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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Santa Brígida da Suécia

SANTA BRÍGIDA


8 de outubro


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Devota do Sagrado Coração de Jesus e da Santíssima Virgem, Santa Brígida passava horas em adoração a Jesus Sacramentado. Inspirada pelo Espírito Santo, fundou uma Ordem feminina e outra masculina. Consagrou-se na vida religiosa, e em meio a sofrimentos e inspirações reveladoras do próprio Jesus, aprofundou-se no mistério do Cristo crucificado, até que mergulhasse definitivamente neste mistério, quando em Roma, aos 71 anos, entrou na eternidade.

VIDA

Brígida Birgersdotter (Uplândia, Suécia, 1303 - Roma, 23 de julho de 1373) foi uma religiosa sueca, escritora, teóloga, fundadora de ordem religiosa, Padroeira da Suécia e Co-Padroeira da Europa. Era filha do nobre Birger Persson de Finsta e de Ingeborg Bengtsdotter. Seu avô materno era primo de Magnus Ladulás, de modo que Brígida tinha parentesco com a família real sueca. Por intermédio de seus pais e de seu esposo, pertenceu aos círculos políticos mais influentes da Suécia medieval.

Desde criança Brígida tinha visões. Uma vez viu a Virgem Maria colocar em sua cabeça uma coroa. Em outra ocasião, viu diante dela Jesus Cristo torturado e morto na cruz. Esses dois temas, a profunda devoção a Maria e as meditações sobre o sofrimento de Cristo marcariam toda a vida de Santa Brígida. Brígida ficou orfã de mãe quando tinha cerca de 10 anos de idade. Seu pai, se considerando incapaz de prover educação compatível com a de uma menina de sua condição social, a enviou para a casa da cunhada, Catarina Bengtsdotter, em Aspanäs, próxima ao lago Sommen, em Östergötland.
Seu pai era o governador da Uplândia. Com a idade de sete anos, Brígida afirmou ter tido uma visão de Nossa Senhora e, aos dez, como resultado de um sermão sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor, sonhou com Jesus Cristo, convertendo a Paixão de Cristo em centro de sua vida espiritual. Antes de completar quatorze anos, contraiu matrimônio com Ulf Gudmarsson, príncipe de Nerícia. Em 1355, foi chamada pela corte do rei Magno II para converter-se em dama de honra da rainha Branca de Namur.

Ao casar-se com Ulf, Santa Brígida assumiu, com orações e sacrifícios, a missão de lutar pela conversão de seu esposo, um homem entregue aos vícios e paixões desregradas. Santa Brígida alcançou esta graça. Juntamente com seu esposo, agora convertido, numa vida com muitas práticas de piedade, foram a diversas peregrinações. Entre outras viagens, o casal realizou peregrinações a Nídaros (atual Trondheim) e a Santiago de Compostela. A caminho da Espanha, na cidade francesa de Arras, Ulf adoeceu. Quando se temia o pior, o santo francês São Dionisio apareceu ante Brígida e lhe prometeu que seu marido não morreria nessa ocasião. O marido se curou e isso fez com que eles prometessem consagrar-se a Deus na vida religiosa. Por causa disso, e de volta a Suécia, Brígida e o marido se estabeleceram junto ao convento Cistercense de Alvastra, mas, antes de porem em obra seu propósito, Ulf morreu, aos 34 anos, em 1344, após 28 anos de casamento e tendo gerado oito filhos: quatro filhos e quatro filhas, uma das quais é venerada com o nome da Santa Catarina da Suécia. Após a morte de Ulf, Brígida repartiu seus bens entre os herdeiros e os pobres, passando a viver de maneira simples nas imediações do convento de Alvastra, dedicada à penitência e à oração e cuidando dos enfermos, dentro de um hospital fundado pelo casal. E tudo isto sem perder de vista a formação cristã de seus filhos.

Nessa época, suas visões se tornaram mais numerosas, formando a maior parte das aparições que Brígida vivenciou até sua partida para Roma. Foi durante elas que Brígida recebeu a missão de levar mensagens a políticos e líderes religiosos, assim como teve diálogos com santos e mortos.

As visões e revelações de Santa Brígida se referiam aos assuntos mais polêmicos de sua época e muitos reconhecem que, graças a essas visões, obtiveram alguns acordos de paz e estabeleceram relações políticas entre os estados, dentre outras coisas. Essas visões foram escritas em latim pelo prior do mosteiro, Pedro de Skninge, que foi o único a quem a Brígida confiava com exatidão suas visões divinas, em qualidade de confessor.

Em 1371, quando tinha aproximadamente 68 anos, Brígida realizou uma viagem à Terra Santa, com um itinerário que passaria por Nápoles e Chipre. Em Nápoles, faleceu seu filho Carlos Ulvsson, o que lhe acarretou grandes preocupações. Brígida teve, então, outra aparição, que lhe garantiram o perdão divino a seu filho e agradeceram às orações e lágrimas de sua mãe. 

Quando voltou à Roma, no verão de 1373, uma enfermidade a debilitou, e Brígida faleceu no que é hoje a praça Farnese, aos 23 de julho daquele ano, aos setenta e um anos, em mãos de seu fiel confessor.

De acordo com sua própria vontade, seus restos mortais foram transladados para a Suécia, especificamente para o convento de Vadstena, após haverem sido enterrados na igreja romana de São Lourenço em Panisperna.

Em 1377, por ordem do bispo Alfonso Pecha de Vadaterra, amigo e confessor de Brígida, foi à luz a primeira edição de suas Aparições celestiais. Em 1378, foi ao fim outra aprovação sobre as regras da ordem religiosa de Brígida, e em 1384 se consagrou o convento de Vadstena, fundado por causa de uma revelação que Brígida recebera.

Ela também fundou, por revelação divina, Ordem do Santíssimo Salvador, (Ordo Sancti Salvatoris), chamada comumente de Ordem Brigidina.

Seu ministério apostólico compreendeu sua austeridade, sua devoção e peregrinação aos santuários, sua severidade consigo e sua bondade com o próximo e sua entrega total aos cuidados dos pobres e doentes.

O processo de canonização de Santa Brígida começou em 1377, quatro anos após sua morte, e terminou em 7 de outubro de 1391, quando foi canonizada por Papa Bonifácio IX. É venerada como a padroeira da Suécia.


Leia também:
http://apostoladosagradoscoracoes.angelfire.com/index64.html.


Baixe – em .doc – as Revelações de Santa Brígida: aqui.


ROSÁRIO DE SANTA BRÍGIDA

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