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terça-feira, 3 de junho de 2014

Vamos falar sobre o humor...

Sobre o humor


Ter senso de humor é um bom sinal de saúde mental. Porque o humor, do qual brotam a sã ironia, o riso jovem, a alegre gargalhada, implica a percepção do absurdo, do contraditório, do desproporcionado, do disforme. E é condição imprescindível para esta percepção ser dono de um intelecto são, capaz de contemplar o ser em sua harmonia e no esplendor de sua beleza.

Por isso o humor verdadeiro é um privilégio do pensamento realista. O mundo moderno, submerso no devir heraclitiano, tornou-se incapaz de perceber o absurdo, o contraditório. Sua inteligência rasgou a ordem do ser, fechada em sua própria consciência, apostatou dos primeiros princípios, negou sua evidência imediata. O humor marxista não é autêntico e portanto não é humor. É ácido, azedo, corrosivo, uma ferramenta de luta dialética a serviço da destruição, da desagregação. Isso acontece porque o marxista, ao introduzir a contradição no próprio coração da realidade, torna-se cego para contemplar a harmonia das formas e, portanto, do ridículo do disforme.

Deus ri-se do ímpio, diz a Escritura. Quem combate o bom combate da Verdade precisa do humor como de um ingrediente imprescindível para a salvaguarda de seu equilíbrio intelectual, psíquico, e até hepático. Porque o mal, manifestado no erro, na mentira, no pecado, não é só trágico e perverso: é cômico, é ridículo. Seria apenas trágico se o princípio do mal fosse um Deus mal, como o dos maniqueus ou o dos persas. Mas o diabo é uma criatura cuja soberba absurda a leva a querer igualar-se ao Criador. É o "macaco de Deus" e, no fim das contas, sua imitação se torna uma paródia lamentável. A Idade Média levava muito a sério o Adversário. Mas também sabia enganá-lo e gozar de sua cara sinistra e disforme.

Tudo que é falso e pecaminoso leva o selo do satânico e, por isso, participa irremediavelmente de seu caráter simiesco. Quem não é capaz de compreendê-lo, poderá combater pelo Bem e a Verdade, mas seu combate adquirirá o tom escuro e amargo próprio do calvinismo e dos jansenistas. No bom combate é mister combater com alegria, não a alegria ruidosa e superficial que nasce de um otimismo tão cego como estúpido, mas aquela outra serena e profunda, própria de quem leva em sua alma como uma semente o princípio da glória, da paz e o prazer da vitória final. Quem luta pela Verdade com amargura transforma a Verdade em uma coisa amarga, que repele e que repugna. Não basta lutar pela Verdade: deve-se amá-la e fazer que seja amada. Porque a Verdade, que é Bem e é Beleza suprema e harmonia, é em si mesma e infinitamente amável.

Pe. Alberto Ezcurra, Sobre el Humor

Fonte: http://speminaliumnunquam.blogspot.com.br/2014/05/sobre-o-humor.html.




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