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terça-feira, 1 de agosto de 2023

Da dilação da penitência

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DA DILAÇÃO DA PENITÊNCIA 


Não pode o pecador contar com a penitência no fim da vida? 

Não!, diz S. Agostinho, que a ordinária punição dos presumidos na misericórdia divina é esquecerem-se de si na enfermidade, depois de se terem esquecido de Deus em saúde.

Voltaram-me as costas, e não o rosto, e dirão no tempo da aflição: Levantai-vos e livrai-nos! Onde estão os teus deuses que fabricaste para ti? Levantem-se e te livrem no tempo da aflição”! (Jer. 2, 27-28).

Referem as Sagradas letras o consolador exemplo da tardia conversão do bom ladrão, para que não desespere pecador algum; porém, nota S. Agostinho, é este só, para que ninguém seja temerário de diferir[1] a penitência.  


Que conceito devemos fazer dos que só na hora da morte se convertem? 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

AOS DOMINGOS NÃO SE FAZ PENITÊNCIA!

Postamos no dia 19 de janeiro um artigo sobre os Fioretti, pequenas renúncias por amor à Virgem, a Nosso Senhor Jesus Cristo ou ao Santo de devoção, escritas em um pedacinho de papel branco, queimado em seguida. Mas surgiu a dúvida se se pode fazer essa bela devoção aos Domingos (inclusive os da Quaresma) e Dias Santos. Encontrei um texto que fala especificamente sobre os Fioretti, mas se aplica a todas as penitências e mortificações. 


AOS DOMINGOS NÃO SE FAZ PENITÊNCIA! 



Sobre a proibição explicita de fazer Fioretti aos Domingos de Quaresma, temos testemunhos precisos a partir do século IV: “jejuar em dia de domingo é grande escândalo”, escreve Santo Agostinho, em 396, a Casulano (Carta 36,27), criticando esta práxis costumeira entre os que seguiam a heresia maniqueista (indicação, por outro lado, reportada, em sua essência, por muitos outros Padres da Igreja). 

Sempre do século IV, temos também a Constituição Eclesiástica dos Apóstolos(*), um escrito com tratados morais e prescrições canônicas, que afirma expressamente: “Se um membro do clero, em dia de Domingo, venha a ser surpreendido a jejuar, venha deposto; se for um leigo, seja excluído” (47,64). Fala-se genericamente de domingo, mas tais indicações eram aplicadas também no período da Quaresma.  

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sobre os Fioretti I: Ato devocional

O QUE É UM FIORETTO?

Fioretto significa, em italiano, uma pequena flor, uma florzinha. Possui dezenas de acepções, as mais importantes são estas: 
sacrifício, voto, abstinência, ato de renúncia, promessa feita voluntariamente, por devoção, à Virgem ou a Nosso Senhor Jesus Cristo; o nome deriva da oferta de uma flor sobre o altar;   
- antologia de histórias edificantes, ainda que não seja real, tipicamente medieval; 
- pequena arma de ponta usada na Esgrima

Não trataremos da arma, porque não tem relevância alguma para nós. Sobre os Fioretti como "histórias edificantes", basta, por ora, saber que a mais famosa coleção de Fioretti é a de São Francisco de Assis, intitulada "I Fioretti". Não foi escrita por ele, mas por um hagiógrafo, bem depois de sua morte. O Papa Pio XII também possui os seus FiorettiFalaremos desse tipo de Fioretti em outros posts, nos dias 26/01 e 02/02. Aguardem!  

No assunto em tela, hoje, o Fioretto é, portanto, pequeno sacrifício, um compromisso, um propósito que se oferece a Nossa Senhora ou ao Senhor Jesus Cristo para agradá-los, exatamente como quando se oferece uma flor. Não é necessário fazer grandes coisas ou enormes sacrifícios para fazer nascer inúmeras florzinhas no Jardim de Deus! O Fioretto é oferecido a Maria e a Jesus sem outra razão que o amor. Não serve para pedir algo!  

O Fioretto é, portanto, um sinal de nosso amor por Jesus e Maria Santíssima. 

Santa Teresinha de Lisieux tinha uma imensa estima pelos Fioretti, e no final de sua vida dizia que gostaria de "ter ensinado a todas as almas estes pequenos meios que para mim se revelaram muito úteis". 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Ou Penitência ou… Purgatório

I. Acerbidade das penas do Purgatório

Ouvindo Santo Agostinho alguns de seu tempo dizer que, se escapassem do Inferno, do Purgatório não tinham tanto medo, encheu-se de zelo e lhes fez ver o grande erro em que estavam, pois as penas do Purgatório superam tudo o que há de mais penoso neste mundo.

E com razão, porque o fogo que atormenta as almas do Purgatório é o mesmo o fogo que atormenta os condenados no Inferno, somente com exceção da eternidade. E assim é que a Santa Igreja não duvida chamar às penas do Purgatório penas infernais [na Liturgia dos defuntos].

O fogo do Purgatório é aceso por um sopro infernal, e é tão ativo que não se chama simplesmente fogo, mas espírito de fogo (Is 4, 4), e derreteria num instante um monte de bronze, mais facilmente que uma de nossas fornalhas devoraria uma palha seca.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O retorno dos Magos a seu País, símbolo de nosso retorno ao Paraíso

EPIFANIA DO SENHOR

DIA DE REIS

6 de Janeiro
  
Voltamos por outro caminho ao nosso País, o Paraíso, quando dele partimos por soberba, e a ele voltamos pelo caminho da penitência.

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O retorno dos Magos aos seus Países de origem.


Uma grande verdade nos mostram os Magos, retornando ao País deles por outro caminho (S. Mt. 2,12)(*). Obedecendo ao aviso recebido, eles nos indicam, sem dúvidas, o que devemos fazer. O “nosso País” é o Paraíso, ao qual, depois de haver conhecido Jesus, nos foi proibido de voltar percorrendo o mesmo caminho que fizemos para nos afastarmos dele. Nós nos afastamos de nosso País percorrendo o caminho da soberba, da desobediência, do amor às coisas visíveis; saboreando, em suma, o alimento proibido. Mas é necessário que façamos o retorno pelo caminho do pranto, da obediência, do desprezo das coisas visíveis; refreando, em suma, os apetites carnais.  

domingo, 23 de novembro de 2014

O FUNESTÍSSIMO “POR QUÊ”



D. — Diga-me, Padre; qual será o primeiro “por quê” de tantas confissões mal feitas?

M. — Os “por quês” podem ser diversos, mas o principal é sem dúvida “o medo”, ou seja a maldita vergonha pela qual o demônio fecha a boca de muitos, fazendo-os calar ou confessar mal certos pecados ou o número deles. Você sabe como é que o demônio age quando quer induzir alguém ao pecado? Cerca o infeliz de mil maneiras, vai-lhe sugerindo: 

“— Ora, cometa à vontade esse pecado... Afinal não é assim tão grave. Deus é bom... Ele não o quer castigar... Depois, com uma confissão Ele o perdoa e esta tudo acabado..."
  
E assim, batendo hoje, batendo amanhã, e sempre na mesma tecla, o demônio acaba triunfando, ou seja fazendo cometer e talvez até repetir os pecados. Depois, então, quando o coitado, roído pelo remorso, resolve confessar-se, o demônio muda de tática. Novamente trata de impedir que Deus tome conta dessa alma, dizendo: 
— “Como ousas confessar esse pecado? O confessor ficará surpreendido, há de ralhar contigo, levá-lo-á a mal e é provável que te negue a absolvição. Ora, vamos, não temas, confessar-te-ás depois... Há tempo de sobra... Há sempre tempo para isso". 

terça-feira, 22 de julho de 2014

OS BENEFÍCIOS DE UMA BOA CONFISSÃO

OS BENEFÍCIOS DE UMA BOA CONFISSÃO


"Não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mateus 9,13).
"Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos Anjos nem aos Arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, ‘O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo." (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3.)




O mês de julho é dedicado à devoção ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma ocasião propícia para a reflexão, a emenda de vida, um exame de consciência profundo e salutar. E lembrando que em agosto faremos a Consagração ao Imaculado Coração de Maria, julho se torna um mês propício para uma preparação à confissão, tema de nosso artigo de hoje.

Para quem quiser aproveitar essa inigualável oportunidade, saibam que, durante o mês de julho (2014), o Padre Cardozo irá preparar os fiéis para fazerem uma boa confissão, até mesmo uma confissão geral. Portanto, entrem em contato com ele, e aproveitem a visita em sua cidade!!!



* * *


BENEFÍCIOS DE UMA BOA CONFISSÃO


Há inúmeros bons livros sobre o tema, e indicarei alguns, no final, assim como alguns links, para aprofundar o estudo, mas hoje vamos falar do BENEFÍCIO DE UMA BOA CONFISSÃO.

Primeiro, contudo, vamos às necessárias conceituações:

1. O QUE É PECADO? 


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Sacrifício para Deus, um espírito contrito

São Jerônimo penitente
de José Ribera
Reconheço o meu pecado, diz Davi. Se eu o reconheço, perdoa-me, Senhor! Mesmo procurando viver bem, de modo algum tenhamos a presunção de ser sem pecado. Que demos valor à vida em que se pede perdão. Os homens sem esperança, quanto menos atentam para os próprios pecados, com tanto maior curiosidade espreitam os alheios. Procuram não o que corrigir, mas o que morder. Não podendo escusar-se, estão prontos a acusar. Não foi este o exemplo de rogar e de satisfazer a Deus que Davi nos deu, dizendo: Porque reconheço meu crime e meu pecado está sempre diante de mim. Davi não estava atento aos pecados alheios. Caía em si, não se desculpava, mas em si mesmo penetrava e descia cada vez mais profundamente. Não se poupava, e por isso podia confiadamente pedir para si o perdão.

Queres reconciliar-te com Deus? Repara como procedes contigo, para que Deus te seja propício. Presta atenção ao salmo, onde lemos: Porque se quisesses um sacrifício, eu o faria certamente; não te causam prazer os holocaustos. Então ficarás sem sacrifício para oferecer? Nada oferecerás? Com nenhuma oblação tornarás Deus propício? Que disseste? Se quisesses um sacrifício, eu o faria certamente; não te causam prazer os holocaustos. Continua, escuta e dize: Sacrifício para Deus é o espírito contrito; o coração contrito e humilhado Deus não o despreza. Rejeitado aquilo que oferecias, encontraste o que oferecer. Como os antepassados, oferecias vítimas de animais, ditos sacrifícios: Se quisesses um sacrifício, eu o faria certamente. Não queres mais este gênero de sacrifícios, no entanto, procuras um sacrifício.

Não te causam prazer os holocaustos. Se não tens prazer com os holocaustos, ficarás sem sacrifício? De modo algum. Sacrifício para Deus é o espírito contrito; o coração contrito e humilhado Deus não o despreza. Tens o que oferecer. Não examines o rebanho, não aprestes navios e não atravesses as mais longínquas regiões em busca de perfumes. Procura em teu coração aquilo de que Deus gosta. O coração deve ser esmagado. Por que temes que o esmagado pereça? Lê-se aqui: Cria em mim, ó Deus, um coração puro. Para que seja criado o coração puro, esmague-se o impuro.

Sintamos aborrecimento por nós mesmos quando pecamos, porque os pecados aborrecem a Deus. Já que não estamos sem pecado, ao menos nisto sejamos semelhantes a Deus: o que lhe desagrada, desagrade também a nós. Em parte tu te unes à vontade de Deus, por te desagradar em ti aquilo mesmo que odeia aquele que te fez.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Penitência e Conversão

Antologia de São João Crisóstomo


Penitência e Conversão



O mais grave é que, encontrando-nos neste estado [de pecado], não pensamos na deformidade da nossa alma nem nos damos conta do seu aspecto horrível. Quando te sentas numa barbearia para cortar o cabelo, imediatamente tomas na mão um espelho e olhas e voltas a olhar como vai ficando o corte e perguntas aos presentes e ao próprio barbeiro se ficou bem o topete da frente. E, mesmo que já sejas um velho, muitas vezes não te envergonhas da mania de imitar a gente jovem. Mas de que a nossa alma esteja deformada, e até de que tenha assumido o aspecto de uma fera [...], nem sequer nos damos conta. No entanto, também aqui dispomos de um espelho espiritual, muito melhor e mais proveitoso que o outro, material. Este espelho não somente põe diante de nós a nossa deformidade, mas até, se o quisermos, pode transformá-la em beleza incomparável. Este espelho é a memória dos homens santos, as histórias da sua vida bem-aventurada, a lição das Escrituras, as leis que por Deus nos foram dadas. Se alguma vez decidires olhar para as imagens desses santos, não somente verás a deformidade da tua própria alma, mas, assim que a vires, não precisarás de mais nada para libertar-te dessa fealdade. Tão proveitoso é para nós esse espelho e com tal facilidade realiza a transformação. (Homilias sobre São Mateus, 4, 9)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A penitência que fez florir o galho seco

Catedral de Sens, imagem da fachada
Catedral de Sens, imagem da fachada
São Bond foi um rico mercador espanhol que se estabeleceu na cidade francesa de Sens há bem mais de 13 séculos.

Os espanhóis têm fama de serem muito ciumentos e ele o era em excesso.

Não se saberia descrever o sofrimento de sua mulher pelos ciúmes do marido. Esses foram tais que acabaram virando doença.

O comerciante viajava com muita frequência e deixava sua casa para fazer os negócios, os quais, aliás, ele conduzia perfeitamente.

Porém, durante toda a sua ausência, devoram-no a desconfiança e a dúvida.

E quando voltava à casa já chegava com os nervos na flor de pele, prestes a explodir numa cólera tão violenta quanto injustificada.

Sua infeliz esposa era a que menos justificava esse tratamento.

Ela não recebia ninguém na ausência do marido, nunca saía e vivia sozinha na companhia de seus filhos e de algumas domésticas.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Catequese, a chave para o Céu: da Penitência

Catequese: a chave para o Céu!

 

Penitência


399. – Que é a Penitência?
A Penitência é um sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo, a quem os confessar arrependido.

400. – Quando recebemos o Sacramento da Penitência?
Recebemos o Sacramento da Penitência quando o sacerdote nos dá a absolvição.

401. – Que é a absolvição?
A absolvição é uma sentença que o sacerdote pronuncia em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, para se perdoarem os pecados ao penitente bem disposto.

402. – Quais e quantas são as coisas necessárias para fazer uma Confissão bem feita?
As coisas necessárias para fazer uma Confissão bem feita são cinco:
1ª – Exame de consciência.
2ª – Confissão de boca.
3ª – Dor de coração.
4ª – Propósito firme de emenda.
5ª – Satisfação da obra.

Exame de consciência


403. – Que é exame de consciência?
Exame de consciência é uma investigação cuidadosa dos pecados que se têm cometido por pensamento, palavras, obras e omissões, a partir da última Confissão bem feita.

404. – Por onde se há de fazer o exame de consciência?
O exame de consciência há de ser feito pelos Mandamentos da Lei de Deus e da Santa Igreja, pelos pecados mortais e pelas obrigações do próprio estado.

405. – No exame devemos investigar o número de pecados?
Sim, no exame devemos investigar o número de pecados mortais.

Confissão de boca


406. – O que é a confissão de boca?
Confissão de boca é uma acusação dos pecados, do seu número e das circunstâncias que mudam a sua espécie, sem deixar nenhum mortal, feita a um sacerdote aprovado, com o fim de receber a absolvição.

407. – Será grande mal ocultar voluntariamente algum pecado mortal na Confissão?
É um grande mal ocultar voluntariamente algum pecado mortal na Confissão; quem o faz comete um sacrilégio, e os [demais] pecados que acusou não lhe ficam perdoados.

408. – Que deve fazer quem ocultou algum pecado mortal na Confissão ou não teve dor nas Confissões precedentes?
Quem ocultou algum pecado mortal na Confissão ou não teve dor nas Confissões precedentes deve fazer uma Confissão geral, acusar os pecados mortais omitidos e os mesmos que confessou, as Confissões nulas e Comunhões sacrílegas que fez, e declarar se eram para cumprir o preceito pascal, porque desse modo não o satisfaria e teria cometido novo pecado.

409. – Quem, sem culpa, omitiu ou esqueceu um pecado mortal, fez uma Confissão bem feita?
Quem sem culpa omitiu ou esqueceu um pecado mortal, fez uma Confissão bem feita; mas tem de acusar-se depois.

Dor de coração

410. – Que é dor de coração?
Dor de coração é uma dor da alma e detestação dos pecados cometidos, com propósito de não pecar mais.

411. – É necessário ter dor de todos os pecados mortais cometidos?
É necessário ter dor de todos os pecados mortais cometidos, sem exceção; e convém tê-la também dos veniais.

Propósito firme de emenda


412. – Que é propósito firme de emenda?
Propósito firme de emenda é a vontade firme de nunca mais cometer pecado e de fugir das ocasiões.

Satisfação de obra


413. –  Que é a satisfação de obra?
A satisfação de obra é a reparação da injúria que com nossos pecados fizemos a Deus e do prejuízo que causamos ao próximo.

414. – Em geral, a que se reduz a satisfação de obra?
A satisfação de obra reduz-se em geral a cumprir penitência que o confessor do pecador, em desconto de pena temporal merecida pelo pecado.

Maneira de fazer a Confissão


415. – Que devemos fazer quando nos dispomos para a Confissão?
Quando nos dispomos para a Confissão, devemos pedir o auxílio divino invocando o Espírito Santo e examinar cuidadosamente a consciência.

416. – Que devemos fazer depois do exame?
Depois do exame, devemos excitar em nós a dor de coração, pensando que pelos nossos pecados ofendemos a Deus, que é infinitamente bom; que os nossos pecados foram a causa da morte de Nosso Senhor Jesus Cristo; e que, enfim, nos tornam indignos do Céu e merecedores do inferno.

417. – Que devemos fazer ao chegar ao confessionário?
Ao chegar ao confessionário devemos:
1º ajoelhar, fazer o sinal da Cruz e pedir a benção dizendo: "Abençoai-me, padre, porque pequei"; 2º recitar a Confissão (Confiteor), até as palavras "minha tão grande culpa"; 3º dizer há quanto tempos nós confessamos, se fomos absolvidos e se cumprimos a penitência; 4º finalmente, acusar-nos de todos os pecados com singeleza, sem misturar coisas inúteis e responder sinceramente às perguntas do confessor.

418. – Que devemos fazer depois de acusados os pecados?
Depois de acusados os pecados, deve-se acrescentar: "Acuso-me, também, de todos os mais pecados que cometi, mas de que me não recordo, e de todos os da minha vida passada, especialmente...; deles peço perdão a Deus e a vós, padre, a absolvição"; depois concluiremos a Confissão (Confiteor): "Portanto, peço e rogo...".

419. – Que devemos fazer depois de concluir a Confissão (Confiteor)?
Depois de concluir a Confissão (Confiteor), devemos escutar, respeitosamente, as admoestações do confessor, o qual faz as vezes de Nosso Senhor Jesus Cristo; tomar muito sentido na penitência e recitar o Ato de Contrição, enquanto o confessor dá a absolvição.

420. – Que devemos fazer depois da Confissão?
Depois da Confissão devemos agradecer a Deus o perdão que nos concedeu, renovar a resolução de evitar o pecado e cumprir o mais breve possível a penitência.

"A Chave do Céu", Abade José Lourenço Pereira de Matos, Imprimatur 1939, Livraria Figueirinha, Porto, 1958, pp. 314-320.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Auxílio para o Sacramento da Penitência


Pequeno Catecismo da Penitência


I - AS QUATRO CONDIÇÕES


Para bem receber o sacramento da penitência são requeridas quatro condições: conhecer os pecados cometidos; estar deles contrito; confessá-los e cumprir a penitência que o confessor impôs.


II - EXAME DE CONSCIÊNCIA


Conhecimento dos pecados: Peçamos primeiro ao Espírito Santo que nos ilumine, rezando o Vinde Espírito Santo. Depois, façamos um exame de consciência sério, com serenidade, sobre a nossa vida, os mandamentos da Lei de Deus e da Santa Igreja, os pecados capitais e os nossos deveres de estado.

Sentido da nossa vida: Antes de tudo, perguntemos a nós mesmos se Deus está no centro da nossa vida, se é para nós um Pai, e se correspondemos ao seu infinito amor com um amor sem reserva e uma obediência generosa. Vejamos se Cristo, seu único Filho, é para nós modelo perfeito para seguir e se vivemos a sua vida pela fé e os sacramentos. Pensemos seriamente se o Espírito Santo encontra na nossa alma a sua digna habitação e se somos caridosos para com Deus e para com os homens. Seremos nós membros ativos e fiéis da Igreja, e esforçamo-nos por ser seus apóstolos junto dos nossos irmãos? Trabalhamos sem desfalecimento na nossa perfeição e fazemos render os talentos que Deus nos concedeu? 

a) MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

QUARESMA: CALENDÁRIO PERMANENTE DE PENITÊNCIAS

Editado em 2025. Atualize as datas; as sugestões permanecem as mesmas. 

 

CALENDÁRIO PERMANENTE DE PENITÊNCIAS QUARESMAIS


CRISTO NO DESERTO
Ivan Nikolaevich Kramskoy (1837–1887)
CLIQUE PARA AMPLIAR


Começo por deixar exemplos de coisas – simples, corriqueiras – que podem nos ajudar a melhor nos prepararmos, durante este tempo quaresmal, para a celebração da Semana Santa:
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•    Desligar a televisão
•    Esquecer o SKY/NETFLIX/FACEBOOK/INSTAGRAM/WHATSAPP etc.
•    Desligar o som do carro na volta pra casa, e aproveitar o silêncio para meditar os Novíssimos (aqui ou aqui) ou para rezar o terço.
•    Cortar o refrigerante das refeições.

•    Deixar de comer doces
•    Não consumir bebidas alcoólicas
•    Não ir à boate, à festa, ao cinema (isto para o católico deveria ser REGRA)
•    Fazer uma hora de silêncio durante o trabalho
•    Não tomar o analgésico para a dor de cabeça
•    Visitar um hospital
•    Deixar de fazer o comentário espirituoso que iria provocar gargalhadas
•    Sorrir mais, gargalhar menos
•    Falar aos outros sobre a importância da penitência durante a Quaresma
•    Trocar a coca-cola gelada, no calor, por um copo d’água
•    Visitar parentes que não se vê há tempos
•    Rezar (pelo menos) um terço a mais
•    Calçar o sapato desconfortável
•    Dar de comer a quem tem fome
•    Lavar os pratos, a roupa, o banheiro, no lugar de alguém
•    Ler um livro piedoso
•    Em suma, reclamar menos, rezar mais


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Alma cristã

Há uma confusão que consigo traz a glória e a graça


"Desde que cometeste um pecado, por que recusas confessá-lo, alma cristã? Eu me envergonho, dizes. 'Ouve, desgraçada, exclama S. Agostinho, pensas unicamente na vergonha e não pensas na condenação eterna que te espera se te não confessares'. Envergonhas-te, dizes. Mas por quê? Que loucura, continua o mesmo Santo, não te envergonhas de ferir mortalmente a tua alma e envergonhas-te de deixá-la examinar para que seja curada? Se o médico não vê a ferida e não conhece bem o mal, não poderá curá-lo."



"Um discípulo de Sócrates entrou uma vez na casa de uma mulher de má vida. Querendo sair, avistou o mestre, que por aí passava, e tornou a entrar depressa, para não ser visto. Sócrates, porém, havia-o visto e, aproximando-se da casa, disse: Meu filho, é uma vergonha entrar nesta casa, não, porém, sair dela. É também o que te digo: Meu filho, é uma vergonha cometer o pecado; não, porém libertar-se dele pela confissão."


"Escuta o que diz o Espírito Santo: Há uma vergonha que traz consigo o pecado e há uma confusão que consigo traz a glória e a graça (Ecli 4, 25). Devemos fugir da vergonha que nos leva ao pecado e nos torna inimigos de Deus; não, porém, da que, ligada à confissão dos pecados, nos granjeia a graça de Deus e a glória do céu."


- Santo Afonso de Ligório (Excerto extraído do livro Escola de Perfeição Cristã, capítulo oitavo, do sacramento da Penitência)


Fonte: Ecclesia Una

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