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sábado, 25 de julho de 2015

SUMMORUM PONTIFICUM - O documento que "libera" a missa em latim, não a Santa Missa Tridentina II

IGREJA CONCILIAR: SUMMORUM PONTIFICUM II 



Após a promulgação da Carta Apostólica, sob forma de Motu Proprio SUMMORUM PONTIFICUM, escrita em resposta às exigências da FSSPX para iniciar os colóquios doutrinais acerca do Concílio Vaticano II, inexplicada e desnecessariamente foi escrita a seguinte Carta do Santo Padre Bento XVI aos bispos que acompanha o "Motu Proprio" Summorum Pontificum sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970.


É de se estranhar porque nenhum outro documento papal, em toda a história da Igreja, 'necessitou' de uma carta explicativa, onde parece que se quis corrigir ou esclarecer alguma  informação dada no documento anterior. Coisa muito estranha, tendo em vista o cuidado e a sabedoria com que um Papa escreve cada documento, sobretudo os documentos para a Igreja Universal.


Esta segunda Carta - Não-Apostólica - foi traduzida em Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português. Estranhamente, esqueceram da língua Húngara1.




CARTA AOS BISPOS QUE ACOMPANHA O "MOTU PROPRIO "SUMMORUM PONTIFICUM


SOBRE O USO DA LITURGIA ROMANA ANTERIOR À REFORMA REALIZADA EM 1970


Amados Irmãos no Episcopado,


Com grande confiança e esperança, coloco nas vossas mãos de Pastores o texto duma nova Carta Apostólica «Motu Proprio data» sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970. O documento é fruto de longas reflexões, múltiplas consultas e de oração.

SUMMORUM PONTIFICUM - O documento que "libera" a missa em latim, não a Santa Missa Tridentina


CARTA APOSTÓLICA SOB FORMA DE MOTU PROPRIO 


SUMMORUM PONTIFICUM


Sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma de 1970


EM LATIM


Os sumos pontífices até nossos dias se preocuparam constantemente para que a Igreja de Cristo oferecesse à Divina Majestade um culto digno de ‘louvor e glória de Seu nome’ e ‘do bem de toda sua Santa Igreja’.

Desde tempo imemorável, como também para o futuro, é necessário manter o princípio segundo o qual, “cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à doutrina da fé e aos sinais sacramentais, mas também em respeito aos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica, que devem ser observados não só para evitar erros, mas também para transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda a sua lei de fé”1.

domingo, 19 de julho de 2015

IGREJA CONCILIAR: Ecclesiae Unitatem - 2009 - BENTO XVI

Para entender a Igreja hoje, e o combate da USML, a verdadeira FSSPX.  


CARTA APOSTÓLICA "MOTU PROPRIO" 

ECCLESIAE UNITATEM

SOBRE A PONTIFÍCIA COMISSÃO ECCLESIA DEI

1. A tarefa de conservar a unidade da Igreja, com a solicitude de oferecer a todos a ajuda para responder nos modos oportunos a esta vocação e graça divina, compete de maneira particular ao Sucessor do Apóstolo Pedro, que é o princípio e o fundamento perpétuo e visível da unidade, tanto dos Bispos como dos fiéis [1]. A prioridade suprema e fundamental da Igreja, em todos os tempos, de conduzir os homens para o encontro com Deus, deve ser favorecida mediante o compromisso de chegar ao testemunho comum de fé de todos os cristãos.

2. Em fidelidade a este mandato, no dia seguinte ao ato com que ao Arcebispo Marcel Lefebvre, a 30 de Junho de 1988, conferiu ilicitamente a ordenação episcopal a quatro sacerdotes, o Papa João Paulo II, de veneranda memória, instituiu a 2 de Julho de 1988 a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, "com a tarefa de colaborar com os Bispos, com os Dicastérios da Cúria Romana e com os ambientes interessados, com a finalidade de facilitar a plena comunhão eclesial dos sacerdotes, seminaristas, comunidades ou religiosos e religiosas individualmente, até então de várias maneiras ligados à Fraternidade fundada por D. Lefebvre, que desejam permanecer unidos ao Sucessor de Pedro na Igreja católica, conservando as suas tradições espirituais e litúrgicas, à luz do Protocolo assinado no passado dia 5 de Maio pelo Cardeal Ratzinger e por D. Lefebvre" [2].

3. Nesta linha, aderindo fielmente à mesma tarefa de servir a comunhão universal da Igreja na sua manifestação também visível e realizando todos os esforços para que a todos aqueles que têm verdadeiramente o desejo da unidade seja possível permanecer nela ou reencontrá-la, eu quis ampliar e actualizar, com o Motu Proprio Summorum Pontificum, a indicação geral já contida no Motu Proprio Ecclesia Dei, acerca da possibilidade de utilizar o Missale Romanum de 1962 através de normas mais exactas e pormenorizadas [3].

4. No mesmo espírito e com o mesmo compromisso de favorecer a superação de todas as rupturas e divisões na Igreja e de curar uma ferida sentida de modo cada vez mais doloroso no tecido eclesial, eu quis retirar a excomunhão aos quatro Bispos ordenados ilicitamente por D. Lefebvre. Com esta decisão, desejei tirar um impedimento que podia prejudicar a abertura de uma porta ao diálogo e convidar assim os Bispos e a "Fraternidade São Pio X" a reencontrar o caminho para a plena comunhão com a Igreja. Como expliquei na Carta aos Bispos católicos, do passado dia 10 de Março, a remissão da excomunhão foi uma providência no âmbito da disciplina eclesiástica para libertar as pessoas do peso de consciência representado pela censura eclesiástica mais grave. Mas obviamente as questões doutrinais permanecem e, enquanto não forem esclarecidas, a Fraternidade não dispõe de um estatuto canónico na Igreja e os seus ministros não podem exercer de modo legítimo qualquer ministério.

5. Precisamente porque os problemas que agora devem ser tratados com a Fraternidade são de natureza essencialmente doutrinal, decidi — a vinte anos do Motu Proprio Ecclesia Dei, e em conformidade com quanto me tinha reservado fazer [4] — de repensar a estrutura da Comissão Ecclesia Dei, unindo-a estreitamente à Congregação para a Doutrina da Fé.

6. Portanto, a Pontifícia Comissão Ecclesia Dei terá a seguinte configuração:

a) O Presidente da Comissão é o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
b) A Comissão dispõe de um seu organograma, composto pelo Secretário e por Oficiais.
c) Será tarefa do Presidente, coadjuvado pelo Secretário, submeter os principais casos e as questões de índole doutrinal ao estudo e ao discernimento das instâncias ordinárias da Congregação para a Doutrina da Fé, e também submeter os seus resultados às disposições superiores do Sumo Pontífice.

7. Com esta decisão eu quis, de maneira particular, mostrar solicitude paterna à "Fraternidade São Pio X", com a finalidade de reencontrar a plena comunhão [?????] com a Igreja.

Dirijo a todos um convite urgente a rezar incessantemente ao Senhor, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, "ut unum sint".

Dado em Roma, em São Pedro, no dia 2 de Julho de 2009, quinto ano do nosso Pontificado.

BENEDICTUS PP. XVI
 

Fonte: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_letters/documents/hf_ben-xvi_apl_20090702_ecclesiae-unitatem_po.html

Notas: 

[1] Cf. Concílio Ecuménico Vaticano II, Constituição dogmática sobre a Igreja Lumen gentium, 23; Concílio Ecuménico Vaticano I, Constituição dogmática sobre a Igreja de Cristo Pastor aeternus, cap. 3: DS 3060. 
[2] João Paulo II, Litterae Apostolicae Motu Proprio datae Ecclesia Dei (2 de Julho de 1988), n. 6: AAS 80 (1988), 1498. 
[3] Bento XVI, Litterae Apostolicae Motu Proprio datae Summorum Pontificum (7 de Julho de 2007): aas 99 (2007), 777-781. 
[4]Cf. ibid., art. 11, 781
 



quarta-feira, 11 de março de 2015

Motu Proprio Bonum Sane - São José Patrono da Igreja


MOTU PROPRIO

BONUM SANE

A DEVOÇÃO A SÃO JOSÉ,

HÁ MEIO SÉCULO PATRONO DA IGREJA CATÓLICA 



CLIQUE PARA VER MAIS IMAGENS

SS PAPA BENTO XV


Foi uma coisa boa e salutar para o povo cristão que Pio IX, Nosso Predecessor de imortal memória, conferisse a José, o castíssimo Esposo da Virgem Mãe de Deus e Guarda do Encarnado, o título de Patrono da Igreja Católica, e, visto que em dezembro próximo recorre o quinquagésimo aniversário do feliz acontecimento, nos parece muito útil que ele venha celebrado de modo solene por todo o mundo.

Se olharmos com atenção a este últimos cinquenta anos, apresenta-se a nossos olhos uma longa série de pias instituições as quais atestam que o culto ao Santíssimo Patriarca foi gradualmente crescendo até hoje entre os fieis de Cristo. Se, então, consideramos as calamidades pelas quais é afligido, hoje, o gênero humano, parece ainda mais necessário que tal culto seja consideravelmente aumentado entre os povos e ainda mais difundido em todo lugar.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

SÃO PIO X: PRAESTANTIA SCRIPTURAE - 1907

em fase de Tradução: aguarde!



MOTU PROPRIO DO SANTO PADRE PIO X

PRAESTANTIA SCRIPTURAE


LE DECISIONI DEL PONTIFICIO CONSIGLIO DI STUDI BIBLICI E LE PENE CONTRO I TRASGRESSORI DELLE PRESCRIZIONI ANTIMODERNISTICHE


Avendo riconosciuta l'eccellenza delle Sacre Scritture e avendone raccomandato lo studio nella lettera enciclica Providentissimus Deus, del 18 novembre 1893, Leone XIII, nostro predecessore di immortale memoria, dettò leggi per il retto ordinamento degli studi biblici; e avendo dichiarato divini i Libri, contro gli errori e le calunnie dei razionalisti, li ha difesi dalle opinioni di una falsa dottrina che si decanta come critica più sublime; le quali opinioni altro non sono se non invenzioni del razionalismo derivate dalla filologia e da simili discipline.


domingo, 7 de setembro de 2014

Assistência à Missa Tridentina do Motu Proprio

Para quem se pergunta se é possível assistir às missas tridentinas do Motu Próprio, uma resposta segura, à luz da Doutrina Católica. Tão segura que poderia desafiar alguém a contra-argumentar. E, para poupar teclado a alguns afoitos, já esclareço que doutrina pós-conciliar NÃO É Doutrina Católica. Links e grifos, nossos.




Assistência à Missa Tridentina do Motu Proprio


Convém esclarecer os critérios a considerar em relação à assistência às missas tridentinas celebradas pelo clero oficial:


Recordemos primeiro os princípios que regem a missa nova:

A missa nova é má. Dizia Monsenhor Lefebvre: “a missa nova, mesmo dita com piedade e respeito às normas litúrgicas (...) está impregnada de espírito protestante. Leva em si um veneno nocivo à Fé”[1] . “É verdadeiramente uma missa envenenada porque não afirma mais a verdade católica, e aos poucos a Fé nessas verdades desaparece”[2], “Um católico que deseja conservar sua Fé e agradar a Deus não pode assistir à missa nova”[3].

sábado, 16 de novembro de 2013

Por que não ir à Missa do Motu Proprio

Discussão no adro da capela a respeito da missa dos rallíés¹



Na saída da capela, o padre discute com um fiel, Filipe, de 17 anos. Durante a conversa, Filipe conta como se passou o seu último fim-de-semana com amigos da região de Paris. Filipe diz que o grupo escolheu ir à missa dos ralliés²…

Filipe: Mas porque este ar reprovador? Não é a missa verdadeira?

Padre: Sem dúvida, a missa é boa. Mas isto não é o principal.

Filipe: Não é o principal? Mas o que é que falta, padre?

Padre: Bem, vou fazer uma comparação. Um licor é uma boa coisa, não é? (Filipe concorda com um sorriso). Pois bem. Mas cada vez que se bebe um licor, não se faz necessariamente uma boa ação (Filipe compreende). Ocorre algo de semelhante com a santa missa. Uma coisa é o fato de a missa ser, em si mesma, uma boa coisa. Mas é preciso também que o assistir a essa missa seja também bom; é necessário que a assistência a essa missa seja uma boa ação.

Filipe: Sim, mas um licor e a missa não são a mesma coisa! O senhor parece querer dizer que se pode fazer o mal assistindo à missa tradicional!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

IGREJA CONCILIAR: Tradutor traidor!!!

Ao publicarmos no Pale Ideas o famigerado Motu Proprio Summorum Pontificum, anotamos a peculiaridade de haver apenas a versão em latim e... em húngaro. O que é estranhíssimo pelo simples fato de que, em tese, era endereçado especificamente aos "lefebvrianos" (como eles gostam de nos rotular), os quais, ao que se saiba, em sua grande maioria, não falam o húngaro, assim como a grande maioria dos bispos aos quais o documento se dirigia. 

Escrevemos: "O Vaticano só pôs à disposição as versões em Húngaro (?) e Latim".

Ao publicarmos, em seguida, a "Carta aos Bispos" que explicava do que se tratava, diante das prontas reclamações do bispos modernistas preocupados, quiçá, em ter que voltar a estudar latim... ou estudar pela primeira vez, dependendo da formação que receberam nos seminários conciliaristas, anotamos: "Esta segunda Carta - Não-Apostólica - foi traduzida em Alemão, Espanhol, Francês, Inglês, Italiano, Português. Estranhamente, esqueceram da língua Húngara".

Estranho o idioma húngaro, estranha a necessidade de explicar do que o Motu proprio tratava... Enfim! 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Franciscanos da Imaculada e a crise da Igreja: por que não se pode calar!

Publico porque é deles, Gnocchi e Palmaro. E eles me comprovam por que eu sou big fan deles! Precisos, pontuais e italianíssimos, no melhor estilo Guareschi de ser!!! Eles são os caras! O "italianíssimos" é por conta de que os italianos não costumam fazer cerimônias quando expressam seu pensamento ou sua opinião, não têm papas na língua mesmo! É uma franqueza que pode ser tomada, por quem não está acostumado, por rudeza. Mas não é. O mundo moderno tornou as pessoas melindrosas demais. Imagina se Cristo hoje os chamasse de "raça de víboras" como realmente são? Seria um escândalo! Perderiam a fantasia de ver a Cristo como um hippie woodstockiano. A verdade é sempre a melhor opção. Uma observação ainda, se me permitem, pesquisando sobre um padre anterior ao Vaticano II de quem ainda vou falar neste blog, eu li que antes deste concílio protestante os acusados que respondiam a processo canônico não tinham direito a ler as acusações, nem acesso às provas. O concílio trouxe a novidade, segundo eles mesmos afirmavam: benfazeja, de permitir total acesso aos autos e a ampla defesa... Mas por quê no caso dos FI isso não se aplica? Nisso, os conciliares preferem ser tradicionalistas? Se é que isso é verdade, ainda estou pesquisando, mas vale a pena algum nobre canonista nos esclarecer a respeito disto. 

1. Recomendo ler: O Pecado do Silêncio.
2. Se colocarem na pesquisa do Pale Ideas o nome deles: "Palmaro" ou "Gnocchi", encontrarão uma série de artigos deles ou sobre eles. Também recomendo. Eles são ótimos, tenho alguns livros deles e gostaria muito que pudessem ser vertidos para o Português.


Então, vamos ao texto. Não o revisei, mas parece uma boa tradução. 


* * *


Dossiê Franciscanos da Imaculada (I): A opinião de Alessandro Gnocchi e Mario Palmaro.


Os dois importantes jornalistas italianos, cujas intervenções aparecem sempre no diário Il Foglio, se manifestam sobre a intervenção Aviz-Carballo na Congregação dos Frades Franciscanos da Imaculada.

terça-feira, 30 de julho de 2013

NEO-VATICANO SEM FRONTEIRAS

Tradução em breve. Para reflexão.



FALANDO CURTO E GROSSO: VATICANO SEM FRONTEIRAS


Nuestro benemérito Francisco ha firmado en cinco minutos lo que el tembloroso Benedicto venía preparando y no se atrevía. Por el Motu Proprio del 11 de julio del primer año de correrías de Franchesco, el Vaticano internacionaliza su derecho penal – procesal y administrativo incluido- haciendo válidas para el estado Vaticano las leyes que en variados aspectos establece la ONU. Recurran a la noticia (ver Panorama Católico), pero vaya por este una traducción al vulgar. El Vaticano acepta como legislador a la ONU, ella es la que dirá de ahora en más quién es terrorista, qué dineros son buenos o malos, quién daña a los niños (ojo con Sócrates, porque lo parten) y quienes no debe ser discriminados por raza, sexo, credo y etc. Es más, ellos dicen de ahora en adelante qué corno es una raza, cuántos sexos hay y por donde se ejercen, y ni que hablar de credos. En fin, Francisquito podrá decir que hay un Lobby Gay, pero más vale que lo malo sea por lo de Lobby y no por lo de Gay, ya que desde el 1 de Setiembre más vale que no toque un bufarrón por razón de sus picazones traseras, ya que ha firmado una convención internacional en la que nada puede hacer en contra de alguien que decide su sexo a partir de las variantes ya sabidas y las por descubrir. Casi nada.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Motu Proprio Porta Fidei



CARTA APOSTÓLICA

PORTA FIDEI

Sob forma de MOTU PROPRIO

Com a qual se proclama o ANO DA FÉ



EM LATIM




1. A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.

2. Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude»[1]. Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado.[2] Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.

3. Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.

4. À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II,[3] com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese[4] e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um ano semelhante, em 1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo no décimo nono centenário do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira «individual e colectiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca».[5] Pensava que a Igreja poderia assim retomar «exacta consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar».[6] As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente a necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus,[7] para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado.

5. Sob alguns aspectos, o meu venerado Predecessor viu este Ano como uma «consequência e exigência pós-conciliar»[8], bem ciente das graves dificuldades daquele tempo sobretudo no que se referia à profissão da verdadeira fé e da sua recta interpretação. Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa».[9] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: «Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja».[10]

6. A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, afirma: «Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz».[11]
Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que actua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10; Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17).

7. «Caritas Christi urget nos – o amor de Cristo nos impele» (2 Cor 5, 14): é o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – atesta Santo Agostinho – «fortificam-se acreditando».[12] O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus.[13] Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da fé, permaneceram até aos nossos dias como um património de riqueza incomparável e consentem ainda que tantas pessoas à procura de Deus encontrem o justo percurso para chegar à «porta da fé».
Por conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.

8. Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo

9. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força».[14] Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada[15] e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano.
Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele».[16]
 
10. Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. De facto, existe uma unidade profunda entre o acto com que se crê e os conteúdos a que damos o nosso assentimento. O apóstolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Rm 10, 10). O coração indica que o primeiro acto, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e acção da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma.
A este respeito é muito eloquente o exemplo de Lídia. Narra São Lucas que o apóstolo Paulo, encontrando-se em Filipos, num sábado foi anunciar o Evangelho a algumas mulheres; entre elas, estava Lídia. «O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia» (Act 16, 14). O sentido contido na expressão é importante. São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa – não for aberto pela graça, que consente ter olhos para ver em profundidade e compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus.
Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um acto da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.
A própria profissão da fé é um acto simultaneamente pessoal e comunitário. De facto, o primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um recebe o Baptismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salvação. Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Baptismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”».[17]
Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor.[18]
Por outro lado, não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Esta busca é um verdadeiro «preâmbulo» da fé, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mistério de Deus. De facto, a própria razão do homem traz inscrita em si mesma a exigência «daquilo que vale e permanece sempre».[19] Esta exigência constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no coração humano, para caminhar ao encontro d’Aquele que não teríamos procurado se Ele mesmo não tivesse já vindo ao nosso encontro.[20] É precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a fé.

11. Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. Na Constituição apostólica Fidei depositum – não sem razão assinada na passagem do trigésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – o Beato João Paulo II escrevia: «Este catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida eclesial (...). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso, instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial».[21]  
É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé.
Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.

12. Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar.
De facto, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.[22]

13. Será decisivo repassar, durante este Ano, a história da nossa fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. Enquanto a primeira põe em evidência a grande contribuição que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma sincera e contínua obra de conversão para experimentar a misericórdia do Pai, que vem ao encontro de todos.
Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação.
Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4).
Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os instruía com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d’Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas.
Pela fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possuíam para acudir às necessidades dos irmãos (cf. Act 2, 42-47).
Pela fé, os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores.
Pela fé, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça para todos (cf. Lc 4, 18-19).
Pela fé, no decurso dos séculos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome está escrito no Livro da vida (cf. Ap 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser cristão: na família, na profissão, na vida pública, no exercício dos carismas e ministérios a que foram chamados.
Pela fé, vivemos também nós, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na história.

14. O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade» (1 Cor 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas – que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”» (Tg 2, 14-18). 
A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. De facto, não poucos cristãos dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40): estas palavras de Jesus são uma advertência que não se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele amor com que Ele cuida de nós. É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que Se faz próximo nosso no caminho da vida. Sustentados pela fé, olhamos com esperança o nosso serviço no mundo, aguardando «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (2 Ped 3, 13; cf. Ap 21, 1).

15. Já no termo da sua vida, o apóstolo Paulo pede ao discípulo Timóteo que «procure a fé» (cf. 2 Tm 2, 22) com a mesma constância de quando era novo (cf. 2 Tm 3, 15). Sintamos este convite dirigido a cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé. Esta é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim.
Que «a Palavra do Senhor avance e seja glorificada» (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (1 Ped 1, 6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo em nossos dias, provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1, 24) , são prelúdio da alegria e da esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de nós, vence o poder do maligno (cf. Lc 11, 20); e a Igreja, comunidade visível da sua misericórdia, permanece n’Ele como sinal da reconciliação definitiva com o Pai.
À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 11 de Outubro do ano 2011, sétimo de Pontificado.


BENEDICTUS PP. XVI




[1] Homilia no início do ministério petrino do Bispo de Roma (24 de Abril de 2005): AAS 97 (2005), 710.
[2] Cf. Bento XVI, Homilia da Santa Missa no Terreiro do Paço (Lisboa – 11 de Maio de 2010): L’Osservatore Romano (ed. port. de 15/V/2010), 3.
[3] Cf. João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 113-118.
[4] Cf. Relação final do Sínodo Extraordinário dos Bispos (7 de Dezembro de 1985), II, B, a, 4: L’Osservatore Romano (ed. port. de 22/XII/1985), 650.
[5] Paulo VI, Exort. ap. Petrum et Paulum Apostolos, no XIX centenário do martírio dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (22 de Fevereiro de 1967): AAS 59 (1967), 196.
[6] Ibid.: o.c., 198.
[8] Paulo VI, Audiência Geral (14 de Junho de 1967): Insegnamenti, V (1967), 801.
[9] João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte (6 de Janeiro de 2001), 57: AAS 93 (2001), 308.
[10] Discurso à Cúria Romana (22 de Dezembro de 2005): AAS 98 (2006), 52.
[11] Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 8.
[12] De utilitate credendi, 1, 2.
[13] Cf. Confissões, 1, 1.
[14] Conc. Ecum. Vat. II, Const. sobre a Sagrada Liturgia Sacrosanctum Concilium, 10.
[15] Cf. João Paulo II, Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 116.
[16] Santo Agostinho, Sermo 215, 1.
[18] Cf. Conc. Ecum. Vat. I, Const. dogm. sobre a fé católica Dei Filius, cap. III: DS 3008-3009; Conc. Ecum. Vat. II, Const. dogm. sobre a Revelação divina Dei Verbum, 5.
[19] Bento XVI, Discurso no «Collège des Bernardins» (Paris, 12 de Setembro de 2008): AAS 100 (2008), 722.
[20] Cf. Santo Agostinho, Confissões, 13, 1.
[21] Const. ap. Fidei depositum (11 de Outubro de 1992): AAS 86 (1994), 115 e 117.
[22] Cf. João Paulo II, Carta enc. Fides et ratio (14 de Setembro de 1998), 34.106: AAS 91 (1999), 31-32.86-87.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fsspx e Roma: decisão e oração. Oitava de Pentecostes

Do blog: Messainlatino.it. Uma constação e uma súplica pela FSSPX:




O MOMENTO DECISIVO PARA A FSSPX É IMINENTE: INTENÇÃO DE ORAÇÃO PARA A OITAVA DE PENTECOSTES




O Espírito Santo (imagem de Muniat intrantes)


Pentecostes de 2011: com base nas informações que pudemos recolher, tudo indica que, neste mês de Junho de 2011, chegamos ao momento mais crucial das relações entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e Roma desde o início do pontificado de Bento XVI.

Pentecostes de 2011: o procedimento que havia indicado Mons. Fellay, superior da FSSPX, chega à sua conclusão:

a) O motu proprio de 7 de julho de 2007, confirmado pela Instrução aplicativa do dia 30 de maio de 2011, reconhece a todo sacerdote católico de rito romano o direito de celebrar a Missa segundo o antigo uso: era a primeira condição preliminar posta por Mons. Fellay para uma eventual reconciliação.

b) O decreto de 21 de janeiro de 2009 revogou as excomunhões dos quatro bispos da Fraternidade: se cumpre assim a segunda condição preliminar, sempre posta por Mons. Fellay.

c) Uma comissão teológica da Fraternidade é convidada a Roma para afrontar colóquios doutrinais junto à Congregação para a Doutrina da Fé, em uma mesa de discussão que vê engajados três teólogos da FSSPX e três teólogos romanos: como expressamente exigido pela Fraternidade, com fim de poder verificar as hipóteses para reparar a ruptura entre Roma e os herdeiros de Mons. Lefebvre.

Pentecostes de 2011: em sua última entrevista dada no Gabão, e publicada no site da Fraternidade DICI, podemos ver que Mons. Fellay se coloca duas perguntas sobre os eventos que poderiam ocorrer. Estas, precisamente, as suas palavras na entrevista:

- Permiti-nos concluir, Excelência, com duas perguntas. A primeira diz respeito às relações entre a Fraternidade e Roma. Em que ponto estais em vossos contatos? Pergunta complementar: podemos esperar, a médio prazo, uma normalização destas relações?
Fellay: Os contatos continuam. Chegamos provavelmente no final de uma fase de discussões. Isso tudo ainda não está totalmente claro. O que vai acontecer? Qual será o êxito desta fase? Isso responde à segunda pergunta. O que prevê agora Roma para nós? Não devemos nos iludir: estamos bem no meio da crise da Igreja; certamente ainda não terminou. Qual é o nosso destino nessa crise? Penso que de alguma forma o bom Deus nos ligou a esta crise, porque trabalhamos para a restauração da Igreja, mas ela pode ainda durar uma década, talvez duas. É preciso ter grande coragem e perseverança. Tudo pode ser resolvido amanhã, ou depois de amanhã. Tudo está nas mãos do bom Deus. Permaneçamos simplesmente fiéis.

A primeira pergunta diz respeito a como reagir aos colóquios doutrinários: estes estão de qualquer modo concluídos. É de se pensar que as sínteses dos colóquios deverão ser agora analisadas, como previsto, pela Congregação para a Doutrina da Fé. Surgirão, então, claramente, seja as convergências que as divergências sobre o Concílio Vaticano II e sua nova liturgia. Depois de uma longuíssima maturação, seguramente providencial, no final haverá, sem dúvidas, uma maior clareza e, junto, a graça - inesperada por ambos os lados ainda há pouco tempo atrás – de terem sido capazes de afrontar uma discussão sobre o mérito dos problemas. No entanto, a constatação final (sobre a permanência de divergências que somente o futuro pode aplanar) não será radicalmente diferente daquela que tinha feito em 1988 o Cardeal Ratzinger, quando também decidira firmar com Mons. Lefebvre um acordo canônico (acordo que depois naufragou por causa da questão da nomeação de bispos solicitada pelo bispo francês).

E isso responde à segunda pergunta de Mons. Fellay: "O que prevê agora Roma para nós?" O Papa está prestes a propor a Mons. Fellay a constituição de um Ordinariato, para regularizar a situação da FSSPX e das comunidades aliadas, deixando-lhes a plena (e necessária, tendo em conta certos epíscopos que andam por aí) autonomia diante dos bispos diocesanos. Alguns membros de uma comunidade Ecclesia Dei puderam precisar que esta proposta canônica será feita durante o presente mês de junho a Mons. Fellay.

Pentecostes de 2011: o atual papado tem feito aberturas imensas e generosas para levar à pacificação: o discurso do Papa à Cúria sobre a interpretação do Concílio Vaticano II, em 2005; o Motu Proprio Summorum Pontificum, para a liberalização da celebração da liturgia tradicional, em 2007; o gesto - de um preço, infelizmente, muito alto para o Santo Padre - da revogação das excomunhões dos quatro bispos da FSSPX, em 2009. Parece ter chegado o momento de cruzar outra etapa: que a Fraternidade passe do irregular estatuto de “ilegitimidade” a um estatuto canônico de "reconhecimento". É uma solução win-win, onde todos teriam muito a ganhar: de um lado, Roma repararia uma dolorosa ruptura e encontraria tropas frescas e determinadas para conduzir a batalha da recuperação de tudo o que se dissipou durante os últimos decênios; do outro, a FSSPX lavar-se-ia do estigma da rebeldia e do "cisma", podendo assim realizar um apostolado bem mais eficaz e sem sofrer os inúmeros preconceitos que a acompanham na mente do católico médio, mesmo mantendo plenamente a atual liberdade de movimento e de ação.

Uma grande esperança nos anima. Mas nos consome também o temor de que uma ocasião decisiva, e provavelmente única, possa ser desperdiçada. Todos os católicos (exceto aqueles que amam o Vaticano II - ou melhor, uma certa ideia do Vaticano II – mais do que a Igreja) não podem deixar de desejá-lo.

Eis porque, por amor à Igreja, por afeição ao Santo Padre e em prol do melhor uso possível da "missão" da FSSPX, Messainlatino toma a liberdade de suplicar a todos de unir-se à oração durante toda a Oitava de Pentecostes, invocando o "Onipotente”.

Para que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X possa reencontrar um estatuto oficial dentro da Igreja.

Por esta intenção, sob o conselho e com a aprovação dos sacerdotes que colaboram com este site, a partir do Domingo de Pentecostes até ao da Trindade, pedimos a todos que rezem esta oração:

V/.Veni, Sancte Spiritus,
R/. Reple tuorum corda fidelium, et tui amoris in eis ignem accende.
V./ Emitte Spiritum tuum et creabuntur;
R./ Et renovabis faciem terrae.

Oremus
Deus, qui corda fidelium Sancti Spiritus illustratione docuisti, da nobis in eodem Spiritu recta sapere, et de eius semper consolatione gaudere. Per Christum Dominus nostrum. Amen.


[Vinde Espírito santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor.
V. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado.
R. E renovareis a face da terra.
Oremos: Ó DEUS, que instruíste os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da sua consolação. Por Cristo Senhor Nosso. Amém.]


E que se ofereça, então, para essa intenção o rosário cotidiano.

Aos sacerdotes fazemos o convite para adicionar esta intenção ao memento pessoal de suas Missas.


Enrico


Tradução: Giulia d'Amore di Ugento

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