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domingo, 26 de julho de 2020

PORQUE MONS. VIGANÒ É PERSONA “NON GRATA” PARA A NEOFRAT?

Não tenho visto a repercussão adequada dessa notícia na mídia tradicionalista brasileira, por isso resolvi traduzir este artigo, por sua vez traduzido do inglês para o espanhol. De antemão, me escuso por algum erro de tradução, pois não terei tempo de revisá-la adequadamente. É mais importante a notícia. Quando a li, tive minhas reservas, primeiro porque Viganò é a mais nova paixão de certos grupos sedevacantistas mais radicais (radsed?), aqueles que chamo de sedechatistas, porque são chaaaaaaatos a mais não poder, por quererem a todo custo obrigar as pessoas a se autodeclararem publicamente sedevacantistas, caso contrário serão excomungados pelos próprios (SIC!!!) – como já disse várias vezes, e o repito mais uma vez, o sedevacantismo em si não é problema, até porque não foi proibido pela Igreja Católica, e, como Ela não se manifestou definitivamente a respeito, e pelo fato de haver grandes Santos e grandes Doutores da Igreja de ambos os lados, pró e contra o sedevacantismo, é notório que o tema pode ser discutido, até publicamente, com a devida prudência. Dito isso, a questão é que certos grupos se apaixonaram pelo Viganò e até o elegeram Papa em um conclave reunido, se não me falha a memória, ano passado. Ainda bem que Viganò não mordeu a isca –. O segundo motivo de minhas reservas é porque todo prelado que ainda está sub CVII me causa preocupação quando começa a falar sobre a Tradição, a defendê-la, a se dizer tradicionalista. Gato escaldado tem medo de água fria, diz o ditado: por causa de tantos enganadores que se fantasiam de católicos, com suas belas batinas bem passadas e limpinhas, e arrastam multidões à missa de Bento XVI. Eu prefiro aguardar situações mais definidas, mais claras. O caso Viganò é muito recente para se cantar o “Te Deum”, sobretudo porque, até onde eu sei, ele continua nas estruturas conciliares. Mas, tendo em vista que eu sei quão doloroso e longo pode ser esse processo de compreender claramente as coisas e, por conseguinte, agir conforme, vou dar o benefício da dúvida a dom Viganò e também vou lhe dar o tempo necessário para que passe das palavras à ação e abjure e abandone a igreja conciliar, pública e definitivamente. Registro que, por causa disso tudo, não posso concordar com o entusiasmo do autor do artigo, porque até agora sou houve palavras, não ação. Aguardemos. Enquanto isso, leiam abaixo a tradução do artigo, com minhas observações em notas ao fim do texto. 


PORQUE MONS. VIGANÒ É PERSONA “NON GRATA” PARA A NEOFRAT[1]?



 
O ramo de oliveira desparecido, por Sean Johnson 
(artigo completo)
14/06/2020


Aos 10 de junho (2020), o arcebispo Carlo Viganò tornou pública uma carta na qual rechaçou a igreja conciliar, declarando (entre muitas outras denúncias estridentes) que se arrependeu, de sua parte, de havê-la promovido de boa-fé durante décadas[2]
...apesar de todos os esforços da hermenêutica da continuidade que naufragou miseravelmente na primeira confrontação com a realidade da crise atual, é inegável que, do Vaticano II em diante, se construiu uma igreja paralela[3], sobreposta e diametralmente oposta à verdadeira Igreja de Cristo. Esta igreja paralela obscureceu progressivamente a instituição divina fundada por Nosso Senhor para substitui-la por uma entidade espúria, que corresponde à religião universal desejada, que a Maçonaria teorizou primeiramente”. 

quinta-feira, 21 de junho de 2018

O NOME DA ROSA...

Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume. De "Romeu e Julieta", ato II, cena II. De William Shakespeare  

De fato, o que é um nome? Pode haver virtudes e até mesmo santidade inclusive em alguém que tivesse, por exemplo, a desdita de portar o nome Lutero, após ter recebido a graça de se converter à verdadeira Fé de Nosso Senhor... Não pode?   

Mas... quem porta um sobrenome como Rothschild e faz uma "doação" vultuosa a uma obra supostamente católica através de um sionista declarado, nos deixa, no mínimo, em dúvida. E negligenciar a busca da verdade em uma situação dessas soa a cumplicidade ou, no mínimo, a omissão culpável. 


A notícia que tem aparecido na mídia mundial dá conta de que certa viúva "de Rothschild", do ramo austríaco, teria doado em herança uma soma de diversos dígitos — €90.000.000 (aproximadamente R$390.000,00) — à "obra" de Fellay, o filo-sionista e traidor do legado de Monsenhor Lefebvre.  

Para registro, tal obra não merece ostentar o nome que lhe foi dado pelo Fundador — Fraternidade Sacerdotal São Pio X - FSSPX (ou SSPX) — e, por causa disso, eu chamo efetivamente de Neofrat.  
Essa ligação com os Rothschild pode ter vindo à tona agora, mas não é recente. Não tem como. Os personagem envolvidos nessa pantomima se entrelaçam, de alguma forma e em algum lugar, com essa família aparentemente todo-poderosa, seja em negócios lícitos como em negociatas ou "filantropia". O nome desse clã, que tem parentescos e ramificações por todo o mundo, está ligado à Nova Ordem Mundial, ao tráfico sexual de adultos e crianças, ao financiamento da prática e da liberalização do aborto e demais crimes contra a vida em vários países, à Agenda LGBT e outras contra a família como instituição divina, a crimes nunca solucionados... Um dos links abaixo (em negrito) fala a respeito da ligação com os Clintons e a pedofilia, por exemplo. 

sábado, 8 de julho de 2017

O Jogo do Ganso - ponto para Roma Apóstata. E, sim, há um acordo, quer você goste ou não...


Maio rendeu! Entre declarações e respostas, foram vários rounds, e, lá pelo fim do mês, passou batida para muitos uma declaração de Gerhard Müeller (1), afirmando que a Neofrat de Fellay precisa se converter antes de qualquer outra coisa: “É preciso tempo para uma reconciliação mais profunda, pois não se trata apenas de FIRMAR um documento, mas de realizar uma CONVERSÃO” (...), pois “alguns membros da Fraternidade pretendem de ser os únicos verdadeiros católicos!” (Maiúsculas minhas.)  

Essa declaração surgiu no rastro explosivo e retumbante da carta aos fiéis, de 7 de maio passado, firmada, na França, por 7 dos 10 superiores e por todos os superiores das comunidades masculinas (releia aqui).  

A carta foi seguida por quatro respostas:  

terça-feira, 21 de março de 2017

A surpresa de Francisco para Fellay

Acordo, sim... Acordo, não... E Fellay continua de papinho com Francisco. Você pensa que o Superior geral não pode mais lhe surpreender, mas ele vai lá e se supera! A ingenuidade (será?) desse senhor é de embasbacar!!! Mais de embasbacar ainda é a serenidade com que os padres, religiosos e fiéis da Neofrat continuam seguindo as quimeras fellayanas. Coisa de doido.  

Enfim, esse artigo é apenas para registro do óbvio. Como não pertenço nem quero pertencer à Igreja na qual Fellay quer entrar... se tem ou não tem acordo, não me interessa.  

Questionamento para os rallies: se Fellay vai "se reintegrar" à Igreja de Francisco é porque ele não está nela. Certo? Oras, se ele não está na Igreja de Francisco - e a Igreja de Francisco para Fellay é católica - isto significa que Fellay não está na Igreja Católica. Certo? Mas, por outro lado, se Fellay está na Igreja Católica... por que motivo quer se integrar à Igreja de Francisco? Entendeu ou preciso desenhar? 

Recado para comentarista desavisado: meu blog, minhas regras. Ninguém é obrigado a ler. Só comente depois de ter cumprido todas as suas obrigações de estado e de devoção e, principalmente, depois de ler o LEIA ANTES, no menu superior. Depois disso, se ainda tiver faniquitos por comentar... vá procurar um lote para carpir. 




VATICANO – LEFEBVRE A UM PASSO DA ASSINATURA DO ACORDO. AS FOTOS DA POSSÍVEL NOVA SEDE EM ROMA


Marco Tosatti   


Fontes confiáveis me dizem que a FSSPX e o Vaticano estão a um passo do acordo. Na realidade, segundo algumas vozes, faltam apenas algumas assinaturas, e se está à espera que mons. Fellay dê os últimos retoques à sua situação interna [1], para chegar então ao retorno total e oficial, como uma Prelatura pessoal, dos lefebvrianos no seio da igreja de Roma. Deste modo, Francisco terá conseguido levar a termo um percurso que teve início no pontificado de Bento XVI [2], e que havia se estagnado por questões ideológicas doutrinárias; que, porém, agora, teriam sido superadas pela disponibilidade do Pontífice de não pedir que todos os pontos sobre os “is” sejam claros e definidos [3].   
1. Fellay precisa se certificar que os sapos estejam cozidos. 
2. Sim, Bento reabriu a questão, pois Mons. Lefebvre havia encerrado a conversa com as autoridades apóstatasaté que Roma se convertesse. As autoridades não são mais apóstatas? Roma se converteu? 
3. Sic! Retórica modernista ao vivo e a cores.  

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

ENTREVISTA AO PADRE CARDOZO

A entrevista foi feita durante a visita do Pe. Cardozo à Missão Cristo Rei de Campo Grande, agora em julho, mas, por causa da viagem dele à Argentina, publicamos somente agora, assim aproveitamos para atualizar as perguntas com os novos assuntos que surgiram nesse ínterim. Grifos nossos. 



ENTREVISTA AO PADRE CARDOZO 


Reverendo Pe. Cardozo, aproveitando a vossa visita à Missão Cristo Rei de Campo Grande, e porque uma entrevista a um sacerdote é sempre uma oportunidade de catequese e de aprendizado, gostaria de entrevistá-lo e apresentar alguns questionamentos enviados por fiéis.  


1. Rev. Padre Cardozo, está em mais uma viagem de visita às Missões Cristo Rei pelo Brasil, como estão as Missões hoje? 

Resposta: As Missões hoje estão purificadas. Perdemos algumas, ganhamos outras, mas em geral, e como todas as coisas acontecem para o bem dos que amam a Deus, considero que o que se perdeu, enfim, Deus o permitiu, mas é uma maneira de trabalhar com gente que doutrinalmente está mais capacitada para o combate que levamos. Porque, primeiro, como é possível que estivéssemos trabalhando com gente que, por exemplo, considere a importância dos números sobre a verdade objetiva? Segundo, como é possível que estivéssemos trabalhando com gente que supostamente tome a hierarquia como o elemento mais importante de um católico, quando para o católico o mais importante é a Fé? Então, se, apesar dos quatro anos que estão recebendo catequese, de ter feito retiros espirituais etc., alguns não entenderam e continuam pensando com premissas liberais, é porque ou não entenderam nada ou não querem entender, ou o que seja. E, da mesma forma, quanto aos que permaneceram fiéis à doutrina, para mim é uma satisfação e uma tranquilidade trabalhar com esses fiéis, porque senão alguém sente que está semeando no mar... Com todo o trabalho que temos, não podemos perder tempo! As novas missões são algo que nos entusiasma mais do que pensar que tenho que trabalhar com gente que, todavia, não é sincera na busca da verdade, não é sincera no manifestar a sua fé, sua catolicidade. Quanto àquelas pessoas que ficaram do lado dos três bispos “impolutos”, que fiquem!... E que Deus veja com suas almas. Quanto a mim, pelo menos já sei com quem posso contar. 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Em defesa de Dom Williamson… mas não da verdade


Dando continuidade às tentativas de combater a confusão gerada por Dom Williamson, ainda que não pretenda esgotar o assunto, espero, pelo menos, ajudar a demonstrar a grande imprudência desse bispo e de seus colaboradores.


Na melhor das hipóteses, e por enquanto prefiro trabalhar com ela, Dom Williamson foi tremendamente imprudente ao escrever seus Comentários. Em primeiro lugar, ao tratar de um assunto totalmente desnecessário, e que poderia gerar confusão, como de fato gerou. Tanto Dom Williamson não estava sobre pressão nenhuma, não foi solicitado por ninguém a responder sobre este assunto, não estava ocorrendo nenhuma disputa sobre o tema antes dos Comentários Eleison. Se o bispo queria levar os fiéis a não desprezarem aqueles que estão sendo enganados pela falsa igreja conciliar, poderia tê-lo feito de outra maneira completamente diferente, lembrando que muitos estão sem culpa no erro, por exemplo.


A imprudência do bispo continua, não somente por ter tocado no assunto, mas, principalmente, pela forma como o fez. Dom Williamson não defende apenas a possibilidade de haver milagres na missa nova. A tese que ele defende é muito mais forte que isto, pois o bispo induz a crer que o caso concreto de Buenos Aires, “segundo sugerem as evidências” (sic), é de fato um milagre. Ele não se deu ao trabalho de analisar as diferentes possibilidades de explicação do fenômeno. E que possibilidades são estas?

Chegamos aqui ao ponto crucial, onde Dom Williamson perverteu a análise do fato, comprometendo a conclusão. Os teólogos ensinam claramente que há de se fazer a distinção entre os verdadeiros e os falsos milagres.
Por exemplo, no livro “A Caminho da Verdade Suprema” do Padre Pedro Cerruti, este distingue os verdadeiros milagres, feitos por Deus, dos falsos milagres, feitos pelo demônio:

1 – Verdade histórica: Se o milagre aconteceu realmente;
2 – Verdade filosófica: Se o milagre é extraordinário, isto é, supera as forças de toda natureza criada;
3 – Verdade teológica: Se o milagre foi produzido por Deus;
4 – Verdade relativa: Se Deus o produziu para confirmar uma revelação;
(…)

[Explicação do item 3]
“A razão vê logo, já a priori, que deve ser possível discernir os verdadeiros milagres divinos dos prodígios do demônio. Deus com efeito: 1) não pode permitir que o homem seja induzido invencivelmente no erro em matéria moral e religiosa e acerca de sua salvação eterna: opõem-se a Veracidade, a Santidade e a Providência divina; seria por a Providência em contradição consigo mesma, guiando os homens para a salvação e juntamente colocando-os em circunstâncias tais, que, apesar de suas diligências e da sua boa vontade, tomariam invencivelmente como verdades que conduzem à salvação, erros que de fato afastam dela. 2) nem pode permitir que o milagre, único critério primário para reconhecer a verdadeira revelação divina, perca seu valor e eficácia, como aconteceria se não se pudesse discernir dos prodígios do demônio: opõe-se a isso a Sabedoria divina.

O padre deixa claro que é possível distinguir os verdadeiros milagres dos falsos, e que estes proveem do demônio. Por exemplo, em Akita, o sangue que jorrava da imagem em várias ocasiões pertencia a diferentes tipos sanguíneos, pelo que não podem ser da mesma pessoa, ou seja, da Santíssima Virgem. E quem foi o famoso imprudente que deu créditos a Akita, inclusive com direito à peregrinação? Claro, Dom Williamson.


Chama-se falso um milagre, ou porque lhe falta a verdadeira razão do fato, ou a verdadeira razão do milagre, ou o devido fim do milagre. (…)

Mas algumas vezes se fazem algumas maravilhas, cujas causas estão ocultas, mas não fora da ordem da natureza; e isto com mais razão o fazem os demônios, que conhecem as virtudes da natureza e tem determinada eficácia para especiais efeitos; e estas fará o Anticristo, mas não as que tem verdadeira razão de milagre, porque não tem poder naquilo que está sobre a natureza.

Mas há mais gente que percebeu esta possibilidade. A seguir, transcrevo o trecho de uma resposta do padre Trincado ao padre Cardozo, na qual o acusava de distorcer suas palavras. Esta resposta, vinda de um padre que defende Dom Williamson, foi divulgada, no dia 29 de Fevereiro de 2016, pelo mesmo professor tomista que, abusando da boa fé de uma pessoa, obteve uma lista de e-mails para um fim de caridade, e acabou por utilizá-la para divulgar seus próprios artigos sem a autorização das pessoas. Felizmente, ao contrário do vídeo do Youtube que eles covardemente podem tirar do ar, não há como apagar o texto que divulgaram, e nós podemos ler as exatas palavras do padre Trincado, estando sob nossa responsabilidade os destaques e a tradução ao português:

1.- Que ha terminado de leer el último Eleison y que lo juzga reprochable. Yo también juzgué reprochable ese primer Eleison de una serie de tres, porque trata de un asunto delicado dejando la respuesta para varios días después, con lo que se iba a generar cierto escándalo. Por eso Non Possumus publicó con comentarios ese Eleison (ver acá).
2.- Que en su opinión, el demonio podría querer obrar un milagro como el referido por Mons. Williamson. Con eso también también estuve de acuerdo.

Tradução para o português:
1- Que terminou de ler o último Eleison e que o julga reprovável. Eu também julguei reprovável esse primeiro Eleison de uma séria de três, porque trata de um assunto delicado deixando a resposta para vários dias depois, com o que se ia gerar certo escândalo. Por isso, Non Possumus publicou com comentários esse Eleison (ver aqui).
2- Que, em sua opinião, o demônio poderia querer realizar um milagre como o referido por Dom Williamson. Com isso também estive de acordo.

Vemos assim que os problemas são tão inegáveis que até os defensores de Dom Williamson foram obrigados a confessar tanto a imprudência do bispo ao tocar no assunto quanto o fato de que não está excluída a possibilidade de que o efeito tenha sido causado por ação diabólica. Apesar disso, continuam cometendo o enorme pecado de apresentar Dom Williamson como inocente e atacando os que dele corretamente discordam.

Pelo que já foi exposto, mesmo que se conseguisse provar cabalmente a possibilidade de milagres fora da Igreja, ainda assim não estaria feita a defesa de Dom Williamson. A imprudência do bispo o levou a atropelar toda a doutrina católica a respeito dos milagres para, afoitamente e sem seriedade alguma em sua análise, tratar os fatos de Buenos Aires como um verdadeiro milagre, realizado por Deus. A possibilidade de se tratar de uma enganação diabólica não foi nem cogitada pelo bispo que alguns querem enxergar com o último bastião da Fé Católica. Possibilidade que até seus defensores reconhecem, mas, por motivos “pouco nobres”, preferem ignorar. Deveriam se corar de vergonha, mas preferem ficar vermelhos de raiva de quem enxerga o óbvio, ou seja, que Dom Williamson disse besteiras.

Mas os erros do bispo não param por aqui, nem a bajulação de seus aduladores. Dom Tomás, que gosta de cantar honra e glória a Dom Williamson, escreveu alguns textos a favor do bispo. Um deles, intitula-se “Em defesa de Williamson – II”. Talvez por tê-lo considerado ruim, o professor tomista se abstive de praticar seu esporte preferido, ou seja, enviar e-mails não solicitados. Mas outros sites, que não perceberam o erro basilar de Dom Tomás, o publicaram:

Os ataques a Dom Williamson se baseiam em seus escritos e em suas palavras. Examinemos alguns escritos. Seus críticos mais tenazes alegam que é preciso ver o conjunto e concluir pela heterodoxia de Dom Williamson. Se eu fosse comentar cada acusação, uma por uma, isto tomaria um tempo do qual não disponho. Examino aqui apenas uma ideia de Dom Williamson. (…)

Pessoas como Gustavo Corção e quase todos os membros da Permanência no Brasil e da “Cité Catholique” na França assistiam ou assistiram à Missa Nova no início dos anos 70 e a maior parte dos membros da Resistência no Brasil já fizeram o mesmo antes de conhecerem a Tradição. Podemos pensar que, entre tantas pessoas, alguns tenham feito comunhões bem feitas e tenham tirado proveito destas comunhões caso tenham assistido missas válidas ainda que fossem no Novus Ordo.”

Felizes os que receberam a graça de compreender a questão da missa. Corção compreendeu sua malignidade desde o início, mas que não devia assisti-la, ele só o compreendeu depois. Ele levou cerca de quatro anos para tomar a decisão de não ir mais a essa missa. Ele só a tomou depois que Jean Madiran veio da França para lhe falar do assunto, pelo que me lembro ter ouvido.

Mas ele entendeu que não devia ir pois este rito conduz à heresia e é um mau exemplo ir à Missa Nova. Então ele não foi mais.

Que concluir disso? Eu concluo que não há porque lançar D. Williamson (e Corção igualmente) na fogueira. Nem um nem outro são hereges. Um demorou a entender que não devia ir à Missa Nova e outro procurou dar uma explicação para este fato. Tanto um como outro me parecem igualmente católicos e igualmente antiliberais pois ambos condenaram a Missa Nova e defenderam a Missa de Sempre.

As palavras de Dom Tomás justificam as ideias de Dom Williamson sobre a missa nova? Então as intervenções de Dom Williamson a este respeito se resumem em “dar uma explicação para alguém que demorar a abandonar a missa nova”?

Se relermos o primeiro parágrafo, notamos que Dom Tomás reconhece que há diversas críticas a Dom Williamson, mas coloca como justificativa para não analisar todas elas apenas a falta de tempo. Mas, ao analisarmos o conjunto, é impossível negar os erros de Dom Williamson. Inclusive respondendo às perguntas que colocamos logo acima e demonstrando o erro primário de Dom Tomás ao elaborar sua conclusão prescindindo de importantes ideias de seu amado bispo a respeito deste assunto.

Apenas alguns meses antes dos Comentários sobre o suposto milagre na missa nova, Dom Williamson respondeu publicamente a uma fiel da Tradição, entre outros absurdos, que ela poderia ir à missa nova caso isso nutrisse sua fé, como se pode ver no seguinte vídeo legendado em português:


(caso não abra, em email, clique aqui: https://youtu.be/lUCttxj0qV4)


Fonte do vídeo: http://stdominic3order.blogspot.com.br/2016/03/dom-williamson-infame-conferencia-missa.html

Uma coisa é a pessoa demorar para entender o quão perversa é a missa nova, e outra coisa totalmente diferente é, depois de entender, continuar indo ou recomendar a alguém que vá. A mulher que disse a Dom Williamson que assistia a missa nova durante a semana morava perto de um centro da Resistência, no qual assistia a Missa Tridentina nos finais de semana. E mesmo assim o bispo lhe diz que ela pode continuar assistindo a missa nova desde que “esteja nutrindo sua fé” e “não cause escândalo” (sic). Ora, o que diz Dom Williamson sobre a missa nova é completamente diferente do que Dom Tomás lhe atribuiu em sua defesa. Será que Dom Tomás não teve tempo de responder a todas as acusações, ou será que preferiu esconder as irrespondíveis? Ele, que assumiu conhecer outras acusações contra Dom Williamson, será que não conhecia esta? Se conhecia, então mentiu ao formular sua defesa do bispo, como se ele estivesse tratando apenas das pessoas que ainda não haviam reconhecido a perversidade da missa nova. E tenta utilizar o nome de Gustavo Corção para justificar as besteiras ditas por Dom Williamson. Como Dom Tomás mesmo reconheceu, Corção entendeu que não deveria ir à missa nova e não foi mais. E, provavelmente, não recomendou a ninguém que fosse, “caso nutrisse sua fé”.

Todos nós passamos pelo que Corção passou. A crise é tão profunda que custa acreditar que haja pessoas com tanta perversidade ao ponto de criar as mentiras propostas pela anti-igreja. Eu também demorei um pouco para entender que não devia ir à missa nova, à missa do motu proprio, à missa da Neo-FSSPX, e também já assumi o meu mea culpa por ter confiado no perverso Ratzinger. Por isso mesmo são inadmissíveis atitudes como a de Dom Williamson que aconselham fiéis da Tradição a ir à missa nova, ou que fica tratando de supostos milagres na missa nova. A nossa caridade para com quem ainda está no erro é dizer a verdade sobre o quão perversa é a seita modernista e todos os seus frutos. Nós, que já superamos as dúvidas, não temos o direito de nelas induzir aqueles que vêm depois de nós. A estes, Deus lhes dará as graças para que enxerguem o mal em que estão, como nós um dia também estivemos. Sim, nós também estivemos no charco e não temos motivos para nos acharmos superiores àqueles que, sem culpa, ainda estão no erro. Sabemos que, se sobrevivemos, foi apesar da missa nova, e não por causa dela. E, por isso, é dever de caridade, e não hipocrisia, alertar sobre os males da falsa igreja e seus frutos, incluindo a missa nova.


De tudo o que foi dito, podemos concluir os aduladores de Dom Williamson tentaram fazer sua defesa às custas da verdade. Tentaram, mas não conseguiram, porque agiram como advogados, e não como apologetas.










     
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terça-feira, 1 de março de 2016

Pode ser perseguido um padre que ensina o catecismo?


Publico porque tem bom senso e verdade. Publico porque útil a trazer a paz de espírito a quem a perdeu nesta confusão provocada por Dom Williamson e fãs. Mas creio que não será lida na íntegra justamente por aqueles que mais se beneficiariam dela, porque tem mais de dois parágrafos. A preguiça mental é um dos grandes males trazidos pela internet.  

Este tema, da perseguição a Padre Cardozo, o qual se tornar novamente inconveniente porque lembra a que resistimos, me remete a 2012, quando foi perseguidos por ler, no sermão do famoso Domingo do Bom Pastor, alguns escritos de Monsenhor Lefebvre... E pensar que pessoas que nem estavam conosco em 2012 se acham no direito de perseguir a Padre Cardozo. Pior ainda é quem já estava conosco ao fazê-lo!  

Ademais, quero dizer que, se alguns são rápidos em gritar: "crucifixa-o", são lentos, por outro lado, em fazer a coisa certa quando se apercebem de ter cometido um erro de julgamento. Eu percebo que o sermão do Padre Cardozo, no dia 28 passado, seguido de uma conferência, tem trazido alívio e esclarecimento a algumas boas almas que foram levadas pela turba a gritar "crucifica-o", e que algumas elas, cada uma de seu jeito, buscaram reparar a injustiça. Mas eu preciso lembrar que se a injustiça for pública, pública deve ser a reparação, pois se não tivemos vergonha de acusar publicamente alguém de forma injusta, também não devemos ter vergonha de nos desculpar

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Ai daquele que causa escândalo!

Como sempre, palavras sábias e até mesmo prudentes e caridosas. São para reflexão, não para obedecer cegamente. Não somos uma seita. Não obrigamos ninguém a pensar dentro de uma caixa lacrada. Não expulsamos ninguém. Não proibimos ninguém de receber a um Padre que tem feito um grande (verdadeiro) trabalho pela Fé. Pe. Cardozo deve ter uma pá de defeitos, mas o que importa é o que ele ensina. E no que ele ensina não há erro. Nem há erro na maneira como trata as pessoas, como conduz as coisas, como aconselha. A mim nunca me disse o que outros "diretores espirituais" têm dito a seus dirigidos (conforme e-mails que, licitamente ou não, têm chegado até mim sem eu ter solicitado).  O que me serena a alma é saber que Deus é Onipresente e Onisciente. Que falem as bocas pérfidas... minha alma está em paz. Viva Cristo Rei!

G.

Ai daquele que causa escândalo!


O escândalo é algo tão funesto que Nosso Senhor advertiu “ai daqueles que causam escândalo”. Todos nós temos o dever de nos vigiar para não sermos causa de escândalo. Ainda mais quando estamos vivendo com a Igreja um período de grande provação, é com a atenção redobrada que devemos tratar dos assuntos relativos a essa crise.


Não se admite, nem a um simples leigo, que tente minimizar os males provocados pelos modernistas. Mas, quanto mais alta a hierarquia de alguém dentro da Igreja, tanto maior o seu dever de ser prudente, porque será seguido por muitos. A quantidade enorme de bispos, sacerdotes, religiosos, leigos e institutos inteiros que um dia foram “tradicionais” mas que depois caíram nas mãos da roma apóstata deveriam servir de alerta para qualquer um a fim de que não se sinta induzido a descrever a “igreja” conciliar menos traiçoeira do que ele realmente  é.

E apesar de tudo, temos tido nos últimos tempos a decepção com alguns daqueles que se tão corajosamente haviam denunciado as tramas de Menzingen. O estopim foi a defesa de um suposto milagre na missa nova, mas a verdade é que os escândalos vão bem além disso. Há outras concessões à missa nova piores que este “milagre”. E ainda pior do que a imprudência de Dom Williamson, foi a reação daqueles que moveram uma verdadeira jihad contra quem ousou discordar do bispo. Incrível como não aprenderam a lição com tudo o que se passou na Neo-FSSPX. É verdade que a traição de Menzingen nem se compara com os erros de Dom Williamson, mas o caminho tomado por este já demonstrou estar errado ao ponto de, em consciência, não podermos mais permanecer em silêncio.

Com certeza vão me acusar também de “cátaro”, “super-tradi”, “fariseu”, etc. Mas a culpa do escândalo é de quem começou. Este primeiro artigo é somente um convite aos leitores para manterem a leitura dos próximos artigos que já estão sendo preparados. Eu recebi uma enxurrada de e-mails e li todos. Li também os artigos dos blogs que defendem Dom Williamson. Agora, já passou da hora da reação. Antes que alguém se escandalize, só peço isso: que vejam realmente quem são os culpados pelo escândalo e que não fechem os olhos.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

MONSENHOR ANTÔNIO DE CASTRO MAYER, ACORDO OU RESISTÊNCIA?

Monsenhor Antônio de Castro Mayer: Acordo ou Resistência? ~ “Se vós vos calardes, o gritarão as pedras” ~ O ensinamento do insigne teólogo e Bispo de Campos, Mons. De Castro Mayer.  

  




MONSENHOR ANTÔNIO DE CASTRO MAYER, ACORDO OU RESISTÊNCIA?


Se vós vos calardes, o gritarão as pedras” ~ O ensinamento do insigne teólogo e Bispo de Campos, Mons. De Castro Mayer

Em 29 de setembro de 1989, um jornal brasileiro entrevistou Mons. Antônio de Castro Mayer e lhe perguntou:

“Considera possível uma reconciliação com Roma?”.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

FALAM OS DIRIGENTES DO MOVIMENTO DA JUVENTUDE CATÓLICA DE FRANÇA! (MJCF)

FALAM OS DIRIGENTES DO MOVIMENTO DA JUVENTUDE CATÓLICA DE FRANÇA! (MJCF) 




O movimento da Juventude Católica de França (MJCF) foi fundado pelos dominicanos de Avrillé em 1970, e sempre se distinguiu na luta pela defesa da fé na atual crise da Igreja. Os seus capelães são padres da FSSPX. 

Dada a crise da Fraternidade São Pio X, não querem permanecer em silêncio e falam contra a deriva liberal da fraternidade.


FRANCE FIDÈLE








EDITADO EM 08/07/2018: OS DOMINICANOS DE AVRILLÉ DEIXARAM A PRUDÊNCIA DE LADO HÁ ALGUM TEMPO. REZEMOS PARA QUE RECUPEREM O JUÍZO. 


  
Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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domingo, 12 de julho de 2015

NÃO SE PREOCUPEM, NADA DE SUBSTANCIAL MUDOU NA FSSPX

Este é o blog que recomendei no Pale, uma recente "aquisição" da Resistência. Excelente matéria, uma visão perspicaz e atenta dos fatos. Estão tão displicentes que já não tem mais preocupação em tornar público o que a aproximação com Roma apóstata está provocando. Em termos de fotos, nem é a primeira vez. Lembram da benção dos sinos com a senhora em trajes imodestos? Bom, aquilo é fichinha perto disto! Será que vão excluir as fotos da sequência também? Ou a página toda? Bom, antes que gritem ao copyright, foi tomado o cuidado de verificar isto, e no site em questão não há nenhuma advertência ou observação (já printei!) neste sentido, além do fato de possibilitar o compartilhamento e até mesmo o download. Sim, o peixe morre pela boca ou fazendo pose. 


Não pensem que me compraz publicar esse tipo de notícia, pois é realmente triste perceber o que o orgulho, a soberba, a vã glória fazem com uma alma.  

No Brasil, bem sabemos, a questão é pessoal, não doutrinária. As pessoas tomam partido com base em simpatias, em afinidades, no pouco que sabem sobre esta ou aquela questão pessoal. Já não fazem uso da razão, deixando de lado o que realmente conta: a salvação da alma, a defesa da Verdade e da Fé, a Doutrina! Ainda que percebam (ou tenham certeza) que as coisas não vão bem na Neo-Fsspx, permanecem por lá porque "sair" significaria "ter que ir para o outro lado", ter que engolir o orgulho, ter que dar o braço a torcer, ter que conviver com pessoas das quais não gostam - tudo questão PESSOAL! - E a DOUTRINA? Às favas com a Doutrina, com tanto que salvem a cara! Isto cheira a seita! Como cristãos, não devemos "tomar partido". Não devemos escolher "um lado", levando em conta assuntos estritamente pessoais, deixando em segundo plano as questões doutrinárias. Não devemos nos apegar às pessoas. Não estamos aqui para fazer um piquenique, mas para salvar a nossa alma! Não estamos em guerra contra seres humanos, mas contra as forças do Inferno. 

Há, também, os que permanecem com a Neo-Fsspx "pelos Sacramentos", tendo em vista que, se fizessem a coisa certa, se saíssem, teriam que ficar sem Missa por sabe-se lá quanto tempo... São pessoas que não entenderam NADA da crise da Igreja; que sonham com uma situação estável, apesar de nossos padres continuarem dizendo que estamos em guerra, que vivemos em tempos de catacumbas; que não entenderam NADA também de Missa & Sacramentos: a Fé é mais importante do que a Missa, porque sem Missa guardamos a Fé com a oração (sozinhos ou em grupo), mas sem Fé... do que adianta a Missa? E expor-se a sermões cada vez mais "romanos" é expor-se ao risco de perder a Fé. Esse, bem sabemos, são os mornos. E seu destino também é conhecido de todos. 

Giulia d'Amore



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domingo, 12 de julho de 2015

NÃO SE PREOCUPEM, NADA DE SUBSTANCIAL MUDOU NA FSSPX


Em uma publicação realizada pelo Fratres in Unum, sobre uma romaria feita por uma das colaboradoras, ou algo parecido, aparece alguns fatos estranhos. Não seria de se estranhar, se essa romaria fosse organizada por alguma outra congregação religiosa, ou por padres seculares "reconhecidos". O problema é que essa peregrinação ou romaria foi organizada pela FSSPX, onde aparecem algumas fotos estranhas. A "narradora" diz que eles (os padres da FSSPX) não tiveram nenhum problema para celebrarem nas basílicas romanas...

 
Pe. Herkel, FSSPX (?) Missa voltado ao Povo?

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O dever de Resistir

O dever de Resistir

Sim, Sim, Não, Não n. 01 – Janeiro de 1993

Desenvolvimento ou contradições?


Ao Católico convenientemente informado, e com mais forte razão ao Sacerdote, ao religioso, impõe-se hoje a escolha seguinte: ou resistir à nova corrente eclesial e, então, ser taxado de rebelião à autoridade ou, adaptando-se a esta orientação negar, ipso facto, a infalibilidade da Igreja, que, até o Vaticano II, em lugar de “guardar, transmitir e explicar fielmente o depósito da Fé” (Primeiro Concilio do Vaticano) “teria durante um tão grande número de séculos ignorado, errado e jurado, sem saber o que ela devia crer” (São Vicente de Lérins: Commonitorium).

A adaptação à nova orientação eclesial é, sem dúvida nenhuma, mais cômoda à natureza humana, que odeia o esforço e a luta, mas é o caminho mais direto para a apostasia, e está igualmente em oposição ao mais elementar bom senso. Admitindo que as contradições atuais com o que sempre foi crido, ensinado e, portanto, posto em prática na Igreja, venha desta mesma Igreja, por quê se deveria prestar fé hoje a uma instituição que se enganou ontem e poderia então enganar-se ainda hoje?

sábado, 11 de abril de 2015

MENTIRA DO CVII SOBRE A VIRGEM MARIA: MARIA "PROGRIDE NO CAMINHO DA FÉ"

A MENTIRA: A noção segundo a qual a Santíssima Virgem "progride no caminho da fé" (Lumen Gentium58), como se Ela não tivesse sabido, depois da Anunciação, que Jesus era o Filho de Deus, consubstancial ao Pai, o Messias anunciado. (Sinopse de erros do CVII - FSSPX. Ponto 2.8. Cf. n.1)

A VERDADE:

S. Antonimo: "Maria ficou firme na sua jamais abalada fé na divindade de Cristo" (Cf. n. 2).

Isaías: Eu calquei o lagar sozinho, e das gentes não se acha homem algum comigo (63, 3. Cf. n. 3). Comentando-o, observa S. Tomás: As palavras "homem algum" devem ser acentuadas por causa da Virgem, cuja fé nunca vacilou (Cf. n. 3).

S. Ireneu: "O dano que Eva com sua incredulidade causou, Maria o reparou com sua fé" (Cf. n. 3).

domingo, 22 de março de 2015

EDITORIAL: A SAGRAÇÃO EPISCOPAL E ROMA APÓSTATA. E O QUE DIZEM OS "IRMÃOS"...

... e os sapos estão atentos!

Começo dizendo que não fui eu quem cunhou essa expressão "ROMA APÓSTATA", mas o Venerável Monsenhor Lefebvre, que também chamou aos seus interlocutores "romanos" de ANTICRISTOS. Lembrando que o principal interlocutor fora o Cardeal Joseph Ratzinger, futuro (e agora ex) Papa Bento XVI, que falava em nome do então Papa João Paulo II, cognominado agora de "o Grande". Também foi Mons. Lefebvre quem disse que guardássemos distância de Roma Apóstata até que ela se converta. Talvez parafraseando o Apóstolo, quando este disse que aos hereges não devemos dar nem bom dia, o Arcebispo mandou suspender qualquer contato com os "romanos", classificando-os de enganadores, pois o fizeram firmar um PROTOCOLO, do qual se arrependeu em tempo, mas que continua sendo usado até hoje contra ele. Resumo feito, vamos ao que interessa. 

De fato, Francisco ainda não se pronunciou, e é uma incógnita saber se irá fazê-lo ou se dar-se-á por satisfeito com a apressada (desinformada) manifestação pública do mais novo membro virtual da Ecclesia Dei, a neo-FSSPX de Fellay. Menzingen está se tornando parecida com Roma Apóstata na maneira de falar, de agir (nas trevas), de negociar e de enganar seus súditos! 

sábado, 21 de março de 2015

SAGRAÇÃO EPISCOPAL 2015: O PRESENTE DE SAN JOSÉ

O PRESENTE DE SAN JOSÉ 



Sermão do Rev. Pe. Bruno OSB, superior do Distrito da França da USML (FSSPX) 


Nós jamais duvidamos da generosidade de nosso bom São José, mas, neste 19 de março de 2015, estamos particularmente satisfeitos: o presente de São José é... um Bispo! Em algumas horas, o Padre Jean-Michael Faure(1) terá se convertido em Monsenhor Faure, sagrado por Monsenhor Williamson. Esta Missa(2) é celebrada pela intenção do feliz eleito. A cerimônia de sagração começará às 09:00 horas do Brasil, que são as 13:00 de nosso horário. Eu deveria estar lá nesse momento, mas precisei renunciar a esta viagem. O Padre Emmanuel-Marie representa a comunidade dos Dominicanos, o Padre Pivert à União Sacerdotal Marcel Lefebvre.

Esta sagração estava prevista há muito tempo, mas permaneceu em segredo quase até o último momento, para evitar o desencadeamento dos meios de comunicação e de outros inimigos da Igreja e de Mons. Williamson, que poderiam ter tentado evitar esta cerimônia.

quinta-feira, 19 de março de 2015

SAGRAÇÃO EPISCOPAL 2015: ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O REV. PE. FAURE

Publicamos a entrevista concedida pelo Rev. Pe. Jean-Michel Faure ao Blog Non Possumus, às vésperas de sua Sagração Episcopal pelas mãos de S.E.R. Mons. Richard Williamson. Acaba por ser também uma breve biografia, que esperamos torná-la mais detalhada, inclusive para complementar o verbete da Wikipédia a seu respeito. Os dados entre [colchetes] e os eventuais grifos são nossos.  

Que São José, Pai putativo de Nosso Senhor Jesus Cristo, Esposo da Santíssima Virgem e Protetor da Igreja, rogue por nós e especialmente pelo Reverendo Padre Jean-Michel Faure que, a partir de hoje, será S.E.R. Monsenhor Faure e continuará o combate pela Fé e a Tradição Católica. 

Uma breve explicação acerca da pronúncia do nome de Monsenhor Faure: pronuncia-se "fôr", pois "au", em francês se pronuncia "ô". E o "e" no final de uma palavra é mudo.



ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O REV. PE. FAURE





Um pouco de história para começar, Padre: como conheceu à Tradição e a Monsenhor Lefebvre?

Em 1968, estando na Argentina, visitei ao Arcebispo de Paraná, que me disse: “quer defender a Tradição? No Concílio, a defendi junto com um Bispo corajoso, meu amigo, Mons. Marcel Lefebvre”. Foi a primeira vez que ouvi falar de Mons. Lefebvre. Fui procurar Mons. Lefebvre na Suíça em 1972, por ocasião da Semana Santa, e então o conheci.

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