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domingo, 28 de dezembro de 2014

Três peneiras para uma língua só!

​Todos temos boas intenções, até mesmo para justificar nossa falta de virtudes! Lhes proponho hoje uma reflexão sobre "as três peneiras", para melhor conduzirmos daqui para frente nossas palavras e nossas ações. Inclusive as minhas.

É notório que, para o bem dos demais, não é pecado falar do pecado (ou da vida) de alguém. Mas esta é uma responsabilidade muito grande e não deve ser assumida levianamente. Também não é uma ferramenta que se deva usar costumeiramente. É uma exceção!!!

Assim, se não tivermos nada de bom ou virtuoso para falar de alguém, fiquemos calados!  


Eu olho com desconfiança quem vem me falar de outra pessoa. Como diz minha tia Delminha, se fala "para" mim, certamente fala "de" mim também...

E, antes de lançar mão do argumento do "bem comum", consultemos sempre nosso diretor espiritual. Mesmo as almas mais santas tiveram diretor espiritual. E, na verdade, se tornaram santas também por causa disso, pois a obediência (não o obedientismo!) é santificadora! Quem acha que pode dispensar os conselhos do diretor espiritual é um orgulhoso e cairá tantas vezes quanto o seu orgulho permitir. 

E não esqueçamos as consequências! Como as ondulações provocadas por uma pedra jogada no rio, o que dizemos, sobretudo na internet, reverbera para onde nem imaginamos, causando estragos que nem podemos prever ou aquilatar. Cuidado, então, com o que se diz por ai, mesmo que lhe pareça estar imbuído de boas intenções.  





Todos têm direito à boa fama. Inclusive quem errou, se arrependeu, emendou sua vida e está em paz com Deus. Não sejamos nós os juízes de nossos irmãos! Mesmo que a boa intenção seja "querer salvar a alma deles"... A salvação é um assunto pessoal entre Criador e criatura. E quem bem há em revelar fatos da vida de alguém à comunidade ou a um grupo? Como isso salva a alma dele?   

O que me causa espanto é perceber o pouco caso que se faz desse instrumento para nossa santificação que Deus colocou a nosso alcance: um bom diretor espiritual! Nos contatos e conversas que tenho corriqueiramente, percebo que há um número considerável de pessoas que ainda não têm um diretor espiritual, geralmente alegando a falta de padres no local e a distância que as separa do padre mais próximo. E não posso deixar de considerar que isso não impede alguns de usar o e-mail para falar dos outros... Há também um número considerável de pessoas que têm um diretor espiritual, mas não o consulta quando deveria, ou não segue suas orientações porque "se garante"... Ah! Orgulho e vaidade!!! Cegos e sem bengala querendo atravessar um abismo na corda bamba!  

E que pouco cuidado se tem com a alma que custou o Sangue de um Deus bom, expondo-a a perigos com as desculpas mais... esfarrapadas!  Sim, de boas intenções, o Inferno está cheio!
Quero fazer um aparte sobre os meios de comunicação, porque os detratores (por querer ou sem querer querendo), não usam apenas a língua na era digital, mas sobretudo o e-mail. E sobre o e-mail, gostaria de lembrar que, para ele, valem as mesmas regras de etiqueta ou boas maneiras que regem a correspondência real, de papel. Ou seja, o email é sempre confidencial!(*), e não deve ser compartilhado ou encaminhado a outrem, a menos que, quem o enviou, autorize a divulgação total ou parcial, a todos ou a determinadas pessoas. Um mínimo de boa educação é o que se espera de uma pessoa de bem.
Quando vejo e-mails desta ou daquela pessoa sendo encaminhados por aí, em Cco (cópia oculta), sem a sua autorização, sem a aprovação do diretor espiritual e, por vezes, com comentários ridicularizando a pessoa, ou querendo justificar os próprios atos vergonhosos, fico angustiada: onde foi parar a decência? Onde foram parar os bons modos? Onde foi parar a honradez?
Obviamente, se a intenção é o "bem comum", isso é justificável, mas, como disse, é preciso prudência e bom senso!

À leitura...

​* * *

As três peneiras 

(supostamente de Sócrates)

Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

- Três peneiras? Que queres dizer?

- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE [se o fato é verdadeiro e se o presenciaste, ou foi alguém que te contou]. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

- A segunda peneira é a da BONDADE [se o fazes de bom coração, com boas intenções]. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

Envergonhado, o homem respondeu:

- Devo confessar que não.

- A terceira peneira é a da UTILIDADE [se é útil ao bem comum]. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

- Útil? Na verdade, não.

- Então, disse-lhe o filósofo, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti (Fonte - Desenhado).

(*) Obviamente, não me refiro aos e-mails com piadas, receitas, notícias etc. Mas se eu precisar esclarecer isso é realmente preocupante, pois perdeu-se a noção das coisas!!!

   
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