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terça-feira, 8 de março de 2016

São João de Deus, confessor

8 de Março  

São João de Deus 

Confessor 

Protetor dos hospitais, dos doentes e enfermeiros.



“Em verdade vos digo, todas as vezes que fizestes a um destes maus irmãos menores, a mim o fizestes” (Mt 25, 40).
No dia 8 de março de 1495, na pequena cidade de Montemor-o-Novo, em Portugal, nascia João Cidade, filho de pais piedosos e tementes a Deus.

O pequeno João viveu na simplicidade e cercado de amor, porém, seu espírito de aventura o fez fugir de casa, com apenas 8 anos de idade, para ir à Espanha, de modo misterioso. Diz-se que na companhia de um clérigo que estava hospedado na casa. A mãe morreu vinte dias depois. O pai entrou para um convento.


Na Espanha, João foi morar e trabalhar na casa de Francisco Maioral, feitor de uma grande fazenda da região de Oropesa, na Estremadura. Na adolescência e juventude, João trabalhou no campo, sempre convivendo com pessoas simples e piedosas; e no contato com a natureza, aprendeu a amar a obra da criação e a respeitá-la. João era estimado por todos, tanto pelos familiares adotivos, como por todos os seus vizinhos e amigos. Com sua simplicidade e naturalidade conquistava a todos.

Francisco Maioral pensava em poder esposá-lo com sua filha, porém João Cidade, sentindo que aquela não era sua vocação, decidiu afastar-se alistando-se na Milícia de Carlos V, que então se preparava para fazer guerra a Francisco I, Rei da França.

Como Santo Inácio de Loyola, bem depressa se apercebeu de que a vida de soldado não era aquela que o Senhor lhe destinava.

As distrações da vida de soldado o impediram de fazer seus exercícios espirituais e suas orações cotidianas, porém, Nossa Senhora o vigiava e esperava o momento de chamá-lo de novo ao caminho certo.

Faltando alimentos no campo de guerra, o soldado João Cidade foi encarregado de encontrá-los para suprir a fome dos soldados. Partiu durante a noite, sozinho, porém, seu cavalo saiu em disparada, e como não conseguisse domá-lo, foi jogado num precipício, ficando por muito tempo sem sentidos. Quando acordou, recomendou-se à Virgem Maria pois nutria em seu coração o desejo de abandonar os campos de batalha.

Por este tempo, o Papa andava encorajando a Cruzada contra os Turcos (muçulmanos), João Cidade alistou-se no exército dos Cruzados sob a insígnia do Duque de Alba. Terminadas as lutas e sentindo um vazio imenso, decide voltar para Portugal e para sua cidade natal, porém a tristeza e o vazio aumentaram quando soube, através de um tio, que seus pais não existiam mais.

Com o coração despedaçado, João se sente como ave inquieta que voa de galho em galho, sem que algum lhe pareça suficientemente seguro para construir seu ninho. Sem saber o que fazer, João retorna à Espanha, e vai a Aymonte e segue para Sevilha, afim de trabalhar como pastor dos rebanhos de D. Leonor Lunhiga. Vive cada vez mais inquieto e insatisfeito e sai a procura de outro lugar onde sinta-se bem.

Para onde ir? Tantos vão para África? Por que não ir também? Talvez lá encontre a paz tão desejada. E parte. Vai até Gibraltar e atravessa a Ceuta. Na viagem, encontra-se com um fidalgo português que, com sua família, ia para lá desterrado. João o consola e põe-se a seu serviço. É mais uma tentativa e um meio de se manter. Porém, os recursos que o fidalgo possuía esgotaram-se. João Cidade passa a trabalhar na construção das muralhas em volta de Ceuta e com seu salário ajuda no sustento da família do fidalgo português, que estava na miséria.

Ceuta foi para João Cidade e para seu coração inquieto, mais uma decepção. Decide então voltar para Gibraltar em 1538, e, para ganhar o pão de cada dia, opta por vender livros de vários gêneros, principalmente Evangelhos e Catecismos: era vendedor ambulante.

A convivência com os livros, mesmo só para comércio, deixa sempre seus frutos. Com o conhecimento adquirido pelos livros, João Cidade pôde explicá-los melhor ao povo. De cidade em cidade, João vai vendendo seus livros, até chegar em Granada, na Espanha, e na Rua Elvira, João monta sua tenda de livreiro.

A graça divina espreitava a ocasião para operar em João de Deus esta profundo transformação. Na festa de São Sebastião, veio a Granada um grande pregador e mestre, João d’Ávila, e grande multidão acorria para ouvi-lo.

João Cidade ouvia atento as palavras do orador, e a graça de Deus foi agindo, preenchendo e transformando aquele coração inquieto. Embargado pela comoção, João Cidade saiu da igreja gritando em alta voz: “Misericórdia Senhor, misericórdia!”, e rolando por terra confessava em público suas culpas passadas. Levaram-no primeiro ao Padre João d’Ávila, que compreendeu o trabalho da graça e o exortou a confiar em Deus e a imitar Jesus crucificado.

João Cidade foi considerado um louco e foi internado no Hospital Psiquiátrico Real. Porém, logo perceberam que João não apresentava nenhum grau de loucura, o que serviu para ele conhecer as condições subumanas em que viviam os internos.

Aos pés da Virgem, João decide fundar um hospital para acolher os velhos abandonados, os doentes mentais, enfim, todos os excluídos e marginalizados. Serviria a Jesus nos pobres!

Um dia, diante do Crucificado, ouviu as seguintes palavras do Senhor: “João, é por meio dos espinhos, trabalhos e sofrimentos que deves ganhar a coroa que meu Pai te preparou. Cuida dos meus irmãos que sofrem!”.

Aos 42 anos, sem trabalho, sem dinheiro, sem profissão, João arrenda, contando somente, com a graça de Deus, um espaço que servirá de Hospital.

João de Deus, como passou a ser conhecido, atrai seguidores, conquista corações e benfeitores para sua obra.

Era costume de nosso Santo, lavar os pés de todos os doentes que entravam no Hospital; Certo dia, quando lavava os pés de um peregrino, viu as chagas de Jesus impressas, e, ao levantar os olhos para o peregrino, percebeu que era o próprio Cristo, seu rosto resplandecia em glória, e lhe disse: “João de Deus, tudo o que fazes aos doentes é a mim que o fazes!”.

João de Deus, sente o peso do trabalho incansável: noites sem dormir, jejuns constantes e principalmente um doar-se sem medida, consumiram as forças de nosso Santo. E no dia 8 de março de 1550, após meditar a Paixão do Senhor, João de Deus, Lhe entrega sua alma, carregada de boas obras. Contava com 55 anos de idade.

Por certo, quando a Igreja honra seus filhos, que de várias formas testemunharam o amor de Cristo e o Evangelho, ela o faz, tendo em vista o exemplo que deles podemos tirar. Os Santos são setas que nos apontam para o Cristo, e graças às obras destes homens e destas mulheres de fé, o mundo não está pior, sempre podemos descobrir um fio de esperança.

Hoje, os irmão hospitaleiros de São João de Deus, estão espalhados pelo mundo inteiro, atendendo Jesus nos leitos dos irmãos enfermos.

Que São João de Deus nos ensine, com sua vida, a esperar no Senhor por encontrar a nossa vocação e a nossa missão. Amém.



Fonte: http://marcioreiser.blogspot.com.br/2009/02/sao-joao-de-deus.html.


 
   
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