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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Santa Eufêmia, Santa Lúcia e São Geminiano

16 de setembro 

Santa Eufêmia, Santa Lúcia e São Geminiano

Mártires 


A vida de Santa Eufêmia, Virgem, de Santa Lúcia e São Geminiano, Mártires, escrita por Beda, Usuardo e Adão, Arcebispo de Treveri
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Falando Jesus Cristo com os seus Apóstolos sobre as perseguições que deviam sofrer por Seu amor, tanto eles como os outros que depois deles viriam, disse estas palavras: "se moverão os filhos contra os próprios pais, e lhes procurarão a morte, acusando-os aos Tiranos". Isto se cumpriu pontualmente em uma Matrona Romana chamada Lúcia, a qual foi acusada pelo próprio filho de ser Cristã, por isso foi mandada à morte. A Igreja celebra a sua festa em companhia de Geminiano e de Eufêmia, por terem sido martirizados todos os três no mesmo dia, por ordem do mesmo Tirano, ainda que diferentes os lugares. Os seus martírios foram escritos por Beda; também os escreveu Usuardo, e, ao mesmo tempo, os escreveu Adone, deste modo


No tempo do Imperador Diocleciano; foi na cidade de Calcedônia um Senador chamado Filofrônio teve uma filhinha, cujo nome era Eufêmia, e era Cristã, e além disso era tão virtuosa quanto nobre. Ela foi mandada para a prisão por ordem de um Pró-Cônsul chamado Prisco, o qual imediatamente lhe ordenou que sacrificasse aos deuses. A Santa Virgem se recusava de fazer isso, motivo pelo qual a mandou jogar em uma prisão pior do que a primeira, e depois de alguns dias a mandou conduzir à audiência pública; e vendo que era constante em seu propósito ordenou que ela fosse torturada. As torturas foram tais que, não a uma donzela delicada como era Eufêmia, mas a qualquer homem galhardo e robusto teria tirado a vida. Primeiro a açoitaram com astes de ferro, depois a colocaram na tortura chamada do ecúleo, no qual seus delicados membros foram todos tirados do lugar. Depois foi feita uma maquina, com uma roda cheia de facas, a qual, girando, vinha a ferir sempre o mesmo lugar, onde a Santa havia de ser amarrada. A roda foi acomodada, e Eufêmia foi amarrada; mas porque aquela tortura era tão terrível, assustadora, a Santa fez uma oração a Deus, e eis que desceu um Anjo do Céu e a desfez (a roda). Morreu, aqui, o Mestre daquela Maquina, com muitas outras pessoas, quando os parentes e amigos dos mortos acenderam um grande fogo para queimar a Santa Virgem como aquela que havia causado aquele dano, mas por graça de Deus foi libertada daquelas chamas sem qualquer mínimo dano. Por último, o Pró-Cônsul ordenou que ela fosse jogada às bestas selvagens, mas ela que já estava cansada de tanto sofrimento, suplicou a Deus que aquele fosse o último; e assim foi, porque lhe foram lançados contra dois leões ferozes, que a mataram, mas, entretanto, não devoraram suas carnes, e desse modo foi de Santa Eufêmia a gloriosa empresa.   


De Santa Lúcia e Geminiano, Mártires. 

Lúcia foi Matrona Romana, a qual havia tido um marido e, tendo ele morrido de sua enfermidade, ficou viúva na idade de 37 anos, e naquele modo viveu até aos 85. Ela era Cristã, e gastava seu tempo em obras piedosas. Tinha um filho chamado Eutrópio, o qual era tão viciado, e triste quando a mãe o repreendia por causa de seus vícios; ele já farto dela, para poder viver a seu modo, usou uma malignidade grandíssima deste modo: à época era muito rigorosa a perseguição que contra a Igreja faziam Deocleciano e Maximiano; onde o filho malvado foi até um deles e acusou a sua mãe Lúcia de ser Cristã. O Imperador ordenou imediatamente que ela fosse presa, e assim foi feito. Depois, por se manter Lúcia constante em seu propósito, ordenou que ela fosse posta em uma caldeira cheia de piche e chumbo derretido, mas a Santa foi tirada daquele Martírio sem lesão alguma. Ordenou, depois, o Tirano, que lhe fosse feita pública vergonha fazendo-a andar pela cidade carregada de ferro e chumbo. De modo que a Santa Mártir não só tinha vergonha como uma grande pena, pelo grande peso que carregava, embora fosse já de idade, além de lhe dar grande sofrimento a grande pressa que os justiceiro lhe faziam. Chegou Lúcia, daquele modo maltratada, perto da casa de um nobre Cidadão, chamado Geminiano, o qual possuía vários ídolos em uma sala particular, os quais caíram todos ao chão quando Santa Lúcia passou na frente. Aquela coisa faz causa que Geminiano com outros que o quiseram imitar se converteu à Fé, e correu onde estava Lúcia e, ajoelhando-se diante dela, lhe disse que queria ser Cristão, e por isso rezasse a Deus por ele, para que, tendo-lhe dado o bom desejo, lhe concedesse ainda a graça de podê-lo realizar. O ministros de justiça ouvindo isso, o prenderam e levaram diante de Diocleciano: o qual ordenou que a ele e a Lúcia juntos fosse cortada a cabeça, e assim foi feito. O Martírio desses três Santos, Eufêmia, Lúcia e Geminiano, foi no mesmo dia que a Igreja faz a comemoração, ou seja, no dia 16 de setembro, por volta do Ano do Senhor de 268. Imperando lá os já nomeados Diocleciano e Maximiano. De Santa Eufêmia fazem menção Metrafraste, Zonara e Evagrio.  


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Extraído e traduzido de "FLOS SANCTORUM",  ou "Il Perfetto Leggendario della Vita e Fatti di N.S. Gesù Cristo e di tutti i Santi, dei quali celebra la Festa, e recita l'Officio La S. Chiesa Cattolica, conforme il Breviario Romano, insieme con le vite di molti altri santi, che non sono nel Calendario, e con molte Autorità, e Figure della Sacra Scrittura, accomodate a proposito di ciascun Santo. Raccolto da gravi e approvati Autori". Autor, da M. R. D. Alfonso Villegas. 1778. Veneza. Pp. 225-226 (pp. 622-623 do PDF).
 
Tradução: Giulia d'Amore.  


 

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