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sábado, 2 de abril de 2016

Metáforas (I)

Quando eu era criança, e comecei a estudar Matemática, minha mãe me ajudava na lição de casa. Minha mãe, além de ser diplomada em Corte e Costura e Enfermagem, tinha apenas estudos primários (quinta série das antigas), ainda podia, portanto, nos acompanhar nos estudos; e, de fato, foi nossa primeira e grande professora. 

Para nos ensinar Matemática, e não nos deixar usar os dedinhos, os quais tinham a grande desvantagem de acabar no “10” e criar uma certa confusão depois disso, ela usava feijões. Uma grande educadora! Nisso, há toda uma série de reflexões a fazer, mas hoje me concentro na única que nos interessa ao tema: usar feijões para substituir números, ou seja, o número 1 era 1 feijão, o número 2 eram dois feijões, e assim por diante. Claro, não? 

Diante da dificuldade que certas pessoas têm de compreender onde está o erro de Dom Williamson e Dom Tomás (e todos os que repetem como papagaios o que eles dizem), me ocorreu que, talvez, eu devesse usar... feijões

Metafóricos feijões...  

Se Nosso Senhor Jesus Cristo usa árvores como metáforas, vamos aplicar a técnica dos "feijões" às metafóricas árvores dos Evangelhos. 

Assim, ad argumentadum, estabeleceremos que a primeira árvore é uma macieira, ou seja, uma árvore que só dá maçãs; e a segunda árvore é uma laranjeira, ou seja, uma árvore que só dá laranjas. Não precisa de um MOMENTO DICIONÁRIO para explicar que há muitas diferenças entre uma maçã e uma laranja, e que a principal delas é que não são a mesma fruta. Utilizei  cores distintiva pois serão de grande ajuda também porque, além de misturar alhos com bugalhos (ou seja, maçã com laranja), os doutos "teólogos" da Desistência misturam os conceitos entre si. Atentos!... 






Ok. Vamos tentar mais uma vez. Prestem atenção, crianças!   




Nosso Senhor Jesus Cristo, o Verbo de Deus, a Sabedoria infinita, disse: 


1. “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos rapaces. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinhos, ou figos dos abrolhos? Assim toda a árvore boa dá bons frutos, e toda a árvore má da maus frutos. Não pode uma árvore boa dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore, que não dá bons frutos, será cortada e lançada ao fogo. Vós os conhecereis, pois, pelos seus frutos.” (S. Mateus 7,15-20; Bíblia Matos Soares.)  

Então, temos o primeiro fato: Cristo fala de duas árvores.  







2. “...toda a árvore boa bons frutos, e toda a árvore má da maus frutos”. 

Adaptando para facilitar a compreensão: 

“...toda a árvore de maçãs maçãs, e toda a árvore de laranjas da laranjas”.  

Simples, não? Lógico, também. Claro, límpido e cristalino... Alguma objeção? Creio que não.   

Temos o segundo fato: Cristo fala de duas árvores diferentes, cada qual dá um fruto próprio.  






3. “Não pode uma árvore boa dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos.”

Adaptando para facilitar a compreensão:  


“Não pode uma árvore de maçãs dar laranjas, nem uma árvore de laranjas dar maças.”

Temos o terceiro fato: Cristo deixa claro que uma árvore não pode dar frutos de outra árvore.  





4. Primeira CONCLUSÃO: Cristo fala de duas árvores, diferentes, cada qual dando seu próprio fruto e não podendo uma produzir os frutos da outra.  





Agora, criançada, vamos aplicar a referida técnica ao que disseram os Bispos filo-modernistas da Desistência? Vamos!...  


Lembremo-nos que estabelecemos que a macieira é a árvore dos frutos bons e a laranjeira é a árvore dos frutos maus.     





5. Dom Williamson, no Comentários Eleison 385, 29/11/2014:


“Nas próprias palavras de Nosso Senhor: Não pode uma árvore boa dar maus frutos nem uma árvore má dar bons frutos. Mas uma árvore metade boa e metade má pode produzir frutos metade bons e metade maus. No entanto, se vista como um todo, uma mistura de bem e mal é , mas isto não significa que, ao ser vista parte por parte, as boas partes da mistura sejam más como as partes más.” 

Adaptando para facilitar a compreensão:  


“Nas próprias palavras de Nosso Senhor: Não pode uma árvore de maçãs dar laranjas nem uma árvore de laranjas dar maçãs. Mas uma árvore metade macieira e metade laranjeira pode produzir frutos metade maçã e metade laranja. No entanto, se vista como um todo, uma mistura de maça e laranja é laranja, mas isto não significa que, ao ser vista parte por parte, as maçãs da mistura sejam laranjas como as laranjas.” 

Sim, eu também fiquei pasma. Mas a Lógica é tão bela quanto a Verdade. Para mim, particularmente, que recebi uma formação aristotélica, a Lógica obviamente se sobrepõe em beleza porque, ainda que alguém questionar ou relativizar a Verdade, não pode fazer o mesmo com a Lógica! Ou pode? Só se for LOUCO DE PEDRA.  

E aqui acima nos vemos um exemplo de tudo o que Lógica NÃO É. Parece conversa de doido, sô! Se alguém vê nesse amontoado de asneiras alguma parecença com o que disse Nosso Senhor Jesus Cristo, me avise... Vou sentar para não cansar.  





Provei meu ponto, mas como prometi uma análise do que foi dito pelos bispos, e “bispos” é plural... então, vamos ao outro bispo: Dom Tomás.


6. “Trabalhemos para abandonar o que há ainda de liberalismo também em nós, pois cada vez que pecamos nós agimos como um liberal que se libera da lei de Deus e que, portanto dá um fruto mau, apesar de não ser necessariamente uma árvore má.”

Adaptando para facilitar a compreensão:  
“Trabalhemos para abandonar o que há ainda de liberalismo também em nós, pois cada vez que pecamos nós agimos como um liberal que se libera da lei de Deus e que, portanto dá uma laranja, apesar de não ser necessariamente uma laranjeira”.

Preciso comentar? Claro que não. Mas ainda assim vou fazer uma pergunta só: 
Como é que para dar uma laranja a árvore não precisa ser necessariamente uma laranjeira
E não venham com "enxertos" e outros que tais, fogem totalmente da metáfora que NOSSO SENHOR JESUS CRISTO idealizou. MAIS UMA VEZ: se trata de RELIGIÃO, não de BIOLOGIA. 

O resto é com vocês, leitores de boa fé e de boa vontade que acompanham o Pale Ideas. Porque o trabalho de raciocínio DEVE ser vosso. Eu não posso nem quero vos impor nada, diferentemente do que fazem os doutos DESISTENTES, aos quais todos dizem “amém” sem nem ao menos questionar a lógica (sic) do que eles dizem. 

Não digam “amém” se não concordam, ou se não compreenderam realmente ou que vos falam. Inclusive eu!!! Se forem preguiçosos, não poderão alegar “equívoco” ou “boa fé” diante de Deus, no dia de vosso Juízo Particular. Deus é bom, mas não é bobo. E eu, realmente, não sei como posso ser mais clara do que isto. 

7. Segunda CONCLUSÃO: Na dúvida, permaneçam com Cristo, a Árvore boa, a boa Videira.  


a Árvore boa, a boa Videira
  





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