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sábado, 5 de março de 2016

Sobre Eliot, Wagner e outros que tais...

Vou abrir um parêntese para falar dessa “predileção” de Dom Williamson por não católicos, como John Adams, citado no CE 436, e que era MAÇOM; ou o músico Wagner, um “demônio jacobino amante do budismo, cuja música é cheia de impudicícias gnósticas” (CE 433), a quem dedicou pelo menos dois CEs (9 - Wagnerian Redemption e CE 433 - Novamente, Cultura); ou, e principalmente, o poeta & MAÇOM: T. S. Eliot, “gigante da literatura inglesa” (CE 406), a quem Dom Williamson dedicou pelos menos três CEs: CE 406 - A Cultura Importa, de 25/04/2015, 411 - Fim de semana com Eliot, de 30/05/2015, e 433 (já citado), e permitiu um seminário (com seis palestras) de certo dr. David White, entre os dias 1 e 3 de maio do ano passado, em Broadstairs (Inglaterra).      


Quem é T. S. Eliot?  

Thomas Stearns Eliot (1888-1965) nasceu nos EUA, mas se naturalizou britânico, aos 39 anos de idade, quando também foi batizado e confirmado na Igreja Anglicana. Era um poeta da escola MODERNISTA e imagista, um teórico da poesia moderna. Além de ser um ensaísta, crítico literário, dramaturgo e escritor. Ao se tornar britânico, se definiu um "classicista em literatura, um monárquico na política e Anglo-católico na religião".  



De família protestante — o avô fundou uma igreja unitária (a igreja unitária, com origem nos Estados Unidos, nega a divindade de Jesus assim como a do Espírito Santo. Ela opõe-se às igrejas tradicionais e sustenta um código de princípios rígidos sem uma mística mais aprofundada.) em Saint Louis — Eliot teve, não obstante, todas as oportunidades para ser católico, e as recusou. Quando criança, teve uma babá irlandesa católica que o levou, pelo menos uma vez, à Missa Católica. Sem falar dos grandes escritores e santos católicos que o influenciaram, não a ponto de se tornar um: Santo Agostinho e Dante, São Tomás de Aquino e São João da Cruz, em particular. Quem não se converte lendo Santo Agostinho?  

Para Eliot "a adesão a uma religião deve envolver todos os aspectos da vida de uma pessoa. Eliot entende que somente o cristianismo representa a verdadeira tradição europeia e que através dessa fé é possível construir uma sociedade em seus múltiplos aspectos. Isso explica sua decisão pela Igreja Anglicana: nela Eliot encontra a perpetuação da tradição europeia medieval, a elaboração filosófica e teológica e suas próprias raízes. Em outras palavras, após profunda reflexão, Eliot assume formal e publicamente sua crença no cristianismo em consonância com seu comprometimento com sua ascendência inglesa e sua dedicação à literatura e à análise crítica" (Cf. Fragmentados e Convertidos – uma Leitura de T. S. Eliot à luz das Confissões de Santo Agostinho, dissertação de André Luiz Lacerda Deschamps PDF).  

Em 1933, separou-se da mulher, Vivien Haigh Wood, e a mandou interná-la em um sanatório, onde ela morreu em 1947. Em 1957, aos sessenta e nove anos, casa-se com sua secretária Valerie Fletcher. Recebeu muitas honrarias e prêmios, entre os quais o Nobel em Literatura, em 1948.

Eliot pertencia à Maçonaria (aqui) e à Hermetic Order of the Golden Dawn (Ordem Hermética da Aurora Dourada)
(veja no site italiano da "ordem" e aqui, aqui e aqui), uma sociedade secreta fundada em 1888 (ano em que nasce Eliot) por William Robert Woodman, William Wynn Westcott e Samuel Liddell MacGregor Mathers, que eram MAÇONS  e membros da "Societas Rosicruciana in Anglia". A Rosacruz — outra sociedade secreta que tem sua origem em um grupo de protestantes alemães, entre 1607 e 1616 (início do século XVII), quando três documentos anônimos foram elaborados e publicados na Europa: "Fama Fraternitatis Rosae Crucis", o "Confessio Fraternitatis" e o "Casamento Químico de Christian Rosenkreutz anno 1459". Essas obras, declaram a existência de uma irmandade secreta de alquimistas e sábios que estavam se preparando para transformar as artes, ciências, religião, a política e o intelecto da Europa — e, enfim, a Maçonaria. No Brasil, a Golden Dawn é mantida pelo Grande Oriente Iluminista (Leia mais aqui). A Ordem é ligada também à Cabala hebraica, ao Ocultismo e ao Satanismo.

O livro "Maçonaria e sociedades secretas: o lado oculto da história" (Epiphanius, edições do Courrier de Rome), diz — p.169 e nota de rodapé n. 362, p.170 — que Thomas Stearns Eliot, "elogiado por Williamson em seu Comentário Eleison No. 406, é um membro da Ordem Hermética da Golden Dawn (1) e um membro de um culto dionisíaco chamados Children of the Sun (os Filhos do Sol). Em outras palavras, um satanista (...)". Segundo esse livro a Ordem inclusive é responsável pela expansão do uso de drogas nos EUA, em particular o LSD.

Eliot era amigo do  escritor e ocultista Ezra Pound (preso por 13 anos em um manicômio criminal nos EUA; uns dizem que por loucura, outro por possessão), intimamente ligado à satanista Helena Blavatsky, fundadora da seita da Teosofia, que também interessava muito a Eliot. Leia, a respeito, se o desejar, o livro de Leon Surette: "O nascimento do modernismo: Ezra Pound, TS Eliot, W. B Yeats e ocultismo". Eliot era fascista e também apoiou Charles Maurras, quando este foi condenado por Roma. Apesar disso, era aclamado pelo mundo, tendo recebido, como dito acima, muitas honrarias. E, por falar em prêmio, o prêmio TS Eliot (The T. S. Eliot Prize for Poetry), segundo vários sites da web, foi criado pela Maçonaria.

A respeito de Eliot, leia, se quiser, os dois post sobre ele no site Avec l'Immacule: aqui e aqui. Os dois post são relacionados também a Dom Williamson. 


Dom Williamson se refere a Eliot como alguém que “esteve perto de se tornar católico”, mas a verdade é que o poeta morreu anglicano e MAÇOM.  

Registro que Dom Williamson, para defender suas ideias estapafúrdias, usa como pretexto as palavras atribuídas a Santo Agostinho: “toda verdade pertence a nós, cristãos”. A frase pode ser verdadeira, mas foi devidamente aplicada?  

Seja como for, talvez Dom Williamson devesse se dedicar à leitura de livros católicos tanto quando se dedica à leitura de livros não católicos.  

Releiam com cuidado os CEs sobre Eliot, releiam com olhos católicos, e me digam se vos parece católico defender as ideias desse herege e MAÇOM.  

No CE 406, para defender a simpatia por Eliot, Dom Williamson diz: “se muitos católicos não estivessem enfeitiçados pela ‘Noviça Rebelde’, eles teriam se deixado levar tão facilmente pelo Vaticano II? Ou, se os atuais líderes da Fraternidade Sacerdotal São Pio X tivessem, ao contrastar a cultura católica com a anti-cultura moderna, se atido à profundidade do problema moderno, estariam agora pretendendo voltar a se submeter aos perpetradores do Vaticano II? A cultura pode importar tanto como o Céu e o Inferno!”... Que lógica há nisso? A mesma da célebre frase: “pipoca não tem antenas”. Posso estar enganada, mas o que poderia importar não seria o conhecimento da sã doutrina? 
  


POR QUE DOM WILLIAMSON AFIRMA QUE DEUS PODE SALVAR FORA DA TRADIÇÃO? 

Em primeiro lugar, note-se que Dom Williamson não se atreve a dizer que Deus pode salvar fora da Igreja. Prefere o termo "Tradição", o qual, bem sabemos, é o mesmo que dizer "Igreja Católica", sobretudo tendo em vista o "parasita" que tomou conta da parte "visível" da Igreja Católica. E, usando o termo "Tradição" fica a salvo — ou pelo menos pensa que fica — de qualquer crítica, pois, formalmente, ele não se referiu à "Igreja". É truque! Tudo bem que, depois, os seus fãs mais ardorosos vêm em sua defesa dizer que Deus pode fazer qualquer coisa porque... é Deus — ALERTA SOFISMA!!! — quando qualquer criança de catequese básica sabe que Deus NÃO PODE pecar, NÃO PODE se confundir, NÃO QUER nos confundir. Mas isso é conversa para outro post.


Sobre Eliot, eu vou além. Tenho para mim que Dom Williamson, ao dizer, no CE 438 (Novus Ordo Missae III): “Catholics, be generous !  Recognize God's goal o save, outside ‘Tradition’, many a soul” (estranhamente deixado em inglês no site do Mosteiro da Santa Cruz, e que, em português, é algo assim:Católicos, sejam generosos! Reconheçam o objetivo de Deus de salvar, fora da ‘Tradição’, muitas almas”), se referia particularmente a Eliot, que, segundo Monsenhor, teria se salvado, apesar de não ser católico. Pela maneira como se refere a Eliot, parece inconcebível para Dom Williamson que um alma tão invulgar como a de Eliot possa não ter se salvado... Seria "injusto". 
Um aparte. Notaram como Dom Williamson costuma dizer: “Católicos, cuidado”, “Católicos, sejam generosos”... Acaso, ele não é católico também? ... É uma pergunta retórica.
E porque cheguei a essa conclusão?  

Leiamos o subtítulo do CE 411: “Católicos, cuidado para não colocar limites a Nosso Senhor. Ele disse que há ovelhas fora de Seu redil de quem é chefe” (mal traduzido para o português por: “Católicos, que suas mentes não sejam tão limitadas. Fora do redil de Nosso Senhor há ovelhas que são por Ele lideradas”).

Se, no subtítulo de um CE dedicado a um protestante e MAÇOM, Dom Williamson escreve essa frase, o que ele quer dizer se não que Eliot faz parte dessas “ovelhas fora de Seu redil de quem é chefe”?  

Acha pouco? Irrelevante? Senão, vejamos. No segundo parágrafo diz: “Muitos católicos rejeitam escritores que não são abertamente católicos, por mais famosos que sejam”.  

Em 1º lugar, Eliot não só não era “abertamente católico”, como era abertamente protestante e MAÇOM.  

2º Por que motivo a “fama” seria razão para um católico aceitar um escritor “não abertamente católico”? Lutero é famosíssimo... deveríamos segui-lo por causa disso???  

O que me preocupa nos textos de Dom Williamson é que, APARENTEMENTE, eles não têm muita lógica. Parecem palavras jogadas no papel. Mas aí é que mora o perigo. Dom Williamson sabe o que faz e o que diz. Confesso que me enganei mea culpa! quando aceitei a ideia de que diz asneiras publicamente por causa da senilidade ou do Alzheimer (esta parte ainda é verdade). De senil, Dom Williamson me parece que não tem nada.

Seguindo,
Dom Williamson tem Eliot por católico, mas ele mesmo reconhece em outro momento que não é: “esteve perto de se tornar católico, e desde então, até sua morte, a solução que ele apresentou em seus escritos para os problemas do mundo moderno é centrada em Nosso Senhor Jesus Cristo” (Edir Macedo também fala em NSJC); “deixemos que sua verdadeira fé em Cristo seja ilustrada por um poema de seus Quatro Quartetos” (então, Eliot, o protestante e MAÇOM, tinha uma “verdadeira fé em Cristo? Então, o que nós estamos fazendo na Igreja Católica?). Eliot só se torna “não católico” no último parágrafo, mas para humilhar os pregadores católicos.

No CE 406,
Dom Williamson também menciona Wagner: “as palavras destas estão enquadradas em fragmentos da canção das três donzelas do Reno, que abre e fecha a visão cósmica do épico de Wagner, O Anel do Nibelungo”, linkando, assim Eliot a Wagner.  


E volta a endeusar Eliot: “Depois de ter entendido honestamente o problema, Eliot não tomou nenhuma solução de avestruz, como têm feito os inúmeros católicos que se deixaram levar pelo Vaticano II”. Contudo, quem pode negar que segundo o próprio Dom Williamson, que entende que a igreja conciliar é parte da Igreja Católica os modernistas estão mais próximos da verdade do que um protestante e MAÇOM, que preferiu permanecer protestante? 

Por fim, arrematando o assunto Eliot, no CE 433,
Dom Williamson sai em defesa dele e de Wagner, por causa da reclamação de uma leitora que questionou “novamente o valor da cultura não católica, atacando-os por causa dos elogios a Wagner (EC9) e a T.S. Eliot (EC 406, 411)”.  

O subtítulo revela mais uma vez as intenções de DW: “Católicos (de novo!), não desprezem os pagãos, Agostinho (cadê o “Santo”?) disse, ‘toda verdade pertence a nós, cristãos’.”...  

Então, diz Dom Williamson: “Eliot e Wagner pertencem à ‘cultura’ de outrora (mais uma vez: “isso”, como o fato de serem famosos, os faz adequados aos católicos?) ... Se se tornou um clássico a partir daí, como Eliot e Wagner, é porque reflete e revela parte do que acontece nas almas de homens de todos os tempos” (Hummm... isso inclui as almas dos católicos? O pornográfico Bocage também é um clássico... Dom Williamson recomenda?).

Sobre Wagner, Dom Williamson minimiza o fato de ele ser budista e gnóstico: “Wagner, para além de qualquer budismo ou gnosticismo, à custa de um imenso talento preencheu suas óperas com uma riqueza de verdadeira psicologia humana que milhares de comentadores não pararam de interpretar desde então”. Outra vez, a quantidade (milhares de comentadores) transforma um não católico em alguém admirável e... adequado. SIC!

E Dom Williamson vai além, além de mitificar dois hereges, confunde os católicos com uma frase como esta: “Elvis Presley e os Beatles tiveram enorme influência sobre a juventude moderna, e sobre as gerações seguintes. Picasso quase criou a arte moderna e, em grande parte, projetou o modo como os modernos visualizam o mundo a seu redor. Esses exemplos modernos da grande influência da literatura, da música e da arte sobre os seres humanos raramente podem ser apreciados porque o homem moderno é deveras ímpio, e há nele pouco que valha a pena refletir ou expressar. Contudo, a imensa influência não pode ser negada. Uma pá de Padres ensinando que o rock é satânico, que a arte moderna é ímpia... e vem ele hosanar Elvis, os Beatles, Picasso... Sério isso? Normal? Bom? Inquestionável?...

No parágrafo seguinte, coloca ideias “boas” para justificar as “más” ideias em favor dos hereges de sua preferência: “E a Igreja Católica trabalha para a salvação dessas almas. Então, como poderia negligenciar a cultura? (e quem disse que a Igreja negligencia a cultura? Maliciosa essa frase, uma vez que, na frase seguinte, ele reconhece que a Igreja, por seus escritores, não negligenciou nada. Há um escopo nisso: confundir para oferecer uma solução “lógica”, que nada mais é do que a solução “dele”). Seus próprios escritores direcionaram os pensamentos dos homens, e seus artistas e seus músicos preencheram suas igrejas com beleza, a fim de elevar suas almas a Deus, desde o início da Igreja. ‘É claro’, alguém poderá objetar, ‘que isto é verdade em relação à cultura católica, mas nem Eliot nem Wagner foram católicos. Então, que serventia têm para a Igreja?’.” E vem o golpe final, no último parágrafo (dica: subtítulo e último parágrafo costumam conter a essência das ideias e as intenções de Dom Williamson, reparem!): “No homem, há três coisas: a graça, o pecado e a natureza. Proveniente de Deus, nossa natureza básica somente pode ser boa, mas, como foi maculada pelo pecado original, também é fraca e inclinada ao mal. A natureza é como o campo de batalha da eterna guerra entre a graça e o pecado, que lutam para possuí-la. A graça eleva e cura a natureza. O pecado a derruba. Eis a luta sem fim (até aqui, tudo ok. O que ele diz é verdade). A Eliot e a Wagner pode ter faltado a graça, mas Deus lhes permitiu serem mestres da natureza (alerta amarelo). A Igreja é a comandante-chefe no que diz respeito à salvação das almas. Como Ela poderia falhar (?????) em estudar o campo de batalha e em extrair todos os possíveis benefícios dos mestres da natureza, para conhecer as almas do tempo e ensiná-las?”. Ou seja ALERTA VERMELHO a Igreja, segundo Dom Williamson, para não “falhar” deve se valer do que não é católico, como Eliot e Wagner...

Caros leitores (permitidos ou proibidos), além de não sermos peixes-boi (como o próprio Dom Williamson costumava dizer), é necessário que não sejamos leitores passivos.  


O que é um leitor passivo? É aquele que simplesmente lê, sem analisar se o que lê é bom ou mau; mais por causa de “quem” o diz. Nisso está o perigo para a alma. Aí surgem as mitificações, o apego desordenado à criatura, o culto à personalidade, a cegueira voluntária.  

Tudo isso leva ao que? Leva a reagir erroneamente, pois, quando alguém “ousa” apontar os erros – doutrinários ou morais, não importa – de uma pessoa “de prestígio”, quem ouve/lê reage indignado com a “falta de respeito” a tal pessoa. A verdade já não interessa mais. As boas maneiras, a “caridade”, o “respeito” se tornam clichês repetidos à exaustão: “não é o que disse, dona Giulia, mas como disse”... mimimi... 

Eu, quando me vejo diante de Deus, no dia do Juízo, não quero que Ele me recrimine o fato de eu ter preferido ser educada (fina?) a ser fiel a Ele, de eu ter me calado só porque era uma “autoridade” quem estava falando, de eu ter sido morna, covarde, cúmplice com meu silêncio “respeitoso”.  

Se, ao ler o que eu ou qualquer outra pessoa escreve sobre o que Dom Williamson diz de errado, você reage da maneira que ilustrei aqui, indignando-se apenas com a “falta de respeito” a um homem quem tem uma extensa folha de serviço em prol da Tradição, lamento dizer mas se acendeu seu SINAL VERMELHO. Seja prudente. Reflita, releia os comentários, consulte o Catecismo, faça uso da razão. Ter sido obediente à autoridade não será desculpa naquele dia. Ademais, se é para ser obediente a uma autoridade que erra... seria melhor ser obediente ao Papa, então, porque na Terra não há autoridade maior do que a dele.

Por fim, algo que deveria ser uma premissa, mas se eu colocasse no princípio não seria levado tão gravemente a sério como precisa: nem eu, nem ninguém que está falando sobre esse assunto, nenhum de nós está atacando A PESSOA de Dom Williamson, como nos acusam de forma mendaz e infantil — e eu desafio qualquer um a provar o contrário! Mostrem onde, em nosso discurso, há qualquer referência à PESSOA de Dom Williamson, fato que, em tese, poderia justificar a indignação de alguém. Caso não saibam nossos detratores: "ataques pessoais a Dom Williamson" são os ataques que se fazem à PESSOA dele, não ao que ele diz ou faz. Será que preciso fazer um "Momento Dicionário" para ensinar isso também? Se não conhecem um conceito tão simples assim... como podem entender o resto? E, mais importante, como podem nos julgar? Nos acusar? É prá acabar com os pequis de Goiás... — O que nós denunciamos são as ideias, o que ele diz. Nisso não há pecado algum. Pois... desde quando DIZER A VERDADE é pecado? 


Nota: todos os Comentários Eleison podem ser encontrados aqui. Alguns — e estranhamente só alguns! — podem ser encontrado em Português aqui, e em espanhol, aqui.


Um necessário aparte. Também estranhamente não todos os CEs foram publicados no site do Mosteiro e no blog Non Possumus, como o CE 426 - Defendendo Valtorta (único blog que publicou em Português foi este do link!), de 12/09/2015, em que Dom Williamson fala a favor de Valtorta.

Contudo, há no Non Possumus posts contra ela: "Lo que pensar de Valtorta", de 07/01/2016 e "Preguntas y avisos a Radio Cristiandad / SPES", de 23/10/2012, no qual "não recomendam" Valtorta, mas declaram: "Definitivamente estamos con Monseñor Williamson y lo apoyamos", dando como razão a mesma que hoje dão para apoiá-lo em suas sandices: "él es el único Obispo que hoy de hecho sustenta públicamente la bandera de la Tradición; y sin dudarlo publicaremos incluso cuando tengamos desacuerdos secundarios con él. Nos ponemos decididamente bajo su episcopado". Ou seja, para quem defendem as asneiras de Dom Williamson, as questões de que ele trata erroneamente são "desacuerdos secundários"... Bella cosa!

Este post se deu por causa de um ataque por parte do site RadioCristandad, acerrímo inimigo de Non Possumus, depois que este publicou o CE 275 - Ler em Família, de 20/10/2012, no qual Dom Williamson
imprudentemente aconselha a "cada noche leer en voz alta a los niños capítulos seleccionados del Poema del Hombre-Dios de María Valtorta", ("toda noite ler, em voz alta, às crianças, capítulos selecionados do Poema do Homem-Deus de Maria Valtorta"), ainda que soubesse e até mesmo declarasse que tal poema foi colocado no Index Prohibitorum, de Santa Romana Igreja: "En primer lugar, el Poema fue puesto en el Index de libros prohibidos por la Iglesia en los años de 1950, es decir antes que Roma se vuelva neo-modernista en los años 1960. La razón dada para su condenación fue que a los eventos del Evangelio se les daba un enfoque romántico y sentimental. En segundo lugar, se acusa al Poema de innumerables errores doctrinales. En tercer lugar, el Arzobispo Lefebvre le objetaba al Poema que el dar tantos detalles físicos de la vida diaria de Nuestro Señor le hace a El demasiado material, y nos lleva demasiado por debajo del nivel espiritual de los cuatro Evangelios" ("Em primeiro lugar, o Poema foi colocado no Index de livros proibidos pela Igreja na década de 1950, ou seja, antes de Roma se tornar neo-modernista nos anos 60 (ou seja, pela Igreja verdadeira!, pelo Santo Ofício!, que, para Dom Williamson, parece ser irrelevante. Acaso devemos desobedecer às determinações do Santo Ofício?). A razão para sua condenação foi que aos eventos do Evangelho ela lhe dava um enfoque romântico e sentimental (Não é a principal razão. A principal razão vem a seguir). Em segundo lugar, acusam (o "irrelevante" Santo Ofício?) o Poema de inumeráveis erros doutrinários (ainda assim, Dom Williamson recomenda a leitura diária às crianças? Para envenená-las desde o berço com as sandices de Valtorta e sabe-se mais que heresias?! E o pessoal do Non Possumus acha isso "desacuerdos secundários"? Interessante!). Em terceiro lugar, o Arcebispo Lefebvre objetava contra o Poema o fato de que Maria dava tantos detalhes físicos da vida diária de Nosso Senhor fazia com que Ele fosse demasiado material, e isso nos leva abaixo do nível espiritual dos quatros Evangelhos" (aqui também às favas com as diretrizes do Superior e Pai espiritual! E nós somos "rebeldes" porque apontamos os ERROS DOUTRINÁRIOS e outras sandices dele???). A isso tudo, Dom Williamson chama de "importantes objeções"...

Não devemos ser reféns das informações alheias, como sempre digo. Devemos ir à fonte, sempre. Assim, sugiro que faça sua própria análise e pesquisa, antes de criticar a minha. Eu perdi tempo analisando vários documentos. Não seja patético simplesmente comentando como quem vomita sabedoria.

Giulia d'Amore

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