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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

São Egídio, Abade e Eremita

1º de Setembro

Santo Egídio (Giles)

Abade e Confessor


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Santo Egídio, também conhecido como São Giles, nasceu em Atenas, filho de pais nobres, no oitavo século e foi Abade do Monastério Beneditino de Rio Rhône, no local onde é hoje o Monastério de Saint-Gilles. A sua vida foi composta no século X.

De acordo com a Legenda Aurea, após passar dois anos em Arles, Giles tornou-se um eremita na nascente do Rio Rhône e também do Rio Gard, na região de Nimes. Sua única companhia era uma corça, enviada por Deus para alimentá-lo. Certo dia, um dos melhores caçadores de Vamba,
Rei dos Visigodos, atirou uma flecha certeira contra a corça e, em vez dela morta, encontraram São Giles segurando a flecha e a corça. Diz a tradição que São Giles desviou a flecha em sua direção de modo a atingir a sua mão e não a corça.

O rei impressionado com o milagre e como forma de reparar o ato hediondo, disponibilizou médicos para cuidarem dos ferimentos da mão de Egídio e construiu um pequeno monastério para Giles, doando-lhe o sítio onde fixara seu eremitério. Lá prosperou uma ativa comunidade de monges, dos quais Giles se tornou abade. Mais tarde, Carlos Martello o chamou para ser seu confessor (vide mais abaixo).


Ele foi um dos santos mais populares da Idade Média, vários milagres são creditados à sua intercessão, e ele é o padroeiro dos que cuidam das pessoas com problemas de locomoção (hoje seriam os fisioterapeutas) e ainda patrono dos aleijados (paraplégicos ou similares). Ele é padroeiro dos Veterinários junto com São Braz.
É invocado contra a convulsão da febre, contra o medo e a loucura. Por causa do milagre da confissão oculta de Carlos Martello, Santo Egídio é invocado em ajuda às confissões difíceis.

Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado ao lado de uma corça ou cuidando de uma, ou com uma flecha atravessando sua mão com uma corça no colo. Ele é um dos Catorze Santos Auxiliares.
  

A ABSOLVIÇÃO DE CARLOS MARTELLO

Antes da célebre vitória sobre os Sarracenos em Poitiers, Carlos Martello tinha cometido um pecado de incesto com a irmã. Cheio de remorsos, ele não ousava confessar o seu próprio pecado, tanto era infame a ação cometida.

Decide então dirigir-se a Provença, à presença de um abade muito conhecido na época, Santo Egídio (Giles), para pedir-lhe a absolvição deste pecado, mas sem ousar confessá-lo e mantendo segredo sobre o crime cometido.

Egídio celebrou uma Missa com essa intenção, quando eis que aparece um Anjo, que se colocou próximo ao altar com um livro na mão, sobre o qual estava escrita a culpa não confessada. Enquanto a celebração avançava, a escrita do livro ia-se desbotando, até desaparecer completamente e Carlos Martello encontrou-se absolvido.

A notoriedade de Santo Egídio era muito grande, mesmo antes de levar a cabo este Milagre. Ateniense de origem (segundo uma versão), tinha-se tornado eremita numa floresta do Gard, aonde uma pequena corça se dirigia todos os dias, para alimentá-lo com o seu próprio leite. Um dia, durante uma batida de caça, o Rei dos Visigodos seguiu o animal até ao limiar da gruta onde vivia o eremita e feriu a pequena corça. Para reparar o sacrilégio cometido, o rei mandou construir um grande mosteiro, que tomou o nome de Saint-Gilles-du-Gard e que se tornaria uma etapa importante para o caminho dos peregrinos ao voltarem de Compostela, antes de tornar-se, ele mesmo, meta de peregrinação.
  
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