Neste 29 de novembro recorre o 25º aniversário da morte de meu pai, ou de seu natal para a outra vida: a vida eterna.
Eu gosto muito de um poema que encontrei, apócrifo, em uma lixeira, dessas pequenas de escritório, ao lado da minha mesa de trabalho, na repartição pública onde trabalhava, décadas atrás. Não sei quem jogou aquele papel amassado bem ao lado de minha mesa. Também não sei quem foi o autor: será o mesmo que descartou o poema?. E rogo a quem saiba de me informar.
Daquele poema, tomei a liberdade de alterar apenas uma palavra, ou melhor, um número, o ano da morte daquele desconhecido pai. No original, se bem me lembro, constava: "mil, novecentos e oitenta e cinco" (talvez, "noventa e cinco"; confesso que não lembro), que rimava com "afinco". Eu modifiquei para "mil, novecentos e oitenta e nove", ano em que meu pai partiu. Não mudei a rima. Não porque não pudesse encontrar uma, no abismo infinito de meu amor por meu pai. Apenas não quis abusar demais daquele belo poema.
Por três vezes, publiquei aquele mesmo poema, neste blog, em memória dele, mas, este ano, caiu-me entre as mãos, quer dizer, diante dos olhos, pela tela do computador - que tempos profanos! - um outro poema, de um poeta, escritor e aforista italiano, Camillo Sbarbaro, de uma lembrança dos tempos de escola, creio eu. Ele tinha paixão pela Botânica, como meu pai...
E vou publicar assim mesmo, em italiano, porque italiano era meu pai, em que pese o imenso amor pelo Brasil que ele nutria. Um dia, quem sabe traduzo. É até um pecado traduzi-lo, se diria na Itália, porque as traduções sempre matam um pouco da "alma" do texto. Quando se trata de poesia, então, é um massacre!
Traduzo, contudo, o título, para abrir o apetite das almas mais sensíveis à poesia: "Pai, ainda que tu não fosses o meu (pai)".
Vos convido, no final, a rezar comigo um Rèquiem pela alma de meu pai.
Giulia d'Amore
Eu gosto muito de um poema que encontrei, apócrifo, em uma lixeira, dessas pequenas de escritório, ao lado da minha mesa de trabalho, na repartição pública onde trabalhava, décadas atrás. Não sei quem jogou aquele papel amassado bem ao lado de minha mesa. Também não sei quem foi o autor: será o mesmo que descartou o poema?. E rogo a quem saiba de me informar.
Daquele poema, tomei a liberdade de alterar apenas uma palavra, ou melhor, um número, o ano da morte daquele desconhecido pai. No original, se bem me lembro, constava: "mil, novecentos e oitenta e cinco" (talvez, "noventa e cinco"; confesso que não lembro), que rimava com "afinco". Eu modifiquei para "mil, novecentos e oitenta e nove", ano em que meu pai partiu. Não mudei a rima. Não porque não pudesse encontrar uma, no abismo infinito de meu amor por meu pai. Apenas não quis abusar demais daquele belo poema.
Por três vezes, publiquei aquele mesmo poema, neste blog, em memória dele, mas, este ano, caiu-me entre as mãos, quer dizer, diante dos olhos, pela tela do computador - que tempos profanos! - um outro poema, de um poeta, escritor e aforista italiano, Camillo Sbarbaro, de uma lembrança dos tempos de escola, creio eu. Ele tinha paixão pela Botânica, como meu pai...
E vou publicar assim mesmo, em italiano, porque italiano era meu pai, em que pese o imenso amor pelo Brasil que ele nutria. Um dia, quem sabe traduzo. É até um pecado traduzi-lo, se diria na Itália, porque as traduções sempre matam um pouco da "alma" do texto. Quando se trata de poesia, então, é um massacre!
Traduzo, contudo, o título, para abrir o apetite das almas mais sensíveis à poesia: "Pai, ainda que tu não fosses o meu (pai)".
Vos convido, no final, a rezar comigo um Rèquiem pela alma de meu pai.
Giulia d'Amore
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