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sábado, 7 de fevereiro de 2015

São Romualdo

07 de fevereiro

São Romualdo

Abade e Fundador da Ordem dos Camaldulenses 

Visão de São Romualdo - de Filippo Pasquali
Ravenna é a cidade, onde, em 956, descendente de nobre família dos duques de Onesti,  nasceu Romualdo. Pais sem religião, como foram os de Romualdo, nenhuma educação deram ao filho que, entregue à própria vontade, pode gozar de toda a liberdade, até a idade de 20 anos. Vivendo segundo os princípios do mundo, faltavam-lhe aspirações superiores, e os dias corriam-lhe alegres, entre os exercícios de esportes. Oração, audição da palavra de Deus, leitura de bons livros, exercícios espirituais não eram de seu gosto; antes pelo contrário, o aborreciam. Deus, porém, abriu-lhe os olhos, por um fato que muito o impressionou.  

O pai, Sérgio, em duelo, na presença de Romualdo, matou um dos melhores amigos; cena a que Romualdo teve que assistir. O resultado foi Romualdo retirar-se para o convento beneditino em Classis, com a intenção de, no sossego do claustro, achar a tranquilidade do espírito.  



Foi a primeira vez na vida que fez exercícios de piedade. Um dos religiosos que mais se interessava pela  salvação do jovem conde sugeriu a ideia de abandonar o mundo e tomar o hábito da Ordem. Romualdo, porém, não se mostrou disposto a seguir este conselho. Só depois de uma aparição que teve - de Santo Apolinário, padroeiro do convento - resolveu dedicar-se ao serviço de Deus, na Ordem de São Bento.  

Tal foi o seu zelo e dedicação que em pouco tempo chegou a ser um religioso modelo. O rigor e a pontualidade com que observava a regra da Ordem, no meio dos próprios religiosos, provocaram indisposição e animosidade tão fortes contra Romualdo que este achou indicado, como medida de prudência, sair do convento. Com licença do Superior, procurou o eremita Marinho, em cuja companhia continuou as práticas da vida religiosa.

Este exemplo abriu também a alguns amigos o caminho para a vida monástica. O próprio pai de Romualdo fez-se religioso e entrou num Convento. Se bem que lutasse com muitas dificuldades e mais de uma vez estivesse a ponto de voltar para o século, a palavra e a oração do filho fizeram com que perseverasse no serviço de Deus.

Romualdo voltou para o convento de Classis, onde tinha feito o noviciado. Deus permitiu que fosse provado pelas mais fortes tentações contra a virtude da pureza, contra a vida religiosa e contra a fé. Parecia-lhe quase impossível continuar na vocação. O remédio e a salvação em tão duro transe foi a oração. No meio da sua atribuição se dirigiu a Jesus Cristo, e com a alma angustiada, perguntou ao Salvador: “Jesus, por que me abandonastes? Entregaste-me inteiramente ao poder do inimigo?” 

 
Como o Patriarca Jacó, viu ele em sonho uma misteriosa escada, que se apoiava na terra e cuja extremidade tocava no céu. Religiosos de hábito branco subiam e desciam por ela.

A grande obra para a qual Deus tinha chamado seu servo, e que este, apesar de muitas dificuldades interiores e exteriores, com ótimo resultado realizou, foi a reforma da disciplina monástica.  


O convento mais célebre fundado por Romualdo foi o de Camaldoli, em Toscana, que deu à ordem toda o nome de Ordem dos Camaldulenses.  

Extraordinário era em Romualdo o espírito de penitência, sendo-lhe a vida um constante jejum, uma mortificação ininterrupta.  

“Como me confunde a vida dos Santos! Contemplando-a, queria morrer de vergonha”, ouviu-se o Santo muitas vezes dizer. Já no fim da vida, disse a um religioso de sua confiança: “Vai para vinte anos que estou me preparando para a morte; quanto mais faço, tanto mais me convenço de que não sou digno de comparecer na presença de Deus”.  (Palavras fortes e que devem tocar nossa alma!!! Somos dignos nós que vivemos no mundo e pouca ou nenhuma penitência fazemos?)

Romualdo morreu em 1027. O túmulo tornou-se-lhe glorioso pela multidão de milagres que Deus obrou pela intercessão do Santo. Quando, cinco anos depois do seu trânsito, abriram o túmulo de Romualdo, o corpo foi encontrado intacto, sem sinal algum de decomposição. O mesmo se repetiu 440 anos depois. Romualdo foi canonizado por Clemente VIII, em 1569.

Referência bibliográfica: Na luz Perpétua,  5ª.  ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico - Juiz de Fora - Minas  Gerais,  1959. Visto em: http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/jun/romualdo1906cr.htm. 


   
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