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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Carta aberta a Francisco - É preciso responder à altura à ONU



O texto e os firmatários são uma mistura de boas intenções e equívocos. As boas intenções estão bem clara no apelo para que o Bispo de Roma que atende pelo nome de Francisco - como eles mesmos fazem questão de dizer - se mexa e não fique abençoando em silêncio para não constranger os não católicos! Neste caso, para - em bom português e... com todo respeito - para não abaixar as calças para a chantagem da ONU. A mesma que está sob acusação pesada de pedofilia em praticamente todos os países do terceiro mundo onde atuam, sobretudo os mais pobres, aqueles onde as superestrelas de Hollywood vão para adotar criancinhas e posar de santas.

Os equívocos estão na confusão de ideias que o modernismo inoculou nas mentes católicas, embotando o bom senso e fazendo esquecer o catecismo básico. Certamente, é uma causa justa a da infância, e mais ainda a da verdade, mas não podemos, por causa disso, sacrificar a verdade. Explico. Reconhecer às superstições e falsas crenças que vicejam mundo agora como "outras religiões" é matar a verdade. Só há uma religião, as demais são FALSAS religiões, e devem ser chamadas assim, porque a verdade não tem pudores, não tem medo e algumas vezes não tem sequer boa educação. E por ai vai, no texto há vários pontos em que a boa vontade se deixou ludibriar pelo bom-mocismo que tanto acusa. 


Pior, fazendo aliança que não devemos fazer. O que temos em comum com os que não são católicos? Se fora da Igreja não há salvação, há solidariedade? Há união para defender interesses comuns? Nesses momentos, eu sempre me lembro de uma santa que foi martirizada pelos anglicanos - os mesmos que hoje o clero "católico" alinhado com a Roma apóstata abraça e beija e canta cumbayá junto, pouco se importando com o sangue que corre das mãos deles - e que estava grávida: Santa Margaret Clitherow. Foram, de fato, dois mártires: ela - cujo crime foi dar abrigo a padres católicos - e seu bebê, em seu ventre; já começava a eutanasiar as criancinhas no ventre materno! E me lembro dela porque me ensinou uma grande lição: não devemos ter parte com os inimigos de Cristo. Nunca. Ficou registrado, sobre seu martírio, que, na última hora, antes de acabar com sua vida, os verdugos, que gostavam dela porque era uma pessoa realmente amável e apreciada pelas pessoas da cidade onde vivia, "ofereceram-lhe" de rezarem juntos uma última vez, mas ela respondeu resolutamente que não: “Eu não rezarei convosco, nem vós rezareis comigo. Nem direi Amém a vossas orações, nem vós às minhas”. Entendido? Não há causa, motivo, justificação ou fim que justifique que nos juntemos aos inimigos de Cristo. 

Eu assinaria a petição apenas para ver Francisco fazer algo de mais útil e menos pernicioso do que seus malabarismos midiáticos ou suas "magnificas pregações" que vêm detonando a Fé Católica. 

Também seria bom ver o time de cardeais e bispos dele parar de se preocupar em (re)casar os divorciados - ou os padres - e cuidar do que importa. Afinal, mais de um BILHÃO de almas assassinadas e sem Batismo, em trinta anos, me parece mais importante que atender às "necessidades" de divorciados e padres que não sabem conter seus comichões!!! Para estes, bastariam uns poucos jejuns, cilícios e fustigadas. Mas àquelas pobres almas que morreram sem Batismo... quem lhes abrirá as portas do Céu? 

Esto vir, Francisco!

Giulia d'Amore 


* * *

Atacam os padres para emendar-se 

Católicos laicos e laicos não católicos contra a mentira sobre a infância.




12/02/2014 - Os apelos ao Papa são ridículos. Este [leiam abaixo, depois deste texto] não. Não lhe damos conselhos. Dizemos-lhe que entre nós há fiéis de Madre Igreja, católicos e laicos, e laicos de fora da Igreja. E lhe pedimos, com respeito, de considerar que faz parte de seu ofício, sim, a resposta diplomática a uma Comissão da ONU - que ultrajou, a nosso aviso e também do Wall Street Journal ao que parece, a liberdade religiosa, a liberdade de prática pastoral e de doutrina - mas também uma resposta mais forte, mais rigorosa, que combine a energia da Fé com os recursos da cultura racional comum a todos, crentes ou não. Está em baila nada menos que a relação do mundo com a infância, com as crianças, isto é, com o seu futuro. Porque as crianças são a má consciência do mundo secularizado e, como disse a  Il Foglio, o filósofo Roger Scruton, firmatário do apelo, o verdadeiro abuso da infância – argumentos expostos por Claudia RoseTT e publicados aqui - é aquele perpetrado pelas Agências e pela mentalidade secular.

Digamos a verdade. Carregamos em nossa consciência mais de um bilhão de abortos nos últimos trinta anos. Falsificamos os dados sobre sua incessante diminuição, que depende exclusivamente da difusão dos métodos contraceptivos de tipo abortivo, incluída aí a pílula do dia seguinte, ou a dos cinco dias depois. O aborto tornou-se moralmente surdo, não se questiona a punição legal do crime de aborto, mas a dissuasão ética da cadeia de extermínio das crianças. Tornou-se também eugênico, disponível à la carte. No ocidente, e em mais vasta escala no oriente, onde o infanticídio arcaico foi substituído pela eliminação do segundo ou do terceiro filho, geralmente as meninas, com o conforto das técnicas diagnósticas de última geração. Essas mesmas técnicas nos dizem inequivocamente se no ventre de uma gestante há um menino ou uma menina, poucas histórias auto-consoladoras, e a nossa opaca crise de consciência aumenta exponencialmente. Então, enquanto contribuímos com a ruína da família, inclusive as mais abastadas, e da educação das crianças – vide o artigo da Tiliacos sobre a educação sexual-gendersista e jacobina na França – nos tornamos acusadores de padres católicos. Uma mistificação estatística, uma mentira, um fenômeno do profundo, e em parte inconsciente, que levou, nada mais nada menos, também à abdicação de um grande papa, Bento XVI [sic], e à tentativa do novo Pontífice de pôr uma barreira a esta dolorosa e insincera invasão nas regras e nas antigas ideias da Igreja acerca da vida humana. O mundo do protocolo de Groningen, da eutanásia das crianças, do aborto em série, da manipulação da sexualidade a partir da primeira infância, das ideológica pregação da identidade sexual como fato cultural ao invés de natural, este mesmo mundo quer a cabeça da Igreja para emendar-se de um pecado que não sabe mais reconhecer. E espera que os laicos estranhos à Igreja aceitem a ideologia do gender e do massacre das crianças ao invés de se unirem aos valentes católicos que fazem resistência.

Se esta é a situação, e é irremediavelmente esta, é óbvio que devemos nos dirigir ao bispo de Roma, de nome Francisco, um jesuíta, que tem coração e cabeça, um sábio que todos os dias faz magnificas [sic! sic! sic!] pregações bíblicas na capela do hotel que o hospeda em Vaticano, para pedir-lhe ação pastoral e ação cultural, mobilização do episcopado, mobilização apostólica, com o fim de combater o fanatismo secularizado daquela parte do mundo, majoritária em todas as pesquisas, e até mesmo, talvez, entre a boa gente que responde pelo nome de “católica”, que fizeram da infância o teatro de obscuras experiências ideológicas.

O problema é até mesmo mais vasto de como eu o representei. Diz respeito a todos os intelectuais dignos deste nome, aos escritores, aos artistas, aos profissionais, aos técnicos e a todos os membros da sociedade civil, os quais podem não ter percebido [sic!] que uma lufada de artificial puritanismo, ou dominante hipocrisia, se abateu como uma tempestade sobre o modo natural, muitas vezes dramático, com o qual há séculos os adultos enfrentam sua relação pessoal e comunitária com as crianças. Uma forma de super-homismo inquietante induz os modernos e os pós-modernos a considerar a infância como experiência para as ansiedades, os sonhos, os pesadelos e os medos de um pensamento dominante confuso, mas determinado, que avança a golpes de preconceitos. O Parlamento europeu, há doze anos, queimou uma bruxa católica em efígie (caso Buttiglione) e hoje uma outra agência com o carimbo da ONU quer queimar a Igreja toda. Responder à altura é um dever laico e racional, além de um ato de fidelidade para os crentes.

Em português: 

CARTA A PAPA FRANCISCO

Contra as vanguardas fanáticas, é preciso reagir com força e sabedoria


Padre Francisco, nós católicos e laicos cremos que a Igreja Católica não deva sofrer a chantagem das vanguardas fanatizadas do mundo secular sobre a questão da infância. Os mesmos que inculcam a ideologia do aborto como direito, e da manipulação da vida humana, desde a concepção até ao fim da vida, gritam a hipocrisia da proteção da infância de púlpitos falsamente universalistas e falsamente humanitários. Os mesmos que pregam a educação do antinatalismo dos pré-adolescentes e dos adolescentes, e fazem da contracepção, da negação da maternidade e da paternidade e da eugenética um ídolo contemporâneo agora pretendem desmantelar o espaço público e privado da educação cristã, a golpes de leis neo-jacobinas e de pronunciamentos solenes. É preciso reagir com paciência, persistência, sabedoria e também com força espiritual e moral. É preciso reagir casando a energia interior da Fé à capacidade de realismo racional ainda contida no melhor da cultura universal. Nesse terreno é possível um diálogo fecundo com o mundo laico não fanatizado e com as outras religiões. [sic!]

Pedimos à vossa autoridade, com humildade e pleno convencimento de consciência, de nos ajudar a promover uma contraofensiva de oração, de ação pastoral, de ideias.

Com respeito,

Alain Besançon
Roger Scruton
Nicoletta Tiliacos
Giuliano Ferrara
Ilaria Occhini
Giancarlo Cesana
Assuntina Morresi
Roberto Volpi
Alessandro Gnocchi & Mario Palmaro

Para firmar: appellofrancesco@ilfoglio.it.
Assinam ainda a carta milhares de católicos e nãohttp://www.ilfoglio.it/singole/453 e http://www.ilfoglio.it/soloqui/21901.

Fontes: 
+
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