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domingo, 15 de março de 2015

Sermão da Quarta Dominga da Quaresma, do Padre Antônio Vieira.

Sermão da Quarta Dominga da Quaresma

do Padre Antônio Vieira.

Na igreja da Conceição da Praia, da Bahia, o primeiro que pregou na cidade o autor antes de ser sacerdote, ano de 1633.

Colligite quae superaverunt fragmenta, ne pereant[1].

§ I - O milagre dos pães, batalha campal entre pães e homens. 


  


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Como é uso antigo, e sempre praticado na guerra depois das batalhas, principalmente vitoriosas, tocar a recolher os exércitos, para que descansem os soldados, e sejam vistos, como em triunfo, e conhecidos os vencedores, assim o General supremo da Igreja militante manda hoje a seus Apóstolos que recolham as relíquias e fragmentos dos cinco pães que venceram, para que se não perca no esquecimento a memória de tão ilustre combate: Colligite quae superaverunt fragmenta, ne pereant (Jo. 6, 12).  

Este é, com novo e sublime pensamento, o sentido das palavras que propus, e este o primeiro reparo que podem fazer nele os doutos, por não dizer os críticos. A palavra superaverunt tem igualmente dois sentidos naturais: quando se fala de batalha, significa vencer; e quando de banquete ou convite, que é a matéria do presente Evangelho, quer dizer sobejar: logo, falando com propriedade, parece que havia eu de dizer sobejaram, e não venceram

domingo, 7 de dezembro de 2014

DA CONFISSÃO PERFEITA (X)

Edição de referência:
Sermões, Padre Antônio Vieira, Erechim: Edelbra, 1998.
   


Sermão da Terceira Dominga da Quaresma

NA CAPELA REAL. ANO 1655


Cum ejecisset daemonium, locutus est mutus, et admiratae sunt turbae. [1]

  




X

Confessar as confissões é dobrar o remédio sobre si mesmo. Como fazê-lo bem? Com tempo suficiente e confessor douto, timorato e de valor.

De todo este discurso se colhe, se eu me não engano, com evidência, que há muitos escrúpulos no mundo de que se faz pouco escrúpulo, que há confissões em que fala o mudo e não sai o demônio, e que, suposta a obrigação de se confessarem todos os pecados, se devem também confessar estas confissões. Grande mal é não sarar com os remédios; mas adoecer dos remédios ainda é mal maior. E quando se adoece dos remédios, que remédio? O remédio é curar-se um homem dos remédios, assim como se cura das enfermidades. Este é o caso em que estamos. O remédio do pecado é a confissão, mas se as minhas confissões, em lugar de me tirarem os pecados, por minha desgraça mos acrescentam mais, não há outro remédio senão dobrar o remédio sobre si mesmo e confessar as confissões, assim como se confessam os pecados. Daqueles que tornam a recair nos pecados passados, dizia Tertuliano, que faziam penitência da penitência e que se arrependiam do arrependimento. Se os maus se arrependem dos arrependimentos, os que devem e querem ser bons, por que se não confessarão das confissões? Uns o devem fazer pela certeza, outros o deverão fazer pela dúvida, e todos é bem que o façam pela maior segurança.


Para que esta confissão das confissões saia tal que não seja necessário tornar a ser confessada, devemos seguir em tudo o exemplo presente de Cristo na expulsão deste diabo mudo, Primeiramente: Erat ejiciens (Le. 11, 14). Todos os outros milagres fazia-os Cristo em um instante: este de lançar fora o demônio, não o fez em instante nem com essa pressa, senão devagar e em tempo. É necessário primeiro que tudo a quem houver de reconfessar as suas confissões, tomar tempo competente, livre e desembargado de todos os outros cuidados, para o ocupar só neste, pois é o maior de todos. Cum accepero tempus, ego justitias judicabo (Sl. 74, 3): Eu tomarei tempo, diz Deus, para julgar as justiças. – Se Deus, para examinar e julgar as consciências dos que governam, diz que há de tomar tempo, como poderão os mesmos que governam julgar as suas consciências e examinar os seus exames, se não tomarem tempo para isto? Dirá algum que é tão ocupado que não tem este tempo. E há tempo para o jogo? E há tempo para a quinta? E há tempo para a conversação? E há tempo, e tantos tempos, para outros divertimentos de tão pouca importância, e só para a confissão não há tempo? Se não houver outro tempo, tome-se o do ofício, tome-se o do tribunal, tome-se o do concelho. O tempo que se toma para fazer melhor o ofício não se tira do ofício. Mas para acurtar de razões, pergunto: Se agora vos dera a febre maligna, como pode dar, havíeis de cortar por tudo para acudir à vossa alma, para tratar de vossa consciência? Sim. Pois o que havia de fazer a febre, por que o não fará a razão? O que havia de fazer o medo e a falsa contrição na enfermidade, por que o não fará a verda¬deira resolução na saúde?

Tomado o tempo, e tomado a qualquer força e qualquer preço, segue-se a eleição do confessor. Quem aqui obrou o milagre foi Cristo: Erat Jesus ejiciens daemonium (Le. 11,14). O confessor está em lugar de Cristo, e quem há de estarem lugar de Deus-homem, é necessário que seja muito homem e que tenha muito de Deus. Non confundaris confiteri peccata, et ne subjicias te omni bomini pro pecca to.[32] Não vos corrais de confessar os vossos pecados, diz o Espírito Santo, mas adverti que na confissão deles não vos sujeiteis a qualquer homem. – Se a saúde do corpo, que alfim é mortal e há de acabar, a não fiais de qualquer médico, a saúde da alma, de que depende a eternidade, por que a haveis de fiar de qualquer confessor? Indouto, claro está que não deve ser; mas não basta só que seja douto, senão douto e timorato. Confessor que saiba guiar a vossa alma e que tema perder a sua. Confessou Judas o seu pecado aos príncipes dos sacerdotes: Peccavi tradens sanguinem justum (Mt. 27, 4). E eles, que lhe responderam? Quid ad nos? Tu videris: E a nós que se nos dá disto? Lá te avém. – Vede que sacerdotes, que nem se lhes dava da sua consciência, nem da do penitente que se lhes ia confessar! Haveis de escolher confessor que se lhe dê tanto da vossa consciência como da sua. E basta que seja douto e timorato? Não basta. Há de ser douto e timorato, e de valor. É tal a fraqueza humana, que até no tribunal de Cristo se olha para os grandes como grandes, e se lhes guardam respeitos, quando se lhes não faça lisonja. Andando Filipe II à caça, foi-lhe necessário sangrar-se logo, e chamaram o sangrador de uma aldeia, porque não havia outro. Perguntou-lhe o rei se sabia a quem havia de sangrar. Respondeu: Sim: a um homem. – Estimou o grande rei este homem como merecia, e serviu-se dele dali em diante. Com semelhantes homens se hão de curar no corpo e na alma os grandes homens. Com homens que sangrem a um rei como a um homem.

Posto aos pés deste homem, e nele aos pés de Deus, fale o mudo com tal verdade, com tal inteireza e com tal distinção do que confessou ou não confessou, dos propósitos que teve ou não teve, da satisfação que fez ou deixou de fazer, que de uma vez, e por uma vez acabe de sair o demônio fora. E seja com tão viva detestação de todos os pecados passados, com tão firme resolução da emenda de todos eles e com tão verdadeira e íntima dor de haver ofendido a um Deus infinitamente amável e sobre todas as coisas amado, que não só saia o demônio para sempre, e para nunca mais tornar, mas que já esteja lançado da alma quando falar o mudo: Et cum ejecisset daemonium, locutus est mutus.
   

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

DA CONFISSÃO PERFEITA (VI)

Edição de referência:
Sermões, Padre Antônio Vieira, Erechim: Edelbra, 1998.
   


Sermão da Terceira Dominga da Quaresma

NA CAPELA REAL. ANO 1655


Cum ejecisset daemonium, locutus est mutus, et admiratae sunt turbae. [1]

  




VI

Quibus auxiliis? Com que meios? Três dedos e uma pena, o ofício mais arriscado do governo humano. A escrita fatal do festim de Baltasar. Os ministros da pena e as parteiras do Egito. O texto obscuro de Davi. Importância dos escribas. Comparação do profeta Malaquias. Etimologia de calamidade. As penas dos quatro evangelistas. Os massoretas e a pontuação das Escrituras Sagradas. As arrecadas da Esposa do Cântico dos Cânticos.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

DA CONFISSÃO PERFEITA (V)

Edição de referência:
Sermões, Padre Antônio Vieira, Erechim: Edelbra, 1998.
   


Sermão da Terceira Dominga da Quaresma

NA CAPELA REAL. ANO 1655


Cum ejecisset daemonium, locutus est mutus, et admiratae sunt turbae. [1]

  




V

Ubi? Onde? Escrúpulo dos que assinalam o onde e dos que o aceitam. Onde põe Portugal seus ministros da fé e dos estados. Quanto mais longe, tanto hão de ser os sujeitos de maior confiança. A parábola dos talentos e a honestidade dos criados nas regiões longínquas. O profeta Habacuc e o escrúpulo dos escolhidos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DA CONFISSÃO PERFEITA (IV)

Edição de referência:
Sermões, Padre Antônio Vieira, Erechim: Edelbra, 1998.
   


Sermão da Terceira Dominga da Quaresma

NA CAPELA REAL. ANO 1655


Cum ejecisset daemonium, locutus est mutus, et admiratae sunt turbae. [1]

  




IV
 
Quid? O quê? O que faz? Que eleições? O escrúpulo das eleições. A predestinação e a parábola do profeta Isaías. A confissão de Arão e as consequências desastrosas do seu pecado.

Quid? Quê? Depois de o ministro examinar que ministro ou que ministros é, segue-se ver o que faz. Um dia do juízo inteiro era necessário para este exame. Quid? Que sentenças? Que despachos? Que votos? Que consultas? Que eleições? Mas paremos nesta última palavra, que é a de maiores escrúpulos e que envolve comumente todo o quid?

domingo, 30 de novembro de 2014

DA CONFISSÃO PERFEITA (III)

Edição de referência:
Sermões, Padre Antônio Vieira, Erechim: Edelbra, 1998.
   


Sermão da Terceira Dominga da Quaresma

NA CAPELA REAL. ANO 1655


Cum ejecisset daemonium, locutus est mutus, et admiratae sunt turbae. [1]

  




III

Confessionário geral de um ministro cristão: Quis? Quem sou eu? O escrúpulo dos cargos. Quantos ofícios tenho? Assim como o sol, o homem não pode presidir a mais de um hemisfério. A Adão foram dados três ofícios, dos quais não soube dar conta. Escrúpulos da alma santa dos Cânticos e de Moisés, grão-ministro de Deus e de sua república.

sábado, 29 de novembro de 2014

DA CONFISSÃO PERFEITA (II)

Edição de referência:
Sermões, Padre Antônio Vieira, Erechim: Edelbra, 1998.
   


Sermão da Terceira Dominga da Quaresma

NA CAPELA REAL. ANO 1655


Cum ejecisset daemonium, locutus est mutus, et admiratae sunt turbae. [1]

  




II  

As confissões em que o mudo fala e o demônio fica. Há homens que ainda depois de falar continuam mudos, porque falam no que dizem e são mudos no que calam. O pecado e a confissão de Arão.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

DA CONFISSÃO PERFEITA

Garimpada na web, esta obra de Pe. Antônio Vieira é uma aula sobre a confissão. O texto foi publicado como estava e não foi corrigido, a não ser em pequenos erros de provável digitação. Façamos bom proveito dele! 

Baixe o sermão completo no fim da página!

Giulia d'Amore



Edição de referência:
Sermões, Padre Antônio Vieira, Erechim: Edelbra, 1998.
   


Sermão da Terceira Dominga da Quaresma

NA CAPELA REAL. ANO 1655


Cum ejecisset daemonium, locutus est mutus, et admiratae sunt turbae. [1]

  






O milagre deste dia representa o mistério da Confissão perfeita, o mudo fala depois da expulsão do demônio. Na parábola das bodas o pecador é condenado por não falar. Na parábola do filho pródigo, auto sacramental da confissão, o pecador é condenado antes de falar. As piores confissões. as em que o mudo fala e o demônio fica, como no caso de Judas. A confissão das confissões será a matéria do presente sermão. Como a turba que presenciou o milagre, o autor se admira das confissões malfeitas.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O uso do latim no Ofício Eclesiástico

Razões que a Igreja tem e teve desde seu princípio para, no Ofício Eclesiástico, não usar das línguas vulgares


(…) as muitas razões que a Igreja Católica tem e teve desde seu princípio para no Ofício Eclesiástico, como também nas Escrituras Divinas, na Missa e nas formas dos Sacramentos não usar das línguas vulgares, senão da latina, se reduzem principalmente a duas: a primeira, pela majestade das coisas Sagradas e culto divino, que nos ouvidos e entendimentos dos rudes podia perder parte da reverência e estimação, e ficar exposto a muitas interpretações, não só indignas, mas erradas. A segunda, porque sendo a Igreja Católica uma só, também convinha que a língua de que usasse em tôdas as partes do mundo fôsse assim mesmo uma, e essa a mais comum e universal, qual é a latina(…).

(…) É doutrina de São Paulo que sempre se deve escolher o melhor: Aemulamini charismata meliora (1). E não era necessário para isso a sua autoridade, porque assim o ensina a prudência e ditame natural da razão. Quando a escolha é entre o mal e o bem, há-se de escolher o bem, e deixar-se o mal; mas quando é entre o bom e o melhor – como a nossa – há-se de escolher o melhor, e deixar-se o bom. Esta verdade, ditada pela natureza e canonizada pela fé, é a que eu pretendi persuadir em todo êste discurso. Rezar o Breviário, ainda que se não entenda, sempre é bom, porque é de religião e culto divino, e modo de honrar, venerar e louvar a Deus.

(1) Aspirai aos melhores dons (1 Cor 12,31).


Trecho do Sermão XXII do Padre Antônio Vieira – Editora das Américas

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sermão sobre o Santo Estanislau Kostka

Sermão do Beato Estanislau Kostka, de Padre Antônio Vieira





Da Companhia de Jesus,
Pregado na língua italiana, em Roma, na Igreja de Santo André do Monte Cavallo, Noviciado da mesma Companhia.
Ano de 1674.

Beatus venter qui te portavit. [1]

§1

Louvar o filho pela mãe, ou engrandecer a mãe pelo filho, invento não vulgar de uma eloqüência do vulgo. A tríplice geração de Cristo e a tríplice geração de Estanislau. Assunto do sermão: um filho bem-aventurado, beatificado em três mães, e três mães bem-aventuradas e beatificadas em um filho.

Louvar o filho pela mãe, ou engrandecer a mãe pelo filho, invento foi não vulgar de uma eloqüência do vulgo. Assim disse quem não tinha aprendido a bem falar na língua própria, e assim o farei eu na estranha. Hei de falar de um beato, e não posso deixar de beatificar o ventre de que nasceu: Beatus venter qui te portavit (Lc. 11, 27). - Esta é a obrigação de louvar o filho, e esta a necessidade de não poder louvar juntamente a mãe. Mas qual mãe? O filho é Estanislau; e, quando eu ponho os olhos neste bendito filho, vejo uma, duas, e três mães, cada uma das quais o quer por seu. Não basta aqui a espada de Salomão, porque são mais de duas as que litigam.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Feliz dia este: Nascimento da Beata Virgem Maria!

Nascimento da Beata Virgem Maria

Dia 8 de Setembro

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R. É hoje o nascimento de Maria,
a Virgem santa, descendente de Davi.
* Por ela apareceu aos fiéis a salvação;
sua vida gloriosa trouxe a luz ao mundo inteiro.

V. Celebremos com carinho o natal da Virgem santa.
* Por ela.  


(Oficio da Natividade)x
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Alegria e esperança em Deus
Assim como participais dos nossos sofrimentos,
participais também da nossa consolação (2Cor 1,7).
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