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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Para cego ver e surdo ouvir: Frases selecionadas de Dom Fellay

Já pensava em  fazer um resuminho desse, para utilidade pública das boas almas da Tradição, mas a falta de tempo vai postergando até o que é prioritário. Graças a Deus que podemos contar com pessoas sérias e bem intencionadas. Graças a Deus que o "Intribulatione Patientes" tomou para si esta incumbência. Talvez, como eu, esteja preocupado/incomodado/inconformado com amigos e conhecidos que continuam assistindo às Missas da Neo-FSSPX por "culpável negligência ou temor", na espera (ainda) de um acordo, firmado "preto no branco". Como se isso fosse necessário. O pior cego é aquele que não quer ver, que se recusa a ver, apesar dos sinais e, às vezes, da clareza da mensagem. 
Se vai haver ou não um acordo, isso já não faz a menor diferença: o mal já foi feito
E o fato de Fellay "ter voltado atrás" (o que é mais um lenda do que uma verdade) não tem o condão de reparar o mal e os estragos que suas ações/falas desastradas (no mínimo) concretizaram. Não sejamos ingênuos, não corresponde a um católico. Aliás, a antológica "ingenuidade" de Fellay tem sido seu calcanhar de Aquiles. Que não seja o nosso! 
Fellay, não apenas traiu a causa, como cometeu injustiças que ainda não reparou (e não sei como as "boas almas" convivem com isso!). Pior, continua cometendo, porque os "seus" continuam punindo e perseguindo quem continua alertando que "o rei está nu"!!! 
Contudo, para mim a "volta atrás" de Fellay é uma lenda porque as coisas, na Neo-FSSPX, continuam indo em direção à igreja conciliar. Amanhã direi mais, na verdade publicarei um e-mail recebido da Colômbia, que mostra claramente a quantas anda a conciliarização da Neo-FSSPX. Não perdem por esperar... Agora, o texto. 

FRASES SELECIONADAS DE DOM FELLAY


Para leer este artículo en español, haga clic aquí.

A seguir, transcrevemos uma longa série de frases absurdas selecionadas dentre as que Dom Fellay disse nos últimos anos. Esta lista não pretende ser completa, mas é longa o bastante para se ter uma boa noção do que realmente pensa o atual superior geral da FSSPX. Duas ou três destas frases já seriam suficientes para causar arrepios em qualquer pessoa capaz de entender um mínimo da crise pela qual passamos desde o Vaticano II. Todas elas juntas são uma prova irrefutável da traição de Dom Fellay aos princípios de Dom Lefebvre, à razão mesma de existir da FSSPX e a toda a resistência católica contra os inimigos infiltrados na Igreja. O sentido delas é tão claro que nos abstivemos de fazer comentários. Apenas destacamos algumas palavras nos textos. Os que tiverem fôlego para suportar tanta besteira, que nos acompanhem na leitura.


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Entrevista de Dom Fellay à revista La Liberté, de 11 de maio de 2001:

"Isto dá a impressão de que nós rejeitamos todo o Vaticano II. No entanto, nós aceitamos 95% dele.”

http://farfalline.blogspot.com.br/2013/01/fellay-nao-rejeitamos-todo-o-cvii.html
Vide aqui também: http://sspx.org/en/news-events/news/recognizing-sspx-questioning-vatican-ii-2380.

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Entrevista à revista “30 Dias”, Nº 9, outubro de 2002:

"-E se o Papa lhe chamasse?
-Se me chama, eu vou logo. Melhor dizendo, vou correndo. Isto é certo.”


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Sveriges Television, 21 de Janeiro de 2009:

"Nosso único objetivo é a restauração da doutrina tradicional dentro da Igreja Católica. Por esta razão, somos aceitados, respeitados e estimados por todo mundo”.


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Entrevista-debate com Gerard Leclerc e Samuel Pruvot., revista Família Cristã, França, fevereiro de 2009:

"Os judeus são nossos irmãos maiores na medida em que temos algo em comum”.


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Carta de 14 de Abril de 2012 em resposta à carta dos três outros bispos da FSSPX:

"Para vós, o Papa Bento XVI é ainda Papa legítimo? Se o é, Jesus Cristo ainda pode falar por sua boca?
Se o Papa expressa uma vontade legítima em relação a nós, que é boa, que não dá uma ordem contra os mandamentos de Deus, temos o direito de negligenciar, de mandar de volta esta vontade?
Bem, o Papa nos fez saber que a preocupação de regular a nossa situação para o bem da Igreja estava no coração de seu pontificado, e também que sabia que seria mais fácil para ele e para nós deixar a situação assim como ela está agora.Portanto,é uma vontade decidida e justa a que ele expressa.
Na Fraternidade estão se tratando os erros do Concílio como se fossem super-heresias, torna-se como o mal absoluto, pior que tudo (…)
Para o bem comum da Fraternidade, nós preferíamos a solução atual de status quo intermediário, mas claramente Roma não tolera mais isso.
Em si, a solução proposta, da Prelatura pessoal, não é uma armadilha. 
(…) a situação apresentada em abril de 2012 é muito diferente daquela de 1988. Pretender que nada mudou é um erro histórico.
(…) pode-se contatar uma mudança de atitude na Igreja, ajudada pelos gestos e atos de Bento XVI em relação à Tradição.
Pude constatar em Roma como o discurso sobre as glórias do Vaticano II que se via repetindo constantemente, se ainda está nos lábios de muitos, no entanto não está mais em suas cabeças.
E, quando comparamos os argumentos que Mons. Lefebvre defendia na época, concluímos que ele não teria hesitado em aceitar o que hoje nos é proposto."


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[A infame] Declaração doutrinal de 15 de Abril de 2012: 


"Nós declaramos aceitar os ensinamentos do Magistério da Igreja em matéria de fé e de moral, dando a cada afirmação doutrinal o grau de adesão exigido, conforme a doutrina contida no n.º 25 da Constituição Dogmática Lumen Gentium do Concílio Vaticano II.
A inteira Tradição da fé católica deve ser o critério e o guia para a compreensão dos ensinamentos do Concílio Vaticano II, o qual por sua vez esclarece – ou seja, aprofunda e explicita ulteriormente – certos aspectos da vida e da doutrina da Igreja, nela implicitamente presentes ou ainda não formulados conceitualmente.
É por essa razão que é legítimo promover, mediante uma discussão legítima, o estudo e a explicação teológica de expressões e de formulações do Concílio Vaticano II e do Magistério subsequente, nos casos em que elas não pareçam conciliáveis com o Magistério anterior da Igreja.
Nós declaramos reconhecer a validade do Sacrifício da Missa e dos Sacramentos celebrados com a intenção de fazer o que a Igreja faz em conformidade com os ritos indicados nas edições típicas do Missal Romano e dos Rituais dos Sacramentos legitimamente promulgados pelos Papas Paulo VI e João Paulo II.
Nós prometemos respeitar a disciplina comum da Igreja e as leis eclesiásticas, especialmente aquelas que estão contidas no Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II (1983)."

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Entrevista concedida ao Catholic News Service, agência de notícias da Conferência Episcopal dos EUA, em maio de 2012:

"Pessoalmente, eu teria querido esperar um pouco mais de tempo para ver as coisas mais claras, mas uma vez mais, realmente parece que o Santo Padre quer que aconteça agora. O movimento do Santo Padre, porque realmente vem dele, é genuíno. Se este reconhecimento acontece é graças a ele. Definitivamente só a ele.
“O concílio apresenta uma liberdade religiosa de fato muito, muito limitada. Muito limitada.”
O papa diz que o concílio deve ser colocado na grande tradição da Igreja, que deve ser compreendido de acordo com ela. Estas são declarações com as quais estamos completamente de acordo, inteira, absolutamente.
Depois das discussões, nós nos demos conta de que muitos dos erros que nós atribuíamos ao concílio, na realidade não são do concílio, mas sim do entendimento comum do concílio.

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Em Brignoles, em maio de 2012:

“[A declaração doutrinal] seria preciso explicar entre nós, porque há declarações que estão de tal modo em cima do muro que, se alguém estiver mal disposto ou se estiver de óculos escuros ou rosas, poderá enxergar o que bem quiser”. 


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Carta de Dom Fellay a Bento XVI, de 17 de Junho de 2012:

"Desgraçadamente, no contexto atual da Fraternidade, a nova declaração não passará."


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Entrevista concedida a Nouvelle de France em Fevereiro de 2013: 


"Pergunta: Excelência, o senhor avaliaria o fato de que o último grande ato do pontificado de Bento XVI pudesse ser a reintegração da Fraternidade Sacerdotal São Pio X?
Por um breve instante, pensei que, anunciando a sua renúncia, Bento XVI realizaria um último gesto para conosco.
Posso dizer que me encontrei com um Papa que tinha um desejo sincero de realizar a unidade da Igreja, mesmo que nós não tenhamos chegado a um acordo."


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Entrevista ao DICI, junho de 2013:

"Pergunta: O que o senhor diria àqueles que lhe acusam de querer – ou de ter querido – comprometer os princípios da Fraternidade relativos ao Concílio e à Igreja pós-conciliar?
Reposta de Dom Fellay: Isso é propaganda pura e simples espalhada por aqueles que querem dividir a Fraternidade.Não sei de onde eles tiraram estas ideias."

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Apesar de todos os absurdos que Bergoglio tem feito para acelerar o processo revolucionário contra a Igreja, Dom Fellay não diz uma palavra em defesa da Fé. Pelo contrário, defende Franscisco:

“O papa Francisco tem uma fé profunda”.
“Nós devemos conservar a maior prudência antes de emitir um juízo (sobre Francisco), enquanto não o vejamos em suas obras”.
“Ele quer colocar ordem. Como é um homem de ação, decidido, inclusive despótico em seu exercício do poder, não é impossível que chegue a colocar ordem em una sociedade vaticana profundamente corrompida”.
“Não me adianto em condená-lo, esperemos, sejamos prudentes.
"Em seus sermões, vemos que tem a Fé (…) ainda não vemos aplicação concreta, mas seus sermões não estão mal”.
“Eu não sou profeta nisso, sejamos prudentes, não precipitemos os acontecimentos, veremos”.


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Uma pessoa, por culpável negligência ou por temor incutido pelos sequazes de Dom Fellay que demonizam os textos da Internet, pode não ter lido ou escutado o que Dom Fellay escreveu ou disse. Mas, a partir do momento em que se toma conhecimento do que o superior geral expressou, não há desculpa alguma que se possa encontrar para defendê-lo.

Quem conseguiu chegar até o fim desta leitura já não deve ter nenhuma dúvida de que Dom Fellay não segue, nem de longe, a linha de Dom Lefebvre. A mudança é inegável. Basta que se compare com o que dizia Dom Lefebvre e a própria FSSPX até pouco tempo. O atual superior geral perdeu todo o senso de resistência católica contra o modernismo.

Isto está muito claro. Não é possível que alguém ainda tenha dúvidas. Que dúvida pode haver depois de tudo o que Dom Fellay disse?
Nota do Pale Ideas: Incluímos o link da entrevista de Bergoglio, acerca da fé profunda que Fellay declarou. Acrescentamos também alguns grifos. Até agora, Fellay (ou por um de seus sequazes) não disse um "a" sobre os pronunciamentos de Bergoglio/Francisco. De outra parte, o DICI (órgão oficial de comunicação da Neo-FSSPX) continua seu papel de Osservatore Romano. Até notícia os escândalos de Bergoglio, mas não comenta, não critica, não condena. 
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