que “nunca foi abolida”. Daquela declaração nasceu toda a nossa história. Resta um problema: esta liberdade é “vigiada”, e isto não faz sentido.

Sabemos bem que uma liberdade vigiada não reconhece o pleno valor daquilo que libera. Nas Dioceses, permanece uma mentalidade negativa ou desconfiada em relação ao rito tradicional. Pensa-se que este retorno ao rito antigo seja uma concessão, um indulto, um ato de bondade do Santo Padre em favor daqueles católicos, Sacerdotes e fieis, que ainda não se adaptaram à modernidade. Se o caso fosse esse, seria um falso indicar que a Missa tradicional nunca foi abolida!

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