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terça-feira, 10 de junho de 2014

10 de junho: Santa Margarida da Escócia, Rainha e Viúva

10 de junho

Santa Margarida da Escócia, Rainha e Viúva




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Em 1093 o Rei Malcolm III construiu o seu castelo em Edimburgo e o filho mais novo, o Rei David I mandou construir uma capela dedicada a sua mãe, a Rainha Margarida, que é hoje o edifício mais antigo da cidade, visto que nada mais restou do castelo da época.

Margarida era sobrinha do Rei Santo Estevão da Hungria, filha de Eduardo de Wessex (1016-1057) chamado o Exilado, Rei da Inglaterra. Era neta do Rei Edmundo Costela de Ferro. Sua mãe, Ágata, era aparentada com a Beata Gisela, esposa de Santo Estevão.

Margarida fugiu dos normandos com a mãe e o irmão Edgar Atheling, o verdadeiro rei da Inglaterra, mais tarde cruzado. Uma irmã sua, Cristina, era freira em Romsey.

Morto o pai após a conquista da Inglaterra pelos normandos, sua mãe Ágata resolveu voltar ao continente, mas uma tempestade jogou seu navio na Escócia, onde foram acolhidos por Malcolm III. Este já fora casado com Ingeburge de Orkney (morta em 1069), com quem tivera três filhos. Desejou então tomar Margarida por esposa. Ela desejaria ser religiosa, mas acedeu ao pedido e o casamento aconteceu em Dunfermline em 1070.

Margarida empregou todos os esforços para criar um ambiente mais civilizado na corte. Inteligente e muito religiosa, conseguiu modernizar o país introduzindo idéias da Inglaterra e da Europa. Trouxe algumas finuras ao reino do norte, copiando algumas modas normandas, como: carnes temperadas e vinhos franceses, tapeçarias, roupas bonitas, dança e canto.


Era muito amada pelo povo, pois mudou os modos da corte e seus padrões de comportamento; os nobres foram proibidos de embebedar-se. Ela ajudava os pobres, alimentava-os, dava-lhes abrigo. Sua vida dedicada à caridade impressionou o marido - rude e ambicioso - que permitiu que ela gastasse o dinheiro do Tesouro com suas obras e ele mesmo alimentou trezentos pobres no castelo real.

Foi dela a idéia dos barcos chamados Queen's Ferry sobre a passagem do Firth of Forth para Santo André. Encorajou o comércio exterior. Margarida convidou três monges beneditinos ingleses da Abadia de Canterbury a construir um mosteiro em Dunfermline para abrigar seu maior tesouro: uma relíquia da verdadeira Cruz. Restaurou o mosteiro na Ilha de Iona, que fora fundado por São Columbano. Os monges trouxeram novas habilidades agrícolas e novidades na arquitetura.

Margarida também mandou construir uma capela nova no castelo de Edimburgo, no estilo normando, que é atualmente uma das mais antigas igrejas na Escócia, e onde a Rainha passava horas em prece. Seu Evangelho, livro ricamente adornado com jóias, caiu um dia num rio e foi miraculosamente recuperado, estando hoje na Biblioteca Bodleian em Oxford.

Malcolm ouvia os conselhos da esposa para estabelecer as leis do reino, e deixou-a reunir vários concílios. Desta forma ela procurou reconduzir os escoceses aos costumes da Igreja de Roma. A comunhão pascal e o descanso do domingo tinham sido descuidados; a celebração da Missa era acompanhada com ritos pagãos ou profanos; os casamentos entre parentes próximos não eram raros. A rainha fez com que esses abusos cessassem, e obteve também que a Quaresma iniciasse na quarta-feira de cinzas.

O seu quarto era, por assim dizer, uma oficina cheia de paramentos em vários graus de execução. Os seus cuidados não tinham por objeto apenas as igrejas: do exterior ela mandou vir ornamentos para o palácio e quis que o rei andasse sempre acompanhado por uma guarda de honra.

Mas, à noite, depois de tomar algum repouso, levantava-se para rezar as matinas da Santíssima Trindade, da Cruz, de Nossa Senhora, o Ofício dos Defuntos, o Saltério inteiro e Laudes. Entrando nos seus aposentos de manhã, lavava os pés de seis pobres e servia nove órfãos. Em seguida, assistia cinco ou seis Missas particulares antes da Missa solene. Este era o programa do Advento e da Quaresma. No resto do ano estes exercícios reduziam-se, mas os pobres continuavam a ser atendidos.

Margarida anglicizou e refinou a corte e o marido com suas virtudes, modéstia, beleza rara. Sua paciência e doçura suavizaram os modos do marido... e converter o Rei é converter o Reino. O marido iletrado, embora falasse três línguas, foi se tornando mais cristão e a seus três filhos, que reinaram depois dele, Margarida inspirou amor a Deus, desprezo das vaidades terrenas e o horror ao pecado.

O casal desperta até hoje curiosidade, pois a esposa era de tal maneira gentil e religiosa, que foi logo a seguir chamada santa; enquanto ela vivia para a igreja e a caridade, ele tentava obter controle e poder sobre os ingleses do norte.

Em 1093, o marido partiu em expedição contra Guilherme o Ruivo. Margarida, prevendo sua própria morte, fez confissão geral. A 13 de novembro disse que algo de ruim para a Escócia havia acontecido. Dias depois chegou a notícia: o rei tinha sido morto naquele dia, junto com seu primogênito. Dizendo que considerava a tragédia como castigo por seus pecados, Margarida começou a rezar e faleceu. Era o dia 16 de novembro de 1093.

Seu corpo foi sepultado diante do altar principal da Abadia de Dunfermline, Fife, ao lado do marido. Em 19 de julho de 1259 suas relíquias foram transferidas para um santuário novo. Em 1250 o papa Inocêncio IV a canonizou e é festejada no dia 16 de novembro.

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