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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Santa Hildegarda de Bingen

17 de setembro 

Santa Hildegarda  de Bingen


Só um lembrete: Por ser católica, mais do que por ser santa, Hildegarda de Bingen, em que pese usufruir das liberdades e da independência que o ambiente e a época em que ela viveu proporcionavam, não era e jamais seria uma feminista. Devagar com o andor ao tentar levantar uma bandeira de rebeldia ou de confronto, porque ela, como todas as santas mulheres católicas, era submissa a quem de direito.Ela também não aceitaria o título de Doutora da Igreja, pois não cabe às mulheres.

* * *




Santa Hildegarda de Bingen (1098-1179) foi uma monja beneditina alemã, que nasceu em Bermersheim vor der Höhe. Foi a décima filha de Hildebert e Mechtild. Desde a infância, já tinha visões místicas que, aliadas à sua frágil saúde, é possível que tenha sido motivos para que fosse enviada ao mosteiro.

Santa Hildegarda não é conhecida do grande público, porém possui história e feitos impressionantes para a fé cristã. Viveu em uma época em que não era comum mulheres participarem das decisões políticas e religiosas. Além de mística, foi compositora, médica, poetisa, dramaturga e mestra do Mosteiro de Rupertsberg. Sempre tinha como missão combater as heresias que ameaçavam a Igreja Católica. Em suas pregações, também condenava, com muita coragem e veemência, os vícios e abusos do clero.

Hildegarda foi também teóloga e discorreu sobre assuntos complexos, como a criação do homem; a concepção, estrutura e destino do cosmos; a hierarquia dos anjos, entre outros.

Embora sua contribuição como musicista, teóloga e escritora tenha sido esquecida pouco depois de sua morte, Hildegarda teve grande influência junto à Ordem Beneditina. Foi considerada autoridade em assuntos religiosos pela Universidade de Paris, e teve suas ideias bastante divulgadas na Inglaterra, até os século XIV
.

Contrariamente ao que pensa a choldra de intelectuais semiletrados em países europeus como Alemanha, França, assim como Estados Unidos e Brasil, especialmente abundantes neste, a mulher medieval era muito independente e culta e participava das eleições nos "burgos". Este direito como outros, as pessoas do sexo feminino perderam quando baixou sobre a Cristandade o neo-paganismo da Renascença. O direito de votar, as mulheres recuperaram só no início do século XX, e, no Brasil, década de 30 do mesmo século, no primeiro Governo de Getúlio Vargas.

Bem, Hildegarda de Bingen foi um exemplo paradigmático de mulher medieval. Mulher muito estudiosa deixou uma obra escrita não pequena, onde a medicina era especialmente enfocada. Seus escritos médicos, em larga medida baseados em Aristóteles e Galeno estão presentes na história universal das ciências. O especialista britânico Charles Singer fez estudos e publicou trabalhos sobre as obras médicas de Sta. Hildegarda. 

Obras mais importantes de Santa Hildegarda: a trilogia ”Liber scivias Domini”, "Liber scivias Domini" e "Liber divinorum operum", sobre suas visões místicas; “A Ordem das Virtudes" e "Sinfonia da Harmonia das Revelações Celestes”, obras musicais.

A principal fonte de informação sobre sua vida é a biografia que foi escrita por seu secretário, o monge Gottfried, Vita Sanctae Hildegardis, mas quando ele morreu, em 1176, deixou a obra inacabada. Somente uma década mais tarde o monge Theoderic, de Echternach, retomou o trabalho, escrevendo mais dois volumes e provendo um prefácio. Outra fonte de suma importância é a sua própria correspondência, e os prefácios que escreveu para seus livros, onde muitas vezes deu detalhes de como, quando e onde foram escritos.  


Uma outra biografia, também incompleta, foi deixada pelo monge Guibert de Gembloux, o último secretário de Hildegarda, e sobrevivem ainda alguns documentos eclesiásticos e algumas crônicas posteriores do próprio mosteiro, que acrescentam dados úteis, como a Acta Inquisitionis, elaborada pela Igreja quando as monjas de Rupertsberg pleitearam sua canonização. Recentemente foi descoberta a biografia sobre Jutta, sua mestra, mas se dá um painel interessante sobre o contexto cultural da época e sobre os primeiros anos de Hildegarda, a cronologia que apresenta não concorda com a maioria das outras fontes conhecidas.


VISÕES
Sta. Hildegarda, mulher de grande vida mística, teve visões e recebeu revelações proféticas das quais vou citar esta:
"Antes que o cometa venha, muitas nações, excluídas as boas, serão flageladas com penúria e fome. A grande nação no oceano habitada por povos de diferentes tribos e descendência será devastada por um terremoto, tempestades e ondas sísmicas. Será dividida e em grande parte submersa". "O cometa por sua tremenda pressão forçará muita água do oceano para fora e inundará muitos países..." "Todas as cidades costeiras serão vulneráveis e muitas delas serão destruídas pelos tsunamis e a maioria dos entes vivos serão mortos..." "Pois em nenhuma dessas cidades alguma pessoa vivia de acordo com as leis de Deus".

Lembremo-nos do Capítulo I¹ quando tratamos dos efeitos de uma colisão de asteróide ou cometa sobre nosso planeta. A visão de Sta. Hildegarda corresponde ao que se espera de um cometa caindo no oceano. Lembremo-nos ainda das palavras da Irmã Lúcia que transcrevemos em II.7: várias nações serão aniquiladas. Esse tal cometa poderia efetivamente causar tal efeito; uma guerra mundial não.

Beatificação: 
Data ignorada. Veneração pública autorizada em 1324 pelo Papa João XXII. 

Canonização:
1584, em canonização administrativa autorizada pelo Papa Gregório XIII, sem cerimônia solene. 

Doutorado: Em 7 de outubro de 2012 foi proclamada 35ª Doutora da Igreja. [Como boa cristã, ela não aceitaria este título, que só cabe aos homens].





 
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