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domingo, 29 de março de 2015

SAGRAÇÃO EPISCOPAL 2015: Uma confissão de Menzingen

Uma confissão de Menzingen


Dom Tomás de Aquino 
 
O comunicado de Menzingen, de 19 de março, ainda que breve, nos ensina um bom número de coisas. Entre outras, encontramos ali uma confissão: que Monsenhor Williamson foi expulso da Fraternidade São Pio X por causa de sua oposição à política acordista de Mons. Fellay.

Até o presente, Menzingen falava de desobediência: Monsenhor Williamson era um indisciplinado, um mau subordinado, que não obedece às ordens recebidas. Agora, Menzingen confessa a verdadeira razão: “as vivas críticas” de Mons. Williamson a respeito das relações de Menzingen com Roma. O mesmo vale para Mons. Faure. Eis aqui sua falha.

O affaire da carta dos três bispos a Mons. Fellay e a seus assistentes não foi digerido. Relações com Roma, Mons. Lefebvre bem que as teve, mas com a esperança de que Roma se recuperasse, que desse marcha a ré. De fato, Mons. Lefebvre era quem dirigia as negociações, e o fazia com uma certeza invencível, porque seu critério foi a Fé de sempre. Inclusive, ao fazê-lo, quase caiu na armadilha de Roma. “Fui demasiado longe”, disse.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

EM QUE TE OCUPAS?

EM QUE TE OCUPAS?


Queixava-se um jovem ao seu confessor, dizendo-lhe que ouvia mal a missa.
- Que fazes durante a Missa? Em que te ocupas?
- Não faço outra coisa senão chorar os meus pecados.
- Continua, meu amigo; desse modo ouves muito bem a missa.



TESOURO DE EXEMPLOS N. 268 - Padre Francisco Alves (livro, compre aqui).

  
Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

TU E A CONFISSÃO

TU E A CONFISSÃO



Por Daniel A. Lord, S. J.

 


É PARA TODOS. 

Nosso Senhor instituiu a Confissão para todos. Por isto, todos os católicos se confessam.

O Santo Padre, como qualquer outro homem, ajoelha-se perante seu confessor e diz seus pecados. Uma das primeiras coisas que a criança aprende é fazer uma boa Confissão. A Igreja aconselha seus membros de se confessarem antes da maior parte das ações importantes da vida. E, no fim, quando a morte está lançando a sua sombra, na antecipação do voo rápido da alma para a Eternidade, a graça mais importante que pode ter um moribundo é uma boa Confissão.

Pecadores, depois de uma vida de pecados e vícios, podem achar o caminho de volta para Deus somente pelo arrependimento e a Confissão.

Mas, os Santos gostam de se confessar; pois, depois de ter referido seus pecados e sentido a inefável misericórdia e amor de Deus, verificam quão perto estão de Deus.

terça-feira, 22 de julho de 2014

OS BENEFÍCIOS DE UMA BOA CONFISSÃO

OS BENEFÍCIOS DE UMA BOA CONFISSÃO


"Não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mateus 9,13).
"Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos Anjos nem aos Arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, ‘O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo." (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3.)




O mês de julho é dedicado à devoção ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, uma ocasião propícia para a reflexão, a emenda de vida, um exame de consciência profundo e salutar. E lembrando que em agosto faremos a Consagração ao Imaculado Coração de Maria, julho se torna um mês propício para uma preparação à confissão, tema de nosso artigo de hoje.

Para quem quiser aproveitar essa inigualável oportunidade, saibam que, durante o mês de julho (2014), o Padre Cardozo irá preparar os fiéis para fazerem uma boa confissão, até mesmo uma confissão geral. Portanto, entrem em contato com ele, e aproveitem a visita em sua cidade!!!



* * *


BENEFÍCIOS DE UMA BOA CONFISSÃO


Há inúmeros bons livros sobre o tema, e indicarei alguns, no final, assim como alguns links, para aprofundar o estudo, mas hoje vamos falar do BENEFÍCIO DE UMA BOA CONFISSÃO.

Primeiro, contudo, vamos às necessárias conceituações:

1. O QUE É PECADO? 


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Um exame de consciência para adultos

Os Sete Sacramentos: Confissão
Antonio Novelli - 1779

Um exame de consciência para adultos
 
Acredito num Salvador que me ama, que perdoa os meus pecados e que me dá a graça de me tornar santo. Jesus Cristo, através do ministério dos Seus sacerdotes, faz ambas as coisas no Sacramento da Penitência.
"Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio... Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; e a quem os retiverdes, ser-lhe-ão retidos." (João 20:21-23)
"Mesmo que os teus pecados sejam como escarlate, ficarão brancos como neve." (Isaías 1:18)
"Não vim chamar os justos, mas os pecadores." (Mateus 9:13)
"Os homens receberam de Deus um poder que não foi dado aos anjos nem aos arcanjos. Nunca foi dito aos espíritos celestes, ‘O que ligardes e desligardes na terra será ligado e desligado no céu’. Os príncipes deste mundo só podem ligar e desligar o corpo. O poder do sacerdote vai mais além; alcança a alma, e exerce-se não só em batizar, mas ainda mais em perdoar os pecados. Não coremos, pois, ao confessar as nossas faltas. Quem se envergonhar de revelar os seus pecados a um homem, e não os confessar, será envergonhado no Dia do Juízo na presença de todo o Universo." (S. João Crisóstomo, Tratado sobre os Sacerdotes, Liv. 3)

Oração para antes da Confissão:  
Senhor, iluminai-me para me ver a mim próprio tal como Vós me vedes, e dai-me a graça de me arrepender verdadeira e efetivamente dos meus pecados. O Virgem Santíssima, ajudai-me a fazer uma boa confissão.

Como se Confessar: 
Antes de mais, examine bem a sua consciência. Em seguida, diga ao sacerdote que pecados específicos cometeu, e, com a maior exatidão possível, quantas vezes os cometeu desde a sua última boa confissão. Só é obrigado a confessar os pecados mortais, visto que pode obter o perdão dos seus pecados veniais através de sacrifícios e atos de caridade. Se estiver em dúvida sobre se um pecado é mortal ou venial, mencione ao confessor a sua dúvida. Recorde-se, também, que a confissão dos pecados veniais ajuda muito a evitar o pecado e a avançar na direção do Céu.

Condições necessárias para um pecado ser mortal:
1.    Matéria séria
2.    Reflexão suficiente
3.    Pleno consentimento da vontade

Considerações preliminares:
1.    Alguma vez deixei de confessar um pecado grave, ou conscientemente disfarcei ou escondi um tal pecado? Nota: Esconder deliberadamente um pecado mortal invalida a confissão, e é igualmente pecado mortal. Lembre-se que a confissão é privada e sujeita ao Sigilo da Confissão, o que quer dizer que é pecado mortal um sacerdote revelar a quem quer que seja a matéria de uma confissão.
2.    Alguma vez fui irreverente para com este Sacramento, não examinando a minha consciência com o devido cuidado?
3.    Alguma vez deixei de cumprir a penitência que o sacerdote me impôs?
4.    Tenho quaisquer hábitos de pecado grave que deva confessar logo no início (por exemplo, impureza, alcoolismo, etc.)?

Primeiro Mandamento:  Eu sou o Senhor teu Deus, Não terás deuses estranhos perante Mim (incluindo pecados contra a Fé, Esperança e Caridade).
1.    Descuidei o conhecimento da minha fé, tal como o Catecismo a ensina, tal como o Credo dos Apóstolos, os Dez Mandamentos, os Sete Sacramentos, o Pai Nosso, etc?
2.    Alguma vez duvidei deliberadamente de algum ensinamento da Igreja, ou o neguei?
3.    Tomei parte num ato de culto não católico?
4.    Sou membro de alguma organização religiosa não católica, de alguma sociedade secreta ou de um grupo anticatólico?
5.    Alguma vez li, com consciência do que fazia, alguma literatura herética, blasfema ou anticatólica?
6.    Pratiquei alguma superstição (tal como horóscopos, adivinhação, tábua Ouija, etc.)?
7.    Omiti algum dever ou prática religiosa por respeitos humanos?
8.    Recomendo-me a Deus diariamente?
9.    Tenho rezado fielmente as minhas orações diárias?
10.    Abusei os Sacramentos de alguma maneira? Recebi-os com irreverência, como, por exemplo, a Comunhão na Mão sem obedecer aos princípios e às sete regras promulgadas por Paulo VI como sendo obrigatórias neste caso?
11.    Trocei de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja, dos Sacramentos, ou de quaisquer coisas santas?
12.    Fui culpado de grande irreverência na igreja, como, por exemplo, em conversas, comportamento ou modo como estava vestido?
13.    Fui indiferente quanto à minha Fé Católica — acreditando que uma pessoa pode salvar-se em qualquer religião, ou que todas as religiões são iguais?
14.    Presumi em qualquer altura que tinha garantida a misericórdia de Deus?
15.    Desesperei da misericórdia de Deus?
16.    Detestei a Deus?
17.    Dei demasiada importância a alguma criatura, atividade, objeto ou opinião?

Segundo Mandamento: Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão.
1.    Jurei pelo nome de Deus falsamente, impensadamente, ou em assuntos triviais e sem importância?
2.    Murmurei ou queixei-me contra Deus (blasfêmia)?
3.    Amaldiçoei-me a mim próprio, ou a outra pessoa ou criatura?
4.    Provoquei alguém à ira, para fazê-lo praguejar ou blasfemar a Deus?
5.    Quebrei uma promessa feita a Deus?

Terceiro Mandamento: Recorda-te de santificar o Dia de Sábado.
1.    Faltei à Missa nos Domingos ou Festas de guarda?
2.    Cheguei atrasado à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saí mais cedo por minha culpa?
3.    Fiz com que outras pessoas faltassem à Missa nos Domingos e Dias Santos de guarda, ou saíssem mais cedo, ou chegassem atrasados à Missa?
4.    Estive distraído propositadamente durante a Missa?
5.    Fiz ou mandei fazer trabalho servil desnecessário num Domingo ou Festa de guarda?
6.    Comprei ou vendi coisas sem necessidade nos Domingos e Dias Santos de guarda?

Quarto Mandamento: Honra o teu pai e a tua mãe.
1.    Desobedeci aos meus pais, faltei-lhes ao respeito, descuidei-me em ajudá-los nas suas necessidades ou na compilação do seu testamento, ou recusei-me a fazê-lo?
2.    Mostrei irreverência em relação a pessoas em posições de autoridade?
3.    Insultei ou disse mal de sacerdotes ou de outras pessoas consagradas a Deus?
4.    Tive menos reverência para com pessoas de idade?
5.    Tratei mal a minha esposa ou os meus filhos?
6.    Foi desobediente ao meu marido, ou faltei-lhe ao respeito?
7.    Sobre os meus filhos:
a)    Descuidei as suas necessidades materiais?
b)    Não tratei de os fazer batizar cedo? *(Veja-se em baixo.)
c)    Descuidei a sua educação religiosa correta?
d)    Permiti que eles descuidassem os seus deveres religiosos?
e)    Consenti que se encontrassem ou namorassem sem haver hipótese de se celebrar o matrimónio num futuro próximo? (Santo Afonso propõe um ano, no máximo).
f)    Deixei de vigiar as companhias com quem andam?
g)    Deixei de discipliná-los quando necessitassem de tal?
h)    Dei-lhes mau exemplo?
i)    Escandalizei-os, discutindo com o meu cônjuge em frente deles?
j)    Escandalizei-os ao dizer imprecações e obscenidades à sua frente?
k)    Guardei modéstia na minha casa?
l)    Permiti-lhes que usassem roupa imodesta (minissaias; calças justas, vestidos ou camisolas justos; blusas transparentes; calções muito curtos; fatos de banho reveladores; etc.)? 
m)    Neguei-lhes a liberdade de casar ou seguir uma vocação religiosa?
* As crianças devem ser batizadas o mais cedo possível. Além das prescrições diocesanas particulares, parece ser a opinião geral ... que uma criança deve ser batizada cerca de uma semana ou dez dias a seguir ao nascimento. Muitos católicos atrasam o baptismo por quinze dias ou um pouco mais. A ideia de administrar o Baptismo nos três dias que se seguem ao parto é demasiado estrita. Santo Afonso, seguindo a opinião geral, pensava que um atraso não justificado de mais de dez ou onze dias a seguir ao parto seria um pecado grave. Segundo o costume moderno, que é conhecido e não corrigido pelos Ordinários locais, um atraso de mais de um mês sem motivo seria um pecado grave. Se não houve perigo aparente para a criança, os pais que atrasem o baptismo por três semanas, pouco mais ou menos, não podem ser acusadas de pecado grave, mas a prática de batizar o recém-nascido na semana ou dez dias que se seguem ao parto deve recomendar-se firmemente; e, de facto, pode mesmo recomendar-se um período ainda mais curto. — H. Davis S.J., Moral and Pastoral Theology, Vol. III, pg. 65, Sheed and Ward, New York, 1935

Quinto Mandamento: Não matarás. 1.    Procurei, desejei ou apressei a morte ou o ferimento de alguém?
2.    Alimentei ódio para com alguém?
3.    Oprimi alguém?
4.    Desejei vingar-me?
5.    Provoquei a inimizade entre outras pessoas?
6.    Discuti ou lutei com alguém?
7.    Desejei mal a alguém?
8.    Quis ferir ou maltratar alguém, ou tentei fazê-lo?
9.    Recuso-me a falar com alguém, ou ressentimento de alguém?
10.    Regozijei-me com a desgraça alheia?
11.    Tive ciúmes ou inveja de alguém?
12.    Fiz ou tentei fazer um aborto, ou aconselhei alguém a que o fizesse?
13.    Mutilei o meu corpo desnecessariamente de alguma maneira?
14.    Consenti em pensamentos de suicídio, desejei suicidar-me ou tentar suicidar-me?
15.    Embriaguei-me ou usei drogas ilícitas?
16.    Comi demais, ou não como o suficiente por descuido (isto é, alimentos nutritivos)?
17.    Deixei de corrigir alguém dentro das normas da caridade?
18.    Causei dano à alma de alguém, especialmente crianças, dando escândalo através de mau exemplo?
19.    Fiz mal à minha alma, expondo-a intencionalmente e sem necessidade a tentações, como maus programas de TV, música reprovável, praias, etc.?

Sexto e Nono Mandamentos: Não cometerás adultério. Não cobiçarás a mulher do próximo.
1.    Neguei ao meu cônjuge os seus direitos matrimoniais?
2.    Pratiquei o controlo de natalidade (com pílulas, dispositivos, interrupção)?
3.    Abusei dos meus direitos matrimoniais de algum outro modo?
4.    Cometi adultério ou fornicação (sexo pré-marital)?
5.    Cometi algum pecado impuro contra a natureza (homossexualidade ou lesbianismo, etc.)?
6.    Toquei ou abracei outra pessoa de forma impura?
7.    Troquei beijos prolongados ou apaixonados?
8.    Pratiquei a troca prolongada de carícias?
9.    Pequei impuramente contra mim próprio (masturbação)?
10.    Consenti em pensamentos impuros, ou tive prazer neles?
11.    Consenti em desejos impuros para com alguém, ou desejei conscientemente ver ou fazer alguma coisa impura?
12.    Entreguei-me conscientemente a prazeres sexuais, completos ou incompletos?
13.    Fui ocasião de pecado para os outros, por usar roupa justa, reveladora ou imodesta?
14.    Fiz alguma coisa, deliberadamente ou por descuido, que provocasse pensamentos ou desejos impuros noutra pessoa?
15.    Li livros indecentes ou vi figuras obscenas?
16.    Vi filmes ou programas de televisão sugestivos, ou pornografia na Internet, ou permiti que os meus filhos os vissem?
17.    Usei linguagem indecente ou contei histórias indecentes?
18.    Ouvi tais histórias de boa vontade?
19.    Gabei-me dos meus pecados, ou deleitei-me em recordar pecados antigos?
20.    Estive com companhias indecentes?
21.    Consenti em olhares impuros?
22.    Deixei de controlar a minha imaginação?
23.    Rezei imediatamente, para afastar maus pensamentos e tentações?
24.    Evitei a preguiça, a gula, a ociosidade, e as ocasiões de impureza?
25.    Fui a bailes imodestos ou peças de teatro indecentes?
26.    Fiquei sozinho sem necessidade na companhia de alguém do sexo oposto?
Note bem: Não tenha receio de confessar ao sacerdote qualquer pecado impuro que tenha cometido. Não esconda ou tente disfarçá-lo. O sacerdote está ali para ajudá-lo e perdoar. Nada do que possa dizer o escandalizará; por isso, não tenha medo, por mais envergonhado que esteja.

Sétimo e Décimo Mandamentos: Não roubarás. Não cobiçarás os bens do teu próximo.
1.    Roubei alguma coisa? O quê, ou quanto?
2.    Danifiquei a propriedade de outrem?
3.    Deixei estragar, por negligência, a propriedade de outrem?
4.    Fui negligente na guarda do dinheiro ou bens de outrem?
5.    Fiz batota ou defraudei alguém?
6.    Joguei em excesso?
7.    Recusei-me a pagar alguma dívida, ou descuidei-me no seu pagamento?
8.    Adquiri alguma coisa que sabia ter sido roubada?
9.    Deixei de restituir alguma coisa emprestada?
10.    Lesei o meu patrão, não trabalhando como se esperava de mim?
11.    Fui desonesto com o salário dos meus empregados?
12.    Recusei-me a ajudar alguém que precisasse urgentemente de ajuda, ou descuidei-me a fazê-lo?
13.    Deixei de restituir o que roubei, ou obtive por embuste ou fraude? (Pergunte ao sacerdote como poderá fazer a restituição, ou seja, devolver ao legítimo dono o que lhe tirou).
14.    Tive inveja de alguém, por ter algo que eu não tenho?
15.    Invejei os bens de alguém?
16.    Tenho sido avarento?
17.    Tenho sido cúpido e invejoso, dando demasiada importância aos bens e confortos materiais? O meu coração inclina-se para as posses terrenas ou para os verdadeiros tesouros do Céu?

Oitavo Mandamento: Não levantarás falsos testemunhos contra o teu próximo.
1.    Menti a respeito de alguém (calúnia)?
2.    As minhas mentiras causaram a alguém danos materiais ou espirituais?
3.    Fiz julgamentos temerários a respeito de alguém (isto é, acreditei firmemente, sem provas suficientes, que eram culpados de algum defeito moral ou crime)?
4.    Atingi o bom nome de alguém, revelando faltas autênticas mas ocultas (maledicência)?
5.    Revelei os pecados de outra pessoa?
6.    Fui culpado de fazer intrigas (isto é, de contar alguma coisa desfavorável que alguém disse de outra pessoa, para criar inimizade entre eles)?
7.    Dei crédito ou apoio à divulgação de escândalos sobre o meu próximo?
8.    Jurei falso ou assinei documentos falsos?
9.    Sou crítico ou negativo sem necessidade ou falto à caridade nas minhas conversas?
10.    Lisonjeei outras pessoas?

As obras de Misericórdia espirituais e corporais
Descuidei-me no cumprimento das obras seguintes, quando as circunstâncias mo pediam?

As sete obras de Misericórdia espirituais
1. Dar bom conselho aos que pecam. 2. Ensinar os ignorantes. 3. Aconselhar os que duvidam. 4. Consolar os tristes. 5. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo. 6. Perdoar as injúrias por amor de Deus. 7. Rogar a Deus pelos vivos e pelos defuntos.

As sete obras de Misericórdia corporais
1. Dar de comer a quem tem fome. 2. Dar de beber a quem tem sede. 3. Vestir os nus. 4. Visitar e resgatar os cativos. 5. Dar pousada aos peregrinos. 6. Visitar os doentes. 7. Enterrar os mortos.
Lembre-se que a nossa Santa Fé Católica nos ensina que ... assim como o corpo sem o espírito está morto, também a fé sem obras está morta (Tiago 2: 26).

Os sete pecados mortais e as virtudes opostas
1. Soberba.......................................Humildade
2. Avareza.......................................Liberalidade
3. Luxúria........................................Castidade
4. Ira..............................................Paciência
5. Gula............................................Temperança
6. Inveja..........................................Caridade
7. Preguiça.......................................Diligência

Os cinco efeitos do orgulho
1. Vanglória: a. Jactância b. Dissimulação/ Duplicidade
2. Ambição
3. Desprezo dos outros
4. Ira/ Vingança/ Ressentimento
5. Teimosia/ Obstinação.

Nove maneiras de ser cúmplice do pecado de outrem
a. Alguma vez fiz deliberadamente com que outros pecassem?
b. Alguma vez cooperei nos pecados de outrem:
1. Aconselhando? 2. Mandando? 3. Consentindo? 4. Provocando? 5. Lisonjeando? 6. Ocultando? 7. Compartilhando? 8. Silenciando? 9. Defendendo o mal feito?

Os quatro pecados que bradam aos Céus1. Homicídio voluntário. 2. O pecado de sodomia ou lesbianismo. 3. Opressão dos pobres. 4. Não pagar o salário justo a quem trabalha.

Os seis Mandamentos da Igreja
1.    Ouvi Missa nos Domingos e Festas de guarda?
2.    Cumpri o jejum e a abstinência nos dias prescritos, e guardei o jejum eucarístico?
3.    Confessei-me pelo menos uma vez no ano?
4.    Recebi a Sagrada Eucaristia pelo menos uma vez por ano?
5.    Contribui, na medida do possível, para as despesas do culto?
6.    Observei as leis da Igreja sobre o Matrimónio, ou seja, quanto ao matrimónio sem a presença de um sacerdote, ou no caso de matrimónio com um parente próximo ou um não-Católico?

As cinco blasfêmias contra o Coração Imaculado de Maria
1.    Blasfemei contra a Imaculada Conceição?
2.    Blasfemei contra a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora?
3.    Blasfemei contra a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Deixei de reconhecer a Nossa Senhora como Mãe de todos os homens?
4.    Tentei publicamente semear nos corações das crianças indiferença ou desprezo, ou mesmo ódio, em relação à sua Mãe Imaculada?
5.    Ultrajei-A diretamente nas Suas santas imagens?

Finalmente:
Recebi a Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal? (Este é um sacrilégio muito grave).
O exame dos pecados veniais de Santo António Maria Claret

A alma deve evitar todos os pecados veniais, especialmente os que abrem caminho ao pecado grave. Ó minha alma, não chega desejar firmemente antes sofrer a morte do que cometer um pecado grave. É necessário tem uma resolução semelhante em relação ao pecado venial. Quem não encontrar em si esta vontade, não pode sentir-se seguro. Não há nada que nos possa dar uma tal certeza de salvação eterna do que uma preocupação constante em evitar o pecado venial, por insignificante que seja, e um zelo definido e geral, que alcance todas as práticas da vida espiritual — zelo na oração e nas relações com Deus; zelo na mortificação e na negação dos apetites; zelo em obedecer e em renunciar à vontade própria; zelo no amor de Deus e do próximo. Para alcançar este zelo e conservá-lo, devemos querer firmemente evitar sempre os pecados veniais, especialmente os seguintes:
1.    O pecado de dar entrada no coração de qualquer suspeita não razoável ou de opinião injusta a respeito do próximo.
2.    O pecado de iniciar uma conversa sobre os defeitos de outrem, ou de faltar à caridade de qualquer outra maneira, mesmo levemente.
3.    O pecado de omitir, por preguiça, as nossas práticas espirituais, ou de cumpri-las com negligência voluntária.
4.    O pecado de manter um afeto desregrado por alguém.
5.    O pecado de ter demasiada estima por si próprio, ou de mostrar satisfação vã por coisas que nos dizem respeito.
6.    O pecado de receber os Santos Sacramentos de forma descuidada, com distrações e outras irreverências, e sem preparação séria.
7.    Impaciência, ressentimento, recusa em aceitar desapontamentos como vindo da Mão de Deus; porque isto coloca obstáculos no caminho dos decretos e disposições da Divina Providência quanto a nós.
8.    O pecado de nos proporcionarmos uma ocasião que possa, mesmo remotamente, manchar uma situação imaculada de santa pureza.
9.    O pecado de esconder propositadamente as nossas más inclinações, fraquezas e mortificações de quem devia saber delas, querendo seguir o caminho da virtude de acordo com os caprichos individuais e não segundo a direção da obediência.
Nota: Fala-se aqui de situações em que encontraremos aconselhamento digno se o procurarmos, mas nós, apesar disso, preferimos seguir as nossas próprias luzes, embora frouxas.

Oração para uma boa confissão:
Meu Deus, por causa dos meus pecados crucifiquei de novo o Vosso Divino Filho e escarneci dEle. Por isto sou merecedor da Vossa cólera e expus-me ao fogo do Inferno. E como fui ingrato para conVosco, meu Pai do Céu, que me criastes do nada, me redimistes pelo preciosíssimo sangue do Vosso Filho e me santificastes pelos Vossos santos Sacramentos e pelo Espírito Santo! Mas Vós poupastes-me pela Vossa misericórdia, para que eu pudesse fazer esta confissão. Recebei-me, pois, como Vosso filho pródigo e dai-me a graça de uma boa confissão, para que possa recomeçar a amar-Vos de todo o meu coração e de toda a minha alma, e para que possa, a partir de agora, cumprir os Vossos Mandamentos e sofrer com paciência os castigos temporais que possam cair sobre mim. Espero, pela Vossa bondade e poder, obter a vida eterna no Paraíso. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém.

Nota final

Lembre-se de confessar os seus pecados com arrependimento sobrenatural, tendo uma resolução firme de não tornar a pecar e de evitar situações que levem ao pecado. Peça ao seu confessor que o ajude a superar alguma dificuldade que tenha em fazer uma boa confissão. Cumpra prontamente a sua penitência.
Ato de Contrição
Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido, e com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.

Fonte:
Em Portugal - Apartado 4066, 3030-901 Coimbra
U.S.A. – P.O. Box 142, Kenmore, NY 14217
telefone: 716-853-1822
Internet: www.fatima.org • correio electrónico: info@fatima.org 


Sacramento da Confissão
Catecismo Ilustrado - 1910
 _

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Uma boa confissão: dor e propósito



Pe. Luiz Chiavarino
Diálogos, fatos e exemplos




"Muitas obras existentes versando sobre tal assunto, sejam elas grandes ou pequenas, talvez, nenhuma obra lhes pareça tão simples, e tão clara como esta, tão apta a lhes proporcionar a ocasião de conhecerem:

1  -  Vida a excelência da confissão;
2  -  A importância muito grande de bem se servirem dela;
3 - A necessidade de frequentá-la mais a miúdo, e muitas outras coisas, todas elas interessantes no que diz respeito a esse sacramento."

Discípulo — Padre, é coisa importante sentir a dor dos pecados cometidos?

Mestre — A dor dos pecados é coisa importantíssima, de todo indispensável mesmo, para cada confissão. Sem ela o Sacramento não terá lugar. Assim como o Sacramento do Batismo não se pode realizar sem água, também não é possível o Sacramento da Penitência sem dor...

D. — Então todos aqueles cuja principal preocupação é a procura dos pecados, e que pouco se importam de excitar a dor, não fazem boas confissões?

M. — Fazem todos confissões sacrílegas ou nulas; sacrílegas quando se conhece a própria falta de dor; nula se se ignora o fato. É verdade que a boa vontade de se confessar bem, e na diligência em fazer bem o exame a dor está incluiria; portanto não há motivos para sustos.

D. — Como é que se deve fazer para excitar a dor dos pecados?

M. — Deitemos um olhar para o inferno, merecido com os nossos pecados; contemplemos o Paraíso, perdido, com os nossos pecados. Deitemos um olhar para o crucifixo, onde Jesus agoniza por causa das nossas culpas. Pensemos que Deus é tudo e nós nada; que de uma hora para outra pode abandonar-nos; que muitos, mais moços do que nós, já estão no inferno e que, se nós ainda estamos aqui, é porque Ele usa conosco de misericórdia. Era uma quinta feira santa. Um oficialzinho elegante chegou ao confessionário e, sem mais nada, foi dizendo:

— Padre, desculpe a minha franqueza: sou militar; não vim aqui para me confessar, mas somente para satisfazer o desejo de minha mãe e de minhas irmãs, que me observam do banco. Elas querem que eu comungue na Páscoa, mas eu não creio nisso, até me rio.

— Então o senhor se ri da religião e dos Sacramentos?

— Sim, Padre, eu me rio da religião e dos Sacramentos.

— Ri-se também da verdade eterna, do inferno e do Paraíso?

— Sim senhor, Padre, rio disso também.

— Sendo assim, o senhor mesmo pode compreender que não posso absolvê-lo, nem mandá-lo para a Comunhão.

— Mas eu tenho que comungar para contentar à minha mãe e ás minhas irmãs.

— Bem, façamos então assim: o senhor trate de temporizar com sua mãe e com suas irmãs. Diga-lhes que o Confessor lhe impôs uma penitência antes de Comungar. Enquanto isso, o senhor, cumprirá a penitência que lhe vou dar e voltará aqui.

— Quê penitência vai me dar se não me confessei?

— Quê importa? O senhor, vindo aqui simula uma confissão. Penso que não quer fazer caçoada de mim, portanto fará a penitência: quero que me prometa como bom soldado.

— Seja como quiser: farei a penitência; mas qual?

— Nestas três noites o senhor renunciará o clube e os divertimentos e, assim que se deitar, deverá dizer: Meu Deus, eu creio em Vós, mas me rio da Vossa Religião e dos Vossos Sacramentos. Creio em Vós, mas me rio da morte e do juízo final. Creio... mas me rio do inferno e da eternidade. Depois disso dormirá tranqüilo; fá-lo-á?

— Padre eu lho prometo: palavra de soldado, palavra de rei! Levanta-se e Vai embora. Sábado à noite ei-lo de novo no confessionário ajoelha-se, e:

— Padre, exclama, eu sou o oficial da penitência; eu a cumpri e venho para dizer-lhe que, pensando seriamente, não sinto mais vontade de rir de tudo aquilo: pelo contrário, temo tudo. Tenha a bondade de me ajudar a fazer uma boa confissão.

O efeito desejado estava obtido. O pensamento dos "Novíssimos" tinha conseguido o arrependimento do militar, que, no fundo, ainda conservava a fé, mas uma fé adormecida pela má vida a que se tinha entregue, e da qual, em face de Deus, da morte e da eternidade, se tinha envergonhado.

D. — Padre, de quantas espécies pode ser essa dor?

M. — Pode ser de duas espécies: dor perfeita também chamada contrição, e dor imperfeita, também chamada atrição. Aquele que se arrepende dos pecados só por medo dos castigos nesta e na outra vida, ou seja, movido por amor interessado, tem só atrição, essa dor é moeda legal, mas é cobre. Aquele que pelo contrário, se arrepende porque ofende a Deus, nosso Pai, ou seja, movido por um amor filial, tem a contrição perfeita, que é moeda de ouro.

D. — É importante ter-se a contrição perfeita?

M. — É importantíssimo, porque, aliada ao propósito nos c confessarmos assim que for possível, ela obtém a remissão mesmo antes da confissão: se alguém morresse em tal estado salvar-se-ia.

D. — E pode-se comungar?

M. — Não, para a comunhão, a confissão prévia é indispensável.

D. — Mas, Padre, se depois a gente mudar de propósito e não confessar, esses pecados revivem?

M. — Não, um pecado perdoado não revive mais; mas a pessoa comete uma grave omissão pela qual será sempre responsável.

Portanto, cada vez que por desgraça você cometer um pecado mortal, faça logo o ato de contrição perfeita com o propósito de se confessar o mais breve possível, afim de tranqüilizar a sua consciência.

D. — Padre, é necessário sentir a dor dos pecados?

M. — Não, não é necessário sentir essa dor como se sente dor de cabeça ou de dentes; basta tê-la no coração.

— O quê está fazendo, menino? Perguntou o confessor a um garoto que, enquanto esperava para a confissão dava com a cabeça na parede.

— Oh, Padre, estou tratando de sentir a dor dos meus pecados!

D. — Coitadinho... talvez era ainda inocente!... E o quê é propósito?

M. — É a vontade resoluta de não cometer o pecado e fugir das ocasiões. É uma conseqüência da dor sendo impossível conceber-se uma verdadeira dor dos pecados, sem se estar, ao mesmo tempo resolvido a não mais os cometer.

D. — Como deve ser o propósito?

M. — Deve ser eficaz, ou seja, devemos desligar-nos por completo e a todo o custo de cometê-lo novamente; e isto sem protestos nem rodeios ou intenções pouco honestas.

Um tal confessava que tinha roubado uns feixes de lenha.

— Quantos? perguntou o confessor.

— Padre, eu tirei cinco, mas o senhor pode calcular sete.

— Como! são cinco ou sete?

— Eu explico Padre. Dos sete feixes que encontrei tirei cinco, mas hoje à noite irei buscar os outros dois. Confesso-me antecipadamente; por isso o senhor pode calcular sete.

Uma moça que tinha acabado de se confessar, perguntou depois de receber a absolvição:

— Padre, posso comungar hoje?

— Pode sim, e não só hoje como amanhã e nos dias seguintes.

— Ah, amanhã já não poderei mais porque marquei um encontro no baile hoje á noite e não posso faltar.

— Você falou em baile? Mas você não acabou agora mesmo de prometer a Jesus que não O ofenderia mais e que evitaria as ocasiões?

— Padre, eu prometi para o passado e não para o futuro! Eis aí. A maior parte das vezes promete-se para o passado, isto é, não se promete nada, e assim, a história se repete sempre: confissões e pecados, pecados e confissões. Mas, confessar-se sem se emendar é o caminho certo para a perdição.

D. — De quê modo podemos manter esse propósito?

M. — 1) Não devemos confiar muito nas nossas próprias forças, mas devemos pedir constantemente a Deus o auxílio da sua graça.

2) Devemos impor-nos, a cada recaída, uma penitência que, além de contribuir para a expiação do pecado, servirá também para conservar-nos vigilantes.

3) Devemos voltar à confissão o mais breve e frequentemente possível para enfraquecermos o demônio e sairmos vitoriosos sobre ele no futuro.

Os missionários da África contam que, naquele continente, há um animal pouco maior do que o gato comum; justamente por isso é chamado gato selvagem. Esse animal é continuamente assaltado pelas serpentes que abundam na região; muitas vezes trava

combates com elas, mas sai quase sempre vencedor. É que ele tem o seu segredo: conhece uma erva cujas virtudes contra a mordedura de cobra são extraordinárias. Assim que se sente mordido, corre para se esfregar nessa erva e volta pronto para a luta. Ferido uma, duas, três vezes, recorre sempre ao mesmo remédio e sara sempre. Dessa maneira, continua a lutar até arrancar a cabeça do inimigo. Nós também estamos em luta contínua com a serpente infernal que, por todos os meios e com todos os gêneros de pecados nos tenta e nos impele para o mal. Queremos a vitória? O remédio infalível é a confissão freqüente. O demônio não terá então mais nenhum poder sobre nós.

D. Padre, e os que prometem sempre e nunca mantêm?

M. — São pobres infelizes cujo fim será certamente bem triste, porque com Deus não se brinca!

Havia muito tempo que uma mãe amorosa, que vivia no temor de Deus, exortava o filho, malandro e viciado, a mudar de vida. Ele prometia sempre, mas eram promessas ao vento.

Da ultima vez que a pobre mãe, mais com lágrimas do que com palavras, lhe suplicou que se convertesse o filho disse:

— "Pois bem, estou resolvido a seguir os seus conselhos; eu também estou envergonhado e cansado desta minha vida tão má; tenha paciência por mais estes 3 dias de carnaval, e depois farei penitência". O infeliz jovem pensava que dessa maneira podia ajustar contas com Deus, preparando-se, com novos pecados, para se confessar e se converter.

Mas com Deus não se brinca. Passaram-se os três dias ocupados em pagodes e vícios. Na noite da terça-feira ele volta para casa a altas horas da madrugada, cansado do longo baile. Poucos instantes depois, ouvem barulho no seu quarto; entram apressados e acham-no estendido no chão sufocado por uma golfada de sangue. Assim se acabaram os seus projetos de conversão e os seus propósitos falazes.

O inferno está cheio dessas pessoas que prometem emendar-se sem nunca cumprir a promessa.

D. — E os que dizem: não posso, não posso?!

M. - Esses são ainda mais infelizes: isso é sinal de que já são escravos das mais vergonhosas paixões.

D. — Parece-me que quem deseja ardentemente sempre pode; não é mesmo, Padre?

M. — É verdade, porque Deus nunca nega a sua graça aos que a procuram sinceramente, e porque a potência do nosso querer também é grande. Posso prová-lo com um fato histórico.

O General Cambronne morto como um herói em 1842, durante a batalha de Waterloo, quando ainda era simples soldado, estando embriagado, esbofeteou um capitão.

Julgado pelo conselho de guerra foi condenado à morte.

O Coronel, que lhe conhecia a bravura como soldado, interveio em seu favor e obteve-lhe a graça: porém, chamando-o para uma conversa particular, o fez prometer que nunca mais se embriagaria. Cambronne disse, então:

— Coronel, devo-lhe a vida; o que me pede é pouco, e, para fazer um propósito eficaz juro que nunca mais provarei nem vinho nem licores.

Passaram-se vinte e dois anos; o soldado era agora general, e, tendo acompanhado Napoleão de Canes à Paris, foi convidado para jantar pelo seu Coronel, que já estava aposentado. Aceitou o convite, mas durante: o jantar, não provou vinho. O Coronel que já tinha esquecido o que se passara havia tantos anos, perguntou a razão. Cambronne lembroulhe então a promessa feita há vinte e dois anos e à qual se tinha conservado escrupulosamente fiel.

Oh, se no propósito da confissão imitássemos a fidelidade de Cambronne! E se se cumprem as promessas feitas aos homens, por que não cumprir as que se fazem a Deus?

D. — Então, as confissões e as absolvições sem o propósito firme e eficaz de fugir do pecado e das ocasiões, são nulas?

M. — São nulas porque, mesmo que o Confessor diga cem vezes: "eu te absolvo", Jesus Cristo que lê nos corações dirá cem vezes: "eu te condeno".

D. — Então é certo o provérbio que diz: Confessar-se vale menos do que nada, se a confissão feita não refaz a gente.

"CONFESSAI-VOS BEM" - Pe. LUIZ CHIAVARINO


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Alma cristã

Há uma confusão que consigo traz a glória e a graça


"Desde que cometeste um pecado, por que recusas confessá-lo, alma cristã? Eu me envergonho, dizes. 'Ouve, desgraçada, exclama S. Agostinho, pensas unicamente na vergonha e não pensas na condenação eterna que te espera se te não confessares'. Envergonhas-te, dizes. Mas por quê? Que loucura, continua o mesmo Santo, não te envergonhas de ferir mortalmente a tua alma e envergonhas-te de deixá-la examinar para que seja curada? Se o médico não vê a ferida e não conhece bem o mal, não poderá curá-lo."



"Um discípulo de Sócrates entrou uma vez na casa de uma mulher de má vida. Querendo sair, avistou o mestre, que por aí passava, e tornou a entrar depressa, para não ser visto. Sócrates, porém, havia-o visto e, aproximando-se da casa, disse: Meu filho, é uma vergonha entrar nesta casa, não, porém, sair dela. É também o que te digo: Meu filho, é uma vergonha cometer o pecado; não, porém libertar-se dele pela confissão."


"Escuta o que diz o Espírito Santo: Há uma vergonha que traz consigo o pecado e há uma confusão que consigo traz a glória e a graça (Ecli 4, 25). Devemos fugir da vergonha que nos leva ao pecado e nos torna inimigos de Deus; não, porém, da que, ligada à confissão dos pecados, nos granjeia a graça de Deus e a glória do céu."


- Santo Afonso de Ligório (Excerto extraído do livro Escola de Perfeição Cristã, capítulo oitavo, do sacramento da Penitência)


Fonte: Ecclesia Una

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