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quinta-feira, 14 de maio de 2015

OS NOVOS PADRES JURAMENTADOS & REVOLUCIONÁRIOS

Publicamos mais um vídeo-sermão do Reverendo Padre Cardozo, desta vez falando sobre os novos padres juramentados e revolucionários que transitam com desenvoltura entre a Tradição e o Modernismo, não vendo mal algum em conviver com o Vaticano II, contanto que possam continuar a brincar de igrejinha, com a capelinha bonitinha e cheia de gente, a cama quente, o prato cheio... enquanto a Doutrina se esvazia e todos perdem a Fé. Ouvimos muito por ai: "mas é um padre sério!", "tem que ver os sermões dele! Ele arrasa com Francisco!", "você precisa conhecer! Ele reza a missa tridentina (sic!!!)!... Com o missal de São Pio V... comprado no Priorado!", "ele está subordinado ao bispo, mas nunca rezou a missa nova!"... e coisas assim. A coisa vai mal quando você começa a dizer: "que mal tem fazer isso...". Foi o que disse a serpente a Eva, e olha onde fomos parar! Quando relaxamos na Fé, na liturgia, na moral, nos costumes... como pode acabar bem? E a grande desculpa para assistir às novas missas juramentadas (as do Motu Proprio, da neo-FSSPX etc.) sabem qual é? "É que eu preciso dos sacramentos!", "Sabe o que é? na minha cidade não tem a verdadeira Missa Tridentina...", "Os Padres da Resistência vêm uma vez por ano aqui e olha lá, como posso ficar sem a Missa?"... Sem a Missa ficamos rezando o Rosário (ou Terço) em casa! Porque a Fé é mais importante do que a Missa porque sem Missa guardamos a Fé com a oração, mas sem Fé do que adianta a Missa? E perdemos a Fé indo a tais missas bonitinhas, bem rezadinhas, com o padre com sua casula estilosinha, de costas para o povo, em latim, com o Missa certinho, mas subordinado à "autoridade" (sic!!!) modernista! Não reza a missa nova, ok! É um padre sério, ok! Seus sermões são um arraso, ok! Mas ele continua sub Vaticano II. Ainda que rejeite o concílio com a boca, ou aceita com o coração e a mente. Não se serve a dois Senhores. Ou você está com Cristo (ou seja contra o CVII) ou contra Ele (ou seja sob o CVII). De mais a mais... você pode mentir para mim, pode mentir para você mesmo... mas não pode enganar a Deus. E os frutos dessa convivência desavergonhada com o Modernismo os vemos no comportamento de certos "tradicionalistas", em seu falar, nas intrigas, nas mentiras que semeiam, no espírito de confusão... Sim, ninguém pode enganar a Deus. 

Mas vamos ao que interessa, vamos ouvir quem sabem mais do que nós e tem autoridade para falar!

Giulia d'Amore  


OS NOVOS PADRES JURAMENTADOS & REVOLUCIONÁRIOS 


​Vídeo e transcrição do Sermão do Pe. Ernesto Cardozo na Missa de São Bernardo, em Betim/MG, do dia 20 de agosto de 2014.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Vale a pena ver de novo. Recordar é viver...

OPERAÇÃO MEMÓRIA: Vale a pena ver de novo, ou ler de novo! Recordar é viver, e também é recuperar a razão.

Não quero saber, fique calado


Publicado em set 18, 2010

Artigo sobre o ecumenismo e o silêncio dos grupos ditos tradicionalistas que fizeram acordos prático-legalistas com Roma, pelos Padres do Priorado Padre Anchieta.





Baixe o arquivo em PDF clicando na imagem abaixo

Se tiverem algum problema em baixar o PDF, me avisem. Eu tenho uma cópia!

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

FSSPX: Carta aos amigos e benfeitores n. 63, de 06/01/2003

Operação Memória: Ainda sobre Campos e o acordo prático, em 06 de Janeiro de 2003:


Carta aos amigos e benfeitores

Mgr Fellay, Supérieur Général de la FSSPX

Caros Amigos e Benfeitores,

As Nossas Relações com Roma
ma vez mais dirigimos a Carta aos Amigos e Benfeitores com certo atraso. Uma vez mais hesitamos em vos escrever mais cedo, receando que um elemento importante faltasse no desenrolar das nossas relações com Roma, sobretudo após os acordos de Campos. é evidente que, aos olhos de Roma, o que sucedeu com Campos deveria ser o preâmbulo da nossa “regularização”. Da nossa parte, consideramos que o que sucedeu aos nossos antigos amigos deve servir-nos de lição.
Por si e em geral, as intenções de Roma a respeito da Fraternidade são, de preferência, as de um acordo. De todos os lados ouvimos que o Soberano Pontífice quereria regularizar este assunto antes de morrer.

Mas, por outro lado, os nossos receios sobre Campos revelaram-se fundados, e os desenvolvimentos que verificamos na Administração Apostólica, contrariamente às expectativas romanas, deixam-nos um sentimento de desconfiança. Trata-se, certamente, de cambiantes assaz voláteis e susceptíveis de mudança, de surpresas e de novas situações um pouco semelhantes às que se podem encontrar em época de política instável. E é quase impossível prognosticar evoluções futuras em tal situação.

Verificamos nos bastidores do Vaticano uma certa tentativa de revisão dos desenvolvimentos dos últimos decênios, uma vontade de alguns em corrigir o desvio, mas continua sendo evidente que os princípios que governam a Roma atual são bem e sempre os da atualização do Concílio, iguais aos que pudemos experimentar nos últimos quarenta anos. Nos documentos oficiais e na linha geral, não vemos uma revisão desses princípios; bem pelo contrário, repisam-nos que o movimento introduzido pelo Vaticano II seria irreversível, o que nos obriga a perguntarmo-nos de onde provém a mudança de atitude a nosso respeito. A resposta encontra-se, desde logo, sem exclusão de outras explicações, na visão pluralista e ecumênica que reina, para futuro, no mundo da catolicidade. Ora, esta visão acaba por passar ao lado de todo o mundo, sem requerer, hoje em dia, nenhuma conversão, como disse o Card. Kasper sobre os ortodoxos e mesmo sobre os judeus. é evidente que, ante tal perspectiva, se encontrará também um pequeno lugar para a Tradição, mas... Não podemos aceitar tal visão, como o professor não pode aceitar pluralismo em matemática.

Virá um dia, estamos absolutamente certos, em que Roma regressará à sua Tradição, em que a honrará, e nós chamamos, com todo o nosso coração, esse dia bendito. Mas, por agora, não estamos ainda tão avançados, e qualquer ilusão seria mortal para a nossa sociedade. Podemos verificá-lo examinando os acontecimentos de Campos.

Para fazer o ponto da situação, queremos sublinhar dois elementos de mudança em Campos: a evolução da atitude de Campos em relação às autoridades romanas, depois do acordo; e, em conseqüência, a distância que cada vez mais nos afasta de Campos, com todas as divergências que isso implica.

Mudanças em Campos
ampos, pelo seu mentor Dom Rifan clama em todas as direções que nada mudou, que os padres da Administração Apostólica permanecem tão tradicionalistas como outrora, além de que é essencial o que lhes foi concebido, e a razão da sua adesão à proposta romana: a ratificação da posição tradicionalista.
Eis o que, da nossa parte, pudemos observar. Notemos, desde já, que não ignoramos que, num diferendo, o homem tende a tomar como verdade o que é em detrimento do seu próximo. Há, certamente, falsos rumores que circulam a respeito dos nossos antigos amigos, tais como: “Dom Rifan celebrou a nova Missa”, ou ainda: «Campos abandonou tudo».

é importante para a História, e para a nossa conduta, o apoio sobre uma verdade tão estabelecida quanto possível. Eis, então, alguns elementos desta natureza:

1. No site Internet de Campos, encontra-se exposta a posição de Campos sobre a questão do ecumenismo. Ora, sobre este assunto, é afirmada a adesão ao magistério do passado, como ao do presente. Ali se encontram citações de Mortalim Animos de Pio XI, ao lado de Redemptoris Missio de João Paulo II. é forçoso verificar que foi feita uma escolha: citam-se passagens tradicionalistas, não se diz nada das outras passagens que introduzem perspectivas muito diferentes sobre a questão. Ali se lê: «Como somos católicos, não temos doutrina própria e especial. A nossa doutrina é exclusivamente a do Magistério da Igreja, do qual publicamos os extratos de alguns documentos antigos e novos, referindo-se, sobretudo a alguns pontos da doutrina católica que correm hoje um perigo maior».

2. Esta atitude de duplicidade implícita tornou-se como que a norma na nova situação em que se encontram: sublinham-se os pontos do pontificado atual que aparecem favoráveis, passam-se em silêncio reverente os que não são... Poderá dizer-se o que se quiser: em 18 de Janeiro de 2002, em Campos, não houve apenas o reconhecimento unilateral de Campos por Roma, como alguns pretendem, mas existe uma contrapartida: a cumplicidade do silêncio. Aliás, como poderia ser de outro modo? é evidente que, agora, em Campos eles têm alguma coisa a perder, e têm medo de perder essa alguma coisa, e que, para não a perderem, foi escolhido o caminho do compromisso. «Nós, os brasileiros, somos homens de paz. Vós, os franceses, bateis-vos sempre». Para ter paz com Roma, é preciso cessar de se bater. Já não se olha mais para a situação global da Igreja, está-se satisfeito com o gesto romano a um pequeno grupo de 25 padres, para se dizer que a situação de necessidade já não existe na Igreja, porque com a concessão de um bispo tradicional, foi criada uma nova situação de Direito... Por uma árvore, esqueceu-se a floresta.

3. Dom Rifan, durante uma breve estadia na Europa, foi visitar D. Gérard, a quem apresentou as suas desculpas. Numa conferência perante os monges da abadia, expôs a existência de duas fases na vida de Dom Castro Mayer: a primeira seria a de um bispo dócil e respeitoso da hierarquia, a segunda, após 1981, a de um homem da Igreja muito mais duro... «Escolhemos o primeiro», dirá aos monges, dos quais alguns ficaram pelo menos surpreendidos com estas palavras; um deles abandonará o mosteiro para se juntar a nós.

4. Neste contexto, a nova Missa é adequada. Abandonam-se as 62 razões que rejeitam a nova Missa, acha-se que se for bem celebrada, é válida...(o que nenhum de nós nega, mas não é este o problema). Já não se diz que não se pode a ela assistir, por que é má, perigosa... Dom Rifan dirá, numa justificação da sua posição sobre a Missa: «Assim, rejeitamos os que querem usar a Missa Tradicional como uma bandeira para contestar ou ultrajar a autoridade hierárquica da Igreja legitimamente constituída. Aderimos à Missa Tradicional, não com espírito de contradição, mas como clara e legítima expressão da nossa fé católica (...)». Isto faz pensar numa palavra cardinalícia: «Vós sois pela antiga Missa, a Fraternidade São Pedro é contra a nova. Não é a mesma coisa». Este argumento justificava a ação de Roma contra o Padre Bisig e, quase simultaneamente, as aproximações favoráveis à Fraternidade São Pio X. Uma distinção tão curiosa torna-se realidade, e neste caminho se compromete Campos: pela antiga, mas não contra a nova. Pela Tradição, mas não contra a Roma moderna. “Sustentamos que o Concílio não pode estar em contradição com a Tradição”, acaba de declarar Dom Rifan a uma revista francesa, Famille Chrétienne. E, contudo, desse Concílio, um famoso cardeal disse que foi o 89 (1) na Igreja. E Dom Castro Mayer...

Assim, pouco a pouco, o combate esfuma-se e acaba-se por se acomodar à situação. Em Campos mesmo, tudo o que é positivamente tradicional é decerto conservado; portanto os fiéis não vêem mudanças, exceto os mais sagazes, que notam a tendência em falar mais e respeitosamente das declarações e acontecimentos da atualidade romana, omitindo as prevenções de outrora e os desvios de hoje; o grande perigo é, então, acabar por se acomodar à situação e não mais tentar remediá-la. Por nós, antes de nos abalançarmos, queremos a certeza da vontade de Roma de apoiar a Tradição, os sinais de uma conversão.

Afastamento da Fraternidade
aralelamente a este desenvolvimento psicológico, infelizmente bem previsível, que faz com que os padres de Campos, apesar dos seus dizeres, estejam fora de combate, é preciso notar outro fenômeno, o da crescente hostilidade entre nós. Dom Rifan ainda diz que quer ser nosso amigo, enquanto que padres de Campos nos acusam já de sermos cismáticos, pois que não aceitamos o seu acordo...
Um pouco como o barco que chegou ao meio do rio e, levado pela corrente, se distancia da margem, docemente, assim vemos, em vários indícios, uma separação entre nós cada vez maior. Advertimos Campos desse grande perigo, nada quiseram ouvir. Como não querem remar contra a corrente, conservam no interior da barca uma atitude semelhante à que tinham anteriormente, o que dá a impressão de nada ter mudado; entretanto afastam-se de nós, manifestam cada vez mais uma adesão ao Magistério atual, contrária à atitude que tiveram até aqui, e que nós, pelo contrário, mantemos, quer dizer, uma sã crítica do presente sob o olhar do passado.

Resumindo, devemos afirmar que Campos, apesar da sua recriminação, lentamente, sob a conduta do seu novo bispo, se amolda ao espírito conciliar. De momento, Roma não exige mais.

Talvez se objete que os nossos argumentos são bem fracos, subtis, e não têm peso perante a oferta romana de regularizar a nossa situação. Respondemos que, considerada abstratamente, in abstracto, a proposta de Administração Apostólica é tão magnífica como o plano de uma bela casa, proposto por um arquiteto. A verdadeira questão e o verdadeiro problema não está aí, mas no concreto: em que terreno será construída a casa? Nas areias movediças do Vaticano II, ou sobre o rochedo da Tradição que remonta ao primeiro dos Apóstolos?

Para assegurar o futuro, somos obrigados a pedir a Roma de hoje clareza sobre a sua adesão à Roma de ontem. Quando as autoridades tiverem claramente reafirmado em fatos e regressado efetivamente ao «Nihil novi nisi quod traditum est», então, “nós” não mais seremos um problema. E suplicamos a Deus que apresse o dia em que toda a Igreja reflorescerá, tendo redescoberto o segredo da sua passada força, liberta desse pensamento do qual Paulo VI dizia «que é o tipo não católico. Pode ser que prevaleça. Nunca será a Igreja. é preciso que fique um pequeno rebanho, por ínfimo que seja.»

Vida interna da Fraternidade
ueremos também vos dar conhecimento da nossa vida “interna”, fazer-vos participar um pouco das nossas alegrias e trabalhos apostólicos. E aproveitamos esta carta para vos descrever um pouco as nossas atividades nos países de missão. é verdade que hoje quase todos os países, em particular na nossa velha Europa, estão prestes a tornar-se países de missão... Os nossos padres, nas suas viagens apostólicas, visitam mais de 65 países, em alguns dos quais ainda sofrem hoje perseguição direta.
Mas como nos alongamos muito, limitar-nos-emos aqui a dois novos campos de apostolado. Vistamos-los mais ou menos esporadicamente desde há anos, mas recentemente cremos ver neles uma espantosa abertura: a Lituânia e o Quênia.

A fim de melhor organizar o nosso apostolado na Rússia e na Bielorrússia, estabelecemos uma testa de ponte na Lituânia, país que sofreu bastante com a perseguição comunista russa, e onde o catolicismo se manteve heroicamente. Caída a cortina de ferro, os países do Leste receberam com bastante ingenuidade as novidades vaticânicas, persuadidos de que o que vinha do Ocidente devia ser bom... Estes países alcançam em pouco tempo o estado desastroso provocado pelas reformas. A reação não é visível, é passiva, não passa à ação. Mas os nossos confrades descobrem, através de uma língua difícil, um terreno que se anuncia fértil para a Tradição, mais do que as primeiras áridas experiências permitiam esperar. Recebidos com uma severa prevenção do episcopado como saudação de boas vindas, os nossos confrades descobrem vários padres desejosos de se unirem a nós. Explicam-nos a censura episcopal: os bispos temem que os fiéis se unam a nós em massa... Eis que uma misteriosa e pequena congregação feminina se aproxima de nós. O Cardeal Vincentas Sladkevicius, falecido em 28 de maio de 2000, Arcebispo Emérito de Kaunas, fundador dessa congregação, deixou-lhe a palavra de ordem: «Quando a Fraternidade São Pio X vier, juntai-vos a ela. é dela que virá a restauração da Igreja na Lituânia.» Possamos nós estar à altura! Que Deus nos ajude com a sua graça. As grandes cidades têm agora o seu pequeno centro de Missa, mas o interesse, ainda discreto, é cada dia mais premente.

O Quênia recebe a visita esporádica dos padres da Fraternidade desde há vinte e cinco anos... Subitamente, descobrimos a existência de um grupo de 1.500 fiéis, organizados na sua luta e recusa da comunhão na mão e em pé. Os primeiros contatos mostram à evidência que não se trata somente do modo de comungar, mas de toda uma atitude tradicional. Descobrimos também numerosas religiosas que abandonaram as suas diversas congregações ou delas foram expulsas, por causa da sua recusa das reformas conciliares. Vivendo no mundo, permaneceram fiéis aos seus votos. Agora, dezesseis delas dirigem-se a nós, para que lhes demos a possibilidade de viverem de novo em comunidade.

Um jovem padre diz-nos: «Se construirdes aqui uma capela, a catedral vai esvaziar-se. Quando visito os fiéis, estes me dizem: 'Por que mudaram a nossa Igreja? Diga a Missa como dantes!' Mas eu não conheço essa Missa, não sei como era a Igreja anteriormente. Quando o pergunto aos padres mais velhos, tratam-me mal. Poderíeis ensinar-me a celebrar a antiga Missa? Posso visitar-vos para aprender?» Um outro padre, também ele jovem, declara com uma entoação que diz muito: «Esta noite anotarei no meu diário: a minha primeira Missa tridentina.»

Como podem as autoridades da Igreja ser insensíveis a estes apelos das almas sedentas de graça e de vida católica? Sob a cinza e as ruínas pós Vaticano II, há ainda uma brasa católica tradicional, que quer inflamar-se de novo. A Igreja não morre, Deus vela por ela. Praza a Deus que possamos ser seus dóceis instrumentos, que espalhemos o fogo que o seu Coração ardia em espalhar no mundo inteiro.

Mas vós bem o sabeis, queridos fiéis, particularmente vós, que nós não podemos servir tanto como quereríamos; quanta falta temos de padres! Orai, pedi ao dono da seara que envie numerosos trabalhadores para o seu campo apostólico.

Neste início de novo ano, confiamo-vos, cheios de gratidão e dizendo-vos um caloroso obrigado pela vossa generosidade sem falta, esta intenção de oração pelos padres, pelo sacerdócio católico. Deus vos abençoe e a todas as vossas famílias, abundantemente, com todas as suas graças.
 
Epifania, 2003

† Bernard Fellay

FSSPX: Artigo de Dom Fellay sobre Campos - 2002

Operação Memória: publico a manifestação do Superior Geral sobre os Padres de Campos. Dez anos depois, Fellay segue o mesmo caminho.

 

Artigo de Dom Fellay sobre Campos - 01/03/2002


A união desses dois acontecimentos realizados em datas tão próximas, o reconhecimento de Campos por Roma (que alguns pensam ser um reconhecimento da Tradição) e a Reunião de Assis (que é o extremo oposto da Tradição), apresenta tal contradição, que nos obriga a um olhar mais aprofundado; a demolição sistemática de tudo que é tradicional na Igreja desde o Concílio Vaticano II impõe uma coerência lógica nesta obra realizada. Em vez de saudar o reconhecimento de Campos como um retorno de Roma à Tradição, somos obrigados a nos perguntar se este acontecimento não pode ser, não deva ser também inserido dentro da lógica pós-conciliar: é justamente a reunião de Assis que fornece um argumento de prova em favor desta tese. Se a Roma pós-conciliar é capaz de reunir tantas religiões, pode-se mesmo dizer todas as religiões, por uma causa comum religiosa, como não poderia ela também encontrar um lugarzinho para a Tradição?

Deve-se ver nisso um dilema para Roma? Resolver o “cisma da Tradição” aceitando-o, quando esta última se tem mostrado até aqui exclusivista e condenatória (e assim aceitar que ela tem razão contra a Roma modernista) ou continuar na linha das reformas? Com toda a certeza a linha das reformas foi mantida como princípio intangível e irreversível. Assim, a condição que Roma deve pôr para aceitar um movimento tradicional é um acordo de princípio sobre o Concílio (pode-se discutir detalhes e algumas decisões). É o passo obrigatório. O que é imposto é a entrada no pluralismo sob aparências de reconhecimento por parte de Roma, e não um retorno da Igreja conciliar à Tradição. O Cardeal Castrillón critica este meu argumento. Não seria em nome do pluralismo que Roma deseja nosso retorno, não seria numa situação pluralista que eles querem nos colocar. No entanto…

A condição para realizar este novo prodígio foi expressa pelo Cardeal Castrillón, ator do acordo campista, antes mesmo do início das discussões; primeiro num artigo na revista 30 Dias, no outono de 2000, em seguida na revista La Nef, e finalmente em Campos, numa entrevista coletiva, em 19 de janeiro de 2002. Aliás, o teólogo da Casa Pontifícia, o Pe. Cottier, não usou outro argumento: a aceitação do Concílio é manifestamente o ponto alto e determinante (vem depois a aceitação da Nova Missa). É o princípio de onde partiu a Revolução dentro da Igreja, e, de fato, todo o resto é conseqüência. Diante desse fato, parece-me que nos encontramos diante de mais uma ambigüidade da igreja pós-conciliar: quando dizemos aceitar o Concílio com restrições (recusar o que é contrário ao ensinamento perene, interpretar o ambíguo à luz da Tradição, aceitar o que sempre foi ensinado), parece claro que dizemos algo completamente diverso do que pensam os de Roma. Basicamente, consideramos este Concílio como a grande catástrofe do século XX, a causa dos incalculáveis prejuízos  feitos à Igreja e às almas, enquanto eles vêem nele o grande milagre do século XX, a fonte de juventude da Igreja.

O resto virá em conseqüência: o Pe. Cottier anuncia o próximo passo que “se” espera de Campos: a concelebração da nova missa, claro. E Mgr. Perl diz que isso se fará piano, piano, pouco a pouco. Piano, piano, os padres e os fiéis de Campos serão reintegrados na diocese e na Igreja pós-conciliar. Mas ele acha que isso acontecerá rapidamente. Não podemos atribuir esses pensamentos a Mgr. Perl apenas como vingança por ter sido afastado das negociações; é o pensamento comum da Roma conciliar.

Campos não quer nem saber. Rapidamente a realidade se fará sentir. O mais provável é que seja demasiado tarde. Campos ainda acha que, da parte de Roma, se trata do reconhecimento da Tradição, quando acaba de realizar-se o contrário. Uma parte da Tradição, um movimento tradicional, aceitou, ainda que com certas reservas, a realidade pós-conciliar. Roma considera o passo dado suficiente. Aliás, devemos assinalar que, pela primeira vez, um Concílio não-dogmático foi posto como critério determinante de catolicidade.

Aguardemos a publicação dos estatutos definitivos da Administração apostólica, que ainda não foram comunicados aos interessados. Lido na véspera do dia 18 de janeiro aos padres de Campos, o texto retornou a Roma para ser melhorado. Faltava uma palavra, apenas a missa e o breviário tradicional estavam previstos, faltavam os sacramentos.

Quanto à nomeação do bispo da Administração, é regida pelo direito comum. Para a nomeação dos bispos diocesanos, o Vaticano não é obrigado a escolher um padre da diocese. Para uma administração que conta com 25 padres, compreende-se facilmente que Roma não queira obrigar-se a tal limitação. Se o sucessor imediato de Dom Licínio Rangel for ainda escolhido entre os membros da União Sacerdotal São João Maria Vianney, o que não é certo, será apenas por um ato de “misericórdia” especial e diplomática. Deve-se notar também que os limites territoriais desta Administração apostólica pessoal são muito restritos: a diocese de Campos. Assim a reintegração na diocese, coisa já anunciada por Mgr. Perl, não será difícil.

Confessamos não compreender como, na situação em que vivemos, Campos se tenha lançado tão levianamente nesta aventura sem tomar ou pedir nenhuma medida de proteção.

Podem-se elogiar as vantagens obtidas pela nova estrutura canônica, o direito à Missa Tridentina, por exemplo, e a um bispo tradicional também, mas o fato de que, no papel, nada de substancial tenha sido concedido? A fragilidade da Administração, por um lado, e a estabilidade da linha reformadora do Vaticano, por outro lado, são argumentos suficientes para prever a queda de Campos apesar de todas as declarações das suas melhores intenções. Além disso, deve-se distinguir bem entre uma falta contra a própria virtude de fé e uma falta na confissão pública da fé, que é necessária em certas circunstâncias, como bem lembrou Mgr. de Castro Mayer no dia das sagrações. Ora, uma prevaricação como a de Assis reclama esta confissão pública… que nós não ouvimos vinda de Campos.

A situação só voltaria a ter interesse particular para nós se, subitamente, Campos retomasse a resistência e chegasse a enfrentar a Roma modernista.

+ Bernard Fellay
Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

Original aqui.

FSSPX: um fax para Campos em 2002

Operação Memória: o fax enviado de Menzingen a Campos, pelo Superior Geral, em 18 de Janeiro de 2002.

UM FAX PARA CAMPOS


FRATERNITE SACERDOTALE SAINT PIE X
SCHWANDEGG
CH 6313 MENZINGEN
+ Menzingen, 18.01.2002
Fax para Mgr. Rangel, Padre Rifan

Caro Monsenhor,
Caro Padre,

Circulam boatos no Brasil segundo os quais nós teríamos aprovado o acordo de reconhecimento entre Roma e a Associação São João Maria Vianney. E também que teríamos enviado um representante à cerimônia de hoje.

Sinto-me na obrigação de desmentir esses boatos.

Quanto aos acordos, constato o fato consumado e deploro a paz separada, pois a união faz a força. Nós éramos um no "combate" da fé; agora seremos dois. São grandes nossas apreensões quanto ao futuro, e aguardamos com certa impaciência que, por ocasião da próxima reunião de Assis, vossa voz episcopal nos tranqüilize e se faça ouvir, na mesma linha e no mesmo espírito de S. Exc. Mgr. de Castro Mayer, para proteger o rebanho e dissipar a confusão das almas causada por esta reunião.

Por outro lado, lamento a presença entre os senhores do Padre Aulagnier, apesar da minha proibição formal de ele ir a Campos nesta ocasião. Assim, este dia será marcado na nossa memória por esta triste desobediência.

Assegurando-vos das minhas orações, no coração de Jesus e no de Maria

+ Bernard Fellay


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