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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

NÃO BASTA O ABORTO! A macabra defesa do infanticídio

Interessante este artigo porque expõe o esforço dos mundanos em destruir a Criação de Deus e, de qualquer maneira, ofendê-lO. Estranho é que sejam duas pessoas que, até então, segundo pesquisei, estavam defendendo a vida, participando de grupos e institutos de bioética amplamente reconhecidos. Parecem ter "mudado de opinião" por volta de 2008, quando começaram a falar em eutanásia infantil - infanticídio - para prematuros e retardados mentais graves, sob a alegação de que não se trata de "pessoas" porque não se auto-determinam. Agora, dão um passo além, e se apoiam nos mesmos motivos que "justificam" o aborto propriamente dito: do bebê no ventre materno. Contudo, conforme li em um dos tantos documentos que consultei a respeito, não gastaram duas linhas para colocar essa ideia como premissa. Se trata de uma premissa oculta ou um pressuposto óbvio. Para eles, o Singer e outros tantos homicidas confessos, o feto (coisificação do ser humano) não é "pessoa" jsutamente porque não se auto-determina; não tem voz, não tem condições de decidir se quer viver ou morrer, portanto não tem direito a opinar e nem que outros o façam por ele. É uma coisa. Agora, usam a mesma conceituação para justificar o assassinato de crianças recém-nascidas que não correspondam às expectativas dos pais ou dos médicos. Há um termo para isso: são crianças inviáveis. E, por que dizem que não se trata de eutanasia - porque, neste caso, o "paciente" pede, por si ou por outrem, para morrer e, portanto, se auto-determina - chegaram a cunhar um termo novo (aborto pós-parto) que deixa claro que, mesmo depois de nascido, ainda se trata de uma coisa, não de um ser humano. Talvez para vencer a resistência dos que se escandalizam com infanticídio, mas acham normal o aborto. 

Eu me pergunto: quando, então, uma criança passa a ser uma "pessoa", um ser humano? Quem decide isso? E, tendo em vista que o argumento usado para justificar o assassinato é o da inviabilidade da vida humana, tanto no campo da saúde como no campo econômico (pais pobres) e, também, diante do direito de a mulher decidir se quer ou não ter um filho naquele momento, é de se perguntar também quando irão "abortar" as crianças mais velhas ou os adultos indesejáveis. E vejam bem que não estou a falar de "pena de morte" aqui, porque essa turma é absolutamente contra matar um delinquente irrecuperável.   

Outra pergunta é: como é feito o "aborto" pós-parto? As notícias que se tem, já comprovadas por testemunhos de ex-aborteiros, é que se costuma degolar a criança pela nunca. Não admitem crueldade contra os animais, nem pena de morte para criminosos, mas matar uma criança desta forma... é ético? 

Giulia d'Amore
  
Corte na nuca
Duas técnicas: antes ou após o parto


* * * 

A macabra defesa do infanticídio



A ideia de que é possível matar um recém-nascido, alegando que ele ainda não é uma pessoa, tem seus defensores no meio acadêmico.

Em março de 2012, a Gazeta do Povo, em editorial, denunciou uma proposta macabra de dois pesquisadores, Francesca Minerva e Alberto Giubilini, feita na publicação britânica Journal of Ethical Medics. O título de seu artigo era autoexplicativo: After-birth abortion: why should the baby live? (“Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?”). O que defendiam era simplesmente o direito ao infanticídio, ampliando a defesa do aborto para incluir nele a morte de crianças no início da vida fora do útero materno, caso ela representasse uma “ameaça” ao bem-estar da família – “ameaças” essas que incluiriam até uma diminuição no status financeiro.

Era de se esperar que tal proposta fosse prontamente rechaçada por todos que tenham um mínimo de consciência da dignidade do ser humano. No entanto, não é isso que vem acontecendo, pelo menos no mundo acadêmico. Reportagem publicada pela Gazeta do Povo no último dia 30 de novembro mostra que um levantamento feito em universidades de três Estados Norte-Americanos encontrou defensores do infanticídio em todas as instituições observadas. Além disso, o próprio Journal of Medical Ethics retomou o tema um ano depois do artigo de Minerva e Giubilini, pedindo os comentários de 31 bioeticistas – e alguns deles defenderam a prática. É preciso lembrar que o fenômeno, no momento, parece restrito ao ambiente das universidades, já que em diversos países a população, em sua maioria, rejeita o aborto.

A defesa do infanticídio é a conclusão torta de uma premissa correta. Afinal, não existe nenhuma diferença ontológica entre um recém-nascido e um bebê na última semana de gestação (Minerva e Giubilini reconhecem isso explicitamente), assim como também não existe diferença entre esse bebê e um embrião com dias de vida. Se o recém-nascido é humano, também o é o feto no fim da gravidez, e também o é o embrião – afinal, todos são indivíduos com DNA único, indubitavelmente humano, adquirido desde o encontro dos gametas masculino e feminino.

Para contornar o fato incômodo de que estão defendendo a eliminação de um ser da espécie humana, os apologistas do infanticídio apelam para um conceito arbitrário, pelo qual alguns se dão o direito de definir quem é “pessoa” e quem não é. Um papel decisivo no desenvolvimento desse raciocínio é assumido pelo filósofo e bioeticista australiano Peter Singer(*). Sua defesa enfática dos direitos dos animais lhe garantiu a admiração de muitos no ambiente acadêmico e fora dele, mas são poucos os que compreendem até onde a argumentação de Singer leva. Assim, em 1979 ele já escrevia que “bebês humanos não nascem com a noção de si próprios, ou capazes de perceber sua existência (...) eles não são pessoas (...) A vida de um recém-nascido vale menos que a de um porco, um cão ou um chimpanzé”. E, cinco anos atrás, na Universidade de Princeton, o bioeticista afirmou que “bebês humanos recém-nascidos não têm senso da própria existência ao longo do tempo. Então, matar um recém-nascido nunca é equivalente a matar uma pessoa, isto é, um ser que deseja seguir vivendo” – uma afirmação que ignora as reações, gravadas inúmeras vezes em ultrassom, de fetos submetidos a abortos que se debatem freneticamente diante dos instrumentos que lhe tirarão a vida.

A penetração das ideias de Singer no ambiente universitário pode ajudar a entender por que a defesa do infanticídio cresce na academia, enquanto continua causando repulsa praticamente unânime fora dela. Falta, em muitos lugares, a consciência de que a dignidade do ser humano – e a necessidade de sua proteção – deriva justamente do fato de ele ser humano, algo cuja objetividade é inquestionável, e não de considerações utilitaristas ou de conceitos definidos arbitrariamente como pretendem Singer, Minerva, Giubilini e os demais acadêmicos que defendem um suposto “direito” ao aborto e ao infanticídio.
 

Nota 
(*) Em que pese o Constantino ser um imbecil por outros motivos, vejam uma seleção de artigos sobre Singer no blog dele, para entendermos de quem se fala: um mentecapto que prefere os animais aos humanos e, alegando que, por Deus "estar morto", nós, os humanos, deixamos de ser os queridinhos da Criação e passamos a estar nivelados com todos os animais e, em alguns, casos, até subordinados a eles. A moda, agora, é a luta pelos direitos dos animais! Bom, sabemos que os animais nos foram dados por Deus para nossa utilidade: alimento, agasalho, proteção, companhia e até diversão, e que não devemos tratá-los com crueldade (diferentemente do que pensam os montfortianos de saudosa memória; by the way, eles ainda existem?), mas dai a tratá-los de igual para igual vai uma enorme diferença. Os ferrenhos protetores dos animais serão assim porque, de fato, eles descendem dos macacos? Sim, porque eu descendo de Adão e Eva. Graças a Deus.  

Fonte: Editorial Grazeta do Povo: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1520456&tit=A%26%238201%3Bmacabra-defesa-do-infanticidio.
 

Leia mais aqui: http://mentiras-evanglicas-e-outras.blogspot.com.br/2013/04/o-crime-de-kermit-gosnell.html.

 
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